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ITAMAR JAPA

PERU - Lima/Miraflores/Cuzco/Valle Sagrado/Machu Picchu

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Ola Amigos, finalmente criei vergonha na cara e principalmente coragem e decidi começar o relato de minha viagem para o Peru que fiz recentemente na companhia de mais 2 amigos.

Primeiramente peço desculpas a todos pela demora, mas sabe como é né, fiquei naquela de faço amanhã, faço amanhã... e com isso já se passaram mais de um mês.

Então vamos lá... Partimos de Curitiba no dia 08/10 as 6:10 da matina, paradinha básica em SP e 11:50 estávamos chegando a Lima, capital Peruana...

 

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Conforme combinado no planejamento da viagem, tínhamos a idéia de gastar o mínimo possível e no início fizemos tudo certinho, a começar com a opção de tentar comprar a passagem de Lima à Cuzco na hora, lá no aeroporto, conforme informações que garimpei no site mochileiros e etc,.. Não sabíamos ao certo quando iríamos para Cuzco e, além disso, segundo alguns relatos, na hora poderíamos conseguir um preço mais barato (ou não), era um risco a correr, mas deu tudo certo...

Tivemos ajuda do Senhor Carlos Labajos (998247085) que trabalha na agencia de viagens PWT (719-5646) localizada à frente do aeroporto, do outro lado da rua. Pagamos 104 dólares cada passagem, cerca de 20 a menos do que iríamos pagar na passagem antecipada pela net que tínhamos visto 2 semanas antes. Inicialmente os caras da agência queriam cobrar mais caro, mas quando íamos saindo da loja dizendo que tinha preço mais barato no aeroporto, eles baixaram os valores. Ali na PWT o Sr. Labajos também “ajeitou” nossa hospedagem em Lima, inicialmente tínhamos alguns nomes de hostels e albergues, mas por conselho do Sr. Labajos, fomos a Hotel Eifel, bom negócio, já que pagamos praticamente o mesmo valor que iríamos pagar nos albergues, mas estávamos há duas quadras do Larcomar, em Miraflores, ou seja, no lugar mais top de Lima. Fechamos por 10 doláres por cabeça a diária com Desayuno (café da manhã).

O Sr. Labajos também agilizou pra gente o taxi (30 soles), já que fora do aeroporto é bom ficar esperto com taxis – principalmente antes de descobrir e se adaptar as cores de cada um deles, oficiais, piratas, etc. porque tudo pode se passar por taxi lá em Lima – se é que me entendem.

Chegamos ao hotel e de imediato saímos para conhecer a tão comentada Municipalidad de MIRAFLORES, tudo muito bonito mesmo, percebe-se logo de cara que é o lugar onde vivem os ricos de Lima, é como se fosse uma nova cidade dentro de Lima. Em Miraflores fiquei deslumbrado com os costões que separam o luxuoso distrito da praia e do imponente Oceano Pacifico, que ficam “lá em baixo” do costão.

 

Bastante diferente é o centro comercial construído em meio aos costões, o Larcomar, que é um interessante lugar onde se encontram bares, restaurantes, cinemas, etc... e danceterias durante a noite.

 

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Larcomar

 

Bem próximo do Larcomar, caminhando pelo calçadão, beirando o costão em uma linda paisagem, pode-se ir a uma das principais atrações daquela região, o PARQUE DEL AMOR, onde existe em um lugar estrategicamente lindo, uma imensa estatua de um casal apaixonado. Seguindo um pouco mais adiante se pode observar o pessoal “decolando” e voando de parapeinte, inclusive pode-se voar acompanhado por um instrutor, (acho que era 70 soles, não lembro direito o valor) um pouco mais a frente está o FARO DE LA MARINA, que é bem bonito também.

 

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Miraflores

 

Passamos a tarde conhecendo o lugar, super chique e ao anoitecer fomos de ônibus (1,20 soles) procurar o CIRCUITO MÁGICO DEL AGUA. Este parque é muito legal, recomendo com todo louvor, estando em Lima não se pode deixar de conhecer, principalmente à noite, fiquei encantado com a beleza das 13 fontes existentes lá. O parque é considerado pelo Guinness como o maior complexo de fontes do mundo e também o que possuí a maior e a mais alta fonte do mundo, destaque para o espetáculo da Fuente de la Fantasia, onde um show com música, laser e sincronização de águas leva o público a uma emocionante e inesquecível apresentação, eu pessoalmente acho que foi uma das coisas mais lindas que já vi, adorei. Pelo espetáculo achei barato o ingresso apenas 4 soles.

 

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Circuito Mágico del Agua

 

Voltando do parque das águas de ônibus, resolvemos parar em um lugar movimentado que encontramos no caminho, até então não sabíamos que ali era a famosa CALLE DE LAS PIZZAS. Ali foi a primeira cagada nossa, já que tínhamos um planejamento de gastar o mínimo possível e como é de se esperar a cerveja ali tem preço para turistas gringos, mas isso não foi suficiente para segurar a empolgação da primeira noite na capital do Peru, resultado: dali seguimos para o Larcomar e fomos dormir sei lá que horas da madrugada, gastando muito mais do que estava planejado para um primeiro dia. Pior que isso foi dormir até 1 ou 2 da tarde no outro dia e perder uma manhã inteira.

O que fizemos no segundo dia eu volto a postar logo, logo, para que não fique muito longo este post (ou pelo menos mais que já esta)... Valeu! Hasta luego!

 

 

Obs: este tópico é a integra do que postei em meu blog:

http://locomundojapa.blogspot.com/2010/11/historia-viagens-chegada-em-lima.html

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Grande Japa!!! E aí rapaz? blz?

Demorou mas tá saindo o relato!

 

To aguardando o restante!

Valeu cara!

 

Abração.

 

 

Fala meu chapa , hahah, verdade, demoro mas ta saindo! rs... esta semana continuo, tempo é escasso! heheh! abraço!

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Então pessoal, continuando o relato da minha viagem para o Peru, vamos ao segundo dia.

Após a “furada” da noite anterior, acordamos muito tarde, 13 ou 14 horas, logo, tivemos que correr atrás do tempo perdido. Pegamos um taxi (5 soles) e descemos até a praia, lá de baixo, se tem uma estupenda visão dos costões que cercam toda a orla da costa verde de Miraflores, também gostei de ter visto pela primeira vez um “poit break” ou seja uma praia com fundo de pedras.

 

 

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Miraflores

 

Pra aumentar meu arrependimento de ter saído na noite passada, descobri que seria possível surfar ali no Pacifico, já que alugam prancha e roupa por 30 soles. Tivemos que escolher entre o surfe no Pacifico ou conhecer o centro de Lima, pois nosso vôo para Cuzco saia 5 e 45 da manhã, decidimos conhecer a cidade, o surfe no Pacifico fica para próxima... (maldita noite anterior).

 

Voltamos “pra cima” por uma interessante escada que existe para evacuação em caso de Tsunamis, uma caminhadinha, nada de mais, que rende uma economia de 5 soles do taxi (descemos de taxi porque não sabíamos que tinha essa escada).

 

 

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Rota de Evacuação em caso de Tsunami

 

Fomos de ônibus até o centro de Lima (1,50 soles), com destino a PLAZA MAYOR e como era de se esperar a praça é espetacular, realmente muito bonita. Nesta praça que também é chamada de PLAZA DE ARMAS, estão representados os três principais poderes no Peru: o governo, pelo Palácio Presidencial; o povo, pelo Palácio Municipal; e a Igreja, pela Catedral.

 

 

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Plaza Mayor

 

Depois de alguns belos momentos na praça mais importante do Peru, fomos comprar lembrancinhas em um centro comercial que existe em frente à Iglesia de Santo Domingo, este centro comercial tem “lembrancinhas”de todo tipo e pra todos os bolsos...

Já havia anoitecido e fomos procurar algo pra comer, seguimos até uma feira gastronômica que acontecia a algumas quadras de onde estávamos – o lugar exato sinceramente não sei onde era, mas era umas 3 ou 4 quadras pra trás da igreja – Nesta feirinha, que me pareceu bastante popular, além de comida vendiam também outras coisas como roupas, presentes e artesanatos. A parte gastronômica tinha diversas barraquinhas e cada uma delas apresentava uma opção diferente de comida. As cozinheiras estavam aparentemente bem preparadas higienicamente e a comida parecia ser boa. Cada barraca tinha um prato preparado em exposição, para que quem fosse comer pudesse ver o que era e a quantidade de comida que cada banca vendia. Após a escolha era necessário comprar um “vale rango”(de 6 a 12 soles) no caixa e retirar o prato na barraquinha, procedimento parecido com churrasco de igreja no interior (pelo menos no interior do Paraná, hehe). Entre muitos pratos que eram principalmente feitos com frango e porco, escolhemos um que não lembro o nome, não estava lá estas coisas, mas tava bom, apesar de meus amigos não terem curtido muito.

 

 

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Feira Gastronômica em Lima

 

Voltamos para Miraflores e depois de decidirmos não sair, antes de dormir fomos tomar uma cervejinha no china, ou como chamam por lá no “chifa”, tudo bem, tomamos uma, outra, outra, outra... e ai já viu, cagada de novo, mas esta parte prefiro pular... esta foi a maior cagada da viagem, não vale nem a pena citar aqui pra vocês, porque foi muito absurdo e tenho certeza que ninguém em sã consciência vai fazer... Mas beleza a vida continua e nem me perguntem o que aconteceu, fica a dica bebam, mas não queiram inventar moda hahaha. é como diz o ditado quem procura acha... com os pequenos imprevistos superados e as cinco da matina tínhamos vôo pra Cuzco, tudo bem, tudo certo e a viagem continua... este foi o pior dia da viagem...

As 5 e 45 da matina estávamos voando, destino Cuzco a antiga capital Inca.

Continuo logo, logo, hasta Pronto!!!

 

Obs: este tópico é a integra do que postei em meu blog:

http://locomundojapa.blogspot.com/2010/11/historia-viagens-por-onde-andei-peru-2.html

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Chegamos a Cuzco aproximadamente as sete da manhã, logo pegamos um taxi, que era na verdade uma van que nos levou até o centro. Não tínhamos noção da distância, então pagamos 17 soles (este valor pode ser menor nos carros). Assim como em Lima, tínhamos alguns nomes de hostels e albergues, mas o tiozinho do taxi nos propôs conhecermos, sem compromisso, um hostel em frente a Plaza de Armas, que era mais central, mais barato, blá, blá, blá, da mesma forma ele nos ofereceu o passeio pelo vale sagrado que sairia às 9 da manhã, por 30 soles, fomos ao hostel e pela localização, aceitamos, também resolvemos aceitar o passeio do tiozinho já que não tínhamos tempo para pesquisar preços e etc.

 

 

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Cuzco

 

Deixamos as coisas no hostel e de imediato fomos ao embarque do ônibus que faria o passeio pelo VALLE SAGRADO. Antes de embarcarmos fomos abordados por diversas pessoas que tentavam vender de tudo, coisas como artesanatos, capa de chuvas, lembranças e também as crianças caracterizadas com vestimentas típicas, tentavam insistentemente vender suas imagens, (eles tentam ganhar no cansaço, rs)... Logo estávamos no buzão com destino ao Valle Sagrado de Los Incas.

 

Compramos o Boleto Turístico para um dia (70 soles inteira e 40 soles estudantes).

O primeiro destino foi a FEIRA DE PISAC, uma feira repleta de produtos típicos peruanos, pra quem tem dinheiro aquilo lá é uma tentação... Meu amigo comprou um daqueles blusões peruanos pagou barato (não lembro quanto) me arrependo duramente de não ter comprado também... Saímos da feira no horário marcado, já que tínhamos sido avisados claramente de que o ônibus sairia exatamente no horário estabelecido e quem não estivesse presente iria ficar curtindo a feira até que voltassemos das ruínas (pior que fica mesmo).

Saímos da feira e logo estávamos nas RUÍNAS DE PISAC, os imensos terraços impressionam muito e o visual das montanhas também é bastante significativo.

Em uma trilha com um visual majestoso, caminhamos até as ruínas de pedras do tempo dos Incas, bastante interessante é o cemitério localizado nas paredes das montanhas, me perguntei – como os caras levavam o corpo do defunto, lá em cima naqueles buracos – mas é só mais uma das muitas coisas que fazem você ficar pensando como é que os caras faziam tudo aquilo...

 

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Pisac

 

Saímos das ruínas de Pisac e fomos até URUBAMBA, ali paramos para comer, entramos no restaurante e queriam nos cobrar 20 soles pelo Buffet, íamos sair e comer algo mais em conta nas lanchonetes existentes a frente do restaurante, quando a menina do restaurante nos chamou e disse que faria por 10 soles, nisso percebi que os outros 10 eram comissão do guia, ou era um preço diferenciado pra turista, ela nos deu um papel de cor diferente do pessoal que estava no ônibus (mas de mesma cor de quem chegava sozinho pra comer ali).

 

O próximo destino foi a cidade de OLLANTAYTAMBO, uma simpática cidadezinha re-construída sobre as casas da cidade existente nos tempos Inca, sendo a única habitada ainda hoje, todas as casas são construídas precisamente sobre as pedras originais da era Inca. Muitos viajantes aproveitam o passeio do Valle Sagrado até Ollantaytambo e ficam por ali, partindo dali para Águas Calientes.

 

A cidade em si já é legal, mas o que sem dúvidas apavora é o imenso parque arqueológico, um gigantesco terraço que em sua parte superior tem a presença de ruínas muito bem conservadas, construídas minuciosamente em detalhes, com algumas pedras pesando cerca de 10 toneladas, que foram trazidas de lugares a quilômetros de distância dali. As pedras têm detalhes cortados para que uma se encaixe na outra e em muitas partes são polidas, ficando com textura similar a mármore, realmente estes detalhes são muito interessante e se estivéssemos sem guia talvez não tivéssemos observado.

A frente dos terraços em meio às alturas das montanhas encontra-se os depósitos de alimentos, que foram construídos naquele local para que os alimentos mantenham-se frescos devido ao vento que funcionava como um resfriamento natural.

Uma citação que acho que tenho de fazer, já que sou uma pessoa muito “esquecida” (especialista em perder papeis de estacionamento, ingressos e coisas assim) e tenho certeza que existem muitos como eu, é de que cuidem bem do bilhete turístico, porque sem ele não se entra no parque, foi o que aconteceu com o amigo paulista que estava no ônibus conosco que teve que ficar esperando do lado de fora do parque.

 

 

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Ollantaytambo

 

Já era final de tarde quando chegamos ao último destino do passeio, o vilarejo de CHINCHERO. Em uma rua repleta de lojas vendendo “coisinhas”, sobe-se até a igrejinha, que assim como em diversos locais no Peru, foi construída pelos invasores espanhóis sobre um antigo templo dos indígenas para mostrar superioridade. Pouco a frente da pequena igreja existe um mercado ao ar livre de artesanato típico indígena, bastante interessante, com as mulheres vestidas rigorosamente conforme sua tradição, ou seja, totalmente coloridas, achei muito legal, bem maneiro todo o visual.

Dentro da igrejinha, nosso guia explicou toda a história de como a igreja católica fez para "não perder a fé dos indígenas", ouve uma junção das religiões, portanto é comum os santos católicos serem os mesmos dos indígenas, mas com nomes diferentes, imagino que seja mais ou menos como acontece nas religiões de origem africanas existentes no Brasil, como o Candomblé...

 

 

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Chinchero

 

Já era noite e acabava ali o passeio pelo Valle Sagrado de los Incas, mas por sorte ainda teríamos mais uma aula sobre a cultura kechua, pois nosso guia iniciou uma conversa sobre as tradições dos indígenas com um casal no meio do ônibus, e derrepente todo mundo que estava no ônibus (que já estava quase vazio, porque mais da metade do pessoal ficou em Ollanta) se aglomeravam para ouvir e dialogar com o guia, que era um dos principais representantes dos Kechuas, ele era presidente de uma associação, ou algo parecido... Uma das histórias que mais me prendeu a atenção foi quando ele disse que um dia chegou no “congresso” peruano para debater sobre a cultura do Peru com os políticos e quando ele falou em Kechua nenhum político entendia, ou seja, como ele mesmo disse, em um país onde Índios e descendentes de Índios são mais de 75% da população, como eles querem falar em tradição e cultura do Peru se nem ao menos entendem o idioma local... foi uma volta repleta de informações sobre a cultura indígena, um bônus no passeio. Tenho que elogiar este guia que infelismente não lembro o nome, em todos os lugares que fomos suas explicações sobre os lugares foram muito bem colocadas e me ajudaram muito a entender as coisas... (curioso é que, eu tenho quase certeza que ele que é o narrador do trem da Perurail que leva ao Machu Picchu)...

 

Enfim, só este passeio para o Valle Sagrado já me satisfez na viagem, mas ainda tinha muito pela frente, o “mignon” estava pra chegar, Cuzco e Machu Picchu, mas isto é outro post, que logo o farei.

Hasta Pronto mi amigos!

 

Obs: este tópico é a integra do que postei em meu blog:

http://locomundojapa.blogspot.com/2010/12/historia-viagens-valle-sagrado-de-los.html

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Blz... vou acompanhar pra ver o resto da história.

Então não tem como escapar do boleto turistico é? No fim devo usar ele apenas para PISAC e Ollantaytambo... Vai ser um desperdicio. Nada de ingresso individual para esses lugares? Ficarei em Ollantaytambo como a maioria.

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Blz... vou acompanhar pra ver o resto da história.

Então não tem como escapar do boleto turistico é? No fim devo usar ele apenas para PISAC e Ollantaytambo... Vai ser um desperdicio. Nada de ingresso individual para esses lugares? Ficarei em Ollantaytambo como a maioria.

 

blz, valew MLP ...

 

você não tem a carteira de estudante, iSIC? com ela vc paga 35 soles...

eu acho que valeu a pena ter comprado o boleto...

Mesmo que fosse para ter ido apenas em Pisac e Ollanta - ainda acho que vale - pagaria de novo :D ...

 

Existe ingresso individual sim mas aí não compensa, porque é 40 soles cada lugar, se não estou enganado...

 

valew... abraço!

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Olá,

 

estou acompanhando seu roteiro, pois estou indo para lá no Carnaval... por favor continue, rs

 

Uma dúvida, foi tranquilo fazer o Valle Sagrado em um dia?

 

Obrigada, Kaka

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Olá,

 

estou acompanhando seu roteiro, pois estou indo para lá no Carnaval... por favor continue, rs

 

Uma dúvida, foi tranquilo fazer o Valle Sagrado em um dia?

 

Obrigada, Kaka

 

 

oi, Kaka .. pois é ..vou continuar sim.. hehe ..

 

o passeio ao Valle Sagrado foi tranquilo, saimos cedo e voltamos a noite, como eu tinha pouco tempo foi bastante satisfatório...

Se você tiver mais tempo disponivel pode fazer por conta e ficar mais tempo em cada lugar, também pode ir pra Moray (que eu não fui e gostaria de teri ido) ..

 

:)

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Galera perdoem-me pela demora, mas final de ano é punk pra mim, alias mais punk. Mas vamos lá vou continuar o relato da minha viagem ao Peru.

 

Um dia após o emocionante passeio pelo Valle Sagrado, foi a vez de conhecer um pouco melhor a cidade de Cuzco, já que no primeiro dia na cidade, pela manhã fizemos uma correria para descolar hospedagem e logo de imediato fizemos o passeio pelo Valle Sagrado, a noite tínhamos saído rapidamente para tirar algumas fotos, já que fizemos muita cagada nas noites de Lima, fomos dormir bem cedo, pra prevenir... rs

 

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Cuzco está localizada a 3400 metros de altitude e possuí pouco mais de 300.000 habitantes, era a “capital” do Império Inca, até ser invadida e saqueada pelos espanhóis. Grande parte das edificações originais foi destruída pela igreja católica, que tentava desta forma impor superioridade religiosa aos locais, assim grandes igrejas foram construídas sobre os templos e lugares importantes do antigo Império.

 

 

Andar pelas ruas de Cuzco nos leva a uma viagem imaginária aos tempos do Império Inca, Cuzco é um imenso museu a céu aberto, muitas ruas, igrejas e diversas construções ainda mantêm a arquitetura Inca, algumas foram “implantadas” depois para dar a aparência de originais, mas tudo é lindo e esplêndido.

 

Basicamente é possível conhecer toda a cidade caminhando, mas de qualquer forma se você for meio preguiçoso (a) ou se estiver cansado (a), o transporte é muito barato, varia de 1 a 5 soles dentro da cidade.

 

Um detalhe importante que me esqueci de contar no “capítulo” anterior (na verdade lembrei depois que escrevi, :)), foi que não nos hospedamos na Plaza de Armas, mas sim na Plaza San Francisco, estávamos hospedados no Hostal El Solar e pagamos 30 soles a diária por cabeça, conforme desconto prometido pelo tio do passeio ao Valle Sagrado.

Da simpática PLAZA SAN FRANCISCO que está junto à igreja de mesmo nome, descemos algumas quadras e fomos até a lindíssima PLAZA DE ARMAS que é na verdade o coração de Cuzco, é sem dúvidas uma praça linda (como quase tudo em Cuzco), está rodeada por diversas igrejas, a CATEDRAL, LA SAGRADA FAMILIA, EL TRIUNFO e a COMPAÑIA DE JESUS ao centro da praça existe um chafariz (os Peruanos adoram chafariz).

 

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Plaza De Armas

Cuzco possuí vários lugares para comer, mas por conselho de uma argentina que conhecemos no Valle Sagrado, fomos até o MERCADO MUNICIPAL, ali a comida é destinada aos locais, de fato se paga mais barato (de 5 a 13 soles, o almoço), mas talvez o custo inferior da comida popular não seja tão valido (principalmente para quem não é forte de estômago), pagando um pouquinho mais nos restaurantes “mais centrais” come-se, digamos, melhor... Vale a experiência de comer a comida local e de ver o intenso comercio existente naquele lugar (bem interessante), onde se vende de tudo.

 

Com 1,20 soles, fomos até ao terminal rodoviário de Cuzco, para comprarmos passagem para um dos integrantes da viagem, já que o mesmo tinha sua volta para o Brasil marcada para 2 dias depois, chegando lá, constatamos que somente tinha ônibus até Tacna a noite, o que para nós seria inviável, porque o horário não bateria, resumindo tivemos que comprar passagem até Julliaca e tentar a sorte de lá depois, pois era única opção disponível para nossos horários... (nesta altura, já fui escalado para ir junto, porque o meu amigo tinha dificuldade em se comunicar), compramos a passagem por 25 soles cada... Voltamos a pé para o “centro” de Cuzco, nem é tão longe assim como dizem, é bem tranquilo... No caminho é possível visualizar de perto e conhecer o imponente MONUMENTO PACHACUTEC, além de uma espécie de cachoeira estilizada que fica no trajeto até o centro.

 

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Voltando ao centro de Cuzco, circulamos pelas lindas ruas para comprovar o que dizem – Cuzco é uma das mais bonitas cidades da América do Sul – de fato é mesmo. Cada quadra, cada rua, cada pedacinho, tudo tem seu charme.

Espero não demorar tanto, como desta vez para continuar o relato... até breve pessoal

 

 

Obs: este tópico é a integra do que postei em meu blog:

http://locomundojapa.blogspot.com/2011/01/historia-viagens-por-onde-andei-cuzco.html

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Fala galera, continuo agora o meu relato da viagem para o Peru (do final do ano passado), que estou fazendo devagarzinho (bem devagar) conforme tenho um tempinho...

 

Depois de um dia perambulando pelas belas ruas de Cuzco, voltamos ao Hostal para arrumar nossas coisas. Já era tardinha e tínhamos que nos separar, já que um de nós teria que esperar um quarto amigo que chegaria no outro dia, já eu e o outro seguiríamos para o Machu Picchu no dia seguinte, então pegamos algumas coisas e nos dirigimos até o local onde se pode pegar um ônibus de linha até Urubamba (cerca de 4 quadras da Plaza de Armas), pagamos 2 soles e éramos os únicos “forasteiros” no ônibus, passamos por entre belas paisagens e pequenos vilarejos até que no início da noite chegamos em Urubamba, de lá pegamos uma Van até Ollanta por 5 soles, aproximadamente pelas 19 horas estávamos chegando, pegamos um hostal (15 soles) apenas para dormirmos, pois nosso trem sairia bem cedinho.

 

 

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Vilarejo no caminho para Urubamba

 

Saímos para dar uma volta pela pequena e encantadora cidade de Ollanta, que a noite também é muito bonita. Perambulamos pelos históricos corredores de pedra da cidade que é de fato um espetáculo, meu amigo e eu naquele momento nos confraternizamos pelo momento e pela parceria, conversando relembrávamos um pouco das histórias que já vivemos nas praias do Paraná e agora estávamos em uma cidade do Valle Sagrado dos Incas prestes a ir para o Machu Picchu! Loco né!

 

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Pela noite nos corredores de Ollanta

 

Caminhamos até que fomos buscar algum lugar para jantar e pesquisando preços fomos cair no pequeno restaurante na Plaza de Armas S/N, chamado Inti Killa (tel: 204205). Vou ressaltar este lugar porque fomos muito bem atendidos pelo simpático Dante Ramirez, que baixou o valor do lanche, montou um sanduíche que não tinha no cardápio, colocou um recheio super arregado, com tudo que se tem direito – sinceramente, foi o melhor lanche que comi na viagem – e além disso, foi sempre muito simpático... Mas o principal mesmo foi o PISCO SOUR, que ele fez especialmente para nós em um jarro de um litro, mesmo que perguntando várias vezes se tínhamos certeza que queríamos um litro, vejam bem – se é para experimentar a famosa bebida típica local, tínhamos que bebê-la não molhar a língua – hehe, acho que ele foi com nossa cara porque o “choro” praticamente encheu o jarro de novo ... Comemos muito bem e bebemos bem o tal Pisco Sour, tudo por 20 soles por pessoa. Lembro que em Cuzco no único lugar que perguntei (pode ser que tenha lugar mais barato), o preço da bebida era 17 soles um copo, o que me levou a desistir de experimentar.

 

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Pisco Sour em litro e um "Sandubão" no Inti Killa

 

Ainda tivemos sorte de ver um pequeno desfile escolar dos locais, com bandinha típica, crianças caracterizadas e tudo mais, um bônus!

 

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Desfile de crianças em Ollantaytambo

 

Fomos dormir para acordar de madruga para realizar um dos mais desejados passeios do mundo... Machu Picchu o sonho, mas esta será a outra parte do relato... Até a próxima...

 

Obs: este tópico é a integra do que postei em meu blog:

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Muito fera!! to curiosa, você fez a trilha pra chegar em machu picchu ou pegou o trem? quero fazer essa trilha!!! to pensando em fazer essa trip em Julho agora, to um pouco preocupada com clima que é mais frio que o final do ano... to um pouco confusa também em relação as cidades que eu devo visitar. estou pensando em ficar só 10 dias e quero ir apenas pro peru, achei lima meio longinho de cuzco... cuzco é inevitavel!!!!! machu picchu então... e depois dessas tava pensado em fazer as praias, meu roteiro ta beeeeeem cru, tenho algumas ideias mais to mt confusa, não sei em quais realmente vale apena visitar... ACEITO SUGESTÕEEEEES!!! Quantos dias voce fico japa???

Beijoss

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Muito fera!! to curiosa, você fez a trilha pra chegar em machu picchu ou pegou o trem? quero fazer essa trilha!!! to pensando em fazer essa trip em Julho agora, to um pouco preocupada com clima que é mais frio que o final do ano... to um pouco confusa também em relação as cidades que eu devo visitar. estou pensando em ficar só 10 dias e quero ir apenas pro peru, achei lima meio longinho de cuzco... cuzco é inevitavel!!!!! machu picchu então... e depois dessas tava pensado em fazer as praias, meu roteiro ta beeeeeem cru, tenho algumas ideias mais to mt confusa, não sei em quais realmente vale apena visitar... ACEITO SUGESTÕEEEEES!!! Quantos dias voce fico japa???

Beijoss

 

 

Oi Camila blz... então, eu fui de trem p/ MP já que não disponibilizava de muito tempo e queria conhecer outros lugares, eu fiquei 13 dias no Peru, está época que vc vai é legal porque é época seca, não chove... mais o frio é mais intenso mesmo...

não sei se vc vai de avião ou terrestre, mas apesar de todo mundo dizer que Lima não tem nada eu gostei... de onibus é quase 1 dia de viagem, mas de avião é cerca de 1 hora...

 

Na minha opinião, dentro do que conheço...Posso afirmar que no Peru - Cuzco -Valle Sagrado - Machu Picchu são imperdiveis ...já as as ciades que são maneiras e derrepente vc pode incluir no roteiro são - Puno (lago Titicaca) - Nazca (linhas) - Arequipa - já as praias não cheguei a conhecer outras além das de Lima/Miraflores...

 

qualquer dúvida dentro do que eu possa ajudar estou a disposição! ::bruuu::

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Então galera, pra quem ainda lembra da última parte do meu relato, na cidade de Ollantaytambo, fomos dormir cedo pra acordar de madruga e pegar o trem para o tão esperado Machu Picchu. Pedimos para o tio da pousada nos acordar, colocamos o celular pra despertar, mas nem precisou porque antes das 4 horas já tínhamos acordado e não tinha mais como dormir, tamanha expectativa.

 

Logo estávamos lá na estação, o trem sairia 5:32 e cada minuto esperado parecia demorar uma eternidade, quando partimos a emoção era muito forte.

 

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Lá vem o trêm

 

 

O trajeto de Ollanta até Águas Calientes é muito bonito, um espetáculo em meio a montanhas nevadas, túneis e paisagens de tirar o fôlego.

 

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Lindas paisagens no caminho para Machu Picchu

 

 

Chegamos em Águas Calientes, uma cidade simpática que nada mais é que a “base” de partida para o Machu Picchu. Repleta de tendas onde se pode comprar uma infinidade de coisas, águas Calientes conta com uma boa infra-estrutura de hospedagem e hotelaria.

Ali compramos o boleto de visita para a Ciudad Inca MachuPicchu – 126 soles a inteira e 63 soles para estudante estrangeiros.

Logo fomos pegar o ônibus que leva até a entrada do Parque, 7 dólares ida, optamos por voltar a pé lá de cima (seria mais 7 dólares), o que acabou sendo uma boa opção porque pelo menos tivemos o gostinho de percorrer um pedacinho da trilha.

Uma dica é levar água e algo para comer, porque lá em cima as coisas são absurdamente caras.

Finalmente estávamos na porta do Machu Picchu, logo adentramos e demos de cara com aquela paisagem tradicional que vemos nas fotos, sensação simplesmente inexplicável, indescritível, mesmo uma pessoa que já viu documentários, diversas fotos e etc, fica surpreendido pela imensidão e por toda energia que se sente ao chegar ali, é loco mesmo!!!

 

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Mais um sonho realizado

 

 

O Machu Picchu é muito rico em detalhes e mistérios, é imenso e cheio de história e como não tínhamos grana pra pagar um guia resolvemos dar um jeitinho, íamos até alguns lugares e ficávamos esperando chegar um grupo, logo ficávamos do lado ouvindo as explicações do guia, como não tínhamos pressa ouvíamos 1, 2 ou até 3 guias diferentes e cada um acrescentava um detalhe a mais, o problema é que certos momentos não aparecia nenhum guia e acabávamos por desistir de esperar, talvez perdendo informações importantes sobre o local.

 

Fomos até a ponte Inka em uma caminhada de cerca de 20 minutos com visões bem maneiras, inclusive uma das fotos que mais gostei foi tirada nesta trilha, ela esteve durante um tempo sendo a foto principal do LOCO MUNDO, pra quem não lembra é a do canto direito superior.

 

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Caminho para Ponte Inka

 

 

Subimos também a montanha Machu Picchu, ou melhor, fomos até a metade da montanha, já que começou a chover e a mata estava ficando fechada, então nos pareceu que talvez não valesse a pena a subida até o cume. Logo quando descemos encontramos as tradicionais lhamas, fiquei pensando em quantas mil fotos elas já saíram.

 

Um detalhe importante é que como chegamos depois das 8:30 da manhã já tava cheio de gente, achamos que não iria ter vaga para subir o Wayna Pichhu (já tinha lido relatos de gente dizendo que 7 horas já não tinha mais vaga), o que felizmente não aconteceu fui o número 347 a subir a montanha em um total de 400 pessoas (limite diário).

 

Em uma trilha bastante íngreme se chega ao topo do Wayna Pichu, uma visão alucinante, como tudo por ali! Meu amigo descobriu lá em cima que tinha medo de altura, nunca vi o bicho tão branco, hahaha. (ele pensava em comprar um paraglider e aprender a "voar", desistiu e foi pro mergulho) hahaha. Um detalhe que tenho que mencionar é que achei um pouco perigoso para crianças e idosos (tinham vários por lá), ou até mesmo para os menos preparados fisicamente.

 

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Vista a partir do Wayna Picchu

 

Descemos a montanha e voltamos a percorrer a velha cidade, ficando surpreendidos a cada detalhe, porque a cada lado que você olha tem alguma coisa que você pensa “caraca, como os caras fizeram isso”. Enfim, como disse acima o Machu Picchu é indescritível e inexplicável, portanto nada que eu escreva aqui vai descrever a magia daquele lugar!

 

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Machu Picchu - Indescritível

 

 

Lá pelas quatro e tantas da tarde chegou a hora de ir embora, tínhamos que descer a montanha a pé, uma caminhada de uns 40 minutos que acabou valendo a pena, descemos apreciando a natureza e tendo visões que não se tem de dentro do ônibus.

 

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Vista da descida a pé para Águas Calientes

 

 

 

Chegamos a Águas Calientes com fome e sem muita grana, comemos algumas coisas baratinhas e tomamos uma cervejinha em um dos diversos restaurantes/bares que existem na cidade, tínhamos que esperar o trem de volta que partiría as 22:00 horas, nada que um cochilo no banco da estação não ajudasse, cochilo este que foi prolongado após a chegada do trem e durou até a chegada na estação de Ollantaytambo.

Dalí pegamos uma van de 10 soles que nos levaria até Cuzco. Chegamos em Cuzco de madruga e dormimos uma ou duas horas saindo cedinho pra pegar o ônibus das 6 com destino a Puno.

Continuo logo, prometo que logo! Valew!

 

 

Obs: este tópico é a integra do que postei em meu blog:

http://locomundojapa.blogspot.com/2011/03/historia-viagens-realizacao-de-mais-um.html

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Itamar Japa

Simplesmente Fantastic!!!

Perguntinha: vou pra lá agora em Abril, vc viu alguma coisa sobre nadar com os leões marinhos, em Lima?

Pretendo trocar o "city tour" e os piscos sours por essa aventura.

Tô de bituca nos seus posts. Explicações excelentes.

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Perguntinha: vou pra lá agora em Abril, vc viu alguma coisa sobre nadar com os leões marinhos, em Lima?

Pretendo trocar o "city tour" e os piscos sours por essa aventura.

Tô de bituca nos seus posts. Explicações excelentes.

 

 

cara eu depois voltei pra lima e vi um lance de uma companhia que levava para uma ilha próxima a lima e me parece que tinha leões marinhos, se não me engana era 50 dólares ... mas não tenho certeza, porque já não tinha grana portanto não me aprofundei nas informações... mas seu eu tivesse grana iria sim! valew!

 

:)

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dae pessoal, fiz e postei no meu blog esta ultima parte do relato, um dia antes de ter ido pra Venezuela, portanto coloquei menos fotos que de costume, espero que possa ajudar alguém... abraços vai aí: ::cool:::'>

 

Então vamos lá, 6 horas da matina estávamos chegando no terminal terrestre de Cuzco com destino a Puno, objetivo chegar em Iquique ( meu parceiro tinha a volta saindo de lá) devido a informações distorcidas que nos foram passadas pela pessoa que nos vendeu a passagem até Puno, tivemos que mudar a estratégia, já que só tinha ônibus partindo de Puno para Tacna a noite ( disseram que teria a tarde), resumindo tivemos que pegar van para Julliaca, depois van pra Moquegua depois taxi pra Tacna, ali nos despedimos, meu amigo foi pra Arica no Chile eu segui pra Lima, tudo certo apesar da correria, tensão e grande aumento dos gastos.

 

Segui pra Lima desde Tacna pegando um ônibus da empresa Flores, por 38 soles (+1,50 taxa do terminal) e 4 horas de viagem até Arequipa, dali foram mais 40 soles (+1,50 taxa de terminal) e uma longa viagem de aproximadamente 18 horas. O tempo dentro do ônibus foi compensado pelas paisagens que pude contemplar na CARRETERA PANAMEIRCANA, além da adrenalina da viagem por estradas, que diga-se por sinal, muito bem conservadas e bem sinalizadas que cortam desertos, montanhas, penhascos tudo isso ligado aos motocas do Peru me pareceram um pouco loucos, mas adorei o trajeto e sinceramente pra quem tiver com tempo e necessite fazer este trajeto eu recomendo o terrestre porque é realmente bonito. Fui com a empresa CIVA e ainda tive a sorte de ter ido no primeiro banco no para brisa superior ou seja na cara do gol!

 

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Belas paisagens nas mais de 17 horas da Carretera Panamericana

 

 

Restavam-me 53 soles no bolso e eu sabia que não teria lugar onde sacar mais durante a viagem e ao mesmo tempo sabia que ia chegar “tarde da noite” em Lima, portanto teria que poupar para o Taxi, porque nem sabia em que parte de Lima era o ponto final do ônibus (muitas empresas no Peru param em sua própria sede, o caso desta que eu estava), comi um pacote de batata e um milho durante toda a viagem, pra não passar fome masquei folha de coca a viagem toda e comprovei que funciona.

Como esperado cheguei em Lima aproximadamente meia noite, sinceramente não sei em que parte da cidade, dentro da empresa tinham taxis oficiais e na rua os piratas, pela segurança de estar sozinho, sei lá em que parte da cidade e meia noite e la vai cassetada, não precisava nem dizer que fui no oficial, a corrida foi 40 soles até Miraflores (...poderia ter comido na viagem mas vai saber né). Voltei para o mesmo hostal que ficamos nos primeiros dias. Como estava sozinho foi me cobrado 20 dólares por dia com desayuno, resolvi ficar ali pela localidade e comodidade.

No outro dia cedo fui resolver meus problemas na embaixada, tudo certo beleza. Voltei a Miraflores conhecer alguns lugares que ainda não tinha visto, como a Plaza, a catedral e o Palácio Municipal também a ponte Villena Rey e algumas coisinhas mais.

 

 

No outro dia acordei cedinho, fui até o centro de Lima, andar com mais calma nos arredores da linda PLAZA MAYOR, duas quadras acima está o CONGRESSO NACIONAL e a sua frente está o MUSEO DE LA INQUISICIÓN Y DEL CONGRESSO, interessantíssimo lugar onde foram julgadas mais de 2 mil pessoas que eram punidas por praticarem outras religiões, ali é possível ver os instrumentos de tortura utilizados pela igreja católica na época, além de conhecer toda a história do tribunal. É possível passar pelos corredores onde existem os cárceres originais da época, bastante sinistro e ao mesmo tempo revoltante, tendo em vista que milhares de indígenas foram torturados por não se proclamarem cristãos. A entrada é gratuita com direito a guia.

 

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Sala de tortura no museu da Inquisição

 

Depois fui a um outro lugar muito interessante que ninguém pode deixar de ir (pelo menos eu gostei muito) é a IGLESIA Y CONVENTO DE SAN FRANCISCO, com fundação no século XVI, possuí em seu interior um museu com diversas catacumbas e milhares de ossos e caveiras espalhadas por suas sinistras galerias, o lugar funcionava como cemitério até 1821 e também foi sede do Vice-reinado espanhol. Reúne além das interessantíssimas catacumbas, diversas outras atrações como a uma imensa sala de reunião que fica em cima da igreja, uma biblioteca com mais de 25 mil livros antigos, que conta com uma entrada de luz natural porque era proibida a entrada com candelabros para evitar incêndios, o refeitório e diversas salas com pinturas e esculturas, muitas folhadas a ouro, enfim é um show histórico repleto de cultura e com uma impressionante arquitetura da época - É proibido tirar fotos em seu interior – repito, vale a visita é muito interessante.

 

Bem próximo dali está o PARQUE DE LA MURALLA, “legalzinho”, mas nada de mais, possuí algumas escavações, um museu e partes originais de uma muralha do século 17, construída ao redor da cidade para proteger a coroa espanhola de piratas e inimigos.

Depois dei uma caminhada pelo famoso calçadão JIRÓN DE LA UNIÓN, com direito a refeição (frango frito, claro) em uma das diversas POLLERIAS e logo estava conhecendo a segunda praça mais importante de Lima a PLAZA SAN MARTIN, que é muito bonita também, fundada em 1921, possui uma estatua do libertador DON JOSE DE SAN MARTÍN e é cercada por imponentes prédios de arquitetura antiga, um destes foi o primeiro hotel de Lima, o Bolívar.

Chegou a hora de voltar, tomei uma cervejinha, jantei e fui dormir, tinha caminhado muito.

 

No outro dia cedinho acordei e fui rumo ao MUSEO NACIONAL DE ANTROPOLOGIA, ARQUEOLOGIA E HISTÓRIA, foi a prática de quem tem boca vai a Roma, de pergunta em pergunta cheguei lá, uma van 1,50 foi só o que gastei, (no hostel me disseram pra pegar um taxi, que sozinho eu não ia conseguir ir de ônibus, porque tinha que ir pra lá, pra cá, blá, blá) nem foi tão difícil, rá... O museu fica na Municipalidad de PUEBLO LIBRE, em frente a PLAZA SIMON BOLIVAR (tem noção do nome?), além disso, está localizado em uma casa onde viveram os libertadores SIMON BOLIVAR e SAN MARTINS. É o museu estatal mais antigo do país e conta com um vasto e imenso patrimônio cultural, foi a vez que fiquei mais tempo dentro de um museu na minha vida, fiquei desde as 9:00 da manha até as 2:00 da tarde, tamanha a riqueza histórica existente lá. Além de todas o acervo de civilizações antigas, o que EU gostei muito foram as partes dedicadas à Simon Bolívar, Tupac Amaro e San Martins, porque será???

Ainda dei umas voltas ali pela região, conhecendo mais da localidade...

 

Já era final de tarde peguei o bus sentido Miraflores, pedi para o cobrador para descer em Barranco (um pouco depois de Miraflores) já que dizem ter um por de sol agradável lá, além de ser um “point” na noite e final de tarde, segundo informações. Eu até vi que tinha passado umas placas dizendo Barranco, até pensei que era por ali, mas achei que ia se aproximar mais da praia e tasl, mas quando o bus começou se afastar perguntei pro cara do lado se faltava muito e no fim tinha passado. Fui falar com o cobrador e ele tinha se esquecido de me avisar resultado ou eu saltava ali no meio de sei lá onde, periferia, ou voltava pro centro de Lima. O cobrador foi gente boa (depois da cagada) e me disse que van pegava pra voltar pra Miraflores, pulei ali e voltei pra MIraflores. Logo fui dormir pra acordar cedo e ir para o Aeroporto. Assim, terminou mais esta aventura, espero ter outra oportunidade de voltar para este país magnífico. Valeu povo, desculpem o tempo...

 

Esta é a integra do post:

http://locomundojapa.blogspot.com/2011/04/historia-viagens-por-onde-andei-por-la.html

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Uau!

 

Suas fotos ficaram SENSACIONAIS!

 

Passei por todos estes lugares, vi todas estas coisas mas não tirei fotos tão bacanas quanto as suas.

 

Parabéns!

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