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Baixada Fluminense e Região - Perguntas e Respostas
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Baixada Fluminense: Trilhas pro fim de semana
Uma boa escolha pra quem tá no Rio buscando novos lugares pra fazer trilhas, turismo ecológico, esportes radicais e aqueles passeios de fim de semana são os Parque Municipais, Areas de Preservação e outros pontos turísticos da baixada...
são principalmente trilhas por serras/florestas passando por lugares espetaculares que ainda são pouco explorados
Fazem parte da Baixada os municípios:
Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São João de Meriti e Seropédica
Algumas curiosidades e explicações:
- Diferente do que muitos pensam e ouvem, na Baixada Fluminense não há favelas com tráfico e tiroteios. Sendo mais tranquila que a periferia do Rio.
- A grande maioria das cidades são "municípios-dormitórios", com poucos parques industriais. Deixando a região sem muita poluição.
- A Região da Baixada é um pólo de esportes radicais, como: rapel, trekking, rafting, asa delta, etc.
Alguns dos lugares mais legais:
>>>>>> Nova Iguaçu
O território de Nova Iguaçu possui uma área de 566,6 km², sendo que 198 km², ou seja, 35% da cidade é coberta de floresta do tipo Mata Atlântica, formando, assim, duas importantes áreas de preservação ecológica: A Reserva Biológica de Tinguá, reconhecida pela UNESCO como patrimônio da humanidade e a área de proteção ambiental da Serra de Madureira, considerada pela UNESCO como Reserva de Biosfera.
O Turismo Ecológico é hoje não só uma realidade como um incentivo ao desenvolvimento do município. Com a mais recente conquista do município de Nova Iguaçu, o Parque Municipal, em Mesquita - que ocupa uma área de 11 milhões de metros quadrados -, este turismo terá um impulso maior e promete mais um grande atrativo para a cidade.
A cidade de 1 milhão de habitantes também é conhecida como capital estadual do skate. É sede da primeira pista do esporte na América Latina, presente até hoje na Praça do Skate. Conta ainda com inúmeras pistas ao longo da Via Light, onde até o astro Bob Burnquist já realizou uma visita.
Serra do Vulcão
A Serra do Vulcão (ou Serra de Maxambomba) localiza-se em uma das abas do Maciço de Gericinó, de origem vulcânica. Apresenta crateras, chaminés e vestígios diversos de muitas erupções que, segundo pesquisadores, entraram em intensa atividade entre 73 e 48 milhões de anos atrás. O maciço era uma ilha e a permanente erosão aterrou suas margens, apenas seccionadas pelo curso do rio Guandu, que desemboca na Baía de Sepetiba. Correntes favoráveis propiciam atualmente a prática de asa delta, sendo este considerado o segundo melhor ponto do país (e melhor no estado) para a prática desse esporte - já tendo até sediado campeonatos estaduais de asa delta.
A Serra abriga o único vulcão intacto do país, sendo possível fazer trilhas até a rampa de asa delta, rapel na Pedra da Contenda, etc. É também uma das serras mais proucuradas por aventureiros da área que podem fazer as trilhas desfrutando de uma visão completa da Baixada à Baía de Guanabara.
Maciço e ReBio de Tinguá
A Cachoeira da Janjana é uma das muitas atrações naturais da Reserva Biológica de Tinguá
Embora ligado à chamada Serra do Mar, o Maciço de Tinguá teve origem anterior. De uma das suas abas, nasce o rio Iguaçu. Durante o Segundo Reinado foram construídas várias represas para o abastecimento da Corte, na cidade do Rio de Janeiro. A ferrovia Rio do Ouro foi construída para a manutenção dos aquedutos. A partir daí, a Mata Atlântica foi sendo reconstituída naturalmente. Nesta destacada elevação encontra-se hoje a Reserva Biológica do Tinguá (Mata Atlântica). Na aba denominada Serra dos Caboclos refugiaram-se, no século XVI, alguns velhos e crianças da tribo indígena tupinambá.
Tinguá, na linguagem Tupi significa - Nariz Empinado de Pedra.
A Reserva Biológica do Tinguá, tem 26 mil hectares e está localizado entre a Zona Metropolitana e a Região Serrana do estado, bem ao pé da serra. O relevo é acidentado, destacando-se o maciço do Tinguá, com 1.600m de altura.
A reserva conta com mata atlântica preservada, rios, corredeiras, cachoeiras, piscinas naturais e ruínas dos séculos XVIII e XIX. Pode-se participar de caminhadas nas trilhas da mata (há guias disponíveis), banhos nas quedas d´água, tour histórico pela ruínas, tour rural e cultural no entorno (Estação Ferroviária de Tinguá, Estrada Real do Comércio, Fazenda São Bernardino, Igreja de Nossa Senhora da Piedade do Iguassú e porto da Vila de Iguaçu)
A reserva já sediou campeonatos de trekking como Tinguá Trekking, rafirmando a potência que a cidade tem pra esportes radicais e ecológicos.
Reserva: Estrada do Comércio, 3400 - Tinguá - Nova Iguaçu
Tel: (021) 9998-3079
Fazenda São Bernardino
A Fazenda São Bernardino está localizada nas localidades de Cava e Tinguá, próxima à Reserva Biológica. Sua construção terminou em 1875 e foi feita em estilo neoclássico. Seu primeiro proprietário foi o português Bernardino José de Souza e Melo. A fazenda produziu café, açúcar, aguardente, farinha de mandioca e extraiu muita madeira e exportou carvão. Foi tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1951, no Livro de Belas Artes. Hoje ela está em ruínas, pois foi vítima de um incêndio na década de 80. A Grande Casa situa-se num outeiro e, na parte mais baixa do terreno, existiram construções como cavalariças, garagem para carruagens, estribaria, senzala, habitações para escravos domésticos e engenhos de cana e de mandioca.
Outras Fotos:
Foto 1
Foto 2
Mesquita
Gleba ou Parque Municipal de Nova Iguaçu
A Gleba é uma área de lazer em meio a muito verde que atrai visitantes de vários municípios da baixada. Com 1.100 hectares de natureza, cultura e história. Em junho de 2004 foi oficializado o primeiro geoparque do Brasil. Localizado no Maciço do Gericinó, entre as serras de Madureira e do Mendanha o Parque abriga um vulcão extinto com 72 milhões de anos virando atração para os curiosos.
O casarão destinado ao Centro de Visitantes foi sede de fazenda no século XIX e é considerado o prédio mais antigo de Nova Iguaçu. Para sua construção, com paredes de taipa-de-pilão e alicerces de pedra, foi usada a madeira tapinhoã, extinta há mais de 150 anos.
O Parque foi criado em 1998 para proteger a fauna, desde então sua beleza vem atraindo as pessoas que procuram tranqüilidade em meio à natureza. Lagos naturais, jequitibás, jacarandás, samambaiaçus, cedros, ipês, cachorro-do-mato, preguiças, saguis, tudo isso compõe a bela paisagem que o parque oferece. Na mata há quem afirme que ainda são encontrados madeiras do tipo cedro e o raro pau-brasil e que a Gruta da Pedra da Contenda, ou Pedra do Quilombo, que possivelmente serviu de esconderijo para escravos fugitivos. Coleiros, sanhassos, marias-pretas e caxinquelês voam pela mata que guarda um pouco da magia que encantou os portugueses na época do descobrimento do Brasil.
Ao lado da sede da Fazenda Dona Eugênia, encontra-se uma das mais belas paisagens da Gleba, a Cachoeira Véu da Noiva, também conhecida como Cachoeira Grande que deságua na Baía de Guanabara.
O principal acesso a Gleba Modesto Leal, é pela Avenida Brasil, que tem inicio em Mesquita e termina no alto da serra, ao lado da casa em ruínas do Conde Modesto Leal que construí a casa, que possuía até uma piscina feita de cimento, que hoje é utilizada por posseiros como tanque para criação de peixes. Caminhadas ecológicas, excursões, esportes radicais, passeios com a escola ou visitas com a família podem revelar grandes surpresas como mirantes com belas vistas. A Gleba fica aberta de terça a domingo das 8:00h às 16h.
Mapa do Parque:
Fontes e Imagens:
Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu
Prefeitura Municipal de Mesquita
Wikipedia
Aventureiros de Nova Iguaçu