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FabiTostes79

VIAGEM À ÁFRICA DO SUL (Agosto/2019) = 13 dias em Joanesburgo, Cidade do Cabo, Hazyview e safári por conta própria

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Decidi escrever esse relato que, prometo, será bem resumido, porque tive muitas dificuldades de achar informações que se encaixassem em minha viagem: queria fazer uma viagem econômica, incluindo um safári, mas sem dirigir (até porque eu não sei...rs) e sem contratar agências de viagem com preços para turistas europeus.

Algumas coisas eu fiz na garra e na coragem. Algumas deram certo, outras eu contei com a sorte e outras foram burradas e eu perdi dinheiro mesmo. Vou contar aqui os erros que cometi para evitar que vocês cometam o mesmo. Vou colocar o tanto que eu gastei em 13 dias de viagem e se puder resumir tudo num conselho, deixo este aqui: DEIXE TUDO PLANEJADO ANTES DE SAIR DO BRASIL. Eu não fiz isso, achando que poderia chegar lá e resolver coisas pendentes como reserva em hotel, safári, tudo de forma fácil. Mas não foi fácil. Se eu tivesse planejado tudo antes de sair do Brasil teria evitado muito estresse. Mas vale como experiência, então vamos lá:

Decidi ir para a África do Sul em julho, apenas um mês antes da viagem. Eu iria para o Nordeste, mas como a Latam fez uma promoção de 30% de desconto nas passagens para Joanesburgo, por conta da estreia do novo filme do Rei Leão, eu comprei as passagens, que saíram por R$ 1.688,03 (ida e volta, Guarulhos-Joanesburgo / Joanesburgo-Guarulhos). Por ter comprado muito em cima da hora, isso prejudicou o planejamento, que foi muito meia-boca. Mas como eu já fui para a África do Sul em 2013, achei que não seria tão problemático ir agora. Da outra vez eu fui sozinha e dessa, fui com meu esposo.

Dividi a viagem em duas: uma parte seria em Cape Town (Cidade do Cabo) e outra em Joanesburgo e o safári. Tentei dividir os dias, mas como nunca tinha feito safári, deixei mais dias para a segunda parte da viagem, o que foi meu primeiro erro. Cidade do Cabo é linda, segura, cheia de coisa para fazer e eu fiquei apenas 6 dias e 5 noites. Poderia ter ficado mais uns dois dias pelo menos. Mas como trocar a data da passagem ficaria muito caro, fiz tudo nesse curto período.

Após comprar as passagens de SP-Joburg, foi a vez de comprar os voos domésticos de Joburg (Joanesburgo) para Cidade do Cabo. As companhias aéreas menores costumam ter voos mais baratos, normalmente eles fazem promoção nos primeiros dias da semana (segunda a quarta). Deixo aqui algumas opções: Mango, Kulula, Fly Safair, South African.

Fomos de Fly Safair e pagamos 204 dólares por 4 passagens (duas de ida e duas de volta Joburg-Cape Town- Joburg). Agora, leve seu lanche, porque a companhia não dá nem água. São 2h20 de voo e eles sempre atrasam. No voo de ida foram 45 minutos de atraso e no de volta, 20 minutos.

A moeda sul-africana é o Rande. Compramos uma parte no Brasil (uma cotação de 1 rande = R$ 0,31 centavos) e levamos uma parte em dólar. Dependendo do valor que você vai pagar no dólar (eu paguei 1 dólar = R$ 4), é mais vantagem levar dólar e trocar lá. Na África do Sul consegui trocar cada dólar por 15 randes, saiu mais vantajoso do que trocar real.

Outra dica que eu dou é: se você é muito apegado à comida brasileira, leve alguns biscoitos e seu café instantâneo, porque até o Nescafé de lá é diferente. Muitos hotéis e pousadas não dão café da manhã ou cobram à parte por isso, às vezes você irá pagar caro e o café nem é lá essas coisas. Boa parte dos lugares que eu fiquei tinha uma chaleira e um micro-ondas no quarto. É costume deles, então é muito mais vantagem você levar seu café daqui e só comprar o pão por lá, ou comer biscoito. As hospedagens não se incomodam de você levar comida para o quarto.

Também leve os remédios que você costuma tomar (pode ser bem difícil achar lá) e faça um seguro viagem. Nós orçamos um pelo Seguros Promo. Lá não tem SUS, o atendimento médico é pago até pelos locais e um dia de internação para estrangeiro pode custar até 600 dólares. Eu fiz um seguro pra mim e pro meu esposo, com a Travel Ace e ficou R$ 167,58. Dividi em três vezes pelo cartão. Ainda bem que não precisamos usá-lo, mas cobre emergências e até extravio de mala.

Outra coisa que você não pode esquecer é de tomar vacina contra febre amarela. Vc precisa pegar o cartão internacional na Anvisa.

Ah, lá, a tomada também é diferente, mas não compramos adaptador. Em todos os locais que ficamos já tinha. Vão te oferecer um adaptador por 300 randes no aeroporto. NÃO COMPRE! Em mercadinhos vc acha por 50 randes ou menos.

 

CHEGADA EM JOANESBURGO

Com todas as coisas prontas, viajamos. Saímos de SP no dia 17 de agosto de 2019, às 17h55, e chegamos às 7h20 do dia 18 em Joanesburgo. O fuso horário é de + 5h na África. A viagem é bem cansativa e se você não conseguir dormir no avião, esquece o 1º dia na África: tudo que seu corpo vai querer é uma cama pra dormir. Mas voltando à viagem: CUIDADO NO AEROPORTO DE JOANESBURGO. É o maior da África e um pouco confuso de você se locomover e você ainda tem que escolher bem pra quem você pede ajuda ou informação. Pelo menos eu tive péssimas impressões: as pessoas não se mostram nem um pouco dispostas a ajudar, a não ser que você pague. E em dólar. Você verá muita gente de colete se oferecendo para carregar suas malas. NÃO ACEITE. Nós paramos um policial para perguntar qual era o melhor lugar para chamar um Uber. Ele nos pediu para segui-lo e nos levou a um motorista, clandestino, amigo dele que queria negociar o valor da corrida e não chamar pelo aplicativo. Um policial agiu dessa forma!!!

As melhores pessoas pra você pedir informação são os funcionários das companhias aéreas ou nos balcões oficiais de informação, mas se eles te oferecerem algo, como chamar alguém ou te levar a um determinado local, sempre pergunte antes se haverá custos, para evitar surpresas.

Outra coisa, o Uber é bem carinho em Joanesburgo. Uma corrida de 7 km para a pousada nos custou 104 randes, ou seja, quase R$ 35, somando o IOF porque colocamos o Uber para ser descontado no cartão. Outra coisa importante é que você terá de comprar um chip de internet de lá. Compramos no aeroporto mesmo, da Vodacom. Os preços no aeroporto são bem salgados, mas como nossa pousada não incluía serviço de transfer, e queríamos acompanhar pelo nosso celular o trajeto da corrida do uber, decidimos comprar. O chip com 2 gigas de internet custou 355 randes (sempre leve em conta que cada rande me custou R$ 0,31, então o chip saiu por R$ 110,05).

Não vale a pena ficar em hotéis ou pousadas perto do aeroporto se você for passear em Joanesburgo. A região perto do aeroporto não tem nada e é longe de tudo. Além de meio perigosa. Eu fiquei perto do aeroporto porque no outro dia iria embarcar para Cape Town, o que foi outra burrice minha. Deveria ter comprado a passagem para o mesmo dia ir para Cape Town. O dia que a gente chega à África é meio perdido, então valeria mais à pena ir logo para Cape Town. Mas enfim.

Eu fiquei hospedada perto do aeroporto e após fazer check-in decidi ir de Uber para o Museu do Apartheid. Uma facada. Por ser muito longe, o Uber custou 376 randes para ir e mais 374 randes para voltar. Mais a entrada do museu (100 randes por pessoa), foi um passeio bastante caro e que quase não aproveitamos, pois foi difícil prestar atenção nas coisas – e tem muita coisa legal para se ver – com tanto sono. Tem transporte público lá sem ser o Uber, mas ninguém aconselha turista a usar. Ninguém mesmo, desde os locais até a embaixada. Tem o Gautrain que é um metrô que sai do aeroporto, mas só vale a pena se vc tiver sozinho. O preço dele para duas pessoas é caro e fica mais em conta pegar o Uber mesmo.

Então, se você vai ficar mais que um dia e quer passear em Joanesburgo, a dica que eu dou é para você se hospedar numa área mais bem centralizada, como Rosebank, Sandton ou Melville. É de Rosebank que sai aquele ônibus vermelho turístico (City Sightseeing), ele passa pelos principais pontos de Joanesburgo (custa de 180 a 220 randes, dependendo do dia), como uma velha mina de ouro que você poderá entrar e explorar, zoológicos e o Museu. Aliás, se você tiver que escolher uma única atração para visitar em Joanesburgo, que é uma cidade muito grande e que inspira um pouco de insegurança, vá ao Museu do Apartheid. É muito legal para você ter noção do que foi o Apartheid e as consequências que esse sistema gera até hoje na população sul-africana. Na verdade, o que eu percebi é que o apartheid acabou só no papel, na prática, ele continua vivo. Os negros formam a maior parte dos desempregados (o desemprego gira em torno de 30%) e os que trabalham ocupam sub-empregos. A desigualdade social lá é ainda mais gritante do que no Brasil.

 

TOUR NA CIDADE DO CABO

No 2º dia fomos para Cape Town. Reservamos um flat em Green Point, pelo AirBnB. Ficamos na principal avenida do bairro (Main Road), onde tem muitos restaurantes e dá para ir a pé para o Waterfront, a zona portuária que é o ponto mais badalado da cidade. Lá tem de tudo, bons restaurantes, apresentações culturais, as melhores lojas de souvenir e também é de onde sai os principais passeios. Então, minha dica é que você se hospede perto do Waterfront. Como os hotéis são bem caros lá, AirBnB é uma opção. Pagamos R$ 743 (reais) por 6 dias e 5 noites. O flat era todo montado, com banheira, cozinha toda equipada, porteiro 24h e tinha até piscina. Como fomos no inverno, não utilizamos.

No Waterfront tem um shopping com restaurantes para todos os bolsos. Fomos numa rede chamada Ocean Basket, que tem os famosos pratos de fish and chips. A refeição simples (peixe + arroz + batata + molho) fica em torno de 70 randes e serve uma pessoa. Ali próximo tem um galpão chamado Food Market que tem muitas comidas gostosas, estilo comida de rua. Mas giram em torno desse preço (60 a 100 randes por pessoa).

Definimos quais os passeios que faríamos: City tour com o ônibus vermelho passando pela Table Mountain; Cape Point, que é o Cabo da Boa Esperança + a Ilha dos Pinguins; Robben Island, que é a ilha onde Mandela passou 18 anos preso; visita ao aquário e separei um dia para ir a Worcester, uma cidade do interior, para visitar uma amiga.

No dia que chegamos ficamos só no Waterfront mesmo apreciando a cidade. Fomos ao supermercado e compramos algumas coisas de café da manhã e jantar. No dia seguinte, fomos no ônibus vermelho para o city tour. Compramos com ele um pacote que incluía o passeio pela cidade, as entradas na Table Mountain, as entradas para o aquário e o passeio de dia inteiro para o Cabo da Boa Esperança e a ilha dos pinguins. Custou 2.580 randes para um casal. Antes, porém, fomos até o guichê que vende os passeios para a ilha do Mandela. Lá, é preciso comprar com antecedência. Era segunda-feira e só conseguimos ingresso para a sexta. Bom analisar bem o dia também, porque se você desistir de ir, eles não devolvem o dinheiro.

Há duas rotas para fazer o city tour no ônibus vermelho: a rota vermelha, que vai pela cidade e inclui a Table Mountain e a rota azul, que faz a rota do vinho, com direito a degustação e passeios nas fazendas. Se você acordar cedo é possível, com o mesmo bilhete, fazer as duas rotas, porque há pontos onde as rotas se cruzam. Você pode subir e descer dos ônibus o dia inteiro. É bem legal. No site, costuma ter promoções e descontos para os bilhetes, eu fui direto ao guichê e comprei o pacote, o que também não ficou ruim porque eu fiz uma sondagem e lá era o lugar mais barato.

A visão que você tem da cidade ao subir a Table Mountain é incrível. Eu subi de teleférico, mas é possível fazer trilha a pé. Leve um casaco, mesmo no verão, lá em cima venta muito. Eu quase congelei, quando eu subi a sensação térmica era de 5 graus.

No dia seguinte fomos para Cape Point. O ônibus vermelho é fechado, com ar-condicionado, e tem um guia que vai contando a história de tudo. Passamos pela praia de Muizenberg, muito linda. Lá no Cabo da Boa Esperança fizemos uma pequena trilha de 45 minutos (um pouco puxada para quem não tem condicionamento), subimos no farol e nos encantamos com as paisagens. Que lugar lindo! Na volta, visitamos a ilha dos pinguins. É um passeio de dia todo e chega no final do dia você está exausto. Tudo o que eu fiz foi chegar no flat, ir à padaria ali perto, comer um sanduíche e dormir.

No terceiro dia (que foi uma quinta-feira) fomos para a rodoviária de Cape Town porque pegaríamos um ônibus para uma cidade chamada Worcester. Como já disse, o sistema de transporte é bem complicado, até para viagens intermunicipais. O nosso aqui do Brasil, mesmo com todos os defeitos, dá de mil a zero.

Na sexta-feira fomos para a Ilha do Mandela. O passeio também é muito legal, você vai de lancha para a ilha e, lá, os ex-prisioneiros são os guias que te contam toda a história, visitando as celas, passeando de ônibus pela ilha. Ao todo, o passeio dura 3h e o preço é um pouco salgado: 550 randes por pessoa e, como eu já disse, não devolvem o dinheiro se você desistir e parece que nem pode vender para outra pessoa também. Fomos no horário de 11h e voltamos às 14h. Atrasou um pouco e chegamos por volta das 15h. Comemos um wrap no Food Market e fomos andar na Long Street, que é uma rua de comércio da Cidade do Cabo. Lá tem muitas lojas de artesanato, muitos hostels, restaurantes, tem um bem famoso voltado para turista que é o Mama África, que serve carne de caça como espetinho de crocodilo, ao som de apresentações culturais. Não fui, mas dizem que é muito bom.

No sábado, antes de seguirmos para o aeroporto e voltarmos para Joanesburgo, fomos ao aquário. Muito bacana também, tem tubarão, pinguim imperador, uma variedade de peixes que eu nunca nem tinha ouvido falar. É um programa muito legal para quem gosta de vida marinha.

Me arrependi de não ter ficado mais tempo em Cidade do Cabo, porque embora tenha feito os principais passeios, é uma cidade muito gostosa. Dá vontade de morar lá. Até pensei em trocar as passagens, mas como não tinha pago ainda o safári, achei que poderia faltar grana, então, segui. Mas se pudesse voltar atrás, teria ficado mais dois dias em Cape Town.

 

NOVAMENTE EM JOANESBURGO

Chegamos em Joanesburgo com a missão de resolver, em um dia, a ida para o safári. Não conseguimos. Perdemos o sábado e o domingo tentando achar uma forma de chegar a Hazyview, que é uma cidade a 6h de Joanesburgo e a mais próxima de um dos portões do Parque Kruger (o Phabeni Gate).

No aeroporto há serviço de transfer, mas é caríssimo e as companhias que tem vans que fazem o traslado, como a Ashton e a Citybug, não tinham mais vagas. Pesquisamos muito até que achamos a empresa de ônibus Citiliner, que faz a linha Joanesburgo-Hazyview. Sai às 8h da rodoviária e chega por volta das 15h20 em Hazyview. As passagens custaram 250 randes cada. O preço foi mais barato, já que as vans custavam de 440 randes a 710 randes. Mas o ônibus também demora mais de chegar. Há outra empresa que faz esse percurso, a City to City, mas não recomendo. Os ônibus são sujos e sempre atrasam, aconteceu comigo na viagem a Worcester.

Fechamos com uma pousada que nos passou bons preços para o safári e a rota Panorâmica. Meu plano era fazer um dia inteiro de safári, depois um outro à noite, visitar o reino da Suazilândia, e voltar para Joanesburgo fazendo a rota Panorâmica. Só que, ao chegar à pousada, não era bem aquilo que nos passaram. A recepcionista, que era estagiária, passou o preço errado da Rota Panorâmica, que de 2.500 randes pulou para 4.250 randes e depois para 6 mil randes. Falamos com ela que só fomos para lá por conta dos valores, pois havia a possibilidade de fazer safári em Pilanesberg que fica a 2h30 de Joburg, mas não teve jeito. Tivemos que falar com o dono sobre os valores desencontrados e de 6 mil fechou em 4.250 randes. Como já estávamos lá e a internet era complicada, não tivemos tempo para procurar outra companhia, então pagamos. Mas isso nos gerou muitos aborrecimentos, é aquilo: o barato muitas vezes sai caro.

Fizemos o safári de dia inteiro com a Hazy Tour e o guia Bongani e foi muito legal. Paguei 1.625 randes para um casal. E o safári foi das 5h30, hora que o guia te pega no hotel, até às 15h30. Vimos 4 dos Big Five (Big Five = os cinco maiores animais mais difíceis de ver no safári: elefante, leopardo, leão, rinoceronte e búfalo). Só faltou o rinoceronte. Essa questão de melhor horário pra ver os bichos é balela. Vai de sorte. Todo mundo nos falou que ao amanhecer e ao entardecer são os melhores horários para ver os animais, mas, pelo menos no inverno, vimos mais bichos, inclusive 3 leopardos, no horário mais quente: entre 10h e 13h. Fizemos um safári sunset, pegando o pôr do sol e parte da noite e só vimos hienas. A parte do parque chamada Skukuza realmente tem mais bichos.

No safári de dia todo, o guia te pega naqueles carros abertos às 5h30 da manhã, por isso prepara o casaco porque o vento é gelado. Tem até cobertor no carro. Mas ao longo do dia vai esquentando. Pegamos 30 graus durante a tarde. À noite esfria de novo. Aliás, o clima da África do Sul segue o clima da região sudeste do Brasil, com as mesmas variações. Num mesmo dia pode fazer frio, chuva e sol.

A cidade de Hazyview não tem quase nada pra fazer além do safári. Por isso, se tiver oportunidade de se hospedar dentro do Parque Kruger, acho que vale a pena. Mas lá dentro você precisa ter carro ou contratar uma agência. O parque oferece hospedagens pra todos os bolsos, desde área pra camping a hospedagem de luxo e também alguns safáris de 3h cada, mas o restante do dia fica por sua conta. Sem carro próprio ou sem agência, fica impossível fazer o safári, o parque é enorme e são poucas as áreas que você pode caminhar a pé. Na pousada que ficamos em Hazyview pagamos 1.800 randes por 4 diárias.

Nosso último dia em Hazyview contratamos um passeio que incluía Rota Panorâmica + transfer para Joanesburgo. Foi muito legal, apesar de corrido. Tivemos alguns problemas de comunicação com a pousada e saímos 10h de lá. Passamos pela God's Windows, Lisbon Falls, Portholes e Three Rondavels. Esses dois últimos são incríveis, nunca vi cenários tão deslumbrantes. Todos eles pagam pra entrar, mas são ingressos baratinhos, tipo 15 randes. O mais caro foi o Portholes que custou 63 randes por pessoa. Lembrando que o passeio e o transfer, com um motorista, nos custou 4.250 randes. Chegamos em Joanesburgo às 22h.

Nossa passagem de volta estava marcada para às 12h10. Se prepare pra chegar com 3h de antecedência no aeroporto. Chegamos com 2h30 e quase perdemos o voo. Passamos no Tax Refund, que é um setor que você apresenta suas notas fiscais de produtos comprados e eles te devolvem uma taxa (o VAT). Só que isso é muito demorado. Primeiro porque você tem que mostrar a nota e o produto, então não vale comida, nem serviços e nem passeios. Depois você passa por três guichês para fazer a mesma coisa pra, por fim, você pegar o dinheiro. Isso levou todo o nosso tempo e nem tivemos como gastar os randes que pegamos de volta com a devolução das taxas. Muita burocracia, acho até que é de propósito pra você não ir até o final e pegar o dinheiro. Tivemos que sair correndo pra pegar o voo e chegamos na última chamada. Ficamos, então, do dia 18 ao dia 30 de agosto na África do Sul.

Algumas impressões:

Se for sair à noite e tiver dizendo no bar que eles fecham às 20h, eles vão fechar às 20h em ponto, mesmo se você tiver na metade da sua bebida. Eles apagam tudo, fecham tudo e deixam você lá. Não vendem nem uma bala após o horário.

Serviço público e informações na África do Sul são complicados. Não sei se eu fiquei com má impressão do policial que, logo na chegada, me levou para um motorista clandestino, mas percebi que não há por boa parte dos servidores uma preocupação em atender bem o turista. Uma das atendentes do TAX Refund nem olhava na nossa cara para nos atender, no celular ela estava e no celular ela ficou, mesmo a gente ali fazendo perguntas, cheios de dúvidas.

Em contrapartida, fomos muito bem atendidos nos serviços privados, hoteis, pousadas, passeios... de uma forma geral, tirando um probleminha ou outro de comunicação, tudo foi muito bom.

É muito mais cômodo e tranquilo comprar um pacote de uma agência para fazer o safári, mas todas que eu pesquisei ficavam em torno de 14 mil randes para um casal, ou seja, quase R$ 5 mil para 4 dias de safári. Tive muita dor de cabeça para fazer o meu roteiro, mas se vc dirige ou tem tempo de planejar tudo daqui do Brasil vc irá gastar menos ainda que eu. Lá é mão inglesa, mas as estradas são ótimas. 

Joanesburgo e Cidade do Cabo são como água e vinho. Então, se você não for fazer safári, dois dias é mais do que suficiente para ficar em Joanesburgo. Não faça como eu, separe mais tempo para C. Cabo.

O povo africano é muito acolhedor e amável. Quando você fala que é brasileiro, então, eles puxam conversa, falam o quanto gostam do Brasil... Gostaria de ter passado mais tempo lá para ouvir suas ricas histórias e aprender mais de sua cultura. É a segunda vez que vou pra África e voltaria uma terceira vez. Amo aquele lugar!  É isso. Espero ter ajudado!

Se tiverem alguma dúvida, fiquem à vontade para perguntar. Respondo mais rápido pelo e-mail e também posso mandar mais fotos:

[email protected]

Fabiana Tostes

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Olá Fabi, tudo bem?

Estou indo com minha esposa para à África do sul semana no final de setembro, e ainda tenho algumas dúvidas, será que você poderia nos ajudar???

Vamos ficar meio dia e + 2 dias inteiros em Cape Town, e o nosso roteiro será de fazer 1 dia o tour com o ônibus vermelho (vamos acordar bem cedo p/ pegar o primeiro ônibus das 09:00-09:30), para tentar fazer os principais trajetos pela manhã (incluindo subida na table moutain), na parte do almoço e parte da tarde queremos fazer o trajeto com o ônibus azul, para irmos até Hout Bay, parque botânico e etc.. será que um dia eu consigo fazer isso tudo?

No outro dia vamos fazer o passeio para o cabo da boa esperança também pelo ônibus, minha dúvida é em relação ao almoço por lá (se tem uma pausa em algum restaurante, ou não tem nenhuma parada) e se o passeio é organizado, pois nem eu nem minha esposa falamos inglês, então vamos ter que ficar sempre atentos em relação ao pessoal, pois já vi alguns relatos de pessoas que foram esquecidas la por conta desse passeio, então ficamos meio receosos.

Quanto ao câmbio, você fez o câmbio em qual agência, próxima a Water Front teria alguma??

Espero que possa me ajudar.

Obrigado!

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