Olá viajante!
Bora viajar?
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rafaelcg 1 post
Olá amigos!
Após um pouco mais de um ano dessa maravilhosa viagem resolvi finalmente escrever o meu relato. Espero de verdade que de alguma forma possa ajudar / motivar / entreter / relembrar o pessoal desses incríveis lugares.
Após decidir que gostaria de conhecer essa parte da América do Sul, em grande parte por causa das histórias de amigos meus que fizeram, pelo menos uma parte desse passeio, como o Jean e o Léo, e o Eduardo (Malavasy), mas principalmente pelas fotos que vi dos lugares que visitaria, acabei montando um roteiro muito parecido com o que o Mala montou. Quando olhei no mapa me parecia óbvio o trajeto.
O único problema é que o cara é pior que eu para guardar os detalhes das coisas... Então mais uma vez vim para o Mochileiros atrás dos detalhes que eu precisava. Só que esse trajeto era bem menos divulgado que outros... Então tome pergunta na galera!
O resultado disso é que tenho muito que agradecer ao pessoal do fórum... Me ajudaram muito! Obrigado mesmo!
:'>
No Chile acho que as coisas são mais tranqüilas... Qualquer um que despencar lá, mesmo que marinheiro de primeira viagem se vira bem... Já no Peru e principalmente na Bolívia é bom ter informações de qualidade antes de carimbar o passaporte, pois existem grandes chances de uma coisinha ou outra dar errado.
Não é nada de mais também, salvo raras exceções que vemos aqui no site... Todos foram, curtiram e voltaram... Uns com mais histórias, outros com menos lugares visitados do que poderiam, uns com o budget estourado, outros com uma coisinha ou outra na saúde para se recuperar, mas todos voltam com ótimas fotos, histórias e principalmente lembranças.
Minha viagem estava programada para durar 24 dias, mas acabou que durou 25 por conta de umas pedrinhas que topamos pelo caminho...
Nós (eu e minha namorada, Débora) passamos pelo Peru, Bolívia e Chile. O roteiro foi:
São Paulo – Lima – Nazca – Cuzco – Arequipa – Puno – Copacabana – La Paz – Iquique – Calama – San Pedro de Atacama – Salar de Uyuni – San Pedro de Atacama – Calama – Santiago – São Paulo
Os trechos de avião (além dos óbvios) foram: Cuzco – Arequipa; La Paz – Iquique; Iquique – Calama; Calama – Santiago.
O trecho Iquique – Calama eu fiz pela Sky Airlines. Tive que fazer tudo por e-mail, pois o site não aceitava pagamento de cartão brasileiro. O preço para estrangeiros não era o mais barato, mas mesmo assim ficou muito mais barato que qualquer outra opção.
Os outros trechos eu peguei uma espécie de passe da América do Sul da Lan. Dava direito a 3 trechos e o preço era praticamente o mesmo que comprar do site chileno. A única obrigação era que os trechos de ida e volta (SP – Lima e Santiago – SP) fossem da Lan. Eu já ia comprar da Lan mesmo, então tranqüilo!
O resto foi de ônibus.
Para quem gosta de um texto mais bem elaborado, eu recomendo a leitura do relato do Evandro: atacama-e-salar-de-uyuni-em-11-dias-t34757.html
Nos conhecemos em San Pedro e fizemos uma parte da viagem juntos. Uma ótima companhia de viagem! Ele escreve muito bem e tem como pegar mais detalhes da viagem, pelo menos desse trecho que fizemos juntos.
Bom, vamos ao que interessa!
16/05/2009 – Dia 1 – São Paulo / Lima
Chegamos em Lima na hora do almoço. Apesar de não ter muita coisa (nada) que queria muito conhecer lá, claro que queria o mais rápido possível deixar as coisas no hostel e correr bater perna na cidade para usar bem as pouco mais de 24 horas que tinha programado para ficar lá. Seguindo o conselho de muitos aqui no site, não fiz reserva em nenhum hostel... Apenas anotei o nome do meu favorito, baseado em depoimentos aqui do site, e também de alguns outros só por desencargo de consciência.
Estatisticamente eu não posso ser considerado um cara “sortudo” para essas pequenas coisas do dia a dia... Então claro que essa pousada estava cheia bem nesse final de semana.
Como iria ficar só uma noite lá, achei depois que deveria ter reservado, principalmente para não perder tempo.
Esse lance de não reservar nada antes, para mim é meio furada, principalmente para lugares onde se tem o tempo contado ou não se tem como negociar melhores preços... Não foi o único lugar que me arrependi de não ter feito reserva antes.
Também já logo que chegamos lá, o taxi que era para ser $ 45 (Onde $ é dinheiro local) acabou sendo $ 60, pois um quarteirão antes passamos a avenida onde muda o preço na tabela.
Claro que eu sei que essas coisinhas acontecem com todo mundo todo dia, mas comigo é bem mais que 2 X 1 a proporção como verão a seguir!
Ainda bem que é só nessas coisinhas de nada!
Bom, pousada cheia e já de cara a notícia... Em 2 dias iria ter um “Paro” em Cuzco que deve durar 2 dias... Quão ruim é isso, perguntei... “Se você vai conhecer o Vale Sagrado e Machu Pichu, é bastante ruim”, a menina da agência de turismo que fica dentro do hostel me respondeu...
Aí caiu minha ficha... Eu estava tentando reservar o trem para Machu Pichu no dia que estaria lá e não estava conseguindo... Bem nesse dia não tinha vaga e nem nos próximos. O que aconteceu é que o pessoal que tinha marcado o trem para esses dois dias estava sendo remanejado para os outros dias... Bem os dias que estaria em Cuzco.......
O que rolou então foi que a menina da agência fez o dono da agência ir lá falar com a gente. Ele nos pegou e nos levou até uma pousadinha razoável que tinha mais ou menos perto dali e depois nos levou até a sede de sua agência, em uma galeria de Lima. Ele parecia ser a nossa única esperança de conhecer Machu Pichu nessa viagem. Não queria nem pensar em não conseguir ir até lá...
O cara fez umas 10 ligações até que conseguiu com uma agência de Cuzco uma possibilidade de nos colocar no primeiro trem que sai lá de Cuzco mesmo para Aguas Calientes. Era só uma possibilidade ele disse. Se não desse certo disse que nos devolveria o dinheiro. Bom, não tive dúvida... Fechei lá mesmo e gastei bem mais que gostaria. No final, foi a melhor escolha daquele dia! Quando cheguei lá em Cuzco, vi que não teria nenhuma chance de ir para lá se não fosse por eles! Bom, deu tudo certo e fui para Machu Pichu!!!
A idéia era fazer o tour do Vale Sagrado e não voltar para Cuzco. Sair de Ollantaytambo direto para Aguas Calientes. Dormir lá e subir para Machu Pichu no dia seguinte. Essa é a maneira mais proveitosa e barata de ir até lá. É uma sugestão do pessoal aqui do site. Não foi o que pude fazer...
Por causa dessas mudanças o cara me arrumou um ônibus para Nazca no meio da madrugada, para eu ter tempo de chegar a Nazca, fazer o sobrevôo e no mesmo dia embarcar para Cuzco e chegar na manhã seguinte antes do fechamento das estradas. E assim foi...
Em Lima, o que deu para fazer foi andar pelo bairro de Miraflores, passear um pouco no Shopping de Miraflores e fazer uma espetacular refeição em um restaurante do shopping com vista para o Pacífico. Comi ali o meu primeiro Cevice. Primeiro de muitos... Finalmente meu primeiro momento de alegria extrema na viagem!!!!
Viu só! Caminhando por Miraflores!!!
Rua da Pousada
A Pousada!
Shopping Miraflores
Primeiro Cevice
Primeiro Pisco!
Esse eu não sei se ainda era o primeiro!!!
17/05/2009 – Dia 2 – Nazca
Acordamos muito cedo e conforme combinado um motorista foi nos buscar para nos levar até a saída do ônibus para Nazca. Fomos de Cruz Del Sur, em um ônibus muito bom. Muito bom mesmo! Nem sei o preço, pois estava no “pacote” que acabei fechando com o cara da agência.
Para entrar no ônibus todos passam por um detector de metal e um cara passa filmando (sim, com uma filmadora) um a um. O ônibus tem internet wi fi, uma sala com um computador, serviço de bordo e ótimas poltronas. Tinha 2 motoristas e o banheiro era só para xixi. Para opção 2 tinha que pedir para encostar e fazer na estrada!!! Não tinha nenhum infeliz com música alta ligada e o DVD só começou a passar depois das 10 da manhã. O ônibus não parou para pegar ou descer passageiro em nenhum lugar fora das oficinas deles. Ficamos bem tranqüilos com as mochilas no porta-malas, já que tinha visto muitas histórias de roubo das mochilas. O ônibus também tem alerta de velocidade que quando o motorista passa dos 90 Km/h, toca um apito alto em todo o ônibus. Isso inibe o motorista a ficar acelerando por aquelas estradas. Apesar de ter me acordado umas 2 vezes, achei ótimo aquele negócio!
Quando chegamos em Nazca, já tinha um pessoal nos esperando e já logo nos levou até o aeroporto.
Fizemos o sobrevôo... Muito legal!!!! Muito mesmo! Eu odeio avião... Aqueles então, faziam parte de muitos dos meus pesadelos! Mas na hora só queria fazer o vôo e ver as figuras!
Foi muito bom! Minha namorada teve que usar aqueles saquinhos da poltrona, mas fora isso, foi tudo bem!!!
“ahora por la izquierda...” E tome saquinho de vomito!!!!!!!!
Depois fomos passear na cidade e usar a internet... Não tínhamos pousada lá, então o jeito foi arrumar alguma coisa para passar o tempo até a hora do ônibus.
Uma especial atenção para essa foto abaixo... É o teclado da Lan House de lá!!!!!!!
No mínimo era de um PC XT.
Não fomos ao cemitério que tem lá que o pessoal costuma visitar. Não estava nem um pouco a fim de ver múmias e essas coisas... Já me bastavam as que andam e falam...
Algumas pessoas comentam que não é necessário fazer o vôo, pois dá para ver umas figuras dos mirantes e tal...
Olha só, se alguém vai até Nazca e não faz o sobrevôo, no mínimo perdeu tempo... Para ver 2 ou 3 figuras de cima de um mirante no meio da estrada, é melhor nem ir para lá... Veja as figuras aqui na internet... Bem melhor!
Ir até Nazca para isso...
Mirante
Fala sério...
Na hora marcada, embarcamos para Cuzco no trajeto que mais me assustava. É uma estrada bem complicada e que o motorista tem que ter muita responsabilidade, pois ali errou, já era. Nessa hora achei muito bom estar com uma companhia tão boa... Acaba que passa uma tranqüilidade maior, apesar de saber que é só sensação mesmo.
18/05/2009 – Dia 3 – Cuzco
Depois de um pouco mais de 14 horas, chegamos em Cuzco. Pedimos para o taxista nos levar em alguma pousada perto do centro, pois já sabíamos que não teríamos muito o que fazer lá por causa da greve, então queríamos ficar perto do centro para pelo menos poder andar por lá com mais facilidade. Ele nos levou para o Hostel Casa Grande. Nada de mais, mas estava bom. Só um pouco caro para o que oferecia (não muito, só a localização mesmo). Pagamos US$ 30,00 por dia o casal.
Nesse dia fizemos o city tour, pois o city tour não saia da cidade e então não tinha problema da greve, que fechava só as estradas e as linhas de trem. Assim já resolvia uma coisa e iríamos ver o que rolava nos outros dias.
Achei legal o City Tour, mas no final começa a cansar um pouco... Fica tudo muito parecido. Mas vale a pena!
City Tour
19/05/2009 – Dia 4 – Cuzco
Nesse dia fomos até as agências para ver se teria como fazer o passeio do Vale Sagrado... Claro que não! Então, o negócio foi andar pela cidade para lá e para cá! Andamos muito esse dia. Senti então pela primeira vez os efeitos da tal altitude. Tinha hora que o melhor era ficar quieto e se concentrar na respiração!!!
Cuzco
Andamos bastante... Por todas aquelas ruas, praças e depois no mercado municipal... Aquele mercado é coisa de louco! Que coisa zuada!
Assim que chegamos, pára um caminhão desses normais, não era desses frigoríficos, e um cabra me pula lá de dentro com um baita leitão nas costas e sai andando no meio da galera levando o leitão para o Box que iria vendê-lo. Aquilo não era nada para o que nos esperava dentro do mercado...
Todos os caras deixam as carnes expostas em cima do balcão... Sem proteção, sem refrigeração, sem nada.
É inacreditável a quantidade de moscas que habitam aquele lugar. Numa guerra de insetos, a infantaria de borrachudos que mora na Ilha Bela (Quem já foi lá sabe do que estou falando) fica ridicularizada perto do exercito de moscas daquele mercado... Sei lá, um trilhão, quem sabe... 
Do lado de fora, um cara que entregava botijão de gás (só isso), parou a moto que nem o nariz dele ali na frente do mercado... Adivinha... Moto no chão e botijões pela calçada! Amazing!


Ah, tem uns caras vendendo ovos de codorna em um carrinho com as próprias codornas dentro do carrinho! O camarada enfiava a mão lá e te dava o ovo! Imagino que ele cozinhava ali também, mas não posso afirmar!!!!
Nesse dia em um momento cola um cara jovem e bem vestido que já lança em alto e bom tom: Hey amigo, Marijuana?
Dei uma risada, balancei a cabeça e seguimos, assim como ele atrás de clientes!
Como não me interessei, não posso informar aqui o preço para os adeptos!!!
20/05/2009 – Dia 5 – Cuzco
Nesse dia, mesma coisa. Fomos até as agências na esperança de fazer o tour para o Vale Sagrado. Nada feito.
Pelo menos no final desse dia recebemos a confirmação da dona da agência que o cara de Lima contatou que seria possível fazer o tour para Machu Pichu no dia seguinte... Era a notícia que eu precisava!
Esse dia fizemos umas compras e passeamos um pouco de manhã. De tarde já estávamos cansados e sem muito mais o que explorar, então ficamos no hotel assistindo TV, dormindo um pouco e navegando na internet.
Hotel
Enquanto estávamos na praça principal pela manhã, sentados em um banco apenas curtindo o movimento, percebi um cara saindo de uma obra ali nas lojas que cercam a praça. O cara me sai com dois baldes e vai em direção a fonte no meio da praça... Estando no Peru, já logo saquei o que viria e lancei mão de minha máquina!!!! Dito e feito, o cara pegava água para o cimento da obra na fonte da praça principal da cidade!!!
De noite, em busca de trocar algum dinheiro, encontramos esse empresário do ramo, já com uns 12 ou 13 anos... De experiência? Não, de idade mesmo... Acho que os negócios não vão bem, pois ele chorava bastante!
21/05/2009 – Dia 6 – Machu Pichu
Acordamos bem cedo e estávamos pronto antes do horário combinado. Como não estávamos certos se tudo correria bem em relação ao nosso passeio, ficar esperando o pessoal naquele frio não foi nada agradável. O pior é que os caras atrasaram muito! Eu olhava para o relógio e já estava quase na hora do trem sair e nada dos caras... Eles chegaram muito depois do combinado e saíram que nem uns loucos para a estação do trem...
Quando chegamos o trem já estava partindo... As plataformas para o pessoal passar já haviam sido retiradas e alguns vagões já estavam até fechados... Corremos e conseguimos entrar. Foi por muito pouco essa!
Os caras da agência me deram um monte de papel e na correria eu entreguei tudo para o cara que estava lá para conferir as entradas. Só que ali também estava a volta e ele não me devolveu nada. Quando eu percebi que não estava com a volta, fui até o cara e disse que eu tinha entregado tudo para ele e que ele por favor verificasse que meu ticket de volta estava lá e me devolvesse.
Ele já teve a primeira reação que grande parte dos Peruanos e Bolivianos que cruzei tem: “Não, para mim não entregou nada”.
Ali eu vi que teria problemas. Eu insisti bastante com ele... Falei, falei, falei... Bom, já tinha desistido... Já estava pensando no que iria inventar para conseguir embarcar no trem de volta, mas não seria fácil, pois o trem estava completamente lotado e provavelmente voltaria assim também.
Depois de um bom tempo, o cara me volta com meus papeis e me entrega o ticket de volta. Nem acreditei que ele se deu o trabalho de procurar... Mas me salvei dessa!
O caminho até lá é bem agradável. Não estou acostumado a andar de trem e curti muito a viagem.
Em Aguas Calientes já fomos para a fila do ônibus que nos leva até a entrada de Machu Pichu.
Eu vi aqui no site que tem um pessoal que prefere subir a pé e tal... Eu não recomendo isso a ninguém... Se quer economizar os US$ 6,00 (acho que é isso que custa o trecho), faça isso na volta, que pelo menos é decida e você já gastou a energia lá dentro! Na ida eu considero uma economia bem porca.
Machu Pichu estava lotada!!! Era o primeiro dia de visitação desde a greve. Nos outros dois dias anteriores só chegaram lá os caras da trilha inca. Não tinha para onde ir que não tinha um monte de gente. Quase nenhuma foto sem um desconhecido junto!!!!!
Tava tranquilo, viu?!?!
Uma pena em Machu Pichu, que das ruínas que vemos, não sobrou muita coisa das construções originais dos incas, que mostram como aquele povo era avançado, mas sim um monte de pedras irregulares recolocadas por um monte de peruano sem noção que os caras arrumaram lá para remontar o lugar e continuar tendo como atrair os turistas... Mesmo assim, é espetacular o lugar. Avistar a cidade ali de cima é extraordinário... Impossível não ficar criando historinhas na cabeça de como era a vida deles ali. Lugar lindo!
Quando eu fui para o México, escutei uma história muito pior sobre o que fizeram nas pirâmides de Teotihuacán. Essa história carece de confirmação, mas o guia falou que quando os caras descobriram as pirâmides há uns 100 anos atrás, eles para acelerar a retirada das coisas (terra, grama e até arvores crescidas) que estavam por cima das pirâmides, usaram dinamite para acelerar o processo... Aí, já sabe o que aconteceu... Pedrinha e cimento para remontar o negócio!!! Lá se vê menos das pedras originais - grandes, lisas e perfeitamente encaixadas - do que se vê em Machu Pichu, mas da mesma forma é um lugar lindo!
Se alguém não entendeu do que estou falando...
Inca...
Cerca Frango...
Um pouquinho de cada...
Bom, no fim, gostei muito de lá e nem me importei mais em ter gastado tanto para conhecer o lugar. Valeu cada centavo.
22/05/2009 – Dia 7 – Cuzco / Arequipa
Nosso vôo para Arequipa saia por volta da hora do almoço. Tínhamos conseguido fechar no dia anterior um passeio para um dos lugares do vale sagrado... Pisac! Achei ótimo isso, pois assim conheceríamos um pouco do que a greve nos privou. E também o cara iria nos deixar no aeroporto depois. Ótimo negócio! Tentei isso em umas 3 agências e a diferença de preço que achei foi brutal... Não lembro o nome da agencia que fechei, mas não era ali na praça principal, era em uma rua lateral. Foi a metade do preço das outras.
Saímos muito cedo para dar tempo de conhecer o lugar e chegar na hora ao aeroporto. Andamos por tudo lá. Muito bom!
Quando saímos de lá ainda tínhamos algum tempo, então o motorista nos levou a dois lugares que foram sensacionais, e para quem gosta, não pode deixar de ir. Foi muita sorte termos ido para lá, pois curtimos muito Pisac e esses dois passeios extras!
Primeiro um lugar onde mora um pessoal que faz aqueles “crochês” deles (Mil desculpas, mas não sei o nome da técnica deles).
Lá eles têm um pasto para Lhamas e Alpacas que podemos ir lá alimentar os bichos. Dos próprios bichos eles retiram a lã que usam. Aí eles nos mostraram as formas de fazer as roupas, tudo artesanalmente e em pequenas máquinas que ajudam a separar os fios.
Depois nos mostram de onde eles obtêm as cores que tingem as roupas... Foram nos dando alguns materiais e íamos colocando em um pedaço de papel. Tinha uma das cores que era uma espécie de pulgão espremido que dava a cor (o vermelho, imagino!).
Muito legal! Não tinha nenhuma cobrança obrigatória, eles não tentaram em nenhum momento empurrar algum produto deles para nós e eu só dei uma contribuição para eles no último minuto que estava lá, e a mulher que estava nos atendendo fez tudo com a maior boa vontade, mesmo sem saber se iria ou não receber algo (Apesar de que todos davam uma ajudinha para eles lá... Claro que ela devia imaginar que sim).
Fiquei encantado com isso... Nada comum nessa viagem esse tipo de atitude. Se soubesse antes de lá teria feito todas as compras de lembrancinhas lá, apesar de não saber bem tudo que tinham lá para vender. Na verdade eu acho que eles trabalhavam mais com encomendas para as lojas da cidade... Não sei mesmo o que se comprava lá ou não. Nota 10 para o lugar e o pessoal!
Depois fomos a um pequeno zoológico particular de um cara muito gente fina. Também não tinha pagamento obrigatório. Só contribui com o que você quer.
O próprio dono fez o passeio com a gente lá. Outras pessoas estavam fazendo com o pessoal dele que trabalha lá. Quando ele viu que éramos brasileiros e que entendíamos um pouco dos bichos e que curtíamos muito, ele mesmo veio fazer o tour com a gente. Ele disse que curtia brasileiros (Não quis nem perguntar por que!!!!!!).
É um lugar onde ele reabilita animais que tiveram problemas ou sofreram maus tratos. Ele sustenta o lugar sem nenhuma ajuda do governo. Se pode entrar em todas as jaulas. Só na do Puma que não pode... Mas tudo bem, eu nem queria!
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Ele conta a história de cada animal de lá... Porque está lá; quem levou; se tem chances de voltar para a natureza... Essas coisas.
Os dois Pumas, por exemplo, eram de um circo que não conseguiam mais usá-los, pois eles ficaram muito agressivos.
Lá tivemos nosso primeiro contato com os Condores. Depois os veríamos na natureza no Canyon Del Colca. Esse casal de Condores foi levado para lá porque foram envenenados por moradores ignorantes que acham que eles podem atacar o rebanho deles. Esses condores não serão reintroduzidos, assim como os Pumas, mas ele contou que depois de uns 3 anos que eles estavam lá eles tiveram um filhote e esse filhote foi levado para a natureza.
Sensacional esse bônus que tivemos nas últimas horas de Cuzco! Eu curto muito essas coisas. Foi realmente um dia especial da viagem! No roteiro original, era só um dia para acordar tarde e ir direto para o aeroporto... Como são as coisas...
Arequipa:
Em Arequipa, por recomendação do meu amigo Léo, ficamos na Posada de San Juan. A pousada é bem localizada e bem arrumadinha também. Só que o pessoal que trabalha lá é um bando de idiota... A mulher da posada veio dentro do meu quarto discutir porque ela achou que eu estava devendo 60 centavos para ela! É sério, foi lá no quarto, entrou e meteu a boca em mim. Isso porque eu paguei em dólares e ela depois fez o cambio, pois queria os Soles naquela hora. Só que a infeliz fez a conta toda errada e chegou a conclusão que eu estava devendo 60 centavos para ela. Não acreditei...
Para não dar continuidade naquela palhaçada eu abri minha carteira, contei minhas moedinhas e paguei a mulher. Ensinar matemática para ela seria muito mais trabalhoso...
Óbvio que não recomendo o lugar.
Contratamos o passeio para o Canyon Del Colca e fomos passear um pouco pela cidade. Muito bonita, pelo menos por onde andamos!
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Editado por Visitante