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Mathew

Tasmânia, Melbourne, Cairns, Whitesundays, Gold Coast, Brisbane e Sydney - 30 dias

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Iniciamos então mais um relato, dessa vez sozinho, visto que minha namorada não pode ir em razão do trabalho. Como tinha um primo fazendo intercâmbio na Austrália, e as aulas já haviam terminado, decidimos fazer uma viagem de 30 dias para conhecer um pouco do País.

Começamos pelas passagens. Elas estavam com valores de R$ 4.700,00 ida e volta. Ali por final de Fevereiro houve uma mega promoção da Quantas, que derrubou as passagens para R$ 2.200,00. Quando estava em R$ 2.800,00 em comprei, e no dia seguinte foi o pico da baixa. Mas preferi aproveitar antes, com medo que voltassem pros 4 mil reais. Comprei pela Decolar.com, pois o site da Quantas não queria funcionar. Aproveitei e adquiri um Seguro de Viagem no valor de R$ 384,00.

O roteiro meio que foi feito pelo meu primo, tendo nós conversados e feito algumas adaptações. Depois da viagem vimos que poderia ter sido muito aprimorado, mas isso só vem com a experiência mesmo.

Em Março fiz meu visto, que custou R$ 395,74. Fiz tudo online, usando esse site para ajudar em algumas coisas: https://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2013/09/22/como-tirar-o-visto-para-a-australia/

Ali por maio eu comprei dólares australianos de um brasileiro que mora lá. Depositei em reais na conta dele aqui, e ele depositou em dólares na conta do meu primo. Tinha feito a conta que iria gastar uns 3 mil dólares. Comprei 2.200 dele, e os outros 800 seriam do meu primo, visto que eu havia comprado as passagens áreas internas na Austrália para nós dois. Tudo para "baratear", evitando gastos com IOF e lucros das casas de câmbio. A cotação que consegui foi de R$ 2,68.

 

GASTOS INICIAIS

- Passagem Brasil – Austrália – Brasil – R$ 2.812,00

- Seguro Viagem – R$ 384,00

- Visto = R$ 395,74

TOTAL = R$ 3.591,74

 

Dia 01 e 02 – 16/05 e 17/05 – SÃO PAULO - MELBOURNE

Meu avião saiu de Guarulhos às 18h45min. Feito escala em Santiago (Chile) de 2h e depois em Auckland (Nova Zelândia) mais 2h. Um voo beeeem cansativo.

Uma dica. Na ida eu peguei a poltrona 26 no voo de 10h entre Santiago e Auckland. É uma poltrona que tem muito espaço para se esticar, visto que ficar numa saída de emergência. Achei muito bom. Tentei pegar na volta, mas não tinha mais. Aí pega na janela e consegue apoiar as pernas na porta de emergência, dá um bom sono.

 

Dia 03 – 18/05 - MELBOURNE

Cheguei em Melbourne às 09h25min da manhã. O meu primo já tinha comprado a passagem do SkyBus pela internet (AUD 18,00) (https://www.skybus.com.au/). Esse ônibus faz o trajeto aeroporto / centro de Melbourne a cada 10min mais ou menos. Tem os que vão em bairros, mas o mais usado é o que vai até a estação Southern Cross. Fui até lá e ele foi me buscar.

Ficamos na casa em que ele estava hospedado, no Southbank. Como o horário da Austrália é +13 o horário do Brasil, eu precisava ficar acordado o dia todo pra "ajustar" meu corpo, visto que quando é dia no Brasil, é noite na Austrália. Então fomos caminhar pela cidade.

Fomos pelas margens do Rio Yarra, passamos pela Chinatown, e caminhamos até a Argyle Square. Ali próximo existe em restaurante chamado Universal Italian, que serve um frango parmegiana IMENSO, e por um valor extremamente em conta (AUD 14,00). Comemos era umas 16h já. Na volta passamos pela pela Biblioteca Estadual e pela estação Flinders Street e fomos pra casa.

Consegui ficar acordado até às 20h aproximadamente, e aí capotei.

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Margens do Rio Yarra
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Margens do Rio Yarra
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Argyle Square

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Chicken Parmegiana no Universal Italian

 

GASTOS

SkyBus - AUD 18,00

Universal Restaurante - AUD 14,00

TOTAL = AUD 32,00

 

Dia 04 - 19/05 – MELBOURNE

Nesse dia iríamos visitar outros locais. O Rodrigo convidou uma amiga dele para ir junto, a Isabela, a qual nos acompanhou nos quase 30km de caminhadas na cidade.

Começamos pelo Shrine of Remembrance. Fomos para o Royal Botanic Gardens. Dali entramos no National Gallery of Victoria.

Depois dessa longa caminhada fomos comer um Harbúrguer na Degraves Street se não me engano, que é uma ruela cheia de restaurantes e bares.

Dali seguimos para o Fitzroy Gardens e voltamos pela passarela que dá ao Melbourne Cricket Ground. Nesse caminho passa pelo The Federation Bells, que são uma espécie de sinos que tocam umas músicas de tempos e tempos. Dá até para você criar uma música no site deles e colocar lá para tocar.

Encerramos o dia na Munich Brauhaus com um casal de brasileiros que também são amigos do meu primo.

 

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Shrine of Remembrance
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Royal Botanic Gardens
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Royal Botanic Gardens
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Fitzroy Gardens
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Margens do Rio Yarra

 

GASTOS

Hambúrguer - AUD 24,00

Cerveja e Linguiça - AUD 19,00

Doce - AUD 6,00

TOTAL = AUD 49,00

 

Dia 05 - 20/05 – MELBOURNE

O casal de amigos do meu primo do dia anterior se juntou a nós para conhecer o Abbotsford Convent. Nesse local é servido aqueles almoços que você paga quanto quer. Eles dão sugestões de valores, informando o quanto cada valor cobre dos custos deles. É um lugar bacana, muitas pessoas vão se exercitar lá. Algo que fica no centro de uma metrópole, e que parece que vocês está no interior, com cavalos, vacas. Tem até uma feirinha rural lá. Para ir até lá usamos o trem. Para usar o transporte público é necessário o MyKi, que precisa ser comprado e carregado com créditos (https://www.ptv.vic.gov.au/tickets/myki). Eu acabei usando um dos amigos do Rodrigo, então só gastei o valor do transporte, que varia conforme o destino.

Algo importante sobre o transporte público. Você precisa apresentar o cartão na máquina sempre que entra e sai das estações, pois a cobrança é pela distância, então vai cobrar quando você sai. Nos subúrbios, como no bairro de Abbotsford Convent, não existe catraca nem nada, vai tudo na confiança. Problema é que, se você não fizer e algum fiscal passar pelo transporte verificando, a multa é altíssima (uns 200 doláres). Outra coisa é que, vamos supor que custe 4 dólares o deslocamento, e você só tem 2. O seu saldo vai ficar negativo, mas não tem problema. Você só pode ficar negativo 1x. Então, para pegar transporte novamente depois, terá que fazer uma recarga. Por fim, no centro de Melbourne há uma área de Tram gratuito. Tram é tipo uns bondes, que andam no asfalto sobre trilhos. Nós não o utilizamos, mas mesmo sendo gratuito acho que precisa dar o "tap" no cartão na entrada e saída dele.

Depois do almoço fomos para Brighton Beach. É um local nobre da cidade, com grandes mansões. Ali próximo existem os Brighton Bathing Boxes, local bem turístico. Não achei nada assim muito interessante, mas o povo vai lá tirar fotos. A última das cabaninhas foi vendida por míseros 350 mil dólares 😱. É gostar de jogar dinheiro fora...

Dali começou a chover e acabamos pegando ônibus / tram para ir para casa.

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Abbotsford Convent
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Abbotsford Convent
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Mansões em Brighton Beach

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Brighton Bathing Boxes
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Vista do centro de Melbourne a partir do caminho que fizemos pela baía
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Interior de um Tram

 

GASTOS

Transporte - AUD 10,00

Almoço Convento - AUD 10,00

Lanche tarde - AUD 10,50

Janta - AUD 15,00

TOTAL = AUD 50,50

 

Dia 06 – 21/05 – MELBOURNE - TASMANIA

Nesse dia iríamos para a Tasmânia com o Spirit of Tasmania (https://www.spiritoftasmania.com.au/). Foi pago AUD 85,00 pelo deslocamento noturno, aproximadamente 10h no barco. Pode escolher camas se quiser (mais caro), mas se não pegar existem poltronas demarcadas para dormir. São bem confortáveis, como de um ônibus semi-leito. Também fornecem cobertor e travesseiro. Muito importante: LEVE DRAMIN!!! O Rodrigo acabou passando mal logo que o barco saiu da baía e entrou em alto mar. Eu dormi e não precisei tomar nada.

Dá para ir de avião. O valor é praticamente o mesmo. A diferença é que vai até a capital, Hobart, e o barco vai até Devonport, que fica ao norte da ilha. Mas fizemos pela experiência mesmo. Deve ser bacana no verão, que aí pega o pôr do sol e o nascer do sol no barco. Como era noite pegamos escuro o tempo todo. Tem também a opção de fazer o trajeto diurno (quando pegamos não tinha, acho que devido à pouca demanda).

Nesse dia não fizemos nada de mais. Coisas administrativas que ele precisava fazer na escola, ficamos arrumando malas, dormindo até mais tarde...

 

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Spirit of Tasmania
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Spirit of Tasmania
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Interior do Spirit of Tasmania

 

GASTOS

Almoço - AUD 17,00

Doce tarde - AUD 5,00

barco - AUD 85,00

Guloseimas barco - AUD 6,00

TOTAL = AUD 113,00

 

Continua...

 

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Dia 07 – 22/05 - TASMANIA

Chegamos na Tasmânia ali pelas 6h da manhã, e fomos retirar o carro que tínhamos alugado para todos os dias em que estaríamos lá. Foi pego pela EuropCar. Foi nos dado uma Toyota Klugger, por um valor que eu achei fantástico: AUD 229 para 7 dias com ela, sendo que nesse montante está incluso o valor de AUD 50,00 porque iríamos devolvê-la em Hobart.

De Devonport seguimos direto para Cradle Mountain. Lá fazia muito, mas muito frio. Aproveitei e comprei uma touca, senão iria congelar as orelhas. Nos foi informado a respeito de um ticket para todos os parques da Tasmânia. O valor de AUD 60,00 para a família, sendo possível ingressar em todos os parques por 2 ou 3 meses, não lembro direito. Vimos que valia muito a pena, pois só nesse seria uns 19 dólares cada, além do estacionamento (e esse ticket cobre os estacionamentos também). Então adquirimos, nos equipamos com roupas quentes, e decidimos fazer um trekking que nos levasse até o Marions Lookout, passando pelo Crater Lake, e aí voltaríamos pelo Lake Lilla e Dove Lake. Esse roteiro não existe, nós que vimos que seria interessante fazer na hora. São fornecidos mapas, então dá pra montar um, e toda a trilha é extremamente bem sinalizada.

Tem uma trilha para dar a volta no parque e passar literalmente no pico da Cradle Mountain, mas ele é de 8h de caminhada se não me engano, e precisa cuidar muito pois o tempo é imprevisível lá no inverno.

Pra quem vai de carro, se deixa o veículo no estacionamento principal e de tempos em tempos tem um ônibus do parque que leva o pessoal para o início das trilhas. Não chegamos a descobrir se podia ir até os outros estacionamentos com nosso carro, acho que sim. Mas como iríamos iniciar em um estacionamento e terminar noutro diferente, foi melhor usar o transporte do parque.

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Início da Trilha

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Wombat

 

No caminho já conheço o primeiro animal, o tal do Wombat. Muito fofinho. A trilha é meio que num terreno alagado, então fizeram ela como se fosse uma ponte. O Crater Lake é bem bacana, e o Marions Lookout seria melhor se não estivesse encoberto. Mas valeu a caminhada, fizemos amizade com um corvo simpático que queria comida.

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Panorâmica do Crater Lake

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Panorâmica do Marions Lookout (esse é o Dove Lake)

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Quando chegamos no lago deu pra ver um pouco da Cradle Mountain

 

Nós tínhamos um roteiro meio pré pronto, mas nada reservado, o mais flexível possível. Então decidimos ir pernoitar em Launceston. Ficamos na Hillview House, por um valor de AUD 74,00, quarto com banheiro privativo. Dali fomos jantar um Hambúrguer e voltamos descansar. A cidade não é turística nem nada, então não tem muito o que se fazer ali.

 

GASTOS

Aluguel Carro - AUD 119,00

Entrada Parques - AUD 30,00

Café/Almoço - AUD 13,00

Hotel - AUD 37,00

Janta - AUD 18,00

TOTAL = AUD 217,00

 

Dia 08 – 23/05 - TASMANIA

Partimos de Launceston em direção ao leste. Iríamos ver Bay of Fires e Binalong Bay. Nesse percurso nós nos perdemos um pouco, fomos parar no meio de uma reserva florestal, a qual havia pego fogo há algum tempo e tinha várias árvores ainda negras. Interessante é que, mesmo numa estrada de chão minúscula, havia placas indicando alguma coisa.

Chegamos em Saint Helens, almoçamos numa padaria, compramos algumas porcarias no mercado, e partimos para nossos destinos.

Bom, Bay of Fires não tem nada pra fazer. É uma praia, bem bonitinha, e só. Fomos, tiramos umas fotos, caminhamos um pouco, acabou.

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Bay of Fires

 

Binalong Bay também não é lá grande coisa. Uma baía, com umas pedras meio avermelhadas. Nos divertimos com um Pelicano, ficamos andando nas pedras, o Rodrigo voou o drone dele, não tinha muito mais o que fazer. Parece que o pôr do sol fica bacana ali, com aquelas pedras avermelhadas. Vimos isso depois numas fotos do local.

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Pelicano
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Ponta da Binalong Bay

 

Voltamos pra Saint Helens para decidir onde dormir. Isso é algo complicado nessas cidades pequenas. Existem poucas acomodações, em algumas poucas cidades, visto que a maioria é minúscula. Olhamos por muito tempo até encontrar um Hostel bacana em Bicheno, uma cidade famosa pelos pingüins.

No percurso vimos um Santuário de animais logo antes de Bicheno, e decidimos passar lá no dia seguinte, visto que já estava fechado. Fomos jantar numa Pizaria bem boa ali no centrinho (Pasini's), e também fomos no mercado comprar algo para almoço no dia seguinte, visto que iríamos fazer outro trekking.

 

GASTOS

Almoço - AUD 15,00

Mercado - AUD 10,00

Gasolina - AUD 32,00

Janta - AUD 16,00

Hostel - AUD 37,00

TOTAL = AUD 110,00

 

Dia 09 – 24/05 - TASMANIA

Logo cedo fomos para o East Coast Natureworld. Paga-se 26 dólares por pessoa, e 1 dólar se quiser comprar um pacotinho de ração para os cangurus. Chegamos era quase 10h, hora de alimentar os animais. Fomos direto para os Demônios da Tasmânia, que seriam os primeiros a serem alimentados, e ficamos só nós 2 lá e o guia. Eu entendia muito pouco do que ele falava, meu inglês não é uma maravilha, e quando é australiano falando, ai lasca tudo. Mas o bichinho é interessante.

Depois ele foi tratar os cangurus e, por fim, um Wombat que eles têm separado que foi resgatado.

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Demônios
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Cangurus
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Wombat
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Rodrigo brincando com o Canguru

Depois disso ficamos livres para andar pelo local, interagir com os animais. Demos uma volta, olhamos tudo e fomos brincar com os cangurus 😁. Várias fotos, vídeos. Os cangurus da Tasmânia são bem menores que os do Outback australiano. Acho que chegam a 1 metro de altura e olha lá, parecem tudo filhotes.

Nem lembro que horas eram fomos em direção ao Freycinet National Park, que fica logo abaixo. Ali também tinha várias trilhas para fazer, mas tínhamos pesquisado na noite anterior que a mais bacana seria a do Mount Amos. É uma trilha considerada difícil e perigoso, mas curta. Se não me engano 4km ida e volta. Só que ela é praticamente na pedra da rocha, e grande parte dela praticamente uma escalada. Tipo, se a rocha estiver lisa da chuva desista, não vai conseguir. E também use bota de trilha, ela é essencial para dar a garradeira necessária e evitar um tombo feio e até a morte ☠️.

Subimos, e num determinado trecho que você praticamente se enfia num vão, eu decido olhar pra baixo e gelo completamente. Tava muito alto, eu tava me cagando 😂. Sério, achei que não teria coragem de descer.

Chegamos no topo, maravilhosa a vista da Wineglass Bay e de uma outra baía juntas (tem trilhas pra essas praias também). Almoçamos lá o que havíamos pego no mercado, e descemos. Até que não foi tão ruim quanto eu imaginei, mas praticamente se desce sentado, grudado na rocha. Na descida encontramos um grupo de meninas subindo. Meio perigoso, visto que já era umas 16h, e às 17h na Tasmânia já é escuro.

Nessa trilha tem umas marcações na pedra sobre o caminha a ser percorrido, então tem que ficar atento pra não errar. São váaaarias marcações, mas né, sempre bom cuidar.

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Panorâmica do topo do Mount Amos

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O Mount Amos é um desses aí, não lembro qual

 

Chegamos no estacionamento, e lá tinha uns cangurus selvagens querendo comida dos turistas. Na ida pro pouso vimos que ia dar um pôr do sol bacana, paramos numas pedras para tirar fotos, voar drone, essas coisas.

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Pôr do sol

 

Como saímos dali já era noite, e iríamos até New Norfolk (umas 3h de carro), pegamos muitos animais na estrada. Tem que cuidar muito, pois eles adoram ir pra estrada à noite (acho que por causa do calor do asfalto, não sei), e tem muitos animais mortos nos acostamentos por causa disso.

Chegamos no destino, tínhamos escolhido um lugar chamado Junction Motel New Norfolk. Lá o proprietário estava nos esperando com pressa, visto que era quase 20h e o check in era até esse horário. Assim que pegamos as chaves ele, que estava com uma galera, e alguns já beeem embriagados, nos informaram para ir jantar rápido, visto que cidades pequenas tudo fecha cedo. Nos indicou 2 locais e sumiu. 

Um adendo aqui. Realmente, na Tasmânia é 20h, no máximo 21h já está praticamente tudo fechado. Seguimos sua recomendação e fomos para o Shangai Restaurant. Chegando lá encontramos o proprietário do Motel e aquela galera sentados. Fomos convidados a nos juntar e eles. Aparentemente eram todos moradores dali, alguns residiam no Motel por longos períodos (tudo achismo isso 😂). haviam levado umas 4 garrafas de vinhos, nos ofereceram tanto que tivemos que aceitar. Vinho tasmaniano, muito bom. E começa a vim comida chinesa até não acabar mais, e eu só pensando no quanto aquilo iria dar... Ali pelas 21h o pessoal decidiu voltar pro Motel, e nós fomos acertar a conta. Nisso o proprietário diz que era tudo por conta dele. Ganhamos a janta "de grátis" 😁. Pagamos bem caro o Motel, AUD 120,00 para os dois, mas pelo menos ganhamos a janta.

 

GASTOS

Café - AUD 17,00

Souvenirs - AUD 20,00

East Coast Natureworld - AUD 26,00

Motel - AUD 60,00

TOTAL = AUD 123,00

 

Continua...

 

 

 

 

 

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Dia 10 – 25/05 - TASMANIA

Partimos de New Norfolk numa manhã muito gelada, com o carro coberto de uma fina camada de gelo, para o Mount Field National Park. Famosinho por algumas cachoeiras e pela neve quando está muito frio (o que não foi nosso caso). Esse parque está abarcado naqueles dos AUD 60,00 que pagamos, assim como o Freycinet no dia anterior. Chegamos pegamos o mapa, verificamos qual trilha poderia ser feita. Aqui há alguma bem extensas, de até alguns dias de caminhadas. Só chegamos até o primeiro estacionamento, pois nos pareceu que os outros locais são mais visitados em caso de haver neve mesmo.

Fizemos a caminhada que passava pelo Russell Falls, Horseshoe Falls e Lady Barron Falls. Nada assim muito espetacular, ainda mais para que conhece Prudentópolis no Paraná né...

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Primeira trilha é asfaltada, depois vira chão batido mesmo
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Russell Falls
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Horseshoe Falls
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Lady Barron Falls

A trilha é no meio da floresta, e em certo momento tem o Tall Tree Walk, que são uns pinheiros gigantes que existem lá. Foi bem rapidinho, acho que em 2h fizemos tudo, mesmo parando pra colocar tripé pra tirar foto das cachoeiras. Aí tínhamos uma longa parte da tarde ainda, e começamos a ver o que poderíamos fazer. Decidimos ir até Strathgordon, para ver a Gordon Dam. 

Durante o trajeto é avisado que nos próximos 100km + ou - não existem postos de combustível, então vá com o carro abastecido. O local é basicamente uma vila de apoio para as pessoas que trabalham na barragem (acredito que seja uma usina hidroelétrica, mas diferente das nossas). Dá pra ir até na área de concreto caminhando. Pelo que notei pessoal faz Rapel ali com alguma agência, provavelmente de Hobart. Chegamos já era umas 15h, ficamos lá um tempo e próximo das 16h voltamos.

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Gordon Dam

Decidimos ir pernoitar em Sorell, uma cidade próxima a Hobart já. Ficamos no Blue Bell Inn, uma hospedagem de 1826 se não me engano, bem bacaninha.

 

GASTOS

Hostel - AUD 49,00

Combustível - AUD 25,00

Janta - AUD 8,00

TOTAL = AUD 82,00

 

Dia 11 – 26/05 - TASMANIA

Iríamos nesse dia em vários pontos bem turísticos numa espécie de península.

Na ida passamos por um lugar muito estranho, onde um pouco era água, depois era areia. Tinha até uma placa falando que quando ventava ficava mais bonito o local.

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A primeira delas foi a Tessellated Pavement, uma espécie de pavimento criado pela própria natureza (pelas ondas). Á algo bem difícil de acreditar, visto parecer algo feito pelo homem.

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Após seguimos pro Blow Hole. nada muito interessante, o mar que entra num buraco. Ficamo lá tentando pegar alguma onda bacana. Ali também se passa pelo Fossil Bay Lookout.

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Fossil Bay Lookout

 

Seguimos então pro Tasman Arch e pro Devils Kitchen (esses podem ser feitos juntos, deixa o carro no primeiro estacionamento e vái até o Devils Kitchen a pé, é uns 300m acho.

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Tasman Arch

 

Tudo é feito bem rápido, umas 2h se demorar muito mesmo. Dali fomos pro Remarkable Cave, que é uma caverna onde entra o mar. Nesse lugar existem algumas trilhas a serem feitas, se tiver tempo de sobra vale pesquisas sobre elas. Mas se for pra fazer uma, faça a que vá até a ponta do Cape Raoul. Lá tem umas formações rochosas bem interessantes. Não chegamos a fazer em razão de demandar umas 4 ou 6h de caminhada ida e volta se não me engano, e não tínhamos esse tempo disponível mais.

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Remarkable Cave

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Cape Raoul

 

Um outro local que parece muito bonito e bem visitado é o Port Arthur Historic Site. Até chegamos a ir até lá, mas era uns 40 dólares a entrada por pessoa. Achamos meio exagerado, então não fizemos.

Seguimos para Nubeena para almoçar (já era umas 15 ou 16h) e depois seguimos para Hobart. Nesse caminho mais uma vez vimos um local bacana para pôr do sol, e paramos para contemplar (e tirar fotos). A parte bacana de ir de carro é essa, você tem liberdade, e acaba descobrindo as coisas por conta própria. Essa foi a primeira viagem internacional que usei carro, visto que as outras não tinha muita coragem (Peru e Bolívia). Mas pretendo começar a usar mais veículos alugados (e até Camper Vans) para fazer meus roteiros e minhas viagens).

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Em Hobart ficamos no The Nook Backpackers. Nos colocaram numa despensa praticamente, onde mal cabia a beliche 😂. Mas faz parte. 

 

GASTOS

Sorvete - AUD 5,00

Almoço - AUD 16,00

Hostel - AUD 33,00

Janta - AUD 23,00

TOTAL = AUD 82,00

 

Dia 12 – 27/05 - TASMANIA

Pela manhã fomos para o Wellington Park. Achávamos que teríamos alguma trilha para subir até o topo, mas não, vai de carro mesmo, tudo asfaltadinho. Chegamos tiramos uma fotos, e fomos ver algo pra fazer. Encontramos uma trilha meio inutilizada que nos levaria para umas formações rochosas que achamos interessante, e seguimos. No caminho encontramos poças de água congeladas, um canguru bem escondidinho, e as pedras que queríamos.

Voltamos pra cidade, acabamos pegando um outro hotel (Welcome Stranger Hostel), descansamos um pouco e no fim do dia fomos conhecer um pouco de Hobart, caminhar pelo cais, pelo centro. É um lugarzinho bem bacana. Acabei nem tirando fotos da cidade 😕

 

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Visão do topo do Monte Wellington de Hobart

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Alguma reserva florestal encoberta ainda cedo

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Nosso amiguinho canguru selvagem

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Rodrigo contemplando a vista

 

GASTOS

Café - AUD 15,00

Hostel - AUD 47,00

Lanche- AUD 11,00

Janta - AUD 20,00

TOTAL = AUD 93,00

 

Continua...

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Parabéns pelo relato. Estamos indo para Austrália em Setembro, para Gold Coast, onde faremos um curso de Inglês, Sydney, Melbourne, e regiões próximas. Também passaremos alguns dias na Nova Zelândia (ilhas sul e norte).

Aguardamos ansiosos o restante do relato..

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Muito bom teu relato cara, fazer uma trip assim pela Austrália está nos meus planos, mas até então não vinha considerando colocar a Tasmânia no roteiro.

 

Também estou ansioso pelo restante do relato.

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Dia 13 – 28/05 – TASMANIA

Procuramos muito o que fazer nesse dia, até que descobrimos um lugar bem ao sul com águas termais e uma caverna. Parecia interessante, então fomos até lá. O local se chama Hastings Caves and Thermal Springs. As águas termais não estavam lá muito agradáveis. Se não me engano estava 26ºC, mas fora tava uns 5ºC. Tinha uma pessoa nadando lá, deixamos passar. Ali tem uma trilha bem pequena para ir ver de onde a água termal surge, e quando ela se junta com a água fria. Fizemos pois tínhamos que esperar o horário do passeio, que seria às 12h.

Aqui tem que pagar, não faz parte do ticket dos parques (mesmo sendo um parque, paga-se pelo guia). Valor de AUD 24,00 por pessoa. Da recepção até a caverna é meio distante, dá uns 10min de carro em velocidade baixa. O local é bem bacana, eles fizeram uma estrutura interna muito bonita, preservando a caverna. Sai até casamento lá dentro!

Se quiser tirar fotos, câmera com flash. Celular não deve ficar bom. Não deixam usar tripé internamente. O local é muito bonito, o guia também é bacana. Fizemos nós 2 e mais um casal, então tava bem tranquilo, deu para ver tudo bem sossegado. O passeio demora uns 40 min acho.

Dali voltamos para Hobart, e durante o dia descansamos, andamos mais um pouco pela cidade, arrumamos as bagagens e devolvemos o carro. Ficamos novamente no The Nook Backpackers, mas dessa vez nos colocaram num quarto melhor, até com uma sacadinha fechada.

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Aqui é onde saem os casamentos e até apresentações musicais, visto que a acústica é muito boa.

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Isso era um rio que existia internamente na caverna.

 

GASTOS

Gasolina - AUD 60,00

Hastings Caves - AUD 24,00

Souvenirs - AUD 10,00

Hostel - AUD 33,00

Almoço - AUD 10,00

Lanche - AUD 5,00

Janta - AUD 12,00

TOTAL = AUD 154,00

 

Dia 14 – 29/05 – TASMANIA - MELBOURNE

Dia de voltar para Melbourne. Nosso voo era bem cedo, então fomos de Uber até o aeroporto, que é beeeem longe do centro. Se tivéssemos visto isso antes, teria sido melhor ficar um dia a mais com o carro alugado e devolver no aeroporto. Existe um ônibus que leva até lá, mas para 2 pessoas valia a pena pegar Uber. Para uma só vale o ônibus.

Aqui na real foram 1 dia e meio de descanso praticamente.

Chegamos em Melbourne, colocamos as roupas sujas pra lavar. Fomos até a escola do Rodrigo ver do certificado (que não estava pronto, pra variar... não é só brasileiro que deixa tudo pra última hora 😂).

De tarde fomos dar umas olhadas nos Outlets que tem, compramos uma escova elétrica por AUD 24,00, que vinha com 2 cabeças. Bacana ela, gostei de usar. Só cuidar que é 220 volts e a tomada é Australiana, então tem que ter um adaptador. O problema de ser voltagem maior não influenciou aqui. Coloquei numa tomada 110 e está funcionando. Não sei até quando, mas está hahaha.

Vou aproveitar para falar do Cassino Crown. Ele é muito grande, e durante a noite tem show de fogos (fogo mesmo, labareda de fogos) na frente (nem sei onde é a frente), mas é a parte voltada para o rio. Acho que a cada hora, não tenho certeza. É bacana assistir um dia próximo, pra sentir o calor, e noutro dia (ou na hora seguinte) da ponte, que aí consegue ver todos (são 4 torres acho).

Ali no cassino é interessante pegar o cartão de membro. Com ele você recebe AUD 10,00 para gastar nos caça-níquéis. Eu gastei e ganhei AUD 12,00, que podia ser sacado e gastado em outros jogos, ou simplesmente ficar pra ti. Eu fiquei, não gosto de jogos de azar. Parece que depois de 1 semana eles te dão mais AUD 20,00, mas o meu deu erro, sei lá, nem peguei. Esse valor que eles te dão não pode ser sacado, então você obrigatoriamente precisa jogar, e aí conforme você vai convertendo, pode ir sacando.

Lá existe um restaurante que cobra AUD 7,50 pra escolher 3 tipos de comida diferentes. É uma boa refeição e por um preço excepcional pra quem não quer gastar muito. Além disso, se você usar o cartão de membro na compra, você ganha uns pontos, que podem ser trocados por bebidas quentes nas máquinas do cassino (horríveis as bebidas), ou você pode usar como desconto no restaurante, que aí sai uns AUD 4,50 a comida (não cheguei a usar nele, mas é algo assim).

 

GASTOS

Uber Hobart - Aeroporto - AUD 16,00 (para 1 pessoa, para 2 dá AUD 32,00. Acho que o ônibus era AUD 24,00)

Café - AUD 14,00

Skybus - AUD 19,50

Almoço - AUD 7,50

Escova Elétrica - AUD 24,00

Janta - AUD 10,00

TOTAL = AUD 91,00

 

Dia 15 – 30/05 – MELBOURNE

Mais um dia inteiro em Melbourne. Tínhamos visto de ir em algum lugar de bicicleta alugada, não lembro o nome. Mas o dia estava cinzento, meio chuvoso. Acabamos ficando em casa para arrumar as malas para o calor. Na real a gente sempre saía dar umas voltas, fazer algo.

À noite combinamos com a Isabela e o casal de anfitriões do Rodrigo (que também são brasileiros) de ir no Imax. Eles possuem a 3ª maior tela do mundo. Tinha Deadpool 2 e Solo para assistir. Como eu iria entender muito pouco, decidimos ir ver o Solo mesmo, que aí eu vejo navezinha e efeitos especiais 😂.

A tela é imensa mesmo. Precisa desviar o olhar pra conseguir abarcar tudo. E o som era impressionante. Teve uma hora que alguém do filme falou, e acho que todo mundo virou pro lado, pq parecia alguém da platéia gritando.

 

GASTOS

Almoço - AUD 10,00

Café - AUD 4,00

Imax - AUD 38,00

TOTAL = AUD 52,00

 

Dia 16 – 31/05 – MELBOURNE - CAIRNS

Dia de deslocamento. Fomos para Cairns, 3h de voo.

Lá pegamos um Uber pro Hostel. O cara do Uber falava pra kct, começou a dar várias indicações do que fazer por ali. É um local famoso pela Floresta Tropical. Mas né, brasileiro vê floresta tropical todo dia 😅. Fomos para Cairns mesmo para ir mergulhar na barreira de corais.

Nesse dia acabamos só caminhando pela cidade, visto que no dia seguinte viria um amigo mexicano (que também está fazendo intercâmbio em Melbourne) do Rodrigo para passear com a gente.

Então andamos no calçadão, fomos conhecer o centrinho, e demos uma olhada no valor dos passeios. Acabamos fechando com a Pro Dive (https://prodivecairns.com/). Seriam 3 paradas, sendo 2 para snorkel livre e outra para mergulho.

No almoço paramos para comer carne de crocodilo. Pegamos um hambúrguer mesmo. Tem um gosto de frango misturado com peixe, mas o hambúrguer tira bastante o gosto natural né. Era bom. De noite comemos uma comida turca se não me engano. Não estou falando muito das comidas, mas fomos em restaurantes de vários cantos do mundo, visto que a Austrália propriamente dita não possui assim uma comida típica. Só se for falar com Canguru mesmo, mas ouvi dizer que não é bom. Acabamos não comendo.

 

GASTOS

Skybus - AUD 19,50

Café - AUD 15,00

Uber - AUD 16,00

Almoço - AUD 12,00

Hostel - AUD 88,00 (para 4 dias)

Janta - AUD 33,00

Passeio - AUD 305,00

TOTAL = AUD 488,50

 

Dia 17 – 01/06 - CAIRNS

Nesse dia pela manhã chegou nosso amigo mexicano, e junto com ele (na real não junto, mas já estava na cidade) um colega de quarto de Taiwan, que também iria ficar ali conosco nesses dias, mas estava em outro Hostel.

Já havíamos planejado ir para Trinity Beach e Palm Cove, que são locais recomendáveis a se visitar. Uma informação importante: Cairns não tem praia!!! Pois é, é um banhadão. Aí eles criaram uma prainha artificial, e o povo fica lá pegando sol.

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"Praia" de Cairns

Vimos que existe uma linha de ônibus turístico que leva para esses locais. Compramos os bilhetes com o motorista mesmo (pede informação que ele fala quantas "áreas" é necessário comprar). O bilhete dura o dia inteiro, então tem que guardar, pois são ônibus diferentes para ir em cada uma das praias, e elas são relativamente longas umas da outras (do centro de Cairns dá uns 26km).

Tivemos bastante azar. O clima estava muito ventoso, e devia ter dado algum temporal no mar, visto que a água estava muito suja. Caminhamos um pouco pela praia, fomos numa espécie de lookout que não dava pra ver nada, e continuamos seguindo uma trilha que tinha ali no meio do mato. Fomos parar numas pedras, e dali seguimos em direção a um banhado que tinha próximo. Depois voltamos pro ponto de ônibus e almoçamos por lá mesmo. Vale a pena fazer isso? NÃO. Nada de interessante para se ver. Vai, olha a praia, segue pra Palm Cove (ou fica na praia se a água estiver boa e o clima agradável).

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Trinity Beach

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Esperando o busão

 

Pra ir pra Palm Cove tem que pegar o ônibus Cairns-Trinity Beach, descer na rodovia e esperar o ônibus Cairns-Palm Cove. Demorou um bocadinho, mas tínhamos o dia inteiro pra matar. Palm Cove tava a mesma porcaria a água e o vento. É bem mais bonito, várias palmeiras bacanas, pena que a água tava decepcionante.

Voltamos para a cidade e fomos para o Night Market. É um lugar bacana, com preços super acessíveis em relação a souvenirs, comida e massagens tailandesas.

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Palm Cove

 

GASTOS

Ônibus - AUD 10,00

Almoço - AUD 21,00

Janta - AUD 10,00

Café e sobremesa - AUD 14,00

Souvenirs - AUD 39,00

Equipamentos GoPro - AUD 15,00

TOTAL = AUD 109,00

 

Dia 18 – 02/06 – CAIRNS

Esse era o dia do nosso mergulho. O barco iria sair às 08h se não me engano, e precisávamos estar lá às 07h30min para o check in. Também aproveitamos para comer lá no porto, visto que seria nos dado um chá da manhã, mas não sabíamos se teria comida de sustância ou só bolachinhas, por exemplo.

Aí no barco eles separam os que irão fazer mergulho dos que não irão, dão várias explicações, passam vídeos, pedem pra assinar e preencher uma tonelada de formulários e separam os grupos e com qual mergulhador profissional vai ir (4 pessoas por mergulhador). Eu e o Rodrigo iríamos na 2ª parada, e o China e o Mexicano iriam na 3ª parada.

Algo muito importante: LEVEM DRAMIN!!! Aquele barco movimentava muito. Eu comecei a me sentir enjoado, já enfiei um goela abaixo. Não sei se falei que o Rodrigo passou mal no Spirit of Tasmania. É, pois é, aqui ele também estava começando a se sentir mal. No barco eles distribuem embalagens para vomitar, e pelo que notei também disponibilizavam comprimidos.

Chegando no local estava muitoooo frio, muito vento. Aí eles informam onde pode fazer o snorkel, quais sinais fazer para mostrar se estiver com problema ou se afogando, e liberam a manada pra ir colocar as roupas. Existem roupas para evitar as águas vivas, e a roupa de mergulho propriamente. Eu usei só a de mergulho. A água estava MARAVILHOSA. Parecia aquecida (esse excesso de calor que está matando os corais, visto que fica extremamente raso ali).

Tem um problema em fazer snorkel: as ondas. Não sei se era por causa do vento forte, mas tinha muita onda, e toda hora entrava água no respiradouro. Depois de muitá água tomada que aprendi que eu tinha que nadar um bocado, e depois deixar a onda ir me levando, com os pés virado para ela. Só assim conseguia fazer adequadamente.

É muito bacana, muito raso (tem que cuidar pra não se enroscar nos corais), muito peixe bonito, tartaruga. Pena que os corais perto da superfície são mais feios. Os que se veem no mergulho são mais bonitos, mas ao fundo.

Algo importante: Não deixam filmar se você não tem certificação. Tem algumas exceções: Você precisa estar com ambas as mãos livres. Então, se você tiver aquele engate que vai na mão, ok, eles deixam. Outra forma é comprar máscara que dá pra fixar a GoPro nela. Como eu só tinha aquele trocinho amarelo que boia e que tinha que ir segurando, não me deixaram usar no mergulho.

O bacana é que é um mergulho "livre". Os que fiz no Brasil o mergulhador ficava me segurando. Aqui não, ele ia guiando (e levando uma menina mais problemática), e nós outros 3 íamos atrás. O Rodrigo era o primeiro mergulho dele inclusive!

Depois disso teve o almoço (estava frio), e aí o próximo ponto de snorkel. Depois disso teve o lanche da tarde (que eu quase perdi, visto que fiquei o máximo possível no snorkel), e depois volta. Acho que ainda estava sobre o efeito do Dramin, então nem senti a volta.

De noite fomos novamente no Night Market jantar e depois dormir.

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Visão da barreira de cima do barco (não dá pra ver nada né, mas)

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Eu só gravei vídeo, então essa fotos são "prints" dos vídeos gravados.

 

GASTOS

Café - AUD 14,00

Janta - AUD 22,00

Sobremesa - AUD 9,00

TOTAL = AUD 45,00

 

Dia 19 – 03/06 - CAIRNS

Nesse dia dormimos até mais tarde, fomos almoçar no centrinho, e depois ficamos caminhando pelo calçadão da orla, sentados na praia artificial, tomando cerveja em bares, essas coisas de férias mesmo, o tal do "descanso". Tínhamos olhado alguns museus para olhar, mas ou estava fechados, ou tinha que pagar, então ficou por isso mesmo.

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Praia artificial

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Povo torrando (adoram fazer isso lá)

 

GASTOS

Almoço - AUD 15,00

Café e doce - AUD 10,00

Cerveja - AUD 12,00

Chocolate - AUD 4,00

TOTAL = AUD 41,00

 

 

Continua...

 

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Dia 20 – 04/06 - CAIRNS – HAMILTON ISLAND - AIRLIE BEACH

Dia de ir para Arlie Beach. Pegamos um Uber até o aeroporto, tomamos café lá mesmo (diferentemente do Brasil, as coisas no aeroporto não são absurdamente caras - dá pra se falar que são equivalentes).

Nosso voo iria até Hamilton Island (foi o voo mais caro da viagem, uns 600 dólares). Depois comento sobre esse "probleminha". De lá ainda precisaríamos pegar um barco até Arlie Beach, o qual custaria mais 55 dólares (http://www.cruisewhitsundays.com/resort_connections.aspx).

Fomos nos hospedar no Magnums Airlie Beach. É uma espécie de vila no centro da cidade, bem bacana, bem arborizado, e a um preço bacana. Almoçamos, olhamos alguns passeios, demos uma volta pela cidade (ela é bem pequena, praticamente só vive do turismo mesmo).

Diferentemente de Cairns lá tem mar e praia, mas nada assim muita grandioso. A água é encantadoramente bonita, e a cidade muito simpática. Claro que não podia deixar de existir a prainha artificial deles...

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Indo de barco de Hamilton Island para Arlie Beach

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Praia de Arlie Beach

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Praia artifical

 

GASTOS

Uber - AUD 5,00

Café - AUD 16,00

Ferry - AUD 55,00

Hostel - AUD 120,00 (4 diárias)

Almoço - AUD 24,00

Janta - AUD 14,00

TOTAL = AUD 234,00

 

Dia 21 – 05/06 - AIRLIE BEACH

Decidimos fechar o passeio para Whitehaven com a Cruise Whitsundays mesmo (http://www.cruisewhitsundays.com). A princípio tínhamos visto também uma passeio de meio dia para a barreira de corais dali, mas depois verificamos que ele somente é fornecido no verão.

Lá no balcão da empresa fomos informados que caso comprássemos qualquer passeios com eles, ganharíamos um transfer de ida e volta para Hamilton Island, MAS esse transfer não poderia ser usado para que fôssemos até o aeroporto (não podia levar bagagens). Sacaninha eles...

Bem, mas foi bom por outro lado. Fechamos a Whitehaven para o dia 06/06, e no dia 07/06 iríamos fazer trekking na minúscula Hamilton Island (várias trilhas por lá). Aproveitamos e já compramos o transfer para ir embora no dia 08/06.

Nesse dia ficamos dando uma de turistas de praia. Fomos na praia artificial tomar banho, depois ficamos sentados ali nas pedras para ver o pôr do sol.

 

GASTOS

Café - AUD 15,00

Tour Whitehaven - AUD 229,00

Transfer Ferry - AUD 55,00

Mercado - AUD 20,00

Cerveja - AUD 5,00

TOTAL = AUD 324,00

 

Dia 22 – 06/06 - AIRLIE BEACH

Dia de conhecer a tão famosa Whitehaven Beach!!!

Saímos bem cedo para fazer o check in no porto. O barco iria fazer uma parada em Hamilton Island para pegar mais gente, e depois partiria para a praia. Nós estávamos só pelo café da manhã... 😅

Nem precisou Dramin aqui. Acho que já estávamos anestesiados de tanto andar de barco.

A primeira impressão da praia é magnífica. A areia branca se destaca demais. O barco fica um pouco longe da praia, e as pessoas são levadas por uma outra embarcação menor. Nós pegamos o passeio com o Hill Inlet Lookout, e com direito a fazer uma trilha guiada lá. Na entrada do barco eles dividem as pessoas em grupos, para que depois venha o barco buscá-las e levar até o Hill Inlet. Então mal andamos na praia e já fomos pra Hill Inlet.

Esse acho que é o lugar mais impressionante. A mistura de cores, branco, verde e azul, é algo que vale muito a pena mesmo fazer. Chegando lá a guia leva até uma trilha para ver o lookout, e depois libera para ficar caminhando, tomar banho, fazer o que quiser. Acho que tivemos de 2h a 2h30min pra olhar tudo por lá, então deu tempo de sobra. A água é absurdamente transparente. Dá vontade de ficar lá o dia inteiro olhando. Cada vez dá vontade de tirar foto, pois parece melhor do que antes.

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Hill Inlet

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Água cristalina

 

Depois voltamos pra Whitehaven e almoçamos (um hambúrguer que a pessoa mesmo montava com os ingredientes disponíveis - cuidar muito as gaivotas!!). Logo depois as guias vem pedir quem quer fazer as trilhas, se prefere a longa ou a pequena. Fomos fazer a longa (que nem é tão longa assim, uns 4km acho). A guia super divertida, ia parando e contando várias curiosidades. Eu não curti muito pq estava de chinelo, e isso com a areia me destruiu os pés. Então acabei indo de pé descalço e sofri um bocado.

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Whitehaven Beach

 

Na volta da trilha andamos na praia, tiramos fotos, e acabou o dia. Passou bem rápido mesmo.

Na volta eles servem um lanche da tarde, e era já noite quando chegamos em Arlie Beach

 

GASTOS

Janta - AUD 11,00

Cerveja - AUD 5,00

TOTAL = AUD 16,00

 

Dia 23 – 07/06 - AIRLIE BEACH

Nesse dia fomos fazer trekking na Hamilton Island, com o translado que tínhamos ganho.

A ilha é muito bonita, cheia de resorts. Carros não existem, só alguns caminhões de transporte e micro-ônibus. As pessoas se deslocam com aqueles veículos elétricos que existem nos campos de golf. Mas é bem pequena, dá pra fazer tudo a pé sem problema algum.

No dia que compramos o passeio de Whitehaven Beach a pessoa nos deu o mapa de trekking da ilha. Demos uma olhada na internet, do que seria interessante ver, e criamos um roteiro que iria contornar quase toda a ilha.

Uma coisa interessante. De manhã (descobrimos depois que era por causa da maré), a praia de frente pra um dos maiores resorts estava horrível. Mas à tarde ficou "normal".

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Achei que a trilha iria ser mais no meio do mato, mas não é. Então passar bastante protetor e usar algo na cabeça.

Do início da trilha até o Passage Peak (que é o ponto mais alto) tem bastante subida, mas é tranquilo.

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Depois nos encaminhamos pro South East Head. Aqui é quase só descida, vai que vai. Nesse caminho passamos por uns arbustos que só existem na Austrália (se não me engano), e neles, por muita sorte, encontramos uma espécie de periquito muito colorido. Tinha, uns 30. Ainda bem que tava com muito zoom pra pegar eles de perto.

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Dali fomos pra Escape Beach, onde almoçamos, e depois pra Coral Cove. Ambas são praias "desertas".

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Escape Beach

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Coral Cove

 

No caminho da volta vimos algo voando morro abaixo: um canguru!! Não imaginei que viria algum deles numa ilha tão pequena. E parecia bem selvagem.

Chegamos no porto e ficamos esperando o barco. Pegamos um sorvete, que me custou miserou 10 dólares!!! 😱 Só que assim, eu pedi 2 bolas. 1 bola era 2 das nossas. Quando ela pôs a segunda, eu pensei "como vou comer isso sem derrubar tudo?". Mas foi, devagar e com cuidado. Fiquei enjoado de doce depois disso.

 

GASTOS

Café - AUD 15,00

Sorvete - AUD 10,00

Janta - AUD 12,00

TOTAL = AUD 37,00

 

Dia 24 – 08/06 - AIRLIE BEACH - HAMILTON ISLAND - BRISBANE

Nesse dia iríamos para Brisbane. O nosso avião sairia de Hamilton Island à tarde, então durante a manhã deu tempo de arrumar as bagagens.

Chegamos em Brisbane já era tardezinha. Pegamos o trem que leva até o centro da cidade (AUD 16,00), e no dia anterior tínhamos escolhido ficar no Summer House Backpackers, num quarto compartilhado para 4 pessoas.

Da estação do trem até lá dá uns 10min, sendo que ali tem vários hostels um atrás do outro. No nosso quarto já tinha uma menina, da Inglaterra, que não conversava muito.

Iria ter hambúrguer gratuito no hostel, mas como começou a chover (o churrasco seria na parte de cima, descoberta) nós saímos catar algo ali perto, que tinha uma espécie de centro comercial. Tinha várias opções, mas eram relativamente caras, então pegamos um frango num restaurante português (praticamente cortaram metade do frango e deram metade pra cada um).

Nesse dia não fizemos nada, visto que chegamos muito tarde na cidade. A Inglesa foi fazer festa à noite, mas como não fomos convidados, dormimos mesmo.

 

GASTOS

Café - AUD 20,00

Souvenirs - AUD 10,00

Internet - AUD 20,00

Trem - AUD 16,00

Hostel - AUD 62,00 (para 2 diárias em quarto compartilhado - 4 camas)

Janta - AUD 15,00

TOTAL = AUD 143,00

 

Dia 25 – 09/06 - BRISBANE

A Inglesa no dia anterior tinha nos dito algumas coisas a fazer. À noite também demos uma pesquisada, e decidimos ir caminhar pela cidade mesmo.

Seguimos o Brisbane River até a History Bridge (tem calçada ao lado do rio o tempo todo). Passamos por cima da ponte, e voltamos pelo outro lado.

Iniciamos ali perto da Victoria Bridge, onde tem uma espécie de piscina pública, roda gigante. Algo que achei bacana foi tipo um templo budista, bem bonitinho.

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Victoria Bridge

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Templo

 

Outra coisa muito interessante é a preservação dos bens públicos. O parquinho de crianças cheio, uns brinquedos interessante que dá até vontade de nós adultos experimentar. 😀

Em um determinado ponto do percurso tem um paredão de pedra, e lá tinha centenas (sim, muita gente) praticando escaladas.

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Escalada

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History Bridge

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Vista de cima da ponte

 

Do outro lado do rio, depois de passar pela ponte, há vários locais para comer do lado do rio, e alguns barcos a serem pegos, inclusive um bem antigo, que aparentemente tinha almoço à bordo, e tinha uma bandinha com uma musica muito bacana sendo tocada.

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Barco

 

Fomos almoçar num restaurante brasileiro (O Brasileirinho) que encontramos ali por perto. Cardápio bem brasileiro, comida ótima, funcionários brasileiros, muito brasileiro comendo... Brigadeiro dos caras sensacional, melhor que muito que se come em SP (que cometem o crime de fazer de lata!!)

Voltamos a caminhar, ficamos naquela piscina um pouco sentados, passamos pelo letreiro Brisbane (entupido de gente) e voltamos pelo centro da cidade.

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Parque ao lado do rio

 

À noite tinha jogo num estádio ali próximo, então tínhamos um australiano no quarto, e uma canadense (que falava pelos cotovelos). Ficamos bem amigos dela, que inclusive iria para a região de Surfers Paradise enquanto estaríamos por lá. Fomos jantar num bar, tomamos cerveja, e voltamos dormir.

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Visão do topo do Hostel

 

GASTOS

Almoço - AUD 25,00

Ônibus - AUD 19,00 (ônibus de Brisbane para Surfers Paradise, comprado pelo site)

Cerveja - AUD 7,00

Janta - AUD 15,00

TOTAL = AUD 66,00

 

Continua...

 

 

 

 

 

 

 

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Moço, continua seu relato que ele tá ótimo demais. Muito detalhado!

Estou indo pra AUS em novembro e suas dicas estão sendo valiosas. 

Você foi pro Outback? Tou em dúvida entre as praias (levando em consideração que irei pra Tailândia em seguida e lá também tem praias) ou pro deserto.

 

 

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Olá thaislivio.

Não fui pro Outback. Meu primo até pediu pra eu olhar se queria fazer os não. Mas aí olhei, não vi nada muito interessante. Parece que é a tal da pedra vermelha, e só. Talvez num futuro que eu volte pra lá faça.

Sobre as praias, é tudo muito relativo. Necessário é ir pra Arlie Beach e ver a barreira de corais e Whitehaven. Essa é OBRIGATÓRIA! As outras somente se você gostar MUITO de praia, e daí é ir pra curtir, ficar no sol, tomar banho, pq não tem muita diferença das nossas praias.

Vou tentar terminar o relato agora final de semana.

 

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Dia 26 – 10/06 – BRISBANE - SURFERS PARADISE (GOLD EAST)

Fomos de ônibus para Surfers Paradise. Há a possibilidade de ir de trem, mas parece que demora mais. O ônibus vai direto, 1h aproximadamente. Paramos na rodoviária e fomos a pé até o Hostel (era um pouco longe, mas tudo bem). Ficamos no Surfers Paradise Backpackers Resort (não é um Resort, só pra avisar). Custou AUD 40,00 para cada, mas ficamos em quarto duplo bem bacaninha. Almoçamos num restaurante Vietnamita (New Saigon Restaurante). Comida boa e bem típica. No final teve até um café estilo vietnamita, mas não achei lá grande coisa.

De tarde fomos ao encontro de uns brasileiros que ficamos de ver por lá, caminhamos na praia com aqueles edifícios imensos (ao estilo de Camboriú) e andamos no centrinho. Fomos para perto de um dos canais artificiais que tem por lá para ver o pôr do sol, mas tinha muitas nuvens e não ficou legal. Paramos num bar com uma gerente brasileira tomar cerveja. Parece que essa região é a que mais concentra brasileiros em toda a Austrália (levando em consideração a quantidade de habitantes australianos). Jantamos por ali mesmo, compramos uns souvenirs (tem uma loja bem grande, mas os preços são "normais"). No calçadão estava tendo uma feirinha de vários artigos, e tinha até um rapaz com várias araras brasileiras enjauladas, para que as pessoas fossem tirar fotos (e eram absurdamente caras as fotos). Várias espécies em extinção, bem triste ver aquilo.

 

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GASTOS

Hostel - AUD 40,00

Almoço - AUD 23,00

Cerveja - AUD 7,00

Janta - AUD 16,00

Souvenirs - AUD 20,00

TOTAL = AUD 106,00

 

Dia 27 – 11/06 - BYRON BAY

Não tinha muito o que fazer em Surfers, então alugamos um carro e fomos para Byron Bay, visto que nossa amiga inglesa também iria para lá nesse dia. A brasileira que estava em Surfers também foi com a gente.

Chegamos na cidade ainda de manhã (1h de carro se não me engano)  e fomos para o Cape Byron Lighthouse. Cheio de gente, estacionamento lotado, mas conseguimos uma vaguinha. O local é bem bacana, e vimos um monte de golfinhos. Ali é o ponto mais ao leste de terras australianas. Muitos surfistas vão ali também, visto que tem ondas de melhor qualidade.

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Farol
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Golfinhos
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Voltamos e fomos almoçar. De tarde nos encontramos com a inglesa e fomos tomar banho no mar e depois apreciar o pôr do sol. Nisso vimos umas pessoas tomando chimarrão, chegamos bem na cara dura e já descobrimos mais 3 brasileiras, mas aí eram pessoas que viviam lá mesmo. A nossa amiga brasileira voltou pra Surfers de ônibus ali pelas 15h

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De noite saímos jantar e fizemos um grupo de 3 brasileiros, a inglesa e uma belga. Acabamos indo pra um bar e ficamos tomando cerveja, e quando decidimos ir jantar estava tudo fechado (lembrando que por lá às 09h meio que fecha tudo já). Encontramos um restaurante mexicano no estilo Fast Food e comemos lá. Decidimos no dia seguinte ir ver o nascer do sol no farol.

 

GASTOS

Hostel - AUD 34,00

Almoço - AUD 17,00

Aluguel Carro - AUD 50,00

Estacionamento farol - AUD 4,00

Almoço - AUD 16,00

Cerveja - AUD 10,00

Janta - AUD 12,00

Aluguel toalha - AUD 5,00

Estacionamento Hostel - AUD 5,00

TOTAL = AUD 153,00

 

Dia 28 – 12/06 - SUFERS PARADISE (GOLD EAST)

Saímos bem cedo (umas 5h30min acho) e fomos direto para o farol. Chagando lá não dá pra ir de carro até o topo, e já estava tudo cheio o estacionamento por ali. Rodrigo conseguiu encontrar um canto e fomos. Bem bacana o nascer do sol. Inclusive vimos baleias beeem ao longe, mas dava pra ver quando respiravam.

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Nascer do sol

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Baleias

 

Depois fomos tomar café numa padaria, deixamos a Belga no Hostel e fomos para o Tamborine National Park. Meio desorganizado esse parque, você chega num local, tem uns mapas um pouco complicados, e aí precisa se virar. Vimos uma trilha pra fazer que tinha algumas cachoeiras. Mas como não tinha chovido nada, praticamente não tinha água.

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Depois fomos para a Natural Bridge and Glow Worm Cave. A caverna no buraco é legalzinha, mas os Glow Worm não vimos. Parece que só à noite, e mesmo assim precisa de alguns aspectos a mais. Ali é mega rápido, 30min vê tudo.

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Natural Bridge

 

Dali fomos para Snapper Rocks, porque as meninas iriam voltar para Byron Bay (e conseguiram uma van que levaria do aeroporto), e nós iríamos devolver o carro em Surfers. É umas pedras na praia onde tem vários surfistas, nada muito especial.

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Ao fundo dá para ver os prédios altos de Surfers Paradise.


Deixamos as meninas no aeroporto e voltamos devolver o carro. Andamos um pouco no centrinho e procuramos um Hostel onde ficar. Ficamos no Sleeping Inn, mas NÃO FIQUEM LÁ! É horrível, e ainda teve gente fazendo festa até altas horas da madrugada. O banheiro cheio de água, tudo molhado. Deveríamos ter ficado naquele outro que já havíamos dormido.

 

GASTOS

Café - AUD 10,00

Mercado - AUD 5,00

Sorvete - AUD 4,00

Combustível - AUD 17,00

Hostel - AUD 35,00

Souvenirs - AUD 35,00

Janta - AUD 15,00

Cerveja - AUD 8,00

TOTAL = AUD 129,00

 

Dia 29 – 13/06 – GOLD EAST - SYDNEY

Pegamos um Uber até o aeroporto (que é relativamente longe), tomamos café por lá mesmo e zarpamos em direção à Sydney. Em Sydney pegamos o trem até o centro e decidimos ficar num lugar diferente: Space Q Capsule Hotel. Você dorme numas cápsulas, é bem interessante. O trem lá também é bacana, é de 2 andares.

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Cápsulas (peguei a foto da internet, eu só tinha vídeos)
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Trem de 2 andares
 

Deixamos nossas tralhas no Hostel e fomos caminhar. Passamos pelo Hyde Park, entramos no Jardim Botânico e saímos na Baía (que é o melhor local pra tirar fotos da Opera House). Dali fomos em direção à Opera House, almoçamos e voltamos pro Hostels já era quase noite. Nessa volta o Rodrigo falou de um doce da Starbucks que eu precisava experimentar. Procuramos no Google Maps um e fomos. Entramos num shopping que ia pro subterrâneo, e andamos, andamos, até que encontramos a Starbucks e não tinha. Só que achei interessante a quantidade absurda de lojas que tem no subterrâneo, tanto que fomos sair num prédio distinto daquele que entramos.

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St Mary Cathedral
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Opera House e Ponte
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Centro
 

Dormimos um pouco e à noite voltamos ao cais, pois naquele período em que estávamos lá estava acontecendo o Vivid Sidney. São vários pontos de show de luzes e sons, algo extraordinário. Ainda bem que tivemos essa sorte.

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Centro à noite com a iluminação do Vivid
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Opera House com a iluminação do Vivid

O show acabava à meia noite, e nós tínhamos chegado lá era umas 22h passada já, e ainda precisávamos comer algo. Então vimos um pouco (tinha uns mapas com atrações numeradas), paramos pra comer numa das praças de alimentação, e deixamos pra ver o resto no dia seguinte.

 

GASTOS

Uber - AUD 23,00

Café - AUD 17,00

Trem - AUD 17,00

Hostel - AUD 78,00 (2 diárias)

Almoço - AUD 14,00

Chocolate - AUD 3,00

Janta - AUD 15,00

TOTAL = AUD 167,00

 

Dia 30 – 14/06 - SYDNEY

Acordamos sem saber muito o que fazer, e decidimos atravessar a ponte e ir do outro lado da baía. Na ponte você tem 3 opções: passar caminhando (é de graça); subir numa das torres dela pra tirar fotos (acho que era quase 40 dólares); ou atravessar a ponte por cima da ferragem ("míseros" 290 dólares 😱). Pois bem, fizemos o de graça mesmo.

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Atravessando a ponte

Do outro lado tentamos achar alguns pontos bacanas para fotos, mas o que mais me interessava, que é um tal de Kirribilli Point, é fechado pq lá é a casa de alguém grande (tipo o Comandante da Marinha Australiana, não lembro). É bacana pq a estrutura das casas muda completamente, parecendo que se está numa cidade completamente diferente.

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Ponte
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Visão do outro lado da Baía

Almoçamos por lá mesmo (Rodrigo deu uma exagerada numa comida com pimenta...)  e voltamos.

À noite nos encontramos com uma amiga do Rodrigo, fomos ver o resto do Vivid, e fomos em um cassino assistir o começo da Copa. Porcaria, mas o cassino era bacana. Voltamos pro Hostel era 1h passada. O interessante é que se caminha altas horas da madrugada praticamente sem medo algum na rua...

 

GASTOS

Café - AUD 12,00

Almoço  -AUD 18,00

Chocolate - AUD 3,00

Janta - AUD 18,00

Cerveja - AUD 18,00

TOTAL = AUD 69,00

 

Dia 31 – 15/06 – SYDNEY - MELBOURNE

Pegamos o metrô para voltar para Melbourne: a viagem havia acabado. No aeroporto tive que ir atrás de imã de geladeira de Sydney, pq a Neila decidiu pedir um de última hora. Acabei que encontrei uns chaveiros que estávamos procurando a viagem inteira, e já trouxemos 😁.

Em Melbourne pegamos o SkyBus, paramos na Southern Cross. Rodrigo pediu uma sopa, disse que não estava muito bem. Acabamos indo pra um Hostel, visto que o rapaz que ele morava já tinha alugado o quarto dele para outra pessoa (na real tinha alugado o apartamento inteiro, pq eles também iriam sair de lá).

Durante o dia fomos ver de alguns assuntos dele pendente na escola; fomos num outlet olhar outras coisas; devolver itens para o amigo mexicano dele...

À noite saímos com outros brasileiros para despedida e para assistir futebol (eu não gosto de futebol, mas acompanho...)

 

GASTOS

Metrô - AUD 17,00

Café - AUD 20,00

Souvenirs - AUD 35,00

Skybus - AUD 19,00

Sopa - AUD 5,00

Hostel - AUD 30,00

Almoço - AUD 13,00

Janta - AUD 12,00

TOTAL = AUD 151,00

 

Dia 32 - 16/06 – MELBOURNE - SÃO PAULO

Bem cedinho peguei o trem, fui até o aeroporto, tomei um café e vim embora. Trouxe uma das malas do Rodrigo junto, visto que ele tinha 3 e não queria pagar excesso. Ele iria pousar um dia na minha casa em São Paulo antes de voltar para a cidade dele.

 

GASTOS

SkyBus - AUD 19,00

Café - AUD 16,00

TOTAL = AUD 35,00

 

RESUMO DE GASTOS (cotação do AUD multiplicando o real por 2,7)

GASTOS EM DÓLARES AUSTRALIANOS = AUD 3.562,00

GASTOS EM PASSAGENS AÉREAS COMPRADAS ANTECIPADAMENTE = R$ 5.693,74

GASTO COM VISTO = R$ 395,74

GASTO COM SEGURO VIAGEM = R$ 384,00

GASTO TOTAL = R$ 16.090,88

 

DICAS FINAIS

Uma observação que eu gostaria de deixar. Muitos relatos e muita gente fala em ir até CAIRNS fazer o mergulho na barreira de corais. Pode até ser um lugar relativamente mais barato, mas os corais estão bem feios, e não tem mais nada pra fazer por lá. Se nós soubéssemos disso, teríamos economizado uns 3 dias de viagem, além da passagem de Cairns até Hamilton Island, que foi absurdamente cara. Tem outro aeroporto em Arlie Beach, mas não tem voos partindo de Cairns. Então se gasta uns 100 AUD a mais pra fazer o mergulho em Arlie Beach, e se economiza dias de viagem e muitos gastos para ir para Cairns.

Um lugar que ouvimos falar muito foi a tal da Fraser Island. Não achei muito interessante pelo que eu vi, mas talvez não tenha visto direito. Vale a pena dar uma pesquisada melhor.

Sobre comida: eu fiz meus cálculos de que iria gastar AUD 35,00 por dia com refeições. Gastei beeeem mais, pq a comida é cara mesmo. Só pra ter noção, se você for num restaurante "normal", vai gastar em média AUD 20,00 por refeição (pratos baratos). Pratos com carne bovina não baixam de AUD 30,00. Nos Fast Foods a comida sai entre 12 e 15 dólares. Então eu recomendo alocar NO MÍNIMO AUD 50,00 por pessoa por dia para alimentação.

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