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Bom dia pessoal.

Sou de Caxias do Sul (RS) e queria saber se há algum grupo de trilhas e passeios ecológicos que eu poderia participar.

Vamos interagir.

Forte abraço

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    • Por nathanpaiva
      Já havíamos feito outras travessias antes. Eu (Nathan) e Diogo decidimos fazer algo diferente dessa vez por estarmos ambos desempregados e termos bastante tempo livre.
      A decisão de irmos só nós 2 (Inicialmente éramos 3, mas o Walker não pôde ir por um imprevisto, o que mais tarde se
      mostrou a melhor alternativa, pois uma terceira pessoa dificultar ainda mais arrumar carona) nessa travessia veio do
      fato de que em Outubro iríamos com toda a equipe fazê-la (cerca de 15 pessoas), mas não era uma área mapeada, o
      percurso não havia sido feito por ninguém. Então fomos no peito e na raça mapear nós mesmos para obter informações
      e garantir a segurança de toda a turma quando eles fossem.
       
       
      1º dia
      Faríamos a Travessia + Mochilão raiz. Chegamos á beira da rodovia em Contagem-MG para pedir carona ás 6:30hrs da
      manhã de segunda-feira 23/07/2018, com placas de Diamantina e Curvelo em mãos. Mas só conseguimos carona por
      volta de 10:30hrs, quando um Professor de Português de Curvelo, enquanto voltava pra casa, nos confundiu com
      estudantes e por empatia resolveu nos dar carona. Chegamos á Curvelo por volta de 12:30hrs, onde almoçamos num
      ótimo restaurante de comida caseira. Conseguimos outra carona rumo a Diamantina por volta de 14:00hrs, com outro
      cara que também nos confundiu com estudantes. Paramos um pouco antes, no trevo que vira pra Serro. Nessa região as
      estradas são mais desertas e as pessoas mais desconfiadas, portanto foi mais complicado conseguir carona. Mas
      conseguimos mais uma até o trevo que vira para Presidente Kubitschek, cerca de 20km de Serro, ás 16:20hrs.
      A partir desse horário, por estar anoitecendo e como já disse, as pessoas são mais desconfiadas, não conseguimos mais
      carona, tivemos de subir uma colina na beira da rodovia e montar acampamento por lá mesmo, enquanto
      presenciávamos um lindo pôr-do-sol.

       
      2º dia
      Às 7:00hrs da manhã, estávamos de volta à beira da rodovia pedindo carona novamente e um pouco depois chegamos
      em Serro, onde decidimos ir pra Milho Verde de ônibus para agilizar. Por só ter ônibus depois às 11hrs, até dar o
      horário fomos andar pelo centro histórico, que apesar de pequeno é bem bonito.
      Cerca de meio dia já estávamos em Milho Verde, onde almoçamos e tomamos uma cerveja enquanto usávamos o Wi-fi
      para dar notícia aos parentes e tentar mandar um e-mail de ultima hora de pedido de permissão de entrada no Parque
      Estadual do Rio Preto, mas não deu tempo de obter resposta, então só rezamos para o Diretor do parque nos autorizar e
      saímos em direção ao inicio da travessia. Mas não antes de deixar um adesivo da DNA TREKKING colado no mural de
      equipes de vários esportes que passaram por aquele local da Estrada Real. Estamos fazendo história!
      E finalmente às 15:00hrs começamos nossa jornada rumo ao desconhecido.
      Estávamos usando várias trilhas para diferentes destinos na região, como um quebra-cabeça que juntas serviriam de
      base o nosso caminho. A primeira era de Milho Verde para Capivari, passando pelo Pico do Raio.
      No início planejamos seguir até uma cachoeira perto de Milho Verde, porém no sentido contrário do Parque do Rio
      Preto, para tomar banho, dormir e começar a caminhada de fato na manhã seguinte subindo o rio. Andamos cerca e
      2,5km rumo à cachoeira quando mudamos de idéia, não iríamos mais tomar banho, demos meia volta e partimos para o
      ponto inicial, novamente, encontrar com trilha para Capivari. Em resumo, andamos quase 5 km atoa.
      Entramos na trilha às 16:00hrs, estávamos num vale bonito, vegetação baixa e seca que lembrava muito uma savana
      africana. O chão de areia branca bem característico da região era difícil de caminhar. Atravessamos o vale até uma placade propriedade privada e uma casa abandonada, onde finalmente viramos para o norte e seguimos um cano de água
      que subia a serra. Era impossível não olhar para trás a todo momento para admirar a bela paisagem do vale.
      O sol sumiu às 17:30hrs, a lua cheia já estava no alto. Nesse momento já havíamos subido a serra e começamos a
      procurar um lugar adequado para montar acampamento, de preferência perto da água para finalmente tomarmos
      banho, mas não foi possível. Procuramos até o limite possível de luz que tínhamos, mas acabamos ficando numa área
      plana ao pé do Pico do Raio. Noite fria, com muita geada e muita ventania, mas a lua cheia imponente iluminando tudo.
      É sempre uma sensação única se sentar na porta da barraca e admirar o céu estrelado que poucos nas cidades tem a
      oportunidade de ver.





       

       
       
      3º dia
      Combinamos de acordar às 5hrs, mas estava frio e havia muita geada ainda, então só levantamos umas 6:30hrs. Tivemos
      o privilégio de ver o sol nascer atrás do Pico Itambé, o mais alto da região. Tomamos café da manhã enquanto
      encontrávamos pegadas na areia perto das barracas do que acreditamos ser de Tamanduá e Onça.
      Começamos a caminhar cerca de 8:00hrs da manhã rumo ao Pico do Raio.
      Às 9:00hrs chegamos no pico, apesar da brisa refrescante, o sol estava muito quente. Lá de cima dava pra ver à oeste
      São Gonçalo do Rio das Pedras e ao norte visualizar no horizonte distante a cadeia de montanhas para onde deveríamos
      ir. Contornamos o pico, ainda no caminho para Capivari, mas perdemos a trilha que é demarcada com setas amarelas.
      Tendo que descer pelas pedras no meio do mato baixo. Mais para baixo reecontramos a trilha e nela seguimos até a
      fazenda de um casal de idosos, tendo que passar por dentro. Pedimos licença, conversamos um pouco. Pessoal
      simpático, encheram nossas garrafas de água e dali seguimos viagem.
      Finalmente encontramos um rio, um lugar adequado para enfim tomar banho após 3 dias! Nada como se sentir limpo de
      novo.
      Às 11:40 seguimos viagem. Quase chegando em Capivari, por volta de 12:30, era hora de sair da trilha pois ela seguia
      para o sul, e nosso destino era o norte. Ali, começaríamos caminhar às cegas, seguindo apenas a bússola e o instinto. O
      objetivo era a Cachoeira do Tempo Perdido, onde entraríamos em outra trilha.
      Já havíamos andado uns 8km nesse dia, sol fervendo, quando começamos subir uma colina com cerca de 1,5km, o
      desgaste ficou evidente. As coxas estavam cansadas, as costas e ombros doendo pelo peso da mochila, o desgaste do
      calor e a sede não acabava nunca, não importa quanta água bebia (embora estivesse racionando). Eis que no alto da
      colina, surge a primeira bolha no pé causada pelo material da meia que coloquei após tomar banho. Paramos para fazer
      o curativo. Curativo feito, rumamos para a cachoeira. Mais 4 km e chegamos, às 15:00hrs. Finalmente hora de almoçar e
      o merecido descanso na sombra!
      Retomamos a caminhada por volta de 16:00hrs. Acabei esquecendo o canivete do Walker e minha meia no alto de uma
      pedra.
      Acabamos nos perdendo e seguimos assim mesmo, fazendo nosso próprio caminho. Descendo o rio, subindo e
      descendo barrancos e paredões de pedra, calculando os melhores locais pra passar, onde não ficaríamos sem saída. As
      vezes um ia na frente para verificar se havia como passar enquanto o outro ficava, sempre nos comunicando pelo rádio.
      E assim encontramos o que parecia ser uma trilha naquele lugar aparentemente inóspito, pois haviam pegadas de
      alguém descalço. Seguimos até encontrar uma estrada de carro, atravessando um rio. Conversamos se não era uma boa
      idéia acampar ali perto da água, tínhamos pouco tempo de luz do dia. Decidimos subir a colina e procurar outro lugar
      mais pra cima e longe da estrada, pra evitar surpresas com “visitas indesejadas”. O corpo totalmente desgastado. O
      psicológico abalado pelo cansaço. Eu já estava esgotado, andando por pura força de vontade. Já havíamos batido a meta
      de 20km do dia, mas não aparecia um lugar adequado para montar acampamento. Quando pensamos ter achado o local
      perfeito, o solo era rochoso e não dava pra fincar os grampos no chão, além de ser desconfortável. Voltamos pra
      estrada, andando igual zumbis.
      Quando finalmente encontramos um lugar arenoso, já não havia mais luz, montamos acampamento de noite logo
      depois de arrumar as varetas quebradas da barraca. Jantamos e tomamos uma lata de cerveja que levamos. Aquele dia foi penoso, e eu já estava com 3 bolhas em cada pé. Mais uma noite fria e molhada. Mas naquele cansaço, foi um alívio
      sem igual.

       








      4º dia
      Como no dia anterior, acordamos cerca de 5hrs da manhã, porém pelo frio e geada forte, só levantamos por volta de
      6:30Hrs. Pelo desgaste do dia anterior, o corpo ainda doía e as pernas ainda estavam desgastadas, e claro, as bolhas.
      Ainda estávamos fora da trilha que pretendíamos seguir rumo ao Parque do Rio Preto, então continuamos
      improvisando. A trilha estava ao a leste seguindo paralelamente a nós, portanto, seguiríamos para nordeste pra pega-la
      mais à frente.
      Não havia mais trilhas nem estradas, seguíamos pelo mato, pedras, trilhos de vacas, e por isso nos perdemos algumas
      vezes, vários ‘becos sem saída’ onde tínhamos que dar meia volta. Após um tempo encontramos pegadas, e as seguimos
      até encontrar o que parecia um trilho. Finalmente encontramos um riacho onde poderíamos escovar os dentes e lavar o
      rosto. Ali, começamos a descer a serra novamente. Avistamos uma casa ao longe, e rumamos à ela para pedir
      informação.
      Quando chegamos havia um menino na horta, demos bom dia, mas quando ele nos viu saiu correndo em direção à casa.
      Sem entender nada, o seguimos. Era uma casa simples de pau a pique e estava aberta, mas além de um porco de
      estimação que estava na sala, estava vazia. Nem o menino encontramos, seja lá pra onde ele tenha corrido. Esperamos
      um tempo, chamamos e nada.
      Continuamos a caminhada, seguindo um trilho nos fundos por alguns minutos até que chegamos em outra casa,
      igualmente simples. Mas nessa havia um casal e 2 crianças, que nos ofereceu café, batemos um papo e conseguimos
      nossas informações para prosseguir na aventura.
      A partir dali começamos a subir uma serra de mata fechada e abafada. Uma subida difícil, parecia uma eternidade, tive
      que parar para descansar algumas vezes. Alcançar uma área plana no alto da colina foi igualmente ruim, pois o cerrado
      era predominante e o sol estava forte, junto ao cansaço e a sede. Mais uma vez nos perdemos, não havia mais trilha pra
      seguir, e a essa altura qualquer desgaste inútil de energia era um problemão. Após um tempo procurando separados,
      encontramos um trilho de vaca e fomos por ele. O local era preocupante, várias pessoas haviam nos alertado sobre o
      risco de queimadas na região, e o lugar onde estávamos passando tinha sido queimado há pouco tempo.
      A caminhada já estava penosa. Qualquer 5 minutos de descanso nas poucas sombras que encontrávamos já era
      revigorante. Não agüentava mais subir morro.
      O alívio veio quando chegamos ao ponto mais alto, sentir a brisa refrescante, finalmente ver o horizonte a nossa frente
      e claro, começar a descer!
      Mas mais uma vez nos perdemos, andamos atoa até encontrar um lugar pra conseguir descer a serra. E o melhor lugar
      era um paredão alto de pedra. Descemos com certa dificuldade, apoiando com as mãos, mas conseguimos chegar lá em
      baixo, e o próximo desafio seria descer por uma cachoeira sem água rumo ao mato alto fechado, com milhares de
      carrapatos e espinhos.
      Chegamos à uma casa, mas não havia ninguém, então pegamos umas mexericas, água e partimos. Mais alguns minutos
      andando e finalmente chegamos à trilha! Era uma estrada de carro, e ali, começamos a subir novamente. Eu já estava
      beirando a exaustão, as coxas queimavam, parava pra descansar toda hora.
      Passamos por mais casas, pastos, uma cachoeira, um rio que corria uns 4 metros abaixo de gigantescas rochas que
      rolaram serra abaixo. A esse ponto, o sol já estava sumindo, já havíamos batido a meta dos 20km no dia e nós ainda não
      tínhamos conseguido um bom lugar pra acampar. A esperança era conseguir um lugar no alto da serra, mas pra isso,
      teríamos que subir 3km de mata atlântica em cerca de 30 minutos. Fomos o mais rápido possível. Quando lá no alto,
      pouca luz decidimos cortar caminho pelo meio de uma fazenda, onde havia um senhor . O cumprimentamos, e durante
      uma rápida conversa, ele nos ofereceu para que passássemos a noite me sua humilde casa. Foi a salvação!
       
      Tomamos banho de mangueira no quintal, já quase sem luz, água geladíssima. Mas novamente, aquela sensação de
      limpeza, roupas limpas e uma janta maravilhosa nos esperando. Feijão, arroz, bacon e uma limonada. Muito melhor que
      qualquer restaurante fino. E claro, um papo bacana na beira do fogão à lenha. O que mais poderia querer? Uma cama
      macia quem sabe? Tinha isso também!
      É incrível como quanto mais pobres, mais gentis. Uma casa de pau a pique no meio do nada, sem eletricidade ou nem
      mesmo um banheiro. E foi justamente lá que fomos melhor acolhidos. Uma das várias lições que essa aventura nos
      proporcionou.




       
      5ª dia
      O combinado era sair às 5:30hrs da manhã pois o senhor dono da casa precisava pegar o transporte para Diamantina.
      Mas ele acabou nos acordando acordando as 3hrs. Às 5hrs ainda era noite mas já estávamos na estrada, o senhorzinho
      estava nos acompanhando para mostrar o caminho até o Parque do Rio Preto. Em certo ponto onde ele teria que virar
      em outra direção, então nos passou as ultimas instruções, nos despedimos e cada um seguiu seu rumo. Faltava cerca de
      30km para o destino final, pretendíamos andar mais 20, acampar mais uma noite e terminar de chegar no dia seguinte.
      Graças a ajuda ajuda que recebemos do simpático casal, havíamos economizado comida para mais 1 dia, portanto, não
      tínhamos pressa .
      O dia foi amanhecendo conforme subíamos, mas por causa da altitude estávamos cobertos por nuvens e ventava muito.
      A roupa molhada junto com vento forte e frio estava dificultando bastante nossa vida. Mas nas poucas brechas que as
      nuvens davam conseguíamos ver a paisagem magnífica a nossa volta, dava pra ver bem ao longe quase sumindo o Pico
      do Raio, onde passamos no segundo dia. Perceber o quanto andamos atravessando toda aquela cadeia de montanhas e
      os mais variados terrenos, causou alegria e orgulho.
      As bolhas nos meus pés estavam piores, estava dando bolha em cima de bolha, nos dedos, na sola do pé, no calcanhar.
      E pela dor eu estava com o pé torto, o que só piorava a situação causando mais bolhas e forçando de demais tornozelo e
      joelho, fazendo os tendões doerem também. Em resumo, eu já estava um caco. Paramos pelo menos 4 vezes para
      refazer os curativos nas bolhas afim de achar um modo que amenizasse a dor, para que parasse de mancar e render
      melhor a caminhada. As tentativas foram inúteis.
      Já havíamos andando cerca de 10km às 9:20hrs da manhã quando chegamos à fronteira do parque, onde paramos para
      apreciar a vista, já com menos nuvens, e fazer um lanche.
      Andamos mais uns minutos até encontrarmos uma casa que era usada como base de pesquisas climáticas e um certo
      tipo de portaria onde ficam os funcionários do parque, para verificar a autorização de quem entra. Mentimos sobre a
      nossa e ele nos deixou passar. Começamos a descer a serra para atravessar o parque rumo a outra portaria, que era o
      nosso destino final.
      Trilha bem demarcada, cerrado era vegetação predominante, ou seja, pouca sombra. O sol já estava quente novamente,
      mas como era maior parte descida, estava mais tranqüilo.
      O chão bastante pedroso, estava fazendo com que as bolhas doessem mais. Estava difícil ignorar. Paramos num riacho
      novamente para refazer os curativos, trocar a meia e almoçar. Retomamos a caminhada, por causa calor intenso, a exaustão chegou mais rápido que nos dias anteriores. Não via a hora de chegar a acabar com o sofrimento logo. Ainda
      faltava cerca de 15km.
      Num ponto mais a frente, um dos guias do parque à cavalo nos encontrou e deu um esporro, dizendo que não fomos
      autorizados e não poderíamos ter descido naquele horário pois não daria tempo de chegar na outra portaria até às
      17hrs, quando o parque fecha. Ele fez questão de nos escoltar, com o cavalo logo atrás da gente para que
      caminhássemos num ritmo bem acelerado. O que foi um quase insuportável para quem já estava bem debilitado da
      travessia até ali.
      Às 14:30 passamos umas rochas altas, onde paramos para descansar um pouco na sombra. Eis a imensa surpresa
      quando ao olhar pra cima, nos deparamos com pinturas rupestres!
      Depois de mais 7 dolorosos quilômetros onde pensei 1 milhão de vezes em desistir e pedir o carro de resgate do
      parque, chegamos à portaria do parque! Neste dia batemos os 30km de caminhada.
      Mais uma vez pudemos contar com a bondade das pessoas, e recebemos um desconto para ficar na área de camping
      pois não tínhamos mais dinheiro. Finalmente, após 3 longos dias caminhando, exaustos, sujos, desidratados e
      desnutridos, teríamos nosso merecido banho quente e descanso! Conseguimos usar o wi-fi para mandar notícias para a
      família e amigos que já estavam achando que tínhamos morrido e ainda tivemos o prazer de fazer bons amigos no
      camping que nos deram churrasco e até comida japonesa, fora a sensacional troca de experiências numa ótima
      conversa.
      Para finalizar com chave de ouro, ainda fomos premiados com um eclipse lunar e lua de sangue.




       
      6º dia
      Acordamos cerca de 8 da manhã, levantamos acampamento, tomamos café da manhã e começamos a nos preocupar
      com como faríamos para ir embora. Já que a cidade ficava há 20km do Parque. Conseguimos carona até Diamantina com
      um bondoso casal que conhecemos na noite anterior no camping. Chegamos à Diamantina por volta de 14hrs.
      Voltamos para a rodovia pra pedir carona de volta à BH mas não conseguimos. Tentamos até o sol se pôr.
      Não tínhamos mais comida nem lugar para acampar, então resolvemos caminhar até a rodoviária e voltar de ônibus
      mesmo.
      E pela milésima vez nessa semana, sorte nos encontrou. Só havia ônibus para as 23hrs, ainda era 19hrs. Então na
      rodoviária mesmo conhecemos um casal de amigos que não tinham para onde ir, então fomos todos para um bar ao
      lado da vesperata no centro de Diamantina, onde enchemos a cara e nos divertimos bastante até a hora de partida do
      ônibus.

       
       
      Por todas as experiências únicas que vivemos, os aprendizados que tivemos e todos os amigos que fizemos, só tenho a
      agradecer. É difícil, é sofrido, enquanto estou lá sempre penso que nunca mais farei outra loucura assim. Mas sempre
      voltamos e fazemos tudo novamente. Momentos que levarei para a vida e contarei aos meus filhos.
       
       
      Curtiu a trilha e deseja faze-la? Siga pelo Wikiloc:
      https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/travassia-milho-verde-ao-pq-est-rio-preto-dna-trekking-27025115
      Siga também a DNA TREKKING no instagram e facebook para mais fotos de outras trilhas:
      @dnatrekking
    • Por willgittens
      Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento.
      Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul.
      Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer
      Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura:
      1. Tripé dos gastos em uma viagem
      2. Como ganhar dinheiro enquanto viaja
      3. Vale a pena viajar a América do Sul?
      Quanto eu gastei realmente nas minhas viagens pela América do Sul?
      Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul.

      Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais.
      Como fazer para gastar pouco assim?
      Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem.
      - Transporte
      Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1.
      Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada.
      Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada.

      V80304-115248.mp4

      Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo.
      - Alimentação
      Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura.

      Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho.

      V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer.
      Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada.
      - Hospedagem
      Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata.
      O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite.
      Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk

      Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito.


      Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil.

      Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários.
      Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja?
      Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo.
      Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando.
      Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas.

      Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal?
      Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho.
      Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ?
      Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo?

      Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar.
      Canal Trabalhe seu Sonho
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      Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto.
      Grande abraço e bons ventos!!
    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 
       
       Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 
         Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha azul seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. 
       
           
       
       
        Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado.

                
       
        Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos.
       
                
       
        Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. 
       
                

       
        Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs.  
       
                
       
        Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. 
       





        
        Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. 
       
      Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90  - Metrô e Trem R$4,00 
        Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! 
        Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
       
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       ✌️
       
    • Por RaulConte
      Com o feriado de 7 de Setembro se aproximando, eu e mais 3 amigos começamos a nos preparar para fazer a subida à Pedra da Mina via Fazenda Serra Fina, não fazendo ideia do que nos esperava. Moramos em Barbacena, e a viagem de carro até o pacato município de Passa Quatro (MG) demora em torno de 4 horas, mas o acesso à fazenda é por uma estrada de terra que nos toma mais 1h15min...enfim, saímos de Barbacena por voltas das 3h50 minutos, enfrentamos as precárias estradas do sul de MG, paramos em Pouso Alegre para tomar um café da manhã reforçado e seguimos para enfrentar a mais precária ainda estrada de terra que dava acesso à Fazenda Serra Fina. A estrada é bem sinalizada, então não houve grandes dificuldades para chegar até a fazenda, principalmente usando o GPS. Chegando lá por volta das 9h30, pagamos R$20,00 à senhorinha que mora na fazenda, assinamos um livro que é para controle de quem entra e sai da trilha, nos arrumamos e iniciamos a trilha por volta das 10h. A placa que marca o início do caminho passa uma ilusão gigantesca de que a subida até o pico leva 5h, o que nós realmente acreditamos veementemente e achamos inclusive que dava para abaixar esse tempo (iludidos 😓).
      A primeira parte da trilha é muito tranquila, basicamente um caminho por mata fechada (bem fechada, alguns pontos é até difícil ver a trilha), com alguns pontos de lamaçal e riachos, mas todos com algumas pedras que auxiliam na passagem. Após 30 min de caminhada tranquila, chegamos à cascata, com uma água cristalina e um visual sensacional. Após atravessar pelas pedras, bem escondido no canto esquerdo da outra margem do rio, tem um acesso à uma cachoeirinha que nos brinda com esse visual SENSACIONAL. Perdemos uns 20 minutos ali descansando, tirando fotos, hidratando e checando a trilha no WikiLoc (app que recomendo muito, inclusive, baixamos a trilha antes de sairmos de casa e nos ajudou muito). Na cascata também existem muitas abelhas pretas, que não têm ferrão, mas grudam no cabelo e tem uma mordida muito doída.

      A trilha a partir daí começa a exigir muito mais do físico, já que começa uma subida já com traços de escalaminhada, muito íngreme e muito longa (realmente parece que nunca mais acabar). É válido lembrar para levar um calçado adequado, pois a terra e o capim tornam a trilha muito escorregadia. Após esse primeiro "susto" com a necessidade física da trilha, chegamos num primeiro local de acampamento, onde paramos para almoçar e abastecer nossos recipientes de água numa bica que tem por lá (a água é geladinha e tem um gosto sensacional, a vontade era encher algumas garrafas para levar para casa), já que segundo o WikiLoc e alguns relatos, ali é o último ponto de água antes do cume (e a informação realmente procede, a travessia toda se destaca pela escassez de pontos de água). Ali tinham alguns grupos de trilheiros que almoçavam e conversavam, e todos eles nos disseram que a pior parte da trilha estava logo a frente (o que muitos relatos também confirmavam).

      Após uma parada de mais ou menos 1h para almoço, descanso e abastecimento de água, seguimos viagem já preparando o psicológico para enfrentar o temido "Paredão do Deus Que Me Livre", e o paredão faz jus ao nome ! Estávamos animados com o horário, já que segundo o WikiLoc, fizemos praticamente metade da trilha em questão de distância em 2 horas, mas ao observar o que nos esperava, vimos que a trilha mal havia começado. O subidão é praticamente do começo ao fim uma escalaminhada muito pesada, em alguns momentos exigindo inclusive uma certa experiência com escalada. É bom sempre ficar atento aos totens e às marcações reflexivas, pois alguns pontos da subida possuem várias bifurcações e é realmente muito fácil se perder. Sempre que possível, parávamos em algum lugar para descansar e hidratar, mas o cansaço bateu forte do começo ao fim, pensamos em desistir algumas (muitas) vezes.

      Terminando o subidão da Deus Que Me Livre, demos de cara com o Morro da Misericórdia, que era igual ou pior ao anterior. A essa altura, o psicológico bate forte, muitas pessoas montam equipamento ali mesmo, ou um pouco mais a frente, dentro da mata no vale, aonde tem uma área de acampamento em uma área de mata fechada; mas resolvemos continuar. Após chegar ao fim do Morro da Misericórdia, com as pernas e os ombros pedindo arrego, nos deparamos com mais uma caminhada considerável até chegar no pé do morro da Pedra da Mina, aonde montaríamos acampamento. Andamos devagar, ainda nos recuperando das duas subidas absurdas que havíamos acabado de vencer, mas chegamos à área de acampamento por volta das 17:10, montamos acampamento rapidamente e subimos ao morro sem mochila para acompanhar o por do sol, o que com certeza valeu muito a pena. Lá de cima é possível ver claramente o belo Vale do Rhua, o Pico das Agulhas Negras e alguns vários municípios da região, a vista é DESLUMBRANTE, por um instante até se esquece o esforço feito para chegar até ali.

       
      Após ver o por do sol, descemos para nos alimentar e ir dormir. Colocamos algumas roupas secas, já que as da trilha estavam encharcadas de suor e o frio já estava começando a dar as boas-vindas, fizemos um macarrão com frango desfiado usando o fogareiro a álcool, apreciamos o belíssimo céu estrelado com direito até a chuva de meteoros e fomos dormir.
      Nosso "rango", que deu uma sustância muito boa e ficou pronto rápido
       
      Acordamos por volta das 5:30, desmontamos acampamento e andamos um pouco até o pico do Morro da Misericórdia, para afastar-nos um pouco do frio. Lá no pico, tomamos café com uma vista deslumbrante do vale, e por volta das 7:00 começamos a descida da trilha, que é tão doída quanto a subida. O joelho dói muito na descida, já que boa parte da trilha é escalaminhada e descidas muitos íngremes, um bastão de caminhada é ESSENCIAL para a volta. Chegamos até a área em que almoçamos na subida, descansamos por mais ou menos 1h e repusemos a água na bica para continuar a descida. Chegamos à fazenda exaustos por volta das 11:30 e embarcamos no carro para a volta para casa e o merecido descanso.
      Nossa vista do vale durante o café da manhã 
      A trilha exige MUITO preparo físico, equipamento bom (principalmente calçado, bastão de caminhada,barraca, isolante térmico e saco de dormir para -10ºC) e exige também muito preparo psicológico, mas com certeza valeu muito a pena. A vista durante toda a trilha é sensacional, o céu noturno no alto do pico é inexplicável e a experiência como um todo é sensacional. Da próxima vez, pretendemos fazer a travessia de 4 dia da Serra Fina, começando pela Toca dos Lobos, mas até lá ainda vamos nos recuperar por um bom tempo 😅😅😅.

      O frio castigou durante a noite ! ❄️❄️
       
       
       
    • Por Rê Oliveira
      Oi pesssoal!! desculpem eu nao ser blogueirinha hehehe
      estou passando so para mostrar a vcs
      um pouco dessa louca viagem a Argentina jejeje
      Vamos la!
      Quanto gastei?
      Partindo de Recife-PE(Estava mochilando por lá mas moro em Sao Paulo) com destino a Porto Alegre em um voo com diversas escalas kkkk
      por ser mais barato, eu nao faria a viagem de aviao,porem,ganhei a passagem que custou uns R$370,00 reais.
      Chegando em POA (Porto Alegre) Fui ate a rodoviaria,paguei uns R$16,70 de uber,achei barato e comodo ja que nao queria demorar a chegar para nao perder o onibus,porem vc consegue sair do aeroporto de transporte publico tambem.
      Na rodoviaria,fui saber o valor do onibus para Buenos aires, a passagem estava no valor de 345,00 reais,porem,alguns dias antes (acho que quase um mes antes) tinha pesquisado o valor oelo celular e a passagem aparecia no valor de R$171,80 para o mesmo dia e horario,mostrei para a atendente(Empresa JBL,muito boa! mas existem varias! mas essa é referencia e sempre tem umas promocoes) que disse "Tudo bem,vou cobrar esse valor"
      (eu quase pulo de alegria kkkkk) Eu estava preocupada,pq so tinha 500,00 reais para cambiar e sobreviver kkkkk
      corri,fui a uma casa de cambio e comprei os pesos com a grana que restou e deixei uns reias caso precisasse.(precisei kkk)
      Comprei o peso a 7,12 (R$ 1,00 = $7,12 pesos)  A gente acha que vai ficar rica kkkk nao fica mas da pra sobreviver kkkk.
      (Atualmente o peso esta a R$ 9,10 vou correr para trocar os 50 reias que ainda tenho kkkkk)
      Fiquei atenta ao cambio pois o pais( Argentina) esta passando por uma crise financeira e politica,Usei o site "Conversor.Dolar.com.br "(Deve ter outros mas gosto desse,acompanho o jornal de buenos aires e a cotacao bate com o transmitido pela tv)que é atualizado a cada segundo.
      Em resumo,só gastei os 171,00 da passagem de onibus,isso  mesmo! entrei em BsAs por apenas 171,00 reais!
      A viagem nao foi cansativa,foram apenas 20 horas de viagem,(ja viajei 3 dias de onibus por issonao achei cansativa kkkk)
      Quando vc compra a passagem,vc tem direito as duas poltonas(isso mesmo,duas poltronas por 171,00 reias :) ),dai da pra voce dormir bem jejejej
      Tem que ficar bem agasalhado por o arcondicionado do onibus pode matar um de frio kkkk.
      Passando pela fronteira,voce tem que ir a emigracao,o onibus para la dentro,o motorista pede para todos descerem com documento em maos (RG em bom estado)
      Parte dos funcionarios falam mais espanhol que portugues,porem o procedimento é rapido entao nao tem o que conversar com eles.
      Eles entregam um papel carimbado, com visto de 90 diascomo turista,mas vc indo ao consulado Brasileiro vc consegue estender o prazo para nao ficar ilegal(Calma! vc nao vai preso caso isso acontece kkk apenas paga uma multa que nao é tao cara deve ser uns 25,00 reais que sao 200 pesos)
      Nao estou gastando com hospedagem pq estou na casa de um amigo maravilhoso,que conheci esse ano em um hostel que trabalhei como voluntaria,sim,o trabalho voluntario em hostel é a melhor coisa que se pode fazer em uma viagem longa e sem dinheiro kkkk
      Daqui de Buenos Aires vou para cordoba tambem trabalhar como voluntaria em um hostel por um mes.
      É a primeira vez que escrevo aqui heheh entao,se quiserem mais alguma informacaozinha é so falar ta?
       
       
       

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