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Thaís Liege

Itália - Roteiro de 16 dias - dez/2018 à jan/2019 (Veneza, Bolonha, Roma, Florença, Pisa, Turim e Milão)

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Resolvi fazer esse relato pra contar sobre a minha viagem para a Itália entre dezembro/2018 e janeiro/2019, desde os preparativos até o retorno.

PASSAGENS

Comprei minhas passagens meio que no susto, no mês de novembro para datas em dezembro. Como só consigo pegar férias a partir do dia 20 de dezembro, fico sempre dependendo de promoções, porque mesmo comprando com antecedência, os valores estão lá no alto.

Comprei as passagens no site da Latam, sendo que o valor de ida e volta, já com as taxas ficou em R$ 2.080,48.

Na ida, eu sairia de Guarulhos no dia 24/12, às 23h15 (sim, para economizar, nem Natal a gente comemora), fazendo escala em Madrid e chegando em Milão - Malpensa no dia 25/12, às 17h45.

Na volta, o voo seria direto, saindo de Milão – Malpensa, no dia 11/12, às 19h05 e chegando em Guarulhos às 04h50.

Ocorre que o meu voo de ida foi cancelado. Belo início de viagem, mas isso é assunto para processinho hahahaha...

A cia aérea me realocou em um voo para Frankfurt no dia seguinte (25/12), às 23h00. Como no dia 26/12 eu já tinha viagem de Milão para Veneza, conseguiram que eu pegasse um voo de Frankfurt direto pra lá, pela Lufthansa. O resultado é que perdi um dia em Veneza. Sorte de pobre soberbo.

 

Comprada a passagem, fui para os preparativos e entre eles, estava descobrir o que era necessário para que não fosse extraditada ainda no aeroporto.

Basicamente, era necessário passaporte com validade superior a 3 meses, passagem de retorno ao Brasil, reserva dos locais em que ficaria hospedada, o seguro saúde e comprovação de recursos financeiros para me manter lá durante a viagem.

Passaporte e passagens em ordem, precisava arrumar os demais.

 

SEGURO SAÚDE

Para o seguro saúde, é necessário dar mais uma pesquisada por conta das coberturas necessárias. Também chamado de Seguro Schengen, por conta do Tratado de mesmo nome que visa dar livre circulação de visitantes entre os países signatários (entre eles a Itália), o seguro saúde para a Europa precisa de ter uma cobertura de no mínimo 30.000 euros, além de cobrir traslado de corpo e outras coisas.

Para encontrar o que se encaixava nas minhas necessidades, eu usei um dos buscadores de seguro que tem na internet (não lembro o nome) e acabei optando pelo AC 35 Europa, da Assist Card, que custou R$ 179,85, do dia 24/12/2018 à 12/01/2019. Lembro que antes pesquisei pra ver e muitas pessoas que precisaram de usar o seguro, tinham falado bem da agilidade e atendimento deste, sem qualquer tipo de problemas.

 

COMPROVAÇÃO DE RENDA

A comprovação de renda você pode fazer de várias formas. Pode levar um travel card (cartão pré-pago) carregado, com o extrato de quanto tem nele, ou então um cartão de crédito, com comprovante do limite. Apesar de essas opções trazerem um pouco mais de segurança por não ficar andando com um monte de grana por aí, tem que ter em mente que a cotação diferenciada do travel card e o IOF do cartão de crédito podem pesar do bolso. Por exemplo, quando fui atrás disso, a diferença de cotação para dinheiro vivo e para carregar o cartão pré-pago era de quase 20 centavos por euro.

Por conta disso, preferi levar tudo em dinheiro mesmo (cotação de R$ 4,59) e não tive nenhum problema com isso. Na maioria das vezes eu levava tudo comigo quando saía, em uma doleira (as várias camadas de roupas escondiam o volume da minha pequena fortuna). Nas poucas vezes que deixei nos armários dos hostels, não senti falta de nada.

Ao todo, levei 900 euros e voltei com 164,64 euros, o que deu quase 40 euros por dia de alimentação, transporte dentro das cidades, lembrancinhas, algum passeio que resolvia fazer no dia e as diárias de Bolonha e de Florença, que paguei na hora.

 

Feitos alguns dos preparativos, era hora de decidir o roteiro, para poder fechar as acomodações e os deslocamentos dentro da Itália.

 

ROTEIRO

Tive que levar em consideração que parte da viagem eu faria junto com um amigo que já estaria na Itália e parte faria sozinha, mas isso em nenhum momento foi problema, tanto que fechamos os mesmos destinos, só que em ordem inversa.

Como eu chegaria e voltaria para o Brasil por Milão, Ficou assim o meu roteiro:

25/12 à 26/12 – Milão

26/12 à 28/12 – Veneza

28/12 à 30/12 – Bolonha

30/12 à 03/01 – Roma

03/01 à 06/01 – Florença

06/01 – Pisa

06/01 à 09/01 – Turim

09/01 à 11/01 – Milão

 

ACOMODAÇÕES

Decididos os locais e datas, passei a pesquisar as acomodações, optando por hostels que ficassem próximos ao transporte público e de restaurantes e bares, pois apesar de querer algo econômico, não queria cozinhar, já que um dos motivos para eu estar indo para Itália era pra comer bem.

Todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking.

Como perdi minha diária em Milão por conta do cancelamento do meu voo, nem vou comentar sobre o mesmo.

Veneza - Generator Venice – 2 diárias = 37,40 euros para quarto misto, com 16 camas, banheiro compartilhado e sem café da manhã.

Mesmo tendo muitas camas, achei o espaço muito bom, sendo que cada cama tinha seu gaveteiro, além de ser super quentinho.

O banheiro pelo que eu vi tem um por cada andar. Ele era BEM pequeno no geral e mais ainda nos dois boxes para banho, mas nada que fosse extremo e a limpeza dele era ok.

O mais legal é que esse hostel tem um bar no térreo, frequentado tanto por hospedes quanto por pessoas de fora. Lá eles servem algumas coisas no café, além de massas, pizzas e drinks. Um ambiente muito legal, com mesa de sinuca, cadeiras, sofás e música.

A localização também é ótima, porque apesar de não ficar em Veneza e sim na Ilha de Giudecca, ele fica de cara para a Praça de São Marcos, tendo dois pontos de barco muito próximos, com travessia de no máximo 5min. até Veneza.

Bolonha – Dopa Hostel – 2 diárias = 60 euros para dormitório feminino, com 6 camas, banheiros compartilhados e café da manhã incluso.

Esse foi o meu hostel favorito na viagem toda. As camas eram no estilo capsula, só que no tamanho GG, tanto que dava pra ficar sentado lá dentro, além de ter uma cortininha para maior privacidade. Uma das hostess era maravilhosa, na minha primeira noite ela fez risoto ao funghi pra mim e uma galera que estava conversando na cozinha, sem cobrar nada, além de conversar com todos e ter belas recomendações da cidade.

Tinham 3 banheiros, mas daquele tipo de banheiro de casa mesmo e sempre limpos.

Aqui foi o único lugar que encontrei café da manhã com comida salgada, como pão, torrada, queijo parmegiano reggiano, salame, além de ter geleias e nuttela. Eles também tinham café, leite e chá. Uma delícia.

Além disso, as recomendações de lugares para comer deles foram as melhores. Melhor lasanha que comi na minha vida foi de um restaurante que eles nos passaram.

A localização em Bolonha eu acho que não tem muito segredo. Andamos a pé para todos os cantos. 

Roma – Roma Scout Center – 4 diárias = 104,76 euros para dormitório feminino, com 4 camas, banheiro compartilhado e café da manhã incluso.

Esse hostel foi escolhido porque não tínhamos mais tantas opções, já que estava muito próximo da viagem e englobava o réveillon.

Apesar disso, foi um bom hostel. O quarto dava para uma varanda e tinha armário. O aquecedor que era meio desregulado, ou você estava com frio, ou com calor.

O banheiro era ok, estilo de colégio e a limpeza também não tenho do que reclamar.

O café da manhã só tinha uma torradinha pra quebrar o açúcar de geleias, pastéis de massa folhada com recheio doce, cereal, entre outras coisas. Apesar disso, era muito bom e tinha até água com gás.

Ponto negativo é que não tinha área comum, sendo que você acabava conversando apenas com o pessoal que estava no seu quarto.

A localização era boa, apesar de não estar próxima às principais atrações da cidade. Esse hostel fica próximo a várias estações de metrô e da estação de trem de Tiburtina. 

Florença – Emerald Palace – 3 diárias = 69 euros para quarto misto, com 4 camas, banheiro privativo e café da manhã.

Hostel limpo e confortável.

Pelo que eu entendi, quem cuida do hostel é uma senhora e o filho. Essa senhora era a simpatia em pessoa. Apesar de falar pouquíssimas coisas em inglês, ela tentava entender a todo custo. No café ela prepara torrada e cappuccino para todo mundo.

Esse hostel fica MUITO bem localizado. Em frente à Basílica de San Lorenzo, pouquíssimas quadras da Duomo, dos principais Museus e tem diversos restaurantes e bares à sua volta, mas também não tinha lugar para interação entre os hóspedes. 

Turim – Bamboo Eco Hostel – 3 diárias = 72 euros para quarto misto, com 6 camas, banheiro compartilhado e café da manhã.

Hostel ok, não tenho maiores reclamações.

Fica longe da estação de trem e dos principais pontos da cidade, mas fica super próximo de ponto do TRAM e tem restaurantes por lá, inclusive em frente, tem um boteco brasileiro que estava fechado justamente no período em que estava na cidade.

O café da manhã também era ok, com vários tipos diferentes de leite e tinha a cozinha e uma sala de área comum. 

Milão – Milano Ostello – 2 diárias = 44 euros para quarto feminino, com 6 camas, banheiro privativo e sem café da manhã.

Apesar de não ter acontecido nada, achei esse um hostel meio estranho. Sei lá, mas não gostei muito.

Para ir na área comum, tinha que descer as escadas e quando fui lá, só tinham funcionários do hostel.

Fica longe dos principais pontos da cidade, mas a poucos metros de uma estação de metrô.

Também está próximo de mercado e vários restaurantes.

Gostei muito da localização. 

*Uma coisa importante é que existe um tal de imposto municipal em pelo menos todas as cidades em que passei, que deve ser pago em dinheiro, na hora do check-in. Portanto, o valor desse imposto não está incluído no da diária e vai de 1 à 3 euros no total, para cada uma das acomodações.

 

PASSAGENS PARA DESLOCAMENTOS NA ITÁLIA

Já os valores com deslocamentos não teve pra onde correr, ficaram bem mais pesados, pois as passagens mais baratas já estavam esgotadas.

Optei em fazer todas as viagens internas de trem, mas sei que em alguns trechos, principalmente os mais longos, as passagens de ônibus ficariam bem mais em conta. O ponto negativo é que de ônibus demora bem mais tempo. Também decidi por fazer essas viagens no período da manhã, o que acredito ter sido um erro. Como esse período é de inverno na Europa, amanhecia tarde e escurecia super cedo, no ponto de 17h00 parecer noite e às 20h00 eu já estar pensando em dormir. Acho que se fizesse os deslocamentos no fim do dia, teria aproveitado bem mais os curtos períodos de sol.

Para passagens de trem pela Itália, existem duas cias, a Trenitalia e a Italo. Pelo que eu vi, a Italo opera poucos trechos, mais próximos de Milão, então a maioria dos meus deslocamentos foram todos pela Trenitalia.

Importante observar que existem categorias diferentes. As que eu comprei foram da Regionale e da Regionale Veloce, que não tem assento marcado e você pode pegar qualquer trem dentro das 4 horas a partir do horário para o qual você comprou a passagem, desde que seja para o mesmo trecho. Também comprei da Frecciarossa, FrecciaBianca e Intercity que não sei a diferença, mas acho que seriam os assentos marcados.

Na real eu nem fiquei olhando essas categorias, apenas escolhi as passagens mais baratas para os horários que eu queria.

Os custos com trem foram os seguintes:  

Veneza – Bolonha = 12,60 euros (Trenitalia – Regionale Veloce 2ª classe)

Bolonha – Roma = 65,80 euros (Trenitalia – Intercity 1ª classe)

Roma – Florença = 24,90 euros (Trenitalia – Frecciarossa 2ª classe)

Florença – Pisa = 8,60 euros (Trenitalia – Regionale 2ª classe)

Pisa – Genova = 9,90 euros (Trenitalia – FrecciaBianca 2ª classe)

Genova – Turim = 12,40 euros (Trenitalia – Regionale Veloce 2ª classe)

Turim – Milão = 9,90 euros (Italo – Smart)

 

PASSAGENS NAS CIDADES, CITY PASS E ATRAÇÕES

Alguns city pass e atrações comprei adiantado ou para garantir, ou para agilizar as visitações. Outros ingressos deixei para comprar na hora porque sabia que não eram tão concorridos. 

Veneza

VeneziaUnica = 30 euros - https://www.veneziaunica.it/en

Adquirido no site ou em postos de vendas, esse city pass tinha a validade de 2 dias e valia para ônibus e vaporetto, que é o “barco ônibus”, menos para os mais luxuosos e para o ônibus que sai do aeroporto e vai para Veneza. Esse passe pode ser utilizado no período de um ano desde a sua compra.

Achei necessário esse city pass, primeiro porque ficaria hospedada em outra ilha, precisando de pegar barco ao menos na chegada e na saída, segundo, queria fazer o passeio para as ilhas de Murano, Burano e Torcello, terceiro, como ficar hospedada de frente para a Praça de São Pedro e não querer dar um pulinho lá? E por último, as passagens de vaporetto estavam 7,50 euros, se eu não me engano.

No site do VeneziaUnica é possível encontrar combos em que você escolhe o que quer, dá pra colocar mais ou menos dias de transporte, visitação à museus e igrejas e muitas outras coisas.

Eu comprei pelo site e tentei fazer a retirada do passe (que é um cartão) nas máquinas que ficam na Piazzale Roma, mas não consegui. Sorte que o ponto de venda que fica no mesmo local ainda estava aberto e a atendente me entregou. 

Ônibus Aeroporto Marco Polo – Piazzale Roma = 8 euros

Comprei em um guichê dentro do aeroporto e param nos pontos de ônibus logo em frente à saída. Pelo que eu vi eles também vendem lá no ônibus, antes da partida. 

Bolonha

Não gastamos nada com atrações e passagens de ônibus. 

Roma

Roma Pass = 38,50 euros - http://www.romapass.it/

Passe com validade de 72 horas que você pode usar para o transporte público (ônibus e metrô) e também dá direito à entrada gratuita em duas atrações e à desconto em outras.

No site você pode optar pelo passe de menos tempo também e ver quais são as atrações disponíveis pra você visitar com esse passe.

Nós optamos por ir no Coliseu, Palatino e Fórum Romano (que valem por uma entrada), que não precisam de agendar visita, só enfrentar numa fila enorme. Também fomos ao Museu Borghese, que necessita de agendamento prévio, feito por telefone.

No momento da compra, você deve escolher o local de retirada dos passes. Eu achei melhor retirar na estação central, sendo que o guichê fica na zona de atendimento aos turistas. Para retirar, você deve levar o número de ordem da compra (preferencialmente a confirmação enviada pelo e-mail) e o passaporte da pessoa que comprou.

Museu do Vaticano = 21 euros - https://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/do?weblang=en&do

Também tem que ter agendamento prévio de data e horário, feito no próprio site, na hora da compra.

Florença

Como fiz tudo a pé, não gastei com transporte. 

Bilhete único para Galeria Uffizi, Palácio Pitti e Jardins de Boboli = 18 euros

Esse bilhete tem validade para 3 dias, sendo que você só deve agendar a data (no próprio site) para visita à Galeria Uffizi, que necessariamente será a primeira das 3 atrações a ser visitada. 

Bilhete para Galleria dell’Accademia = 16 euros

Também deve ter agendamento prévio da visita, feita pelo site.  

Os bilhetes de todas, ou ao menos as principais atrações de Florença estão disponíveis para compra no site https://webshop.b-ticket.com/webshop/webticket/eventlist

Retirei ambos os ingressos na bilheteria que fica do lado de fora da Galeri Uffizi.

Turim

Passagem avulsa de TRAM = 2,50 euro

Você pode comprar nas máquinas, dentro do TRAM.

Não lembro ao certo, mas acho que paguei 12 euros na passagem de 2 dias de validade. Comprei em uma lojinha que ficava ao lado do hostel.

Museu Egipcio = 13 euros + 1 euro para o guarda-volume

Comprei na bilheteria do próprio museu. 

Museu do cinema + elevador panorâmico = 11 euros.

Foi o único museu em que eu consegui o desconto por ter 26 anos (pessoas com até 26 anos tem direito à entrada reduzida em museus e outras atrações).

Comprei na bilheteria do próprio museu. 

Milão

Transporte metrô por 2 dias = 8,50 euros

Comprei na estação central, assim que cheguei, em uma loja lá dentro.

Não fui em atrações pagas em Milão, então não tive gastos com isso.

 

Esses foram os principais gastos que tive com a viagem, sem considerar a conversão e o IOF das compras feitas pelos sites.

Feitas essas considerações, passo a falar do que mais gostei de cada cidade e quais as minhas considerações sobre elas.

  

VENEZA

Como só tive um dia em Veneza, saindo cedo para fazer os passeios em outras ilhas, acabei só conhecendo a cidade à noite. Então não tenho muito o que comentar.

Devo dizer que amei ficar em Giudecca e passear por ela à noite. Além de ser bem mais barato do que ficar hospedado em Veneza, dá a impressão que você está em uma ilha abandonada, com aqueles casarões antigos dando um ar ainda mais misterioso.

Murano

É uma ilha bem simpática e os vidros ali fabricados são mesmo muito lindos (e caros).

Não visitei nenhuma fábrica, mas parece que o valor pra essa atividade fica entre 3 e 5 euros.

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Burano

Toda colorida, é a ilha perfeita pra tirar fotos.

 

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Foi nessa ilha que almoçamos, em um restaurante que tinha o menu completo por 20 euros, sendo que você podia escolher o primeiro prato, o segundo e a sobremesa (melhor panna cotta de café).

 

Torcello

É uma ilha minúscula que não tem muita coisa, mas que eu achei maravilhosa e queria ter passado uma noite.

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Tinha um restaurante lotadíssimo por lá, com cheiro muito bom e valor ok. Só não paramos pra almoçar porque estava cheio de pombas (problema da Itália, que tem milhares de pombas em todos os lugares).

 

 

BOLONHA

A minha recomendação lá é diminuir o passo, visitar a Piazza Maggiore, almoçar uma lasagne ala bolognese (10 euros) na Trattoria del Rosso, a melhor que já comi na vida e pra gastar as calorias, subir a pé para o Santuário de Nossa Senhora de São Lucas, que estava cerca de 6km do nosso hostel e que é quase todo feito sob pórticos.

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Lá existem alguns museus e outras atrações pagas pra visitar, mas preferimos ir com calma e aproveitar o bom tempo que encontramos depois das temperaturas amenas de Veneza.

 

ROMA

Reserve um dia para visitar o Coliseu, Palatino e Fórum Romano. Essas atrações estão coladas umas nas outras, sendo que o Palatino e o Fórum estão no mesmo “parque”.

Coliseu é um clássico e deve ser visitado, mas se fosse pra eu eleger o meu predileto, com certeza seria o Palatino e Fórum Romano. Reserve ao menos umas 4 horas pra passear tranquilamente por essas maravilhas.

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Sem falar que na minha opinião, lá fica a melhor e menos concorrida vista para o Coliseu.

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Outro passeio que eu amei foi a Vila Borghese e a Galeria que fica lá e que tem obras mundialmente conhecidas de Bernini, Caravaggio, da Vinci, entre outros.

O parque é sensacional e enorme, eu também reservaria um dia pra visitar ele e a Galeria.

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O Museu do Vaticano tem um acervo fantástico, desde artefatos egípcios, esculturas gregas e pinturas de valor inestimável (Capela Sistina que o diga).

Mas como a maioria dos lugares em que fui, estava quase intransitável de tanta gente.

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É bom se programar pra passar ao menos meio dia pra visitar o museu todo, mas acho que o ideal seria um dia todo, pra você descansar, porque o negócio é realmente MUITO GRANDE.

Também visitei a Piazza di Spagna (lotadíssima), Fontana di Trevi (bufando de gente), Piazza del Popolo e Pantheon que são relativamente próximos. Também fui no Altare dela Patria, que achei o monumento mais bonito da cidade.

Uma dica é deixar pra comprar as lembrancinhas da viagem em Roma, porque foi o lugar mais barato em que vi. Tem uma banca do outro lado da rua da entrada do metrô da estação central que tinha muita coisa mais em conta e o dono é um etíope muito gente boa. As miniaturas estavam por 1 euro, enquanto 3 chaveiros estavam por 5 euros.

Outra dica, por experiência própria, é que caso você vá passar o fim de ano em Roma e quer ver os fogos, a praça em frente ao Coliseu não é muito recomendável, pois a queima de fogos ocorre no Circo Maximus, sendo que o coliseu encobre tudo. Decepção hahahahaha

 

FLORENÇA

A cidade mais gostosinha pra você caminhar e admirar absolutamente tudo.

Vá à Galeria Uffizi (enorme e sensacional), à Galleria dell’Academia (David), mas principalmente, vá até o Palácio Pitti, que é um combo entre grandes obras de arte, coleções de porcelana e gemas de pedras preciosas, arquitetura, vista da cidade e a natureza dos Jardins de Boboli. Minha atração favorita.

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Para uma bela vista da cidade, também vá até a Piazzale Michelangelo, principalmente no fim da tarde.

Uma dica é para que você aproveite para ir no mesmo dia em que visitar o Palácio Pitti, pois as duas atrações são relativamente próximas.

Fora isso, bata perna por toda a cidade, visite a Duomo, tire várias fotos por lá e pela Ponte Vecchio e admire essa cidade que parece que realmente foi feita pra abrigar arte.

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PISA

Cheguei em Pisa lá pelas 9h00 e saí de lá às 14h30. Queria ter passado uma noite por ali também.

Amei tudo na cidade que vai muito além da torre.

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Foi aqui que comi a melhor pizza da viagem, na Pizzeria l’Arancio, que encontrei por acaso no meio do caminho, voltando da Piazza dei Miracoli pra estação.

 

TURIM

Praticamente ninguém de fora da Itália vai pra Turim, a não ser por conta do futebol.

Foi um choque, porque a Itália inteira estava lotada de brasileiros, menos Turim.

Aqui tem o segundo maior museu egípcio do mundo e um dos melhores e mais completos de cinema.

Inclusive, o Museu de Cinema de Turim, que fica no Mole Antonelliana, é sem dúvidas o meu predileto de todos que já visitei (o segundo é o Minas Vale e o terceiro é o Nacional de Cuba).

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Você precisa tomar a bebida mais conhecida da cidade, o Bicerin, que é deliciosa, apesar de cara (5 euros no Caffe Regio).

Também recomendo visitar o Parco Valentino, que é lindinho, principalmente no início ou no fim do dia.

 

MILÃO

Sem dúvidas, a Duomo merece ser o principal cartão postal, porque aquilo é lindo e incrível. E parece que as pombas acham o mesmo.

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Por ali fica a Galeria Vittorio Emanuele que eu não vi muita graça (sou pobre) e a Rinascente, loja de departamentos gigante e que na cobertura tem um bar e uma bela vista pra catedral (de graça).

Outro ponto que amei foi o Parque Sempione, que fica atrás do Castello Sforzesco.

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Dá pra entrar no Castelo, mas eu já estava farta de museu nesse ponto da viagem hahaha

De lá eu fui a pé para conhecer o Bosco Verticale, passando pelo Bairro de Brera que é maravilhoso, cheio de restaurantes, cafés, prédios modernos e capelas antigas.

 

Acho que é isso. Gostei muito da viagem, mas não tanto quanto eu esperava.

Não comi tão bem quanto imaginei (senti MUITA FALTA de arroz, feijão e carne mesmo), mas comi a melhor pizza e a melhor lasanha da minha vida por lá.

Acho que se algum dia eu me recuperar do rombo financeiro dessa viagem, a Itália não estrará tão cedo na minha lista de destinos.

 

Ps1: na maioria das cidades eu não tive problemas em falar inglês com o pessoal do comércio ou mesmo com transeuntes.

Ps2: em todas as maiores ou mais movimentadas cidades por que passei tinha uma loja da Venchi, onde tomei os melhores gelatos.

Ps3: o gelato da Amorino, na Galeria Vittorio Emanuele é bonito (e caro), mas não tão bom.

Ps4: o trecho de viagem de trem entre Pisa e Genova é todo feito pela Costa. Tome cuidado para pegar passagens durante o dia, pra poder ver essa maravilha.

 

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    • Por Mari D'Angelo
      A Itália é um lugar fantástico, cheio de arte, história, cultura e beleza. Há muito o que ver e fazer, mas como tínhamos apenas 11 dias, o roteiro teve que ser um pouco resumido. Fizemos a viagem em 2012, por isso alguns valores podem estar desatualizados. Rodamos todas as cidades de trem usando a Trenitalia. Foram 4 dias em Roma, 3 dias Florença (com 1 dia dedicado a Pisa), 2 dias em Veneza e 2 dias em Milão.
       
      Hoje faria algumas coisas diferente e principalmente me planejaria melhor em relação à datas e reservas, mas acho que esse roteiro é uma boa base para conseguir conhecer o básico da bota!
       
      Dia 1 – Roma
       
      Aqui a chegada foi de avião, então para ir do aeroporto para o centro usamos o ônibus de transfer da Terravision (€ 6,00/pessoa) que para na estação de trem Roma Termini. Como o hotel era um pouco afastado, pegamos um taxi até lá. Já era um pouco tarde e depois de uma tentativa frustrada de ir até a Fontana di Trevi, comemos algo perto do hotel mesmo e descansamos para o dia seguinte. O transporte em Roma é um pouco caótico então recomendo se hospedar relativamente perto dos pontos a visitar. Usamos metrô e ônibus e no centro fizemos muita coisa a pé.
       
      Dia 2 – Roma
       
      – Monumento a Vittorio Emanuele II (A imponente construção é uma homenagem ao primeiro rei da Itália após sua unificação, vale ver o prédio por dentro, é tão lindo quanto por fora. Visite também a igreja que fica do lado direito do monumento, é maravilhosa por dentro!)
       
      – Coliseu (Na verdade o ingresso é um combo para o Coliseu, o Palatino e o Foro Romano. Pegamos alguma fila para entrar no primeiro, imagino que começando pelos outros dois a fila da compra pode ser eliminada. Pagamos € 12,00/pessoa na época)
       
      – Foro Romano (O enorme local abriga as ruínas do que já foi o ponto de encontro de nobres romanos, é realmente muito grande e fica mais interessante se tiver um guia ilustrado para entender o que está vendo)
       
      – Museu de cera (Sinceramente, é interessante, mas dispensável. Acho que se perder pelas ruas da cidade vale mais a pena)
       
      – Fontana di Trevi (Esse lugar é uma das coisas mais lindas que já vi! Conheça de dia e de noite e tome cuidado com os golpes!
       
      Dia 3 – Roma
       
      – Vaticano (Acabamos não conseguindo entrar, a fila estava de mais de 5 horas pois no dia seguinte seria feriado -atente a isso no seu roteiro pois nos dias de feriado quase tudo fecha-)
       
      – Piazza del Popolo (Acabamos andando um pouco sem rumo depois de desistir do Vaticano, a praça é bonita, mas dispensável se estiver sem tempo)
       
      – Piazza di Spagna (A praça é linda, se for na primavera verá a escadaria toda florida. Só prepare-se para a multidão)
       
      – Panteão (Antes de virar um local sacro para o cristianismo, era um templo de deuses greco-romano pagãos)
       
      – Igreja São Luis dos Franceses (Conserva algumas obras de Caravaggio)
       
      – Piazza Navona (Tem uma fonte central maravilhosa!)
       
      – Bocca della Veritá (Tem que colocar a mãozinha lá dentro né?!)
       
      – Trastevere (Simpático bairro, agradável para um almoço no fim da tarde)
       
      Dia 4 – Roma
       
      – Castel Sant’Angelo (Queríamos entrar mas como era feriado, estava fechado, acho que deve valer a visita)
       
      – Basílica de Santa Maria Maggiore (Seu interior é uma obra de arte!)
       
      Dia 5 – Florença
       
      Da Roma Termini pegamos o trem para Florença, a cidade é pequena então dá pra fazer tudo a pé. Ficamos no Hostel Plus Florence, um dos melhores que já conhecemos, recomendo! Dá pra chegar a pé da estação (embora seja um pouco cansativo com malas).
       
      – Igreja Santa Maria del Fiore (Cartão postal da cidade, o interior da sua cúpula é fantástico! Além disso, subindo no topo da igreja tem-se uma vista verdadeiramente panorâmica)
       
      – Galeria Degli Uffizi (Boticelli e outras obras incríveis!)
       
      Dia 6 – Pisa / Firenze
       
      De manhã cedo pegamos o trem para Pisa, achei um pouco bagunçado, especialmente na volta, mas perguntando e seguindo o fluxo dá pra se encontrar.
       
      – Pisa (Não há muito o que fazer, mas vale ver a famosa torre ao vivo, uma manhã é suficiente)
       
      – Igreja Santa Maria Novella
       
      – Museu dell’Opera del Duomo (Destaque para Pietá e algumas obras de Donatello)
       
      – Ponte Vecchio (Apesar de não ter me encantado muito por sua beleza, a história interessante)
       
      Dia 7 – Firenze
       
      – Galleria dell’Accademia (Davi de Michelangelo é o grande destaque)
       
      – Basilica di Santa Croce (Onde está enterrado Michelangelo, Galileu Galilei, entre outros)
       
      Dia 8 – Veneza
       
      De manhã cedo pegamos o trem para Veneza, aqui e aqui estão os post contando em detalhes nossos dias por lá. Se tiver um dia a mais no roteiro adicione as ilhas de Murano ou Burano.
       
      – Basílica di San Marco (Visite-a por dentro para ver os lindos tetos em mosaico de ouro)
       
      – Ponte do Rialto (Cartão postal da cidade)
       
      – Palazzo Ducale
       
      Dia 9 – Veneza
       
      - Museu de história natural (Interessante, mas se não for um grande fã do assunto não vale muito a pena)
       
      – Museu Peggy Guggenheim (Maravilhoso!!!)
       
      - Igreja Santa Maria della Salute
       
      Dia 10 – Milão
       
      Vou ser bem sincera, não gostei muito de Milão. Na verdade, acho que achei um pouco parecida com São Paulo, mais urbana do que o “padrão” velho continente. Mas claro que tem lá seus encantos, começando pela estação de trem, que é linda!
       
      – Galeria Vittorio Emanuele (O lugar é maravilhoso do chão ao teto, abriga lojas de luxo e um Mc Donalds onde é possível tomar um café da manhã barato)
       
      – Catedral de Milão ou Duomo (Linda! Vale a pena subir, não pela vista, mas para observar a arquitetura de perto. Ah, esse é um dos muitos lugares na Itália onde há restrições com roupas curtas)
       
      – Castelo Sforzesco (o gostoso aqui é entrar pelo castelo, passar pelo parque e terminar no Arco della Pace. Aqui também tem golpes, fique atento)
       
      Dia 11 – Milão
       
      Este dia basicamente sobrou, tínhamos reservado um dia para ir ao Lago di Como e acabamos cancelando por achar que seria pouco tempo em Milão, me arrependo muito, não faça isso! Visitamos o museu do Castelo Sforzesco que reune obras de diferentes séculos e encontramos uma exposição de design gratuita para completar. Queríamos ter visto “A Última ceia”, mas não conseguimos pois é necessário agendar antecipadamente e é super concorrido! O site para comprar pela internet é este.
       
      É claro que o roteiro tem só os pontos chave de cada lugar, não deixe de se perder pelas ruazinhas, experimente o delicioso canoli, tome muito gelato (o de nutela e chocolate com laranja foram os meus preferidos), prepare-se para comer uma pizza inteira sozinho e pode confiar no vinho da casa!
       
      ps. Terminando este texto percebi que agora que estou começando meus estudos em História da arte, preciso voltar e rever tudo isso com outros olhos!
       
      Veja o relato completo com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/italia-de-trem-roteiro-de-11-dias/


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