Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Travessia Ponta da Joatinga - Sozinha na trilha da Praia do Engenho a Laranjeiras

Postado

Bom dia, pessoal

 

Vou deixar aqui a travessia que fiz nesse último final de semana pela ponta da Joatinga até Laranjeiras. De inicio, um amigo iria comigo mas, na Sexta mesmo acabou desistindo. Eu não iria deixar para lá, já havia pesquisado vários infos do local e peguei várias dicas do tópico do Valdinei, que podem acreditar, está minuciosamente detalhado sem erros e com ele, ficou fácil as localizações a-travessia-da-ponta-da-joatinga-t33398.html. Decidi que iria mesmo que sozinha. No final do dia, um conhecido decidiu se aventurar e também ir, creio que ele se arrependeu muito depois, conforme eu vou mencionar mais para a frente no relato. Final da tarde, e nada de passagens para Parati, resolvi que iria diretamente na Rodoviária do Tiete e ver o que poderia ser feito. Assim que o Roberto chegou, compramos as passagens para Ubatuba e tentariamos fazer outras baldiações, pois para Parati só as 15:00hs do Sábado. Pegamos o bus das 22:00hs e chegamos em Ubatuba por volta de 02:40hs e esperamos na rodoviária o primeiro bus para a divisa entre Ubatuba e Parati (Picinguara Divisa) ele passou 4:40hs e nos deixou na divisa (cachoeira da escada) as 5:40hs. As 6:00hs o ônibus para Parati chegava e avistavamos um amanhcer que parecia promissor, embora a previsão do tempo tenha desanimado. Chegamos em Parati as 7:20hs e agora era procurar quem nos levasse para a Praia do Engenho. Falamos com 3 barqueiros e todos cobraram na faixa de 150,00 a 200,00 e a gente não tinha grana para isso não. Logo, um grupo que iria para o Pouso do Cajaiba apareceu e aproveitamos para dividir a despesa embora não fosse caminho. Tudo acertado, partimos para a praia do Engenho onde o barqueiro não conhecia muito bem, porém, chegou direitinho (barco Passione 24 9256-3058).

 

Chegamos na praia do Engenho as 9:24hs e começamos a subida, owww subidinha miserável viu, ingreme demais e eu sou muito fraca para subidas, canso fácil. Passamos pela ponta do Cajaíba e sempre com o receio de ter pego algum desvio mas, as 11:40hs avistamos a Praia Grande. Maravilhosa, areia grossa e vermelha mas, as ondas estavam muito fortes, a beleza da praia é sem igual. Não havia ninguém, toda aquela extensão de areia só para nós, muito bacana mesmo. Almoçamos, furamos dois cocos que estavam de bobeira por ali e seguimos para a trilha no final da praia. A próxima praia seria a Praia de Itaoca, onde têm pedras enormes na areia, muito amistosa e também vazia. Seguimos para a próxima, Calheus. Essa não gostei não, há vila de pescadores é mais intensa e esgoto segue para o Mar, muitos barcos na praia e não curti muito não. Seguimos em direção a Praia de Ipanema, passamos por algumas bicas e uma cachoeira, como a água estava convidativa, entrei para um mergulho rápido em seguida, começou uma garozinha gostosa, fina e que não atrapalhou em nada, o dia continuava claro, embora já fosse mais de 16:00hs. Seguimos para a Praia do Pouso, no caminho, encontramos uma entrada para a esquerda e decidimos ver onde daria. No final, há uma gruta com espaço suficiente para 3 barracas e ainda dá para bivakar fácil, a Rocha impede a chuva e é um ótimo abrigo. Decidimos dormir por ali mesmo. Depois de montadas as barracas, apaguei totalmente e só acordei no dia seguinte as 6:00hs. Partimos em seguida para o Pouso assim que arrumamos todas as coisas. Subimos a encosta e de volta a trilha, mais 5 min estavamos na praia, estavamos economizando grana então, não queriamos pagar camping, e naquela praia acredito que só pagando. Nessa praia, cheguei primeiro e tive qe esperar o Roberto que já dava sinais que estava desistindo, ritmo mais lento e tal. Após sua chegada, partimos em direção a Praia de Martim de Sá... Com uma hora de subida, você chega ao topo da montanha e consegue tirar fotos bem bacanas, essa trilha foi a mais gostosa dentre todas do percurso, parece um bosque e o clima é super agradavel. Mais alguns minutos, eis que surge a praia Martim de Sá, particularmente, a Praia mais linda do percurso na minha opinião. Bom, o Roberto ainda estava bem atras então, decidi tomar um café local com Broa de milho, fresquinha acabada de sair do forno ::otemo:: . Hummm, uma delicia. Acabei de tomar o café, eis que surge o Roberto dizendo que queria ir em um ritmo mais lento e queria "socializar" com os nativos, resumindo, estava desistindo mesmo ::lol4:: . Eu não iria desistir aqui, mergulhei na praia por alguns minutos e estava muito bom, águas calmas e com extensão de areia no mar, bom pra mim que não sei nadar. Estava muito bom, queria ficar mais porém, a travessia tinha que ser concluida. Me despedi do Roberto e parti sozinha para continuar a travessia.

 

Agora seguindo meu ritmo, passei pelo saco das Anchovas e confesso que deu vontade de ficar por ali um bom tempo, lugar lindo demais. Mal sabia o perrengue que iria passar em seguida ::hein: . Segui a trilha seguindo as infos mas, havia uma bifurcação e acabei pegando subindo na trilha mais batida, acabou que não era essa mas, só fui descobrir bem depois. O povo da praia de Martim, disse que haviam Duas árvores gigantes caidas no caminho e que dificultava o acesso a trilha que ficou escondida, eu descobri como uma informação a mais confunde a cabeça da gente. Segui a trilha, subi, subi e subi até que entrei em um caminho que a trilha simplesmente sumiu. Continuei e logo avistei um caminho em mata mais fechada e comecei a ficar na dúvida se estava certo. Subi mais e passei por uma gruta com estrutura para abrigar caçadores, havia até panela de pressão, bica de água improvisada com canos e mesa de madeira feita com galhos. Bom, ao lado havia uma subida ingreme, decidi subir e ver o que tinha por lá e se era o caminho, a trilha estava bem batida até aparecer a primeira árvore tombada. Olhei, circulei e consegui passar, a trilha estava mais para baixo o que já me deixou mais receosa ainda, por que estava ainda mais fechada, porém, pisada. Segui, logo uma outra árvore ainda maior, consegui cruzar e não encontrava a trilha de jeito nenhum, decidi subir e ver se ela aparecia e nada, desci e também nada... Putz, me perdi!... E eu ainda estava sem telefone, era pedir para acontecer M**** né? Decidi voltar para não ter que ficar perdida por ali, achei o caminho e decidi que iria até a praia de Martin e pegaria um barco até a próxima praia, eu é que não iria querer me perder naquela mata sozinha e sem telefone. Mais a idéia de voltar me entristecia, sem contar o tempo que perdi nesse vai e volta. Bom, quando fui descendo a trilha levei um tremendo susto que de branca eu devo ter ficado amarela, ouvi um barulho na mata e não era os muitos Lagartos que fogem do nada na trilha e sim um barulho mais alto como de pego de surpresa. Parei, olhei, tentei localizar e não vi nada, ai que veio o barulho mais trash ainda, como um respirar arfado alto, meio pausado... Nossa, ai eu pirei, só faltava ser uma Onça, ou uma Jaguatirica, ou até uma Jaguatironça... Peguei o maior galho que vi e saquei a faca que já estava no meu bolso desde o inicio da trilha e apertei o passo. Sempre olhando para tras, seja o que for, ficou onde estava.

 

Mais adiante, avistei aquela bifurcação que havia visto no inicio e achei ser a errada, bom, decidi ir ver e em algum lugar aquela trilha iria dar. E não é que depois de 1 hora de caminhada eu descobri que essa sim era a trilha certa??.. Eu estava exausta, toda arranhada e com aquela sensação de ter falhado ao ter perdido tanto tempo. Enfim, só não iria desistir. E fui em ritmo mais lento sentido Praia de Cairuçu, passei pela praia e segui sentido Ponta Negra, como eu já não tinha mais relógio (usavamos o celular do Roberto para saber os horários), eu não sabia se estava perto de anoitecer ou não, sei que perguntei na primeira casa que vi sentido Cairuçu e já eram 16:30hs. Continuei, enchia o cantil sempre que passava por água e caminhei, as pernas doiam e estava com fome, so estava com aquele café da manhã e algumas bolachas no estômago. Fui seguindo devagar, ai eu vi que iria escurecer mesmo e decidi encontrar um local para acampar, a idéia inicial era chegar até a Gruta Toca da Onça que o Divanei mencionou no relato dele mas, como eu passei por várias bifurcações, ainda tinha dúvidas se estava mesmo no caminho certo, depois de ter errado, fiquei com um P*** receio de errar novamente e perder mais tempo e energias. Encontrei outra bifurcação e enfim, decidi descansar as pernas e na manhã seguinte seguir a trilha. Montei a barraca no espaço que tinha e como deu para ser montada, foi uma noite muito mal dormida. Cochilava e acordava a todo momento e meu dedão do pé direito doia muito, tomei um Dorflex e melhorou um pouco, já estava sem água e amanhã eu precisava achar água urgentemente.

 

Quando começou a clarear, levantei e arrumei tudo. Segui pela trilha confiante de que estava certa, e realmente estava. Percebi isso quando passei por uma bica de agua e finalmente bebi e bebi muita água :D . Em seguida, eis que surge a gruta... No estado que eu estava ontem, maiiii nunca que eu iria conseguir chegar ali antes de anoitecer, foi uma boa parar lá atras mesmo. Visto que estava na trilha certa, a confiança foi redobrada aumentei o ritmo. Agora era a descida sentido a Praia de Ponta Negra, uma descida interminavel, quem faz a trilha ao inverso deve sofrer pacas com a subida, sério, parecia que não iria acabar nunca aquela descida. E desce, desce e desce mais... Cheguei em Ponta Negra as 9:13hs e não curti essa praia não, haviam redes em toda a praia, na certa, os pescadores estavam se preparado para sair. Foi aqui que eu vi um monte de criança, correndo para lá e pra cá. Decidi seguir para Galhetas, 15 minutos estava em Galhetas, uma praia cheia de pedras mas, como o dia estava lindo demais, consegui tirar fotos ótimas sem contar um monte de Gaivotas que estavam sobrevoando as pedras.

 

Segui até o final e peguei uma encosta não muito ingreme e em alguns minutos estava na Praia da Antiguinhos, mais alguns minutos voltando na trilha, estava na praia de Antigos. Mais uma vez, estava só na praia... Tudo aquilo só pra mim, a praia é lindissima... Águas calmas e uma vista de cair o queixo. Fiquei um tempo por lá curtindo, dai pensei que ficar sozinha por ali poderia nao ser uma boa caso aparecesse alguém, então, decidi seguir. Sobe mais uma vez, depois de uns 30 minutos, no topo do morro eu conseguia ver a praia do sono em toda sua extensão. A descida é complicadinha, escorrega mas, consegui chegar na praia do sono sem dificuldades. Caminhei pela praia, sentei e olhei o mar por um tempo mas, sinceramente, não foi uma praia que curti não. Já havia sido convidada para ir para o Sono anteriormente e nunca dava para eu ir, finalmente, consegui o Sono e não achei grande coisa. Prefiro a Praia dos Antigos, com certeza ali do ladinho. Meu pé doia, minhas costas reclamavam e eu ainda tinha que subir o último morro para ir para Laranjeiras. Não sei que horas era nesse momento mas, cheguei no ponto de ônibus as 14:10hs. Em meio a olhares estranhos pra mim, afinal, estava um caco e toda arranhada, suja e etc... Tentei dar um jeitinho mas, banho é banho né rss. Desci em Parati e fui direto ao banco, estava com pouca grana e não sabia se a rodoviária aceitaria cartão. Quando cheguei a má noticia, bus para São Paulo só as 23:10hs... Nossa, não era nem 16:00hs ainda... Resolvi esperar para ver se haveria alguma desistência no bus das 16:40hs e não tive sorte. O jeito então foi trocar a passagem para Taubaté no bus das 17:00hs e de Taubaté eu peguei o bus para São Paulo. Foi uma correria mas, consegui chegar em casa antes das 02:00hs da manhã. Nem preciso dizer que dormi um bocado nos ônibus, e minhas costas me matavam... Ahhh saudade dos meus 20 anos, meu corpo recuperava-se muito mais depressa rssss.

 

Bom, essa foi a travessia da Ponta da Joatinga, e foi excelente... Assim que possivel, vou postar algumas fotos aqui... Prometo!!

 

Dias da travessia: 17/12 (noite) a 20/12.

 

Trajeto: Cais de Parati; Praia do Engenho; Ponta da Cajaiba; Praia Grande; Itaóca; Calheus; Ipanema; Praia do Pouso; Martim de Sá; Cairuçu; Ponta Negra; Galhetas; Antiguinhos; Antigos; Sono; Laranjeiras. ::lol3::

Editado por Visitante

  • Respostas 46
  • Visualizações 19.7k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Featured Replies

Postado
  • Membros

Lucil

 

Sou teu fã.

Parabéns pela coragem.

 

O "ponto" que você se perdeu eu também entrei errado quando passei por lá. Orientado por uma familia de caiçara que vinha sentido contrario. Achei estranho mas entrei na trilha. Caminhei menos que você..uma meia hora..40 minutos...e voltei.

 

Esse é o segredo..saber voltar. Parabéns

 

Passei o link do teu relato para muitas amigas...que sirva de exemplo.

 

Abração

  • 2 semanas depois...
Postado

Essa é uma travessia que vale muito a pena, recomendo tanto fazê-la solo quanto com bons amigos, as paisagens são maravilhosas e há muitas outras possibilidades de exploração, inclusive, esses caminhos que o Jorge citou.

Quando fui, fiquei interessada em conhecer o Farol mas, acabei não indo pelo pouco tempo disponível e por não ter conseguido maiores informações quanto ao caminho para chegar até ele... Com certeza, quando eu for novamente nessa travessia sentido contrário, começando por Laranjeiras, eu quero ir no Farol.

 

Jorge, já deve ter voltado, depois manda o link do relato, quero sentir mais saudades desse lugar e conhecer os outros caminhos que percorreu.

 

Pi, há muitas trilhas batidas naquela direção de Ponta Negra, ai fica complicadinho mesmo saber qual a certa mas, é esse esquema mesmo, sabendo voltar é só pegar outra picada e nunca desistir!!

 

;)

Postado
  • Membros

Parabéns pela travessia e pelo relato. Fiz a versão mais curta, iniciando em Pouso de Cajaiba em dezembro de 2009. Foi show. Em pouso nem precisei montar barraca, pois aluguei a parte de cima da casa de um morador por R$20,00 para duas pessoas. Para mim é fundamental ficar pelo menos um dia inteiro em Martins Sá, a praia é muito linda e conviver com a cultura da família que lá reside é muito legal. Chegou a conhecer uma senhora, acredito que quase que centenária, que vive lá? De Martins Sá para Ponta Negra realmente é trash. A subida é muito íngreme, muito puxada. Pegamos algumas vezes as bifurcações erradas, mas em todas as vezes percebemos logo que era o caminho errado. O segredo é sempre seguir pela trilha onde pode-se ver às raízes das árvores. Quando você pega a trilha errada, logo ela começa a encurtar e a vegetação logo cobre a trilha. Ponta Negra também não estava muito atraente quando fui. Havia sacos e mais sacos de lixo na praia. Acredito que era o dia que algum barco leva o lixo do local. Adorei a praia do Sono. Não estava muito cheia. Fiquei uma noite por lá também.

Agora, quem sou eu para te dar conselho, não conheço suas experiências em trilhas, mas fazer essa travessia sozinha, chega a ser um pouco de irresponsabilidade. Olha, tem muita cobra, principalmente no trecho entre Martins Sá e Ponta Negra. Há a possibilidade de torcer um pé, tomar um tombo, passar mal, etc. Sem alguém para procurar socorro, sua situação pode ficar complicada. Além disso, acredito ser fundamental ter meios de comunicação (apesar de em boa parte o celular não funcionar), mapas e relatos detalhados e se possível um GPS. Eu fui com um relato super completo, que indicava vários pontos para orientação (árvores, pedras grandes, cachoeiras, etc), além de dizer a altitude e o tempo estimado para cada deslocamento. Outra opinião, mais pessoal ainda, não querendo criticar sua atitude, é que para mim "quem sai junto chega junto", nunca andaria mais a frente de um companheiro de trilha, muito menos o deixaria no meio do caminho. Desculpa, não é uma crítica, apenas minha opinião e é assim que gostaria de ser tratado caso fosse eu que estivesse em maus lençóis. Mas, como deu tudo certo, acredito que vá tirar algumas lições de tudo que ocorreu.

No mais, valeu pelo relato, matou minha saudade e deu vontade de logo voltar lá.

Abraço!

Postado
  • Membros

PS: "Chegou a conhecer uma senhora, acredito que quase que centenária"

 

Da ultima vez que estive em Martim de Sá, em novembro, esta senhora estava lá firme e forte, participando de tudo, pitando seu cigarrinho, e chegou a cantar parabens para os 2 aniversariantes que estavam com a gente, e até presenteou um deles.

 

kkkk

Muito bom mesmooooooooooooo

Postado
  • Membros

Eu perguntei para o Seu Maneco, ele disse que a mãe dele está com 103 anos! Ela contou várias histórias que atravessava várias vezes por dia para o pouso. Se não me engano ela era de outra praia daquelas, mas não ouvi essa parte da história, cheguei depois.

Postado

Oi Rpn,

 

Eu conheci essa senhora sim, quando cheguei em Martin ela me indicou onde tomar um café da manhã e estava lá, caçando os gatos para dar comida, chamando um por um e eles nem ai rsss... Estava firme e forte, agora se ela tem 103 anos eu fico na dúvida, para essa idade estava muito bem. É, viver em um paraiso traz muitos beneficios pelo visto rsss..

 

Rpn, eu sabia dos riscos em ir sozinha, ouvi falar das Cobras mas, segui com cuidado dobrado... Como já disse anteriormente, a gente não deve deixar de fazer algo simplesmente por que há riscos, se eu fosse ver dessa forma, não fazia 1/3 das coisas que já fiz na vida, não fui irresponsável, só não deixei a desejar.

 

E quanto a acompanhar quem foi comigo, bom, cada um sabe dos seus limites e quando se propoe a fazer uma travessia dessas e enche o peito dizendo que consegue e já no primeiro dia já começa a arriar, deveria realmente pensar na travessia em si, e saber se consegue ou não. Eu tinha um tempo disponivel para a travessia e para falar a verdade, foi ótima do jeito que foi, mudaria nadinha (talvez só o meu perdido rs).

Postado
  • Membros

Lu, tô contigo e não abro !!!

rs

 

Rpn, que legal que vc postou sua opinião. Eu não ia me manifestar, mas não aguentei, rsrsrs, me desculpe, mas eu discordo dos seus argumentos, e acho que estamos aqui justamente para isso né, trocar informações, discutir assuntos, divergência de opiniões, etc.

Enfim....Não achei irresponsabilidade da Lu não. Conheço bemmmm esta travessia, já percorri estes caminhos algumas vezes, e posso afirmar que as trilhas são abertas, praticamente avenidas (pois geralmente varamos mato no peito), tem moradores em todas as praias, socorro de barco a qualquer momento com os pescadores, você pode parar para pedir informação sobre as bifurcações, além de ser uma tradicional travessia, e entre todosssss os perrengues que a thurma aqui já passou, eu até arriscaria dizer que para os padrões Sem Limites de ser, rs, é uma travessia super light !!!! Light sim!!! Por todos os argumentos acima, e também por caminhar com pouco peso na cargueira (sem equipos de inverno, anorak, fleece, saco de dormir pesado, etc), pouca comida pois tem estrutura em todas as paradas, etc.

Ou seja, acho que a Lu mandou super bem, e mesmo que inconscientemente escolheu a trilha certa para fazer solo.

Gostaria de ressaltar também que ela já fez caminhadas, já fez trilhas, já se meteu em perrengues, ou seja, não é uma sedentária se arriscando na floresta né. E claro que as noções de navegação vem com o tempo e presepadas.

Cobra realmente tem, já vi várias !!!! Já vi cobras na Ilha Grande, na Joatinga, e até mesmo na ilha bela, ou seja, elas estão em qualquer parte, mesmo que sejam praias habitadas como na ilha bela.

Bom, por outro lado, assim como você, antes de encarar uma trilha que eu não conheça, eu também procuro o máximo de informações, como relatos, pontos de referencia, distancias, tempos, ou mapa, enfim, qq informação nessa hora ajuda !!!

Quanto ao companheiro dela que não terminou a pernada, bom, ai eu costumo avaliar caso-a-caso.

Também sou bem a favor da parceria, companheirismo, terminar a pernada juntos, alias, acho que trabalhamos isso numa trilha né. C-o-m-p-a-n-h-e-i-r-i-s-m-o.

Mas neste caso da Lu, em especial, o amigo não queria ficar por desgaste muscular, machucado, lesionado, precisando de cuidados, etc, nada disso!!! Ele não quis continuar caminhando pois não estava curtindo mesmo, ele não estava curtindo a caminhada, ele não continuava por indisposição, porque não estava afim, preferia curtir a praia, etc. Então neste caso ela continuou a caminhada dela, afinal, ela já saiu de casa com este pensamento. Enfim, não vi nada demais nisso, ninguém nasceu engessado né, cada um faz aquilo que mais lhe agrada, e NAQUELE MOMENTO: a Lu queria caminhar, e o parceiro queria curtir a praia e repousar. Enfim, nada demais. CLARO, desde que antes tenham conversado e chegado nesta conclusão numa boa, de que iria um para cada lado curtir a sua maneira. TENHO CERTEZA que se ele estivesse em maus lençóis, precisando de cuidados especiais, machucado, sem R$, sei lá, etc, ela jamais o deixaria ali sozinho.

Mas enfim, felizmente deu tudo certo para ambos, e tenho certeza que os dois retornaram com boas histórias pra contar...hehehe, e certamente absorveram muita experiencia com essa trip !!!!

Bom, essa é somente a minha opinião ok, não precisam concordar nem discordar, rsrsrs, só gostaria também de expor, assim como o amigo fez.

Bjãoooo a todos !!!!!!!

Vivi´s

Postado
  • Membros

Oi Lucil, oi Vivi!

 

Obrigado por aceitar numa boa minha opinião, também aceito e respeito à de vocês. Realmente, estamos em um fórum e debates sempre são bem vindos.

Mais uma vez peço desculpas Lucil, já que não quis te criticar. A minha preocupação é de que pessoas com pouca ou nenhuma experiência em trekking acabem se encorajando em realizar essa travessia, sem entender os riscos inerentes a ela e a qualquer outra travessia. Concordo que ela é considera de nível baixo e que o socorro é de fácil acesso, porém estando na trilha errada (onde provavelmente nenhum morador irá passar) inconsciente ou impossibilitada de se locomover as coisas complicam. Quanto seu amigo Lucil, agora entendi melhor a situação. De toda forma desculpa pela intromissão e boas trilhas!

Abraço!

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.