Olá viajante!
Bora viajar?
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Depois de três viagens seguidas para a Europa, era hora de retornar à América Latina. A ideia inicial era um tour por alguns países da América Central, mas os preços dos deslocamentos aéreos desmotivaram, e a opção pelos longos deslocamentos terrestres – dado o pouco tempo disponível – sepultaram a ideia.
Então pensei em Panamá e Colômbia. No fim das contas, acabei cortando o Panamá por conta dos absurdos custos de passagem aérea entre os dois países (dado que estamos falando de um voo de apenas 1 hora). Lendo vários bons relatos sobre a Colômbia aqui no mochileiros.com, montei um roteiro pelo país, que foi se modificando até o formato final.
Quando
Duas semanas, de 16 a 30 de Nov/2012
O roteiro
Dia 1 – (Rio) – Bogotá
Dia 2 - Bogotá
Dia 3 – Bogotá (voo à noite para Medellin)
Dia 4 - Medellin
Dia 5 – Medellin (voo à noite para Cartagena)
Dias 6-8 - Cartagena
Dia 9 – Cartagena – (voo à tarde para San Andres)
Dias 10-12– San Andres
Dia 13 – San Andres (voo à tarde para Bogotá)
Dia 14 – Bogotá/Zipaquirá (voo à noite para o Rio)
Leituras de viagem
- Muitos relatos do mochileiros.com
- Lonely Planet - Colômbia
- Wikitravel, blogs diversos
Onde ficamos
[cidade - lugar - valor diária]
Bogotá – Ibis – 71.400 COP
Medellin – Ibis – 71.200 COP
Cartagena – Casa Abril II – 130.000 COP
San Andres – El Viajero Hostel – 130.000 COP
Bogotá - Casa Bellavista Hostel – 70.000 COP
Em todos os lugares ficamos em quarto de casal com banheiro privado. Todos eles foram bons. Únicos “poréns” seriam o Casa Abril II, em Cartagena, porque a TV pifou na 3ª noite e não foi consertada nem na 4ª noite (felizmente não ligamos muito pra TV, mas é o tipo de coisa que deveria ter sido sanada) e o El Viajero, que achei o custo-benefício um tanto fraco.
Os Ibis foram reservados via Accor.com, e só fiquei no de Bogotá por conta de uma baita promoção de 40% de desconto para o feriado de 15/Nov. Os outros foram reservados via booking.com. Todos atenderam às expectativas.
Em Bogotá eu queria ficar mais próximo da Candelária, em Medellin o Ibis tinha um preço na mesma faixa de outras opções econômicas (então fui de Ibis mesmo), em Cartagena eu queria ficar dentro da cidade murada (mas não em Getsemani). Em San Andres eu tentei reservar uma das pousadas sugeridas por aqui (Cli’s, Mary Inn), mas a comunicação via e-mail era inexistente ou incrivelmente ruim (demorada e/ou sem responder ao que perguntei), então fechei com o El Viajero.
Os transportes entre cidades
[trecho / cia / custo por cabeça]
Rio – Bogotá / Avianca / 1.013 BRL
Bogotá – Medellin / Avianca / 137 COP
Medellin – Cartagena / Avianca / 135 COP
Cartagena – San Andres / Copa / 700 BRL
San Andres – Bogotá / Copa / 690 BRL
Bogotá – Rio / Avianca / 1.013 BRL
O trecho Rio – Bogotá – Rio nós compramos numa promoção que descobrimos via Melhores Destinos. Infelizmente tivemos de cortar dois dias da viagem para atender ao período da promoção (e pagar metade do preço!). Os trechos internos da Copa nós compramos logo a seguir. Aí, cismado com os preços altos do site brasileiro da Avianca, fui checar o site colombiano deles. Resultado: cheio de promoções! Comprei lá os outros trechos internos.
Relato
Dia 1 – Bogotá
O vôo da Avianca atrasou um pouco, mas achei o serviço muito bom. Chegando em Bogotá, pegamos o taxi conforme instruções prévias: guichê indicando para onde iríamos, tripinha impressa com o valor a pagar (21 COP até o Ibis) e pronto. Assim fomos.
Largamos as coisas no Ibis e fomos explorar a cidade naquele fim de tarde. Caminhamos em direção à Candelária pela Carrera 7, que estava fechada para carros em boa parte do trajeto.
Plaza Bolivar
Entramos em algumas igrejas no caminho, com destaque para a de Igreja de São Francisco. Passeamos pela Plaza Bolivar (bela, mas achei bem degradada, sobretudo pelas pichações nos monumentos), demos a volta no Palácio Presidencial – estava rolando alguma parada, que eu acho que era a troca de guarda, bem interessante.
Desfile militar nos arredores do Palácio Presidencial
Seguindo nosso passeio sem roteiro pela Candelária, chegamos na região cultural na Calle 11. Entramos no Museo Botero (grátis). Achei sensacional, adoro Botero! Logo do lado tem a Casa de La Moneda (grátis), onde apenas passamos rapidamente.
Museu Botero -- lá pode fotografar!
Já á noite noite, fomos ao Bogotá Beer Company na Carrera 4 pra fechar. Experimentamos todos os tipos disponíveis, gostamos de vários.
Dia 2 – Bogotá
Era dia de irmos ao Cerro Montserrat. Subida custa 7.700. Compramos só de ida, porque a ideia era descer a pé. Passeamos por tudo lá em cima. Boas vistas panorâmicas da cidade. Muita gente subindo a pé, parece ser local de exercício dos locais, ao menos nos fins de semana.
Os locais de lanche que ficam no final, depois das lojinhas, são incrivelmente caros – mais até que as lanchonetes ao lado das estações! Para piorar, comemos uma arepa com queijo que foi a pior (e mais cara) de toda a viagem.
Li muita gente falando que é necessário levar um casado, que lá faz frio e tal. É verdade, a temperatura é ainda mais baixa que no centro da cidade. Ainda assim, o casaco fica a critério de cada um. Em toda a viagem, só usei casaco quando choveu.
Vista do alto do Cerro Montserrat (repare a chegada do caminho de pedestres no canto)
Descemos o cerro a pé mesmo. São uns 2 km, ótimos para testar a resistência dos joelhos, eheheheh. Acho, sinceramente, que é melhor subir do que descer.
A seguir passamos na Quinta de Bolivar, que estava em reforma e, portanto, nada nos cobrou para entrar. Também não havia muito o que ver, a não ser pelos jardins.
Começou a chover, então seguimos rapidamente para o Museo de Oro (3 COP), que é qualquer coisa de extraordinário! Enorme, um baita acervo, você pode passar horas e horas lá dentro, se for do seu interesse e se tiver disposição. Para nós, pouco mais de uma horinha já bastou.
Museo de Oro
Retornamos à Plaza Bolivar, entramos na Catedral – tinha muito, mas muito cocô de pombo na fachada, não sei porque aqueles lances anti-pombos que vejo em todo canto da Europa não pegam por aqui. Entramos também na Igreja de Santa Fé (2 COP, única igreja paga na cidade), que tem um lindíssimo interior.
O belo interior da Igreja de Santa Fé
Em seguida fomos conhecer o Museu da Policia (grátis), que era recomendado em vários cantos. Mas não achei lá tão interessante assim, talvez por conta da expectativa criada. De qualquer forma, o interior do prédio é interessante.
Dentro do Museu da Polícia
Fomos então para a Zona Rosa, calle 82, sob chuva. (15 COP de taxi). Katia queria ver uma loja específica (!!), e queríamos também jantar no André Carne de Res. Assim fizemos.
O Andre Carne de Res é bem interessante. É caro em relação a outros preços que vi na Colômbia, mas num patamar relativamente semelhante a muito restaurante que vejo por aqui no Rio. Comida muito boa. Cardápio parece um relatório de tão longo. Cerveja muito cara (na faixa de 10 COP as comuns locais; consumi apenas a cerveja da casa).
Andre Carne de Res
De lá fomos tomar saideiras no Palos de Moguer, outra cervejaria local de Bogotá, que fica nos arredores do Clube Andino. Gostei mais das cervejas do BBC.
Pegamos um taxi para hotel (10 COP), mas paramos antes porque vimos, no caminho uma decoração natalina muito maneira num parque. Era o Parque Nacional Metropolitano, conforme o taxista nos falou. Fomos lá mesmo debaixo de chuva. Parque vaziaço, bem ermo, e os dois turistas lá fotografando decoração sob chuva. Mas o efeito da chuva era bem bacana.
Enfeites natalinos noturnos no Parque Nacional
Dia 3 – Bogotá
Fizemos check-out e fomos conferir a feira de domingo de Usaquen. 20 COP de taxi até lá. Chegamos cedo, umas 9hs, ainda tava meio que começando. E começando lentamente, porque tava chovendo. Passeamos nos arredores (bairro bem legal!), tomamos café da manhã na feirinha, com direito a deliciosas empanadas (cafés + empanadas na feirinha custaram menos que uma arepa do Cerro Monserrat!), e seguimos nosso roteiro. Fomos descendo as ruas em direção à Zona T, longa caminhada.
Feira de domingo de Usaquen, ainda cedo pela manhã, começando...
Passamos pela Hacienda de Sta Bárbara, que foi uma antiga fazenda e hoje é apenas um shopping. Demos apenas um tempo (tava tudo fechado naquela hora da manhã) para a chuva diminuir e seguirmos nossa caminhada. Passamos por algumas agradáveis áreas residenciais nos arredores da Hacienda.
Tava rolando corrida de rua de lá, com a Carrera 7 fechada e áreas delimitadas para bicicleta em alguns cantos – bem parecido com o que rola em São Paulo em domingos e feriados, com uma galera responsável pela sinalização para carros e ciclistas.
Depois de longa caminhada, chegamos ao Parque Museo Chicó, bem legal, mas com o museu fechado no domingo.
Museu Chicó
Segumos para o Parque de La 93, área nobre de bares e restaurantes, uma praça bacana e limpa. Descemos para a Zona Rosa/Zona T passando por áreas residenciais bem maneiras. Demos uma pausa para recarga num pub estilo irlandês a Zona T, mas que servia BBC.
A Zona T, duas ruas cheias para pedestres que se cruzam, formando um T
Pegamos um taxi (12 COP) para a Torre Colpatria (3,5 COP). Não tinha quase ninguém. Belas vistas, bem bacana. Felizmente tinha parado de chover (choveu acho que toda a manhã)!
Do alto da torre colpatria
Passamos pelo Parque Independência e seguimos para conhecer a Plaza de Toros. Não estava oficialmente aberto, ao que tudo indica. Mas tinha uma galera do Bogotá Bike Tours lá dentro. Perguntei ao segurança se podíamos entrar e ele disse que sim. E então ouvi uma frase que mais tarde ouviria outras vezes na viagem: “La propina para mi es voluntaria” Entendido?
Plaza de Toros
Lá dentro é bem legal, mesmo para quem não curte touradas (nosso caso).
Seguimos para a nossa última atração antes de pegar o voo para Medellin, o Museo Nacional. Achei o museu espetacular para quem se interessa pela história colombiana e/ou latino americana. Era domingo, a entrada foi grátis.
Corredores do Museo Nacional
Almojanta na região gastronômica da La Macarena, que fica perto do Ibis. Tinha um BBC lá, mas optamos por comer num mexicano, La Verdad. Achei meio mais ou menos. Pegamos taxi no Ibis para o aeroporto (25 COP).