As 10 cidades perdidas da América do Sul

Mitos como o de Atlântida, a lendária ilha mencionada nos diálogos Timeu e Crítias de Platão, e outras lendas sobre continentes, cidades e civilizações perdidas ainda habitam o imaginário de aventureiros e viajantes. Ao longo da História muitos se arriscaram e perderam a vida em busca de suas ruínas e tesouros. Algumas destas cidades foram redescobertas e se tornaram grandes pontos de visitação turística, outras ainda fazem parte do mundo das lendas e continuam instigando nossa imaginação.

Com a flexibilização* das regras decorrentes da pandemia é possível visitar algumas cidades já que elas estão em países reabertos aos brasileiros. Confira quais são as principais cidades perdidas (e redescobertas) na América do Sul:

1 – Teyuna, Buritaca-200 ou Ciudad Perdida – Colômbia

Ciudad Perdida - Foto: Marioluc / Membro de honra da comunidade Mochileiros.com
Ciudad Perdida – Foto: Casal100 / Membros de honra da comunidade Mochileiros.com

Buritaca 200 ou Ciudad Perdida foi descoberta em 1976 por uma equipe de arqueólogos colombianos e é o mais preservado sítio arqueológico entre os mais de 250 encontrados na região da Serra Nevada de Santa Marta, na Colômbia.  A pequena cidade construída e habitada pelos índios Taironas entre os anos de 800 e 1600 d.C, hoje recebe viajantes de todo o mundo. O acesso à cidadela se dá por trilhas que cortam o vale do Rio Buriticá em um trekking que tem duração média de 5 dias (ida e volta). 

Faz um tempinho, foi em 2010 que o Casal100 (Membros de honra do nosso fórum) estiveram por lá e dividiram com a comunidade a experiência. Confira o relato deles clicando aqui.

Ah e se você ficou interessado em ir pra lá, a gente fez um post com sugestões de destinos para viajar para Colômbia. Não esqueça de ver, aqui.

2 – Tiwanaku – Bolívia

Templo de Kalasasaya - Foto: Wikimedia Commons
Templo de Kalasasaya – Foto: Wikimedia Commons

A civilização Tiwanaku foi a mais importante cultura pré-incaica do altiplano andino e é considerada por alguns historiadores como a “Cultura Mãe da Bolívia”.  
A cidade construída à margem sudeste do lago Titicaca, foi o principal centro religioso e urbano desse povo que habitou a região entre os anos de 1500 a.C e 1.000 d.C.  O sítio arqueológico que possui o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é formado por templos, monolitos e pórticos, e ao longo dos anos sofreu com saques e escavações amadoras.
A cidade que fica a apenas 76 Km de La Paz e por tudo que representa, vale a visita. É uma das principais atrações da região.  

3 – Caral – Peru

Ruínas de Caral – Foto: Divulgação

A cerca de 200 km ao norte de Lima e escondida entre as montanhas do Valle de Supe, estão as ruínas de Caral, a mais antiga civilização da América.   Encontrada em 1994 durante escavações da arqueóloga peruana Ruth Shady, a cidade sagrada de Caral possui diversas construções como templos e pirâmides que foram erguidas pelos Supes que viveram na região entre os anos 3000 a.C. e 1800 a.C.
Caral é considerada a maior descoberta arqueológica do continente e foi a única civilização americana contemporânea das civilizações Chinesa, Indiana, Egípcia e Mesopotâmica. A cidade que em seu ápice chegou a possuir mais de 3.000 habitantes, desapareceu devido a ocorrência de longas secas que forçaram sua população a abandonar a região. 
Mais informações sobre Caral, aqui.

4 – Chan Chan – Peru

Statue in Chan Chan ruins

Foto: Éamonn Lawlor

Chan Chan foi a capital do Reino Chimú, povo que habitou a região dos vales dos rios Moche e Chicama, no norte do Peru, entre 900 e 1470 d.C.
Declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1986, as ruínas da cidade ficam a 5 km da atual cidade de Trujillo. Todo construído em adobe (barro misturado com palha ou outras fibras naturais), este centro urbano e religioso chegou a abrigar mais de 35 mil pessoas. Suas praças, templos, palácios e muros são decorados com desenhos em alto relevo que representam elementos da natureza, guerreiros e divindades da Cultura Chimu.  
O nome Chan Chan, vem de Chang Chang do idioma Quingnam (nativo dos Chimus) e significa Grande Sol. 
Site oficial: https://chanchan.gob.pe/

5 – Machu Picchu – Peru

Machu Picchu | Foto sob licença Creative Commons.

A cidade perdida dos incas, redescoberta pelo arqueólogo norte-americano Hiram Bingham em 24 de julho de 1911, dispensa apresentações e é um dos destinos mais visitados do mundo.
Mais informações sobre Machu Picchu podem ser conferidas clicando aqui.

6 – Choquequirao – Peru

Vista das ruínas de Choquequirao | Foto: Divulgação/Peru.Travel

A Irmã sagrada de Machu Picchu foi um centro cultural e religioso, e ponto estratégico para o controle de acesso à outras cidades do império Inca. Foi também um dos últimos focos de resistência e refúgio durante a invasão espanhola. Os viajantes que procuram por uma experiência “mais econômica e menos turística” na região de Cusco, podem se aventurar por um trekking de 60 Km até suas ruínas. A travessia que dura em média 4 dias,  passa por um dos cânions mais profundos do mundo, o Cânion do Rio Apurímac, e segue até Choquequirao por estreitas e sinuosas trilhas que dão vista ao nevado de Salkantay.
Mais informações sobre Choquequirao podem ser conferidas aqui.

7 – Kuhikugu ou sítio X11 – Brasil

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Maquete virtual da cidade de Kuhikugu

Kuhikugu ou X11 é o sítio arqueológico da maior cidade pré-colombiana já descoberta na Amazônia. Construída por ancestrais do povo Cuicuro (que habitam o que hoje conhecemos como Parque Nacional do Xingu) contava com construções complexas e servia de conexão a diversas aldeias menores, de acordo com estudos iniciados em 1992, pelo arqueólogo Michael Heckenberger.
Kuhikugu chegou a reunir 50 mil habitantes e seu desaparecimento se deu por conta do contato destes povos com as doenças trazidas pelos descobridores europeus.

Saiba mais sobre Kuhikugu clicando aqui e informações como visitar as regiões próxima ao Parque Indígena do Xingu aqui

8 – Marcahuasi – Peru

Marcahuasi - Foto do geólogo Luis Ayala do Blog Explorock
Marcahuasi – Foto do geólogo Luis Ayala, do Explorock

Marcahuasi é um planalto de origem vulcânica com 4.000m de altitude, localizado ao leste de Lima, na cordilheira dos Andes, e que entre os anos de 1200 e 1460 foi habitado pelos índios Huancas.  A área de 4Km² possui um conjunto extenso de formações rochosas, sendo que algumas lembram animais, cabeças e perfis de rostos humanos, as quais, segundo o arqueólogo Daniel Ruzo (1900-1991), teriam sido esculpidas há mais de 10.000 anos por uma civilização desconhecida.

Algumas destas formações, como o “Monumento à Humanidade”,  possuem riqueza de detalhes e realmente nos levam a questionar se os antigos habitantes não teriam aproveitado as diferentes formas naturais para esculpi-las. De qualquer maneira, se foram ou não esculpidas, formam um cenário único, que vale muito ser visitado. Um destino pra mochileiro nenhum botar defeito.

Em feriados e no período das festas pátrias peruanas o local recebe centenas de viajantes, que passam os dias acampados em uma área conhecida por “Anfiteatro”.

A melhor época para conhecer Marcahuasi é no período de seca que vai de agosto a outubro.

Para chegar ao local é preciso pegar um ônibus a partir de Lima com destino ao Parque Echenique, que fica na cidade de Chosica e de lá pegar outro até o vilarejo de San Pedro de Casta. Em San Pedro você deve seguir a pé por um caminho com 4km de subida até o local chamado Anfiteatro (foto abaixo).

Uma das formações de Marcahuasi, o Monumento à humanidade - Foto: Wikimedia Commons
Uma das formações de Marcahuasi, o Monumento à Humanidade – Foto: Wikimedia Commons
Foto tirada na semana da Páscoa com mais de 1.000 pessoas acampando na área conhecida como Anfiteatro, am Marcahuasi - Foto de Alan Matthew
Cena numa semana de Páscoa (antes da pandemia). Na ocasião mais de 1.000 pessoas acamparam na área conhecida como Anfiteatro | Foto: Alan Matthew

 

9-  Forte de Samaipata – Bolívia

O Forte de Samaipata é considerado o maior petróglifo do mundo. A pedra que mede 250m de comprimento e 60m de largura  fica no topo de uma colina a 1.950m de altitude em uma área próxima ao Parque Nacional Amboró na Bolívia. É chamado de “Forte” devido sua localização estratégica, mas serviu como um centro cerimonial e ponto de observação astronômica para a Civilização Chané, povo que possivelmente teria esculpido o macico rochoso. Na pedra há figuras que representam animais e outros desenhos geométricos.
O local que desde 1998 é Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO ainda não passou por estudos aprofundados, mas sabe-se que além dos Chanés, foi ocupado pelo império Inca pouco antes da invasão espanhola. O sítio arqueológico fica a 9km da cidade de Samaipata, que está a 120km de Santa Cruz de La Sierra.

Turistas visitando o Forte de Samaipata - Foto do fotógrafo Eduardo Tain Daza
Turistas visitando o Forte de Samaipata | Foto: Eduardo Tain Daza

10 – Kuélap – Peru

Os Chachapoyas formaram entre os séculos VII e XV, a maior e mais importante civilização pré-incaica da Amazônia peruana. Foram responsáveis pela construção de diversos monumentos de pedra como Kuélap, Gran Pajatén e as tumbas da Laguna de los Cóndores. Eram conhecidos como guerreiros das nuvens por habitar e construir fortalezas nas terras altas do Amazonas e por serem “índios brancos”, característica que chamou a atenção do cronista e conquistador espanhol Pedro Cieza de León, que relatou em um tom narcisista em La Crónica del Perú,(1551)  que ” los chachapoyas eran indios blancos cuya hermosura era digna de soberanos cuyos ojos eran azules, los cuales eran más blancos aún que los mismos españoles” (os Chachapoyas eram índios brancos cuja beleza era digna de soberanos; cujos olhos eram azuis, os quais eram ainda mais brancos que os próprios espanhóis”).
Os guerreiros das nuvens resistiram durante muito tempo até serem submetidos ao império Inca. Por esse motivo teriam se tornado aliados dos espanhóis durante o processo de conquista.

A hoje, cidade de Chachapoya, é a capital do departamento homônimo e ponto de partida da região, que é repleta de atrativos naturais, históricos e arqueológicos, entre eles as ruínas da civilização Chachapoya, a Catarata de Gocta e a Laguna de los Cóndores.

Kuélap – que é o maior complexo de ruínas desta civilização – é uma fortaleza amuralhada construída no alto de uma montanha com 3.000m de altitude.  O nome Kuélap, significa “lugar frio” e se deve ao fato de ter sido construída em um floresta nublada.

Como chegar:
A partir de Chachapoyas é necessário tomar um ônibus até o vilarejo de Tingo e depois outros ônibus até a entrada do complexo. 4 horas de viagem no total. Há agências locais que oferecem o serviço de tour para as ruínas.

Mais informações sobre Kuélap podem ser conferidas aqui.

Muralha de Kuelap - Foto de Joseph A Ferris III
Muralha de Kuélap – Foto: Joseph A Ferris III
Fotografia aérea da fortaleza de Kuelap - Foto de Gordon Wiltsie do site Alpenimage.com
Fotografia aérea da fortaleza de Kuélap | Foto: Gordon Wiltsie/Alpenimage.com
Catarata de Gocta - Foto: PromPeru
Catarata de Gocta | Foto: PromPeru

Bônus track ‘Indiana Jones Virtual’

Seguem abaixo alguns links para que você faça uma busca na internet por outras cidades perdidas:

  • Marcahuamachuco – Ruínas de uma cidade pré-incaica no Peru
  • Manco Pata – Ruínas de uma fortaleza encontrada próximo na região de Cusco
  • Huaca Chotuna – As pirâmides de barro da civilização Lambayeque
  • Pachacámac – Ruínas de uma cidade pré-incaica da Civilização Lima
  • Sacsayhuaman – Ruínas de uma fortaleza Inca que fica a 2km de Cusco
  • Akakor – Lenda sobre a possível existência de 3 pirâmides na Floresta Amazônica. Criada por um alemão fugitivo que se refugiou no Brasil e que provavelmente usava a história para enganar turistas europeus. Um verdadeiro roteiro de Hollywood com direito a assassinatos e tudo mais.
  • Paititi – A lenda mãe que originou lendas como El Dorado, conta sobre uma cidade construída pelos Incas na Floresta Amazônica, para onde foram levados diversos objetos de ouro do império Inca durante a invasão espanhola. Para alguns pesquisadores é mais que uma lenda, pois há vários registros históricos sobre sua existência. Seria também um belo argumento para uma produção hollywoodiana. Uma das versões da história é conta que a cidade  teria sido encontrada durante o Governo Fujimori e que o mesmo a teria saqueado e levado todo seu ouro para o Japão. Essa versão é contada pelo padre Juan Carlos Polentini no Livro “El Padre Otorongo” que você pode conhecer aqui.

Cidades Lendárias

Cueva de los Tayos

Índios amazônicos e um missionário católico colecionador de tesouros. Um pesquisador húngaro-argentino e as ruínas de uma cidade subterrânea. Um escritor canastrão e uma expedição presidida por um astronauta americano são os elementos de uma história baseada em fatos reais, e que facilmente poderia se transformar em um filme de Hollywood: A Lenda de Cueva de Los Tayos.

Sala de Cueva de los Tayos - Foto da Expedição Moricz de 1969
Sala de Cueva de los Tayos – Foto da Expedição Moricz de 1969

O primeiro personagem desta história é o italiano Carlos Crespi Croci (1891-1982), o Padre Crespi, missionário salesiano enviado ao Equador em 1927, que reuniu até o ano de sua morte,  uma coleção com diversos objetos presenteados pelos índios da tribo Shuar.   O acervo que fazia parte de um pequeno museu localizado nos fundos de sua igreja, na cidade de Cuenca, era formado por estatuetas e placas metálicas (com inscrições e desenhos) e eram, de acordo com o religioso, de origem suméria e babilônica. Todo os objetos da coleção teriam sido encontrados em diversas cavernas na região da província amazônica de Morona-Santiago.

A mais importante caverna da região é Cueva de los Tayos (Caverna dos Tayos), que é formada por um conjunto de longas galerias subterrâneas e serve como habitat para os Tayos, uma espécie de pássaros com hábitos noturnos.   As formas lineares de algumas das estruturas da caverna lembram tetos e paredes de pedra e ajudaram a fundamentar a tese do segundo personagem da trama, János Moricz, pesquisador húngaro-argentino que em 1964, afirmou ter visitado o local e encontrado o que seriam “as ruínas de uma cidade subterrânea”. Moricz afirmava que aquelas estruturas eram parte de um “mundo subterrâneo” que ligava diversos pontos da América do Sul e que ali ainda haviam diversas placas que compunham uma espécie de “biblioteca metálica com a relação cronológica da História da humanidade”.

Para confirmar sua tese, em 1969 o pesquisador realizou uma expedição até o local, quando conseguiu tirar algumas fotos das supostas ruínas.  A notícia se espalhou pelo mundo e despertou interesse de diversos pesquisadores da época, entre eles uma figura controversa que é nosso terceiro personagem, o escritor suíço Erick Von Daniken, autor de “Eram Deus os Astronautas?”.

Daniken instigado pela descoberta viajou ao Equador onde foi recepcionado por Moricz. que lhe contou todos os detalhes de sua expedição e o levou para fotografar as peças do Padre Crespi.   O fruto desse bate-papo e as fotos dos objetos compõem o livro  “The Gold of the Gods” de 1973, no qual Daniken, narra ter, ele próprio percorrido “subterrâneas construções no Equador” e encontrado diversas peças que continham evidências sobre visitas de extraterrestres às antigas civilizações da Terra.   Mais tarde, Moricz desmentiria o escritor através de uma entrevista concedida à revista alemã Der Spiegel. De qualquer forma, o livro que foi traduzido para 25 idiomas e que na época vendeu mais de 25 milhões de exemplares, foi o principal motivo para que outros estudiosos visitassem a região.

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Imagem da expedição organizada por János Moricz em 1969

Em 1976 uma expedição científica organizada pelo engenheiro escocês, Stanley Hall e patrocinada pelo governo britânico levou uma equipe com mais de 150 pessoas para investigar o local. A expedição amparada pelos exércitos britânico e equatoriano, contou com a participação de 35 cientistas e foi simbolicamente presidida pelo o astronauta americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua. A equipe percorreu 5 km pelo interior da caverna e relatou não ter encontrado nenhum objeto de interesse arqueológico. Os estudiosos também constataram que as formas inusitadas de algumas das galerias e salas da caverna eram obra da natureza.

As placas e demais objetos da coleção do Padre Crespi sumiram misteriosamente após a sua morte e Cueva de los Tayos continua sendo visitada por aventureiros e pesquisadores.

 Z, uma cidade perdida no Coração do Brasil

Reportagem sobre o Coronel Fawcett publicada no Jornal Correio da Manhã em 02-02-1952
Reportagem sobre o Coronel Fawcett publicada no Jornal Correio da Manhã em 02/02/1952

Tradições orais, lendas, um manuscrito encontrado em 1839 na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e o misterioso desaparecimento de um arqueólogo britânico em 1929, são os principais elementos do maior mito arqueológico do século XX. Uma epopeia que inspirou personagens como Indiana Jones e romances como “O Mundo Perdido” de Arthur Conan Doyle.

Uma carta enviada por bandeirantes às autoridades do Império do Brasil, o Documento 512, relata a descoberta de uma cidade abandonada em meio ao sertão baiano. O manuscrito com o longo título de “Relação historica de uma occulta, e grande povoação antiquissima sem moradores, que se descobriu no anno de 1753.” descreve os diversos ambientes de uma cidade abandonada, encontrada pelos bandeirantes que estaria localizada próxima aos rios Una e Paraguacú, na região da Chapada Diamantina.

Baseado neste documento e em diversas outras lendas, Percy Harrison Fawcett (1867 – 1925?), o Coronel Fawcett, arqueólogo e explorador britânico que, entre os anos de 1906 e 1924 já havia realizado diversas expedições de reconhecimento pela floresta Amazônica, decide voltar à região para encontrar  “Z”: uma cidade de pedra construída por uma civilização desconhecida na floresta.

Para realizar a empreitada, Fawcett convidou seu filho mais velho Jack Fawcett e um amigo, Raleigh Rimmell; em março de 1925 o trio seguiu floresta adentro a partir da cidade de Cuiabá e desapareceu sem deixar rastros. O último registro do grupo se deu em 29 de maio de 1925, através de uma carta enviada por Fawcett à esposa, avisando que a expedição entraria em um território até então inexplorado por ele. Esse território eram as terras dos índios Cuícuros, que hoje fazem parte do Parque indigena do Xingu.

Há várias versões sobre o desaparecimento de Fawcett e seu grupo, entre elas o relato do sertanista Orlando Villas-Bôas que afirmou que o Coronel teria sido morto pelos índios Kalapalos, após um desentendimento com membros desta tribo.

A saga do Coronel Fawcett foi tema dos livros “O Enigma do Coronel Fawcett: o Verdadeiro Indiana Jones” de Hermes Leal (Ed Nova Fronteira) e “Z, A Cidade Perdida” de David Grann. (Ed Cia das Letras) e foi adaptada para o cinema no filme Z: A cidade perdida:

Você pode comprar este livro clicando aqui | Foto: Reprodução.
Você pode comprar este livro clicando aqui | Foto: Reprodução.

Sonhar, buscar o desconhecido, contemplar o que é belo é a nossa única recompensa.
As conquistas de um homem devem exceder suas pretensões. Caso contrário para que serve o paraíso?
(Do filme ‘The lost city of Z’ ou ‘Z- A Cidade Perdida’)



*As cidades que aparecem neste post estão em países onde atualmente é possível a entrada de brasileiros a Turismo. Deles, a Colômbia é o país com menos restrições de viagem, seguido de Peru e Bolívia.
Você pode conferir neste post quais são os países da América do Sul reabertos para brasileiros.

A imagem que abre o post é de um entardecer em Marcahuasi | Foto: Ozesama (CC BY-SA 4.0)
[Post atualizado em 13/12/2021]

16 comentários em “As 10 cidades perdidas da América do Sul”

  1. Ainda existem muitos sítios arqueológicos pouco conhecidos na floresta amazônica e provável que muitos outros ainda não descobertos.
    Algumas sugestões para pesquisa:
    El Gran Pajaten.
    http://fuerzamilitarperu.foroactivos.net/t292-el-gran-pajaten-nueva-maravilla-del-mundo

    Sítio Arqueológico de Calçoene no Amapá.
    http://www.mochileiros.com/curiosidades-para-viajantes-locais-ou-fatos-inusitados-t23148-15.html#p377901

    Complexo arqueológico de El Brujo no Peru.
    http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jGw-bUYa13hfgnNOIGG3psDV1rMA

    http://www.youtube.com/watch?v=d1luC0HSESQ

    Responder
    • Eu vi essa matéria na Record ontem, achei bem interessante. O problema é que frisaram bastante o fato de existirem inúmeros outros sítios nas partes das florestas "ainda" intocadas.

      Responder
    • É verdade! Há muitos ainda, só na América do Sul. Vou pesquisar por esses a, pra incluir no segundo post. Valeu Sandro!

      Responder
  2. Das cidades perdidas citadas aqui já estive em Machu Picchu, Tiwanaku, Chan Chan, Choquequirao e a Cidade Perdida na Colômbia… Acho que tenho uma queda por “cidades perdias”. rsrs
    Grata por compartilhar o link do blog.

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