Aí vai meu relato sobre a viagem de 4 dias que fiz pro Uruguai – Montevideo, Colonia e Punta. Como as informações daqui me ajudaram bastante, espero que meu relato também possa ajudar quem está planejando passear por esse belíssimo país.
Ônibus para Montevideo desde Porto Alegre
Como era feriadão de Páscoa e as passagens aéreas estavam caríssimas, decidi ir de ônibus até Montevideo. A partir de Porto Alegre, 2 empresas fazem o trajeto: EGA (uruguaia) e TTL (brasileira). Os preços são iguais e optei pela EGA por causa dos horários. A empresa é super boa, ônibus confortáveis e espaçosos, daqueles de “2 andares”, serviço ótimo, com janta e café da manhã. A viagem dura 12 horas, sendo que aproximadamente 1h e meia serve para os trâmites na aduana do Chuí. Apesar de demorar um pouco, a viagem é cômoda e tranqüila, dá pra dormir a noite inteira e, na ida, quando nasce o sol, dá pra admirar as paisagens uruguaias.
Valor da passagem ida e volta: R$ 310
Horário de saída de Porto Alegre: 22 hs (frequência diária)
Horário de saída de Montevideo: 20 hs (frequência diária)
Acomodação em Montevideo
Optei por ter como base Montevideo e passar um dia em Colonia e um em Punta.
Li muitas opiniões de hostels tanto aqui como no HostelWorld.com e decidi pela hospedagem no bairro de Pocitos ao invés do tradicional bairro de Ciudad Vieja e Centro, onde estão localizados a maioria dos hostels. Recomendo muito ficar em Pocitos, um bairro residencial novo, tranqüilo, seguro, localizado na praia. E fica a apenas 10 minutos de ônibus da Ciudad Vieja. :'>
Fiquei no Arriba Hostel, 2 quadras da praia. O hostel fica em uma casa antiga, mas como inaugurou em janeiro está tudo novo: os colchões são novos e confortáveis e os banheiros são muito bons, principalmente os chuveiros. Não há muitos quartos, é um hostel mais tranqüilo, onde dá pra conhecer todo mundo que está hospedado. O staff é muito prestativo e atencioso, estão sempre prontos pra dar as informações necessárias. Só o café da manhã era um pouco fraquinho (pão, doce de leite, manteiga, café e leite). Mas, recomendo o hostel.
Valor por noite em quarto de 4 pessoas misto: R$ 30
Câmbio de moeda
Levei apenas reais e troquei no Terminal Tres Cruces, onde tem o melhor câmbio: 1 real para 11 pesos uruguaios. Para facilitar nas contas, considerei como 10. Em outros câmbios que eu vi, tanto em Montevideo, como em Colonia e Punta, era mais baixo.
1º dia (quinta-feira): Montevideo
Cheguei em Montevideo na quinta pela manhã e peguei um táxi desde o Terminal Tres Cruces até o hostel pelo valor de $ 100 = R$ 10. A semana inteira era feriado no Uruguai, chamada Semana do Turismo, então a cidade estava um pouco vazia e muitos estabelecimento fechados.
Fazia um bonito dia, um pouco frio (15°C), mas com sol. Para aproveitar as Ramblas, que é o calçadão que percorre a margem das praias do Rio da Prata, decidi caminhar da praia de Pocitos até Ciudad Vieja. É um pouco longe (8 km) , a caminhada é muito bonita e agradável, onde é possível ver um pouco do estilo de vida tranqüilo e relaxado dos uruguaios, sempre tomando um mate.
Na Ciudad Vieja passei pelo tradicional: caminhei pela Av. 18 de Julio, pela Plaza Independência (Memorial de Artigas, Teatro Solis, prédios do governo, etc) e pelo Mercado Del Puerto. Almocei em uma das tradicionais rotiserías uruguaias, que são como as nossas padarias. Adoro empanadas e media lunas, esse foi meu pedido, além de tomar uma gaseosa de pomelo, que eu também adoro!!! E claro, um alfajor de sobremesa.
Depois, peguei um ônibus ($ 18 = R$ 1,80) e fui até a Plaza de la Armada para ver o pôr-do-sol, passeio recomendado por um uruguaio. Essa praça fica em um morro, na beira da praia, perto de Pocitos, e é realmente uma vista lindíssima!!! Recomendo!! :'>
Mais uma caminhada, agora até o Shopping de Punta Carretas, pois queria ir ao supermercado e, como era feriado, um dos únicos abertos era nesse shopping. Não sei se compensa fazer compras em Montevideo, pois nem olhei as lojas e nem os preços nesse shopping. Desde Pocitos são uns 15 minutos caminhando pelas ramblas que estão cheias de pessoas caminhando e ainda tomando mate e outros até pescando. Achei bem seguro, mesmo já sendo escuro.
Voltei ao hostel e conheci a Ana, uma colombiana que estava no meu quarto e se tornou minha companheira inseparável de viagem pelos próximos 3 dias.
2º dia (sexta-feira): Colonia
Fomos até o terminal para pegar o ônibus para Colonia. As principais empresas que fazem o trajeto é a COT e a Turil. Os valores são iguais ($ 410,00 = R$ 41,00 ida e volta) e várias opções de horários. A viagem leva 2h e meia.
Do terminal de Colonia até o centro histórico são umas 5 quadras. No terminal há informações turísticas, mapas, etc e também na entrada do centro, antes da muralha.
Adorei Colonia!! É tudo muito bonito e conservado! Tem um passe de museus que custa $ 50,00 = R$ 5,00. Com esse bilhete dá pra conhecer uns 10 museus, mas eu visitei os mais importantes, o Português, o Espanhol e o Municipal. Vale a pena pra se ter uma ideia de como eram as casas e a vida dos moradores, além de conhecer um pouco a história do lugar e porquê Colonia se tornou um ponto tão importante para os impérios português e espanhol.
Para comer, Colonia é um pouco mais cara que Montevideo, devido à enorme presença de turistas, que nesse dia estava ainda maior. Encontramos um restaurante um pouco mais afastado (não lembro o nome), que servia um prato principal (massa, chivito ou pizza) + água ou vinho + sobremesa por $ 190,00 = R$ 19,00. Super barato comparando com os que tínhamos visto. E ainda não cobravam o cubierto.
Fomos então fazer uma caminhada guiada pela cidade. Compramos no centro de informações turísticas, custa $ 100,00 = R$ 10,00 e dura cerca de 1 hora. Assim como os museus, essa caminhada é bem legal para saber um pouco mais da história. Subimos também no farol ($ 15,00 = R$ 1,50), que tem uma vista linda de Colonia e do Rio da Prata. Como o dia estava nublado não foi possível ver os prédios de Buenos Aires (40 km de distância). Também não foi possível ver as luzes de Bs As pela noite.
Minha impressão: Colonia é maravilhosa, um lugar que traz uma certa nostalgia, principalmente quando escurece e aqueles lampiões que ficam nas paredes das casas se acendem. Me arrependi de não ter passado uma noite lá , pois como disse a guia “quem fica uma noite aqui se sente como se estivesse no século 18”.
3º dia (sábado): Punta Del Este
Ônibus para Punta Del Este com a COT: $ 316,00 = R$ 31,60 ida e volta. Tempo: 2hs
Planejando a viagem, não tinha muito interesse de ir para Punta. Decidi ir, já que estava tão perto e para saber o porquê de ser um lugar tão famoso. A cidade tem cerca de 10 mil habitantes, mas na alta temporada chega a ter 1 milhão de pessoas!!!! ãã2::'>
Como queríamos ir até a Casa Pueblo e ela fica em Punta Ballena, uns 15 km de Punta, compramos um city tour. Têm ônibus que vai até Punta Ballena, mas a parada é na estrada, umas 15 quadras longe da Casa. Contratamos no terminal mesmo por $ 500,00 = R$ 50,00. O city tour passa pelas principais praias, pelo farol, pela escultura “La Mano”, pela ponte ondulada, pelo ponto onde é a foz do Rio da Prata e, claro, pelas casas de famosos. A chegada na Casa Pueblo é mais no final da tarde, para poder ver o pôr-do-sol. A entrada custa $ 120 = R$ 12. É um lugar muito bonito, mas como estava muito, mas muito lotado, não deu pra aproveitar direito.
Tudo é caro em Punta: restaurantes, acomodação e até mesmo uma água em um simples mercadinho. Almoçamos em um restaurante que tinha um dos menores preços (que também não lembro o nome), pedi ravioles, prato muito tradicional no Uruguai ($ 330 = R$ 33) e, obviamente, mais o valor do cubierto.
Minha impressão: Punta é um lugar para quem quer esbanjar. A praia não tem nada de especial, é como uma praia gaúcha e água deve ser ainda mais fria, mesmo no verão. Foi interessante para conhecer, mas não é o tipo de passeio que me agrada. É um lugar de ostentação e nada mais.
4º dia (domingo): Montevideo
No último dia no Uruguai resolvemos ir almoçar no Mercado Del Puerto. Todos os restaurantes servem os mesmos pratos pelos mesmos preços. Escolhi um bife de lomo (filé) com purê de batata ($ 360 = R$ 36), e mais o valor do cubierto.
Caminhamos um pouco pela Ciudad Vieja, mas como era domingo, tudo estava fechado e as ruas vazias, inclusive o Teatro Solis, que queríamos visitar. Então voltamos para Pocitos para uma última volta na praia.
E assim terminou o meu feriadão no Uruguai.
Resumo
· O Uruguai é um país lindo, mas não apenas pelas belezas naturais ou históricas. Os uruguaios são atenciosos, simpáticos, muito gentis, estão sempre prontos para ajudar e são extremamente orgulhosos de seu país.
· Assim como nas vezes em que visitei a Argentina, vi brasileiros sendo mal educados, fazendo gritaria e algazarra, jogando lixo no chão e teimando em discutir que times brasileiros são melhores que uruguaios. Não adianta fazer isso: eles gostam de futebol tanto ou mais quanto nós. Além do fato de que brasileiros pensam que quem fala espanhol é obrigado a entender português. Não é necessário falar fluentemente, mas algumas palavrinhas sempre ajudam: permiso, gracias, perdón ao invés de “dá licença”, “brigado”, ou nem isso. Me parece que quando os brasileiros estão fora do país se transformam e pensam que podem tudo porque “estão pagando”.
· Gosto muito da comida uruguaia, é bem parecida com a argentina, meio sem sal e sem tempero. As porções são sempre generosas, dá pra passar o dia só com o almoço. Os uruguaios não têm o costume de comer arroz, apenas batata frita, purê de batata ou salada de alface e tomate como acompanhamento. Água e refrigerantes são caros; sucos são uma raridade e quando tem são caros. Os doces também são muito bons, especialmente os alfajores e o doce de leite. E tem também a sorveteria argentina Freddo espalhada por Montevideo e Colonia, que é uma delícia!
· Achei Montevideo uma cidade segura comparado com Porto Alegre. Conheci um casal brasileiro que havia sido assaltado, mas deram bandeira, pois carregavam uma daquelas máquinas gigantescas no ombro. O melhor é tentar se camuflar na multidão e tentar não aparentar ser turista. Tomar os mesmos cuidados que temos no Brasil.
· Não saí à noite, pois cheguei sempre tarde e muito cansada. Mas a confraternização no hostel era bem legal, todos na sala, com dois meninos do staff sempre tocando violão. Foi bom para conhecer várias pessoas, de diversos países, treinar o inglês e o espanhol.
· Os ônibus intermunicipais são pontualíssimos. Alguns são um pouco mais novos, outros nem tanto. Mas achei os valores bem baixos.
· Minha câmera deu problema e não consegui tirar fotos, por isso não tenho como postar aqui. Estou esperando por email algumas fotos tiradas por algumas das pessoas que conheci. Espero que elas não tenham esquecido de mim!
· Com certeza volto pro Uruguai, a próxima vez no verão para aproveitar algumas praias!!!
Aí vai meu relato sobre a viagem de 4 dias que fiz pro Uruguai – Montevideo, Colonia e Punta. Como as informações daqui me ajudaram bastante, espero que meu relato também possa ajudar quem está planejando passear por esse belíssimo país.
Ônibus para Montevideo desde Porto Alegre
Como era feriadão de Páscoa e as passagens aéreas estavam caríssimas, decidi ir de ônibus até Montevideo. A partir de Porto Alegre, 2 empresas fazem o trajeto: EGA (uruguaia) e TTL (brasileira). Os preços são iguais e optei pela EGA por causa dos horários. A empresa é super boa, ônibus confortáveis e espaçosos, daqueles de “2 andares”, serviço ótimo, com janta e café da manhã. A viagem dura 12 horas, sendo que aproximadamente 1h e meia serve para os trâmites na aduana do Chuí. Apesar de demorar um pouco, a viagem é cômoda e tranqüila, dá pra dormir a noite inteira e, na ida, quando nasce o sol, dá pra admirar as paisagens uruguaias.
Valor da passagem ida e volta: R$ 310
Horário de saída de Porto Alegre: 22 hs (frequência diária)
Horário de saída de Montevideo: 20 hs (frequência diária)
Acomodação em Montevideo
Optei por ter como base Montevideo e passar um dia em Colonia e um em Punta.
Li muitas opiniões de hostels tanto aqui como no HostelWorld.com e decidi pela hospedagem no bairro de Pocitos ao invés do tradicional bairro de Ciudad Vieja e Centro, onde estão localizados a maioria dos hostels. Recomendo muito ficar em Pocitos, um bairro residencial novo, tranqüilo, seguro, localizado na praia. E fica a apenas 10 minutos de ônibus da Ciudad Vieja.
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Fiquei no Arriba Hostel, 2 quadras da praia. O hostel fica em uma casa antiga, mas como inaugurou em janeiro está tudo novo: os colchões são novos e confortáveis e os banheiros são muito bons, principalmente os chuveiros. Não há muitos quartos, é um hostel mais tranqüilo, onde dá pra conhecer todo mundo que está hospedado. O staff é muito prestativo e atencioso, estão sempre prontos pra dar as informações necessárias. Só o café da manhã era um pouco fraquinho (pão, doce de leite, manteiga, café e leite). Mas, recomendo o hostel.
Valor por noite em quarto de 4 pessoas misto: R$ 30
Câmbio de moeda
Levei apenas reais e troquei no Terminal Tres Cruces, onde tem o melhor câmbio: 1 real para 11 pesos uruguaios. Para facilitar nas contas, considerei como 10. Em outros câmbios que eu vi, tanto em Montevideo, como em Colonia e Punta, era mais baixo.
1º dia (quinta-feira): Montevideo
Cheguei em Montevideo na quinta pela manhã e peguei um táxi desde o Terminal Tres Cruces até o hostel pelo valor de $ 100 = R$ 10. A semana inteira era feriado no Uruguai, chamada Semana do Turismo, então a cidade estava um pouco vazia e muitos estabelecimento fechados.
Fazia um bonito dia, um pouco frio (15°C), mas com sol. Para aproveitar as Ramblas, que é o calçadão que percorre a margem das praias do Rio da Prata, decidi caminhar da praia de Pocitos até Ciudad Vieja. É um pouco longe (8 km)
, a caminhada é muito bonita e agradável, onde é possível ver um pouco do estilo de vida tranqüilo e relaxado dos uruguaios, sempre tomando um mate.
Na Ciudad Vieja passei pelo tradicional: caminhei pela Av. 18 de Julio, pela Plaza Independência (Memorial de Artigas, Teatro Solis, prédios do governo, etc) e pelo Mercado Del Puerto. Almocei em uma das tradicionais rotiserías uruguaias, que são como as nossas padarias. Adoro empanadas e media lunas, esse foi meu pedido, além de tomar uma gaseosa de pomelo, que eu também adoro!!! E claro, um alfajor de sobremesa.
Depois, peguei um ônibus ($ 18 = R$ 1,80) e fui até a Plaza de la Armada para ver o pôr-do-sol, passeio recomendado por um uruguaio. Essa praça fica em um morro, na beira da praia, perto de Pocitos, e é realmente uma vista lindíssima!!! Recomendo!!
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Mais uma caminhada, agora até o Shopping de Punta Carretas, pois queria ir ao supermercado e, como era feriado, um dos únicos abertos era nesse shopping. Não sei se compensa fazer compras em Montevideo, pois nem olhei as lojas e nem os preços nesse shopping. Desde Pocitos são uns 15 minutos caminhando pelas ramblas que estão cheias de pessoas caminhando e ainda tomando mate e outros até pescando. Achei bem seguro, mesmo já sendo escuro.
Voltei ao hostel e conheci a Ana, uma colombiana que estava no meu quarto e se tornou minha companheira inseparável de viagem pelos próximos 3 dias.
2º dia (sexta-feira): Colonia
Fomos até o terminal para pegar o ônibus para Colonia. As principais empresas que fazem o trajeto é a COT e a Turil. Os valores são iguais ($ 410,00 = R$ 41,00 ida e volta) e várias opções de horários. A viagem leva 2h e meia.
Do terminal de Colonia até o centro histórico são umas 5 quadras. No terminal há informações turísticas, mapas, etc e também na entrada do centro, antes da muralha.
Adorei Colonia!! É tudo muito bonito e conservado! Tem um passe de museus que custa $ 50,00 = R$ 5,00. Com esse bilhete dá pra conhecer uns 10 museus, mas eu visitei os mais importantes, o Português, o Espanhol e o Municipal. Vale a pena pra se ter uma ideia de como eram as casas e a vida dos moradores, além de conhecer um pouco a história do lugar e porquê Colonia se tornou um ponto tão importante para os impérios português e espanhol.
Para comer, Colonia é um pouco mais cara que Montevideo, devido à enorme presença de turistas, que nesse dia estava ainda maior. Encontramos um restaurante um pouco mais afastado (não lembro o nome), que servia um prato principal (massa, chivito ou pizza) + água ou vinho + sobremesa por $ 190,00 = R$ 19,00. Super barato comparando com os que tínhamos visto. E ainda não cobravam o cubierto.
Fomos então fazer uma caminhada guiada pela cidade. Compramos no centro de informações turísticas, custa $ 100,00 = R$ 10,00 e dura cerca de 1 hora. Assim como os museus, essa caminhada é bem legal para saber um pouco mais da história. Subimos também no farol ($ 15,00 = R$ 1,50), que tem uma vista linda de Colonia e do Rio da Prata. Como o dia estava nublado não foi possível ver os prédios de Buenos Aires (40 km de distância). Também não foi possível ver as luzes de Bs As pela noite.
Minha impressão: Colonia é maravilhosa, um lugar que traz uma certa nostalgia, principalmente quando escurece e aqueles lampiões que ficam nas paredes das casas se acendem. Me arrependi de não ter passado uma noite lá
, pois como disse a guia “quem fica uma noite aqui se sente como se estivesse no século 18”.
3º dia (sábado): Punta Del Este
Ônibus para Punta Del Este com a COT: $ 316,00 = R$ 31,60 ida e volta. Tempo: 2hs
Planejando a viagem, não tinha muito interesse de ir para Punta. Decidi ir, já que estava tão perto e para saber o porquê de ser um lugar tão famoso. A cidade tem cerca de 10 mil habitantes, mas na alta temporada chega a ter 1 milhão de pessoas!!!!
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Como queríamos ir até a Casa Pueblo e ela fica em Punta Ballena, uns 15 km de Punta, compramos um city tour. Têm ônibus que vai até Punta Ballena, mas a parada é na estrada, umas 15 quadras longe da Casa. Contratamos no terminal mesmo por $ 500,00 = R$ 50,00. O city tour passa pelas principais praias, pelo farol, pela escultura “La Mano”, pela ponte ondulada, pelo ponto onde é a foz do Rio da Prata e, claro, pelas casas de famosos. A chegada na Casa Pueblo é mais no final da tarde, para poder ver o pôr-do-sol. A entrada custa $ 120 = R$ 12. É um lugar muito bonito, mas como estava muito, mas muito lotado, não deu pra aproveitar direito.
Tudo é caro em Punta: restaurantes, acomodação e até mesmo uma água em um simples mercadinho.
Almoçamos em um restaurante que tinha um dos menores preços (que também não lembro o nome), pedi ravioles, prato muito tradicional no Uruguai ($ 330 = R$ 33) e, obviamente, mais o valor do cubierto.
Minha impressão: Punta é um lugar para quem quer esbanjar. A praia não tem nada de especial, é como uma praia gaúcha e água deve ser ainda mais fria, mesmo no verão. Foi interessante para conhecer, mas não é o tipo de passeio que me agrada. É um lugar de ostentação e nada mais.
4º dia (domingo): Montevideo
No último dia no Uruguai resolvemos ir almoçar no Mercado Del Puerto. Todos os restaurantes servem os mesmos pratos pelos mesmos preços. Escolhi um bife de lomo (filé) com purê de batata ($ 360 = R$ 36), e mais o valor do cubierto.
Caminhamos um pouco pela Ciudad Vieja, mas como era domingo, tudo estava fechado e as ruas vazias, inclusive o Teatro Solis, que queríamos visitar.
Então voltamos para Pocitos para uma última volta na praia.
E assim terminou o meu feriadão no Uruguai.
Resumo
· O Uruguai é um país lindo, mas não apenas pelas belezas naturais ou históricas. Os uruguaios são atenciosos, simpáticos, muito gentis, estão sempre prontos para ajudar e são extremamente orgulhosos de seu país.
· Assim como nas vezes em que visitei a Argentina, vi brasileiros sendo mal educados, fazendo gritaria e algazarra, jogando lixo no chão e teimando em discutir que times brasileiros são melhores que uruguaios. Não adianta fazer isso: eles gostam de futebol tanto ou mais quanto nós. Além do fato de que brasileiros pensam que quem fala espanhol é obrigado a entender português. Não é necessário falar fluentemente, mas algumas palavrinhas sempre ajudam: permiso, gracias, perdón ao invés de “dá licença”, “brigado”, ou nem isso. Me parece que quando os brasileiros estão fora do país se transformam e pensam que podem tudo porque “estão pagando”.
· Gosto muito da comida uruguaia, é bem parecida com a argentina, meio sem sal e sem tempero. As porções são sempre generosas, dá pra passar o dia só com o almoço. Os uruguaios não têm o costume de comer arroz, apenas batata frita, purê de batata ou salada de alface e tomate como acompanhamento. Água e refrigerantes são caros; sucos são uma raridade e quando tem são caros. Os doces também são muito bons, especialmente os alfajores e o doce de leite. E tem também a sorveteria argentina Freddo espalhada por Montevideo e Colonia, que é uma delícia!
· Achei Montevideo uma cidade segura comparado com Porto Alegre. Conheci um casal brasileiro que havia sido assaltado, mas deram bandeira, pois carregavam uma daquelas máquinas gigantescas no ombro. O melhor é tentar se camuflar na multidão e tentar não aparentar ser turista. Tomar os mesmos cuidados que temos no Brasil.
· Não saí à noite, pois cheguei sempre tarde e muito cansada. Mas a confraternização no hostel era bem legal, todos na sala, com dois meninos do staff sempre tocando violão. Foi bom para conhecer várias pessoas, de diversos países, treinar o inglês e o espanhol.
· Os ônibus intermunicipais são pontualíssimos. Alguns são um pouco mais novos, outros nem tanto. Mas achei os valores bem baixos.
· Minha câmera deu problema e não consegui tirar fotos, por isso não tenho como postar aqui.
Estou esperando por email algumas fotos tiradas por algumas das pessoas que conheci. Espero que elas não tenham esquecido de mim! 
· Com certeza volto pro Uruguai, a próxima vez no verão para aproveitar algumas praias!!!