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S. Miguel Dos Açores - Perguntas e Respostas

Posts Recomendados

Amigos,

 

Queria escolher 10 fotografias dos Açores (ilha de S. Miguel) para colocar aqui no Fórum ... mas a ilha é tão bonita que não consegui colocar só 10 fotos :wink:

 

Aqui vão algumas das minhas fotos de S. Miguel:

 

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Um abraço português,

 

Jopeg

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[creditos]Texto: Alexandre Coutinho[/creditos].

Miguel - Açores (Portugal)

À DESCOBERTA DA ATLÂNTIDA

 

Em pleno Oceano Atlântico, perdido numa beleza sem par, o "navegante" interroga-se se estas ilhas vulcânicas serão o remanescente do mítico continente da Atlântida.Num passeio matinal ao longo das margens da Lagoa das Furnas, rodeadas por um bosque de vegetação luxuriante e por uma ligeira neblina rasante às águas tranquilas ocorre-me que não estou à beira de um lago nos Alpes, mas em pleno Oceano Atlântico, no surpreendente ecosistema terrestre e marítimo da ilha açoreana de S. Miguel.

 

Situado em pleno Atlântico, a 760 milhas naúticas do Continente Europeu e a 2110 milhas da América do Norte, o Arquipélago dos Açores emergiu das profundezas do mar há milhares de anos, na sequência de violentas erupções vulcânicas.

 

E a terra ainda está bem viva nas ilhas dos Açores, manifestando-se diariamente sob as mais diversas formas de actividade vulcânica secundárias (furnas, fumarolas, nascentes de água quente, etc....).

 

Não existem provas científicas de que os Açores sejam o remanescente do mítico continente da Atlântida que, outrora, teria sido o berço de uma próspera e culta civilização, entretando desaparecida nas profundezas do oceano.

 

Curiosamente, no livro de banda desenhada, «O Enigma da Atlântida», das aventuras de Blake e Mortimer, a Ilha de S. Miguel é uma das portas de saída da Atlântida. Mesmo que os Atlantes tenham algum dia habitado nos Açores, não foram descobertos, até à data, quaisquer vestígios arqueológicos.

 

A ilha de S. Miguel é a maior do arquipélago (759,4 quilómetros quadrados de superfície, com 65 quilómetros de comprimento e 16 quilómetros de largura máxima) e aquela que vamos percorrer neste nosso primeiro desembarque nos Açores.

 

O avião é o meio mais cómodo e rápido para visitar as ilhas, servidas por voos regulares de diversas transportadoras aéreas, onde se destacam a TAP e a SATA, a companhia local que assegura também o transporte inter-ilhas. No Verão, há ligações de barco para, praticamente, todas as ilhas.

 

O aeroporto João Paulo II dista, em automóvel, pouco mais de cinco minutos do centro de Ponta Delgada, que se revela uma cidade moderna, dotada de todos os equipamentos sociais indispensáveis e oferecendo ao visitante uma vasto leque de alternativas no que respeita a comércio, alojamento e restauração (ver Bloco Notas).

 

As Portas da Cidade, onde sobressai o arco central construído no século XVIII e a Igreja Matriz de São Sebastião estão no centro da zona mais comercial da cidade, mas é, sobretudo, pela avenida Infante Dom Henrique que o trânsito flui do porto até à nova zona das piscinas e da marina, construídas numa área antigamente ocupada pelo antigo porto de pesca da Calheta de Pero de Teive, cuja memória foi imortalizada em postais e fotografias de época.

 

O périplo de S. Miguel

 

Saindo de Ponta Delgada em direcção à Povoação (a vila onde desembarcaram e se estabeleceram os primeiros habitantes da ilha), a estrada segue sempre junto à costa, passando pelas praias do Pópulo (a pequena e a grande); pela vila de Lagoa com as suas piscinas naturais, onde as rochas oferecem uma curiosa atracção natural que dá pelo nome de «sopro da baleia»; e por localidades como Água de Pau e Ribeira Chã.

 

Vila Franca do Campo (que foi a primeira capital da ilha, no século XVI) e o seu ilhéu são paragem obrigatória. O casario, o colorido dos barcos de pesca artesanal, o relicário dos pescadores e o pequeno cais de embarque, são apenas alguns dos pormenores que fixam a atenção do visitante.

 

O Ilhéu de Vila Franca abriga, no interior, o que deverá ter sido uma pequena caldeira e é, hoje, uma autêntica piscina natural em forma de concha.

 

As Furnas concentram as atenções de muitas famílias de micaelenses, que ali dispõem de uma casa de fim-de-semana. Esta localidade é, igualmente, um importante centro termal intimamente ligado à actividade das suas furnas e nascentes.

 

Ribeira Quente - esta pequena freguesia deve o seu nome às furnas subaquáticas que afloram na orla da praia, autênticas nascentes de água escaldante que brotam no oceano, para grande contentamento dos banhistas (cuidado para não escaldar os pés!). Depois de uns bons mergulhos, o nosso percurso segue pela estrada sinuosa, entre campos e pastagens.

 

Chegados à Povoação, passando por uma das sete lombas que a rodeiam (verdadeiros miradouros sobre a vila e os vales circundantes), encontramos a ermida de Santa Bárbara, construída no século XV e considerada o primeiro templo erguido em S. Miguel.

 

Se visitar S. Miguel antes da Páscoa, cruzar-se-á certamente com os tradicionais grupos de romeiros que, durante as semanas da Quaresma, percorrem a ilha a pé, rezando junto das igrejas e capelas das localidades por onde passam.

 

O Nordeste, anteriormente conhecida como a 10ª ilha do Açores - pela escassez de vias de comunicação e a consequente demora para lá chegar - é, hoje, uma das mais deslumbrantes regiões de S. Miguel e um dos melhores exemplos de ordenamento do território.

 

Do alto dos miradouros da Ponta da Madrugada, Salto da Farinha, Tronqueira ou Pico Bartolomeu, pode admirar-se o mar, as falésias e as fajãs (pequenas línguas de terra no sopé das falésias onde foram construídas algumas casas).

 

A estrada que serpenteia até à praia do Lombo Gordo é uma das mais características da zona. A descida é íngreme, mas o regresso requer muito mais atenção, alguma tracção e um bom motor, para não correr o risco de parar a meio da subida.

 

Lagoas encantadas

 

As lagoas das Sete Cidades, das Furnas e do Fogo constituem os principais «ex-libris» de S. Miguel.

 

As primeiras, célebres pelos seus cambiantes de verdes e azuis, devem a sua beleza ao panorama que se disfruta do miradouro da Vista de Rei (numa alusão à visita do Rei D.Carlos, em 1901).

 

Junto às margens, a visão idílica esfuma-se, como que por encanto, retirando o colorido tradicional às águas destas antigas caldeiras. Sobressai, então, o verde das pastagens e o branco do casario da pequena aldeia que nasceu nas suas margens.

 

Por sua vez, a lagoa das Furnas. Além das suas margens calmas, dos passeios no Vale dos Fetos (que atingem, aqui, dimensões dignas de um Parque Jurássico) e da vegetação luxuriante dos jardins do parque do Hotel Terra Nostra, muitas são as atracções ao alcance dos visitantes: As furnas, propriamente ditas, umas em permanente ebulição, libertando nuvens de vapor e enxofre, outras vocacionadas para a confecção do célebre cozido das furnas e as restantes libertando apenas ténues fumarolas; as fontes de água quente, a escaldar ou completamente gelada; a piscina de água ferrosa; e a pitoresca Poça da Beija, uma pequena gruta parcialmente submersa, berço de uma nascente de água tépida que faz as delícias de quem nela mergulha. É um verdadeiro «jacuzzi» natural!

 

Finalmente, a lagoa do Fogo. É, talvez, a mais fascinante em toda a ilha e seguramente a mais pura e preservada. Pode ser admirada a partir da estrada que liga Lagoa à Ribeira Grande, mas merece um demorado passeio pedestre nos trilhos que percorrem as suas margens.

 

Num vale circundante, brota a nascente da água das Lombadas, uma das melhores águas gasosas naturais do Mundo.

 

Nos anos mais recentes, a maior ameaça que paira sobre as lagoas de S. Miguel é conhecida como o fenómeno da eutrofização, provocada pelo excessivo crescimento de algas e outras plantas aquáticas alimentadas pelos caudais de adubos e fertilizantes usados na agricultura.

 

No centro da ilha, as estações de aproveitamento da energia geotérmica são já responsáveis por 15 por cento das necessidades de S. Miguel, percentagem que deverá chegar aos 40 por cento, no próximo ano.

 

Do Salto de Cavalo aos Mosteiros

 

No miradouro do Salto do Cavalo, um dos pontos mais altos da ilha (805 metros), é possível observar as costas Sul e Norte de S. Miguel, em comunhão com uma paisagem deslumbrante sobre o vale das Furnas. Para lá chegar, segue-se por uma estrada de montanha, por entre pastagens, matas e flores.

 

Na costa Norte da ilha de S. Miguel, a densidade populacional é mais reduzida, oferecendo uma paisagem mais aberta de encostas e prados verdejantes, onde pastam todo o ano, centenas de vacas leiteiras.

 

Ao fim da tarde, começa a ordenha, feita geralmente no próprio pasto, onde os animais permanecem quase todo o ano, resistindo estoícamente às mais duras intempéries. Será este o segredo do leite, da manteiga e do queijo açoreanos?

 

Ribeira Grande, a segunda cidade da ilha (cerca de 30 mil habitantes), está ligada a Ponta Delgada pela única via rápida da ilha e assume-se como um pequeno pólo industrial e de pesca da costa Norte.

 

Não muito longe, a freguesia de Rabo de Peixe, a mais pobre da ilha, dispõe, no entanto, de uma das maiores fábricas de conservas de atum dos Açores.

 

A estrada continua a acompanhar a costa com o mar sempre presente. No extremo Ocidental da ilha de S. Miguel, situa-se a povoação de Mosteiros, onde a actividade de pesca volta a concentrar as atenções dos ilhéus. São característicos os ilhéus dos Mosteiros, que se erguem verticalmente do fundo do mar, subindo vários metros à superfície.

 

Concluída a volta à ilha (que deverá ser feita por etapas), é tempo de regressar a Ponta Delgada, saciar a sede e aconchegar o estômago numa das muitas esplanadas com vista para o mar e... começar a planear a próxima viagem no arquipélago!

 

BLOCO NOTAS

Ilha:

S. Miguel - Arquipélago dos Açores (Região Autónoma dos Açores - República de Portugal), situada no Oceano Atlântico a 25 graus 30' de longitude Oeste e 37 graus 50' de latitude Norte - Área: 759,4 km2 - População: 125 mil habitantes - Capital: Ponta Delgada - Hora: GMT menos 1 hora.

 

Mapas:

Delegação de Turismo de Ponta Delgada (096 25743)

Guias/Livros:

•Abreu, Maurício - São Miguel - Açores - Edição do autor, 1992

•Abreu, Maurício e Oliveira, Alámo - Açores - Edição do autor, 1987

•CD Rom MirAçores - SREA (Serviço Regional de Estatística dos Açores), 1996

 

Acesso:

Por avião, a partir de Lisboa (voos diários), da Madeira, dos Estados Unidos e do Canadá. Voos inter-ilhas assegurados pela SATA Air Açores.

 

Alojamento:

 

•Hotel Açores Atlântico (****) - Ponta Delgada (096 629300)

•Hotel de S. Pedro (****) - Ponta Delgada (096 22223)

•Estalagem Vinha da Areia (****) - Vila Franca do Campo (096 52501)

•Hotel Terra Nostra (***) - Furnas (096 54304)

 

Alimentação:

 

•Restaurante Alcides - Ponta Delgada (096 22677)

•White Shark - Ponta Delgada (096 27663)

•Pavillon - Livramento (096 35738)

•Marisqueira Regional - Lagoa (096 92138)

•Cavalo Branco - Stª. Barbára (096 98365)

•Jardim do Roberto - Vila Franca do Campo

 

Clima:

Ameno, com temperaturas médias de 16º centígrados na Primavera, 21º no Verão, 18º no Outono e 14º no Inverno.

A Primavera e o Verão são as melhores épocas para visitar S. Miguel, no entanto, é tradição ver desfilar num só dia as quatro estações do ano (por isso, esteja sempre prevenido para a chuva).

 

Equipamento:

Nenhum é verdadeiramente indispensável, mas um par de binóculos, uma máquina fotográfica e uma câmara de vídeo são altamente recomendados.

 

Código de preservação:

Respeite as regras dos parques naturais, não fume e não faça lume fora dos locais preparados para o efeito nos parques de merendas e transporte o seu lixo consigo até encontrar um recipiente próprio.

 

Endereços úteis:

Azores Online

•www.multi.pt/azores

•www.virtualazores.com

Região Autónoma dos Açores

•www.multi.pt/azores/raa

Ponta Delgada

•www.geocities.com/TheTropics/2840/pdl.html

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Sentimos muita falta de informações sobre os Açores quando programamos nossa ida para lá (eu e minha namorada). Então fizemos esse breve relato para dar algumas dicas sobre essas magníficas ilhas.

 

Viagem AÇORES (Terceira, Faial e São Miguel)

 

Os Açores são 9 ilhas que estão localizadas no meio do oceano Atlântico entre o encontro de 3 placas tectônicas. São elas: A Ilha de São Miguel, Ilha de Faial, Ilha do Pico, Ilha Graciosa, Ilha do Corvo, Ilha Terceira, Ilha de Santa Maria, Ilha das Flores e Ilha de São Jorge. Estas ilhas são formadas por atividade vulcânicas. Embora a origem (e a distância entre elas) seja muito próxima, são ilhas completamente diferentes entre si, cada uma com uma personalidade e identidade (diferentes climas, culturas, agricultura, paisagens, cores, população, entre tantos outros elementos).

 

A atividade vulcânica é extremamente recente e faz parte da rotina da população. Assustador como eles convivem com todos os riscos com a maior naturalidade e ainda transformam tudo em atrativo turístico. Isso ocorre pois as ilhas dos Açores estão no encontro das placas tectônicas norte-americana, euro-asiática e Africana, que estão em constante movimentação, gerando tremores de terra diários.

 

Desta forma, o turismo nos Açores é baseado na natureza e no vulcanismo com seus consequentes terremotos (sismos). Onde você for verá vulcões adormecidos, fumarolas, zonas de desgaseificação, águas termais, ouvirá história de vulcões, história de sismos e assim por diante. Conforme um guia do Algar do Carvão, são 3 a 4 sismos por dia. A maioria é imperceptível, porém pelo menos 1 por semana é sentido pelos habitantes das ilhas.

 

Em alguns momentos parecia que estávamos em Florianópolis. Algumas vilas são muito parecidas. Estilos de casas, touradas, formas de falar... encontramos até uma senhora que disse “ vai toda vida reto”... não dava para acreditar.

 

Existe uma grande dificuldade de transitar entre uma ilha para outra, por isso é importante planejar bem a estadia em cada uma delas. Você fica sujeito as condições climáticas, que são bem diversificadas... o tempo pode mudar radicalmente ao longo do dia... sentimos as 4 estações num espaço de tempo de 24 horas... venta o tempo inteiro, o céu é nublado e fica bastante fresquinho, principalmente se for nas áreas mais elevadas.

 

Nos Açores é fundamental alugar um carro para aproveitar bem o passeio. Há pouco, quando tiver, transporte público para os pontos turísticos e dependerá muito de taxis e agências de turismo. Todos os pontos turísticos são muito bem sinalizados e com estradas asfaltadas excelentes. Um GPS ajuda bastante (meu Nokia_N8 estava com os mapas bem atualizados e foi suficiente e fundamental para toda a viagem).

 

Na ilha de São Miguel há uma rede ampla de hotéis e hospedarias. Nas demais ilhas não há tanta fartura assim... Melhor fazer reservas com muita antecedência. Existem vôos regulares paras as ilhas operadas pela TAP e SATA. Os vôos são extremamente caros comparados com as demais rotas e devem ser reservadas com muita antecedência para se conseguir um preço razoável (o trajeto Lisboa-Terceira, Terceira-Horta, Horta-Ponta Delgada e Ponta Delgada-Porto custou 400 euros por pessoa com 4 meses de antecedência pela SATA).

 

Chegando em cada Ilha é fundamental passar por um posto de informação turística. Lá eles são super prestativos e dão várias dicas importantes e fornecem mapas e guias de cada ilha.

 

AÇORES – ILHA TERCEIRA (2 dias em julho/12)

 

Após aproximadamente 2 horas de viagem a partir de Lisboa, chegamos na Ilha Terceira.

 

Alugamos um Seat Ibiza com a Micauto/Angrauto no próprio aeroporto. Aluguel sem burocracia, sem cartão de crédito, sem estresse. Reservei pela internet por 55 Euros a diária (com seguro de terceiros e CDW) e quando chegamos no aeroporto apenas assinei o contrato e paguei. O carro era novo e bem conservado. Recomendo, vi muitos carros com adesivo desta empresa durante os passeios. Seu preço era muito inferior as demais. A entrega foi programada antes do horário de abertura da loja e o atendente chegou com a antecedência combinada.

 

Ficamos no Hotel Espírito Santo (45 Euros a diária para casal). Está localizado na Praia da Vitória e é uma hospedaria baixo custo familiar. Quarto limpo, com boa cama, bom chuveiro e ar condicionado split. Não tem garagem e não tem frigobar (deixamos o carro na rua). Café da manhã simples (pão, frios, cereais, café, frutas e sucos). Tudo bem aconchegante e tranquilo. Achar o hotel foi bem fácil. As ruas estavam bem sinalizadas. A ilha Terceira só perde em atrativos pra ilha de São Miguel, sendo imperdível.

 

Pegamos o carro e resolvemos seguir pela principal avenida conhecendo todo o litoral. Aqui a primeira surpresa. O litoral é extremamente escarpado. Quase não dá acesso ao mar. Tem que prestar muita atenção para não entrar nas vilas e se perder pelos caminhos das casas. Os balneários são revestidos de cimento porque na grande maioria são formados por pedras basálticas.

 

Passamos pelo Mirante da praia da vitória, de onde temos uma vista muito bonita da Vila, Aeroporto, Lajes, Vila Nova, Quatro Ribeiras, Biscoitos e Altares. Almoçamos ai. Tomar cuidado, pois algumas vilas não tem restaurantes.

 

Nosso passeio começa pelo Algar do Carvão, onde entramos na chaminé de um vulcão adormecido, a primeira vista parece uma caverna. Lugar belo com vegetação e pássaros típicos e uma vista deslumbrante. Nunca tinhamos entrado em um vulcão adormecido. Dá para observar nas paredes toda a regressão do material magmático. O lugar é bastante úmido, goteja o tempo todo, então é providencial uma capa de chuva qualquer. No final das escadas você encontra uma grande lagoa. Nesse local há um guia permanente que explica a formação do Algar, formação das ilhas e dos sismos. Toda a estrada tem hortênsias plantadas em ambos os lados, simplesmente incrível.

 

Próximo dali está a Gruta do Natal, que são grutas formadas pela passagem de lava vulcânica... outro lugar fantástico (onde missas de Natal são celebradas). Aqui é um conjunto de caminhos por onde o material magmático percorreu. Visitamos todos os cantinhos. Tem estalactites e flores de aragonita. Impressionante.

 

As Furnas de Enxofre são fissuras nas montanhas onde há saída de vapores de enxofre e onde também são monitoradas possíveis atividades vulcânicas. Tudo muito impressionante. O chão parece respirar. A vegetação adquire cores totalmente diferenciadas. O cheiro é um pouquinho desagradável. A trilha é totalmente sinalizada e bem preparada para os visitantes. Os painéis explicativos auxiliam no entendimento daquilo tudo.

 

Devido a época de férias e festas, estavam ocorrendo várias “toradas”, o touro é solto por ruas delimitadas por tábuas para que todos possam assistir sem se machucarem, ficando a critério de quem quiser entrar na arena. Muitos se dispõem a enfrentar o touro segurando panos ou guarda-chuvas (possivelmente quem enfrenta o touro pega as gatinhas da ilha...). O touro é preso por uma corda bem longa, caso alguém se dê mal ao enfrenta-lo, vários toureiros seguram a corda. É um espetáculo para a população. É uma grande festa. Na volta visitamos Serrata e formos até um Farol.

 

Segundo dia, hora de dar a volta a ilha no outro sentido. Da praia da Vitória seguimos em direção ao Porto Martins, São Sebastião, Porto Judeu, e chegamos a Angra do Heroísmo. Uma das vilas mais importantes da ilha. A vila parece muito com o Ribeirão da Ilha em Florianópolis. Ruas estreitas, casas coladinhas uma nas outras. Aqui sim encontramos uma praia, mesmo assim com uma areia bastante escura. Saímos de lá e subimos a serrinha, vamos tentar ver a Caldeira de Guilherme Moniz. A neblina era muita e não conseguimos ver nada... a serra é linda as hortênsias dominam a paisagem ao longo das estradas. Quase todas as cores são encontradas e em praticamente todas as estradas.

 

Próxima parada Biscoitos... vamos visitar o museu do vinho e a fábrica de queijos. Voltamos para casa pelo caminho não realizado, Altares, Raminho, Serreta, Cinco Ribeiras, São Mateus da Calheta... assim completamos a volta a ilha. Já fica a saudade... amanha seguiremos para a próxima ilha.

 

AÇORES – ILHA FAIAL (2 dias em jullho/12)

 

Alugamos um Nissan Micra com a Ilha Verde. Recebemos um carro mal conservado (com a suspensão toda solta). Tivemos que assinar uma guia do cartão de crédito em branco como “garantia” pelo veículo. Reservei pela internet por 75 Euros a diária (com seguro de terceiros e CDW). Ao devolver o carro, alegaram que o mesmo estava muito sujo e que não poderiam vistoria-lo e que devíamos deixar com eles a guia em branco que assinei do cartão de crédito, caso tivesse algum dano constatado após a lavagem (disseram que não poderiam lavar na hora, pois o lavador não estava). Após alguma briga com a atendente, preenchi a guia no valor da franquia (1.000,00 Euros) e fomos para a fila do check in, pois estávamos quase perdendo o vôo. Enquanto estava na fila, a atendente nos procurou e disse que estava tudo bem e nos deu a guia do cartão de crédito (não entendi ... pois nem dava tempo de lavar o carro... mas tudo bem... estávamos muito putos com a situação). Dessa forma, NÃO RECOMENDAMOS A ILHA VERDE, pois não concordamos com essa história de fazer vistoria sem nossa presença deixando garantia assinada em branco. Se tivessem avisado que o carro deveria retornar limpo, o teríamos feito. Vi muitos carros com adesivo da Auto Turística Faialense. Essa tem preços melhores, vale a pena pesquisar.

 

Ficamos no Hotel A Casa do Lado (60 Euros a diária para casal). Está localizado em Horta e é uma hospedaria baixo custo. Quarto limpo, com boa cama e bom chuveiro. Não tem garagem e não tem frigobar. Café da manhã simples (pão, frios, cereais, café, frutas e sucos). Hotel bem limpinho e com uma estrutura bem familiar.

 

Horta é uma vila bem bonitinha. Parece mais moderna do que a Ilha Terceira, depois entendemos os porquês... ela sofreu um grande terremoto na década de 50, o mesmo que deu origem a erupção vulcânica dos Capelinhos. Praticamente 7 de cada 10 casas foram abaladas e/ou caíram. A cidade foi reconstruída.

 

Estávamos bem ansiosos para visitar o vulcão dos Capelinhos. Antes passamos pela orla visitando algumas localidades. Porto da Feteira, Castelo Branco, Varadouro e subimos pelo Capelo. Primeiros tentamos visitar a caldeira dos capelinhos... subimos todo o morro e não conseguimos ver nada. A neblina fechava toda a paisagem. Então resolvemos ir para Capelinhos pelo litoral. Fantástico o que vimos. Primeiro começaram a aparecer várias casas abandonadas, rachadas pelos sismos. E ao chegar pertinho, começamos a ver um grande deserto de areia preta, pedrinhas... toda área que foi acrescida após a erupção do vulcão. Na erupção, a ilha ganhou um pedaço de terra e agora o mar está levando embora. Na área que existia parte da vila e que o vulcão soterrou, criaram um museu do vulcão. Fantástico e imperdível. Depois visitamos todo o farol que foi soterrado. Aqui existe um balneário também.

 

No segundo dia, já que estava um pouco frio, passeamos de carro. Tentamos novamente visitar a caldeira, sem sucesso. Então rodamos a Ilha. Praia do Norte, Areia da Quinta, Cedros, Ribeirinha, praia do Almoxarife. Visitamos os balneários e cruzamos por várias estradas bem coloridas com hortênsias. Visitamos um farol que caiu com o tremor de terra e só tem uma parte da estrutura em pé. Não pudemos chegar perto pelo risco de desmoronamento. No ultimo momento na praia de Horta, visualizamos a paisagem mais bonita da ilha, no litoral. Duas crateras de vulcão no litoral tomados pela água do mar, vistas partir do Monte da Guia.

 

AÇORES – ILHA DE SÃO MIGUEL (3 dia em julho/12)

 

Simplesmente a ilha mais bonita e diversificada que visitamos. Impressionante, varias cores, paisagens que vão da praia a Serra. Esta ilha é imperdível. Dotada de uma grande infraestrutura, desde de hotéis, rede de restaurantes, lojas, entre outros.

 

Chegamos na ilha e toda a burocracia. Alugamos um Hyundai i20 novinho na Micauto/Angrauto. O processo de aluguel foi super simples, bem atenciosos e prestativos. Esta locadora está totalmente recomendada. Pena que somente opera na Ilha Terceira e de São Miguel.

 

Ficamos em Ponta Delgada, no hotel Comfort Inn. Um hotel bem moderno no centro da cidade. Com estacionamento (apertadinho, correndo o risco de não ter vaga). Café da manha simples, mas bem gostoso. Quarto limpinho, organizado e espaçoso. Custou em torno de 52 euros a diária para o casal.

 

Primeiro dia: Uma voltinha rápida em Ponta Delgada e pegamos a estrada. Passamos pela Ponta de Rosto do Cão, São Roque, Lagoa e subimos em direção a Lagoa do Fogo. Esta Lagoa formou-se numa antiga caldeira de um vulcão da Serra de água de pau. Que paisagem fantástica. Não dá para acessá-la de carro. Resolvemos trocar as roupas e encarar a trilha (30 minutos pra descer mais uns 40 minutos para subir). Descer foi fácil. Caminhamos pela margem da Lagoa, as cores dela são impressionantes. Após esta vista deslumbrante resolvemos visitar o monumento natural da Caldeira Velha. Chegando lá a primeira imagem chama a atenção. A água no chão borbulhando, fervendo. O cheiro de enxofre era grande. Caminhamos mais um pouquinho e uma cachoeira, não seria nada de espetacular se não fosse a cor dela e a temperatura. Uma cachoeira de água quente! Fantástico. Algo que jamais imaginamos. Não tivemos coragem de tomar banho, mas a vontade ficou forte.

 

Segundo dia na ilha. Nosso destino era Furnas. Novamente percorrendo o litoral para aproveitar o máximo a paisagem. Subimos a Serra. A neblina era constante. Resolvemos fazer uma paradinha estratégica na Lagoa do Congo. Pena que estávamos com pressa por conta do almoço que agendamos em furnas. No topo da montanha uma paisagem fantástica da Lagoa de Furnas. Uma rápida passagem e nos dirigimos para o local onde estavam fazendo nosso almoço. Furnas é um parque onde os restaurante utilizam os gases quentes de enxofre provenientes da terra para fazer os cozidos (o popular "cozido" dos descedentes açorianos). A água ferve no chão. O enxofre e outros gases sobem em uma paisagem espetacular. O carro do nosso restaurante chegou, Tony´s. Resolvemos acompanhar a retirada da nossa comida, tirou-se a terra, e puxou o panelão. Ajudamos ou atrapalhamos tirando várias fotos. São buracos com menos de 1 metro onde forma fornos, e o cozido fica ali por 7 horas, totalmente cozido no vapor. Este é o famoso cozido das furnas, preparados nas caldeiras vulcâneas. Após este momento único fomos almoçar. Após nosso almoço resolvemos ir num balneário Terra Nostra, ou melhor em uma área de piscinas com águas das cachoeiras quentes que passam neste local. A água é amarela, puxando para vermelha. A sensação é estranha mais ao mesmo tempo relaxante. Vale a pena, um banho inesquecível. A nascente deste local é de águas férreas que alimenta o tanque, a uma temperatura aproximada de 35 a 40 graus Celsius.

 

Voltamos pelo caminho mais longo, logicamente pelo litoral passando por povoação, Faial da Terra, Nordeste, Achada, Ribeira Grande e outras pequenas vilas.

 

No terceiro dia nosso caminho era o outro lado da ilha. Saímos rumo a Relva, também pelo litoral para garantir paisagens maravilhosas. Visitamos Sete Cidades. Neste local encontra-se uma lagoa que possui duas cores... a Lagoa Azul e Verde. Na verdade é a mesma lagoa, mas com tonalidades diferentes. A neblina atrapalhou um pouquinho, mas o que conseguimos visualizar foi fantástico. Seguimos para Ponta da Ferraria. Paisagens fantásticas, parecia que a ilha queria mostrar-se um pouco mais e de certa forma dizer adeus já que era nosso ultimo dia nela. O sol abriu e descobrimos uma área de mar com água quente. Fantástico e não dava para deixar de tomar um banho. O mar entra em contato com os vapores do vulcão e a água retorna quente. Tomamos um banho fantástico. Um almoço com direito ao doce do vulcão e seguimos viagem. Vários vulcões apareceram, com cones bem definidos, grandes, pequenos. Essa ilha é formada por vários vulcões e parece que a qualquer momento vai entrar em erupção, seus gases levam a sensação de que ela respira. As cores, flores, águas, não dá para acreditar em tanta diversidade. Imperdível. Vale a pena ficar vários dias nela.

 

No outro dia, rumo a Porto comprar uns vinhos para trazer para o Brasil.

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Adrober, muito bom o seu relato. Parabéns!

 

Quantos dias você acha ideal para conhecer os Açores? O transporte entre as ilhas de barco era fácil? Você visitou 3 ilhas, pelo que vc vivenciou, trocaria alguma ilha por outra? Seus passeios eram mais focados nas montanhas e vistas, como eram as praias? A água do mar é gelada? Os pontos turísticos tinham muitos turistas? Fez algum passeio de barcos pequeno ao redor de alguma ilha?

 

Abs

Guilherme

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Eu gostaria de saber o tempo real de viagem entre Lisboa e Ponta Delgada, pois no site das cias aéreas eles só mencionam a hora de partida e chegada no fuso horário de cada local.

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