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  1. Galera, estou passando um roteiro para quem vai para Nova York, quem fez foi uma amiga minha (que é ótima nisso), fomos meu marido e eu em lua de mel no final de Outubro e Início de Novembro de 2018. Amamos tudo! O lugar das nossas vidas, dá vontade de sair do Brasil kkkkkk PEGAMOS ENTRE 5 E 23 GRAUS, O VENTO FRIO CORTA OS LÁBIOS E ROSTO NOS DIAS MAIS FRIOS, POR ISSO LEVE UM CREME HIDRATANTE PARA LÁBIOS E PELE, INCLUSIVE PARA PASSA QUANDO FOR DORMIR. Hospedagem: Hotel POD 51 - SUPER RECOMENDO (TEM UM EXCELENTE PUB NO TÉRREO, BEBIDA E COMIDA 10) Consulado Geral do Brasil em Nova York: Endereço: 225 East 41st Street E-mail: [email protected] Telefone: +1(917)777-7777 Chip de celular: Primeiramente, vale lembrar que chip de celular nos EUA se chama SIM card. Ao chegar em Nova York você pode visitar uma das inúmeras lojas de operadoras de celular como a T-Mobile ou a AT&T, escolher um plano “prepaid” e sair dali usando. Vocês podem comprar ainda no aeroporto ou mesmo na cidade. Existe uma loja da T-Mobile bem pertinho do hotel, endereço: 914 3rd Av. Para chegar até lá, ao sair do hotel, siga a 51st St (rua do hotel) para a esquerda e vire a primeira à direita, na 3rd Ave. Siga direto por 4 quarteirões. A loja fica na esquina da 3rd Ave com a 55th St. Dia 1 – 22/10/18 segunda-feira CHELSEA MARKET – HIGH LINE – EMPIRE STATE BUILDING CHEGANDO... Horário previsto: 6:40am TAXI: Chegando no aeroporto seguir as placas para o ground transportation/taxi. A taxa do taxi é fixa para Manhattan. Quando chegar sua vez, o funcionário perguntará quantas pessoas são e para onde você vai. Basta dizer o número de pessoas e “Manhattan”. Quando entrar no táxi, dê as coordenadas para o seu hotel (230 East 51st street). Custo aproximado: $52 (tarifa fixa) + $0.50 (tarifa) + pedágio (uns $6) + 18% de gorjeta = $70. Alguns motoristas -- olha a simpatia! -- pedem o dinheiro para o pedágio no momento de ser pago; outros deixam para cobrar no final. Tempo: 30-50min, porém depende do trânsito. No hotel perguntar sobre “early check-in”. Se for possível, ir para o quarto, deixar as malas e depois seguir para tomar café da manhã no Ess-a-bagel, que fica a 2min de caminhada do hotel (831 3rd Ave). O “bagel” é um pãozinho redondo que é cara de Nova York e tem que fazer parte da viagem. Na hora escolha o tipo de bagel (por exemplo, com gergelim, alho, grãos etc) e escolha o recheio (se quiser algo bem americano escolha o recheio de cream cheese e salmão). Se for escolher café para beber não se esqueça que o café americano é muito aguado! Depois do café voltar para o hotel e descansar um pouco pois a viagem foi longa. Depois de descansar vamos conhecer o Chelsea Market e o High Line. Esse vai ser o primeiro contato de vcs com o metrô. Como se locomover e como comprar o ticket? Para andar de metrô é preciso ter o “metro card”. Com ele você poderá, por exemplo, usar o transporte público da cidade para viagens ilimitadas (Unlimited Ride) nas opções semanal (US$ 30) ou mensal (US$ 112) ou carregá-lo com um valor específico (Pay Per Ride) — mínimo de US$ de 5 e máximo de US$ 100 — e vai descontando US$ 2,50 a cada viagem viagem feita (confirmar o valor atual das passagens). Para quem vai passar mais de 3 dias na cidade o ideal é escolher a opção Unlimited Ride. Como Comprar? Toda estação de metrô tem uma máquina de autoatendimento com touchscreen. 1- Clique no botão Start que fica no canto superior direito 2- Selecione o idioma 3- Vão aparecer três opções... selecione MetroCard 4- Após selecionar o MetroCard novamente aparecem três opções: Refill your card (para recarregar um MetroCard), Get card info (para saber quanto dinheiro ainda existe no seu passe) e Get new card (para comprar um novo cartão). Selecione Get New Card. Observe que será cobrado US$ 1 pelo cartão, valor que não é convertido em passagem 5- Em seguida a máquina pergunta qual o tipo de MetroCard você vai querer: Regular MetroCard ou Unlimited Ride. Selecione Unlimited Ride. 6- Como selecionamos o Unlimited Ride aparecem três opções fixas: 7 days – US$ 30, 30 days – US$ 122 e 7 days XBussPass – US$ 55 (que dá acesso aos ônibus expressos que não são cobertos pelo MetroCard normal). A opção escolhida deve estar de acordo com suas necessidades. 7- Como você quer pagar? Dinheiro (Cash), ATM Card (cartões de débito com conta nos EUA) ou Cartão de Crédito (Credit Card)? São aceitos cartões brasileiros internacionais com autorização de compra no estrangeiro. Em algum momento da compra com cartão o sistema pede o CEP (Zip Code) digite 00000 (ou qualquer outro número cinco vezes) e tudo certo! Quando o cartão não é americano eles não verificam o CEP. Se você selecionar cash tenha em mãos dinheiro trocado porque as máquinas devolvem, no máximo, US$ 8 de troco. Insira o dinheiro e espere a emissão do seu MetroCard. Prontinho! Para chegar ao metrô e ir ao Chelsea Market caminhe dois quarteirões ao norte do hotel (5min de caminhada) onde há a estação “Lexington Av-53St” (na 53rd St com a 3rd Ave). Pegue a Linha E de cor azul, sentido World Trade Center. O metrô é bem sinalizado. Saltem na estação “14 St / 8 Av” (demora uns 6min, 7 paradas até lá). Ao sair do metrô caminhe uns 300m no sentido da 10th Ave. O Chelsea Market fica nesse sentido, ocupando um espaço grande estre as ruas 15th e 16th. O Chelsea Market é um mercado que fica no bairro Chelsea (horário de funcionamento: Segunda a sábado de 7am a 9pm e domingos de 8am a 7pm). O prédio antigo tem uma arquitetura bastante rica e ainda conserva detalhes de quando abrigava a fábrica de biscoitos Nabisco – National Biscoit Company, que produz o famoso biscoito Oreo. Em 1958, o prédio foi abandonado, com a mudança da fábrica para o Estado de New Jersey. Nos anos 90, o complexo foi revitalizado, sendo criado no andar térreo o Chelsea Market. Basta caminhar pelos longos corredores para apreciar as guloseimas nas vitrines. E opções não faltam. Para pães, recomendo o Amy’s Bread, uma lojinha simples, mas que possui variados tipos de pães. Para acompanhar, nada melhor que os queijos artesanais da Lucy Whey. Para tomar café da manhã, vá ao Friedman’s Lunch. Dali vamos conhecer o High Line? Bem em frente ao Chelsea Market tem uma escadinha de acesso (16 St). O High Line é um parque público elevado super descolado em NY. Aproveite para caminhar por ele e aprecia-lo, sem pressa... Esse passeio é uma boa pedida para uma manhã ou tarde de sol, sentar em um dos banquinhos, descansar, ler um livro ou simplesmente ver o tempo passar em um ritmo diferente. Durante as caminhadas não deixe de reparar os grafites e artes de rua. Um pouquinho de história do High Line: no início do século passado, a 10ª Avenida era conhecida como a “Avenida da Morte” devido aos inúmeros acidentes causados pelos trens que ali circulavam. No começo da década de 30, foi construída a linha férrea elevada (high line) de transporte de carga que conectava os trens diretamente às fábricas e aos armazéns com o intuito de desafogar o tráfego da área e diminuir os acidentes. A ferrovia funcionou até 1980, quando encerrou suas atividades e ficou abandonada, entregue a mendigos, prostitutas e usuários de drogas por anos. O local estava prestes a ser demolido, mas a ONG “Amigos da High Line” se mobilizou e, não apenas impediu que isso acontecesse, como também conseguiu arrecadar fundos para a fundação do Parque, que ocorreu em 2009. Fica aberto diariamente de7 às 23h. Quem não quiser percorrer toda a extensão do parque pode acessar ou sair dali através de escadas localizadas nos seguintes locais: Gansevoort Street / 14th Street West / 16th Street / West 18th Street / West 20th Street / 23rd Street / West 26th Street / West 28th Street / West 30th Street Ao terminar o passeio pela High Line, se estiverem muito cansados sugiro voltar para o hotel e descansar, continuando os passeios no dia seguinte. Uma outra opção, caso tenham disposição, é seguir até o Empire State Building para ter uma vista noturna de Nova York inesquecível. Opção 1 – se forem voltar direto para o hotel a melhor opção é descer a escada da High Line na West 30th St (um dos acessos/saídas). Andar na 30th St, virar à esquerda na 8th Ave e pegar o metrô na estação que fica na esquina com a 34th St, a estação “34 St-Penn Station”. Pegue a linha E, cor azul, sentido “Jamaica Center-Parsons/Archer” e desça na estação “Lexington Av-53 St” (9min, 5 paradas). Ao descer vc estará a 200m do hotel, é só seguir até lá. Opção 2 – se forem para o Empire State a melhor opção é descer a escada da High Line na West 30th St (um dos acessos/saídas). Andar na 30th St e virar à esquerda na 5th Ave. O Empire State Building fica a 3 quarteirões depois de virar na 5th Ave. Não tem erro, o prédio é facilmente visível. Chegando lá compre as entradas e suba. Se ainda estiver de dia, aguarde anoitecer, é maravilhoso. Para voltar ao hotel pegue o metrô na estação “34 St-Herald Sq” que fica na esquina da 6th Ave com a 34th St. Pegue o metrô linha M, cor laranja, sentido “Forest Hills-71 Av” e desça na estação “Lexington Av-53 St” (7min, 4 paradas). Ao descer vc estará a 200m do hotel, é só seguir até lá. FOMOS EM ÉPOCA DO DIA DAS BRUXAS, ESTAVA TUDO DECORADO COM MONSTROS. NO CAMINHO ENCONTRAMOS VÁRIAS COISAS LEGAIS, FEIRAS DE COMIDA AO AR LIVRE, MERCADOS, LOJAS ETC. Dia 2 – 23/10/18 terça-feira MIDTOWN MANHATTAN (QUINTA AVENIDA, ROCKFELLER CENTER, TIMES SQUARE ETC) Aproveite o dia para caminhar, se habituar com a cidade e conhecer o centrão de Manhattan. Não precisa se prender tanto ao roteiro. Caso não consiga fazer tudo hoje, volte outro dia. Comece o dia caminhando até a St Patrick’s Cathedral (9min de caminhada a partir do hotel). Essa igreja é um marco da cidade e, ao chegar até ela, vc já estará na 5ª avenida e no Rockfeller Center, um dos quadriláteros mais imponentes da cidade. O complexo compreende a região da W 48th St à W 51st St, entre a 5th Ave e 6th Ave e abriga 14 prédios comerciais. Uma das principais atrações, a Ice-Skating Rink (pista de patinação) fica aberta de outubro a abril. Ali ao lado, o teatro Radio City Music Hall (esquina 50th com 6th) foi o maior do mundo quando inaugurado em 1932. Os estúdios da rede NBC de televisão e a célebre casa de leilões Christie’s também ficam aqui. Mas o prédio mais assediado é o G.E. Building, onde está o Top of The Rock, com três observatórios que permitem uma vista de 360º de Nova York, além de favorecer uma belíssima foto do Central Park. Dali siga em direção à Broadway St (+ - 5min a pé) e desça a partir daí, conhecendo a Times Square durante a luz do dia. A “Times Square” é uma espécie de largo composto por vários cruzamentos. O principal entroncamento está na Broadway com a 7th Ave. Além dos outdoors, a região está cheia de telões das empresas jornalísticas transmitindo notícias o tempo todo. A região abriga também o Museu de Cera Madame Tussauds (nº 234 na 42nd St, entre a 7 e 8th), e a deliciosa loja M&M (1600 Broadway, entre a 48 e 49th). Opção para almoço na Times Square: Margon Restaurant (restaurante cubano) 136 W 46th St (entre a 6 e 7th Ave). Ali na região da Times Square fica a famosa loja Carlo’s Bakery (Cake Boss): 625 8th Avenue. Entre as ruas 41 e 42. --- próximo ao teatro da Broadway. Funcionamento 7am to midnight. Aproveitem para conhecer. Ao sair da Carlo’s bakery, na 42nd St volte em direção à 5th avenue (para a esquerda - leste) e você chegará à New York Public Library (5th Ave e 42nd St), um magnífico exemplo do Beaux-Arts, um estilo arquitetônico rebuscado que mistura influências gregas, romanas e renascentistas. O edifício, todo em mármore, é de 1911. Dentro, possui uma gigantesca sala de leitura. Acesso livre. Atrás da biblioteca fica o Bryant Park. O parque também tem uma pista de patinação no gelo, bem menor que a do Rockfeller Center, mas com uma diferença gritante: é grátis! Pague apenas o aluguel dos patins. Após, continue na mesma rua, pela 42nd Street mantendo a direção leste até chegar ao Grand Central Terminal (42nd St com a Park Avenue), o maior terminal ferroviário do mundo em número de plataformas e umas das construções mais incríveis da cidade. Observe o teto do Salão Principal (Main Concourse) com uma agradável pintura do céu e suas constelações e astros do universo, além dos três enormes janelões para entrada de luz natural de 23 metros de altura. A obra é do artista francês Paul César Helleu. Ao sair da estação — que também conecta Manhattan a outros destinos do estado de Nova York e Connecticut — examine a fachada da 42nd Street. O relógio é a maior peça de vidro Tiffany do mundo e está rodeado por esculturas de deuses gregos como Hércules, Minerva e Mercúrio. Dentro da estação há uma loja da Apple e uma Magnolia Bakery e seus cupcakes consagrados na série Sexy and the City (mais fama do que sabor). Vale para matar a curiosidade, mas há outras unidades em Nova York. OBS: No caminho do Bryant Park para o Grand Central Terminal, pela 42nd St você observará o Chrysler Building ao fundo (405 Lexington Ave esquina com a 42nd St). Quando o prédio de 77 andares — 319 metros de altura — foi inaugurado em 1930 era o mais alto de Nova York. A torre no estilo art-déco feita em aço inoxidável tem janelas triangulares vazadas e lembra o radiador de um automóvel. Não à toa o prédio reflete o poderio econômico das indústrias automobilísticas da época. Ao fim do dia: voltar para o hotel, +-15min de caminhada. Descanso. Dia 3 - 24/10/18, quarta-feira CENTRAL PARK – SHOW JUSTIN TIMBERLAKE Hoje o dia é dedicado ao Central Park. Acorde mais tarde, saia sem hora pois o dia ontem foi cansativo. No caminho até o Central Park passe no famoso cubo de vidro da Apple Store (17min de caminhada). O Central Park envolve mais de 50 quarteirões — limitada entre a W 59th Street (ao sul) e W 110th. É formado por lagos (o Reservoir é o maior deles), quase 40 pontes, muitos playgrounds e mais de 90 quilômetros de calçadas para pedestres. Vai ser impossível conhecer todos eles, mas separei algumas das principais atrações e as primeiras da lista estão mais ao sul do parque e são fáceis de se visitar. Algumas atrações: - Wollman Rink (East Side entre 62nd e 63rd St): além de patinar no gelo no inverno, é possível tirar fotos lindas durante o ano todo da skyline da cidade - Zoo (East Side entre 63rd e 66th Street): Ele foi cenário da animação Madagascar. Destaque para a área gelada com urso polar, leões marinhos, leopardo da neve e pinguins; - The Mall (região central do parque, da 66th até 72nd Street): um grande corredor arborizado, que muito provavelmente você já viu em algum filme. Caminhe por ele e tire ótimas fotos; - Bethesda Fountain (região central do parque, na 72nd Street): um belo chafariz que é um dos grandes símbolos do parque; - Strawberry Fields (West Side, 72nd Street): Trata-se de um tributo que Yoko Ono fez à memória de John Lennon. Seu nome tem origem na música da famosa música dos Beatles ”Strawberry Fields Forever”. Está localizado à frente do edifício Dakota, o local onde John Lennon viveu desde 1973 e onde faleceu. No piso há um mosaico com a palavra Imagine; - Bow Bridge (região central do parque, na 74th Street): Uma das pontes de ferro fundido do parque, dá uma visão ampla dele e dos prédios ao seu redor. - Belvedere Castle (região central do parque, na 79th Street): seu mirante proporciona uma das melhoras vistas para o parque; - Delacorte Theatre (região central do parque, na 80th Street 😞 no coração do parque, é conhecido pelas produções de verão das peças de Shakesperare. - The Great Lawn, ou o grande gramado (da 79th até a 85th Street): uma das mais famosas áreas verdes do mundo, é o lugar onde os novaiorquinos se divertem no verão, fazem picnic, jogam futebol americano, basebol, e levam seus filhos para brincar; - Conservatory Garden (East Side da 104th até 106th Street, entrada pela 5th Ave com 105th Street): uma espécia de labirinto de jardins, repleto de fontes e estátuas. Após o passeio voltem para o hotel à tarde e se arrumem para o show do Justin. Local: Madison Square Garden (endereço: 4 Pennsylvania Plaza). Como ir de metrô: dois quarteirões ao norte (5min de caminhada) há uma estação (na 53rd St com a 3rd Ave). Pegar a Linha E, azul, sentido World Trade Center. Saltar na estação “34 St – Penn Station” (demora uns 9min, 5 paradas até lá). Saindo do metrô caminhe 2 minutos até o Madison Square Garden e aproveitem o show! Na volta pegue o metrô no mesmo local, linha E, azul, sentido “Jamaica Center-Parsons/Archer” e desça na “Lexington Av – 53 St”, a estação mais próxima ao hotel. Dia 4 - 25/10/18 quinta-feira LOWER MANHATTAN (LIBERTY STATUE – FINANCIAL DISTRICT) Comecemos o dia bem cedo com um passeio mais tradicional ao sul da ilha. Como ir de metrô: dois quarteirões ao norte (5min de caminhada) há a estação “Lexington Av-53St” (na 53rd St com a 3rd Ave). Pegar a Linha E, azul, sentido World Trade Center. Saltar na estação final “World Trade center” (demora uns 22min, 11 paradas até lá). Ao sair do metrô desça a Church St (sentido sul) até o Battery Park local de onde saem as balsas (ferry boat) para a Liberty Island, onde fica a Estátua da Liberdade. A caminhada até o Battery Park dura uns 15min (700m). As balsas operam diariamente, das 9h30 às 15h30, com o último retorno às 18h. Antes de pegar o ferry boat você irá passar por um processo de segurança, que é semelhante ao utilizado nos aeroportos norte-americanos. Há detectores de metal, raios-x e outros procedimentos que todos os visitantes precisam passar. O ingresso custa aproximadamente $17. Aproveite o passeio para tirar fotos e, depois de dar umas voltinhas ao redor da Estátua pegue a balsa de volta. Na volta a balsa faz uma parada extra na Ellis Island. Essa parada está inclusa no preço do ingresso e se você não quiser descer lá é só aguardar que o barco continua o trajeto de volta para Manhattan. A Ellis Island foi por muitos anos um importante ponto de entrada de imigrantes e por isso lá está o Museu da Imigração, que conta a história dessas pessoas que arriscaram suas vidas para conseguir uma nova chance em Nova York. O museu é um prédio enorme, com arquitetura francesa, e foi construído em 1900. A entrada é gratuita e um tour guiado é disponível por cerca de 10 dólares. Na volta, como você já vai estar bem lá embaixo da ilha, aproveite para passear pelo Financial District. Caminhando cinco minutinhos você chega ao Bowling Green Park onde está o Charging Bull, o touro de bronze — escultura famosa do artista ítalo-americano Arturo di Modica. Tirar uma foto com o touro símbolo de lá faz parte do programa e reza a tradição que passar a mão nos testículos do cidadão atrai prosperidade e fortuna. Ainda pela Broadway, duas quadras acima, está a Wall Street, o centro financeiro de Nova York. Observe a arquitetura histórica da região onde nasceu a cidade. Por aqui temos edifícios lendários como a Bolsa de Valores e o Federal Hall National Memorial, onde George Washington tomou posse como primeiro presidente dos Estados Unidos em 1789. Subindo um pouco mais a Broadway você passará pelo Zucotti Park (pequena praça bastante danificada durante os ataques do 11 de setembro) e sua gigante escultura vermelha Joie de Vivre do escultor Mark di Suvero. Na praça, vire à esquerda na Liberty Street e dois quarteirões mais você está no Ground Zero, a área onde ficavam as Torres Gêmeas. O Memorial construído é lindo, silencioso, sereno e, sim, triste. Aqui fica o National September 11 Memorial & Museum construído no subsolo das torres. A visita completa ao museu — o que inclui alguns filmes — pode levar de 3 a 4 horas. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses da viagem. Para os que não conseguem ficar um dia sequer sem umas comprinhas, ali bem em frente ao memorial fica um dos melhores locais para compras da cidade, o Century 21 (se a programação estiver apertada, não se preocupe, pois agora tem uma Century 21 mais perto de tudo, na Broadway, entre a 66 e a 67). Daqui suba mais três quadras até o City Hall, sede da prefeitura de Nova York. Aprecie o local e, após isso, provavelmente estarão exaustos. A melhor pedida é pegar o metrô, voltar para o hotel, tomar um banho e jantar. Como voltar para o hotel: Bem na praça onde fica o City Hall há a estação de metrô “Brooklyn Bridge City Hall Station” (na esquina das ruas Chambers St e Centre St). Pegue a linha 6, verde, sentido Pelham Bay Park. Desça na estação 51 St Station (17min, 9 paradas). Essa estação fica a 300m do hotel. Dia 5 - 26/10/18, sexta-feira MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL Que tal um café da manhã com os melhores cookies do mundo? Saia do hotel direto para a Levain Bakery, uma pequena padaria que ficará para sempre nas suas lembranças. Peça um cookie e leite/café e se delicie antes de prosseguir com suas atividades. Como chegar à Levain Bakery: Saindo do hotel pegue o metrô dois quarteirões ao norte (5min de caminhada) na estação “Lexington Av-53St” (na 53rd St com a 3rd Ave). Pegar a Linha E, azul, sentido World Trade Center e desça na estação “ 42 St-Port Authority Bus Terminal”. Saia da estação e caminhe na rua cerca de 5 min pois será necessário pegar outra linha de metrô. Entre na estação “Times Sq-42 St” que fica na esquina das ruas 8th Ave e 42nd St. Pegue a linha 3, cor laranja, sentido “Harlem-148 St” (5min, sem paradas) e desça na estação “72 St Broadway”. Essa estação fica a 100m da padaria, é só seguir sentido norte até a 74th St. Pertinho, uns 400m dali, está o American Museum of Natural History. O museu ocupa quatro quarteirões e tem acervo gigante que vai de meteoritos, vasta coleção de fósseis, animais empalhados a esqueletos de dinossauros, incluindo o do Tiranossaurus rex. Separe pelo menos umas 4h do seu dia para conseguir ver um pouco das exposições. A entrada tem o valor sugerido de US$ 22 como colaboração — sendo que você pode pagar o quanto quiser para visitar o museu. Para tanto, é só ir ao balcão de compras dos ingressos e já entregar a quantia que pretende pagar, dizendo “one admission, please”. Isso, aliás, é bem comum, não precisar ter vergonha. Caso também queira assistir a alguma das exposições como IMAX, Rose Center e Planetário, é necessário pagar o preço integral do ingresso. Anexo ao museu, está localizado o Hayden Planetarium. Este planetário possui um dos projetores mais avançados do mundo sendo capaz de recriar o espaço, os planetas e as estrelas com um realismo impressionante. O “space show” é uma animação que dura cerca de meia-hora e conta a história do universo desde o Big Bang até hoje. Uma dica: assim que comprar o seu ingresso, já reserve o horário para fazer a visita ao globo, pois é uma atração bem concorrida. Horário de funcionamento: diariamente de 10:00 às 17:45h. Ao saírem do museu temos duas opções: ir comer algo ou então voltar direto para o hotel. OPÇÃO 1: Caso saiam do Museu com vontade de comer alguma coisa recomendo ir ao Sacco Pizza, uma pizzaria minúscula mas que vende pedaços de pizza maravilhosos. Para ir até lá saia do Museu e entre na estação de metrô “81 Street – Museum of Natural History Station” que fica na parte de trás do museu, grudado com o Central Park. Pegue a linha C, azul, sentido Euclid Av (3min, 2 paradas) e desça na estação “59 St Columbus Circle”. Dali caminhe no sentido contrário ao central park, sentido sul, e vire à direita na 54th St. A Pizzaria fica na esquina da 54th St com a 9th Ave. Lá eles vendem apenas fatias e não pizzas inteiras. Dê preferência para sabores simples como pepperoni, uma delícia! Saindo da pizzaria vá andando para o hotel (1,3km) passando pela Times Square e arredores. OPÇÃO 2: Para voltar ao hotel a partir do museu: Pegue o metrô na estação “81 Street-Museum of Natural History” que fica na parte de trás do museu, grudado com o Central Park. Pegue a linha B, laranja, sentido Brighton Beach e desça na estação “7 Avenue Station” (5min, 3 paradas). Pegue a outra linha, a linha E, azul, sentido “Jamaica Center-Parsons/Arche” e desça na “Lexington Av-53 St” (3min, 2 paradas). Dia 6 - 27/10/18, sábado BROOKLYN Depois de tomar café comece o dia pegando o metrô até a Brooklyn Bridge. Para ir caminhe do hotel até a estação “51 St Station” (esquina da 51 com a Lexington Ave) e pegue a linha 6, verde, sentido “Brooklyn Bridge-City Hall” e desça na estação “Brooklyn Bridge City Hall Station” (19min, 9 paradas). Ao descer da estação vc logo localizará a ponte. Siga as placas até lá. O passeio pela manhã será apenas caminhar pela Brooklyn Bridge. Dá para alugar bicicleta, mas as pessoas recomendam fazer o passeio a pé. A dica principal é fazer essa travessia com calma para curtir o cenário. Essa é uma das programações que não te custam nada e onde resultará lindas fotos e memórias. Não se preocupe com os carros pois eles passam embaixo da ponte, mas fique atento à faixa de bicicletas para não atrapalhar a ciclovia. Chegando ao final da travessia (2km) você chegará ao Brooklyn Bridge Park, parada obrigatória de quem visita NY. Ali é possível ter uma das melhores vistas de Manhattan. Existe até um lindo Carrossel liberado para todas as idades além de locais para um lanche/almoço. Se bater a fome peça uma pizza na Grimaldi’s, ou um hambúrguer na Shake Shack. Ou então aprecie um sorvete por ali na Brooklyn Ice Cream Factory (fica quase ao lado da ponte, uma casinha branca com janelas azuis - 1 Water St, Brooklyn). À tarde a sugestão é ir até o extremo sul do Brooklyn, em Coney Island, conhecer o Luna Park, um famoso parque que abre apenas em alguns períodos do ano. Em outubro seu funcionamento só acontece aos fins de semana de 11am-7pm. Verifique detalhes no site https://lunaparknyc.com/plan/park-hours/ Para chegar ao Luka Park, saindo do Brooklyn Bridge Park, caminhe uns 500m até a estação de metrô “York Street Subway Station: F” (fica na esquina da York St com a Jay St) e pegue a linha F, laranja, sentido “Coney Island-Stillwell Av” (38min, 20 paradas) e desça na estação “West 8 Street-New York Aquarium”. Essa estação fica a 200m do parque. A entrada no Luna Park é totalmente gratuita, mas para andar e usar seus brinquedos e serviços é preciso pagar. Isso é bem legal pois você pode experimentar só um brinquedo ou, se pretender ir em vários brinquedos, eles vendem ingressos fixos para o dia. Pertinho do Luna Park fica o Aquário de Nova York e, aos sábados de outubro, funciona de 10am-4:30pm. Caso dê tempo incluam no roteiro antes ou depois do Luna Park. A entrada custa aproximadamente $30. Para voltar ao hotel: caminhe até a estação “West 8 Street-New York Aquarium” e pegue a linha F, laranja, sentido Jamaica-179 St. Desça na estação “Broadway-Lafayette St F” (45min, 24 paradas) e troque de metrô. Pegue a linha M, laranja, sentido Forest Hills- Av e desça na estação “Lexington Av-53 St” (16min, 7 paradas). Dia 7 – 28/10/18, domingo COMPRAS Hoje o dia é reservado para compras. A melhor opção é ir até o Jersey Gardens Outlet, que fica localizado em Elizabeth, New Jersey. O horário de funcionamento aos domingos é de 11am-7pm. Existem várias formas de chegar até o outlet, mas a forma mais barata é indo de ônibus. Você deve ir até a estação Port Authority Bus Terminal que fica na 40th/42th em Manhattan ao lado do Carlo’s Bakery. OBS: Para chegar até esse terminal de ônibus pegue o metrô do hotel até lá da seguinte forma: Estação “Lexington Av-53 St” linha E, azul, sentido World Trade Center. Descer na estação “42 St-Port Authority Bus terminal” (9min, 4 paradas). Depois de chegar na estação, procure as máquinas da NJ Transit espalhadas. Clique na tela e escolha a opção “Round Trip Adult”. Depois disso digite o número do ônibus para o Jersey Gardens que é 111. Em seguida, escolha o destino final do ônibus que é “Jersey Garden Mall”. A tela a seguir será de pagamento, escolha entre “Cash” (dinheiro) ou Credit (cartão de crédito). O bilhete de ida e volta custa $14 dólares por pessoa. Depois de ter comprado os bilhetes, dirija-se até o portão indicado: 223 é muito fácil localizar os portões (gate), só seguir as placas espalhadas pela estação. No ônibus não é por lugar marcado e sim por ordem de chegada, então dependendo do horário vá preparado para esperar por um bom tempo. Depois é bem simples, só esperar chegar até na porta do Outlet (duração da viagem: +-40min) Na volta o processo é o mesmo, sem lugares marcados, por ordem de chegada, por isso é sempre bom evitar horários cheios e o último horário. No mesmo local onde o ônibus deixar, será onde ele irá passar para levar novamente para Manhattan, é muito tranquilo e fácil. Saindo da estação de ônibus pegue o metrô no sentido inverso da ida para voltar ao hotel. Estação “42 St-Port Authority Bus terminal” linha E, azul, sentido Jamaica Center-Parsons/Archer e descer na “Lexington Av-53 St” (7min, 4 paradas). Dia 8 – 29/10/18, segunda-feira NESSE DIA VOLTAMOS E FIZEMOS MAIS COMPRAS KKKKK Dia 9 – 30/10/18, terça-feira METROPOLITAM MUSEUM OF ART (MET) Pegue o metrô na estação “51 St Station” (esquina da 51 com a Lexington Ave) linha 6, verde, sentido Parkchester. Desça na estação “77 St” (5min, 3 paradas) e caminhe cerca de 500m até o museu, que fica dentro do Central Park. O Metropolitan, ou Met, é o equivalente nova-iorquino do Louvre ou do British Museum. É aquele tipo de museu que vale por uma enciclopédia ao vivo, onde você passeia por civilizações antigas (Egito, Grécia, Roma), revisita clássicos europeus, descobre tesouros islâmicos, asiáticos e africanos e aprende a história da arte americana. O prédio do Metropolitan Museu, seu jardim e ainda algumas surpresas ao longo do museu fazem com que a visita aqui seja muito mais longa do que você tinha planejado. Por isso, reserve meio dia para curtir tranquilamente a sua visita ao MET. Na entrada do Museu, você recebe um mapa que te ajudar a visitar as diversas coleções do Metropolitan Museum e assim visitar diversas épocas, países, continentes e culturas. Às terças-feiras 12:00h acontece uma visita guiada em português. Para isso você não precisa pagar mais nada, você precisa somente comparecer numa terça-feira, ao meio dia, no great hall (entrada principal do MET) e dali parte um tour em português que conta a história das obras mais famosas do Metropolitan Museum of Art em Nova York. Após explorar o Metropolitan Museum of Art em Nova York é hora de se apaixonar com a vista que o Rooftop Bar no topo desse Museu oferece. Este jardim no terraço do Metropolitan Museum of Art está aberto de maio à outubro e visitá-lo é uma experiência imperdível por causa da vista espetacular do Central Park e do horizonte de Midtown Manhattan. Tome um drink durante a sua visita, garanto que vai tirar lindas fotos. Para subir no Roof Garden Café and Martini Bar basta pegar o elevador na sala “European Sculpture and Decorative Arts-Galerie” até o 2° andar e depois subir uma escadinha que vai diretamente para o bar do terraço do Metropolitan Museum of Art em Nova York. Aqui menores de 21 anos de idade podem entrar e a entrada no Rooftop é gratuita. O Metropolitan Museum of Art em Nova York fica num dos bairros mais nobre da cidade, o chamado Upper East Side. Essa é a região com prédios novas, lojas de marcas e também cenários de inúmeros filmes e séries. Saindo do Museu que tal comer um hambúrguer icônico? Vá à uma das lojas Shake Shack que fica pertinho do museu, a 500m, (154 East 86th St) e bom apetite. O metrô para voltar ao hotel fica quase ao lado do Shake Shack, na esquina com a Lexington Av, estação “86 St Lexington Av”. Pegue a linha 6, verde, sentido Brooklyn Brigde-City Hall e desça na estação “51 St Station” (8min, 4 paradas). Dia 10 – 31/10/18, quarta-feira ZOOLÓGICO DO BRONX (MARAVILHOSO) O FANTASMA DA ÓPERA - BROADWAY Dia 11 – 01/11/18 CENTRAL PARK PASSEIO PELA CIDADE Dia 12 – 02/11/18 MAIS ALGUMAS VOLTAS - CAFÉ DA MANHÃ AMERICANO ETC Programar para voltar para casa. Para ir até o aeroporto de LaGuardia pegue um taxi (+-$40), fica a 14Km da Times Square mas considere que o trânsito para sair ou chegar ao aeroporto pode não ser dos melhores e, apesar da curta distância de Manhattan, pode-se gastar cerca de 40 minutos nesse deslocamento. Saia com antecedência para não perder
  2. Olá pessoas! Tudo bem? Estou planejando ir para Toronto no Canada no ano q vem, e pensei em dar um pulo em Nova York nos EUA, eu gostaria de saber se alguém já fez essa travessia ou alguma parecida vindo de outro país como o Mexico por exemplo... me conte como foi, se a passagem pela fronteira foi tudo bem, e como foi passar pela imigração. Agradeço =D
  3. j_felipe

    Inverno em NYC

    Fala, viajantes! Estou planejando uma trip para NYC, porém, pensando em ir no inverno. Alguém que já tenha visitado a cidade no inverno pode me dizer se vale a pena, se é possível conhecer os principais pontos turísticos, quantos dias são necessários para conhecer a maior parte da cidade nessa época... Enfim, dicas em geral. Valeu!
  4. Relato fresquinho na memória. Comecei a escrever logo que cheguei em casa!!! Antes de partir Essa viagem foi resolvida no susto, totalmente contra tudo o que a gente cansa de repetir aqui sobre planejamento de viagem. Eu tinha férias marcadas em setembro, e estava pensando em ficar descansando para resolver algumas pendências. De repente, lá para maio, junho, olhando na internet, vi que havia passagem para a data de minhas férias para NY e com uma quantidade aceitável de pontos. Resgatei o bilhete para garanti-lo e depois fui resolver o que iria fazer por lá. Como as opções de voos eram restritas, tive que emitir um bilhete com conexão absurda: CNF-SDU-GIG-JFK na ida, a volta era normal com conexão em Guarulhos. Depois de emitir o bilhete, e garantida a viagem com os pontos, fui correr atrás de consertar a conexão e trocar a primeira perna para um voo CNF-GIG e não ter que sair passeando pelo Rio com bagagem. Para isso, usei a data mágica dos três meses, e a técnica da insistência e troca de lojas que eu descrevi no tópico de dicas para resgatar passagens (link está na minha assinatura). Na primeira loja, a funcionária disse que não tinha vaga em voo CNF-GIG na data e que para mudar seria necessário pagar uma multa em pontos. Visito a segunda loja uns dias depois e a atendente, além de fazer a troca, cobrou apenas a diferença das taxas dos aeroportos e ainda disse que, mantida a data e origem e destino, as alterações de conexões não gerariam ônus em pontos. Basicamente, a moça da primeira loja não estava a fim de ajudar. Como as lojas TAM em shopping são franquias, não há atendimento uniforme, por isso vale a pena insistir em mais de um lugar. Dias 09 e 10/09 – CNF-GIG-JFK Fui fazer o check-in e como tenho quase dois metros de altura, fui levar a facada para comprar o “assento conforto”. Sempre contabilizo este extra para voos de longo curso, pois minhas pernas são muito compridas e já tive problemas de circulação por conta de passar muito tempo apertado em um voo de 12 horas. No meu caso, vale a pena a facada. Os voos saíram no horário, fiquei mais de três horas no Galeão esperando a conexão, mas o wi-fi grátis da Infraero estava funcionando muito bem, o que ajudou a passar o tempo. Embarque no Galeão foi tranquilo. A viagem nem tanto, meu vizinho era muito gordo e abria o braço para o meu lado e me acordava. Dei um toque nele: daqui pra cá é o meu espaço, eu quero dormir então tenta não se mexer para o meu lado. Funcionou. Vergonha custa caro e já passou o tempo em que eu ficaria compactado por vergonha de pedir licença. Fora isso, uma coisa que aprendi há mais tempo e agora aplico: roupa mais confortável, voo longo é para dormir, não é evento social para se emperiquitar, embora muitas peruas pensem o contrário. Conforto é fundamental, cinto, relógio, bijuteria tudo isso só atrapalha a se acomodar na poltrona. Chegamos ao JFK no horário correto, aquela fila gigante para ser admitido nos EUA. Quando obtive o visto, minha entrevista demorou menos de um minuto. Mas na hora de entrar o funcionário começou a perguntar tudo o que não perguntaram no consulado. Na boa, acho que é tudo “cu doce”, pois ele já estava com o carimbo pronto na mão, deu uma enrolada e aí bateu o carimbo. Nesse quesito, a União Europeia é bem mais tranquila: sem formulários, mostra o passaporte, bom dia e carimbo. Dia 10/09 – Acomodação e passeios Depois de passar pela imigração, a mala já me esperava na esteira e o pessoal da alfândega só pegou o formulário e mandou passar. Procurei um caixa eletrônico, pois levei travel Money para não ficar andando com o dinheiro todo. Nesse quesito de dinheiro, ainda troquei depois uns pesos chilenos que sobraram de uma viagem anterior e que não compensava trocar por reais por aqui. Voltando ao aeroporto, depois de sacar o dinheiro fui pegar o AirTrain que liga os terminais entre si e leva depois a uma estação do metrô pode-se optar pela Jamaica Center ou pela Howard Beach, de acordo com a conveniência. No caso, eu fui para a Jamaica Center. No terminal do aeroporto você entra direto no trem. Quando vai descer na Jamaica Station, existem máquinas, que podem ser acessadas em várias línguas, onde se deve comprar o cartão do AirTrain (USD 5,00). Tem que passar esse cartão na catraca para sair. Tinha uma funcionária que auxilia no uso das máquinas. Nessas máquinas só dá para comprar o bilhete do AirTrain ou um bilhete AirTrain+Metrô que sai por USD 7,25. Optei por comprar só o AirTrain, pois eu já pretendia comprar o Metrocard de uma semana com viagens ilimitadas. Ao passar pela catraca, existem placas indicativas do acesso ao metrô. Gostei da programação visual usada nas placas do metrô de NY. É simples e clara, sendo fácil localizar sua linha mesmo em estações gigantes como a Times Square. Quando se chega próximo da catraca de acesso ao metrô há máquinas onde se pode comprar o Metrocard. Escolhi a opção Unlimited Ride e depois o prazo de uma semana. Custou USD29. Inclui o metrô e os ônibus da MTA (Metropolitan Transport Authority). Vale muito a pena, pois o ticket da viagem avulsa custa USD 2,50. Para quem não vai ficar tanto tempo por lá, dá para optar pelo Metrocard de USD 10,00 ou o Regular Metrocard que pode ser carregado com o valor desejado, devendo ser esse valor múltiplo exato do número de viagens desejadas para não ter prejuízo. Tenham em mente que no Metrocard o valor da viagem sai por USD 2,25 em vez dos USD 2,50 do bilhete Single Ride. Ainda há o Single Ride que é uma viagem só e deve ser comprado na hora da viagem, pois sua validade expira em duas horas depois da compra. A viagem até Manhattan demora um pouco, chegando à ilha, troquei de linha e peguei o trem que me deixaria próximo ao hostel. Fiquei no Hostelling International New York. Achei o lugar legal, bom para conhecer pessoas e tem muitas atividades para interagir com a galera. Só fica uma dica: se precisar de algo peça ao pessoal da manhã, quando precisei me atenderam muito bem. O povo da noite não faz muita questão se ser prestativo. Depois do check-in, guardei minhas coisas, escovei dente. Conheci os colegas de quarto que eram brasileiros, perguntaram se eu não ia tomar banho antes, disse que não, estava um calor do cão, ia deixar pra tomar banho depois mesmo. Troquei a calça por uma bermuda e fui ver a Big Apple. Saí do hostel, comi um sanduíche e peguei o metrô para ir a Times Square. Já que foi a primeira vez, vamos direto ao centro das atenções. Uma coisa importante ao usar o metrô é saber conjugar o uso de trens locais e expressos que passam no mesmo trajeto. O trem local para em todas as estações e expresso só nas principais. A regra é pegar o trem local, descer na estação mais próxima do expresso, mesmo que tenha que voltar uma estação e trocar para o expresso. Se o expresso não parar na estação desejada, desça do expresso e pegue o local de novo para andar mais uma ou duas estações. Apesar das baldeações, vai ser mais rápido que ficar no local e parar em todas as estações. O expresso deve ultrapassar vários locais pelo caminho e se chegará ao destino em um trem local que estava na frente daquele trem no qual se entrou primeiro. Desci na Times Square e, obviamente, veio o deslumbramento com toda aquela informação. Não há como ficar indiferente àquilo. Me localizei, caminhei pela Times Square e depois segui pela Rua 42 para leste. Parei no Bryant Park e descansei um pouco as pernas, sentando na grama mesmo, mas lá tem várias mesinhas onde se pode sentar e o pessoal de lá costuma comprar o lanche e levar para comer no parque. As mesas e cadeiras são móveis e leves e pode levar do sol para a sombra conforme o gosto do usuário. O lugar é bem agradável e virou minha referência para me orientar pela região. O Bryant Park tem um banheiro público (e relativamente limpo), algo raríssimo por lá. Times Square Vista parcial Times Square - Detalhe do posto policial Bryant Park - Panorama do gramado central Ao lado do parque, fica a Biblioteca Pública, cujo acesso se dá pela 5ª Avenida. O prédio vale a visita. Participei da visita guiada que iria começar, fomos conduzidos por uma senhora bem simpática que contou curiosidades sobre o prédio. Havia ainda uma exposição sobre a história das comidas de rua em NY. Na Biblioteca é tudo grátis: além da visita e das exposições, tem banheiro e acesso à internet na sala de computadores deles ou com wi-fi, caso tenha algum aparelho em mãos. Na sala de computadores ainda dá para imprimir pagando só o preço do material. Segui pela Rua 42 e cheguei ao Grand Central Terminal, a estação de trens. Admirei os mármores e a pintura da abóbada do prédio. Por lá, parei numa lanchonete e comprei um pretzel para ver como era. Achei bom, peguei um de canela. É legal subir em um dos balcões e ver as coisas lá embaixo para ter noção da amplitude do espaço. Saí da estação e no próximo quarteirão estava ele, o Chrysler Building. O edifício que julgo ser o mais bonito de NY e que queria conhecer ao vivo desde que o estudei há mais de dez anos nas aulas de história da arquitetura. Realmente ele é lindo. Como é ocupado por escritórios, não é aberto à visitação, mas se pode entrar no seu saguão que é bem ornamentado por mármores e detalhes em Art Déco. Quem for lá, deve reparar nas portas de saída e ver acima delas os letreiros indicando a rua acessada pela porta. As luminárias também são interessantes. Estando na rua, deve-se notar as gárgulas que adornam o seu topo. O prédio foi construído pelo dono da montadora Chrysler, que instalou sua cobertura no topo do edifício que foi o prédio mais alto do mundo por menos de um ano, quando foi ultrapassado pelo Empire State. Chrysler Building - Vista do coroamento Por sinal, o Empire State não fica muito longe dali e resolvi ir lá. Cheguei lá e fui buscar o elevador. Para subir são USD 25,00. Uma facada, como quase tudo em NY. Como eu pretendia ver outras coisas, optei pelo City Pass, que incluía outras atrações e no final eu gastaria uns USD 45,00 a menos em relação ao valor avulso. No caminho tem uns caras tirando fotos para tentar te empurrar no final, passei direto. Fui ao mirante e fiquei lá um tempão olhando a ilha e identificando pontos no mapa. Um audioguia está incluído e explica a vista em cada lado do prédio. Peguei em espanhol, mas achei muito chato: não era uma informação objetiva, era uma mulher falando como se contasse memórias e tinha entonação sentimental. Vista a partir do Empire State - Direção norte, vê-se a região da Rua 42 e parte do Central Park Depois disso, vi o quanto estava cansado e resolvi voltar para o hostel. Reencontrei os colegas de quarto, e vi que não ia ter muito assunto: eu comecei a contar como foi o dia, mas eles não viam a cidade, só falavam de marcas e outlets, tudo era voltado para compras. Um deles até falou que queria voltar antes pois uma semana seria muito tempo por lá. Em suma, não eram viajantes, não queriam conhecer o lugar. Tomei meu banho, comi e tomei a merecida cervejinha para relaxar e fui desmaiar, já que não consegui dormir no avião. Dia 11 – Região da Rua 50 Nesse dia, resolvi não pegar o metrô e ir de ônibus para poder ver o caminho. Demora mais, porém uma vez só vale a pena. O Hostel fica na 103, desci na altura da Rua 50, onde passei pela Praça do Rockfeller Center. Optei por não ir ao Top of The Rock para ir depois e ter a vista noturna. Na Rockfeller Plaza, tem que se notar as esculturas que ornam a praça, bem como os dizeres que ornam as portas dos edifícios principais. Passei pela Igreja de Saint Patrick, mas só pude ver o seu interior. Externamente estava toda coberta por andaimes devido à obra de sua restauração. Andei mais umas quadras e cheguei ao MoMA (Museum of Modern Art). O prédio por si só já é bacana e o acervo mais interessante ainda. Tem um audioguia incluso na entrada, mas tem que deixar um documento que não pode ser o passaporte. Quem for lá deve levar a identidade ou habilitação para não ficar sem audioguia. Como era muita coisa, vi uma parte, resolvi comer algo por lá mesmo e continuei por lá à tarde. Para quem gosta de arte é um prato cheio. Se essa não for a sua praia e não quiser ficar vendo vários museus, creio que o Metropolitan será mais interessante, pois seu acervo atenderá a uma gama maior de gostos. No MoMA ainda tem um pátio bem agradável onde há esculturas e para se admirar e ainda se pode descansar as pernas. MoMA Aspecto do pátio interno Deixando o MoMA, segui pela 5ª Avenida, indo para o norte e passei pela Igreja de Saint Thomas, achei seu interior mais bonito que o da mais famosa Saint Patrick. O trabalho de decoração do altar é mais próximo do estilo gótico da idade média, no qual ambas se baseiam. Igreja de St. Thomas - Detalhe do altar principal Continuando ao norte, segui a 5ª Avenida, vendo as lojas e a loucura das compras. Lojas que parecem boate, com música alta e pouca luz. Entrei eu uma para ver e pensei que eu não compraria uma roupa num lugar onde não dá para ver direito a cor do tecido. Mas, cada macaco no seu galho, feliz de quem consegue ser menos atencioso aos detalhes, pois deve se incomodar menos com as coisas. Continuei e cheguei ao Central Park, onde resolvi andar sem rumo, apenas atentei para ir sempre para noroeste, assim sairia perto de uma linha do metrô que me deixaria no hostel. O parque é grande, e depois de uma hora andando, passando pelo zig-zag dos caminhos, chego à outra ponta. Parei no meio do caminho pra ver o movimento, tomar água. Sinceramente, não me interessei por procurar no parque os pontos turísticos como Strawberry Fieldse o Zoo, aproveitei mais para relaxar e descansar um pouco os ouvidos e a vista da confusão da cidade. Retornei ao hostel para banho e breve descanso. Novamente encontro o povo no quarto e o assunto era compras. Não que eu não goste de comprar umas coisinhas, mas minha prioridade é conhecer o lugar. O mais engraçado é que um dos caras das compras disse que era artista plástico, e quando eu falei do MoMA, ele nem sabia que era simplesmente o melhor museu de arte moderna do mundo, ainda falou que não gostava de museu. Isso seria normal vindo de um leigo, mas de alguém que se diz artista, vai entender... Após isso, fui ver a Times Square à noite e resolvi comer por lá. Procurei algum lugar nos arredores. Na Times Square tem mais coisas do tipo “turistão com crianças” como Hard Rock Cafe e um tal de Bubba Gump, que o povo faz fila pra comer e vende souvenir igual ao Hard Rock. O povo fala que o restaurante e do m Tom Hanks, mas descobri depois que é uma franquia com licença para fazer referência ao filme. E mesmo que fosse do Tom Hanks, não vejo isso como motivo para ficar em fila de espera. Comi um prato num diner que encontrei a umas duas quadras. Era uma bisteca com a horrível pasta que eles julgam ser purê de batas. Batata pura amassada é uma coisa, purê tem leite e manteiga. Mas de qualquer modo, foi ótimo para encher a barriga. Depois de comer ainda caminhei pela região da Times Square, observei o topo iluminado dos edifícios mais famosos. Passei de novo pelo Bryant Park, que se mostrou agradável também à noite que estava quente. Mais quente ainda são as estações do metrô. Passam tubulações de vapor pelos túneis e o sistema de ventilação parece não dar conta. Em bom português: é uma sauna. Tem que ficar atento no metrô, tem rato e barata, quase fui atingido por uma barata em voo. O alívio só ocorre dentro do trem que, em geral, tem ar condicionado. Tentem evitar usar o corrimão nas escadas do metrô, é bem ensebado. Para quem tem o metrô de Sampa como referência de limpeza: desencana disso. Dia 12/09 – Brooklyn Neste dia peguei o metrô até a estação Brooklyn Bridge-City Hall. A saída da estação é em frente ao início da ponte. Fiz a travessia a pé parando para olhar para trás e ter a vista de Manhattan. A ponte em si também é bonita com suas arcadas ogivais. Ainda dei uma olhada nos painéis informativos que constam pelo caminho, onde há informações sobre a história e a técnica construtiva da ponte: os cabos principais estão presos nos pilares e as pistas ficam penduradas, literalmente, nos cabos secundários que descem na vertical. Manhattan - Vista desde a Ponte do Brooklyn Ponte do Brooklyn Detalhe dos cabos que sustentam as pistas Chegando ao outro lado, caminhei pela região Downtown Brooklyn, Brooklyn Heights, que é mais residencial e Dumbo, que não é o elefante, mas uma sigla para “Down Under the Manhattan Bridge”, era uma área degradada que passou a ser ocupada por artistas e abriga galerias de arte e cafés pretensamente descolados. Nesse percurso, passei por baixo das pontes do Brooklyn e Manhattan e ainda deu para conhecer alguns parques que existem às margens do East River. A ponte vista por baixo impressiona pelo porte e principalmente por estar no meio de área urbana, com prédios sob ela. Sob sua sobra não há um vazio urbano, ocorrendo a vida normalmente como se acima do edifício só o céu houvesse. Ponte do Brooklyn Vista por baixo, lado do Brooklyn Depois dessa região, fui para Williamsburg. As linhas de metrô no Brooklyn são, em sua maioria leste-oeste, para ir por dentro do Brooklyn teria que trocar duas vezes de trem. Então achei que o melhor modo de ir para lá era voltar para Manhattan, pois assim só fazia uma baldeação. Foi bom pois a linha que dá acesso a Williamsburg, como os locais chamam o lugar, passa por sobre a ponte homônima, proporcionando uma vista diferente tanto do Brooklyn como de Manhattan. Quando saí do metrô passei por uma área meio degradada, onde tudo era escrito em espanhol, uma ilha hispano. Na verdade Williamsburg, não é um lugar bonito a primeira vista, tem um ar decadente do que já foi destruído e agora volta a ser ocupado. Nesse sentido, me lembrou Berlim Oriental com seus prédios meio encardidos e áreas vazias à espera de um edifício. Andei umas quadras e cheguei à região da Bedford Avenue onde se encontram os bares, restaurantes e a vida que deu fama ao local: vendedores de livros, vinis, gravuras, etc. Almocei por ali, paguei um pouco mais do que esperava, mas o prato valeu, em outro dia economiza e come cachorro quente. Bedford Avenue Detalhe de um trecho Almocei e fui andar pela região. Estava um sol do cão, parei para descanso no McCarren Park e no East River Park. Nesse caminho, minha câmera cai e justamente a objetiva esbarra no chão. Por sorte arranhou um pouco por fora, mas a lente se manteve intacta. Voltando à Bedford Avenue, parei num bar para tomas uma cervejinha, já que fazia uns trinta graus. Pedi uma mais encorpada, tipo India Pale Ale, bem gostosa. Para quem gosta de cerveja, evitem a Budweiser pois tem muita coisa boa por lá e se tentarem empurrar a Bud Light, dispense. Só rola Budweiser em promoção, como em outro bar onde a cerveja era USD 1,00 na segunda-feira. Em Billyburg, como os locais chamam o lugar, ainda fica a Brooklyn Brewery que é aberta à visitação. Depois segui e entrei na Avenida Manhattan do Brooklyn ( tem ruas com nomes repetidos, há uma avenida Manhattan na ilha), e já passava a ser uma vizinhança mais normal com bancos mercados, lojas. Andei até o metrô mais próximo e retornei a Manhattan. Por lá caminhei pela região da Rua 34, entrei na Macy’s dei uma andada lá dentro, mas o exterior do prédio é mais bonito, principalmente as estruturas que cobrem as entradas principais. Como já tinha andado muito, peguei um ônibus até a altura da Rua 50 e fui ao Top of The Rock para ter a vista noturna da cidade. Achei bem mais interessante a vista à noite pois é mais fácil identificar os prédios iluminados. Durante o dia, tudo é muito uniforme e a vista, embora bela, não me pareceu tão atraente quanto à noite. Também achei mais interessante a vista do Top of The Rock, pois de lá se vê o Empire State. Fiquei um tempo por lá e voltei pra casa. Não lembro o que jantei, mas com certeza deve ter sido alguma porcaria. Manhattan noturna Vista a partir do Top of The Rock, sentido sul Dia 13 – Memorial 9/11 Liberty-Ellis Island Comecei o dia pelo Memorial de Onze de Setembro. O memorial será uma praça de livre acesso, mas enquanto ocorrem as obras das novas torres, há um esquema de segurança para acessar o local: ingresso nominal, raio-x, não pode bolsa grande, etc. Após o ritual da segurança cheguei ao local das torres. Na arquitetura, um memorial é uma das coisas mais difíceis de se projetar, por causa da carga simbólica envolvida. Foi acertada a decisão de optar pelos vazios negros nos locais antes ocupados pelas duas torres, a água caindo cada vez mais rápido e a impossibilidade de se ver o fundo do vazio para onde a água esvai. Tudo leva a pensar nas vidas que se foram, o espaço cumpriu bem sua função. O lugar realmente faz aflorar a emoção daqueles que não perderam alguém na tragédia. 9/11 Memorial Detalhe da piscina sul Depois disso, segui rumo sul pela West Street até o Battery Park, onde se pega o barco para a Estátua da Liberdade. O Battery Park é uma praça sem grandes atrativos, exceto que no meio dessa praça ficam os destroços que restaram de uma escultura que ficava no World Trade Center, colocada lá um ano depois da tragédia. À frente da escultura, arde uma chama eterna em homenagem às vítimas. Fui pegar o barco. Como já tinha o City Pass, evitei a fila para comprar o ingresso e fui direto ao embarque. Novamente mais raio-x e detector de metais. Recomendo a todos não usar cinto para passear por NY, tem muito lugar com detector de metais e sempre pedem pra tirar o acessório. Fiquei de saco cheio de tanto tirar e por cinto nesse dia. Evitei a fila da compra, mas a do embarque é inevitável, muita gente, na hora, até lembrei da barca Rio-Niterói. O embarque é feito num “puxadinho”, que é uma estufa, tornando mais demorados os minutos de espera pelo embarque. Apesar do tamanho da fila, coube todo mundo no primeiro barco. Subi para o nível superior do barco para ter a melhor visão. No percurso pode-se ver Manhattan, Brooklyn e New Jersey. Por sinal, a divisa de estados passa no meio do Hudson e a Ilha da Liberdade fica se localiza no estado de New Jersey. Liberty Island Vista a partir do barco Quando desembarquei, estava com fome e fui comer. Achei que seria muito caro, por ser na ilha e não ter concorrentes, mas o preço era igual ao de uma refeição similar na cidade. Cheeseburger, anéis de cebola e refrigerante “médio”. Estava muito bom. Saciado, caminhei em volta da ilha, olhei a estátua, mas o mais legal é olhar para Manhattan. A estátua está em reformas, em breve será aberto o acesso à coroa, que estava fechada. Depois, peguei o barco de retorno. Há duas opções: ficar no barco e descer em NY ou parar na Ellis Island para ver o Museu da Imigração. Desci na ilha. O legal é que ficam avisando “This is not NY!”, pois muita gente que não sabe do museu, acha que já chegou e desce por lá. All American Cheeseburguer Esse valeu a pena! O museu é interessante, pois conta a história da imigração no começo do século XX. Há um audioguia e pode se fazer uma visita expressa de uns quarenta minutos seguindo o áudio, optei por isso. Deu para ter um panorama de como as instalações funcionavam e da política vigente à época que basicamente era avaliar se a pessoa tinha força para trabalhar e poder se sustentar. Nesse pragmatismo, aconteciam absurdos como aceitar uma família inteira e deportar só a vó por já estar fraca. As explicações do museu são um pouco demagógicas. Fala-se do imigrante trabalhador que ajudou a construir a América que o recebeu de braços abertos, um papo que lembra bem um político em espera de eleição. Depois de ver o museu, peguei o barco de volta ao Battery Park. Fugindo um pouco da rotina de coca-cola, parei numa barraquinha de smoothie, que nada mais é que uma vitamina feita com água no lugar do leite. Estava boa a combinação que escolhi. Rumei para o Bowling Green, uma pequena praça no começo da Broadway, que foi o primeiro parque público de NY. Esse nome se deve ao jardim redondo que há no seu centro. Em frente ao Bowling fica o National Museum of the American Indian. As exposições contemplam artefatos de povos das três Américas. Pulei muita coisa, pois boa parte do acervo se parecia muito com o Museu Precolombiano de Santiago. A entrada é grátis, mas tem detector de metal para variar um pouco. Continuei pela região da Wall Street. Passei pela estátua do touro, mas tinha fila para chegar perto e tirar foto. Dispensei a foto no touro fui lá ver onde é a Bolsa de Valores, voltei à Broadway, passando pela Igreja de Saint Paul e depois pelo City Hall Park, onde parei para ver as esculturas e o Woolworth Building, edifício peculiar por ser um arranha-céu com decoração copiada de catedral gótica. Na época da inauguração apelidaram o prédio pejorativamente de Catedral do Comércio, mas o dono do prédio virou o jogo e passou a usar o nome para promover a sua loja que lá ficava. Woolworth Building A Catedral do Comércio Como gosto de andar, ainda segui para Chinatown, passei por lá dei umas voltinhas e segui pela Bowery Avenue, entro a oeste em uma das transversais e chego a Little Italy, onde acontecia a Fiesta de San Genaro, um quilômetro de barraquinhas de comidas, algumas nem tão italianas assim. Aproveitei o evento e comi por lá. Volto à Broadway e vou subindo até cansar. Andar pela Broadway é interessante porque é como um resumo da cidade, vai se vendo o tipo de comércio e de pessoas mudando a medida que se segue rua acima. Passei pela Union Square, que fica na Rua 14. Essa praça é o que eu achei mais com cara de centrão nesse caminho, uma equivalente à Praça da Sé. Ando mais um pouco até à altura da 23. A perna cansou, acabei de seguir de ônibus. Chego no hostel já era umas nove da noite, esse dia foram umas doze horas andando. Encontro um pessoal na portaria que estava indo para o bar. Juntei-me ao grupo e, como acontece nas viagens, fomos os melhores amigos por algumas horas. Dia 14 – Ressaca e um bom show Acordei tarde, com um pouco de ressaca. Sai pra comer algo. Cogitei conhecer o Museu de História Natural, mas não estava com paciência para ver dinossauro, nem para estar numa sala cheia de criança correndo e falando alto. Caminhei sem compromisso, gosto de fazer isso em algum momento nos lugares onde passo. Andar ver a vida passar, sem compromisso com atrações, sem filas, sem bilheterias. Isso casou perfeitamente com a preguiça resultante da noite anterior. Á noite fui ao Bowery Ballroom, uma casa de shows, onde assisti a uma apresentação que foi boa, depois do show sentei e comecei a conversar com uma moça e trocamos ideias sobre lá e cá, diferenças entre os países, etc. Ainda passei num bar do lado para tomar a saideira e depois, cama. Dos dias 15 a 19, fui visitar parentes em Massachusetts. Dia 20 – Met e 5ª Avenida Pela manhã visitei o Metropolitan, o maior museu da cidade que tem de tudo, desde o Egito até arte moderna. Aproveitei a visita guiada em português e vi como a gente aqui se interessa pouco por arte, apesar de haver muitos turistas brasileiros em NY, só haviam cinco interessados na visita enquanto os grupos de outros idiomas tinham trinta, quarenta pessoas. O acervo é vastíssimo e nem passando um mês lá daria para ver tudo, escolhi duas partes que mais me interessavam e nelas foquei. O museu tem um terraço de onde se pode avistar o Central Park e os edifícios ao fundo, havia ainda uma obra exposta. Podia entrar dentro da instalação, se pisava sobre um piso de acrílico, dando aquela impressão de estar pisando no vazio, achei divertida a experiência. On the rooftop cloudy city Obra de Tomás Saraceno instalada temporariamente no terraço do Met Como era o último dia antes do retorno, tinha que comprar lembrancinhas da viagem, só animei a comprar imã de geladeira. Os preços lá são ridículos de caros, por exemplo, caneca de USD 15,00 a 20,00. Chaveirinho vagabundo por USD 10,00. Em resumo, minha geladeira tem um ímã e a galera ficou sem lembrancinha. Caminhei mais um pouco e voltei para poder deixar a mala semi-prontas. Como comprei uns livros, tinha que fazer caber tudo. À noite tinha Pub Crawl no hostel e fomos a uns bares na Avenida Amsterdam na altura Rua 81. O grupo era grande e deu pra conversar com muita gente. Terminamos a noite no Big Nick, uma lanchonete onde fomos atendidos por uma tia que chamava todo mundo de “honey”, tinha um sanduíche bom e não havia um milímetro quadrado de parede que não estava ocupado por algum tipo de cartaz, foto ou mesmo um papel com citações edificantes. Dia 21 – Retorno Meu retorno era pela United Airlines e o voo partia de Newark. Como o trem para lá já era caro, resolvi reservar um transfer no hostel, já que a diferença era pouca. O voo era às 22:00, mas recomendaram sair de lá às 16:00, por causa do tráfego intenso no trajeto. O esquema da United é fazer o cliente trabalhar. O check-in é a gente que faz na máquina, o funcionário deles apenas pega a etiqueta e coloca na bagagem. Para passar no detector de metais eles mandam tirar o sapato que tem passar pelo raio-x. Devem estar procurando a clássica faca oculta na sola que agente vê nos filmes de espião. O raio-x lá demora. Eles param cada mala para olhar, e enquanto o cara olhava a mala de quem estava atrás de mim, eu tinha que ficar esperando pois a minha mochila ainda estava dentro da máquina e não tinha aparecido ainda. Fora a confusão que é todo mundo botando sapato e cinto de volta. No embarque houve um pouco de tumulto porque, apesar de a funcionária ter anunciado em inglês e português que o embarque seria por grupos conforme o cartão de embarque, tinha aquele povo que não sabe seguir instrução se amontoando na porta de embarque e obstruindo a fila. A funcionária teve que anunciar várias vezes a mesma coisa para o povo desobstruir o caminho. Aí o que eles pensam: brasileiro é tudo jeca. A aeronave tinha o interior renovado e bom sistema de entretenimento com telas de alta resolução e mais de 150 filmes para escolher. No quesito aeronave a United venceu no entretenimento e na poltrona, mas perdeu nos banheiros, pois eles optam por uma disposição com banheiro só no meio da classe econômica e a TAM por banheiro no meio e nos fundos. Dentro das limitações da comida de avião, achei a TAM melhor. A restituição de bagagem em Guarulhos demorou. Depois no voo de volta para Belo Horizonte, tive um probleminha final pois meu cartão de embarque era para a última fila, onde o espaço para pernas era pouco mais da metade do assento normal da econômica e era impossível eu sentar sem ser de perna aberta. Reclamei com o comissário e me trocaram para um assento normal. Conclusão Gostei muito de NY, e vi as coisas no meu tempo, sem me preocupar com o número de atrações visitadas. Vi uma pequena parte da cidade, os lugares que passei tentei explorar sem me apressar. Pretendo voltar para conhecer novos cantos e rever outros.
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