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MauroBrandão

Cairo - Perguntas e Respostas

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Cairo

Cheguei ao Cairo de avião Curitiba Frankfurt, Cairo.

Peguei um táxi, já preparado para negociar o preço, de 20 USD consegui por 10 USD, mesmo assim fui aviltado, dividido em dois o preço ficou razoável. Do aeroporto até a cidade são 13 km

Fiquei no Hotel SUN, Praça Midan Thair, 2 talat Karb Street, bem no centro, próximo ao Museu. Fiz reserva por este site, preço 10 USD por dia quarto privativo, em quarto mixed, sai por muito menos, é um Hotel simples, mas, da para dormir, os banheiros são relativamente limpos, o que assusta é o Hotel, fica num andar de um prédio antigo, o elevador é uma coisa, deve ter sido uns dos primeiros do mundo. O site do Hotel, informa que aceita cartão de crédito, pura mentira,somente em dinheiro.

Com o mesmo motorista, já precavido, contratei para ir, pela manhã 08h00minh até, Giza, onde ficam as Pirâmides, e a Esfinge, Na região existem pelo menos umas 100 pirâmides pequenas. E apos ir até Saqquara a 32 km, ao Sul de Giza, onde fica a pirâmide de degraus a primeira grande construção de pedra realizada pela humanidade. E a Menphis onde sta a etátua de Ramsés.

Um detalhe, na chegada, o motorista, nos levou primeiramente a um lugar onde alugam Camelos para visitar as Pirâmides, é furada o negócio é ir a pé, é uma boa andada, da umas 3 horas de passeio.

Alias antes de ir para as Pirâmides ele parou numa loja que dizia ser Museu do Papiro, o atendente, poliglota, falava em Português, queria vender uns papiros, não compramos só assistimos a explanação dele como eles eram confeccionados, até que foi uma boa aula, ficou decepcionado tanto ele como o motorista que não levou o dele, mas ele mesmo tinha afirmado que era sua a obrigação dar as informações, mais tarde em Luxor acabei comprando na rua uns papiros falsos por cinco ponds, mas consciente.

No retorno já era umas 15 horas, o motorista parou na frente de um restaurante típico com música na entrada e tudo, claro que ele leva comissão. Resolvemos almoçar, antes perguntamos o preço, inclusive do motorista. Em qualquer lugar têm que perguntar o preço e pedir para eles escreverem o valor, se não vem tudo com preço diferente, eles são muito espertos, e mesmo assim você sempre vai ser ludibriado.

No outro dia, contratamos um outro motorista, ele nos levou até a cidade dos mortos, vale a pena, é realmente uma cidade, muito grande, com mausoléus enormes, mais parecem uma mesquita, nos pequenos, o povo invadiu e moram neles. Entramos numa destas tumbas, ainda preservadas, o motorista nos cobrou 20 pondes de cada um, claro que ele ficou com 20, mas valeu a pena, é um passeio que turista em grupo não conhece. Completando o passeio, passamos em algumas mesquitas. A mais bonita a mesquita Mohamed Ali, e a do Sultão Hasan.

Estes dados eu tinha tirado do site da embaixada, o preço foi acertado por 60 Pound, deu umas cinco horas de passeio.

No outro dia, reservamos para ir ao Museu do Egito, a entrada é 5,00 USD, da para ver o tesouro de Tutanknamun, e centenas de urnas, armas etc. No segundo andar para entrar na sala das múmias, tem que pagar mais 10,00 USD, mas vale a pena.

Para se ter uma idéia de cotação 60 Pound é aproximado 10,00 USD.

O povo é muito dócil, são simpáticos, adoram brasileiros, mas muito pobres, e com isto, eles são insistentes para vender, e negociam com insistência, mas muito menos, por exemplo, que os Baianos no Pelourinho. O preço que eles pedem você consegue por uns 60% a menos, é a média. A maioria é produto da china. Recomendo fazer o câmbio, já no Aeroporto, assim é mais fácil pagar as contas. Nas pirâmides não da para entrar com câmera ou filmadora, assim como no Museu.

Contratamos o mesmo motorista para nos levar na madrugada para o aeroporto, com destino a Luxor, relato a parte, pagamos 8,00 USD.

Não esquecer de levar adaptador com dois pinos redondos para recarregar a filmadora, câmera etc.

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Oi, Mauro.

Muito obrigada pelo seu post.

 

Nao sei ainda se vou de trem, como escrevi em algum post em algum lugar, as minhas experiencias com trem sao terriveis, mas, nao pela grana, mas pela experiencia, acho que vale a pena, pois é nessa hora que aprendemos muito sobre o povo, o pais e a cultura, quando fazemos COMO eles.

O que vc acha?

Enfim, consegui o site do trem, e gostaria de compartilhar. O trem entre Cairo e Luxor sao 10 horas no WagonsLit sleeper train

 

www.sleepingstrain.com

 

Até mais. E valeu pela sua ajuda.

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Andrea um lembrete, leve comprimido para disenteria, muita gente diz que é a comida, mas na realidade é a água, inclusive a mineral, tem muito potácio e quase ninguem escapa. Se vc vai levar pouca roupa, não esqueça também de agulha e fio, me salvou.

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Oi, pessoal!!!

 

Acabei de voltar do Egito. Que lugar maravilhoso!!! Gente receptiva, amiga e simples. As dicas nos posts acima sao exatamente o que vi por lá.

 

No Cairo, fiquei na Pensao Viena, bem no centro. Paguei 70 egp por quarto double bed. Fiz o city your pelo Old Cairo, Zalmalek, Citadel, Kanin Kalil, etc etc.

Melhor lugar para comer foi o Felfela, no centro. O Cairo e barato, divertido e barulhento. Fiz um passeio-jantar num barco a noite pelo Nilo, com direito a buffet e dois shows, um Sufi e um de danca do ventre. O pacote me custou 80 egp. Classe A.

 

Muito cuidado ao atravessar a rua, eles nao respeitam sinal.

 

Tem muitos policiais em todo o Egito, vc se sente extremamente seguro. Em quase todos os lugares publicos, vc tem que mostrar sua bolsa e passar pelo detector de metal.

 

As Piramides, Dashur e Sakara sao um absurdo de beleza. Fui ver as Piramides by camelo. O maximo, me custou tudo, incluido o almoco, 150 egp. Adorei a experiencia!!!!

 

Pesquise tudo antes. Vc ira encontrar diferencas absurdas para a mesma coisa.

 

Acrescento: O trem Cairo - Luxor, custou 350 EGP e foram 9 horas, super tranquilo. Eles oferecem jantar e cafe da manha, incluido no preco da passagem. E muito tranquila a viagem e da para dormir numa boa. Dica em Luxor: andar em uma charrete fazendo um city tour- 5 egp e passear pelo Nilo num barco, feluca que custou 20 egp por 2 horas. Da para alugar bicicleta- por 17 egp - vale pelo dia inteiro. Fiquei no Hotel Mercure Inn. Hotel 3 estrelas, com piscina e cafe da manha.Proximo ao Luxor Temple.

 

Hurghada: Paraíso!!!!! Que lugar alucinante. As praias sao de um azul celeste indescretivel!!!! Nao ha muito o que se fazer na cidade. O lance e aproveitar a beleza da praia. Fiquei no Hilton Resort, um luxo, com cafe da manha, piscina e tudo mais.

 

Sharm El Sheik: O lugar é maneiro, parece um balneario, tipo Buzios, eu achei tudo absurdamente caro, surreal.Uma Stela, cerveja local, custa 20 egp, enquanto no Cairo ou em Dahab, custa 5. Bom, o melhor em Sharm é o passeio de barco, que dura 1 dia inteiro no parque aquatico Ras Mouhamed, vc pode alugar um snorkel e um pe de pato e se maravilhar com os peixes e corais. La e um dos melhores lugares do mundo para mergulho e snorkel, pois ha uma grande visibilidade. Imperdivel. Fiquei no Radison Sas Resort, bom e absurdo de caro. Deus me livre!!!

Para chegar em Sharm pegamos o Ferry, muito legal, durou 4 horas e custou 250 egp.

 

Dahab: ALUCINANTE!!! Simplesmente o maximo. O lugar mais irado do Egito, na minha opiniao. Lindo, simples, barato. Da para mergulhar e snorkel por la. As praias nao sao lindas como de Hurghada e Sharm, mas o astral do lugar e absurdamente maravilhoso. Fiqui na Pousada Penguin, custou 78 egp por double quarto.

 

 

Taba: é a ultima cidade de praia do Egito e faz fronteira com o Jordao e Israel, belas paisagens, bonitissimas praias, mas nao ha nada na cidade, e mais para relaxar e curtir o visual.

 

Ate para escovar os dentes, eu usava agua mineral. Nao tive nenhum problema, mas aconselho dar atencao maxima ao que se come e bebe. La a media da temperatura variava entre 38 a 42 graus, super quente.

Atencao quando for snorkeling ou mergulhar, infelizmente, presenciamos a morte de um turista japones, no Blue Hole, em Dahab. Se nao sabe nadar ou e iniciante, sempre fique proximo de outras pessoas.

Eu amei o Egito, as pessoas. Eles amam o Brasil, sabem escalar a selacao inteira.

 

No mais, Maasalama.

Andrea

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Lore e Henrique

É difícil falar em gastos, depende aonde vc quer dormir e comer.

Mas se vc for tipo mochila, os Hostels ficam em torno de USD 10,00, a USD 20,00, comida vc tem que negociar, base em restaurante médio USD 15,00 alias tudo tem que negociara antes a maioria o desconto fica em torno de 40% mas mesmo assim vc esta sendo robado. Acho que meu relato acima e o da Andrea já da para começar a planejar.

O povo é super dócil, amigo, não se ve assalto, so enchem para vender e pedir esmola, mas não atacam. Eu fiz um roteiro de aviao Curitiba Cairo via Frankfurt, Luxor Cairo, Atenas, Istambul, Budapeste, Praga, Frankfurt, Brasil preço USD 1,600,00, entre o resto com tudo, mais USD 1500,00 por ai mais ou menos.

Tem um passeio que não fiz, descer o Nilo de barco da e 2 a 3 dias é uma opção.

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michel    0

heka, vc tem o site da agência pra me passar ?

 

 

Oi Michelschon,

Eu fui em Agosto do ano passado. Mas fiz metade por conta e outra metade por uma agencia inglesa, que contratei via site mesmo. Fiz os pontos principais, piramides, cruzeiro no Nilo, Aswan, Abul Simbel,etc com a agencia e saiu ao redor de 1000 dolares, incluindo algumas refeições ( todas no cruzeiro), transporte, guia, tours, etc.

 

Mauro, Araujo e Heka, obrigado pelas informações !!

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heka    0

Oi Michelschon,

 

O site é da Imaginative traveller

http://www.imaginative-traveller.com

O pacote que comprei foi o estilo Traveller, mas eles tem mais rústico que é o Adventurer ( é mais barato) ou se vc quer mais conforto o Conosseur. O preço varia pelo tipo e dias. Por ex. o tour adventurer de 8 dias tá saindo 650 USD mais 100 USD pagto local. Peguei por cartão via site e não tive problema. Mas se não me engano a STB no Brasil também vende os tours deles e talvez te de um pouco mais de segurança pagando atraves deles.

Além do vlr do tour vc paga um vlr no local quando chega, pras despesas pequenas, como gorjetas, etc. Não está incluso as entradas nas atrações dependendo do tour q vc escolher.

 

Boa viagem

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Eu fiz o cruzeiro pelo Nilo e posso dizer seguramente que vcs só poderão ter uma noção da grandiosidade e beleza deste rio fazendo o mesmo. É maravilhoso amanhecer e anoitecer em suas águas. E é perfeitamente possível estar com contato com os locais, só não o faz quem não quiser.

Tá certo que cruzeiro tem suas frescuras: jantar do capitão, festas temáticas e blá, blá, blá....mas as paisagens de inenarrável beleza que eu pude vislumbrar ao longo do Nilo ficarão na minha memória para sempre.

Farei de novo se um dia voltar ao Egito.

Outro lugar que adorei conhecer foi a região do oásis Al-Baharia, o deserto branco onde acampei uma noite (uau, quantas estrelas!!!) e o deserto negro. Paisagens de endoidecer gente sã. Algumas fotos aqui:

http://rosanaspider.multiply.com/photos/album/21

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michel    0

Essa é para as moças que já estiveram lá... minha namorada está preocupada com a roupa, como vcs se vestiram no Egito e no restante do Oriente Médio ?

 

 

obrigado !

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calça pode ser de linho he he he, mas pernas de fora, eles não estaão acostumados é risco, turbante esqueça sem problema. Nas Mesquitas que é solicitado colocar uma cobertura.

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heka    0

Quando fui tomei o cuidado com as roupas, pois estava sozinha, mas o que percebi é que no Cairo eles são um pouco mais liberais e vi muitas garotas de bermudas e blusa regata. Mas pra não ofender melhor se vestir mais conservadoramente. Cuidado se for em algum festival, não tem mulher que escape das pegadas mesmo estando acompanhada ou sendo mulçumana, vestindo a burca. Tive relatos de pessoas que foram a estes festivais e simplesmente foram tocadas em todas as partes e tiveram que sair com a ajuda da polícia.

Nas mesquitas recomendo a sua namorada levar um lenço e amarrar no cabelo. Usar calça longa ou saia longa. Mas depende do lugar, eu entrei em uma mesquita, mas não exigiram o lenço ( talvez porque eu tenha cabelo curto?).

Também não se deve mostrar os ombros. Mas como ela vai esta com vc não vejo problema. Quando a mulher esta acompanhada eles não mexem. a Jordania e a Turquia foram mais conservadores neste quesito que o Egito, pelo menos no que eu pude experimentar.

Mas é claro que eu não escapei das cantadas nem de uma pegada, mesmo com todos os cuidados. Piores lugares são o metro lotado e onibus.

 

Boa viagem

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michel    0

Obrigado heka, era exatemente isso que estava querendo saber...

 

Minha namorada tem o cabelo liso e um pouco mais longo, então acho melhor ela usar um lenço, né ?

 

Já que vc falou... nas mesquitas existe alguma restrição quanto as mulheres, tipo horários especiais, lugares separados etc ?

 

Quando fui tomei o cuidado com as roupas, pois estava sozinha, mas o que percebi é que no Cairo eles são um pouco mais liberais e vi muitas garotas de bermudas e blusa regata. Mas pra não ofender melhor se vestir mais conservadoramente. Cuidado se for em algum festival, não tem mulher que escape das pegadas mesmo estando acompanhada ou sendo mulçumana, vestindo a burca. Tive relatos de pessoas que foram a estes festivais e simplesmente foram tocadas em todas as partes e tiveram que sair com a ajuda da polícia.

Nas mesquitas recomendo a sua namorada levar um lenço e amarrar no cabelo. Usar calça longa ou saia longa. Mas depende do lugar, eu entrei em uma mesquita, mas não exigiram o lenço ( talvez porque eu tenha cabelo curto?).

Também não se deve mostrar os ombros. Mas como ela vai esta com vc não vejo problema. Quando a mulher esta acompanhada eles não mexem. a Jordania e a Turquia foram mais conservadores neste quesito que o Egito, pelo menos no que eu pude experimentar.

Mas é claro que eu não escapei das cantadas nem de uma pegada, mesmo com todos os cuidados. Piores lugares são o metro lotado e onibus.

 

valeu !!

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heka    0

Olá,

No geral, nas mesquitas que não são turisticas, eles tem horário proprio para a entrada de não mulçumanos e inclusive uma ala separada para mulheres. Mas alguns não permitem a entrada de turistas.

No Egito, geralmente eles cobram para o turista entrar. Eu particurlarmente, não precisei entrar em ala separada, mas não era hora das orações e estava mais tranquilo.

Já em Israel, eles são bem mais restritos e mulher turista não entra.

Turquia foi tranquilo também. Fale pra sua namorada levar sempre o lenço, pois dependendo do lugar ela vai ter que usar.

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Eu estive no Egito em julho de 2007 e não tive nenhum problema quanto a assédio masculino. Mas é claro, temos que fazer prevalecer o bom senso. Saias que não sejam curtas demais ou outra peça de roupa que mostre demais as pernas, roupas muito justas, decotes muitos generosos, etc. Basta se vestir com um certo decoro (sem neuras), e sempre ter a mão um lenço ou echarpe pra poder cobrir-se um pouco quando assim for necessário. Além do mais, os lenços ou echarpes ajudam a proteger a pele do sol escaldante de lá.

Os homens que se aproximaram de mim mostraram o maior respeito, e o mesmo aconteceu com as outras mulheres que estavam em meu grupo.

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Se vc alugar um taxi base US 30,00 tem que negociar vc consegue num dia ver as Pirâmides, Esfinge, Memphis e Squara. Meio apertado da no outro dia também de taxi o custo fica entre US 15 a 20, para conhecer a cidade dos mortos e as mesquitas (principais). Depois que vc for ao museu.

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eyamaoka    0

Oi, Mauro.

 

Obrigada por me responder, principalmente com os valores do táxi!!

 

E no 2o dia, dá tempo de fazer o museu egipcio, as mesquitas, a cidade dos mortos e mais Khan al-Khalili?

 

Outra pergunta: Dá tempo de fazer quantas mesquitas? E quais são as principais? Mohammed Ali e Sultão Hassan?

 

Abraços.

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Se vc não tem a opção do terceiro dia, não sei se vc vai ser minucioso no museu, mais fora a sala das múmias que tem que pagar a parte e tem fila, o que chama mais atenção é o tesouro de Tucamon, e o resto tem bastante coisa para ver mais muito repetitivo. A cidade dos mortos e as duas mesquitas que vc mencionou são as principais, a Mohammes Ali é a mais importante e a Hassan a mais imponente. Eu acho que meio dia é apertado maís se não der olha a última so por fora. Atenção sempre negocie o preço antes, mesmo assim eles vão pedir gorgeta. Se vc vai chegar de avião ja contrate um taxi da qui vc vai ser menos roubado e a gorgeta ´vai ser pedida. Vc não imagina o que é a cidade dos mortos. Hoje tem gente morando nas tumbas. Tem uma tumba que mais parece um castelo onde tem um dei lá não sei dizer que grita o alcorão dando um éco muito lindo, Vc vai pagar por isto.

Também nas pirâmides eles vão querer te alugar um camelo, é fria va a pé, assim o motorista do taxi vai querer te levar numa fábrica de papiros eu não comprei nada os baratos são feitos com casca de banana, pura fria.

A verdade que quando vc pensar que empatou com eles, com certesa vc perdeu um pouco ainda.

Mais vale a pena, tudo é muito barato.

Não se assute em ver homens andando de mão dadas e dando beijo um no outro.

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eyamaoka    0

Oi, Mauro.

Obrigada pelas dicas. Estou revendo o meu planejamento para ficar mais um dia em Cairo.

 

Outra coisa, estou querendo mergulhar em Sharm El Sheikh. Vc sabe se é fácil contratar alguma operadora de mergulho local? É só chegar lá e contratar fácil?

 

Não sou expert em mergulho, tenho carteirinha do PADI básico, mas quero aproveitar essa oportunidade e mergulhar num dos melhores do mundo.

 

Abraços.

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hadi    0

ola

 

nao tem problema ...so te vao perguntar e te incomodam com perguntas seja ao entrar egipto ou seja ao entrar israel .. so tens que ter calma e responder sem medo ..as perguntas sao mais relacionadas com seguranca e fazem com todos por eso nao sentes incomodado..

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n_andreia    0

Eu andei procurando onibus do Cairo para Dahab e parece que não há onibus direto.

Alguem poderia me confirmar ???

Caso não exista mesmo, qual a melhor forma ???

Estou pensando em comprar um tour com Cairo x Luxor x Aswan com o cruzeiro no Nilo por alguma agencia local e deixar a parte de Dahab x Sinai para fazer sozinha.

Por acaso alguém conhece também as agencias Travel Eg e Pack2Egypt ???

Obrigada. :)

 

Mulher sozinha no Egito dá medinho ... Rosana Spider ... você ainda anda por aqui ???

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    • Por fucim
      A execução da minha grande aventura começou no dia 31/03/2010, saindo da capital do Espírito Santo, Vitória em direção a Tel Aviv, Israel. Na verdade, a minha viagem começou bem antes, com um bom planejamento, definição de rotas, hospedagem, deslocamento, passeios e principalmente, $$$$$. 
      No meu planejamento, decidi:
       comprar as passagens com 3 meses de atencedência, ou seja, comprei no início de Dezembro. Fiz algumas pesquisas como a maioria daqui e resolvi juntar o útil ao agradável, decidi comprar passagem por uma empresa que pudesse resgatar pontos para uma próxima viagem, desta forma, optei por ir pela AirFrance, já que também consegui ótimos preços. A passagem saiu por R$ 2300, sendo que possuia um stop com 5 dias em Paris. O trecho foi: Vix - SP - Paris - Tel Aviv / Tel Aviv - Paris - SP - Vix.
       levantar todos os possíveis lugares de hospesagem, optei por albergueses e não me arrependi, foi a melhor coisa que pude fazer, poupei muito dinheiro. O albergue é ótimo para quem não se importa com luxo, apenas com um lugar limpo e tranquilo para dormir. Claro que existem albergues que são limpos e tranquilos, por isso que é interessante a pesquisa. Se quiserem perguntar onde fiquei, só me perguntar, darei todas as dicas.
       definir os lugares que gostaria de visitar e a partir deles tracei a rota (uma logística básica) para facilitar meu transporte e claro, minha viagem. 
       E claro, para cada uma das atividades acima perguntei: quando, para que, porque e como. São simples perguntas que vão te ajudar em soluciar o que as vezes você não pensaria.
      Decidi iniciar minha trip por Israel. Fui sozinho, já que quase ninguém, amigos, curtem essas de trilhas (que manés). Tive oportunidade de me virar de diversas formas e posso dizer, não tive dificuldade nenhuma. Apenas coloquei em prática minha paciência em determinados lugares e claro, como é férias, tenta curtir tudo como natural, afinal, para eles é natural o processo de segurança (o que era mais chato).
      Voltando.... Para Israel, entrei com um reserva, se não tiver reserva é muito difícil de entrar, então, como eu já havia me planejado, fiz algumas reservas em custos, pois se porventura eu não gostar do lugar, eu poderia ir para um outro sem me privar, ou até mesmo ficar por mais tempo que o planejado, ou seja, curtir, sentir o local, as pessoas, o lugar... Realmente fazer valer a pena!
      A minha maior dificuldade foi pensar em no que levar. Eu que sou compulsivo por roupas, acessórios e etc... Foi muito difícil de definir o que levar, mas a gente aprende porque as dores fazem lembrar sempre do excesso de bagagem e foram 38 dias de viagem, então imagina quanto roupa descessárias eu levei rsrsrsrs. Eu fui totamente confrontado quando conheci um Koreano em Haifa (Israel), passeamos junto pelao cidade de Akko (Israel) e quando chegamos no albergue, o cara foi tomar banho e vi que ele estava apenas com uma mochila, e estava fazendo uma trip por 30 dias. Na mochila dele, simples, como aquela que a gente leva para escola, no tempo de colegial, o cara tinha apenas: um jeans, 2 camisetas, 1 tênis, uma toalha de banho, escova e pasta de dente, enquanto na minha bolsa inúmeras roupas e que para ser sincero, não usei nem 70%. Mas como eu fui marinheiro de primeira viagem, a gente aprende com os erros.
      Vôo tranquilo até Paris, lá esperei por 1:30h para pegar conexão para Tel Aviv. Não fui abordado como a maioria antes de embarcar para Tel Aviv. Em SP, para quem vai pela El Al, geralmente a revista, as perguntas, os questionamentos por parte da imigração é feita antes do embarque e se você embarcou, já está garantido em entrar em Israel. Eu viajei com muitas incertas, com muitas dúvidas, com muito medo por diversos relatos que colocaram aqui mas uma coisa eu posso dizer para quem está indo, seja qual for a cia. aérea, RELAXEM! Faça pelo menos o básico: uma reserva, dindin e passaporte em dia.
      A minha revista foi na chegada, eu com cara de árabe ainda, então não tive dúvida de que iriam me parar e querer saber de toda minha vida antes de me liberarem. Realmente foi exatamente assim que aconteceu. No controle de passaporte em Ben Gurion o soldadinho na cabine me interpelou de diversas formas e fui respondendo, como devemos fazer sempre. Se você não domina bem o inglês, não fica nervoso, eles dão um jeito de te fazer entender e de entender tudo que está dizendo, sendo através de um tradutor em Espanhol ou em até mesmo Português. Mas nunca deixe de responder as perguntas, seja sincero, sempre, tome nota: QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME! Me perguntaram para onde eu iria, o que eu iria fazer em Isarel, onde iria ficar, se eu tinha dinheiro suficiente e que possuia cartões de crédito e de débito (eles quiserem vê). Mesmo assim fui chamado para uma sala secreta que todo mundo diz que é um terror... O que posso dizer? Mentira! É um escritório que atende e busca saber mais informações sobre a sua ida a Israel. Fiquei por volta de 2 horas esperando a vez de ser atendido, porque tinha gente em minha frente e eles foram muito educados, ao contrário que todo mundo diz por aí.
      Quando foi minha vez, a senhorita me fez todos os questionamentos do soldado na cabine e respondi tudo o queriam saber e claro, levei uma declaração do meu trabalho para dizer e facilitar, claro que eu trabalho para o governo do Brasil e portanto, não seria um possível terrorista. Ela pergou a cartinha e não conseguiu lê, estava em português hahahahaha Eu nem me preocupei em traduzir, também nem sei ao certo se em meu trabalho eles atenticariam porque aqui eles não traduzem nada... Enfim, ela chamou um colega dela que é portugues e o mesmo autenticou todas as informações e me liberou automaticamente (claro que eles devem ter ligado também para o hostel onde fiquei hospedado para saber se realmente eu estava metindo ou não - eles fazem isso!).
      Liberado e como carimbo do visto, peguei minhas trouxas e fui direto para o albergue em Tel Aviv, minha primeira parada por 3 dias. Cheguei no hostel meio tarde, o meu voo chegou as 16.30 e eu estava enjoado, com um mal estar do caramba por causa dos climas e muito cansado da viagem. Eu fui no dia 31 as 17 (horário Brasília) e cheguei em Tel Aviv (16:35 ou 13:00 horário Brasília). Peguei um trem que já tem no próprio aeroporto e me desloquei para estação indicada pelo hostel para chegar no mesmo. Foi muito tranquilo, é MUITO FÁCIL se deslocar de busão em Tel Aviv. Tel Aviv é uma cidade que gostei muito. Cheia de diversidades para um país do oriente médio. É morderninha, e como tem gente bonita naquele lugar. Não vou relatar exatamente o que fiz nos lugares porque senão isso vai se extender por várias páginas mas qualquer dúvida, só mandar uma MP que respondo numa boa, com todas as dicas possíveis. Pois foram 38 dias de pura aventura.
      Logo quando cheguei, era a semana da festa da páscoa, eles param tudo. É feriado nacional, pois são judeus e a doutrina, apensar de inúmeras religiões no lugar, o que prevalece é o judaísmo, o Estado de Israel é judeu. Cheguei numa quinta-feira e fiquei até domingo. No próprio domingo é feriado, só que é diferente aqui, não começa meia noite do dia como é aqui, e sim a partir das 17 horas. Estranho né? O legal é que voltei para e estação de trem que eu havia chegado para pegar o mesmo trem para a cidade de Haifa (45 min de Tel Aviv). É muito tranquila a viagem, paguei cerca de 46 shekels. E para a estação em Tel Aviv em que desci paguei 6 shekels. Dependendo para onde está indo, não é necessário pegar trem, é muito mais prático e as vezes até mais barato, pegar sherut. Para Jerusalém tem praticamente em todas as cidades, pois como eu percebi, em todos os lugares de Isarel apontam para Jerusalém. É fácil chegar em Jerusalém, mas Jerusalém foi minha última parada. 
      A minha trip foi basicamente:
      Tel aviv  

       
      Haifa (Akko) 

       Nazareh (Yadernet, Tiberias, Capfernaum e Tagba)  

       
       Amã  
       Petra 


      Aqaba 


      Dahab  (Monte Sinai)


      Eilat  


      Jerusalém ,(Massada, Mar Morto, En Geddi, Hebron, Belém e Jericó).

       
      Chegando em Haifa (estação Haifa Center Ha’Shmona), fiquei por 3 dias, o hostel que fiquei era praticamente 100 metros da estação. É uma cidade linda, pequena e organizadinha... Cheguei num feriado que iria durar 2 dias, mas em um dia de feriado, resolvi ir para a cidade de Akko, já que TUDO em Haifa estava fechado. Tomei uma sherut com um Koreano que conheci e fomos passear, já que era uma vontade que eu tinha. Gostei muito da cidade, maravilhoso, vale a pena para quem quiser conhecer, quem gosta de cultura medieval, história de guerra, de fortalezar, é impressionante. A viagem até Akko dura apenas 30 minutos e custou 14 shekels. Fomos de sherut.
      De Haifa para Nazareh foi mais fácil ainda, há 50 metros do hostel havia um ponto de ônibus e peguei o famos 331, que parte do Merkaz train station (um metro subterrâneo que te leva até o topo da cidade) a cada 30 minutos e que custa 17 shekels e que funciona de domingo a quinta (a cada 30 minutos  a partir das 6 da manhã até 20:50h), sexta (6 da manhã até 19:00h) e sábado (6 da manhã até 16:40h) chegando em Nazareh Central Bus Station.
      Fiquei em Nazareth por 8 dias, para poder aproveitar as cidades ao redor. Decidi ficar em Nazareh porque de lá é muito fácil ir para todas as outras cidades Mas hoje eu ficaria em Tiberias, porque em Nazareh é ótimo para quem  quiser fazer o Jesus Trail, que é caminho por onde Jesus passou. E se inicia em Nazareh. Existe toda uma rota e um site com as informações necessárias (http://www.jesustrail.com" onclick="window.open(this.href);return false;), é gratuito, basta reservar as hospedagem durante o trajeito. Eu não fiz o trajeto, embora eu quisesse muito, mas é muito bom quando se tem companhia e para andar por lugares deserticos e sem guia ou alguém, preferi fazer alguns trajeitos de busão, como por exemplo ir para Tiberias, Yadernet (lugar do batismo), Capfernaum e Tabgha. Cidades fantásticas e cheguei de curiosidades.
      Para Yadernet, basta pegar um busão 31 de Nazareh, e que passa a cada 1 hora. Custa cerca de 20 shekels. São 50 minutos e te deixa exatamente na porta do lugar do batismo de Jesus. Fica 5 minutos de Tiberias. É um lugar muito bonito e tranquilo. Vale a pena, é gratuito. De lá pode pegar um busão por 4 shekels e visitar Tiberias, onde tem o Mar da Galileia. Para quem quiser ir para Capernaum ou até mesmo para Tabgha no Monte das Bem-Aventuranças, é necessário pegar um busão na Central Station em Tiberias senão me engano o 471. Mas o legal é entrar no site de ônibus da região e verificar os horários dos ônibus. Ahn, mas claro, o hostel ou hotel que ficar hospedado te dará todas as informações.
      Um certo dia eu estava em Tiberias e me deu curiosidade de conhecer o Monte das Bem-Aventuranças, e eu não sabia o que fazer, então me desloquei para o centro de informações turisticas que fica na única praça em Tiberias e lá a mulher me deu todas as dicas e mapas. Me informou como chegar, qual ônibus pegar, onde descer, enfim, todos são preparados para ajudar e orientar os turistas, basta perguntar que nada vai dar errado, pode acreditar!
      Para chegar em Capernaum, se passa primeiro em Tabgha, na verdade, tem que descer em Tabgha. Ônibus não vai lá, a não ser de turismo, mas de linha comercial, não. E sheruts e taxi, claro. Então basta descer e fazer todo o caminho a pé pelo calçadão. Vale a pena. Eu fiz todo o trajeto, gostei muito. Mas vá pela manhã, pois o sol é ameno. Antes, pois já é o caminho passe no M. Bem-Aventuranças, do calçadão irá ver o Monte e a igreja imponente no alto. É linda! A visão para o mar da galileia de qualquer lugar é maravilhosa. Organize bem os horários para poder conhecer bem o lugar e não se frustar, porque os horários de abertura são rigidos e é tudo gratuito.
      A minha ida para Amã foi por Nazareh. O ônibus de Nazareth para Amman leva cerca de 4.5 horas.  Até a fronteira são apenas 45 minutos, então é necessário esperar por duas horas. Os jordânios fazem emissão de vistos na chegada, então não é necessário chegar com um. É necessário pagar cerca de 100 shekels (para sair de Israel) e mais 10 JDs para o visto. Existem moedas correntes em ambos os lados da fronteira, então não é necessário ter as duas moedas, apenas uma. 
      A jornada termina no hotel Hillside no norte da cidade. Como a cidade é louca e o povo é mais louco ainda, resolvi tomar um taxi para o hostel que me hospel e essa corrida já foi uma aventura! Quando cheguei ao hostel, o taxista me perguntou quando eu devo pegar, enfim, não havia taximetro e eu esqueci de pedir para ligar. Eu paguei cerca de 15 dolares pela corrida e ele me deu um troco de 3 Jds, tudo foi no cambio mesmo. Eu morri de rir porque eu fui pego desprevinido. E foi bem pago porque andamos por quase 1 hora até chegar o lugar que o taxista NÃO SABIA ONDE ERA. Foi muito engraçado. Queria chegar cedo no hostel porque no outro dia eu já iria descer para Petra. Amã foi apenas um lugar para descasar, porque sair naquele lugar, não dá certo, é uma loucura e nada fica aberto até um certo horário, fora a rigidez em tudo... Mas foi muito engraçado e divertido.
      A parte Norte de Israel foi isso... Sei que ocultei bastante detalhes mas são inúmeros detalhes, e como eu disse, ficaria semanas aqui escrevendo todas as minhas experiências em 38 dias. No lado da Jordânia, fui para as cidades de Amã e Petra, claro, passei por diversas outras mas como breves paradas. Relaterei as aventuras em Petra e deserto de Waid Rum.
      Shalom,
      Fábio
    • Por Fui viajar e ja volto (Ren
      Bom pessoal,
      Para manter o BOM costume dos mochileiros que utilizam este site para ajudar no planejamento de suas viagens, tentarei compartilhar as experiências das minhas últimas viagens.
      Infelizmente não sou tão organizado em anotar informações como outros mochileiros quando estou viajando, então não terei detalhes de todos os custos/restaurantes/tours que fiz nestas viagens.
      Enfim, vou escrevendo e caso alguém tenha alguma dúvida/curiosidade, me perguntem que tento ajudar.
      Neste relato falarei sobre meu mochilão pelo Egito e Europa. Para não ficar muito extenso, o dividirei em seis  partes.
      Nesta primeira parte constam os seguintes países: Egito, Israel, Turquia e Romênia.
      Egito (11 dias) - Cairo / Luxor / Aswan / Dahab
      O turismo do Egito ainda sofre com os problemas de terrorismo de alguns anos atrás. Mas na minha passagem por lá não tive nenhum problema.

      Cairo
      Comecei minha viagem pelo Cairo, cujo objetivo principal era visitar as pirâmides de Giza. Muita gente contrata tour por comodidade, mas é muito fácil e barato ir por conta própria para as pirâmides. Quando estive lá, por esta questão de segurança, não tinham muitos turistas estrangeiros.
      No final, para mim foi bom, pois pude passear com mais tranquilidade pelas pirâmides.

      Além das pirâmides, outro local interessante para se visitar é o Museu Egípcio.


      Luxor
      A próxima parada no Egito foi Luxor. A forma mais barata de se deslocar para esta cidade partindo de Cairo é de trem. Em Luxor, as principais atrações são os templos.

      Dentro do Vale dos Reis não é permitido tirar fotos, então não tenho nenhuma de lá.

      Aswan
      A próxima parada era visitar o complexo de Abu-Simbel e a melhor forma é contratar um tour a partir de Aswan. O meu deslocamento para Aswan foi feito por trem, mas existe a possibilidade de fazer um tour pelo Rio Nilo que disseram que é interessante. 
      E melhor do que ficar descrevendo a beleza do lugar, prefiro compartilhar umas fotos do local.


      Dahab
      Como o próximo país da minha viagem seria Israel, tomei um trem de volta para Cairo e de lá um ônibus para Dahab, cidade praiana na divisa entre os países. Nas outras cidades não era permitida a venda de bebidas alcóolicas , mas aqui finalmente pude experimentar a cerveja local.

      E enquanto estive na cidade, aconteceu El Classico entre Barça e Real e pude perceber como eles são fanáticos por futebol também. Depois de saberem que sou brasileiro, todos queriam ficar conversando sobre futebol, Ronaldo, Ronaldinho, Neymar.

      Impressões Gerais
      Viajar pelo Egito é de certa forma barata, exceto pelas entradas as pirâmides e templos. Como o turismo está em baixa, qualquer lugar que você vá os locais irão te abordar e dizer que te ajudam a ir para qualquer lugar que queira sem nenhum custo, mas no final sempre pedem algo. Então cuidado quando for aceitar qualquer tipo de ajuda.
      Sobre a questão de segurança, não senti nenhum tipo de perigo. Com relação a assédio, encontrei uma canadense que estava viajando sozinha e reclamou bastante disso. Não presenciei nada com relação a isso, mas fica a dica para as meninas que queiram ir sozinhas para lá para tomar cuidado.
       
    • Por Schumacher
      Salve, galera!
      Segue minha primeira contribuição ao grupo, o relato completo de um mochilão que fiz em 19 dias no mês de abril desse ano, entre os Emirados Árabes, Egito e Sri Lanka.
      Preparativos
              A ideia de se fazer essa viagem surgiu através de alguns e-mails trocados no começo do ano com um velho colega de faculdade, Paulo Faria, que não via há anos, acerca de uma promoção de passagens aéreas anunciada no site Melhores Destinos. Após a definição do roteiro, cada um buscou o maior número de informações possíveis sobre os locais. Encomendei pelo eBay alguns acessórios para a viagem e preparei o mochilão, deixando-o do jeito mais compacto e leve possível, já que seriam 3 semanas carregando o mesmo para todos os lados. Por motivo de segurança acabei não levando um smartphone ou minha câmera ultra zoom, o que fez com que me arrependesse um pouco, mas pra compensar levei um guia muito bom, da série Rough Guides, e uma câmera compacta à prova d’água, a GoPro Hero 3. Além disso, levei uma lanterna à prova d’água, carregador universal, tocador de mp3 e relógio. Quanto ao vestuário, coloquei um conjunto de jaqueta e calça de tecido leve, chapéu, uns 5 a 7 pares de meias e cuecas, chinelo, 2 pares de tênis para trilha, 1 bermuda de algodão e 3 de tactel, 1 camiseta para sair, outra com Brasil estampado, 3 camisetas leves (tipo Dry-fit) e o kit de mergulho (snorkel, máscara e nadadeiras). Pela parte de higiene, levei escova, pasta de dente, protetor solar, desodorante, xampu, sabonete e até um filtro de água, tudo em suas versões mini e portáteis. Terminei de preencher a mochila com barras de cereal, frutas e documentos.
              Com tudo pronto, parti de Florianópolis por volta das 22h do dia 30/03/2013 em direção ao Rio de Janeiro, onde pegaria o voo para Dubai algumas horas depois, se não fosse por um pequeno grande imprevisto. A TAM simplesmente esqueceu minha mochila na esteira de bagagem em Floripa! Não haviam me deixado embarcar com ela por exceder em 2 kg o limite, e por isso fiquei a ver navios, digo, aviões, no aeroporto Galeão do Rio de Janeiro. Como esse voo de Floripa era o último da noite, somente na manhã seguinte minha mochila chegaria, após o único voo diário da Emirates até Dubai, o que me fez perdê-lo. Com isso tive que pagar uma multa e remarcá-lo para somente 24 h depois. Encontrei com meu companheiro de viagem no aeroporto para dar a triste notícia e depois parti até a casa de algum amigo que pudesse me receber em cima da hora. 
      1° dia
          Como eu tinha um dia inteiro pela frente, fui ao Parque Quinta da Boa Vista, onde aproveitei para conhecer o Museu Nacional. Tinha algumas exposições legais lá, como a Antártica, mas nada de extraordinário.

       
              Voltei cedo ao aeroporto e tive a primeira notícia boa da viagem, descobri que poderia ficar na sala VIP da Gol. Fiquei lá enchendo a pança enquanto aguardava o voo tardio.
      2° dia
          Finalmente embarquei no enorme avião da Emirates, empolgado até com o vídeo de briefing da empresa, que se tornaria uma chatice nos outros 5 voos que eu ainda faria com essa companhia durante minha viagem. Tive a sorte de ter 3 assentos só para mim, o que não teria conseguido se tivesse voado no dia anterior. 

          Passei as mais de 14 h me revezando entre as boas refeições, os diversos filmes, incluindo lançamentos, e o sono, até chegar ao imponente aeroporto de Dubai. A primeira coisa que se nota é a quantidade de mulheres cobertas da cabeça aos pés. Passei pela alfândega e na saída do aeroporto tive o prazer de encontrar outro colega que não via há tempos também, o agora comissário de bordo da Emirates Luiz Flores, que esperava uma pessoa que estava no mesmo voo que eu. Aproveitei e peguei uma carona com ele até o albergue, pois já estava entrando na madrugada, não tinha transporte público naquela hora e os táxis não eram muito em conta, apesar de o país ser um dos maiores produtores de petróleo.
          Me encontrei com o amigo no albergue em que ficamos durante toda a estadia nos Emirados, o Dubai Youth Hostel, que acredito que seja a única hospedagem desse tipo no emirado. Assim como no resto da cidade, havia no saguão a imagem do grande líder, um “ditador do bem”.

       
      3° dia
          O dia começou cedo, fato que se repetiria pelo resto da viagem, a fim de aproveitá-la ao máximo. Pegamos o metrô aéreo, que propicia uma bela visão do emirado, e paramos no Dubai Mall, o maior shopping center do mundo. Dentro dele visitamos o famoso aquário, que se divide em diversos tanques e um principal, por onde se passa por dentro.

       
          Em seguida, foi a vez do mixuruca city tour. Por uns poucos trocados subimos num ônibus de 2 andares e demos uma pequena volta pelo centro da cidade, onde tudo que é verde, à exceção das palmeiras e algumas gramíneas, é irrigado.
       

          Voltamos ao shopping para almoçar em um fast food de comida tailandesa, que o meu parceiro suspeita que tenha sido o que causou o mal estar nele nos dias seguintes. À tarde demos uma volta pela cidade, reparando nos majestosos prédios que a cercavam, inclusive na estação de metrô, que assim como a maioria das construções é totalmente climatizado, o que é bastante útil para dar um tempo no calor que impera na cidade.
          Passamos pelo hotel 7 estrelas Burj Al-Arab e por uma das praias urbanas, que incluiu na visão um grupo de mulheres cobertas.  Até na praia elas se vestem assim. Outro fato interessante é que existem praias só para mulheres, meu amigo quase foi multado/preso por entrar em uma por engano.

          Pra terminar o dia, após ver alguns símbolos de nossa terra em Dubai, como um outdoor com o Neymar e um mercado com guaraná Antarctica, fomos ao complexo formado com o shopping anteriormente mencionado, mais um hotel de luxo e o maior prédio do mundo, o Burj Khalifa, de 828 m! Lá de baixo observamos um imponente show nas águas, que ocorria periodicamente, e que não há como mostrar sua grandeza apenas com fotos. Foi o local com maior concentração de pessoas que vi na viagem toda.

      4° dia
          Na manhã seguinte meu amigo que morava em Dubai veio nos buscar no albergue para uma visita ao emirado vizinho de Abu Dhabi. Em um papo com ele pelo caminho, descobrimos o porquê de não termos encontrado nenhum lugar pra vender bebida. Já imaginávamos que por ser um país islâmico, haveria uma certa restrição, mas não que você tem que ter uma carteirinha especial emitida pela polícia para poder comprar e beber.
          Mas enfim, depois de uma hora e tanto de estrada, observando como fora do emirado tudo era um grande deserto, chegamos em Abu Dhabi. Fomos até a grande mesquista Sheikh Zayed, a principal do país, que atrai muitos visitantes de todo o mundo. De longe é notável seu tamanho e sua arquitetura. Por dentro ela também impressiona com sua decoração.

          Seguimos pelo centro, onde observamos outros prédios modernos curvados, contrastando com palácios clássicos. A marina que há em volta dá um toque especial ao emirado. Depois de comer em um shopping center, andamos mais um pouco, passamos por um parque natural que tinha flamingos e voltamos pra Dubai, mas não sem antes ver a cena cômica de um lava-rápido em que as máquinas eram um bando de orientais. Queria ter chegado perto da Yas Island, onde fica a pista de fórmula 1 e o parque da Ferrari, mas só foi possível ver de longe.
      5° dia
          Esse dia começou antes do pôr-do-sol, pois iríamos vê-lo do topo do Burj Khalifa. O ingresso, mesmo comprado antecipadamente, era um tanto salgado, mas valeu a vista incrível de toda Dubai lá de cima.
       

          Após contemplar o visual por um tempo pegamos o metrô até um suposto parque que havia nos limites da cidade. Nessa hora, como meu amigo estava meio abalado da infecção intestinal que pegou uns dias antes, nos separamos. Como havia comprado um passe de metrô ilimitado para o dia, fui explorar a cidade, descendo em quase todas as estações e caminhando quilômetros e mais quilômetros, num dia quente e ensolarado.
          Passei primeiro pela zona residencial, um pouco modesta, perto dos prédios luxuosos em volta. Em seguida parei na marina, bem agradável por sinal. Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria ali no fim da tarde para dar uma corrida ou ficar de bobeira num dos bares/restaurantes.
       

          Algumas estações adiante, parei no rio que corta a cidade, cruzando-o a pé de um lado a outro. Nesse meio tempo, tive o desprazer de descobrir que para o povo da região, moderadamente apimentado significa ter que tomar 1 l de líquido para conseguir comer apenas um sanduíche. Fica a dica. 
              Depois fui atrás dos souks (mercados tradicionais que se dividem em souk dos ouros, dos temperos, dos peixes e dos tecidos) e da vila histórica, que emula a arquitetura e modo de vida dos árabes antes do petróleo ser descoberto. Era bem simples, mas como ficava no caminho até os souks, vale uma olhada breve, já que não se paga nada para entrar. Quanto aos souks, não tive tanta sorte quanto meu amigo, encontrei somente um deles e comprei pequenos souvenires, enquanto o Paulo comprou especiarias e um traje típico completo. Dali em diante não tirou mais o pano da cabeça, e passou a ser reconhecido pelos habitantes como Yasser Arafat.

      6° dia
          Na manhã seguimos para a capital do Egito. Ao desembarcar no aeroporto do Cairo compramos o visto (nenhum requisito precisava ser cumprido além do dinheiro do mesmo). Assim que botamos os pés para fora, aconteceu o fato mais comum que enfrentamos no país todo, e que de certo modo estragou a viagem: toda pessoa que nos via na rua abordava a gente querendo oferecer algum serviço ou vender algum produto, que quase sempre eram os mesmos, e conforme recusávamos, passavam para o seguinte: chás/especiarias/essências, artesanato, drogas ilícitas (haxixe principalmente) e mulheres de vida fácil. Forcei-me a aprender algumas palavras e frases em árabe para me ajudar a livrar desses malas.
          Aceitamos um táxi que nos deixou próximo a nosso albergue, já ao anoitecer. Levamos algum tempo para localizá-lo, ele ficava em um beco há algumas quadras da famosa praça Tahir. Caminhamos um pouco, até que um vendedor nos abordou e levou para sua loja. Como ainda não conhecíamos o golpe, fomos até o final, acabando por comprar essências de perfume e papiros. Até que os papiros foram uma boa compra, considerando os outros que vimos depois.
      7° dia
          Logo pela manhã começamos o passeio que havíamos fechado com o albergue: um motorista/guia nos levaria até alguns locais pré-estabelecidos. Após perceber que o trânsito de Cairo era mais caótico do que qualquer lugar de nosso país e a poluição também, passamos por volta da citadela, um antigo forte, e paramos para uma foto no grande Rio Nilo.

          Em seguida, fizemos o tradicional passeio de camelo entre as Pirâmides de Gizé. O turismo anda tão em baixa no país por causa dos protestos que nem nas pirâmides havia turistas! Apenas nós e um casal nos aventurávamos pelas areias durante aquela manhã. Como não havia “veículos” suficientes, nos revezamos entre um camelo, um cavalo e um jegue. A única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda existente impressiona ao se chegar aos pés de seus atuais cerca de 140 m, o maior prédio da humanidade durante milênios. Teorias da conspiração à parte, se o descaso dos egípcios continuar, não vai durar muitos séculos a mais, afinal, pudemos subir as pirâmides menores incentivados pelo guia. A proximidade com a cidade também não ajuda.

          Nossa próxima parada foi Saqqara, uma necrópole onde havia uma pirâmide e um sítio arqueológico expressivo, mas um tanto abandonado; havia várias placas com hieróglifos jogadas pelo chão.

          Paramos para comer uma refeição deliciosa ali perto e depois fiquei descansando enquanto meu amigo visitava outro local em Memphis, que abrigava uma estátua retirada de outro templo. 

          Após retornar e dar outra volta pelo centro de Cairo para encomendar umas esfihas deliciosas, fomos à estação de trem para viajar a Luxor, antiga capital do império egípcio que era conhecida como Tebas.  A estação dava certo medo, mas logo encontramos um grupo de turistas e nos unimos a eles. O vagão de dormir até que era confortável, e a refeição mais do que suficiente. Como ainda comi boa parte da janta do meu amigo, fui dormir estufado.
       

      8° dia
          Ao amanhecer o trem chegou ao destino final. Dessa vez ficamos em um hotel, pois o preço era similar, e pelo que me recordo não havia albergues lá. Sentimos logo o impacto da umidade relativa quase nula. Os poucos dias que ficamos ali foram suficientes pra deixar meus lábios rachados pelo resto da viagem.
          Embarcamos em uma excursão rumo ao Vale dos Reis, escondido entre as montanhas. Lá, na parte principal onde ficavam as tumbas dos faraós, como não se podia tirar fotos, ficamos apenas admirando as paredes, após uma explicação breve do significado dos símbolos e da história do local. Na saída, vendedores tentavam desfazer-se desesperadamente de pequenas esculturas de baixa qualidade. Depois de recusar diversas vezes, chegamos a um preço tão absurdamente baixo que fui obrigado a comprar alguns. Os que não quebraram na viagem de volta, estão servindo como peso de papel. 
          Depois, entramos no templo da rainha Hatshepsut, onde houve um atentado em 1997 que destruiu parte do mesmo e matou 62 pessoas.

       
          A seguir, nos levaram a um lugar onde faziam esculturas superfaturadas. Não deu certo a ideia, pois ninguém da excursão levou alguma coisa. Como tenho uma coleção geológica, dei umas moedas pra levar uns pedaços de alabastro, do qual se faziam as estátuas.
          Mais adiante, paramos no templo mortuário de Ramsés III. Um detalhe legal desse templo é a preservação da coloração nas paredes e tetos, e a “tridimensionalização” das imagens.

          Finalmente, passamos por umas estátuas gigantes, os colossos de Mêmnon, nos despedimos do grupo e voltamos a Luxor, onde continuamos o passeio em outro templo. Mais uma pseudo-guia nos acompanhou no grande Templo de Karnak, um grande terraço preenchido com obeliscos, pilares, as mais variadas estátuas, murais e até pichações do século 19. À noite fica mais belo, com as luzes apontadas para os pontos relevantes.

       
          Em seguida, observamos o sol se por à beira do Rio Nilo, por detrás das montanhas que seguem até o Vale dos Reis, não sem antes sermos importunados inúmeras vezes por cocheiros que queriam a todo custo nos dar uma carona para algum lugar.
          Caminhamos então até o mercado de rua, que vendia os mais variados artigos de vestuário, artesanato e alimentação. Como a viagem ainda seria longa e não queria carregar muito peso, apenas comprei um açafrão bem vagabundo e chá de hibisco.

      9° dia
          O dia seguinte começou com o frustrante passeio à Ilha das Bananeiras, uma ilha fluvial do Rio Nilo. A despeito de alguns pássaros, não vimos nada diferente lá, é um típico passeio pra quem mora em regiões temperadas fazer, então nem vale falar a respeito dele.

          Terminamos com uma volta no museu de Luxor, que possuía alguns artefatos interessantes que ainda não tínhamos visto.
          No fim do dia pegamos o avião para Sharm El-Sheikh, uma Cancun islâmica que fica na península do Sinai, e que considero ter sido a melhor parte da viagem.
      10° dia
          Logo ficamos impressionados com a diferença desse Egito para o outro, na questão de limpeza e organização, embora ainda tivesse muitos vendedores irritantes. Ficamos em um hotel melhorzinho dessa vez, junto a outros tantos que cobriam uma praia inteira, lotada de europeus. O detalhe fundamental é que, assim como no resto do Mar Vermelho, a água era claríssima, e possuía uma biodiversidade impressionante.

          Caímos na água, mas para nossa surpresa, a água era bem mais fria do que a temperatura do ar! Quando voltar q essa região, com certeza levarei uma roupa de neoprene, para poder estender o tempo submerso e realizar o mergulho noturno. Em apenas uma centena de metros, vi mais espécies do que em qualquer outro mergulho que já tenha feito antes. Contei dezenas de espécies de peixes, desde os ameaçadores leão, moréia e arraia, até os inofensivos trombeta, papagaio e mariquita. Os corais foram um show à parte, com outra dezenas das mais varias formas e cores, e pra complementar ainda, ouriços, estrelas-serpente, águas-vivas, quítons, siris, ostras, pepinos-do-mar e algas. Um olhar mais cauteloso com certeza revelaria outras tantas espécies. Segue o vídeo que fiz:
       Encerramos o dia curtindo um som ocidental e tomando a primeira bebida da viagem, a boa cerveja Sakara Gold, similar a Heineken.

      11° dia
          Alugamos um carro e rumamos ao Parque Nacional Marinho Ras Mohammed. Na saída da cidade havia um controle de fronteira, pois a região montanhosa fora da cidade é um tanto perigosa; alguns dias antes de começarmos nossa viagem, alguns turistas haviam sido sequestrados por beduínos! Com um certo receio, chegamos ao parque cerca de meia hora depois. Dentro dele, uma paisagem mais bonita do que a outra, desde a entrada do parque. 
       

          De um semi-deserto com arbustos esparsos e morros, costas arenosas recortadas, planícies de inundação, manguezais, salares, lagos subterrâneos, jardins subaquáticos, até os incríveis recifes de coral.

          Por sorte, quando chegamos a uma das praias, uma legítima (excetuando o papel alumínio que a cobria) refeição beduína estava sendo servida. Apesar de ter que sentar no chão e comer com as mãos, foi uma das melhores que tivemos.

          Uma bela raposa do deserto nos aguardava no morro adiante, ávida por um pedaço de carne. Seguindo o caminho, subimos o morro até um mirante, que mostra nitidamente a divisão entre, terra, recife e mar.

          Descemos até essa região dos recifes de coral, que é um dos melhores pontos de mergulho do mundo. No começo, apenas uma cobertura de algas e alguns blocos de coral esparsos, mas à medida que nos aproximávamos mais da borda do recife com o mar, o número de espécies crescia exponencialmente, até que quando chegamos lá, tivemos a visão do paraíso. A diversidade de espécies era ainda maior do que havíamos visto próximo ao hotel! Há um queda brusca dos cerca de 2 m de profundidade da zona anterior, para uma fenda vertical de até 800 m! Por esse e outros motivos, é preciso de um curso avançado para mergulhar lá com cilindro. Mas apenas no fôlego, deu para ter um gostinho especial do local, que me faz querer voltar lá um dia. Uma imagem não é suficiente para expressar toda beleza, nem o pouco tempo que ficamos, mas tentei através do vídeo:
          Já havíamos retornado a Na’ama Bay, onde ficava o hotel, quando Paulo percebeu que tinha esquecido sua bota no parque. Lá fomos nós de volta, nos arriscando a sermos atacados por bandidos nesse final de tarde. Por sorte, a bota ainda estava lá, e conseguimos pegar um belo pôr-do-sol no local. 

          Para encerrar, conhecemos a vida noturna da cidade, que deixa a desejar. Bares onde pessoas fumavam narguilé, baladas vazias, outros bares com danças árabes, mas a única dança do ventre presenciada era com, pasmem, homens! Apenas entramos no conceituado Hard Rock Café, onde fomos mal atendidos.
      12° dia
          A partir daqui, segui viagem solo. Paulo ficou mais um dia e depois voltou ao Cairo, onde passaria outros dias. Perdi o dia entre voos e aeroportos mal sinalizados, mas com isso aproveitei para devorar o guia de Sri Lanka que havia levado.
      13°dia
          Ao chegar à Colombo, capital do Sri Lanka, minha primeira impressão desse pequeno país que já foi colônia portuguesa, holandesa e inglesa, não foi das melhores. O clima, tão quente quanto o do Egito e Emirados Árabes, porém muito mais úmido, me fazia suar sem parar. Havia golpistas por todos os lados tentando sugar meu dinheiro. Apesar disso, rodei para lá e para cá no meio de transporte mais comum do país, o tuk-tuk, triciclo motorizado com carcaça de um carro minúsculo. Passei por parques, construções históricas, museus, templos budistas e hinduístas (islamismo e cristianismo completam as religiões principais do país), mas nada que eu não tenha visto posteriormente nas outras cidades. 

          O PIB baixíssimo do país, evidente ao se passar pela periferia, ao menos propiciava um turismo bem mais barato do que nos destinos mais visitados. Na estação de trem conheci um morador local, Amalka, que me auxiliou e acompanhou na viagem costeira do trem, que em algumas horas chegaria a Hikkaduwa. Aos poucos a má impressão do país foi sendo desfeita.

          Ao anoitecer cheguei à hospedagem caseira em que passaria as duas próximas noites. O dono era um idoso simpático e culto, conversamos por um bom tempo, o problema é que sua ausência de dentes e forte sotaque complicavam em muito a compreensão.
      14° dia
          Fui à praia, onde fica atualmente o Hikkaduwa National Park, uma tentativa de proteger o recife de coral que já está bastante devastado. Como a maré estava forte e o mar muito turvo, fiquei apenas na parte mais rasa, mas foi o suficiente para nadar junto a duas tartarugas-marinhas, conforme o vídeo que fiz: http://youtu.be/j4r-fyYFy1o As tartarugas estavam com anéis de marcação e seus ninhos em terra estavam cercados, o que leva a crer que há um programa no local semelhante ao projeto Tamar.

       
          Voltei a casa para provar um almoço típico, com muito arroz, curry e, lógico, pimenta. Depois fui ao mercado para comprar algo típico, entre outras coisas o chá, já que os famosos chás Lipton são produzidos lá. Em seguida descansei um pouco na praia.
          À noite, descobri que era véspera do ano novo sinhalês, a principal etnia do Sri Lanka. Isso explicava a movimentação nas vendas de bebida à tarde, onde o povo corria atrás da bebida típica, o arrack, que lembra um uísque barato. Além de fogos, não vi muito agito nas ruas, que logo após a virada ficaram escuras. O problema foi a consequência no dia seguinte.
      15° dia
          Como era feriado, a maioria dos trens e ônibus não estava operando. Com essa eu não contava, tive que gastar um bocado de rúpias pra ser levado de tuk-tuk até o próximo destino. Não que fosse caro para os padrões do Brasil, mas para quem pagou pouquíssimos reais para percorrer cerca de 100 km de trem (os ônibus eram igualmente baratos), era bastante. A estrada continuava pelo litoral, e revelou belas águas transparentes e vários templos budistas, a religião predominante do centro ao sul do país.
          Parei na fortaleza de Galle, fundada por portugueses em 1588 e fortificada por holandeses no século seguinte. A principal influência de Portugal que ainda há atualmente resume-se a igrejas católicas e sobrenomes como Silva. O forte, patrimônio da UNESCO, ainda relativamente bem conservado, com uma dúzia de prédios históricos, sendo alguns, transformados em museus, e igrejas.

          Em sequência, e já bastante ensopado de suor, tive que pegar outro táxi (tuk-tuk) para Matara, uma das maiores cidades, onde finalmente consegui um ônibus para a cidadezinha de Embilipitiya, no interior do país. No longo caminho, passamos por uma infinidade de plantações, sobretudo de arroz (o chá ficava em uma região mais elevada e fria).
          No meio da tarde cheguei ao destino e segui a pé para o hotel, que ficava próximo. A comunicação no estabelecimento foi à base de sinais, pois nenhum dos funcionários falava inglês. Ainda assim, consegui reservar o safári para a manhã seguinte.
      16° dia
          Antes do sol nascer partimos em um jipe eu, duas europeias antipáticas e mais um guia, para o parque nacional Udawalawe, um tanto semelhante a uma savana africana. Além de algumas populações de elefantes asiáticos, vimos um bando de búfalos, cervos, chacais, javalis, lagartos e diversas aves. Foi legal o passeio, mas esperava um pouco mais.

          Depois do almoço, corri para pegar um ônibus para Kandy, o local mais distante até agora. Para variar eu era o único turista do meio de transporte, e assim como no outro ônibus que eu tinha pegado, esse também tinha um sistema de som em que tocavam músicas locais e indianas.
          No fim da tarde cheguei à primeira cidade montanhosa do roteiro, a antiga capital Kandy. Infelizmente cheguei tarde demais para ver o espetáculo de dança tradicional, então segui direto para o hotel, que ficava em uma construção centenária. Depois do check-in, saí atrás de uma lan house, e no caminho encontrei uma Pizza Hut. O único lugar do país em que vi um condicionador de ar me surpreendeu. Não somente por isso, mas pela boa qualidade dos serviços aliada a preços equivalentes ao que era há mais de uma década atrás em nosso país. Aliás, não foram só os preços que eram de tanto tempo atrás, no som de fundo estava tocando Backstreet Boys e Spice Girls! Satisfeito, voltei aos aposentos.
      17° dia
          O dia começou com um passeio pelo Templo do Dente de Buda, um complexo de construções históricas muito visitado, cujo cerne é o que acreditam ser um dos dentes do Buda. Em volta das construções existe um lago, que ajuda a embelezar ainda mais o local.

          Em seguida, caminhei morro acima até a reserva florestal Udawatakele, uma floresta equatorial de altitude. Percorrendo uma das trilhas do parque, encontrei um bando de cerca de 10 macacos da espécie Macaca sinica, endêmicos do Sri Lanka. Curiosos, cautelosamente se aproximaram de mim. Gostei da experiência de poder observar seu comportamento de forma natural. 


       
          Almocei novamente na Pizza Hut e corri para a rodoviária. Nesse momento tive uma grande dificuldade de chegar ao meu destino, devido a informações desencontradas entre meu guia e os moradores. Peguei 3 ônibus, passando por Kurunegala, na região montanhosa, e Puttalam, no litoral oeste, até chegar no começo da noite na península ventante de Kalpitiya. Sorte minha que um dos taxistas que estava no terminal da cidade conhecia quem cuidava da pousada onde eu ficaria, pois o lugar é tão rústico e isolado que não existe nem no Google. Os 2 simpáticos funcionários (Lorence e outro que esqueci o nome) esperavam avidamente por mim, seu único hóspede em dias. Depois de escolher a parte superior de uma cabana de madeira, fui dormir, pois o gerador que alimentava o local ficava desligado à noite.
      18° dia
          Depois de um café-da-manhã monstruoso, acompanhado de perto por corvos, esquilos e gatos, fiz o reconhecimento do local por meio um caiaque. Há uma laguna e seus ecossistemas típicos, como planícies de inundação, restingas, praias arenosas e manguezais. 

          À tarde, aproveitei o tempo livre para praticar um dos esportes mais comuns do local, o windsurfe. Só havia feito uma aula, alguns anos antes, e achei que seria suficiente, então aluguei o equipamento e depois de uma ajudinha para armar tudo, parti pro meio da laguna. Acontece que, embora eu tenha pegado a prancha mais estável, escolhi a maior vela e não lembrei de colocar o cinto (arnês), o que complicou em muito minha vida. O vento forte me jogava da prancha o tempo todo, e a retirada da vela da água era um parto.  Depois de uma hora (havia alugado por 3 h) meus braços já pediam arrego. Fui indo quase sempre na direção do vento, que me levava para fora da laguna, com pouco avanço no sentido contrário. Meu tempo já estava acabando, quando parei no outro lado e pedi ajuda a um pessoal que praticava kitesurfe. Nem eles foram capazes de me auxiliar, então terminei sendo rebocado por um barco de volta. Um pouco frustrante, mas valeu pela experiência.
          Se não fosse pelos mosquitos, a noite teria sido bem relaxante, apesar do calor. 
      9° e 20° dia
          No outro dia acordei com o corpo moído. Despedi-me e parti rumo ao sul para chegar ao aeroporto. Alguns ônibus e tuk-tuks depois, finalmente estava pronto para voltar pro Brasil. Aproveitei o tempo que ainda tinha para comprar artigos do local, como estátuas de elefante, camiseta, bebida e outros, pois até no aeroporto era barato. Finalmente chegava a hora de matar as saudades. Voltei a Dubai, Rio de Janeiro e por fim, minha querida Floripa, onde passaria os últimos dias de férias, antes de voltar a Canoas/RS.
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com
       
       
       
    • Por joaooliveiraramos
      Amigos(as) mochileiros
      Estou planejando minha viagem para o Egito e ficarei sete dias em Setembro/14 e tudo que puderem me dar de dicas eu agradeço, pois irei sozinho.
      Eu quero ir nas pirâmides, rio Nilo, Alexandria, mesquitas. Sei que não da tempo de fazer muita coisa, mas se puderem me dar alguma sugestão quem já fez isso, eu agradeço. Para ir até Alexandria, vi uma passagem aérea pela cia Egyptair e achei barato, porem não gostaria de fazer tudo de avião, gostaria de ônibus, trem, alguma coisa que pudesse apreciar melhor os lugares mas não estou conseguindo localizar pela internet.
      No Cairo estou querendo ficar no Meramees Hoste, pelo li na internet que tem muitos brasileiros nesse hostel, se alguém puder dar uma opinião sobre esse ou outro, aceito indicação.
      abraços e aguardo
      João Ramos
    • Por xaliba
      Talvez alguns ja tenham lido isso, mas estou recolocando na parte de relatos pois acho q tem mais a ver pois postei em outro topico qdo tinha pouco conhecimento do mochileiros. La vai:
       
       
      Vou falar do papo do visto irsrael, Jordania e egito. Estive na area em outubro de 2007.
       
      Eu fui do egito (onde entrei sem precisar de visto previo) por terra para taba e entrei em eilat. Sem problemas (sem necessidade de visto previo tb), poucas perguntas, mas como colocaram aqui anteriormente na parte q esta em ingles apenas responda as perguntas por mais estupidas q elas parecam. Dai fui diretamente para aqaba, e novamente nao precisou de visto previo, visitei petra, dois dias eh legal, absolutamente fantastico, mas acho q 3 dias nao precisa, a nao ser q vc va ficar infinitamente vai tirar tempo precioso de outros passeios. Em wadi musa nao lembro onde fiquei mas era o lugar mais barato, um hostel. No lonely planet falava q era sem duvida o mais barato apesar do atendimento da mulher (se nao me engano o hostel tinha o nome dela) ser bem ruim, e foi mesmo, tipo ela nao esta nem ai pra vc. Mas nenhuma reclamacao, simples como todo hostel e pra quem nao tem frescuras, recomendo.
       
      Ah, assim q entrei em aqaba eu rachei um taxi com uns canadenses pra wadi musa. Ali na fronteira mesmo.
       
      Em petra no primeiro dia fui indo pelas 'ruas'. Eh lindo, mas achei q faltava algo. No segundo dia um amigo espanhol q fiz no hostel me falou qdo estavamos de frente para o templo do indiana jones 'eu li no lonely planet q tem uma rota alternativa subindo pelas paredes das falesias'. Bem ali fomos para a esquerda ate bater na 'parede' e comecamos a subir, subir ate chegar no topo das formacoes e ver tudo por cima, IRADO!!!!! Era isso q tava faltando. Ficamos horas a fio andando e depois procurando como voltar, nos perdemos um pouco no sentido de nao saber por umas 2 horas o caminho de volta mas na boa, nao tem como se perder ali de verdade.
       
      Dai fui pra wadi rum, de onibus, pergunte na sua hospedagem q eles te informam como. Estavam bem caros os passeios para a grana q eu tinha e entrei sozinho andando, foi meio hardcore mas foi uma das experiencias mais alucinantes da minha vida. Fiquei dois dias. Levei agua e comida. So isso eh uma historia a parte. (Que esta escrito o relato e talvez seja em breve publicada numa revista de aventura).
       
      Dai voltei pra israel, busao, pergunte novamente no deserto como faz, horarios e tal. Dessa vez a menina comecou a fazer umas perguntas do tipo, onde vc vai ficar e pra onde vai, eu respondi bem vagamente pq realmente nao tinha a menor ideia do meu itinerario, ela se irritou. Dai eu me irritei, tipo, 'po, nao posso viajar sem saber exatamente pra onde vou?'. Dai ela cut the crap e me deixou passar falando, 'calma, tb nao precisa ficar nervoso', hehe. E fui pra jerusalem.
       
      Jerusalem foi um dos pontos altos de toda a viagem, mesmo pra um cara 120% ateu como eu. A piracao foi na diversidade cultural e na historia absurdamente complexa nesses ultimos tantos mil anos. Pra quem me pergunta eu falo q TEM q ir. La fiquei no Hebron hostel, baratinho e bem legal, dentro da cidade velha 'the old city'. Nem pense em ficar em outro lugar (digo a cidade velha).Eh alucinante.
       
      Tanto egito qto israel qto jordania foram total tranquilos, sem medo algum de forma alguma. Me sentia mais seguro andando na rua nesses 3 paises do q me sinto dentro da minha casa em sao paulo.
       
      Tours do egito, tipo de dahab pra jordania acho q eh cagada, vai por conta q vai ser muito mais legal e mais barato. A diversao de mochilar esta justamente nisso, se virar, pegar dicas, mas tb descobrir seus proprios caminhos. Nao concorda? q esta fazendo nesse site entao
       
      Pra quem curte mergulho eh em sharm, nao eh em dahab ou eilat ou aqaba, confiem em mim. Mas se o seu negocio nao eh mergulho fuja de sharm como quem foge da cruz, tem coisas muito mais interessantes pra se fazer.
       
      Para entrar em israel eu acho q rola com visto de outros paises arabes (sem ser jordania ou egito) mas vai rolar uma canseira. Conheci algumas pessoas q tinham vindo de outros paises (nao lembro quais exatamente) q entraram, depois de ficar tipo 4 horas esperando por nada. Em israel eles sao 'legais', tipo nao tem paranoia, o q eu acho eh q eh mais uma retaliacao pela restricao ao carimbo deles nos passaportes dos outros do q realmente um posicionamente politico. Essa foi a impressao q tive.
       
      Agora o pulo do gato q ninguem mencionou aqui. Da jordania eh possivel entrar em israel sem ter o passaporte carimbado. Eu nao fiz isso ja q entrei de onibus mas conheci um cara q fez e pegou a dica no lonely planet. Tem q entrar em israel por uma fronteira na jordania chamada Alambi Bridge. Aparentemente eh o unico lugar q faz isso. Vc vai la e fala q nao quer ter o carimbo. Mas tem uma manha aqui. Nao eh de bom tom falar q vc nao quer o carimbo com todas as letras. Dai vc fala 'eh q eu estou indo para a asia por terra' 'i'm going to asia overland'. Quer dizer q se vc realmente estiver indo para a asia por terra (no caso desse americano) vai ter q passar por Siria, iraq e tal. Dai eles ficam com 'pena' de vc e te ajudam. Nao fale q eh pq vc nao quer ter o carimbo pra poder continuar curtindo suas ferias em paises muculmanos sem problemas. Mas isso funciona mesmo?? Sim, funciona sim. Fui com esse americano pra Ramala, uma das cidades palestinas (q por acaso eh onde o yasser arefat esta enterrado, esqueci o nome do lugar mas eh tipo o quartel general palestino, show, vale a pena ir la tirar uma foto do lado do tumbalo), qdo saimos de ramala no check point os soldados israelenses entraram no onibus e comecaram a checar os passaportes. Checou o meu, tranquilo, e checou o do Steve. Procurou o visto, procurou e finalmente virou e falou 'vc nao tem visto?'. 'Nao'. 'Como assim?'. 'Eu entrei por alambi bridge'. 'Como assim?'. 'I'm going to asia overland'. 'O que?'. Dessa vez steve respondeu bem pausadamente. 'I'm going to asia overland'. O cara nao entendeu direito, meio q entendeu, nao entendeu de novo e foi embora. Tranquilo sem mencionar o papo, 'eh q eu nao queria ter o carimbo no passaporte'. Sacou?
       
      As historias sao muitas mas ja escrevi demais.
       
      Ah qto a onibus de cairo pra jerusalem, nao vou falar q nao tem, mas eu perguntei e falaram q nao tinha, que tinha q ir pra taba, cruzar pra eilat e de la seguir. Tanto eh q conheci dois amigoes israelenses q conheci na rodo de cairo q moram em jerusalem q pegaram o mesmo onibus q eu, desceram em taba, cruzaram a fronteira e de eilat foram pra casa. Mas isso tb eh o de menos.
       
      Boas baladas
      xaliba
       
      p.s.- caro editor, obrigado pelas consideracoes. Ja dei uma editadinha aqui. Acabei colocando no geral o q achei mais relevante, tipo dicas q eh dificil conseguir sozinho. Infelizmente nao anotei nem precos nem horarios de nada, ja faz mais de um ano, nao me lembro mais. No entanto isso sera remediado. Tem uma amiga indo mais ou menos nesse role q eu fiz e pedi pra ela anotar tudo, qdo ela voltar eu reedito e complemento o texto. Mas essa parte de horarios e precos eh mais facil. Gente, o lonely planet eh a biblia do viajante no exterior, tem tudo la, tudo mesmo. Se a grana ta curta, vai na secao budget de hospedagem, tem todas as opcoes de coisas baratas. Tem q ir aprendendo a usar os recursos q estao na mao. Ah mas o guia eh caro! Eh mesmo, e dica, se vc comprar na amazon.co.uk e mandar enviar no brasil eh quase 60% do preco de comprar na livraria cultura ou no proprio site do lonely planet mesmo com desconto qdo vc se cadastra. Acabei de fazer isso com o south america on a shoe string q estou esperando chegar. Sim, eh caro mas a grana q vc vai economizar e as facilidades q vc vai ter de longe compensam pagar pelo guia, mesmo q seja caro. Eu falo isso pq eu nunca tinha ouvido falar nesse guia ate estar em dahab, da pra acreditar? Pois eh, eu nao entendia como os outros mochileiros sempre sabiam como chegar e onde ficar e pra onde ir. Caramba, como esses caras sao bem informados! Mas como por la ta cheio de europeu e TODOS tem o guia vc sempre pode dar uma olhada no guia deles. Varias dicas eu peguei com os caras. Pergunte pra eles. Faca amizade. E mais importante de tudo, aprenda a falar ingles! Qto melhor, melhor, mesmo, acredite. Fiz amigos q nunca teria feito se houvesse a barreira da lingua. Amigos q se faz em minutos, eh engracado como nas viagens isso se torna mais possivel. Mas vc so vai ficar realmente amigo de alguem se falar da vida, das emocoes, de politica, da situacao do seu pais, do pais do cara, da mina q vc comeu, dos medos, vontades, saca? Com ingles macarronico isso nunca vai ser possivel. Jerusalem so foi o ponto alto pq eu conversava com as pessoas, discutia, fui em baladas locais nas casas das pessoas. E ainda bem q eles falavam ingles bem, as duas pontas tem q estar afiadas. Se vc tem q dispender muito esforco pra lingua a fluidez do papo danca e a coneccao cai. Acho q eh pra isso q viajamos, nao eh so pra tirar fotos e ir nos passeios. Israel nao eh um lugar bonito em si. Mas eh um dos lugares mais alucinantes q ja fui na minha vida. Qdo morei em londres trabalhava num mercado de comidas de toda a europa. No final do dia a gente ia tomar uma breja. Um dia eu contei, tinham 10 pessoas na roda, cada uma de uma nacionalidade diferente, da america do sul, europa, africa e asia, nao tinha nenhuma nacionalidade repetida, todos conversando numa boa, falando ingles, tipo amigo mesmo, como vc conversa com seus melhores amigos num bar numa noite das boas. Se tivesse macarronico la ja tinha ido embora pq tinha ficado de fora total. Gente, eh a lingua universal! imagina soh se cada pessoa no mundo soubesse a sua lingua e mais o ingles, TODAS as pessoas no mundo inteiro poderiam se comunicar sem barreiras de lingua, so ficaria a barreira cultural. Teria muito menos intolerancia e mais entendimento no mundo. E fora q como diz minha irma 'quem fala ingles nao se perde em nenhum lugar do mundo'. Essa eh boa neh? E a qtidade de info q vc consegue, foruns, emails pra deus e o mundo, enfim, o recado eh esse. Caro editor, se vc quiser colocar essas dicas em um lugar mais generico de viajar ao exterior fique a vontade pq eu sou novo aqui e nao sei como faze-lo.
       
      Saudacoes a quem teve paciencia de ler ate aqui.
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