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Arthur Pass - Trekking Avalanche Peak 1833m - Nova Zelândia


Mary Rocha

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Ano novo, novas expectativas. Resolvemos que trekking nas montanhas seria a melhor empurrada no astral e no ano novo.

 

Fomos para Arthur Pass, um parque nacional cerca de 140 km de Christchurch. Tem uma vila que fica nos Alpes, com cerca de 2 acomodações e dois restaurantes. É a mecca dos amantes do trekking.

 

Chegamos pela manhã, deixamos as mochilas no backpacker e fomos ao Departamento de Conservação para verificação do trajeto que íamos fazer e saber da previsão do tempo na montanha. Embora o sol estivesse tinindo, fomos informados que o vento estava bem forte e que era melhor não arriscar muito.

 

O Marlon, marido e companheiro de trilha, carregado de comida, água, roupas especiais para as condições do tempo e eu fomos em direção ao Avalanche Peak. Eu, como uma caminhante confiante, acreditei que seria mais uma de muitas trips que havia feito. Nada que precisasse se preocupar.

 

Iniciamos nossa subida, cheia de pedras. Entramos na floresta e assim que chegamos a cerca de 900 metros de altitute, ao desembocar já tivemos o cenário da cachoeira do outro lado e das montanhas vizinhas. Sol azul e somente se ouvia o barulho do vento nas árvores e os pássaros. Encontramos outros alemães subindo. Trocamos poucas palavras, saboreamos os deliciosos lanches preparados pelo Marlon e era hora de continuar. Tudo linnnnnndo!

 

Esse momento de serenidade durou poucos minutos quando avistei o topo da Avalanche Peak e vi as nuvens se movimentarem. Meus olhos se arregalaram e um frio na espinha percorreu o meu corpo. Minha confidência foi por água abaixo.

 

Bom, para quem não sabe, eu sou a pessoa mais medrosa com relação a altura. Embora tivesse tentando vencer esse medo saltando de paraquedas, voando de asa delta, descendo de rapel em cachoeira, aos meus quase 31 de anos de idade, o sentimento ainda não foi controlado.

 

"Eu havia chego até aquele ponto, teria que continuar" - Relutei comigo mesma. Ao continuar a ascensão, a montanha tornava-se mais estreita e a única coisa que via era aqueles grandes penhascos de gelo dos dois lados dos meus olhos. Estávamos na crista da montanha. De repente o sol tinindo desapareceu e vi aquelas nuvens se movimentando como loucas. Estava tão forte, que num momento me agarrei no primeiro rochoso que encontrei. Parecia uma mulher aranha. Estava apavorada. Entendi o porquê dos avisos dos staffs em relação a fortes correntezas de vento. Fiquei cerca de 5 minutos agarrada na pedra. Até que resolvi seguir os conselhos do Marlon para continuar.

 

Depois de muita luta interna, paradas, escaladas, chegamos no topo. 1833 metros de altitute. Tive vontade de chorar ao chegar ali. A vista de 360 graus lhe dava cenário de geleiras glaciares de um lado e do outro a Montanha Rolleston e suas companheiras de forma majestosa. Espetáculo da natureza. Sentados no topo contemplando a beleza, fomos visitados pelo Kea. É uma espécie de papagaio que vive nos Alpes, encontrado somente na Nova Zelândia.

 

Na volta fomos brindados por uma espetacular cachoeira e um lindo arco íris. Naquele momento cheguei a conclusão de que às vezes precisamos ir um pouquinho além dos nossos limites para experienciar o maravilhoso.

 

Confira as fotos no site!

 

Um abraço!

 

Mary Rocha

www.nzega.com

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