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  1. Jonas.Schwertner

    Ilha de Páscoa

    O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a Ilha de Páscoa. Se você está com alguma dúvida em relação à ilha, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece a Ilha de Páscoa, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder! INFORMAÇÕES SOBRE A ILHA DE PÁSCOA Os Gigantes da Ilha de Páscoa Foto: Voluti No ano de 1722, domingo de páscoa, às 18 horas. A bordo do navio de Afrikaanske Galei, os marinheiros trabalham normalmente. Há quatro meses e meio tinham levado ferros da Holanda em viagem de exploração e comércio e afora o rápido combate com um grande galeão espanhol, que tinha deixado para trás graças a sua superior velocidade, tudo havia corrido ao gosto do comandante comodoro Jacob Roggeveen. Súbito o vigia , anuncia " terra à vista" . Aproximam-se de uma ilha não assinalada no mapa. Com a pouca luz do entardecer chegam em tempo de avistar no litoral, sobre longas muralhas de pedra, enormes gigantes que parecem dispostos a evitar desembarque. Roggeveen manda ancorar longe da costa e decide esperar pelo amanhecer para tomar uma decisão. Quando o dia clareia os europeus têm sua segunda surpresa. Os gigantes permaneciam parados e com óculos de alcance foi possível avistar gente de tamanho normal que se movia entre eles. Tinha-se assustado com estátuas. Resolvem então desembarcar, após batizar a ilha em honra a data de sua descoberta. (Texto retirado do livro "Grandes Enigmas da Humanidade" Luís Carlos Lisboa e Roberto Pereira de Andrade ) Estátuas colossais, de mais ou menos 5 metros reinam em toda ilha do Pacifico desafiando a ciência. Como explicar o transporte das colossais estátuas, chamadas Moais, ninguém até hoje soube dizer. As estátuas olham para o norte e nordeste, sul, sudoeste e sudeste. A ilha toda tem 170 km2 de extensão, 3500 km da costa oeste da América do sul. Existem hieróglifos por toda parte da ilha e se fossem decifradas iriam revelar muito sobre a cultura daquela época. Fica a seguinte pergunta no ar: Quem e que ferramentas foram usadas na construção daquelas estátuas? Simplesmente esta pergunta está entre nós desde o descobrimento da Grande Pirâmide do Egito. Mas se pensarmos bem o Mundo está repleto de enigmas do qual só temos uma resposta, ou fomos auxiliados por seres inteligentes de outras galáxias, ou tivemos uma grande catástrofe da qual esquecemos tudo e recomeçamos da estaca zero... A ilhota é de formação vulcânica, tendo um relevo moderado, superfície de 118 km quadrados, com altitudes que variam de 200 à 500m. Faz parte da província de Val Paraíso no Chile, e constitui a Oceania Chilena. Sempre os mesmos traços de impossibilidade, nos canteiros do vulcão, sem terminar ficaram mais de 200 Moais, que não foram terminados nem distribuídos. Batizada como "Te pita, te henua" (umbigo do mundo ). *Existem três tipos de estátuas gigantes: -As primeiras estátuas estão situadas nas praias à borda do mar. Seu número é de mais ou menos 200 à 260 e algumas estão à uma distância de mais de 20 km do canteiro do vulcão onde foram modeladas. Estas estavam instalados em vários números, sobre monumentos funerários chamados "ahus"e davam as costas para o mar. Originariamente estiveram tocados por um tipo de chapéu cilíndrico chamado "Punkao", feito com uma rocha avermelhada, tirada do vulcão "Puna Pao". -O segundo grupo é o das erigidas ao pé do "Rano Raraku". São estátuas terminadas, porém diferentes das outras, pois seus corpos estão cobertos por símbolos. As órbitas dos olhos não estão desenhadas e precisam de um chapéu ou "punkao". No entanto estas são mais enigmáticas que as anteriores. -O terceiro grupo há anos a mais conhecida de todas elas "tukuturi", que possui a particularidade de ter pernas, foi comparada as estátuas da arte pré-incaica criando sérias dúvidas sobre a tese comum da origem dessas populações. A ilha porém foi abandonada por alguma razão... Os obreiros abandonaram suas ferramentas e oficinas. Como se suas causas desta paralisação tivessem sido provocadas por uma catástrofe de caráter natural, como maremoto, por alguma invasão ou epidemia. Pára-Raios? Porém alguns cientistas, no ano de 1989, caracterizaram os Moais como "PARA RAIOS", devido a constantes descargas elétricas naquela ilha. Mesmo assim à quem se atribui a inteligência de produzir "para raios" naquela época? Assim do meu ponto de vista, até acho que os moais tenham sido destruídos por raios naquela época, e seus criadores tenham feito os chapéus Punkao, para que as grandes estátuas não fossem danificadas pelo impacto dos raios... já que os chapéus não tem um formato muito criativo, sem ornamentos, digo, bem simples em vista que os monumentos têm muitos detalhes, são ricos de finos traços. Eis abaixo o texto retirado do Jornal O Globo - Mundo/Ciencia e vida - Ribamar Fonseca: "São Luís - As estátuas monolíticas de até dez metros de altura da ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, foram construídas pelos antigos nativos para funcionar como para-raios e, desse modo protegê-los das descargas elétricas freqüentes naquela região. Essa teoria, já comprovada científicamente através de pesquisas nos laboratórios da Universidade Federal do Maranhão, foi levantada pelo professor Francisco Soares, que passou seis meses na ilha estudando a função dos misteriosos Moai - nome dado às estátuas pelos nativos. Soares, de 31 anos, que é engenheiro eletrônico especializado em computação, descobriu que os antigos habitantes da ilha de Páscoa já conheciam na prática a Lei de Gauss, que aplicavam empiricamente, através das gigantescas estátuas para proteger-se das descargas elétricas. A Lei de Gauss determina o comportamento da distribuição de cargas elétricas espaciais sobre uma superfície dielétrica. O chapéu na cabeça das estátuas, de material vulcânico poroso, absorvia os raios e impedia que elas fossem destruídas. Até então imaginava-se que os moai tinham apenas funções religiosas ou estéticas. Dedicando-se, desde 1979, à pesquisa sobre equipamentos primitivos de computação, como o ábaco, uma tábua de cálculos criada pelos chineses, Francisco Soares chegou a civilização Inca, que possuía a mesma técnica com o quipu, feito de fios. E no rastro do quipu, Soares chegou a Rapa-nui, nome nativo da Ilha de Páscoa, descoberta em 1722, num domingo de páscoa, pelo holandês Jacob Roageveen. Ele conduziu suas pesquisas a partir de de quatro perguntas; Por que os moai foram construídos? Por que eram altos e tinham a forma alongada? Por que o chapéu? Por que só ocupavam a faixa costeira da ilha? Até então as gigantescas estátuas haviam sido estudadas apenas por antropólogos e etnólogos, que viam nelas um sentido místico; teriam poderes mágicos ( os nativos diziam que quem tocasse na sua cabeça morria ) e ao mesmo tempo, seriam uma homenagem aos seus ancestrais. Francisco Soares, no entanto concluiu que as estátuas, dispostas somente no redor da ilha, tinham a função de para-raios, atraindo as descargas elétricas. Ficava assim protegido o centro dessa ilha, de 179 km² e a cerca de quatro mil quilômetros da costa do Chile. Ali estavam as habitações e lavouras de subsistência. Com o auxílio do professor Antônio Oliveira, mestre em física e matéria condensada do Departamento de Física da Universidade Federal do Maranhão, Soares recriou em laboratório as condições necessárias para a simulação de descargas elétricas. Usou uma fonte de alta tensão, uma campânula para fazer vácuo, e miniaturas das estátuas, confeccionadas com o mesmo material dos Moai, dispostas numa maquete da ilha. Comprovou-se, desse modo, que as estátuas com chapéu atraiam todas as descargas elétricas, que eram absorvidas e distribuídas pelo corpo, sem danificá-las. E mais: no escuro, os chapéus, carregados de energia, ficavam iluminados, o que, segundo ele, explica os poderes mágicos atribuídos aos moai. Soares concluiu, diante disso, que os antigos nativos da ilha dominavam o conhecimento prático da Lei de Gauss, pois a função de pára-raios só se tornou possível por causa da forma dos chapéus das estátuas e do material vulcânico poroso com que foram confeccionadas, diferentes do material do corpo. Se fosse outro material utilizado, elas seriam destruídas pela primeira descarga elétrica. O jovem cientista maranhense, que deu ao seu trabalho o título de aplicação empírica da Lei de Gauss e difusão elétrica nos moai de Rapa-Nui, volta a ilha em julho para novas pesquisas." Maior estátua construída na ilha tem 10 metros e 90 toneladas. E ainda existe uma outra inacabada com 20 metros de altura.
  2. Sim, você leu bem (já desculpo antes, o texto vai sem cedilha e til, teclado chileno ), 200 dólares para 2 semanas! Vou contar todos os segredos da economia e da supersorte que eu tive! Para mais detalhes e fotos, escrevi tudinho lá no O Melhor Mês do Ano! Confere lá e nos dê uma forcinha curtindo a página e nos seguindo no instagram @omelhormesdoano Dia 0: Como comecou a viagem Estava eu, feliz alegre e contente em Jericoacoara, trabalhando em um hostel superbacana depois que eu decidi que a vida de engenheira é muito triste pra ser vivida, rs… E uma amigona minha que vive em Santiago me mandou uma mensagem: “tá a fim de ir comigo para ilha de páscoa?”. Gente, quem nao tá a fim de ir para Ilha de Páscoa, meldels?!?! Mas era impagável pro meu bolsinho de desempregada, o voo é sempre bem caro e as promocoes sao raríssimas. Aí ela me fez a proposta indecente de que me pagava o voo… tinha umas milhas da LAN que iam expirar e que me dava a passagem. Aí foi fácil! Aceitei! Dia -1: a preparacao em Santiago Calma, ainda nao comecou… É que na preparacao em Santiago tiveram dois dos pontos mais importantes da economia. Escute-me: tudo na ilha é caríssimo! Beirando o impagável, sério! A nossa opcao foi: vamos fazer A FEIRA em Santiago antes de ir. Por A FEIRA leia-se que levamos, para duas pessoas, quase 40 kilos de comida. De tudo: frutas, verduras, legumes, macarrao, arroz, pao, batatinha frita, até um ovo de pascoa foi… Falto só o alcool mesmo (que acabamos nem tomando muito). Com essa comida toda acabamos comprando pouca coisa por lá: saimos um dia para comer, tomamos café da manha fora um dia, uns sorvetinhos e o pao fresquinho de café da manha.
  3. Passei 5 noites incriveis na Ilha de Pascoa, segue abaixo meu relato. Dia 4 de Janeiro: Chegeui na ilha por volta das 13:30. Ja no aeroporto eu comprei o ingresso para o parque $80 dolares. O dono da residencia que eu iria ficar estava eu e o casal de canadenses que chegaram no mesmo voo que eu. Antes de nos levar para a pousada, ele deu um quick tour pela cidade, mostrando onde comer, banco, correio, supermecado.... Na residencia, ele mostrou os quartos e depois recebeu a gente na sala de cafe da manha com suco de laranja, mapas e livros sobre a ilha. Perguntou o que gostariamos de fazer e deu varias dicas. Eu estava morrendo de fome e sai para procurar alguma coisa para comer e depois dei uma volta pela cidade... dai fui para os Moais Tahai esperar ver o por do sol. Pousada: Chez Steve (http://chezsteveresidencekylemio.com/en/island/index.html) Super recomendado. Internet so funcionou no ultimo dia e so na sala onde tem cade da manha. Cafe da manha eh super bom, com pao, queijo, fruta, suco e cafe. O unico problema eh que o hotel fica uns 10-15 minutos andando do centro. Dia 5 de Janeiro: Hoje foi dia de ir ao Rano Kau.... fui andando pela costa da cidade, parei na caverna Ana Kai Tangata e logo depois ja eh a entrada da trilha para ir ao Rano Kau. La encontrei o casal canadense que esta na mesma pousada que eu. Acabamos fazendo a caminhada juntos... e um cachorro acabou seguindo a gente o dia inteiro. No topo do vulcao, decidimos fazer a trilha do lado esquerdo e ir ate a outra ponto do vulcao. Depois fomos no lado direito do vulvao onde fica a cidade de Orongo. Voltamos para cidade andando... o sol da tarde eh de matar... Dia 6 de Janeiro: Hoje eu aluguei uma bicicleta e fui fazer as cavernas, comecei por Tahai, passando por Ana Kakenga, so achei a entrada da caverna porque tinha 2 pessoas entrando. A entrada eh meio escondida e super apertada, mas quando vc entra... da para ficar de pe numa boa. A estrada nao eh asfaltada e cheio de pedras... horrivel para andar de bicleta. Depois fui para cavera Ana te Pahu e dai eu fui para Akivi onde tem os 7 moais. La deixei a bicicleta com o pessoal fica tomando conta dos bilhetes e fui subir o vulcao Terevaka. Voltando para cidade, ainda bem que o caminha eh asfaltado , parei em Puna Pau e Vinapu. Dia 7 de Janeiro: Outro dia de bicicleta... hoje o objetivo era ir ate Tongariki. Que delicia pedalar ate la... Estrada super tranquila e vc vai parando em varios lugares para apreciar a natureza e os moais... como is pontos Hanga Te'e (Vaihu) e Akahanga. Depois de quase 3 horas pedalando e parando para fotos cheguei no Rano Raraku, a fabrica de moais...la com calma andei por volta dos moais e depois fui ver o lago do vulcao. Minha ultima parada do dia foi Tongariki, onde ficam os 15 moais... Dia 8 de Janeiro: Hoje eu ia de bicicleta para Anakena, mas o casal canadense que estava na pousada acaou alugando o carro para ir ver o sol nascer em Tongaraki. Acordamos as 5 da manha, o dono da pousada tinha preparado no dia anterior comida para gente levar. Levamos uns 45 minutos para chegar la e ficamos esperando o sol nascer... ficamos la ate umas 8 da manha. Depois fomos em direcao de Anakena, parando em Te Pito Kura e a praia Ohave. Curtimos Anakena, almocamos la... descasamos e depois voltamos pela costa de novo. Dia 9 de Janeiro: Ultimo dia na ilha... voo saia a tarde, so que o checkout era as 10. Tomei cafe, arrumei a mala e deixei la. Fui andar pela cidade atras de uma lembrancinha... depois fui comer alguma coisa e o dono do hotel me pegou na frente do correio e me deixou no aeroporto.
  4. Amigas e amigos mochileiros, Como muitos outros brasileiros, viajei para a Ilha de Páscoa, realizando um sonho antigo. Sempre tive interesse em algo que poderíamos chamar de "turismo histórico-arqueológico", mas ir a Rapa Nui (nome do ramo linguístico falado originalmente na ilha) sempre foi um sonho mais distante, não estava nos planos mais próximos de viagem para o presente ano. No entanto, uma promoção da LAN/TAM em janeiro, anunciada pelo Melhores Destinos (http://www.melhoresdestinos.com.br/promocao-passagens-ilha-pascoa.html), mudou os meus planos. Nesta promoção, era possível sair do Rio em direção a Ilha de Páscoa por menos de R$ 600,00 + taxas. Imperdível! Os valores normais são mais que o dobro disso. Passagem comprada para Junho! Não consegui convencer nenhum amigo a ir comigo. Viajei sozinho, o que não é nenhum problema para mim. No entanto, confesso ter refletido muito sobre as nossas escolhas para viajar. Um amigo, pessoa muito amada, chegou a insinuar que esta não seria uma "viagem de verdade". Volto nisso ao final.
  5. VOCÊ ACABA DE ENCONTRAR UM RESUMO DE TODAS AS INFORMAÇÕES QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA NÃO CHEGAR PERDIDO À ILHA DE PÁSCOA. * VOCABULÁRIO: - Iorana: saudação que serve tanto como OI como TCHAU - Ahu - são os altares (ou templos) onde eram expostos os Moais - Moais - são representações dos ancestrais chefes das tribos Rapa Nui (da antiguidade) e de seus parentes próximos - Ana - caverna - Hanga - baía - Motu - Ilha * NOME DA ILHA: - Ilha de Páscoa: porque a chegada pelos ocidentais à Ilha se deu em um domingo de Páscoa de 1722, por um holandês. - Rapa Nui: não é o nome original dessa cultura. Rapa na verdade é uma outra ilha da polinésia de cultura muito parecida e Nui seria ''grande'', formando portanto Grande Rapa. - Umbigo do Mundo (Te Pito o Te Henua): dizem ser este o nome original da ilha, pela sua localização estratégica no centro do globo. * HISTÓRIA DA ILHA E DA CULTURA RAPA NUI (desculpem se houver falhas de informações): - A Ilha de Páscoa foi descoberta pelos navegadores da Polinésia, que chegaram ao local para estabelecer moradia aproximadamente nos anos 800 d.C. Havia abundância de árvores, vegetação em geral e animais, principalmente pássaros de muitas espécies. Estabeleceram a sua cultura tradicional e por aqui dividiram-se em inúmeras tribos pelo litoral da ilha. Cada tribo tinha seu próprio Ahu (altar). Assim, com a morte dos líderes tribais e familiares próximos, esculpiam-se o Moais, 'sempre' de frente para a vila e de costas para o mar, para simbolizar que este líder seguia espiritualmente vigiando e protegendo aquele povoado. Nesse período, os Rapa Nui tinham um poder centralizado pelo o líder/rei Hotu Matu'a e pelo que parece as tribos viviam em harmonia. Contudo, com a escassez de árvores/madeira e com a dificuldade de sobrevivência por outras questões de busca por elementos básicos (ex. água, comida), as tribos começaram a digladiar entre si. Período em que se perdeu a fé pela proteção ancestral dos Moais e TODOS eles foram derrubados pelos próprios Rapa Nui. Bom, após a crise do sistema concentrado de poder, as tribos passaram a estabelecer um sistema mais democrático de liderança, com alternância anual, quando cada chefe de tribo preparava seu guerreira combatente para participar da competição do Homem Pássaro (se jogavam ao mar, nadando até o Motu - ilha - onde os pássaros de primavera vindos de todos os cantos deixavam seus ovos para reprodução. Aquele que retornasse com o primeiro ovo posto na ilha, intacto, garantia o poder ao lider de sua tribo, naquele ano). Já a chegada dos ocidentais na ilha se deu aproximadamente na década de 1720, através de navegação holandesa, que aportou em um domingo de Páscoa, dando o nome à Ilha. Dizem que a presença dos padres e as missões da igreja foram ferindo a cultura original Rapa Nui. Ademais, na década de 1805, os peruanos chegaram à ilha e escravizaram grande parte da população para venda no continente, sendo o maior crime na história da cultura local. Por fim, a partir da década de 1950 passaram a restaurar as peças e na década de 1990, com auxílio do governo japonês, reergueram e retomaram os principais Moais aos seus respectivos Ahus. *CUSTOS - Maio 2013 - Moto: 20 mil - Bike: 8 a 10 mil - Carro: 30 a 40 mil - Quadriciclo: 30 a 40 mil *CAMPING POUSADA MIHINOA - Valor: quartos compartilhados de 8 mil (4 camas) e 10 mil (3 camas) - Localização: de frente pro mar. 10 pontos neste quesito ! Pra mim foi o fator chave para escolher! E não é só. É de frente para o pôr do sol ! Contudo fica há 10 min de caminhada numa semi ladeira até o início do centro. O que pra mim não representa nenhum problema(já que adoro caminhar). Mas casais que não curtem andar, considerem esse fator. - Higiene: Ótimo. O cuidado da Dona Isabel é fantástico. Contudo, como por todos lado da ilha (creio!), tem bastante baratas pelos banheiros e área comum. Acredito que seja um mal por todos os hotéis. Verifiquem isso. - Atendimento: Bom. Sem café. Mas com transfer IN e OUT. Internet pagando a parte 5 mil por toda a estadia, contudo, MUITO lenta! A ponto de as vezes não dar para abrir a caixa de entrada do email. Atendentes de recepção atenciosos na medida do possível. Senti falta de um pouco mais de prestatividade. - Em geral: Recomendo para viajantes sozinhos ou casais que queiram economizar ou gostem de acampar ou lugares simples. *RESTAURANTES Em geral os pratos custam (maio 2013) o valor de 10.000 pesos, o que equivale a R$50,00. É possível procurar por MENUS a 5.000 pesos, que são pratos executivos. A maior parte dos restaurantes não divulgam a existência, mas consegui encontrar em dois lugares: - Rest. Tataku vave - altamente recomendado. Comida muito bem preparada (pouca quantidade) e visual de frente para o mar. Comi um atum fresco com purê delicioso. Deck de madeira praticamente sobre as pedras. Incrível. Melhor custo benefício da ilha. (no litoral de Hanga Roa, no caminho para a gruta Ana Kai Tangata); Rest. próximo ao cemitério, lado direito de quem vai. Não lembro o nome, lugar simples, bastante comida / comida mais caseira. *SHOWS - Te Ra’ai ( Kaituoe s/n (só seguir a Calle Tuki Haka Hevari depois do Hospital) Tel. 32-255-1460, 32-255-1460 e 9-9414-4972 - [email protected] -Vai Te Mihi (Calle Policarpo Toro, ao lado do cemitério) - [email protected] - Tel. 9-493-8990 - Funcionamento: Segundas, Quintas e Sábado, 21 horas. - Kari-Kari (Calle Principal Atamu Te Kena & Tuki Haka Hevari) - Tel. 32-210-0767, 7-532-5637 e 9-489-2780 - Funcionamento: Terças, Quintas e Sábado, 21 horas. Obs.: Informações obtidas no site andarilhospelomundo.com - e o valor em Maio 2013 só para ver o show (sem jantar) era 10 mil pesos no Kari Kari e Vai Te Mihi e 15 mil pesos no Te Ra'ai (onde fui). ROTEIRO * Considerando a chegada do vôo LAN às 12 / 13 hs. Comprar o seu ingresso de entrada no aeroporto mesmo, logo ao sair do avião, ao lado esquerdo, antes de entrar no setor de bagagem. Valor R$30.000. * 1o DIA - VINAPU . RANO KAO . ORONGO (considerando o vôo LAN chegando 12hs / 13hs) Método: BIKE - Vinapu (Após ver o Ahu, pegar a estrada de terra atrás do aeroporto, mais curta, sentido Vulcão Rano Kao) - Volcán Rano Kao (subir pela trilha de quem vai a pé, conduzindo a bicicleta até em cima) - Orongo (fica junto com o Vulcão, no topo deste) - Ver o pôr do sol lá de cima e descer de bike pela estrada dos carros (o que é rapidíssimo). - Passar rapidamente pela caverna Ana Kai Tangata, observando as pinturas dos pássaros amarelados no teto (onde residia uma família canibal e ponto importante para avistar o vencedor da competição do homem pássaro) * 2o DIA - LITORAL NORTE Método: CARRO ou QUADRICICLO ou MOTO - Tongariki: ver o nascer do sol e fazer um picnic lá como café da manhã (recolher todo o lixo, claro!) - Rano Raraku: visitar o cemiterio de Moai que fica logo atrás - Papa Vaka: ver os peroglifos - Te Pito Te Kura: cruzar para o lado norte e visitar a pedra do umbigo e o maior Moai (que está quebrado e caido no chão) - Praia de Perouse: Para fotos e quem sabe banho (não é recomendável, por não ter salva vidas e risco de desabamento de terra do litoral) - Praia de Anakena: passar o resto da tarde relaxando - Descansar a noite e dormir cedo *3o DIA - TREKKING A TEREVAKA Método: BIKE + TREKKING - Manhã: subir o Vulcão Terekava (ponto mais alto da ilha) - Ir pedalando pela estrada principal e deixar a bike presa em alguma árvore no início da trilha (a trilha inicia no Ahu Akivi) e seguir a pé - Tarde : Após Descer o Terevaka, conheça o Ahu Akivi + seguir para para a trilha do litoral (estrada amarela, no mapa), passando pela Gruta Tepahu + Gruta Ana Kakenga (2 ventanas) + ver o por do sol no Tahai e voltar pela costa apreciando os moais e as baías (hangas) Obs: Tb é possível assistir o por do sol de dentro da Caverna Ana Kakenga, o que é um espetáculo a parte ! O sol se põe diante da janela da gruta, fazendo entrar raios avermelhados no seu interior, ficando lindo para fotos. - Noite: jantar e descansar *4o dia: POIKE Método: Tour guiado +-20 a 35 mil por pessoa - MANHÃ e INÍCIO DA TARDE: Subir o caminho de Poike, conhecendo o moai de pedra, a gruta da virgem etc (o visual panorâmico mais incríveis da ilha) - FIM TARDE/NOITE: Explorar mais o centro a tarde (lojinhas, por estampa no passaporte no correio (se tiver aberto), jantar) - NOITE: ver show de musica tradicional *5o dia: Museu e ir viagem de volta - Museu que abre as 9h30. Ficar até 10h30 e seguir para o aeroporto. Obs.: Se você prefere fazer tudo com mais calma, almoçando e jantando bem, considere a possibilidade de ter pelo menos 01 dia a mais. Obs.: Se você curte mergulho Scuba de cilindro, é possível fazê-lo em meio período do dia. Procure informações on line. Existe um Moai (acredito que fake!) submerso para fotografias. Obs.: Esse roteiro é recomendado para quem já leu sobre a história da ilha ou tem facilidade em comunicar-se com nativos para ir adquirindo informação ao longo da viagem, já que não está incluído guia para os dias iniciais, mas tão somente para a trilha guiada obrigatória no 4o dia. Considere que rodar a ilha sem entender a história (descoberta pelo povo da Polinésia, a cultura Rapa Nui na época dos moais e mais tarde com a idolatração do Homem Pássaro) não tem graça alguma. Assim, se preferir, uma alterativa é, na tarde do dia de chegada, conhecer o centro da cidade, se ambientar e observar o Museu (que não abre segunda e fecha domingo às 12h30m), reajustando todo o esquema acima.
  6. Bom, aqui vai um relato de 4 dias em Rapa Nui com a ajuda dos mochileiros e nossa experiência vivida. Não entraremos muito nos detalhes da história pois os outros relatos aqui dos mochileiros já estão bem completos. Começamos saindo de Fortaleza, com conexões em São Paulo e Lima. Já em São Paulo trocamos cerca de R$1.400 por $302.000 pesos chilenos. Fomos com isso, mais U$150 e os cartões (deu que sobrou, apesar de ser tudo caro). Chegamos em Rapa Nui pouco antes das 6h da manhã no aeroporto Mataveri, compramos os tickets para as entradas nos vulcões ($25.000 pesos cada e ganhamos o mapa oficial) antes da imigração e a primeira decepção aconteceu: como na quarta tem 2 vôos e nós não informamos em qual vôo viríamos ninguém foi nos pegar , não recebemos o colar de flores e o pior, o Hotel Rapa Nui (que fechamos pelo Decolar) simplesmente ninguém conhecia . Depois de uma breve raiva e de praticamente não termos mais opção, um casal nos levou a rua do voucher da Decolar e descobrimos que este hotel está em processo de mudança de nome mas ainda se chama Chez Joseph. Conhecemos Manoel (figuraça), recepcionista do hotel que explicou a “confusão”. Como nossa diária só começava as 12h e ainda eram por volta de 6h e não tinha ninguém no quarto, ele já nos deixou nos hospedar mas tivemos que pagar pelo café extra que comemos ($10.000 pesos pelo casal; aqui na ilha vc vai descobrir o verdadeiro sabor de um suco de goiaba). Conversando com ele, disse q pensávamos alugar uma moto e ele, logo de pronto, disse que não compensava pela pouca diferença de preço, então alugamos um carro (jipinho) por $35.000 pesos/dia por 3 dias (total de $105.000 pesos, cerca de U$220 que pagamos no cartão). A loja era a Insular, ganhamos outro mapa que completava o oficial e Manoel já nos deu as dicas de locais e tempo estimado em cada local (importantíssimo, tendo em vista que chegamos domingo pela manhã e iríamos voltar na quarta à tarde). O carro só chegaria as 10h, então descemos a pé e conhecemos o nosso primeiro monumento, o AHU TAUTIRA (nosso primeiro Moai e provavelmente o seu também). Pegamos o carro e a aventura continuou. DIA 01 (DOM): Começamos então saindo do hotel, passamos pela rua principal direto para o vulcão RANO KAU. A visão é linda no MIRADOR do vulcão, pare lá e bata fotos. O recepcionista conversou um tempo sobre futebol comigo (brasileiros são logo reconhecidos pelo “sotaque”. Temos DELE mas não engana ninguém ). Recebemos o guia de ORONGO. Entramos e conhecemos Orongo, toda a história, os petróglifos, a pequena ilha Moto Nui onde acontecia toda a história das “competências sobre o homem pássaro” e o olho do vulcão foi uma sensação indescritível. Foi o nosso primeiro olho de vulcão e foi simplesmente inesquecível. De lá, seguimos pela estrada ao lado da pista do aeroporto até o VINAPU. Aqui vimos pela primeira vez um PUKAO. Quem conhece Cusco e o Vale Sagrado Inka vai ficar impressionado (fomos em janeiro no ano passado, veja o nosso relato em www.mochileiros.com/cuzco-machu-picchu- ... 64001.html ). A construção desse AHU é totalmente Inka (muito misterioso), seu Moai está enterrado atrás (mas com a cabeça ainda para fora). Almoçamos no Resto e Bar Kuki Varua. Aqui vale uma dica: quase todos os restaurante colocam seus cardápios na entrada para vc ver os preços. Você pode montar o seu menu, como era nossa primeira refeição na ilha pegamos 2 menus completos que o restaurante dava como sugestão (vinha aperitivo, entrada, prato principal ou de fundo e sobremesa). Muita comida, estragou um pouco de cada. Total $34.000 pesos. Alguns restaurantes não colocam os 10% pois cabe ao cliente informar se pagará (se foi bem atendido ou não). Se for pagar em cartão, deixe os 10% em dinheiro, pra eles é mais rápido e importante. Gostamos tanto da comida aqui que ainda voltamos mais duas vezes, só que destas vezes pedimos só o prato principal (em média $9.000 a $11.000). O salmão com purê verde é simplesmente delicioso. Eles primam pela beleza nos pratos e vc come com os olhos. Saímos a tarde pela rota leste rumo ao vulcão RANU RARAKU. Íamos parando pelo caminho pois o pacífico é de um azul que te hipnotiza. Lembre-se de, antes de sair, passar em um mercado na rua principal de HANGA ROA para comprar água, pois, vc não acha pelo caminho. Paramos em AKAHANGA, um conjunto de Moai só que derrubados (nesta rota a maioria dos Moai estão no chão, infelizmente). Vimos o AHU URA URANGA TE MAHINA, e continuamos pois já avistávamos o RANU RARAKU, a fábrica de Moais de longe. Passamos pelo AHU ONE MIKIHI e ao pegar o caminho para o vulcão vimos a placa avisando sobre o AHU TONGARIKI. Optamos por ele primeiro e, meus amigos, a visão que se tem deste espetáculo é algo indescritível. Um conjunto de 15 Moai que vc jamais vai esquecer, todos olhando para o vulcão, de costas para o mar azul. Simplesmente uma das visões mais lindas que já tivemos. Batemos algumas dezenas de fotos e seguimos, agora sim, para o vulcão. Já eram 16:50h e o parque do vulcão fechava as 18h então tínhamos que andar ligeiro. Incontáveis Moai por todos os lados, vimos as visões mais comuns quando se coloca Rapa Nui no Google imagens e batemos muitas fotos. Não deixe de ver um bem grande ainda preso na base do vulcão e o TUKUTURI, o mais antigo. Nada como ver os cavalos adultos ensinando os potros a cavalgar no olho do vulcão com dezenas de Moai vendo tudo, fantástico. Como já estávamos muito cansados da viagem resolvemos acabar o dia por aqui e voltamos ao hotel, compramos sucos e empanadas na rua principal para economizar o que gastamos no almoço e dormimos cedo.
  7. RAPA NUI – TE PITO O TE HENUA – o umbigo do mundo, como os antigos habitantes se referiam a sua ilha. Com muita propriedade, pois a ilha possivelmente é a porção de terra mais isolada do mundo, quase 4.000 km dos pontos mais próximos na América do Sul e na Polinésia. Bem, antes de fazer o relato, devo uma explicação. Botei o tópico aqui em América do Sul e não em Oceania porque a ilha pertece ao Chile e na maioria dos guias de viagem encontramos a Ilha como um capítulo do guia do Chile, a exemplo do Lonely Planet. Quase todo mundo vai para a ilha via Chile. Assim peço desculpas pela imprecisão geográfica. Mas acho que os interessados vão encontrar a ilha mais facilmente no Fórum Mochileiros, pois há uma tendência a procurá-la dentro do tópico América do Sul > Chile. Voltando do Tahiti saltamos na ilha de Pascoa. Tinhamos um restinho de manhã, uma tarde livre e a manhã seguinte livre, antes de ir para o aeroporto pegar nosso vôo de volta para Santiago. Pouco tempo. Talvez, mas na ida para o Tahiti passamos um dia aqui. Os vôos da LAN para Papeete ficam mais baratos se vc faz escala na Ilha de Pascoa. Minha esposa constatou isto. Disse que ficou na época US$ 300 mais barato. Outro macete é comprar a passagem no Chile. Lá é mais barato do que se comprarmos no exterior. Saltei no Hotel Gomero, pertinho do aeroporto, enquanto minha mulher seguiu numa excursão terrestre para o Norte da ilha, para visitar os 15 moais e a praia de Anakena, que junto com a praia de Ovahe são as únicas da ilha do jeito que conhecemos: uma boa faixa de areia banhada pelo mar. Anakena tem até coqueiros. A maioria da costa da ilha é de penhascos, como poderão ver nas fotos. Dormi 2 ou 3 horas no hotel pois a noite no avião mais o jet leg não são moleza. Ao acordar peguei minha mochila e fui. Não acompanhei minha mulher pelo cansaço e pela filosofia de viagem: na medida do possível evito estas excursões. Prefiro andar com as próprias pernas. Mais saudável. Porém ela, como a maioria das mulheres, gosta de um meio mais confortável, rápido e prático. Ao sair do hotel, na pequena vila de Hanga Roa, a única da ilha (5.000 habitantes), dobrei a esquerda e segui até a igreja principal, numa encruzilhada. Desci então em direção a caleta Hanga Roa, na verdade um abrigo para pequenos pesqueiros. Não há porto na cidade. Os pequenos navios que abastecem a ilha ancoram ao largo e descarregam para chatas que levam para terra. Isto torna complicado o abastecimento da ilha. Na caleta já há um moai, aquelas cabeças esculpidas na pedra que fazem a ilha de Pascoa tão famosa. Um pukai marca aquele ponto no Sendero de Chile. Sim, há uma Ruta Patrimonial de Chile também na ilha, com pukai assinalando os pontos de interesse. Entre no site, imprima o arquivo PDF e leve consigo para ilha (algo que não fiz!!). Assim vc não precisa de guia. Com ou sem mapa mesmo uma anta cega não tem como se perder na ilha. Segui pela costa em direção norte, subindo suavemente o morro, passando pelo cemitério da ilha e logo depois o Ahu Tahai, um centro cerimonial, onde haviam moais de pé. Área bem conservada, reconstruída para dar uma idéia de como vivia o povo da ilha. Como estava com pouca bateria deixei as fotos para a volta. Já tinha fotografado estes moais antes, na ida para o Tahiti. Segui costeando, vendo o visual incrível dos penhascos. Não há dificuldade em seguir. A vegetação é baixa, gramíneas, e pedras. Ao Norte domina o Monte Terevaka, um dos tres maiores dentre os vários vulcões extintos que formaram a ilha. Fui em direção a caverna das 2 ventanas (janelas) – Ana Kakenga, um abrigo da época da guerra dos clãs. Quando cheguei no local não acreditei que aquilo seria uma entrada: uma estreitíssima e baixa fenda. Os habitantes colocavam pedras para estreitar e abaixar a entrada. Se um inimigo tentasse entrar na caverna só poderia fazê-lo abaixado de quatro. Ao chegar na caverna seria recebido por um tacape na cabeça, nesta posição tão vulnerável. Recomendo um dos capítulos do excelente livro “Colapso – como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso” de Jared Diamond . Ele demonstra como uma população crescente, com praticas não ecológicas e não auto-sustentáveis exauriram os recursos da ilha. Veio a fome e daí as guerras entre os clãs. Canibalismo virou uma tônica. Como os arqueólogos descobriram: ossos humanos serrados, para chupar o mocotó dentro deles... Este e outros casos servem como um alerta da história para a humanidade, que esta agredindo o planeta em grande escala. Acho que as cavernas foram formadas pelo fluxo da lava que formou um bolsão. Acredito que a lava ardente encontrou um rio ou riacho e cobriu-o. A enorme temperatura fez a água se vaporizar e formar um bolsão de vapor de água quentíssimo que impediu a lava de ocupar o espaço. Posteriormente a lava solidificou formando a caverna. Não levei lanterna e lá dentro estava um breu. Tentei entrar o máximo que podia, procurando me acostumar com a escuridão e tateando, na esperança que logo as 2 ventanas iluminascem o salão. Mas não deu jeito. Ainda usei o infravermelho da câmera para ajudar mas não podia gastar o resto da bateria lá dentro e daí ficar preso, batendo a cabeça no teto baixo e tropeçando. Dei meia volta na base da apalpada. Ao sair encontrei um grupo de chilenos. Gentilmente me deixaram acompanha-los. Eles também não tinham lanterna mas tinham uma câmera bem mais carregada e usando o flash chegamos as duas janelas que miravam o mar. Tirei fotos deles e eles de mim. Pessoal simpático. Descobrem logo que somos brasileiros pelo portunhol! Notei para aquele que parecia o guia do grupo a quantidade de esqueletos de cavalos e bois que avistei de cima do penhasco nas rochas lá embaixo, junto ao mar, na quebrada das ondas. Particularmente, no penhasco perto da caverna das 2 ventanas, havia dois esqueletos e um cavalo ainda inteiro, iniciando o processo de decomposição. Fiquei encafifado com o fato. Os animais são normalmente cuidadosos. Não iriam pastar assim tão perto da borda de um penhasco. Passei a imaginar que os criadores dos animais, quando eles estivessem doentes, sacrificassem os bichos atirando-os pelos penhascos. Que mal juízo fiz dos pascoenses! O chileno se apressou em explicar que exite uma planta, o lupino amarelo, que tem uma folha venenosa que as vezes os animais comem no pasto e provoca efeitos terríveis. Eles deixam de defecar e ficam tontos, acabando por cair nos precipícios. A planta tem um alcalóide toxico ou a associação com um fungo tóxico que provoca a morte dos animais. E são as plantas que produzem os nossos conhecidíssimos tremoços! No mar, pertinho do penhasco, dois motus (ilhotas) sem vegetação, constituído por negra rocha vulcânica. Era interessante ver as ondas batendo neles, escavando cavernas e varandas na rocha. Andei por 3 horas pela costa oeste da ilha, rumo ao Norte, feliz com a paisagem. Vista para o mar azulzíssimo lá embaixo e a todo instante uma ruina arqueológica. Dizem que a ilha é um dos maiores museus a céu aberto do mundo. Possivelmente cheguei ao Ahu Tepeu (uma base de moais derrubados (não foram recuperados, ou seja, colocados de pé na posição original). De lá tive de voltar na direção oposta pois a recepcionista do hotel disse-me que as 20:30 0 escurecia e não queria voltar para Hanga Roa no escuro. Ainda visitei outra caverna (Ana Te Pora) no caminho. Menor, deixava a luz entrar com mais facilidade. Cheguei de volta a Ahu Tahai a tempo de tirar fotos dos Moai com o pôr-do-sol atrás deles. Alguns pascoenses de traços polinésios se vestiam como os antigos habitantes, um deles como se fosse sacerdote ou chefe, no antigo ancoradouro. Uma loirinha posava com os pés dentro dágua, em pose de princesa ou donzela pronta para o sacrifício. Estavam tirando fotos, não sei se para um folder de promoção turística da ilha ou se em seguida haveria um espetáculo típico. A galera backpacker se junta no gramado em frente as estes moais para ver o pôr-do-sol. É O programa de final de tarde! No dia seguinte pela manhã fiz uma excursão com minha mulher para o vulcão Rano Kau (410 m) e a vila cerimonial de Orongo (sítio arqueológico). Iria embarcar no vôo meio dia daí ter optado pelo esquema de tour. Mas dá para subir a pé o vulcão com tranquilidade desde Hanga Roa. A entrada do parque custa 5.000 pesos (US$ 10). Mas vale muito a pena. A vista da cratera, da vila cerimonial de Orongo e do mar com os 3 motus lá embaixo (Kao Kao, Iti e Nui) são espetaculares. Nesta vila e nos motus se praticava o principal ritual do culto aos homens pássaros (este culto substituiu o culto aos moai). Também, a exemplo da Polinésia francesa, vale muito a pena alugar uma bike. Com ela vamos para todo canto da ilha sem pagar caro pelas excursões de automóvel. Não aluguei porque não tinha um dia completo. Perguntei a um turista por quanto tinha alugado: 10.000 pesos chilenos por dia = US$ 20. Outra coisa: dentro do saguão do pequeno aeroporto de Hanga Roa já tem balcões anunciando campings, a opção mais econômica da ilha. Mas acho que atualmente não permitem mais camping selvagem na praia de Anakena, uma pena! Os hoteis são muito caros para o que eles oferecem (mesma síndrome de Fernando de Noronha) daí recomendar o camping. A ilha merece ao menos 3 dias completos. Os moais, cavernas e ruínas são interessantíssimos. Dá para fazer hiking, andar de bicicleta e curtir uma praia no umbigo do mundo. Tem também duas operadoras de mergulho, mas depois da overdose na Polinésia queria conhecer mais as ruínas da ilha, em terra firme. Um lugar único, o umbigo de nosso planeta! Abs, peter
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