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  1. Olá viajantes! Esse vai ser meu primeiro relato oficial aqui no fórum. Eu costumava ter (ou tenho?) um blog de viagens pra escrever minhas experiências, mas sinto que será mais útil se eu escrever aqui. Acabei escrevendo algumas várias páginas e já peço desculpas de antemão. Mas vamos aqui ao que interessa! Egito. Li muitas coisas (até um pouco assustadoras) aqui no fórum sobre o Egito e deixo aqui um agradecimento especial para a usuária deborah.wakin que tem um relato completíssimo sobre o país e foi por indicação dela que fique no Dahab Hostel e comprei todos os passeios com eles! INTRODUÇÃO Antes de qualquer coisa, quero falar que essa foi a viagem mais difícil que eu já fiz. Assim, eu não sou uma viajante tãããão leiga, já tinha visitados alguns países, inclusive mulçumanos, como a Turquia e os Emirados Árabes. Além disso, eu costumava viajar sozinha, mas casei o ano passado e essa foi a primeira viagem que fiz acompanhada, no caso, com o meu marido. Aliás, foi a primeira vez que ele saiu do Brasil (eu não peguei nem um pouco leve, né?) Massss... Foi o maior choque cultural que tive na vida e lidar com o povo egípcio não foi NADA FÁCIL PARA MIM. Eu acho que não tava preparada psicologicamente e principalmente, devido as inúmeras coisas ruins que li sobre, eu fui já com um preconceito estabelecido e isso prejudicou bastante a experiência. CUSTOS De forma geral foi o seguinte, a passagem aérea para duas pessoas ficou em R$ 7.957,52 pela Emirates. Levei US$ 1.450,00 e paguei tudo por lá. Não usei cartão de crédito e ainda teria sobrado umas 100 doletas. Se você entrar no site do Dahab Hostel (http://www.dahabhostel.com/) lá já tem o preço para todos os passeios (que já devem ter sido atualizados por que já faz um ano) no mais, o que eu for lembrando de valor, vou colocando aqui. Por exemplo, me lembro que a cotação estava 1 dólar para 18 liras egípcias (LE). E também me lembro que a cotação era a mesma em todos os lugares, só dentro do navio do Nilo que era um pouco mais cara. ROTEIRO 11/Out/18 – Chegada no Cairo, check-in. 12/Out/18 – Pirâmides, Saqarah, Dashur 13/Out/18 – Khan El Kalili, Trem para Aswan 14/Out/18 – Templo de Isis, represa de Aswan 15/Out/18 – Abu Simbel, embarque no Cruzeiro do Nilo 16/Out/18 – Kom Ombo, Edfu 17/Out/18 – Luxor, vôo de balão, Vale dos Reis, Templo Hatshepsut 18/Out/18 – Templo de Karnak e Templo de Luxor, ônibus para Dahab 19/Out/18 – Chegada em Dahab, descanso, de madrugada partida para o Monte Sinai 20/Out/18 – Subida ao Monte Sinai, assistir ao nascer do sol. Volta para o hotel e descanso. 21/Out/18 – Blue Hole, ônibus para o Cairo 22/Out/18 – Chegada no Cairo pela manhã, Khan El Kalili e Voo de retorno na madrugada para o dia 23 TEMPERATURA Eu fui em Outubro. Estava bem quente (mas poderia ser mais quente). Pegamos aí temperaturas entre 25 (a noite) a 38 graus (de dia). Então busque roupas leves, mas que cubram bastante o corpo pra não atrair muitos olhares. Aquelas calças de malha bem larguinhas são uma boa pedida. COMIDA E BEBIDA Eu tenho um paladar extremamente infantil, mas vou descrever mais ou menos o que se come em cada refeição: - Café da manhã: café com leite, pão daquele tipo árabe, feijão (beeeeem temperado), uma espécie de cream cheese e salada. - Almoço: arroz, katfa, frango assado, o mesmo pão árabe, salada, homus. - Jantar: a mesma coisa do almoço, ou fast food, ou coisas tipo shawarma, kebab, etc. Achei bem curioso eles comerem feijão no café da manhã e arroz como item de almoço ou jantar. Perguntei pra Selvia, uma moça que trabalhava no Hostel, “vocês já pensaram em comer feijão com arroz?” e isso foi seguido de uma cara de nojinho da parte dela HAHAHAHA que coisa não? Desnecessário falar que você precisa ter água com você o tempo todo né? É, então tenha água com você O TEMPO TODO. Mas ao mesmo tempo, se for fazer algum percurso de ônibus, lembre-se que não tem banheiro. CHIP DE CELULAR Não compramos. Talvez teria sido necessário sim, mas achamos algumas boas pessoas no nosso caminho que nos ajudaram. No mais, usamos apenas o wi-fi dos hotéis ou restaurantes. ASSÉDIO, NEGOCIAÇÕES E BARGANHAS O Egito é um país pobre. Quando o cara vê um turista ele vê ali também uma chance de ganhar dinheiro. É triste o desespero deles, mas ao mesmo tempo uma importunação para nós. Em cidades pequenas e turísticas, como Luxor, é quase impossível andar na rua em paz sem que muitas pessoas tentem te vender alguma coisa. Além disso, quando for comprar qualquer coisa é preciso suspeitar de primeira se aquele preço é justo. Muitas vezes eles triplicam o preço para turista, mesmo numa garrafa de água. Tem que ter muita, MAS MUITA paciência para lidar com essas situações. Outra coisa bem chata é que em nenhum lugar, nem em loja, nem em mercado, eles colocam os preços das coisas. Isso que ferra porque a pessoa pode por o preço que quiser quando você for pagar. TRANSPORTES No Cairo usamos apenas Uber (o pessoal do Hostel que chamou pra gente) e táxi (antes de entrar o táxi já mando o preço que quero pagar pra não ter surpresa e repito mais umas 5 vezes o preço pro cara entender bem o quanto vou pagar). Entre as cidades usamos trem e ônibus. Ônibus pode ser uma ótima ou uma péssima ideia (veja o relato do percurso entre Luxor e Dahab). Além disso, os ônibus não têm banheiro, você precisa usar nas paradas que ele fizer. GORJETAS? É... Então. Eu tinha lido muitos relatos aqui sobre essa ‘cultura’ e isso era o que mais me atormentava. Eu já cheguei no país com uma barreira com qualquer um que chegasse perto de mim achando que ia pedir dinheiro por qualquer mínima coisa. Eu fiquei com um preconceito tão grande que passava mais tempo preocupada se alguém ia querer me extorquir de alguma forma do que curtindo a viagem em si. Sim, tivemos algumas situações chatinhas, mas elas foram bem menos do que eu esperava. Eu podia ter ido mais tranquila. Devia ter me preparado mais mentalmente, devia ter feito muitas coisas, mas não fiz. E isso definitivamente prejudicou a minha experiência como um todo. Meu conselho é... Não seja como eu 🤦‍♀️ ENTRADA NO EGITO (VISTO) Uma preocupação sobre a viagem foi o visto. Se você entra em contato com a embaixada eles dizem que você deve mandar o passaporte POR CORREIO COM DINHEIRO DENTRO DO ENVELOPE PARA PAGAR O VISTO E OS CUSTOS DE SEDEX. Isso pra mim foi absurdo num nível que nem sei explicar. Mas aqui no fórum e em outros lugares, muita gente falava que dava pra comprar o visto lá no aeroporto, na chegada. Pra confirmar essa info, um tempo antes da viagem fui até o aeroporto de GRU (moro perto) perguntar no check-in da Emirates o que precisava para embarcar pro Egito. Eles falaram que só o passaporte mesmo e tirava o visto lá. Então fiquei mais tranquila e foi isso que aconteceu. Chegando lá no Cairo é o seguinte, antes de passar pela imigração tem uns guichês de bancos. Qualquer um deles vende o visto, na época, custava 25 dólares pagos em espécie. É bem simples essa transação. Passamos pelos guichês da imigração também até que tranquilo, mas na saída deles tinha um cara que parou a gente. Daí lá vamos nós... Sim, eles encanam com a galera sul americana. Encontrei outros brasileiros e colombianos por lá que passaram pela mesma coisa. Primeiro um chá de cadeira básico. Daí vieram algumas perguntas clássicas e o fato de sermos casados no papel deixou eles bem surpresos. Depois, levam a gente prum espaço aberto por ali mesmo no aeroporto e abriram as nossas malas, fuçaram em absolutamente todos os bolsos e roupas e necessaires, depois levaram a gente pra uma salinha (mulher vai com mulher e homem com homem) faz a gente ficar semi-nu e ainda a moça pediu pra eu agachar pra ver se não tinha nada no fiofó. Na boa, nunca tinha passado por isso e fiquei indignada. Achei bem humilhante. Mas no geral estávamos bem calmos e não tínhamos nada a esconder. Duas horas depois, fomos liberados.
  2. Esqueça tudo que você viu e viveu até hoje. Posso te garantir: sua vida só começa depois de conhecer o Egito. É simplesmente uma experiência avassaladora para quem ama vivenciar novas culturas. O Egito é barato mas também é caro. Pode ser muito barato. Mas também pode te levar à falência em um dia. Para início de conversa: fui sozinha. E estava morrendo de medo de como isso seria. Não li um relato agradável na internet. Inclusive aqui no site, tem relato de gente que até apanhou de leve na rua rs... É sério, procurem que vocês vão encontrar as coisas mais bizarras. Mas vamos ao que interessa. Durante o relato vou fazendo as considerações para vocês. Dia 01 Cheguei no aeroporto do Cairo, exatamente às 16h55 min. No meu voo tinha apenas eu de brasileira e um grupo de senhorinhas que estavam fazendo turismo religioso. De resto, todos eram árabes. Por esse motivo, a alimentação era especial, já que muçulmanos só podem comer comida Halal. Chegando no aeroporto fui (para varias) barrada pelo cara da "polícia federal" deles. Mas não se assustem. Ninguém no meu avião foi barrado. O problema é sempre pessoal. Isso já aconteceu em diversos países que eu visitei. Talvez por eu ser mulher, solteira, sem filhos... enfim, o que eles consideram uma pessoa perfeita para entrar em qualquer país e nunca mais sair. Passei um belíssimo sufoco e acho que foram mais de 40 minutos tentando convencer o cara que eu não era uma salafrária. Ele me questionou várias vezes porquê uma mulher sozinha, sem amigos ou família tinha escolhido o Egito para passar as férias,, se eu realmente não conhecia ninguém lá. Mesmo mostrando documentos do hotel, passagem, passaporte, visto, dolares, euros... o fdp resolveu que ia me Cristo (ou para qualquer outro profeta) naqueles dia. Depois de até revistar meu celular e eu dar um ataque que já estava misturando inglês, português, italiano e espanhol, o escroto do cara resolveu me liberar às gargalhadas. Ali tive certeza que ele só estava mesmo zombando da minha cara! Nesse primeiro instante fiquei bem apavorada e com medo do que viria dali para frete. Pensei que aquilo ali poderia ser apenas o início de uma viagem trágica ao Egito mas graças a Deus não. Foi só um susto e depois foi tudo lindo e maravilhoso. Na saída do aeroporto comprei meu chip da VodaFone que me custou 35 libras egípcias com um pacote de dados de internet e SMS. Ah, e tem banco onde você pode trocar algum dinheiro. Não troque tudo porque a cotação é péssima. Na rua você encontra preços bem melhores. Quando saí do aeroporto tinham uns taxistas, mas resolvi seguir as dicas da internet e usar o UBER que já estava previamente instalado no meu celular. Deu super certo e foi o que eu usei a viagem toda. Barato e seguro (eu via as rotas pelo google mapas e ninguém me enrolava não). Saí do aeroporto em direção ao meu Hostel (super bem localizado por sinal), depois de 3 dias viajando (fiz várias conexões - passagem promocional ne gente?), morta e arrasada de cansaço mas com um pôr do sol único e com a sensação de felicidade imensa. Ah e eu nem me importei com o trânsito naquele momento (não tenha dúvidas, você vai pegar trânsito por todos os lugares). Meu hostel era o Freedom Hostel, extremamente bem localizado, eu entrei em contato com eles antes de ir para o Cairo e um dos responsáveis, o Eslam, sem muito simpático, respondia todos os emails rapidamente e detalhadamente. O hostel fica bem pertinho da Praça Tahir e do Museum e tem estação de metrô próximo (mas eu não usei). Tem restaurante, ruas cheias de lojas de roupas, eletrônicos, turismo, câmbio, tudo pertinho. O UBER do aeroporto para o hostel deu 40 EGP (libras egípcias) Me assustei chegando no hostel, o prédio é velho e caindo aos pedaços. Mas logo você se acostuma e percebe que tudo no Egito é assim. O hostel fica no último andar do prédio e sofri um bocado para subir com minha mala (e olha que só pesava 14kg). Sempre digo que vou de mochilão, nunca vou e sempre me arrependo, claro! Fui muito bem recebida pelo próprio Eslam. Meu quarto era logo o primeiro, dividia com 6 pessoas, cada uma de uma nacionalidade diferente. O Wi-fi é liberado. Depois de me acomodar eu só precisava de um banhinho quentinho e sair para comer porque a fome era maior que o cansaço. À essa altura do campeonato já estava me achando rica milionária. Pedi indicação ao Eslam do restaurante mais top e com comidas típicas do Cairo e ele me indicou o Sequoia. Pedi um UBER (valor da corrida ida e volta 40EGP) e fui. Ele fica às margens do Rio Nilo, todo aberto para você comer e admirar as belezas daquele lugar. Só indo pra vê gente. Pedi todas as comidas típicas que eu ahcei no cardápio (em inglês) naquele dia. Sério, comi como se não houvesse amanhã. Comida maravilhosa, cheia de gordura e fritura, do jeito que meu tecido adiposo gosta. Depois de comer como um trator, no final pedi um café egípcio e um karkadec (chá de hibiscus), então por aí vocês tiram o quanto eu comi e bebi nesse dia. A conta deu míseros 200 EGP (aprox 40 reais). Eu comi como se não houvesse amanhã, mas tinha amanhã e ele era nebuloso... Cheguei no hostel passando muito mal, claro. Eu não to acostumada com esse tipo de comida, estava sofrendo com o fuso horário (pela primeira vez tive jetleg), não dormia bem há dias... resultado: o fígado reclamou e eu passei a madrugada em claro (sem sono pelo jetleg) e chamando o Hulk no banheiro do hostel. Os meninos da recepção do horário da noite me fizeram chá preto e me deram um biscoito muito parecido com cream craker (apra vocês verem que amor). E às 5h da manhã (meia-noite ainda no Brasil). Eu estava acordada feito um zumbi. Devo ter pego no sono depois de 3 dramins, 2 xantinons e 4 epoclers. Hostel: Freedom Hostel: 6 Bank Misr Street Off Sherif St.Front of the Central Bank of Egypt., Cairo, Egito (Peçam para falar com o Eslam) - Restaurante: Sequoia: 53 Abou El Feda, Zamalek, Cairo, 11211 Cotações do dia: No aeroporto: 1 dolar = 15 EGP Na casa de câmbio perto do hostel: 1 dólar = 19.50EGP OBS:. não se troca reais por EGP no Cairo, mas eles te dão a cotação para você ter uma ideia e sempre fica em torno de 1 real - 5 EGP Gastos do dia: Chip Vodafone: 35 EGP UBER aeroporto - hostel: 40EGP UBER hostel -sequoia: 40 EGP (20 ida e 20 volta) Sequoia: 200 EGP Total: 315 EGP (aprox 63 reais ou 16 dólares) Dia 02 Depois de dormir pouquinho devido a madrugada dos horrores já mencionada acima rs, acordei às 8h, tomei um café preto com um pão apenas. O Hostel tem um café da manhã modesto mas bem bonzinho e que dá pro gasto. E o melhor, sem fritura. Preferência nacional de qualquer prato no Egito. Conversei com o Eslan e ele conseguiu um UBER para mim. Acabou que no final fechei todos os dias com esse rapaz do UBER, um senhor muito distinto, educado e simpático, mas que infelizmente não tirei foto nem decorei o nome dele. Mas acredito que, se você pedir no seu hostel, com certeza você consegue um guia ou UBER bem em conta como eu. Mas vamos ao que interessa, quem vai ao Cairo quer ver o que? Pirâmide. Então vamos de Pirâmides no primeiro dia e não quero nem saber se é a cereja do bolo rs... A programação do dia era Pirâmides de Queops, Pirâmide de Djoser e Sacara. Mas vai por mim, você não vai conseguir fazer isso tudo por alguns motivos: 1) A logística é impossível, 2) o transito não deixará, 3) Queops é imenso e você vai ficar tão absudamente boquiaberto com tudo que vai querer passar o dia inteiro lá. E foi o que eu fiz... O UBER me cobrou 60 EGP para me levar e buscar (tava com o whatsapp dele). No caminho além do trânsito caótico que não me deixava esquecer que estava no Egito, de longe eu conseguia avistar a pontinha das pirâmides, e claro, comecei a chorar (se você for manteiga que nem eu vai chorar mesmo, é uma energia, uma emoção sem tamanho...) O carro me deixou na entrada e fui para a fila comprar meu ingresso. Eu tenho uma carteirinha internacional de estudante. Se você tem uma a dica é: leve-a. Eu paguei meio na maioria dos locais que eu fui no Egito. eles super valorizam a carteirinha. Comprei o ingresso que dava direito a entrar nas pirâmides e custou 100 EGP (lembrando que era meia, tá?). Entrei... e quase morri! Só indo para ver. Não vou ficar detalhando a beleza e imensidão. Não tem como. Vamos nos atear a logística da coisa. Depois de passar uns 10 min abraçada nas pedras da pirâmide, fui procurar um guia e um camelo. Acredite, você vai precisar de um. Ah, e antes que alguém venha falar dos direito dos animais eu já aviso: eu sou vegana e luto diariamente para isso, mas você não vai resistir a andar de camelo nas pirâmides, por mais que esteja com o coração partido e morrendo porque está colaborando com a exploração dos animais. Então, aceite! Fechei com um guia um passeio completo pelas pirâmides e até o ponto mais alto por 500 EGP (aprox 100 reais). Não achei caro, já tinham me oferecido por 1000, 800 e depois de chorar consegui o desconto. Aliáaaaasss, chore muitoooooooo no Egito, provavelmente você consiga descontos do tipo 80% (e não to brincando não). É muitooo emocionante andar de camelo, naquela paisagem. Gente, não tem explicação. O guia foi muito bacana e tirou várias fotos show (depois rolou 50 EGP por fora, claro). Outra observação: no Cairo, no egito em geral, tudo tudooo é comissionado. Se eles te derem uma informação, vão te pedir comissão. Acostume-se e separe uma grana pra isso. Não é de bom tom não dar e você será xingado em árabe por umas 15 gerações. O guia dá a volta inteira nas Pirâmides. Esse passeio dura umas 3 horas e no final ele te leva num lugar para comprar essências e perfumes egípcios. Alias, quase todo passeio terminam nessas perfumarias, tapeçarias ou "papirarias" (onde vendem os papiros). Dentro de Guizé é beeemmm caro e não recomendo comprar nada por lá. Depois ele voltou comigo para dentro da área das pirâmides. Acho que já eram por volta das 17h e estava quase escurecendo. O pôr-do-sol naquelas bandas é de babar. Apreciei mais um pouco cada pedacinho daquele lugar, tirei mais 600 fotos, beijei a esfinge, segurei a pirâmide e virei artista por 15 min. Vocês podem imaginar o que uma ocidental loira com os cabelos expostos pode causar nas crianças egípcias? Eles adoram. Pedem para tirar foto a cada passo que você dá. Você é assediado como se fosse um artista hollywoodiano. O guia teve que pedir pelo amor de deus para eu não ser tão simpática porque ele não aguentava mais parar para tirar foto com as mulheres de burca e as crianças rs... E acredite, você adora no início, mas no final da viagem tava fechando a cara já, porque enche o saco e daí entendi porque os artistas também ficam de saco cheio rsrs... Ah, durante o dia nas pirâmides eu não comi absolutamente NADA! Você não vai lembrar de ter fome, acredite. Quando cheguei no hostel pedi um pão e chá preto e eles me forneceram, e não me cobraram por nada. Voltei para o hostel e combinei com o UBER dele me buscar para ir a Khan El Khalili. Estava muitoooo ansiosa e deixei para comprar algumas lembrancinhas lá. Ele me buscou por volta das 19h30. Explore o máximo que você puder de Khan. Eu sinto não ter podido ir lá de manhã. Deve ser lindamente colorido. Porque à noite já era. As luzes e cores são tão fortes por lá que quando você sentir esse cheiro novamente, com certeza, lembrar das ruas de El Khalili (aconteceu comigo em Sharm). Eu comprei muitas lembrancinhas lá e por um preço muitooo em conta. Cada papiro comprei a 10 EGP e mais miniaturas de piramides e gatos, esfinge, deuses (cada um a 10 EGP). Mas chore muito que o preço cai. Eles custavam 80 EGP hahaha. Depois achei um café que havia sido recomendado pelo guia do UBER e parei lá para jantar, chamado Naguib. É bem carinho perto dos preços do Cairo, mas quem liga né? Lá é proibido tirar fotos mas tirei da entrada pra vocês verem. Mas é bem divertido, tem música ao vivo e as pessoas cantam alegremente. Aliás, cantar alegremente é uma coisa que os egípcios adoram fazer. Gastos do dia: UBER até as pirâmides: 60 EGP (ida e volta) Entrada das Pirâmides: 100 EGP Passeio de Camelo + fotos: 550 EGP UBER para o jantar: 50 EGP (ida e volta) Jantar: 250 EGP Dia 03 Tinha combinado com o motorista do UBER bem cedinho nesse dia. Nesse dia fomos a Saqqara, Dsjor, um passeio pelo deserto do Saara e Memphis. Acordei cedo, tomei café no hostel e saí por volta de 8h30. Todas as entradas eu paguei meia com o cartão de estudante. O guia ia me explicando tudo e dei muita sorte. Nenhum dos lugares estava cheio. Nesse dia, apesar do frio extremo no Cairo, fez um pouco de calor e como eu estava com roupa térmica, mais blusa segunda pele, casaco, cachecol passei mal. E ainda juntou que passava muitas horas sem me alimentar. O guia parou num feirante e compramos um cacho de banana rsrs... o mais vegan que eu achei por aquelas bandas. Para o guia o cacho custava 5 EGP mas quando ele viu que era eu quem queria comprar ele se recusou a vender por esse preço e fui obrigada a pagar 7 EGP. Isso é bem comum no Egito, bem mesmo. Se um nativo pergunta o preço, para ele com certeza, ser[a mais barato. Nada tem preço tabelado ou exposto. Justamente para isso. Todas as pirâmides ficam no mesmo completo e quando você compra o ingresso já compra tudo junto. O templo fica bem afastado e na entrada já encontramos aquelas clássicas pilastras que vemos em várias fotos. É enormemente impressionante. Existe um sítio arqueológico aí dentro e o ingresso dá direito a entrar. Quando você entra, encontra o complexo funerário de Djoser. Tem uma tumba lá dentro com uma múmia. Não lembro qual rei é. Mas se procurar no Google acha. Aliás, se você não tem boa memória que nem eu, é bom levar um caderninho para anotar o nome das múmias, porque você verá muitaaaassss delas, por todos os lugares. Dentro do complexo fica um Beduíno. Ele te explica tudo mesmo sem você querer e vai pedir gorjeta. Prepare-se. Cogitei em não pagar e o guia me disse que não era de bom tom e nem seguro (quando ele uso essa palavra saquei 20 EGP e dei ao cara). Mas valeu a pena! Se você não fala bem inglês pode se enrolar no Egito. Eles são muito simpáticos e solícitos mas o inglês e o árabe são o idioma. É bom procurar por um guia que domine o idioma que você também domina. Mas tirando o seu guia que pode falar diversos idiomas (inclusive o russo - eles amam russo), tudo será em inglês. Nesse dia o guia do UBER me acompanhou o tempo todo. Então não paguei apenas a ida e volta. Mas valeu cada centavo. Ele me explicou sobre tudo e me senti muito segura com ele próximo além de tê-lo como fotógrafo e não precisar ficar pagando gorjeta para cada árabe que pedia pra tirar foto. Se você pegar um guia maneiro, ele ainda vai te ajudar em fotos maneiras essa daí embaixo. Você só paga sua entrada. Os guias sempre entram de graça. Quando saímos dessa pirâmides fomos para o Complexo que fica no meio do deserto do Saara. Dá pra entender porque eu passei mal né? Devia estar uns 35 graus e era inverno (à noite caía abaixo de zero) e eu entupida de roupa. Prepara-se para comer muitaaaa areia porque o vento é alucinante. Não há cabelo que resista rsrs. Mas vai valer a pena. Pegamos o carro e fomos para a Pirâmide de Dashur também conhecida como Pirâmide Curvada e eu gostei demais dessa. Beeemm diferente mesmo. Logo depois pegamos o carro de novo e percorremos o deserto para chegar na Pirâmide Vermelha. Nada especial nessa. Essas pirâmides ficam no meio de uma área militar então não é dificil ver carros do Exercito rodeando o carro do guia e soldados olhando pra você como cara de poucos amigos. A Pirâmide Vermelha só serviu para o meu guia me ajudar a fazer as maiores estripulias e tirar as fotos mais doidas. Como eu disse, nesse dia, só estavamos eu e o guia nas pirâmides. É bem diferente das grandes de Guizé, que são lotadas e dificilmente você conseguirá uma foto sem um intruso. Saimos de lá fomos para Memphis ver a Estatua de Ramsés II Voltei pro Hostel. Estava exausta, tinha comido toda a areia do deserto, estava imunda mas terrivelmente feliz. Combinei com o UBER que ligaria para ele me buscar para jantar. Ele passou no hostel por volta das 21h e fui jantar num restaurante no Nile City. É um restaurante na beira do Nilo em formato de navio. Comi uma salada e tomei um suco. Sentei numa mesa que dava para o Rio Nilo e pensando no quanto Deus é bom conosco porque nos permite realizar sonhos como esse. UBER me pegou e voltamos para o Hostel. Gastos do dia: Entradas: 20 + 20 + 40: 80 EGP Guia = UBER: 500 EGP Cacho de banana: 7 EGP Gorjetas: 20 EGP Uber para o jantar: 50 EGP (ida e volta) Jantar: 150 EGP [Em Construção]
  3. Primeiras Impressões do Egitão veio de guerra. Li em algum dos tantos blogs que visitei que “o Egito se vive, não se explica”. E é a mais pura verdade. Não tem como ficar indiferente em um país desses. As mais diferentes sensações se mesclam e se confundem ao mesmo tempo; uma mistura de exuberância e decadência, caos e esplendor. Poder ficar frente à frente com os templos gigantescos e construções milenares, onde viviam os Faraós e a mística dos deuses antigos é viver na pele as melhores aulas de História que tínhamos no colégio. Ao mesmo tempo em que se convive com muita miséria, um trânsito caótico e barulhento, uma quantidade de lixo absurda nas ruas e no interior dos prédios, uma poluição visível e perturbadora e um assédio de pessoas querendo te vender coisas e serviços que beira à loucura, mas apenas um triste retrato de um povo em busca de uns míseros trocados pra sobreviver. DICAS PRÁTICAS Um bom planejamento é meio caminho andado pra aproveitar a viagem de forma tranquila e sem muitos imprevistos. Assim, vamos tentar resumir aqui algumas dicas que com certeza vão responder várias das suas perguntas sobre uma viagem ao Egito. VISTO Você consegue fazer o visto tranquilamente no aeroporto assim que desembarcar no país. Antes de entrar na fila da Imigração, se dirija a um dos guichês de posto bancário que ficam bem em frente e compre seu visto por 25 dólares. O visto é um selo que se cola no passaporte e é válido por 30 dias. Lembrando: apesar de não terem nos pedido nada, o Governo do Egito exige o certificado da Vacina contra Febre Amarela (com no mínimo 10 dias de antecedência) e passaporte com validade mínima de 6 meses. Apesar de tampouco terem nos solicitado, sempre bom ter a mão a reserva dos primeiros dias de hotel (no nosso caso, usamos a própria reserva online no aplicativo do Booking, não precisa ter as reservas impressas). MOEDA A moeda usada no país é a Libra Egípcia (EGP). Fomos em Fevereiro de 2018 com uma cotação de 5,50 para 1 Real. Muito importante: quase nenhum estabelecimento aceita cartões de crédito! Você consegue usar o cartão apenas em alguns hotéis de maior porte e nas redes internacionais de restaurantes, como Pizza Hut e MC Donald´s. A imensa maioria de restaurantes locais só aceita dinheiro, assim como a bilheteria de todas as atrações. Leve Euro ou Dólares para trocar, mas é muito fácil e simples sacar dinheiro nos caixas eletrônicos no aeroporto e espalhados pela cidade toda. CUSTO DAS COISAS (EM MÉDIA) • Transporte: muito barato. Corridas de táxi em média de R$ 10 a R$ 15,00. Uber, mais barato ainda. Chegamos a pagar R$5,00 em algumas corridas. Os barquinhos que usamos pra atravessar o Nilo, tanto em Luxor quanto em Assuã, custavam 1 Libra ou seja, R$ 0,20. • Alimentação: média de R$50 por casal, em bons restaurantes. Não fomos a nenhum restaurante em hotéis, geralmente os mais conceituados e também os mais caros. Os lanches nas redes de Fast Food eram super baratos; comíamos os dois no MC com cerca de R$25,00. • Entradas nas atrações: o ingresso para entrada nos Templos e museus variava de R$ 10 a R$ 30,00. Gastamos um total de R$300 por pessoa em ingressos para cerca de 14 locais, dentre templos e museus (não inclusos os deslocamentos até o lugar; por exemplo, gastamos R$ 60 para a excursão em van turística de Assuã ao Templo de Abu Simbel, a 300 km de distância). • Hotéis: escolhemos sempre os melhores custo-benefício que podíamos. Nossos hotéis foram em média de categoria 3 estrelas. Usamos o site do Booking pra pesquisar porque obtemos descontos devido aos anos de fidelidade. O preço dos hotéis à primeira vista engana e parece ser mais barato, porque somente no final da reserva eles mostram os impostos adicionais, em torno de 26% sobre o valor. – Cairo: 1 diária no Valência Hotel, no Centro de Cairo – R$ 108,00 – Luxor: 5 diárias no Nile Compound Hotel a R$ 66 a diária. Um dos melhores hotéis da viagem (ler mais detalhes no post sobre Luxor). – Assuã: 2 diárias no Battota Nubian Guest House a R$96 a diária. Hotel ficava na Ilha de Elephantine do outro lago do Nilo, mas a uma travessia de alguns minutos de barco. (Ver mais sobre o hotel no post sobre Assuã). – Luxor (retorno de Assuã): 1 diária no Achti Resort a R$ 130. Resolvemos nos “dar de presente” uma diária no Resort, mas porque encontramos um preço muito atrativo. – Giza: 2 diárias no Giza Pyramids Inn a R$ 200 a diária. Hotel em frente ao complexo das pirâmides (ver mais detalhes no post sobre Cairo e Gizé). – Cairo: 2 diárias no Star Plazza Guesthouse no Bairro Dokki a R$ 122 a diária (ver mais detalhes no post sobre Cairo). PRINCIPAIS DESTINOS Como já explicamos na introdução, optamos por visitar apenas os lugares históricos. Nosso roteiro incluiu Cairo, Gizé, Luxor e Assuã. Foram 2 semanas no total, tempo suficiente para visitar tudo o que nos programamos. Talvez teríamos adicionado 1 dia a mais para conhecer melhor a cidade de Cairo, pois ficamos 3 dias em Gizé e 2 dias em Cairo apenas. MELHOR ÉPOCA Mantenha essa frase como mantra: evitar o Verão! Ouvimos dos guias e nos hotéis que as temperaturas giram em torno dos 40 graus, podendo chegar a 50. Vários templos e passeios são em meio a regiões desérticas, então imagino que seja mesmo insuportável passar algumas horas sob um sol escaldante pisando nas areias do Saara. Fomos final de Janeiro e confesso que estava mais frio que o esperado. Apesar de os dias todos serem de muito sol, as temperaturas giravam em torno dos 15 graus de dia e 10 à noite, o que exigia sempre estar de casaco. Alguns dias fez 20 e poucos graus e aí era possível ficar de camiseta no sol, nunca na sombra. Melhores meses: outubro a março Quente, mas dá pra aguentar: abril, maio e setembro Não vá nem a pau: junho, julho e agosto O QUE VESTIR Esse tópico é mais voltado pras meninas mesmo. Sempre tem gente alarmista pra falar que vão oferecer camelos em troca do nosso corpitcho ou que vão nos sequestrar e nos colocar numa caverna; que antes de ir bate um certo pavor mesmo. A real é a seguinte: os egípcios realmente têm um certo fascínio pelas mulheres ocidentais. Não tenho dados científicos, mas somente a minha percepção e histórias que ouvi dos guias e dos próprios egípcios como parâmetro. Como país massivamente muçulmano, grande parte das mulheres anda com o véu tapando os cabelos ou até mesmo de burca. Então quando eles vêem as gringas com seus cabelos esvoaçantes e roupas ocidentais, acabam achando diferente. Outra explicação me dada por um guia é que, apesar de já ser proibido por lei, a mutilação vaginal clitoriana é uma realidade muito comum por aqui. As famílias têm medo que as meninas, com a possibilidade de sentir tesão, percam a virgindade antes do casamento, o que seria uma tragédia pros valores muçulmanos. Então, os egípcios enxergam as estrangeiras como “mulheres fogosas”. A verdade é que eles olham sim e falam coisas “inocentes” como “que linda” ou “homem de sorte” pro seu marido/namorado. E pedem pra tirar fotos, muitas fotos. Então moças, tem que cuidar o que vai vestir. É um país muçulmano, com regras diferentes das nossas, não custa respeitar e jogar conforme o jogo. “Então vou comprar agora uma burca pela internet!” Não é pra tanto; vestir sempre calças ou vestido longo e não usar decotes já é suficiente. Alguns sites falam em não usar alças, mas não acho que seja um problema. Eu não precisei usar porque estava frio, mas teria usado tranquilamente uma regata. Ah, umbigo de fora também não é legal. Fiquei impressionada com as chinesas e seus shorts extremante curtos e mini blusas provocativas. Antes que as mais feministas me crucifiquem, acho sim que devemos respeitar a cultura quando estamos no país dos outros. Algumas vezes (leia-se: quando já estava de saco cheio) eu usei lenço na cabeça, mas porque queria “me disfarçar” o máximo possível, não que fosse preciso. SAÚDE A tarefa de achar bons restaurantes (que aparentem o mínimo de higiene) não é tão simples. Se vê muita comida de rua, expostas em carrinhos em condições no mínimo, duvidosas. Vimos açougues pendurarem as carnes no meio da calçada, sob o sol e sujeira. Minha opinião nesse quesito vai ser influenciada pela infecção estomacal que peguei de logo antes chegar no Egito, de algo que comi no Líbano. Passei 4 dias muito mal e meu radar pra comida estava bem mais sensível, digamos assim. Ao longo de toda a viagem meu estômago estava visivelmente alterado (traduzindo: tive “piriri” algumas vezes). Então é muito importante cuidar a água e beber apenas a mineral, comprada lacrada. Além de problemas estomacais, muitas doenças sérias são transmitidas pela água, como hepatite A, extremante comum no Egito. Quanto à alimentação, procuramos comer bastante nos hotéis em que estávamos hospedados, ou quando achávamos algum restaurante legal, repetíamos a dose. PASSEIOS Muita gente, mesmo, contrata os passeios com as agências de turismo, sendo que muitos já fazem inclusive toda a viagem fechada anteriormente, com as passagens, hotéis e passeios já inclusos e definidos. Nada contra, acho que isso é muito pessoal. A gente, todavia, acha terrível ter que seguir a boiada e não ter liberdade. Por isso, fomos por conta própria e a grande maioria dos passeios, fechávamos um dia antes, com o hotel. Depois de alguns dias, já mais habituados, inclusive fomos de táxi até o templo e lá na hora decidíamos se queríamos visita guiada ou não, pois em todas as atrações é possível contratar os guias no próprio local. Alguns templos fizemos com guia, assim como o museu do Cairo; outros, pesquisamos bastante a história na internet e íamos sozinhos. Confesso que às vezes era muito melhor ter completa liberdade pra tirar quantas fotos quiser e ficar até a hora que desse na telha. Um dos passeios contratamos por um site chamado getyourguide.com.br, onde varias agências ofertam todos os passeios possíveis conforme a data e o local. Esse passeio privado incluiu 4 templos, motorista e guia em espanhol e durou quase 9 horas, tendo custado 49 euros o casal. Achei que valeu a pena. A regra geral é sempre, sempre, pechinchar. Tudo. Quando te disserem um preço, baixe esse valor em pelo menos 40%, e lembre ao vendedor que no Brasil somos “pobres” e não temos dólar ou euro! Só pra vocês compararem, o passeio ao Templo de Abu Simbel custou R$ 60 por pessoa (ingressos a parte), incluindo o transporte de van por 300 km de Assuã até o local, com café da manhã fornecido no trajeto, sendo que o menor valor que encontrei por meio de agência foi de R$ 400. As opções são muitas: contratar uma agência de turismo, pedir para o hotel organizar o passeio ou ir de táxi ou Uber até o local e lá decidir se quer fazer o passeio com guia ou não, tudo vai depender de quanto está disposto a gastar!! Agora uma dica mega importante: evite os passeios mais famosos (como as Pirâmides, por exemplo) na sexta e sábado, que funcionam como o final de semana pra eles. Lá o domingo é dia útil e o primeiro da semana. E chegue o mais cedo que conseguir, pra tirar aquelas fotos “Mara” sem ninguém atrapalhando pra pôr no Instagram!! TRANSPORTE Esse tópico é divido entre os deslocamentos nas cidade e entre elas. Dentro das cidades usamos massivamente os táxis, mas sempre combinando o preço com o motorista antes (negociando bem o valor, é claro). Nos dias em que visitamos vários templos, achamos mais interessante contratar um motorista com o hotel, que ficava disponível quantas horas fossem pagas. Em Luxor, pagamos R$ 70 por cerca de 5 horas que utilizamos o serviço. Em Cairo utilizamos bastante o Uber, com preços mais baixos que os táxis, que já são baratos! Uma ideia também é verificar quanto custa a corrida com o Uber antes de entrar no táxi, caso você esteja com pressa. Em Luxor andamos também de tuc-tuc, aquelas motinhos de 3 rodas famosas também na Índia, mas só porque o trânsito era muito mais tranquilo que em Cairo. Em Luxor, caso seu hotel fique na margem oeste do Nilo, o ferry faz a travessia por 1 libra egípcia, e se não me engano funcionava 24 horas. Entre cidades: usamos o trem para nos deslocar entre Cairo e Luxor e entre Luxor e Assuã. Nas primeiras pesquisas sobre os trens, descobrimos que existe uma tal regra do Governo Egípcio sobre os turistas apenas poderem utilizar o trem turístico noturno entre Cairo e Luxor. Isso seria devido à segurança dos turistas desde os atentados de 2009. Particularmente, acredito estar mais segura em um trem com egípcios do que num trem lotado de turistas! Só que o tal trem custa a bagatela de U$ 100 dólares por pessoa, cerca de R$ 330! Existe o ponto que, como você dorme no trem, economiza uma diária de hotel, e as refeições estão incluídas; mas nós achamos ainda sim um tanto salgado pro nosso bolso, já que os tickets sairiam R$ 660 por casal, cada trecho!(site da cia. http://www.wataniasleepingtrains.com/). Descobrimos que havia alguns jeitos de burlar a regra e comprar os tickets dos trens diários expressos regulares. Um dos jeitos é comprar os tickets online pelo site oficial das linhas férreas egípcias (https://enr.gov.eg), onde existe a opção em inglês e você faz um cadastro, escolhe o destino e horário do trem, podendo reservar apenas 2 assentos por cadastro. Depois, só precisa imprimir e comemorar que poupou R$ 300 por pessoa nessa brincadeira! Sim, o ticket de 1a classe, com um dos assentos mais reclináveis e largos que já vi e ar condicionado custou R$ 33 por pessoa. Escolhemos o trem “expresso” (não sei bem porque tem esse nome já que pára em todas as principais estações até Luxor) 980, que partiu às 08 da manhã e chegou ao destino as 19 horas, 11 horas depois. O trem tem banheiro (pra usar quando estiver muito apertado) e eles inclusive vendem lanches (não quisemos arriscar e levamos salgadinhos mesmo), sendo que a paisagem das montanhas costeando o Nilo, chegando em Luxor, é muito interessante! Outro jeito seria comprar o ticket nas máquinas eletrônicas na estação de trem, mas tentei em vão encontrar a opção em inglês, quando tentamos comprar os tickets de Luxor para Assuã. Por fim, você pode solicitar que o hotel envie alguém para comprar os bilhetes na estação, já que os guichês são proibidos de vendê-los aos turistas por causa da tal regra de segurança. Uma vez com os tickets na mão, é só ir à estação e procurar seu trem e vagão (uma tarefa um pouquinho árdua, mas todo mundo é super solícito pra ajudar), e apresentar os bilhetes ao fiscal quando solicitados, sendo que este não está nem um pouco interessado se você é ou não turista. O retorno de Luxor a Cairo fizemos com avião em virtude da economia de tempo mesmo (Cia. aérea Nile Air, cerca de R$300 por pessoa), considerando que o vôo leva 1 hora em comparação com as 11 horas do trem. Por fim, também fomos de trem de Luxor a Assuã, tendo pedido ao nosso motorista de um dos passeios que comprasse os tickets na estação, a um custo de R$ 16 por pessoa cada trecho. A viagem também foi em cabine de 1a classe e levou cerca de 3,5 horas pra chegar ao destino. Se você quiser mais informações sobre os trechos disponíveis de trem dentro do Egito, esse site é completíssimo: https://www.seat61.com/Egypt.htm CHIP DE INTERNET Já estamos acostumados à tarefa de comprar um chip assim que desembarcamos em cada país. Usamos muito a internet para as postagens diárias nas redes sociais, além de servir para coisas extremamente úteis como se deslocar com o GPS, chamar um Uber e pesquisar sobre as cidades e atrações do local (muitas vezes fazemos isso no mesmo dia ou na hora em que estamos visitando o lugar, por completa falta de tempo de fazer todas as pesquisas antes). Existem duas empresas internacionais que comercializam os SIM cards pra turistas, a Orange e a Vodafone. Como usamos bastante os chips da Vodafone em outros países e geralmente ficamos bem satisfeitos com o sinal, optamos por ela mesma. Compramos um SIM Card com 10 Giga de internet e ligações locais por R$ 35, um dos mais baratos que utilizamos até hoje. Necessária apresentação do passaporte. A internet funcionou em todos os lugares, apenas com a velocidade mais restrita e acesso em 3G, pois o serviço de internet oferecido no país é limitado. Tentamos abordar nesse post todos os assuntos que consideramos mais importantes. Tenho certeza que depois desse texto você está bem mais tranquilo e confiante com a sua viagem ao Egito!!! Se surgirem outras dúvidas, nos mandem email ou contate-nos através das redes sociais do @pandoraontheroad (links no rodapé da página principal).tantes. Tenho certeza que depois desse texto você está bem mais tranquilo e confiante com a sua viagem ao Egito!!! Se surgirem outras dúvidas, nos mandem email ou contate-nos através das redes sociais do @pandoraontheroad (links no rodapé da página principal). Instagram : https://www.instagram.com/pandoraontheroad/
  4. Ao final de fevereiro de 2019 minha esposa e eu decidimos mergulhar no Mar Vermelho e passar por Luxor e Cairo. Uma operadora de mergulho de São Paulo cobra, sem o aéreo, taxa do parque e caixinha, aproximadamente U$ 3.500. Mas estão incluídos os hotéis, traslados e guias para Luxor e Cairo. Fizemos as contas e para nós o valor é muito alto. Nunca digo que é caro. Viajar em grupo tem suas vantagens e seu preço, o qual nem todos podem ou estão dispostos a pagar. Diante disso começamos a planejar a nossa viajem, Contatamos a equipe Rojo Dive Safari (RDS). Trata-se de um casal de espanhóis (Rebeca e Charlí), apaixonados incansáveis pelo mergulho, proprietários do barco VitaXplorer. https://www.rojodivesafari.com/ Zap Zap 34 910 851702. Nosso sobrinho conheceu essa empresa numa feira da PADI, em Madri, no início de 2018. A rota mais indicada para a primeira viagem ao Mar Vermelho (lado egípcio) é a Norte+Ilhas Brothers. Foi o que nos disseram e acho que é fato. A Rebeca (RDS) foi muito prestativa. A meu pedido ela tentou fechar os nossos passeios no Egito. Mas como demoraram a responder para ela, acabei fechando com o Faty. Não obstante , ela contratou todos os traslados (Hurghada, Luxor e Cairo), os quais foram controlados a distância por uma pessoa de sua equipe desde Hurghada, e me passou os hotéis comumente reservados pelos turistas/mergulhadores em Hurghada, Luxor e Cairo. Aqui no Mochileiros obtive o contato do guia Faty (WhatsApp 20 100 1982074). Ele fala Português. Mas a sua contratação não garante que ele será o seu guia. Mas se você quer alguém que fale português, por exemplo, se ele não puder acompanhar, ele arrumará um guia que falará português. Não foi o meu caso, mas vale pesquisar com o Faty as hospedagens no Cairo. Ele pode arrumar bons hotéis num preço melhor do que arrumamos nos aplicativos. O cara pode acertar todo o terrestre no Cairo. Ele nos arrumou um guia em Luxor que falava castelhano. Nossos hotéis em Hurghada, luxor e Cairo eram espetaculares. No Cairo procure um hotel no centro. Não se hospede próximo das pirâmides, caso você planeje ficar mais do que uma noite. Nosso roteiro: São Paulo - escala Lisboa - Madrid (4 noites-ninguém é de ferro) - Hurghada (partimos de carro) - Luxor(chegando de carro) - Cairo - Madri (2 noites) - Lisboa(escala) - São Paulo. Conseguimos pegar uma super promoção da TAP com pouco tempo de escala em Lisboa. A parada em Madri pode ser considerada para fazer umas comprinhas na Casco Antiguo (https://www.cascoantiguo.com/es/buceo/). Dá vontade de comprar tudo. Os preços são imbatíveis. Caso seja o seu caso, sugiro entrar em contato antecipadamente para reservarem o que você deseja. A loja fica próximo a uma estação de Metrô o que facilita a visita. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão. Só fique atendo para o horário da siesta. Foi o que fizemos. Quanto gastamos? Nós dois, aproximadamente, o valor de um viajante por uma operadora de mergulho. Valor por pessoa, em euros: 860 (barco) + 85 (taxa do parque) + 60 (caixinha recomendada mas não obrigatória). Hotéis. Reservados pelo Hoteis.com Aéreo: TAP e Egypt Air Guia: Faty (tudo tratado pelo zap zap) O barco é fantástico. A equipe espetacular. A semana passou voando. A Rebeca e o Charlí eram os guias. Os caras mergulham até o talo. Fizemos vários mergulhos com mais de 60 minutos. Por eles fica-se o tempo todo embaixo d'água (rsrsrsrs). Vale lembrar que eles são muito rigorosos com a segurança. Para aproveitar ao máximo é importante que a pessoa tenha experiência, certificação Avançada e Nitrox. (O curso de Nitrox pode ser feito com eles, na nossa turma três pessoas fizeram sem prejuízo dos mergulhos). O curso avançado também pode ser feito, mas não sei se não haveria algum prejuízo nos mergulhos. Se possível não vá na alta temporada de mergulho. Fomos em maio, água de 24 a 26 graus, fria, mas com uma roupa de 5mm não passa nada. Temperatura do ar agradável durante a navegação e o mais importante: poucos mergulhadores. Na alta temporada chega a juntar 30 barcos num único ponto e como cada barco tem de 20 a 24 mergulhadores....é de arrepiar. Na parte terrestre (Luxor e Cairo) tudo transcorreu super bem. Em Luxor o calor foi implacável. No Cairo a temperatura era mais baixa e ganhamos uma brisa durante toda a nossa estadia o que ajudou bastante nas nossas caminhadas noturnas pela cidade à procura de uma heyneken (achamos no Café Riche). Caminhamos tranquilamente nas ruas de Hurghada, Luxor e Cairo. Por vezes éramos assediados por vendedores, mas nada que um turista não esteja acostumado. Hotéis: Hurghada: Hurghada Marriott Beach Resort (fica junto à marina de onde o barco atraca) Luxor: Steigenberger Nile Palace Luxor Hotel Cairo: Kempinski Nile Hotel Cairo Meios de pagamento: Levei euros, dólares e cartão. O barco e o guia foram pagos em euros e dólares, respectivamente. No Egito o câmbio é feito por caixas eletrônicos facilmente encontrados. No Cairo, não sei pq, a máquina que ficava no hotel não fazia o câmbio mas a recepção fez pela mesma taxa.
  5. [info]Este tópico é para troca de informações. As informações inéditas serão aproveitadas e colocadas no tópico Egito - Guia de informações As perguntas e Repostas na medida que ficarem desatualizadas e duplas, as mais antigas serão substituidas pelas mais novas.[/info] Cairo Primeiramente: No site http://www.opengate.com.br/embegito" onclick="window.open(this.href);return false;, no item PEDIDO DE VISTO, em INFORMATIVO, você encontra todos os pontos turísticos do Egito e todas as informações que você possa imaginar tudo em Português visto etc. Eu tirei o visto por aqui mandei o passaporte e o valor do visto por sedex, é mais tranqüilo, você entra direto. Por isto só vou relatar, parte dos que o Cairo pode oferecer. Cheguei ao Cairo de avião Curitiba Frankfurt, Cairo. Peguei um táxi, já preparado para negociar o preço, de 20 USD consegui por 10 USD, mesmo assim fui aviltado, dividido em dois o preço ficou razoável. Do aeroporto até a cidade são 13 km Fiquei no Hotel SUN, Praça Midan Thair, 2 talat Karb Street, bem no centro, próximo ao Museu. Fiz reserva por este site, preço 10 USD por dia quarto privativo, em quarto mixed, sai por muito menos, é um Hotel simples, mas, da para dormir, os banheiros são relativamente limpos, o que assusta é o Hotel, fica num andar de um prédio antigo, o elevador é uma coisa, deve ter sido uns dos primeiros do mundo. O site do Hotel, informa que aceita cartão de crédito, pura mentira,somente em dinheiro. Com o mesmo motorista, já precavido, contratei para ir, pela manhã 08h00minh até, Giza, onde ficam as Pirâmides, e a Esfinge, Na região existem pelo menos umas 100 pirâmides pequenas. E apos ir até Saqquara a 32 km, ao Sul de Giza, onde fica a pirâmide de degraus a primeira grande construção de pedra realizada pela humanidade. E a Menphis onde sta a etátua de Ramsés. Um detalhe, na chegada, o motorista, nos levou primeiramente a um lugar onde alugam Camelos para visitar as Pirâmides, é furada o negócio é ir a pé, é uma boa andada, da umas 3 horas de passeio. Alias antes de ir para as Pirâmides ele parou numa loja que dizia ser Museu do Papiro, o atendente, poliglota, falava em Português, queria vender uns papiros, não compramos só assistimos a explanação dele como eles eram confeccionados, até que foi uma boa aula, ficou decepcionado tanto ele como o motorista que não levou o dele, mas ele mesmo tinha afirmado que era sua a obrigação dar as informações, mais tarde em Luxor acabei comprando na rua uns papiros falsos por cinco ponds, mas consciente. No retorno já era umas 15 horas, o motorista parou na frente de um restaurante típico com música na entrada e tudo, claro que ele leva comissão. Resolvemos almoçar, antes perguntamos o preço, inclusive do motorista. Em qualquer lugar têm que perguntar o preço e pedir para eles escreverem o valor, se não vem tudo com preço diferente, eles são muito espertos, e mesmo assim você sempre vai ser ludibriado. No outro dia, contratamos um outro motorista, ele nos levou até a cidade dos mortos, vale a pena, é realmente uma cidade, muito grande, com mausoléus enormes, mais parecem uma mesquita, nos pequenos, o povo invadiu e moram neles. Entramos numa destas tumbas, ainda preservadas, o motorista nos cobrou 20 pondes de cada um, claro que ele ficou com 20, mas valeu a pena, é um passeio que turista em grupo não conhece. Completando o passeio, passamos em algumas mesquitas. A mais bonita a mesquita Mohamed Ali, e a do Sultão Hasan. Estes dados eu tinha tirado do site da embaixada, o preço foi acertado por 60 Pound, deu umas cinco horas de passeio. No outro dia, reservamos para ir ao Museu do Egito, a entrada é 5,00 USD, da para ver o tesouro de Tutanknamun, e centenas de urnas, armas etc. No segundo andar para entrar na sala das múmias, tem que pagar mais 10,00 USD, mas vale a pena. Para se ter uma idéia de cotação 60 Pound é aproximado 10,00 USD. O povo é muito dócil, são simpáticos, adoram brasileiros, mas muito pobres, e com isto, eles são insistentes para vender, e negociam com insistência, mas muito menos, por exemplo, que os Baianos no Pelourinho. O preço que eles pedem você consegue por uns 60% a menos, é a média. A maioria é produto da china. Recomendo fazer o câmbio, já no Aeroporto, assim é mais fácil pagar as contas. Nas pirâmides não da para entrar com câmera ou filmadora, assim como no Museu. Contratamos o mesmo motorista para nos levar na madrugada para o aeroporto, com destino a Luxor, relato a parte, pagamos 8,00 USD. Não esquecer de levar adaptador com dois pinos redondos para recarregar a filmadora, câmera etc.
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