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Viagem a Patagonia - Puerto Natales, El Calafate, El Chalten e Ushuaia

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Escrevo-lhes meu relato da viagem a Patagônia que fiz em Dezembro de 2023, ali antes de começar o verão. A minha viagem mesmo começou em Santiago e terminou em Porto Alegre, mas vou relatar apenas a parte interessante que foi visitar a região da Patagônia, nas cidades de Puerto Natales, El Calafate, El Chalten e Ushuaia

 

Observações:
Colocarei informações de preços na Argentina apenas em euros por dois motivos, uma que moro na Alemanha, então é a moeda que uso, outro que Argentina possui uma moeda muito volátil, os preços em pesos mudam a cada semana, logo ficaria com informações demasiadamente defasadas.

O roteiro que segui foi esse:

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Dia 08/12
Puerto Natales

Peguei o voo no meio da tarde em Santiago, o dia estava limpo com poucas nuvens que foi uma sorte muito grande, porque os Andes fica constantemente nublado.
Eu que não sou bobo, já tinha reservado um assento no lado esquerdo na janela, pois como o avião não sairia do território do Chile, logo passaria ao oeste das montanhas, então a visão leste seria dos Andes.

O avião decolou e em poucos minutos já podia ver os Andes na sua plenitude, é aquele mar de montanhas que não se acaba, como era quase verão, tinha bem pouca neve. A paisagem era a mesma por umas 2 horas de viagem, cheguei a dar uns cochilos, mas então a paisagem começou a mudar pouco a pouco, o que se via da montanha nua, agora era uma roupagem branca. Era hipnotisante ver aquele mar de neve eterna, se via picos e vales por muito tempo e ainda sim não tinha chegado na melhor parte.

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Parece um tapete de neve

Na parte final do voo, começa a ver a própria Patagônia com seus lagos azuis, vales  largos e também a parte da Argentina. O sol brilhava e praticamente não tinha nenhuma nuvem no céu, era como viajar pelo Google Maps mas ao vivo, na verdade muito melhor que isso, pois nenhuma foto se compara com o ao vivo. Nisso comecei a reconhecer alguns pontos famosos, como o lago San Martin de azul turquesa e alguns glaciares, logo em seguida apareceu uma das montanhas mais famosas da Argentina, o Fitz Roy.

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Fitz Roy

Isso foi quando todo mundo do avião começou a vir pro lado esquerdo para dar pelo menos uma bisbilhotada e tirar uma foto da montanha, e eu estava ali com a janela toda para mim (ainda passei um alcool e um lenço para deixar bem limpo), pois a minha fileira estava vazia.
Assim depois apareceu o lago Viedma, mas não dava para ver a cidade de El Chalten por ser muito longe e ela é bem pequena. Mais um pouco apareceu o lago Argentino e pude observar o famoso glaciar Perito Moreno do alto, mas também não era possível ver El Calafate, por estar muito longe.

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Algum glaciar por aí

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Perito Moreno


Seguindo o voo, os Andes começa a se afunilar, então a paisagem fica mais diversificada podendo ver as terras largas da Patagônia e outros lagos. Nos minutos finais, quando o avião sai da altitute cruzeiro e começa a descer lentamente, o avião passa mais perto do Parque Nacional Torres del Paine, e claro, ali estava a sua própria montanha homonima no seu explendor, pois não tinha nenhuma nuvem por perto, e assim o avião desce e começa a se preparar para o pouso.  Como o aerporto é perto de Puerto Natales, ainda dá para dar uma boa olhada na cidade por cima, até que o avião pisa no chão.

 Torres del Paine

 

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O lago do Parque Nacional

Assim que sai do avião, se sente a paisagem incrível que é o lugar, um grande lago com montanhas ao fundo com seus topos salpicados por neve. Não chega nem dar vontade de tirar muitas fotos, pois não tem câmera que mostre a grandiosidade de estar em pé naquele lugar, sentir a brisa e o sol, e por onde olha tem a natureza no seu estilo patagônico de ser.
 
O Aeroporto de Puerto Natales nada mais é que uma pista de pouso com uma construção de uma salinha com poucas cadeiras. Assim que peguei a mochila que tinha despachado, segui para a saída na qual tinha uma mulher já na porta vendendo tickets pro transfer pra cidade. Ali não tem erro, não tem como não a vê-la, porque todo mundo vai estar indo comprar seus tickets com ela. Logo que passa da porta, você está do lado de fora e tem as vans e vários taxistas, basta seguir pra fila das vans, entregar o ticket pro outro funcionário, que ele pega sua mochila e joga no bagageiro e você se joga no banco. Em menos de 20 minutos você vai estar na cidade. O motorista vai te perguntar qual hostel, hotel ou pousada em que está, e ele vai te deixar na entrada dele. A cidade é pequena, então ele conhece já todos os endereços.

Desci onde ficava meu hostel, Corner Hostel, de esquina para a praça Bernado O'Higgins. A localização é boa, cerca de 10min a pé da estação de ônibus e outro tanto para o lago. Fiz o check-in, deixei minhas coisas e saí pra conhecer a vila e comer alguma coisa.

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Na beira do lago que não é lago, é um depaço do mar


A cidade, se é que se pode chamar de cidade, é um povoado sem nenhum atrativo, exceto claro pela localização e pela paisagem em volta. Mas não tem muito o que fazer, tem alguns mercadinhos tipo biboca e um mercadão sempre cheio, pois é o único grande do lugar, e alguns restaurantes por ali e por aqui.
Caminhei até a praia do lago, dei quase uma volta inteira no povoado e voltei pro hostel, comprei umas coisinhas pro dia seguinte num mercadinho perto, pois eu iria subir até o Torres del Paine, e no final da noite, depois de um banho tomado, dei uma outra saída para comer alguma coisa. Eu não vi tanta opções de restaurante, é uma vila na verdade, sexta a noite e não tinha muito movimento, tinha um ou outro restaurante fechado, entui em um perto do hostel, comi umas carnes, total 24CLP (24€) e então voltei pro hostel para me preparar pra deitar, pois tinha que acordar cedo no dia seguinte.

 

 Descida do avião, se pode avistar o aerporto e o povoado logo em seguida.

 

Gastos do dia:
Passagem de avião Santiago - Puerto Natales - 180€.
Transfer para centro Puerto natales - 4000 CLP (cerca de 4€)
Gasto mercado (biscoito, agua, e umas outras coisinhas) - 10000 CLP (cerca 10€)
Janta - 24CLP (cerca de 24€)
Hostel 2 noites - 32€

 

Editado por Davi Leichsenring

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Dia 11-12
El Chaltén

Acordei umas 7:30 da manhã para me preparar pra fazer a trilha, mas quando saí da cama senti aquela dor muscular da ponta da cabeça ao dedão do pé. Eu mal conseguia me mover, saí me arrastando igual um robô pelo corredor e pela escada do hostel, mas eu tinha em mente que eu realmente queria subir na Laguna de los Tres ainda aquela manhã. Desci pra tomar o café da manhã e fiquei ali refletindo sobre a vida, o universo e tudo mais. Conversando com uma amiga pelo Whatsapp, ela comentou de comprar um relaxante muscular, então fui verificar na farmácia se tinha. Esperei a Farmácia abrir as 9:00,  e para minha "sorte" eles tinham esse remédio para dor musuclar (aposto que é um dos items mais vendidos de lá), então comprei os comprimidos e tomei ali mesmo já para dar o efeito o mais rápido possível. Voltei ao hostel e decidi tentar ao menos começar a trilha enquanto o remédio fazia efeito, peguei minha mochila e bastões, passei antes num mercadinho para comprar gatorade e uns biscoitos, e fui assim mesmo.

Para chegar a entrada da trilha, basta ir para a av. San Martin e ir seguindo até o fim, quando o asfalto acaba,  você verá um estacionamente e no fim dele um portal de madeira grande apontando o início da trilha, não tem erro achar a entrada, basta saber andar em linha reta.

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El Chaltén e a av. San Martin

Nesses 15min de caminhada para chegar ao portal, o remédio começou a fazer efeito e eu já não estava tão duro assim para caminhar, pude então começar a andar em passos mais normais, e assim iniciei a trilha. Assim que se inicia, a primeira coisa que se tem é uma subida, é por isso que muitos preferem ir pelo El Pilar, para evitar esas parte. Mas eu já estava ali de frente, o jeito era subir. 
A trilha do Fitz Roy é muito mais confortável de andar do que a do Torres, pois o chão é firme de terra batida e você não fica escorregando por ela, além de que a maior parte é plana, exceto o início e o final, que esse é uma subida íngrime talvez umas duas ou tres vezes mais longa que a do Torres del Paine, e acredito que seja uns dois ou três quilômetros a mais de caminhada também.
Depois de uns 20 minutos de subida, cheguei na parte mais plana, e nessa hora eu já não estava com quase nenhuma dor muscular, e comecei a andar até relativamente rápido. 
Passei pelo primeiro mirador onde se pode ver uma parte do vale da região, tirei umas fotos e continuei a caminhada. Andando mais uns minutos, a trilha começa a ficar mais plana e você vai andando pela encosta do morro a céu aberto, e lentamente vê a pequena mudança de paisagem, entrando em uma zona com várias pedras, mas ao menos são bem grandes, o que não atrapalha tanto assim a caminhada, e um pouco de árvore pelo caminho. Depois de um bom tempo andando se tem a primeira visão do Fitz Roy bem de frente para você, pois ainda está numa parte alta (mas não muito) e vê a montanha do outro lado do vale como uma fotografia da National Geographic

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Em pouco tempo de caminhada já tem o primeiro mirador

 A essa altura eu já estava 100%, e eu estava andando rápido e ultrapassando o pessoal da frente. Não sei se por ter saído mais tarde do que o normal, mas tinha pouca gente na trilha, o que era bom, pois além de ter toda a natureza para mim naquele micro-espaço, pude seguir meu passo sem ser interrompido. Depois de bastante tempo andando, a trilha começou a ter algumas birfucações, pois tem outros lugares possíveis para ir, todas elas demarcadas com o placa. Mas isso não me impediu de ter errado uma entrada, tomei a esquerda em vez da direita, isso porque eu ainda não sabia que o 'Laguna de Los Tres' era pra onde eu deveria ir (eu estava esperando uma placa dizendo Fitz Roy, o que não tem). Depois de uns 10 minutos de caminhada percebi que eu estava indo muito pra esquerda da montanha, além de ter um lago na frente, o que me obrigaria andar mais ainda para esquerda por um bom tempo. Parei um minuto para refletir, peguei meu celular para ver onde estava, bom, eu estava em algum canto no meio do nada, como eu estava vendo pelo Google Maps, não dava pra ver nenhuma trilha, apenas mato, então eu só sabia que estava em algum canto qualquer perto do Fitz Roy. Nisso escuto umas três vozes ao longe vindo na minha direção, quando chegaram perto eu perguntei-lhes que trilha era aquela, e me disseram que ali era uma que iria apenas para um mirador e um acampamento a beira do lago. O curioso é que tudo isso aconteceu falando em português mesmo, pois eram brasileiros ali,  como eu os escutei de longe vindo em minha direção, eu já fui falando em "brasileirês" com eles.

Depois de uma conversa breve, voltei desse pequeno desvio não planejado até a parte da trilha que tinha feito o desvio errado, e era onde tinha a placa da bifurcação, e foi nesse instante que eu soube que o Laguna de Los Tres era a trilha que subia aos pés do Fitz Roy, mas por sorte não perdi mais que 15 minutos nisso.

Segui o caminho por mais um bom tempo até que a trilha volta até a parte do rio, onde volta a ficar a céu aberto. Nessa parte se volta a ver o Fitz Roy lá longe no alto. Nesse momento, eu precisaria ser um escritor de livro de fantasia para saber como descrever o lugar, pois aqui você se sente num livro do Tolkien quando os Hobbits fazem a sua viagem no Senhor dos Anéis, mas aqui vai minha simplória descrição:

O caminho seguia como uma linha seca em uma região pantanosa, a trilha contornava as pequenas lagoas e poças que se formavam sem nenhum critério no chão. A vegetação de grama verde-amarelo claro, típica de lugares alagados, que não crescem mais que meio metro, compunha aquela pequena região, e no meio dela despontavam alguns arbustos de cor cinza-prateado, espalhados a esmo sem nenhuma folhagem, com se já nascessem secos. O caminho seguia em direção a um bosque com suas copas verdes escuras e árvores alta, formava como fosse uma parede imponente, que cerqueava a montanha., Ali na frente havia uma pequena trilha que se adentrava entre os troncos altos e escuros, como se vários viajantes já tivessem passado por ali, para sumir logo em seguida entre as sombras das árvores. Olhando um pouco mais a cima da extensa parede verde, se via a montanha impomente de cor cinza e desnuda, onde a neve a cobria a sua maior parte, e seus picos agudos que apontavam para o céu,  cortavam o céu azul e seguravam as poucas núvens que lentamente se rastejava entre eles, e seus cumes eram manchados de branco que apenas um punhado de neve conseguia se segurar nas suas frestes. Ali parado, o pequeno hobbit viu alguns condores voando muito algo, parecia apenas pontos circulando pelo céu, sentiu a brisa fria vindo da montanha que balançava seus cabelos encaracolados, ele segurou a capa mais perto do pescoço e apressou o passo, antes de se se adentrar no bosque, ele observou alguns passarinhos voando por perto e de longe escutou um zunido no mato, como se um animal se movesse rapidamente fugindo de um predador, como já era perto do meio dia, aquela imagem de um animal pequeno fez fome bater, talvez seeu pudesse fazer um ensopado de coelho, pensou. Mas sabia que não poderia ficar em espaço aberto por muito tempo, não era seguro ali, pois existiam muitos olhares curiosos, era melhor entrar debaixo das árvores o mais depressa possível.
Ok, divago, voltando para a trilha.

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Uma foto não cabe o que é estar no lugar

Ao entrar na porta do bosque, a paisagem muda para cores escuras e húmidas, e mesmo não tendo chovido, se encontra algumas poças de água pelo caminho. Poucos raios de sol conseguem adentrar a copa, mas o pequeno bosque não chega a ser escuro, mas um lugar com bastante sombras. Andando mais um tempo, começa a aparecer alguns riachos que passam ao largo ou as vezes atravessam a trilha, ali se pode beber água fresca direto das montanhas. A caminhada no bosque dura mais um tanto, entre troncos e pedras, mas a maior parte é de terra batida, até chegar em uma região com árvores mais espaçadas, boa para fazer camping, não é a toa que ali existe o acampamento Poincenot, onde certamente econtrará vários jovens em suas barracas ou em volta delas, para passar a noite.
Não muito depois do acampamento, o bosque termina e se entra de volta ao espaço aberto, onde já se encontra muito perto da última subida. Primeiro se atravessa por uma pequena ponte um pequeno rio com seu leito largo todo de cascalho, e a trilha volta a entrar de baixo das árvores. Ali se encontra seu último descanso, uma placa avisa que a subida é longa e demorada, então aproveite para descansar, beber água e comer alguma coisa que lhe dê energia.

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Vai encarar?

Essa última parte não é brincadeira, no início se começa a subir pelo leito de um riacho bem pequeno que escorre por ali, entre pedregulhos, lama e terra solta. Muitas vezes eu colocava a mão para me segurar, o bastão as vezes me atrapalhava, e as vezes me salvava de uma boa escorregada.
A subida foi lenta, e no início ainda estava com bastante energia, mas foi se desgastando rapidamente. Nisso acabei alcançando várias pessoas que tinham saído na minha frente, e começou a ter um certo trânsito, muitas vezes a pessoa da frente estava um mais lenta, e eu tinha que esperar certos momentos para ultrapassa-las, pois não tinha outro caminho para fazer, apenas aquele espaço estreito. Como alguns outros trilheiros já desciam, também tinha que esperar eles passarem. E assim foi a subida por cerca de 40 minutos, até que se chega num pequeno platô. Ali novamente é aquela mistura de alívio com decepção, alívio porque passou a pior parte, decepção é que na frente tem ainda uma outra subida íngrime e longa. Já com pouca energia, meus passos eram mais lento, mas agora a trilha era em terreno plano e por cerca de 200 metros, o que ajuda a pegar o rítimo, antes da atacada final. Assim, subindo a última ladeira, morto de cansado novamente, cheguei a Laguna de Los Tres.

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A última subida

Ali em cima faz bastante frio, tanto que laguna em si estava quase completamente congelada, além do vento gélido que batia. O topo da montanha estava com um pouco de nuvens, impedindo assim poder se esquentar com o sol. Procurei um canto mais protegido entre as pedras grandes para me sentar e fiz meu pequeno almoço, biscoitos novamente, junto meu gatorade que tinha guardado para esse momento.

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Mesmo Dezembro ainda está congelado

O lugar é tão magnífico quanto o Torres del Paine, e eu não saberia dizer qual deles tem a melhor paisagem, mas ambos valem a pena todo o esforço para subir. Aproveitei também para dar uma andada em volta do lago e sentir a água gelada na mão, e subindo para a esquerda se tem a visão da segunda lagoa com um azul escuro que fica mais em baixo, mas inacessível, pois ali é um penhasco alto.
Devo ter ficado cerca de uma hora lá em cima, eu tinha chegado umas 13:00 (quase 4h para subir) e comecei a descer um pouco depois das 14:00. O caminho de volta é bem mais tranquilo, porque já não tem quase nenhuma parte de subida, apenas uma que fica no meio da trilha. Porém, essa ladeira aos pés da Laguna é complicada tanto pra subir quanto pra descer, tanto que gastei outros tantos 40 minutos nela, pois exige muito do joelho além do engarrafamento.

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A lagoa na lateral

Mas, milagrosamente, depois de descansar, eu ainda estava com bastante energia para voltar e fiz o trajeto em cerca de 3h. Era em torno das 17:00 quando eu pisei na entrada da trilha novamente, em frente ao estacionamento da avenida, e aproveitei que ali na San Martin é cheio de restaurante e bares, e parei em um deles para comer umas empanadas e beber uma coca-cola (ninguém é de ferro).
Voltei para o hostel, tomei um banho e dei uma leve descansada, mas, diferente de dois dias atrás quando subi o Torres del Paine, eu estava ainda inteiro. Puxei conversa com o pessoal que estava no hostel e saímos pra beber no fim da noite, porém antes da meia-noite eu já estava indo dormir.

Gastos do dia:
Remédio para dor muscular - 4€
Mercadinho - não anotei, paguei em espécie, mas acredito que uns 5€
Empanadas + cerveja + outra coisa - 25€ (El Chaltén não é barato)

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@Davi Leichsenring Deu sorte de estar na Argentina, pois como aqui en Chile, não precisa de receita para comprar anti-inflamatório. Em Manchester, meu relato chegará lá, quase não há remédio sem receita no Reino Unido. Tive que tomar AAS Protect mesmo, que na verdade é para circulação, mas é o único que vendem.

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Dia 12-12
El Calafate

Mais um dia de acordar cedo, que foi lá pelas 7:00. Arrumei a mochila, tomei meu café da manhã e parti para a rodoviária, as 8:00 o ônibus estava saíndo rumo a El Calafate.
Dessa vez peguei um assento na primeira fileira, como o ônibus é aquele de 1 andar e meio (a maioria dos assentos na parte superior) pude ficar olhando a vista paronâmica de dentro ônibus, exceto por um pequeno rachado no parabrisa, nada de mais (para um país sulamericano).

 Um pedaço do caminho

 

Cheguei por volta das 11:00 na rodoviária de El Calafate, desci do ônibus, peguei minha mochila e fui em direção ao centro da cidade. A rodoviária fica a uns 25min a pé do centro, mas como eu tinha tempo e não vi taxi do lado de fora (o lugar parece meio abandonado), fui andando mesmo.
Dessa vez eu fui para um hotel, porque um casal de amigos meu, de Caxias do Sul, estavam indo para lá também, então não tinha um motivo maior pra ficar em hostel. Chegando nele, fui deixar as malas enquanto esperava o horário do check-in, mas a guria da recepção disse que eu já poderia entrar no quarto, pois já estava disponível. Aproveitei para tirar um cochilo enquanto esperava meus amigos chegarem, acredito que passou cerca de uma hora quando meu alarme tocou e eu voltei pra recepção, pois eles iriam chegar em breve, então fiquei os esperando.
Era começo da tarde quando os vi entrarem pela porta, conversamos um tanto e logo depois eles foram pro quarto descansar um pouco também.
Então lá para o meio da tarde fomos explorar a cidade e almoçar. Como estavamos com fome, não tivemos muito tempo para ficar escolhendo, vimos o preço de um ou outro restaurante e entramos em um para comer uma parrillada. Eu não sou do tipo turista gastronômico, eu como o que acho na frente e que não seja caro, mas meus amigos são, então eu os acompanhei o resto da viagem apenas em restaurante bons. A vantagem da Argentina é que era muito barato comer (isso era antes do Milei), e El Calafate tem ótimas opções, eu comi muito bem nos 4 dias de lá e não pagávamos mais que 25€ por cabeça, e estou falando de comer carne todo dia, comíamos até não aguentar mais e com direito a vinho.
Certamente El Calafate foi uma das cidades que mais gostei de conhecer, não só da Patagônia, mas em geral. Como a região fica na parte semi-deserta, ali faz sol o dia todo porém como é bem no sul, o clima está sempre fresco, mesmo no verão (não passava de 20 graus). A cidade em si é um charme, na av. del Libertador fica a grande maioria do comércio da cidade, e apesar de não ter nada de especial na arquitetura, é muito agradável ficar passeando por ela, principalmente se você for gaúcho, porque opção de carne que não falta, além de ficar olhando cordeiro pagatônico nas vitrines. Como eu não sou um cara da gastronomia, vou pular essa parte de descrever as comidas, mas já anota aí que comer mal você não come.
Logo depois de almoçar fomos atrás de escolher uma excursão para o dia seguinte. Na verdade já tinhamos em mente, que era fazer o Todos Glaciares, um passeio de barco pelo lago argentino. Decidimos ir atrás disso só na Argentina por causa da diferença do preço da compra online e da in loco, devido ao inflacionado peso argentino, que me deu muita dor de cabeça para verificar se as coisas estavam no preço justo ou não. 
A nossa única dúvida era se conseguiríamos fazer reserva pro dia seguinte, porque se você já entrou em contato com empresa de excursão pela internet, todas irão fazer pressão para você comprar o quanto antes porque "é o fim do mundo e tem que reservar logo se não o mundo acaba". E, para nossa surpresa, tinha bastante vaga para o dia seguinte, e isso era umas 17:30 horas, ou seja, no fim do expediente. Passamos em duas ou três agências para comparar mas todas tinham o mesmo preço, então voltamos em uma para fechar na qual o pessoal foi mais atencioso.
Nisso, como ainda era dia apesar de ser umas sete da tarde (o sol se põe depois das 21:00), fomos dar uma passeada na Laguna Nimez. Chegando nela vimos que a entrada já estava fechada, mas de qualquer forma custava cerca de 7€ para entrar, muito caro para dar uma passeada dentro, sendo que podíamos ver ela toda ali do lado de fora. Ainda demos uma pequena explorada pela beira do lago (não tão beira, porque a cidade acaba bem antes de chegar no lago), e antes de voltarmos ao hotel, passamos no mercado para comprar algumas coisas de comer para a navegação do dia seguinte, então no fim da noite fomos cada um para seus respectivos quartos.

Gastos do dia:

Passagem de ônibus El Chalten - El Calafate - 20€ (comprei um mês antes pelo site da Taqsa)
Hotel 4 noites - 126€ (eu consegui pagar o valor do peso argentino, me custou 32€ a noite. O mesmo hotel hoje custa cerca de 70€ a noite em pesos)
Almoço - 20€

Mercadinho - não anotei, paguei em espécie, mas acredito que uns 10€
Excursão Todos Glaciares - 108€

Editado por Davi Leichsenring

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Tinha outr quando estive la,mas fui com ela de los antiguos a Chaltem.A linha vem de Bariloche,quase 1 dia e sem as comidas que outras empresas servem,o que e costume argentino,bus de 2 pisos com comida.

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Dia 13-12
El Calafate

Acordamos cedo, não lembro o horário que era mas era por volta das 7 da manhã, fomos tomar café da manhã e logo depois nos preparamos para ir à excursão. Pegamos nossas coisas no quarto e fomos esperar a van na frente do hotel. Entramos assim que ela chegou, e também um outro casal de brasileiros que estava no mesmo hotel (é o que mais tem por lá, brasileiros). Nisso fomos até a saída da cidade e ali trocamos para o ônibus, pois umas 3 ou quatro vans fazem o serviço de coleta e depois todos vamos no mesmo ônibus até o pequeno porto. No caso o transfer é incluído na excursão.
Uma coisa é certa, não importa para onde vai ou pra onde olha, a Patagônia é magnífica por qualquer ângulo, e isso fez com que a viagem de 40min de ônibus passasse desapercebido, pois era demasiadamente bela a natureza em volta.

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Patagônia

Nisso chegamos à entrada do Parque, descemos e pegamos uma fila para pagar a entrada, que se não me engano custou cerca de 22€, que e precisam ser pagos em espécie (tive que pedir dinheiro emprestado pro meu amigo pois eu tinha poucos pesos comigo), e dalí já fomos direto da passarela que dá acesso aos barcos, entramos, nos acomodamos e partimos rumo aos glaciares.
Esse passeio passa por quase todos os glaciares, exceto o do Perito Moreno, que fica ao sul. O Perito é um pouco fora de rota e, como a grande maioria das pessoas visitam esse glaciar em um tour próprio, caiu bem esse tour de 'Todos Glaciares Menos Um'.
Enquanto o barco iniciava seu trajeto, a guia foi explicando o itinerário do dia, que era basicamente ir a um glaciar, parar por um tempo, seguir a outro parar, continuar etc. Ela também falou que poderíamos ir pro lado de fora do barco mesmo em movimento, porém ali é uma região que venta bastante, podendo chegar a 100km/h, então poderia ser chamado de volta pro interior caso houvesse necessidade.
A viagem é um pouco demorada até chegar no primeiro glaciar, pois o lago é realmente grande, e a primeira hora de navegação é mais turbulenta, porque passa numa parte estreita do lago, no que o vento se afunila e ganha força, e isso empurra a água que cria ondas turbulentas. O barco ficava pingando na água, eu sentia a força que ele fazia para seguir adiante, e a cada 5 segundos era um "pá, pá, pá", que era o som do barco batendo contra as ondas, mas nada de assustador, pois dava para sentir que o barco era firme e forte, ele seguia adiante sem nenhum problema, e a turbulência noi foi grande assim (ninguém passou mal ao menos).
Assim que o lago se acalmou, um ou outro foi se arriscando sair para parte externa do barco, eu também fui, pra sentir aquele vento gelado e molhado. É uma experiência legal, o vento as vezes está calmo e vem uma rajada forte em cima de você (não deixe nada solto, se não voa na certa) a ponto que tinha que se agaixar para se proteger do vento. Mas, dali da área externa se via a paisagem do lago azul esbranquiçado e por todo o lado as montanhas, mas dentro do barco se tem uma vista parcial. Porém é difícil ficar ali fora por muito tempo, porque realmente faz frio, eu estava com um fleece, jaqueta impermeável, luva e toca, mas passando uns 5 minutos resolvi voltar pro quentinho do barco.
Depois de um tempo de navegação paramos em frente ao primeiro glaciar. Esse não pudemos chegar perto, acredito que a distância mínima era 150 metros, pois é um glaciar que tem risco de cair grande pedaços, e é um dos maiores glaciares do lago, logo provoca ondas muito grandes para o pequeno barco. A geleira basicamente é um rio de neve compacta que vem descendo da montanha lentamente, coisa de centímetros por dia, é uma parada enorme, do lado de fora da água chega a ter 15 metros de altura, porém ele pode ir até 75 metros de profundidade.
Depois de uns minutos com o barco parado, voltamos a nos mover em direção até o Upsala, que fica no ponto mais ao norte do lago Argentino. Ali o barco faz uma parada em um pequeno porto, onde todos descem e seguem a um restaurante / área livre. Para quem trouxe a própria comida, pode se sentar nas mesas internas para comer, e se quiser também pode comer no restaurante,  apesar de que é mais para uma lanchonete, na questão de oferta de comida não espere nada de especial. O estabelecimento em si é espaçoso e bonito, com grandes janelas, então você continua vendo todo a ambiente externo de dentro dele.

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O restaurante em frente ao lago

Eu e meus amigos pegamos algo para comer, empanadas e cerveja (pode-se pagar no cartão), e ficamos ali conversando no estabelecimento, depois saímos para a prainha para tomar um sol e esperar para voltar ao barco, essa parada dura cerca de 1h.
Assim que acabou o período do almoço, a guia começou a chamar todo mundo de volta. O curioso é que eram todos mesmo, até o pessoal que cuida do estabelecimento, pois eles fecharam o lugar e foram pro barco com a gente.
O Barco partiu, e agora seria o ponto mais interessante da excursão, ficar bem de frente pro glaciar. Nesse nós pudemos ficar bem mais perto, porém sempre com uma distância segura, e o barco foi e voltou de ponta a ponta do glaciar, dando oportunidade de todo mundo ver e tirar foto, o pessoal do barco também oferece serviço para tirar foto ali pra quem quiser (não lembro o preço, não o fiz). Ficamos ali o tempo suficiente para ver bem o Upsala, nada foi feito com pressa.

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Glaciar Upsala

Depois que todo mundo tirou foto começamos a viagem de volta. Porém o barco ainda fez algumas paradas no caminho para o pessoal ver os icebergs, que eram os pedaços de glaciar que se soltaram e ficavam flutuando no lago. Nesses chegamos bem perto, e se parava o suficiente para todo mundo ir tirar foto também. Nisso vimos dois funcionários do barco com um tipo de arpão, um deles mirou e jogou na água, ele estava pescando 'filhotes' de iceberg. Ele conseguiu pegar dois pedaços grande e puxou para dentro do barco, nisso quebrou um pedaço e levou pra parte de cima do barco. Um adendo, a excursão tem duas classes, a do capitão e a normal. A normal é onde fui, que em que você fica na parte de baixo do barco, onde cabe umas 40 pessoas ou mais. E a outra em que você fica na parte de cima do barco, em que cabe talvez uma 15 pessoas, e tem mais regalias, como tomar Whiskey com pedra de gelo do lago, foi por isso que ele levou pra cima o pequeno iceberg.

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Icebergs


Então os dois pedaços de gelo ficaram ali no barco e  foi passando de mão em mão pro pessoal tirar foto. O mini-iceberg é bem translúcido e brilha quase igual um diamante, como ele é feito de neve compacta o gelo é bem mais duro que parece e ele demora pra derreter. Depois que todo mundo viu e tocou no mini-iceberg ele foi deixado ali no barco pra derreter. Então voltamos pro interior do barco, agora era a viagem de volta pro porto e sem paradas. A viagem é longa, umas duas horas que eu me lembre, mas o interior do barco é confortável, as cadeiras são acolchoadas e todos tem uma mesa na frente, aproveitei para tirar um cochilo, e assim chegamos ao porto.

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Um filhote de iceberg

Dali pulamos para o ônibus e fizemos a viagem de volta, no mesmo estilo, quando chegamos na entrada da cidade, o pessoal começou a descer para pegar as vans, e assim chegamos no hotel depois das 21:00, mas ainda com céu claro. Entramos para tomar um banho e ainda saímos pra jantar, e isso era perto das 22:00, mas os restaurantes ficam aberto até tarde da noite. E voltamos para o hotel para finalizar o dia.

 
Gastos do dia:
Entrada do Parque - 22€
Almoço - 15€
Janta - 25€

 

 

 

 

Editado por Davi Leichsenring

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Dia 14-06
El Calafate

Acordamos cedo novamente, um pouco antes das 7 da manhã, pois hoje faríamos a excursão do Perito Moreno com Mini-trekking.
Nós reservamos esse tour direto pelo site da Hielo y Aventura, pois eles são a única empresa permitida de fazer excursão pelo Parque, logo, qualquer outra empresa que vende é apenas uma revendedora. Pagamos com 3 meses com antecedência, porque sempre falam que é bem concorrido e pode se esgotar fácil, o que não é bem verdade, a não ser talvez ali no período do natal e ano novo que pode acontecer, mas quando fui, ainda tinha vaga sobrando. O preço foi de 200€, incluindo transladado, e é um valor caro, pois é monopólio e cobram o tanto que querem, para mim não tem justificativa para o preço abusivo, mas é o que tem pra hoje. Foi pago no cartão de crédito direto em pesos argentinos pelo site da Hielo.
Vieram nos buscar no horário combinado na frente do hotel e partimos. O caminho que fazem é um semelhante ao do tour do Todos Glaciares, porém seguem para outra entrada que fica a oste do Parque (a dos glaciares é ao norte), e a viagem é um pouco mais longa, foi um pouco mais de 1h de ônibus. Nisso, quando chegamos chega na entrada do parque, todos descemos e pagamos novamente a entrada, e para quem tinha o bilhete do dia anterior, pagava metade (então se for mais de uma dia lembre-se de guardar o bilhete), que custou 11€. Depois voltamos ao ônibus porque a entrada é longe do porto e da passarela.
Mais uns 15min adentro, paramos no porto onde ficam os barcos, que é tanto para quem vai fazer os trekkings quanto para quem vai apenas fazer o passeio de barco.
Descemos do ônibus e nos dirigimos às embarcações, ali tivemos que esperar alguns minutos pois estavamos um pouco adiantado do horário de partida. A guia explicou como iria ser o itinerário do tour e tudo mais, e assim que o barco estava pronto, embarcamos para atravessar o lago. Em cerca de 20min chegamos do outro lado e descemos para nos encontrar com o outros guias que nos levaria para a geleira e separamos em dois grupos, os que entendiam espanhol e os de inglês.
Aqui vai um causo engraçado. No meio do nosso grupo tinha uma mãe com dois filhos adolescentes, um guri e uma guria, gringos, e o bizarro é que eles estavam apenas de camiseta e uma jaquela bem leve, e a guria estava apenas de camisa de manga comprida. Não é que eles não sentiam frio, era que eles não tinham a mínima noção no que estavam se metendo. Estavamos, literalmente, para andar sobre o gelo, com temperatura ambiente de menos de 10 graus e as vezes com vento forte. Eu estava com meu fleece e jaqueta anti-vento, touca e luva e ainda sim estava um pouco frio (e eu moro na Alemanha, acostumado com temperatura baixa), e a guria estava ali se tremendo toda ali, e isso que estavamos ainda longe ainda da geleira. Alguém do grupo emprestou uma blusa para a guria e o guia perguntou, "tem certeza que vão assim?" Com aquela cara de que não acreditava a desconexão com a realidade dos gringos. Eles fizeram o trekking de qualquer jeito, mas passaram muito frio.

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Praia de gelo

Assim que os grupos foram divididos, começamos a caminhada para chegar ao glaciar. Primeiro se anda pela parte da praia por uns 15-20min, e assim que estamos bem perto, paramos para colocar os grampos nos pés e capacete na cabeça. O guia explica a todos as questões de segurança e assim inicia-se a subida sobre a geleira. A caminhada é bem tranquila, pois não é longa, só precisa ter mobilidade boa porque ainda é caminhar sobre o gelo com nível bem desregular, precisa conseguir se equilibrar. Depois que subimos na parte alta, demos uma pequena volta, tiramos fotos, andamos mais um tanto, outras fotos, passamos por um pequeno túnel escavado ali mesmo (e mais fotos), e no fim nos servem um Whiskey on the rocks direto do glaciar. Eu não suporto Whiskey, eu dei uma bebericada só pra fazer o 'check-list' mas nem terminei.

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Um pequeno túnel no gelo

O trekking é bem interessante, ver a geleira de baixo dos seus pés, poder tocar, beber a água que escorre dele, andar, ver os pequenos sumidouros em volta, é uma experiência única. A caminhada sobre o gelo durou cerca de uns 45 minutos, somando 20min andando para vir e 20min para voltar dá 1h30min, como consta na descrição do site.
Assim voltamos para o pequeno porto, era cerca de uma da tarde, mas ali não tem restaurante, apenas um refúgio com algumas mesas e cadeiras, cada um tinha que trazer sua comida, eu, como sempre, almocei biscoitos. Esperamos ainda um pouco mais meia hora, pois é o tempo de descanso, e voltamos pro barco. Nisso, antes de voltar pro porto inicial, fazemos uma visita rápida na frente do Perito Moreno com o barco, paramos para o pessoal tirar umas fotos e também para ficar esperando algum pedaço de gelo cair, ou ao menos escutar os estralos da geleira. Então voltamos.

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Aqui inicia a trilha e vai até a geleira

Mas o tour do dia não acaba aqui, descemos do barco, subimos no ônibus e fomos às passarelas do Perito Moreno. Pena que não se tem muito tempo ali, deram um limite de 1h, apesar de que a passarela em si não é longa, em 30min se passa por toda ela, mas não dá pra ficar muito tempo apreciando a paisagem. Dali de cima dá para ver o glaciar completamente, é algo surreal o tamanho que é esse rio de gelo. O Perito Moreno é o maior glaciar do mundo, podendo chegar a 60 metros de altura e tem 50km de extensão.
Tirei algumas fotos e fiquiei olhando a paisagem por um tempo, não se vê uma geleira assim todo dia.

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Início da passarela. Não parece mas essa parte da frente tem uns 40 a 50 metros de altura

Antes de voltamos pro ônibus, paramos no restaurante que tem em frente a passarela para comer algo, comprei um sanduíche por uns 7€ e paguei no cartão. Assim que deu o horário todos voltamos para o ônibus e fizemos a viagem de volta pra El Calafate. O trajeto dura quase 1h:30min, e já cansado, deu tempo de dar um cochilo bom. 
Era cerca de 19:30 quando chegamos a cidade, então ainda deu tempo de voltar pro hotel, tomar um banho e descansar mais um pouco antes de sair pra jantar. Como o argentino gosta de jantar tarde, então encaixava muito bem com o horário dos passeios. Ainda demos uma andada pela cidade antes de voltarmos ao hotel para dormir.

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Fazendo pose

Gastos do dia:


Segunda dia de entrada do parque - 11€
Lanche -  7€
Janta - 24€

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@Davi Leichsenring Saudades do parque.Duas perguntas apenas, esse restaurante em frente as passarelas continua como único ali?A outra não sei se saberá. Existe, hoje,3 preços de entrada no parque(1 para nacional,outro para MERCOSUL e a tarifa cheia para outras nacionalidades)?

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5 horas atrás, D FABIANO disse:

@Davi Leichsenring Saudades do parque.Duas perguntas apenas, esse restaurante em frente as passarelas continua como único ali?A outra não sei se saberá. Existe, hoje,3 preços de entrada no parque(1 para nacional,outro para MERCOSUL e a tarifa cheia para outras nacionalidades)?

Ainda é o único restaurante, na verdade é mais pra uma lanchonete, não tem muita opção assim de restaurante.

Que eu me lembre, só tinha dois tipos de entrada, pra Argentinos e pro resto, não vi valor separado do Mercosul.

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