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Eduardo B. Oliveira

Egito & Israel - 11 dias - Relato

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Olá Mochileiros,

 

Quero fazer um relato resumido da minha última viagem para o Egito e Israel, subindo o monte Sinai e cruzando a fronteira entre os dois países por terra. Foi sem dúvida a melhor viagem que fiz até o momento, e por isso quero compartilhar minha experiência e me colocar a disposição para tirar dúvidas.

Meu roteiro:

Cairo - 3 dias

Dahab - 1 dia

Monte Sinai - 1 dia

Jerusalém e arredores - 5 dias

Tel Aviv - 1 dia

 

Dia 1 - Consegui negociar uma passagem até o Cairo na ida e voltando por Tel Aviv, ambos com parada em Istambul. E ambas viagens de quase um dia completo. Cheguei no Cairo de madrugada e bem cansado. Fiquei num hostel e dormi ali até umas 11h, quando começei meus passeios. Como tinha metade de um dia, não fui ver as pirâmides primeiro. Visitei o palácio de Mohamad Ali, a mesquita Amr Ibn Al-As e o bairro copta com suas lindas igrejas. Somente o palácio era pago para entrar. O bairro copta e a mesquita estão próximas de uma estação de trem, então vale a pena pegar o transporte público do Cairo neste caso.

Dia 2 - Contratei um guia local que passou o dia me levando a alguns destinos mais distantes da capital. Primeiro fomos para as pirâmides de Saqara e Djoser, depois para o sítio arqueológico de Memphis e por último às 3 grandes pirâmides, com restaurantes e algumas lojas entre eles. Valeu muito a pena, pois se fosse fazer estes destinos por conta própria levaria mais tempo e sairia mais caro.

Dia 3 - Museu do Cairo, Torre do Cairo e mesquita Hussein. Era meu último dia na cidade e pretendia visitar a Cidadela do Cairo. Infelizmente não deu tempo, porque fiquei horas na fila da Torre do Cairo, e a cidadela fechava às 17h00. A Torre realmente vale a pena, a vista é maravilhosa. Mas prepare-se para enfrentar fila ou pague a mais para ter preferência.

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Dicas do Cairo:

1 - Lembre de providenciar a carteira de vacinação internacional antes, e tomar a vacina contra febre amarela. Você dá entrada no seu visto no Egito no próprio aeroporto, por 25 $. Mas eles exigirão a vacinação.

2 - O trem é legal de andar, não é luxuoso mas funciona bem e não é perigoso. Guarde o ticket porque você tem que colocar na catraca ao sair.

3 - Não pegue ônibus no Cairo. São lotados de gente e sucateados.

4 - As pirâmides ficam mais distantes do centro e é melhor ir para lá de taxi ou contratando um guia local.

5 - Os egípcios são loucos por estrangeiros. Vão querer te ajudar e fazer várias coisas pra você. Mas fique atento! Toda essa recepção será cobrada depois. E eles não aceitam gorjeta baixa.

Continuando...

Dia 4 - Um dos meus principais objetivos nesta viagem era subir o monte Sinai. Então providenciei ficar em Dahab. Fechei uma suíte muito barata, nem parecia mochilão. Deixei para comprar a passagem na última hora, e acabei fechando um vôo pela Nile Air até Sharm El Sheik. De lá peguei um taxi para Dahab. Apesar de ser uma cidade muito pequena, fiquei encantado com ela. É litorânea e ponto de mergulho. A noite sua rua principal fica cheia com os restaurantes de frutos do mar e lojas de artesanato. Bem cidade praiana mesmo.

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Dia 5 - Deveria ter feito a trilha neste dia, mas não consegui espaço. Ficou para o outro dia. Aproveitei para fazer mergulho e descansar, pois viria um dia pesado em seguida.

Dia 6 - Esse foi o dia mais pesado. Saímos às 22h do dia anterior e fomos para a base do Monte Sinai. A trilha tem dificuldade baixa até o ponto das escadarias. São 750 degraus de pedra até chegar ao topo. Essa parte é perigosa e cansativa. O topo era muito gelado, mesmo eu estando com 2 blusas e 2 calças. Mas de lá pudemos ver este nascer do sol:

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Depois dessa bela vista, descemos e fomos para o monastério de Santa Catarina, que não tem muitas coisas interessantes para ver. Dali fui direto para Taba, na fronteira com Israel. Não tive problema nenhum em cruzar a fronteira. Você passa por várias etapas, eles fazem aquelas perguntas esperadas (quantos dias, se já tem local, objetivo da visita, etc...) e olham sua bagagem. Não tem preço o visto em Israel e não precisa da carteira de vacinação internacional. De Eilat, cidade de fronteira, peguei um ônibus até Jerusalém. Sim, foi muito puxado esse dia, mas eu consegui!

Dia 7 - Devidamente hospedado em Jerusalém, no lindo Cinema Hostel, descansado e com um delicioso café da manhã, começei a conhecer Jerusalém. Aquele dia também foi mais curto. Fui para Belém (Bethelem) de ônibus, para ver a igreja da Natividade. É fácil de chegar, mas preste atenção onde vai descer. Desci um ponto antes e dei de cara com o grande muro que divide Israel e Palestina. Para quem não sabe, Bethelem fica do lado palestino. Pretendia ver a tumba de Raquel que também fica lá, mas era tudo tão fechado e confuso que desisti. Vi a igreja da Natividade, a mesquita de Omar e a igreja da Gruta. Voltei para Jerusalém e fui ver o jardim da Tumba, um lugar muito bonito e estruturado.

Dia 8 - Segundo dia em Jerusalém e fui conhecer a cidade entre os muros. É uma lista imensa de igrejas e locais sagrados para ver. Uma parte deles não estava na minha lista, mas acabava entrando e tirando uma foto ou outra. Entrei pela porta de Damasco e fui seguindo pela Via Sacra até chegar na Torre de Davi. Ali é um grande museu que vale muito a pena conhecer. Conta toda a história de Jerusalém, mostra as escavações do local e ainda tem uma vista boa da cidade. Dali fui para a Igreja Luterana e a do Santo Sepulcro, sempre lotada de gente. Tentei visitar o Domo da Rocha e a mesquita de Al-Aqsa, mas estavam ambos fechados para turistas. Estava determinado a tentar novamente no dia seguinte. Fui para o Muro das Lamentações e a igreja de S. Pedro de Gallicante, uma igreja fora dos muros construída pelos peregrinos franceses. Pouco citada, mas muito bonita. Vale a pena conferir!

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Ainda fui ver a capela da Ascenção e o cenáculo na volta para o hostel.

Dia 9 - Meu primeiro objetivo era ver o Domo da Rocha. Fui direto para lá, mas me deparei com bloqueio novamente... Acabei conhecendo outros lugares que não pretendia a princípio: a caverna de Zedequias, uma antiga pedreira debaixo de Jerusalém, o jardim e a igreja do Getsêmani, a tumba da virgem, a tumba dos profetas (não tem nada lá, mas é assustador), o cemitério judeu e a Domus Flevit. Não entrei no Domo da Rocha, mas essa vista do Domus Flevit é linda demais!

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Dia 10 - Continuei hospedado em Jerusalém, mas peguei um day tour para ver as cidades do norte do país. O mar da Galileia é lindo e conhecemos as pequenas e famosas cidades por onde Jesus passou, como Cafarnaum, Nazaré e Caná.

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Dia 11 - Preparando para voltar para casa, fui para Tel Aviv. Guardei no aeroporto minhas malas (meu vôo seria no dia seguinte de madrugada) e fui para o centro. Peguei o ônibus errado, mas consegui contornar o problema e chegar à linda praia da cidade mediterrânea, que infelizmente não se pode mergulhar. Tomei um pouco de sol e descansei. Fui na torre do relógio, no farol e na pequena mesquita do mar. Dali fui para o Independence Hall e andei até o museu de arte moderna e o observatório Azrieli. Dali voltei para o aeroporto e fiz minha viagem de volta para casa.

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Dicas de Israel:

1 - Tudo lá é muito caro. Prepare o bolso.

2 - Você encontrará policiais com fuzil o tempo todo. Não se assuste com isso e obedeça suas recomendações. Não tente ser o engraçadinho ou burlar sistemas. Lá a coisa é séria.

3 - Tem um trem excelente que sai de Jerusalém e vai até o aeroporto de Ben Gurion em 20 minutos, mas haverão taxistas insistindo para você ir de taxi.

 

Terminado o resumo, vamos ao que vocês gostam de saber: quanto gastei.

Visto no Egito - 25 $

Seguro Saúde - 239 R$

Transportes internos (trens, taxis, ônibus e a passagem aérea do Cairo para Sharm el Sheik) - 300 $

Hospedagem - 615 R$

Passeios - 272 $

Comida - 178 $

Total (convertendo 1 $ = 3,85 R$) em torno de 4 mil reais. Apesar de Jerusalém ser bem caro, creio que a viagem como um todo saiu barata.

 

Bem, resumindo é isso. Coloquei mais fotos no meu insta: @ebdo16.

 

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    • Por Samarah
      Gente, alguém já fez o trecho Egito a Israel de ônibus? Sabe mais ou menos quanto deu ou se está de boa fazer?
      Achei alguns relatos mas as informações estão confusas!
      Help!
    • Por chendailem.sousa
      Oi pessoal, 
      estou planejando ir para Marrocos e Egito em abril de 2019. 
      A ideia é passar 15 dias entre os dois países. Quanto vocês gastaram em média?
      E enfrentaram algum tipo de difuldade com violência?
    • Por Henrique_BR
      Então, depois de tirar muitas informações do Mochileiros, achei que era hora de contribuir um pouco. Percebi que há poucas informações sobre Israel/Jordânia aqui e muitas encontram-se desatualizadas. O objetivo do post é passar informações que eu não achei na internet (e descobri lá) e dar um ideia dos valores gastos e mostrar que, apesar de muitas pessoas acharem esta uma viagem complicada de ser feita, na verdade foi tudo bem tranquilo.
      Câmbio para outubro/2017 US$1 = NIS 3,50 (shekel) e US$ 1 = 0,70 JOD (dinar jordaniano), sim, a Jordânia usa uma moeda louca que vale mais que libra (não me pergunte como )
      Passagem aérea: conseguimos emitir o trecho BR-Frankfurt com milhas pela Latam, que eu achei boa para vôos internacionais. O aperto na classe econômica é o de sempre, mas o serviço de um modo geral é bom. Só tem um porém: o vôo GRU-Frankfurt dura 12 horas e só são servidas duas refeições um jantar após uma hora de vôo aproximadamente e o café da manhã umas duas horas antes de chegar ao destino, então se você não consegue dormir no avião (como eu), é bom se precaver e levar água e lanche ou vai morrer de fome na madrugada. De Frankfurt para Tel Aviv, fomos de Turkish Airlines com escala em Istambul. Aqui tem outro problema: no Aeroporto de Istambul (Ataturk), para acessar o wi-fi, é necessário fazer um cadastro e receber um SMS com um código de autorização que estou esperando até agora. Então, caso aconteça o mesmo e vc não receba o SMS, como aconteceu comigo (normal), é bom ter um plano B para passar um tempo, um livro, músicas baixadas offline, etc. Achei a Turkish muito boa, boas refeições (mesmo em vôos de 2 ou 3 horas), bom espaço para as pernas (peguei um avião com 2, 3 e 2 lugares), sistema de entretenimento em todos os trechos (exceto TLV-IST na volta).
      Roteiro e hospedagem: 4 noites em Tel Aviv (Abraham Hostel), 2 noites em Eilat (HI Hostel), 2 noites em Petra (Peace Way Hotel), 1 noite no deserto Wadi Rum e 5 noites em Jerusalém (Abraham Hostel). A hospedagem, como quase tudo em Israel, é bem cara, beira R$ 100/cama/dia em Tel Aviv e Eilat e R$ 90 em Jerusalém, mas todos os hostels são muito bons, quartos espaçosos, camas confortáveis, bom café da manhã e boa localização. Tem uma questão positiva e, de certo modo, surpreendente, em todos tem água de graça. Apesar de ser tranquilo beber água da torneira em Israel, os hostels tinham bebedouro com água filtrada e gelada, o que dá um boa economia depois de alguns dias. Em Petra, duas noites de hospedagem em quarto saíram por JOD44 (JOD11 por pessoa por dia). O hotel era razoável, no centro de Wasi Musa (cidade base de Petra) e tinha bom café da manhã, mas a internet era ruim, fica caindo toda hora, mas, tirando isso, era bem justo pelo preço.
      Visto/imigração/certificado de vacinação: Para Israel, não é necessário certificado de vacinação nem visto para brasileiros e a permanência máxima autorizada é de 90 dias. A imigração foi surpreendentemente fácil, não me perguntaram NADA, absolutamente nada. Suspeito que foi pelo fato do último carimbo no passaporte ser de Frankfurt. Foi muito mais difícil entrar na Alemanha do que em Israel, me perguntaram onde eu ia, o que eu ia fazer, e o agente tava com uma cara de poucos amigos pro meu passaporte em branco (renovei no meio do ano para essa viagem). Minha vida só melhorou quando mostrei o passaporte antigo com carimbo de entrada na Europa, então, caso o passaporte seja recente, recomendo levar o antigo (imigração em Lisboa não é referência pro resto da Europa). Em Israel, o passaporte não é carimbado para evitar problemas em viagens futuras para países árabes, eles emitem um tíquete à parte com o nome, número do passaporte e sua foto. Sugiro colocar o tíquete com um clipe dentro do passaporte, ESSE TÍQUETE É SUA VIDA EM ISRAEL .. Meu amigo teve que fazer imigração na Turquia e eles fizeram as perguntas de praxe para ele, nada demais. Surpresa boa. O problema é, por incrível que pareça, é sair de Israel. Antes de fazer o check-in no aeroporto, você tem que passar por uma "checagem de segurança" dependendo do destino. Eles perguntam onde vc esteve, o que foi fazer em Israel e na Jordânia, se tem parentes ou conhecidos na Jordânia, quem estava com vc, se era possível confirmar essas informações, nome e dados do meu amigo (falei que estava com ele na viagem)...Aprovado na checagem de segurança, você segue para despachar a bagagem, mas não pode trancar a mala, caso alguém suspeite de alguma coisa e necessite abrir sua mala . Ok, aceitar, despachar a mala destrancada e rezar para tudo aparecer intacto no destino. Em seguida, passa-se pelos procedimentos de segurança, onde há mais perguntas, tirar casaco, cinto, sapato, ... abrir mochila, mostrar o que tem lá dentro, etc... É tensa a coisa toda, mas é mais cansativo que tenso, pq demora muito para fazer todo o procedimento e, depois de tudo, fui "autorizado" a deixar Israel, momento em que devolvem o passaporte ( o passaporte fica com os agentes enquanto vc, suas roupas e pertences passam pelo procedimento de segurança). 
      Continua... 
       
       
       
    • Por Anne RJ
      Ir para Israel sempre foi um grande desejo nosso. Apesar de não sermos religiosos, aliás de não termos religião conhecer um lugar com tanta história religiosa, com crises políticas tão atuais nos deixava fascinados.
       
      Conseguimos uma grande promoção e voamos para Tel Aviv, na conexão em Nova York já percebemos o quanto seria diferente a nossa ida a Terra Santa. Já no terminal em Nova York, mesmo já temos feito todo o procedimento de segurança, como nosso voo iria pra Israel, existia dentro do gate mais um procedimento de segurança, com maquinas de raixo x e revistas pessoais.
       
      O novo procedimento para entrada em Israel mudou, não é mais necessário pedir para que não carimbem o passaporte, caso você pretenda viajar para algum país muçulmano futuramente. Hoje em dia a imigração nos entrega um papel a parte, evitando assim problemas futuros.
       
      A imigração em Tel Aviv foi muito tranquila, todos muito educados e solícitos.
       
      Dentro do aeroporto pegamos a estação de metrô para irmos para o apartamento que alugamos. Alugamos pelo airbnb.com um studio a uma quadra da praia, que saiu muito mais em conta do que ficar hospedado em um hotel.
       
      Após descermos do metrô precisávamos pegar um ônibus, e ai começaram os problemas.
       

       
      Absolutamente nada em Israel está escrito ou traduzido para o inglês, tudo está em hebraico. Sofremos e pegamos o ônibus errado e foi uma luta de sinais para eu explicar aonde queria ir e eles tentando me ensinar em hebraico como ir.
       
      Chegamos no nosso studio super arrumadinho e limpinho e de excelente localização, e ali começou meu amor por Israel e pelos israelenses.
       
      Na mesma noite saímos para jantar e tomarmos vinho em um restaurante super charmoso com uma comida maravilhosa. Porém, nada em Israel é barato, na verdade achei tudo muito caro. Por exemplo, um prato de massa custou uns USD 30 e uma garrafa de vinho mais barata era USD 40.
       
      Como já era tarde fomos dormir, porque o turismo começaria no dia seguinte.
       
      No dia seguinte decidimos fazer toda Tel Aviv a pé. E começamos pela orla e íamos entrando nos lugares.
       
      E foi assim que comi o primeiro de muitos falafels. E foi uma experiência única, num local tipicamente de locais e a gente fazendo mímica e ela respondendo apontando para as comidas.
       
      Dali seguimos para conhecer os pontos turísticos. A praia é bonita, limpa e bem organizada. Famílias inteiras passeando, gente correndo, muita gente andando de bicicleta.
       
      E como era meu aniversário, nada como parar em um lindo restaurante na beira da praia e beber uma garrafa de vinho branco apreciando a linda vista do mar Mediterâneo.
       

       
      Uma coisa me deixou impressionada na cidade, eles amam cachorros e tem muitos deles. Outra, eram os gatos lindos e bem tratados que vivam na rua e a população os alimentava.
       
      Eles também não jogam comida como os pães no lixo, eles deixam em cima do muro da porta de casa para que outros possam pegar e comer, tudo embaladinho.
       
      Continuando nosso passeio acabamos parando e passeando por um bairro muçulmano e descobrimos a vodka da maconha. Bom, até hoje não sei se tem algum cannabis na sua formula.
       
      A noite para comemorar meu aniversário, fomos jantar no Mexicana, um restaurante super bacana. E lá conhecemos duas pessoas fantásticas. Um israelense e outro era do Uzbequistão, passamos a noite bebendo e conversando com eles. Descobrindo um pouco da culturas local, bebendo mais ainda e ali nos despedimos.
       
      Como era cedo, fomos para um bar bem badalado e muito caro. Fiquei impressionada com o preço das bebidas. Como fizemos amizade e contei que era meu aniversário, eu ganhei muitos “Mazel Tov” do bar inteiro aos berros e de quebra meu presente foi bebida de graça a noite toda. Me diz, tem como não amar um povo assim, que te dá bebida de graça e passa a noite toda te desejando felicitações?
       
      Conhecemos muitas pessoas legais neste dia.
       
      No dia seguinte decidimos andar de bicicleta e fazer Tel Aviv de bike. Fizemos desta vez a parte norte. Vimos uma praia totalmente fechada que era exclusiva para judeus ultra ortodoxos. Somente eles podem entrar e não conseguimos ver o que se passa lá dentro.
       

       
      A noite fomos em um grande shopping da cidade. Na porta, havia seguranças revistando as pessoas, mas nós não fomos para a revista.
       
      Tel Aviv é moderna, com pessoas modernas e se você acabar indo para Israel durante o Shabat, tudo lá estará funcionado.
       
      Antes de irmos embora de Tel Aviv, decidimos fazer uma tattoo em hebraico para eternizar o momento.
       
      Escolhemos o estúdio Urban Ink, e tivemos uma incrível experiência de nos tatuarmos com um russo, que odeia religião e seu pai é da máfia russa. Foram muitas historias que ouvimos do tatuador.
       
      De lá seguimos para a rodoviária, e como era Shabat os ônibus iriam parar de funcionar as 17:00.
       
      Ao chegar na rodoviária as 16:30, nos deparamos com a rodoviária vazia e alguns membros do exército patrulhando o local.
       
      E ali tivemos uma experiência desagradável. Pedimos ajuda ao militar e como ele não falava inglês nos mandou ir conversar com dois judeus ultra ortodoxos que ali estavam pois aqueles falariam inglês.
       
      Ao pedir informação de onde pegaríamos o ônibus, eles fingiram que não falavam inglês. Fingiram, pois logo que ele se negou a nos dar informação, um israelense veio e nos informou em inglês onde seria o local. E então, os dois ultra ortodoxos, vieram indagar ao Rodrigo, em um inglês perfeito, se por um acaso ele era judeu. Rodrigo disse que não e falei pra nem dar trela e saímos andando deixando eles falando sozinhos.
       
      O problema aqui é que sou aversa a qualquer tipo de fanatismo, inclusive o religioso. Não consigo imaginar o por que de sermos ou não judeus implicaria em algo para recebermos uma informação. Eles olhavam de cara feia as tatuagens do Rodrigo e foi algo desagradável de se passar.
       
      Sou uma pessoa que gosta de aprender com o diferente, de respeitar aquilo que é diverso. E ainda no avião vi muitos ultra ortodoxos discutindo e sendo grosseiros com as comissárias e isso me incomodou.
       
      Vi muitos documentários sobre o comportamento dos judeus ultra ortodoxos e fiquei muito receosa. Documentários onde eles, muito extremistas, não aceitam o Estado de Israel, subjugam as mulheres, se recusam a andar na mesma calçada em que elas, um onde uma criança americana foi chamada de vadia por estar indo para escola de bermuda e coisas piores.
       
      Já no ônibus, o trajeto para Jerusalém durou uma hora e o buzão ainda tinha wifi de graça.
       











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