Olá viajante!
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Perto da cidade existem vários hotsprings, que são piscinas vulcânicas, como em Caldas Novas-GO. Fui duas vezes ao resort Cheena Hot Springs, para ir nas piscinas e fazer trilhas. É muito maluco est
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Aí vai um videozinho que fiz lá! Estava -47C esse dia e fui fazer um teste... Jogando água fervendo para cima, ela congela na hora! Os flocos de gelo mais pesados caem e os menores ficam flutuando.
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Pensamentos finais: Após umas 6 semanas, quando já estava bem integrado ao cotidiano de Fairbanks, percebi o quanto verdadeiras eram as palavras que um cara me disse no avião, indo para lá : “Alaska
Preparativos:
Para mim, o Alaska sempre foi um lugar inacessível; conhecido apenas por documentários ou livros de aventuras no ártico.
Foi numa agência de intercâmbio onde vi que este amor platônico poderia ser consumado.
Eu já conhecia os programas de Work & Travel (trabalho de férias no USA para universitários),
então resolvi aliar esta experiência de trabalho com um estágio em uma universidade americana
(University of Alaska Fairbanks), num lugar totalmente diferente de qualquer outro que conheci.
O pessoal da agência de intercâmbio achou meio estranho: “Meus deus! Nunca mandamos
ninguém para lá! Tem certeza que quer ir?” Certeza absoluta!!! Ainda mais depois que o hotel em
Fairbanks me aceitou como camareiro e consegui o estágio voluntário na universidade.
Tudo certo! Em três meses estaria embarcando em uma viagem de 27 horas para Fairbanks
Aí caiu minha ficha! Iria para um lugar onde ninguém que eu conhecesse foi. Enfrentaria uma das
menores temperaturas do planeta e não sabia absolutamente nada sobre The Great Land.
O primeiro passo foi comprar o Lonely Planet – Alaska. Enfim,
algumas dicas úteis! Pude ver algo sobre o lugar onde passaria o inverno todo. Achei bastante coisa
também do Google, mas o livro foi mais útil.
Com minhas pesquisas, vi que o frio era mais intenso que eu imaginava! Eu tinha roupas
para um frio normal, de até –10C. Porém, antes de ir, não comprei quase nada, pois além de não
existirem roupas apropriadas aqui em São Paulo, o pouco que tem é muito caro. Aí vai uma dica: em lugares frios, roupa quente não é artigo de luxo (como em São Paulo), é artigo de necessidade; então, as roupas quentes são MUITO baratas em lugares de frio. Hora de ir! Aproveitei bem meus últimos dias de Sol, já que no solstício de inverno veria o Sol só durante três horas e meia. Parti com uma série de dúvidas e medos, entretanto sorria; pois sabia que seria uma viagem maravilhosa e inesquecível.
Chegada:
Após 21h de viagem (com 2 escalas) pisei pela primeira vez no 50o estado do USA. Era somente a última escala, em Anchorage, que é a maior cidade do Alaska. Fiquei muito feliz! Mas ainda faltavam algumas horas até chegar em Fairbanks.
Boas vindas no aeroporto de Anchorage
Já em Fairbanks, fiquei meio apavorado com o frio! Só que o que mais me apavorou foi quando me falaram que o clima estava morno devido a uma frente quente! Caramba, como -12C
pode ser ameno?!? Se eu estava tendo dificuldade com -12C, imagina quando a massa de ar quente fosse embora?
Com os passar dos dias, vi que meu maior problema era com a falta de Sol. Cheguei dia 10
de dezembro, faltando apenas 11 dias para o solstício. O Sol aparecia por pouquíssimas horas e
ficava sempre bem baixo, perto da linha do horizonte. Com o tempo meu metabolismo foi se
acostumando à falta de luz. Apesar dos problemas iniciais, era lindo o nascer/pôr do Sol que durava
5 horas!
Nascer do Sol às 11:20 da manhã
Logo comprei roupas bem quentes e meu metabolismo também se acostumou ao frio. Em
duas semanas, já me sentia como um local!
Minha rotina era: trabalhar no hotel 5 dias por semana, ir para a faculdade um dia e passear
no outro. Claro que também passeava após o trabalho e a faculdade. Aproveitei cada segundo no
Alaska, pois sabe-se lá quando poderei voltar a este paraíso.
Abaixo, está um resumo dos 3 meses:
Fairbanks:
Apesar de ter uma pequeníssima população (35 mil), a cidade tem uma grande infraestrutura,
devido à universidade, com 10 mil estudantes, e às duas grandes bases militares instaladas
ao redor. Grandes hipermercados, lojas de departamentos e redes de fast-food dão à minúscula
cidade ares de cidade média. A vida social também não fica para trás: diversos cinemas, pubs e
boates esquentam as noites geladas do ártico.
Praça no centro de Fairbanks, à margem do rio Cheena
Meu primeiro passeio foi até uma cidade chamada North Pole, onde a atração é a Casa do
Papai Noel. Foi a primeira vez(de muitas) que usei os ônibus urbanos (que são de graça no inverno!). De lá, mandei diversos postais para o Brasil. O legal é que os postais vieram com o
carimbo do correio da cidade: North Pole, Alaska! Imaginem o que o carteiro de São Paulo pensou???
Eu, pensativo, na casa do Papai Noel
hohoho! Encomentei meus presentes pessoalmente
O frio de verdade chegou em janeiro, a média do mês foi de -37C, com mínima de -54C.
Muito estranha é a amplitude térmica anual. No verão chega a fazer 30 graus positivos! O pessoal
fala que no mesmo rio onde andam de snowmobile no inverno, andam de jetski no verão.
Interessante, não?
-50F! Frio pra *******!
Como se vestir e não sentir frio. Só com os olhos de fora... haha!
O frio era tão intenso, que congelava o suor. Aí está a importância de boas roupas, que transpiram
Editado por Visitante