A viagem foi programada de ultima hora, até por que não sabia se teria emenda de feriado. Quando fiquei sabendo, já não havia mais nada de albergues da juventude disponíveis em Curitiba, então ficamos no Curitiba Maph Hotel.
Fiquei sabendo que este hotel era no meio da bandidagem e da prostituição, porém, quando chegamos lá, fomos bem recebidos pelo André, o recepcionista e percebemos que estávamos em um local centralizado na cidade. O local é bem tranqüilo, não sentimos falta de nada (Tinha TV no quarto) e não tivemos nenhum tipo de desagrado.
Nossa saída foi no dia 18 de abril, saímos de SP de Carro de madrugada e fomos chegar lá no fim da tarde. Pegamos um pouco de transito ainda em São Paulo, paramos no “O Fazendeiro” e tomamos um café reforçado para prosseguir viagem. Nunca tinha imaginado como era desgastante dirigir por tanto tempo e em uma estrada tão ruim como a BR 116 (Regis Bitencourt). A Regis é uma das piores estradas que já andei durante toda a minha vida; Mal sinalizada, cheia de curvas, grande quantidade de caminhões. Na verdade, os caminhões são um caso a parte, todos descontrolados e nervosos. Pior que isso foram os caminhões argentinos que encontramos pelo caminho. Além da pressa excessiva de todo o caminhoneiro, quando nos viram em sua frente, pensei que iam passar por cima de nós.
Chegamos salvos em Curitiba e começamos a nos espantar com o que aquela terra nos reservava. Cada garota que passava por nós era uma virada de pescoço. Nunca tinha visto uma concentração tão grande de garotas bonitas em um só local. Confesso que voltei para São Paulo com torcicolo.
O povo, da mesma forma que descrevi em meu outro relato do Uruguay, foi extremamente simpático. Todos os locais que íamos fazíamos amizades, até com o pessoal do Giraffas do Shopping Mueller, local que almoçávamos e jantávamos por corte de verba, rs!
Percebi que a gentileza e a boa educação é uma característica predominante do povo do sul. Um lugar totalmente ao contrário da Argentina e bem parecido com o Uruguay, repleto de pessoas interessantes, que estão dispostas a conversar, a lhe atender bem e se interessar pelo que você tem a dizer.
No sábado a noite, fomos ao passeio publico, andamos um pouco de pedalinho para esfriar a cabeça do transito e voltamos ao hotel, tomamos um banho e jantamos no Shopping Mueller. Não tínhamos imaginado o que uma cidade agitada podia nos reservar no dia subseqüente.
No dia 19, acordamos bem cedo para pegar o trem turístico de Curitiba a Morretes. Pegamos um táxi, que custou R$ 8,70, tomamos um café bem reforçado na rodoviária. Vale lembrar que para comprar na hora o valor é R$ 20, mas você pode chegar na hora e não ter vaga, por isso, fomos com as reservas já feitas pela internet, no http://www.serraverdeexpress.com.br e pagamos R$ 58,00 por pessoa.
Vale uma dica: Guias turísticos e vendedores são pessoas tendenciosas, que desejam ganhar comissões. Logo na chegada ao embarque do trem há um barzinho com tudo muito caro, dê meia volta e vá na rodoviária tomar o seu café. Os guias que ali ficam dizem que o café e amanhecido etc, mas é tudo mentira. Pense: Qual vende mais, a lanchonete da rodoviária que vive cheia ou a do embarque, que apenas recebe alguns grupos de pessoas esporadicamente?
Na BWT (A Agencia da Serra Verde Express), fomos bem atendidos pela Priscila Marinho, embarcamos no trem e curtimos as mais belas paisagens. O passeio é maravilhoso, realmente recomendo a todos. O guia, Fábio K, também foi bastante gentil, bem como todos os outros passageiros do trem.
As paisagens são maravilhosas, há cânions, paradas desativadas, arquiteturas em ruínas, represas, tudo aquilo que mereceria um livro para descrever, por isso, vale a pena você conferir pessoalmente. Nunca se esqueça de manter seus braços, rostos e pernas dentro do trem, bem como tomar um excessivo cuidado para não deixar sua máquina fotográfica cair durante o trajeto.
Paisagens exuberantes no trajeto
Chegamos em Morretes, a principio queríamos ir até Paranaguá, mas, pelas informações do guia estava tudo fechado. Resolvemos então descer na cidade mais tosca que já vi: Morretes. Eu me senti aquele senhor endinheirado que acabara de entrar em um prostíbulo, onde todas as garotas o olhavam como dinheiro fácil, abundante e vivo. Todos lugares que íamos era caro e enfiavam a faca na gente. Nosso almoço, o barreado, que parece uma comida mexicana amanhecida e mal feita, foi um dos piores almoços que já comi. È um prato de carne desfiada, banana, laranja e arroz. O restaurante que almoçamos não tinha nome, por isso, não consigo postar aqui.
Em Morretes, vale provar o aimpim chips, a banana chips e o sorvete de gengibre, realmente bem gostoso.
Estávamos cansado desta “prostituição”. Corremos a Rodoviária para pegar o ônibus logo e ir embora. As passagens tinham se esgotado, por isso, ficamos plantados esperando nosso ônibus por mais de duas horas. Nem voltamos a Morretes pois estávamos com malas pesadas em nossas mãos e o calor estava infernal. Pelo menos nos restava uma visão maravilhosa das garotas curitibanas, todas falando cantado, com aquele sotaque bonito.
O ônibus que nos trouxe a Curitiba estava realmente quente. Se estivesse com um ovo em minha mochila ele sairia de lá cozido. Chegamos em Curitiba cansados, esgotados, com uma fome de leão, ou melhor, de Giraffas. Jantamos no Giraffas do Shopping Estação. Conhecemos também os tubos Curitibanos (Não me levem a mal), são locais de embarques que possibilitam integração no transporte público.
Vale ressaltar que o transporte de lá é super eficiente, tem uma história bacana que uma via é rápida e outra é auxiliar, se você gostar disso dê uma pesquisada na Wikipedia que é bem interessante.
Na Segunda Feira, acordamos um pouco mais tarde, tomamos café lá perto mesmo do hotel e fomos fazer os city tours. É muito interessante que, ao pagar o ônibus turístico (R$ 20) Você recebe 4 papeizinhos, que possibilita você descer em quatro lugares, e cabe a você escolher quais serão. Na minha opinião vale: Jardim Botânico, Ópera de Arame, Observatório Panorâmico e Bosque Alemão. Se informe antes de ir pois esta opinião é bem pessoal.
Paramos no Jardim Botânico, um exemplo de parque bem cuidado, bem podado, bem limpo e planejado. O lugar é realmente lindo e existem árvores que foram trazidas pelos europeus, como é possível ver abaixo;
Fomos depois a Ópera de Arame, não vi muita coisa legal a não ser estruturas metálicas e uma estátua de arame. Comprei uma cuia e erva chimarrão, confesso que estou viciado em tomar chimarrão. É uma delícia, estou colocando hortelã junto com as ervas, é realmente bem gostoso.
Ônibus turístico em Curitiba
Pegamos um ônibus de linha e descemos no centro, almoçamos e pegamos o city tour novamente, desta vez fazendo o trajeto completo (de ponta a ponta) . Não parece, mas, são duas horas e meia de viagem. Chegamos, fomos a Lan House distrair um pouco e voltamos ao hotel, onde dormimos preocupados no dia seguinte, na perigosa volta a São Paulo pela BR 116.
Na terça, saímos bem cedo, as 08h30. Chegamos as 17h30 em São Paulo com apenas uma parada no Grall para almoçar. Chegamos em casa após um grande pesadelo de dirigir por esta rodovia.
Vale uma dica: Vá de ônibus ou de avião. Fomos de carro pois achávamos que precisaríamos usá-lo. Ele ficou o tempo todo no estacionamento. O transporte de lá é eficiente. A passagem SP-Curitiba custa mais ou menos R$ 60 pelo Cometa.
Gastos:
18/04 – pedágio – R$ 4,5
18/04 – Água Mineral - R$ 1,50
18/04 – Estacionamento – R$ 15,00
18/04 – Café no Fazendeiro – R$ 7,00
18/04 – Trem Curitiba- Morretes – R$ 58,00
18/04 – Pedalinho – R$ 2,50
18/04 – Gasolina – R$ 25,00
18/04 – Água Mineral – R$ 1,49
18/04 – Pasta de dente – R$ 2,00
18/04 – Giraffas – R$ 28,00
19/04 – Ônibus Morretes - Curitiba – R$ 11,93
19/04 – Táxi – R$ 4,95
19/04 – Café Rodoviária - R$ 4,50
19/04 – Giraffas Almoço – R$ 13,70
19/04 – Ônibus Rodoviária – Passeio Público – R$ 1,00
19/04 – Internet + Ligação Uruguay – R$ 8,70
19/04 – Almoço Barreado – R$ 22,00
20/04 – City Tour – R$ 20,00
20/04 – ônibus municipal – R$ 20,00
20/04 – Água – R$ 1,50
20/04 – cuia – R$ 7,50
20/04 – erva chimarrao – R$ 4,50
20/04 – internet – R$ 4,00
20/04 – Café na Padaria – R$ 4,50
20/04 – Almoço Giraffas – R$ 9,80
20/04 – Mate Leão – R$ 1,50
20/04 – Janta Giraffas – R$ 14,70
21/04 – Almoço Grall – R$ 29,27
21/04 – Café na Padaria – R$ 4,50
21/04 – Pedágio – R$ 4,50
Gasto total viagem: R$ 371,74




hahahaha vejam aqui: 








Resumo