O conceito de bastão de caminhada é conhecido e utilizado desde os primórdios da humanidade, sendo mais comumente chamado de cajado. Seu sucesso se deve a uma série de razões. Proporcionam apoio em longas viagens, fornecem proteção contra animais, ajudam a alcançar frutos em árvores e pastorear gado.
Em tempos modernos o bastão sofreu mudanças na utilização e também na forma, passando de longo e feito de galhos de árvores a curto e sintético, à semelhaça de bastões de ski. Alguns possuem como assessório um adaptador com rosca para fixação de câmeras digitais, para servirem de monopé.
Apesar destas tendências tecnológicas, o antigo cajado ainda encontra fãs, e entre os praticantes de bushcraft ele ainda domina o cenário. São muitas as razões que levam os puristas a optarem pelo bastão simples. A relação com o equipamento é totalmente diferente, pois envolve a escolha da madeira, a seleção e corte do pedaço correto e em muitos casos algum nível de personalização.
Foi com este espírito primitivista que, seguindo dicas dos moradores da região(da fazenda em MG), decidi fazer meu bastão com um galho de pitangueira! Me surpreendi com a quantidade de galhos praticamente retos, bem como com sua densidade e resistência. Não demorou para que tivesse achado o galho que considerava ideal.
O processo
Munido de minha serra Gerber, cortei o galho desejado e o removi da árvore.
Em seguida me pus a cortar os galhos menores, que saíam do principal.
Em seguida cortei o bastão no tamanho desejado. Este momento não foi registrado em foto.
Descascar o galho foi fácil, pois a casca é fina e se desprende com facilidade, revelando uma madeira bem lisa.
Detalhe da casca sendo removida.
Fiz isto em todo o bastão.
A próxima etapa foi acertar os nós e os trechos cortados, para isso contei com a EDC.
Após considerar esta etapa encerrada, guardei o bastão em local seco, deitado, para secagem da madeira, que demorou aproximadamente 30 horas.
Curiosamente, a seiva de coloração arroxeada havia passado para o exterior da madeira na fase de secagem, tingindo a mesma e mantendo certa umidade. Resolvi este problema novamente com o dorso do facão(na parte que lixei para ficar com função de plaina), raspando cuidadosamente a fina camada que recobria a madeira.
Já de volta em casa, fiz o acabamento com duas demãos de óleo de linhaça, que protege a madeira de umidade e insetos. Aguardei 24 horas entre elas.
A madeira após as aplicações de óleo de linhaça.
O acabamento ficou muito bom, e a aparência do bastão não poderia ser melhor. Bastante reto porém sem perder o charme de galho.
Bastão pronto para muitas aventuras.
Gostei do resultado, após testá-lo com sucesso em trilhas constatei que realmente é muito útil.
A próxima etapa é adquirir uma borracha usada em pés de mesa para proteger a ponta dele contra superfícies duras, assim sua vida útil aumenta.
O conceito de bastão de caminhada é conhecido e utilizado desde os primórdios da humanidade, sendo mais comumente chamado de cajado. Seu sucesso se deve a uma série de razões. Proporcionam apoio em longas viagens, fornecem proteção contra animais, ajudam a alcançar frutos em árvores e pastorear gado.
Em tempos modernos o bastão sofreu mudanças na utilização e também na forma, passando de longo e feito de galhos de árvores a curto e sintético, à semelhaça de bastões de ski. Alguns possuem como assessório um adaptador com rosca para fixação de câmeras digitais, para servirem de monopé.
Apesar destas tendências tecnológicas, o antigo cajado ainda encontra fãs, e entre os praticantes de bushcraft ele ainda domina o cenário. São muitas as razões que levam os puristas a optarem pelo bastão simples. A relação com o equipamento é totalmente diferente, pois envolve a escolha da madeira, a seleção e corte do pedaço correto e em muitos casos algum nível de personalização.
Foi com este espírito primitivista que, seguindo dicas dos moradores da região(da fazenda em MG), decidi fazer meu bastão com um galho de pitangueira! Me surpreendi com a quantidade de galhos praticamente retos, bem como com sua densidade e resistência. Não demorou para que tivesse achado o galho que considerava ideal.
O processo
Munido de minha serra Gerber, cortei o galho desejado e o removi da árvore.
Em seguida me pus a cortar os galhos menores, que saíam do principal.
Em seguida cortei o bastão no tamanho desejado. Este momento não foi registrado em foto.
Descascar o galho foi fácil, pois a casca é fina e se desprende com facilidade, revelando uma madeira bem lisa.
Detalhe da casca sendo removida.
Fiz isto em todo o bastão.
A próxima etapa foi acertar os nós e os trechos cortados, para isso contei com a EDC.
Após considerar esta etapa encerrada, guardei o bastão em local seco, deitado, para secagem da madeira, que demorou aproximadamente 30 horas.
Curiosamente, a seiva de coloração arroxeada havia passado para o exterior da madeira na fase de secagem, tingindo a mesma e mantendo certa umidade. Resolvi este problema novamente com o dorso do facão(na parte que lixei para ficar com função de plaina), raspando cuidadosamente a fina camada que recobria a madeira.
Já de volta em casa, fiz o acabamento com duas demãos de óleo de linhaça, que protege a madeira de umidade e insetos. Aguardei 24 horas entre elas.
A madeira após as aplicações de óleo de linhaça.
O acabamento ficou muito bom, e a aparência do bastão não poderia ser melhor. Bastante reto porém sem perder o charme de galho.
Bastão pronto para muitas aventuras.
Gostei do resultado, após testá-lo com sucesso em trilhas constatei que realmente é muito útil.
A próxima etapa é adquirir uma borracha usada em pés de mesa para proteger a ponta dele contra superfícies duras, assim sua vida útil aumenta.
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