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DÚVIDA PRIMEIRA TRIP ROOTS NA CAMINHADA, QUAL A MELHOR BARRACA?


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Olá, comunidade mochileira. Como estão vcs? eu decidi me aventurar pela primeira trip roots, com pouca grana, queria saber qual a barraca com melhor custo beneficio

Vou me aventurar de Curitiba pr através da estrada da graciosa ir até paranaguá, de lá nao sei se vou descendo pro sul ou fico pelos matos dali, sou um amante da natureza.. Vou andando, eu e minha cachorra mari, sou acadêmico de medicina e tenho muitos problemas familiares com meu pai, sinto que essa é uma oportunidade pra eu conhecer melhor o meu interior e me separar das influencias negativas que ele me passa... se tiver alguém ai pra trocar ideia e me dar dicas sobre tudo, eu agradeceria de coração. Eu sou bastante aventureiro, sou do mato, sei me virar, sei acampar, mas nunca coloquei a mochila nas costas e sai andando...

 

DESEJO A TODOS BOAS ENERGIAS.

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Buenas @Emanuel Caxambu, bem vindo!

Bom, num contexto geral não há muito mistério em colocar uma mochila nas costas e sair por aí desbravando, ou mesmo tomando um tempo para refletir.

Diria que o básico (qual muito provavelmente já tens noção), é ter um pouco de organização, estudando teu itinerário, se precavendo de possíveis situações de risco, e sabendo como você fará pra retornar até um porto seguro.

Eu não conheço essas bandas que pretendes caminhar, então não faço idéia se é um lugar movimentado, ou raramente surge uma alma por lá. Dito isso, EU me atentaria a questão do isolamento, buscando meios de assegurar alguma forma de contato com outras pessoas, no caso de eventuais imprevistos. Também avisaria com frequência alguém de confiança sobre minha posição.

A respeito de organização de equipamentos e suprimentos, eu diria que é um pouco mais complicado, pois normalmente depende da experiência (tentativa e erro). O quero dizer é que os equipamentos que eu uso, e a forma qual eu tomo para me organizar, funcionaram bem para mim até então, todavia pode ser que não sejam ideais para outrém.

Eu sou da opinião de que, antes de tentar qualquer salto grande, é preciso dar passos menores, ganhar confiança antes de meter a cara (mas como pontuei, não conheço o naipe da tua programação).

Meu primeiro trekking (de apenas dois dias) foi um quebra águas na minha vida, eu comecei a ter novas perspectivas naquela época - mas também recordo que, devido minha ausência total de noção nessa área, me fez sofrer cinco vezes mais do que era preciso (cometi todo tipo de erro de iniciante).

Destes 'erros de iniciante', eu posso citar três em particular que remetem a minha primeira experiência: me sobrecarreguei (levei roupas e comida que nem sequer toquei); não me ative em usar um calçado apropriado (achei que um tênis convencional seria o suficiente); e por fim, não me envolvi na organização direta (de forma que não imaginei que precisaríamos de lenha - sim, lenha - para preparar nossa comida).

Esse último erro que citei é bem básico: não se deve usar lenha (exceto emergências), devido aos riscos claros que um fogo descontrolado pode causar, mas naquele caso em especial, meu ponto de acampamento era elevado, e não havia vegetação que pudesse ser usada com essa finalidade, e os raros galhos que encontrávamos estavam molhados pelo orvalho. Conseguimos resolver aquela vez, mas hoje eu tenho meu AzTeq Spark (que me custou uns R$ 120,00 na época que comprei), e funciona de forma extraordinária.

Enfim, sem me estender, existem diversos pequenos pontos que interferem na qualidade de um bom trekking, por isso, eu sinto que é algo qual mereça ser experimentado, e com isso, aprendido por conta própria.

Ah, e a respeito da barraca, olha, busque por 'barracas técnicas', elas visam reduzir o peso e possuem outras características que as tornam as mais indicadas para a prática do trekking (autoportante, praticidade para montar e armazenar, resistência).

Abraços, e se eu puder ajudar com algo específico, basta perguntar.

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2 horas atrás, Alan Rafael Kinder disse:

Buenas @Emanuel Caxambu, bem vindo!

Bom, num contexto geral não há muito mistério em colocar uma mochila nas costas e sair por aí desbravando, ou mesmo tomando um tempo para refletir.

Diria que o básico (qual muito provavelmente já tens noção), é ter um pouco de organização, estudando teu itinerário, se precavendo de possíveis situações de risco, e sabendo como você fará pra retornar até um porto seguro.

Eu não conheço essas bandas que pretendes caminhar, então não faço idéia se é um lugar movimentado, ou raramente surge uma alma por lá. Dito isso, EU me atentaria a questão do isolamento, buscando meios de assegurar alguma forma de contato com outras pessoas, no caso de eventuais imprevistos. Também avisaria com frequência alguém de confiança sobre minha posição.

A respeito de organização de equipamentos e suprimentos, eu diria que é um pouco mais complicado, pois normalmente depende da experiência (tentativa e erro). O quero dizer é que os equipamentos que eu uso, e a forma qual eu tomo para me organizar, funcionaram bem para mim até então, todavia pode ser que não sejam ideais para outrém.

Eu sou da opinião de que, antes de tentar qualquer salto grande, é preciso dar passos menores, ganhar confiança antes de meter a cara (mas como pontuei, não conheço o naipe da tua programação).

Meu primeiro trekking (de apenas dois dias) foi um quebra águas na minha vida, eu comecei a ter novas perspectivas naquela época - mas também recordo que, devido minha ausência total de noção nessa área, me fez sofrer cinco vezes mais do que era preciso (cometi todo tipo de erro de iniciante).

Destes 'erros de iniciante', eu posso citar três em particular que remetem a minha primeira experiência: me sobrecarreguei (levei roupas e comida que nem sequer toquei); não me ative em usar um calçado apropriado (achei que um tênis convencional seria o suficiente); e por fim, não me envolvi na organização direta (de forma que não imaginei que precisaríamos de lenha - sim, lenha - para preparar nossa comida).

Esse último erro que citei é bem básico: não se deve usar lenha (exceto emergências), devido aos riscos claros que um fogo descontrolado pode causar, mas naquele caso em especial, meu ponto de acampamento era elevado, e não havia vegetação que pudesse ser usada com essa finalidade, e os raros galhos que encontrávamos estavam molhados pelo orvalho. Conseguimos resolver aquela vez, mas hoje eu tenho meu AzTeq Spark (que me custou uns R$ 120,00 na época que comprei), e funciona de forma extraordinária.

Enfim, sem me estender, existem diversos pequenos pontos que interferem na qualidade de um bom trekking, por isso, eu sinto que é algo qual mereça ser experimentado, e com isso, aprendido por conta própria.

Ah, e a respeito da barraca, olha, busque por 'barracas técnicas', elas visam reduzir o peso e possuem outras características que as tornam as mais indicadas para a prática do trekking (autoportante, praticidade para montar e armazenar, resistência).

Abraços, e se eu puder ajudar com algo específico, basta perguntar.

 

Olá Allan, obrigado pela resposta. Muito obrigado por todas as dicas... Sou novo no blog há alguma forma de nos comunicarmos aqui?

se puder dar uma olhada nesse outro post que fiz, fala um pouco mais sobre mim e sobre essa trip, eu acho

https://www.mochileiros.com/topic/98843-loucura-ou-busca-pela-paz/

 

BOAS ENERGIAS

 

Editado por Emanuel Caxambu
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Normalmente pelos posts, mas há também a opção de envio de mensagem privada (todavia eu desaconselho, pois lá outras pessoas não poderão ver tua demanda/relato e oportunizarem algumas palavras de auxílio).

Eu li teu outro post, e bem, não sei se posso ajudar de alguma forma.
Eu acredito que cada pessoa tem uma história muito individual, de forma que, mesmo que alguns pareçam viver algo similar, não é a mesma coisa - haverão nuances que fazem tudo ter uma perspectiva diferente.

Mas eu posso dizer que compartilho da tua forma de buscar se entender, eu acho que isso é fundamental e todos deveriam prezar por essa prática. Que é importante 'parar', e aí refletir sobre o que a vida significa pra si mesmo.

Li as dicas do pmichelazzo e do casal100, palavras quais eu concordo.

Eu não sou 'velho' (eu acho), mas nesse tempo que vivi sinto que adquiri alguma sabedoria, qual talvez possa ser de alguma utilidade para outros.
Aprendi coisas, mas talvez eu ainda mude de idéia algum dia, sou flexível com isso, não gosto de estar nos limites ideológicos, mas isso não faz de mim alguém sem posição.

Eu descobri que a famosa frase 'quando você for mais velho entenderá' faz todo sentido, existem coisas que só o tempo e a intenção de aprender com ele permitem entender.

Eu descobri também que fugir nunca será a solução de um problema, pois ele permanecerá com você (eu entendo que as vezes nossa maior vontade é de largar tudo e começar algo do zero, mas sinceramente a vida não nos dá verdadeiramente essa opção).

Especificamente a respeito do teu relato no outro post, mesmo sem conhecer você e tua história, eu diria que o importante é dar valor para as pessoas que são importantes pra você - estar presente e demonstrar isso é importante. Não significa que você não se possa dar um tempo para pensar, mas eu digo que no futuro, estar com pessoas que você ama, fará toda a diferença.
Também acredito no perdão, e seja lá o que você sente quanto ao teu pai - perdoe ele. Você tirará uma energia negativa que está dentro de você.
De resto, espero que você consiga nessa empreitada vislumbrar novos caminhos para tua vida (profissionais, vínculos afetivos, propósito de vida).

Abraços e fique bem!

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9 horas atrás, Alan Rafael Kinder disse:

Normalmente pelos posts, mas há também a opção de envio de mensagem privada (todavia eu desaconselho, pois lá outras pessoas não poderão ver tua demanda/relato e oportunizarem algumas palavras de auxílio).

Eu li teu outro post, e bem, não sei se posso ajudar de alguma forma.
Eu acredito que cada pessoa tem uma história muito individual, de forma que, mesmo que alguns pareçam viver algo similar, não é a mesma coisa - haverão nuances que fazem tudo ter uma perspectiva diferente.

Mas eu posso dizer que compartilho da tua forma de buscar se entender, eu acho que isso é fundamental e todos deveriam prezar por essa prática. Que é importante 'parar', e aí refletir sobre o que a vida significa pra si mesmo.

Li as dicas do pmichelazzo e do casal100, palavras quais eu concordo.

Eu não sou 'velho' (eu acho), mas nesse tempo que vivi sinto que adquiri alguma sabedoria, qual talvez possa ser de alguma utilidade para outros.
Aprendi coisas, mas talvez eu ainda mude de idéia algum dia, sou flexível com isso, não gosto de estar nos limites ideológicos, mas isso não faz de mim alguém sem posição.

Eu descobri que a famosa frase 'quando você for mais velho entenderá' faz todo sentido, existem coisas que só o tempo e a intenção de aprender com ele permitem entender.

Eu descobri também que fugir nunca será a solução de um problema, pois ele permanecerá com você (eu entendo que as vezes nossa maior vontade é de largar tudo e começar algo do zero, mas sinceramente a vida não nos dá verdadeiramente essa opção).

Especificamente a respeito do teu relato no outro post, mesmo sem conhecer você e tua história, eu diria que o importante é dar valor para as pessoas que são importantes pra você - estar presente e demonstrar isso é importante. Não significa que você não se possa dar um tempo para pensar, mas eu digo que no futuro, estar com pessoas que você ama, fará toda a diferença.
Também acredito no perdão, e seja lá o que você sente quanto ao teu pai - perdoe ele. Você tirará uma energia negativa que está dentro de você.
De resto, espero que você consiga nessa empreitada vislumbrar novos caminhos para tua vida (profissionais, vínculos afetivos, propósito de vida).

Abraços e fique bem!

Olá, Allan. Obrigado pelas palavras, eu ando procurando o caminho do meio, sem extremos, eu gostaria muito de que meus filhos vejam em mim um companheiro e não um ditador. Não considero que eu esteja fugindo, de alguma forma é um distanciamento. Não obstante, um recolhimento para autoconhecimento, para reflexões, meditações, dificuldades, sorrisos, choros... É um distanciamento momentâneo, necessário; pois, minha razão está dizendo que preciso assimilar que eu não posso controlar meu pai, querer que ele seja calmo, ou menos agressivo e etc... mas eu posso controlar a mim, eu tenho características agressivas, acredito que por conta da minha criação, pelo lugar que cresci, por escolhas minhas, inúmeros fatores... penso que essa aventura é um dos ritos de passagem da vida. Eu amo o meu pai, e essa caminhada é justamente pra ressignificar o amor, os sentimentos e tentar transmitir isso não só a ele, mas para todos ao meu redor; aprender a perdoar, não guardo ressentimentos. Sinto apenas tristeza e dor por essa situação cíclica.

Muito obrigado pelas palavras, de verdade... fazem toda diferença quando estamos nesses momentos dolorosos, faço acompanhamento psicológico, no entanto estou encontrando bastante conforto nas histórias de vida e trocas de experiências aqui no blog.

Mais uma vez, obrigado Allan. BOAS ENERGIAS

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