O Sudão reconheceu nesta sexta-feira ( a República do Sudão do Sul, na véspera da independência desta nova nação, e se converteu num dos primeiros países a fazê-lo.
"A República do Sudão anuncia que reconhece a República do Sudão do Sul como Estado independente, segundo as fronteiras de 1º de janeiro de 1956", declarou à televisão estatal o ministro de Assuntos Presidencias, Bakri Hasan Saleh.
O Sudão do Sul vive nesta sexta-feira um ambiente de festa, com músicas e bailes pelas ruas da cidade de Juba, repletas de centenas de cidadãos que não querem perder as comemorações e se preparam para uma jornada histórica.
Desde o início da manhã, vários convidados procedentes de outros países chegavam ao aeroporto de Juba, capital do novo país, que registra uma atividade sem precedentes.
O movimento se intensificará neste sábado, quando se espera um maior número de convidados, sobretudo, chefes de Estado e autoridades de alto escalão. Entre os presentes, estará uma delegação do Vaticano, liderada pelo cardeal John Njue.
Nas ruas principais da cidade, houve manifestações organizadas por forças do Sul, incluindo militares, policiais e carcereiros, que desfilaram perante o mausoléu de John Garang, líder histórico da rebelião contra o norte, que morreu em um acidente de helicóptero em 30 de julho de 2005, sete meses após os acordos de paz entre as duas regiões.
Apesar de se tratar de um desfile das forças de segurança, o ambiente era carnavalesco, com carros de som e caminhões com alto-falantes que divulgavam o novo hino do Sudão do Sul, seguidos de uma caravana de motocicletas que faziam soar buzinas, enquanto os cidadãos gritavam de alegria.
Em outras partes da cidade, dezenas de homens e mulheres vestidos com trajes típicos locais comemoravam com danças tradicionais de diversas regiões do Sudão do Sul, como mostra de seu legado cultural.
Para celebrar a ansiada independência, muitas pessoas andavam pelas ruas de Juba vestidas com as cores da bandeira do novo país (preto, vermelho e verde, com um triângulo azul marcado por uma estrela), enquanto carros circulavam com o símbolo.
Em muitos pontos da cidade, há cartazes com mensagens dando as boas-vindas à nova nação, a primeira que surge na África desde a secessão da Eritréia em relação à Etiópia em 1993.
Com quase 90% dos preparativos concluídos, os operários trabalham às pressas para terminar a tempo as instalações para acomodar os convidados no ato desta sexta-feira e melhorar a aparência de alguns edifícios antigos, cujas fachadas estão sendo pintadas.
Nas imediações do mausoléu de John Garang, onde será realizada a cerimônia e serão recebidos os chefes de Estado e responsáveis da ONU, foram colocados mastros para as 193 bandeiras dos países-membros das Nações Unidas.
A grande protagonista será a nova insígnia do Sudão do Sul, que será içada durante a cerimônia diante de milhares de cidadãos.
Fonte: Globo.com
Link: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/07/sudao-reconhece-a-republica-do-sudao-do-sul.html
Sudão do Sul
O Sudão reconheceu nesta sexta-feira (
a República do Sudão do Sul, na véspera da independência desta nova nação, e se converteu num dos primeiros países a fazê-lo.
"A República do Sudão anuncia que reconhece a República do Sudão do Sul como Estado independente, segundo as fronteiras de 1º de janeiro de 1956", declarou à televisão estatal o ministro de Assuntos Presidencias, Bakri Hasan Saleh.
O Sudão do Sul vive nesta sexta-feira um ambiente de festa, com músicas e bailes pelas ruas da cidade de Juba, repletas de centenas de cidadãos que não querem perder as comemorações e se preparam para uma jornada histórica.
Desde o início da manhã, vários convidados procedentes de outros países chegavam ao aeroporto de Juba, capital do novo país, que registra uma atividade sem precedentes.
O movimento se intensificará neste sábado, quando se espera um maior número de convidados, sobretudo, chefes de Estado e autoridades de alto escalão. Entre os presentes, estará uma delegação do Vaticano, liderada pelo cardeal John Njue.
Nas ruas principais da cidade, houve manifestações organizadas por forças do Sul, incluindo militares, policiais e carcereiros, que desfilaram perante o mausoléu de John Garang, líder histórico da rebelião contra o norte, que morreu em um acidente de helicóptero em 30 de julho de 2005, sete meses após os acordos de paz entre as duas regiões.
Apesar de se tratar de um desfile das forças de segurança, o ambiente era carnavalesco, com carros de som e caminhões com alto-falantes que divulgavam o novo hino do Sudão do Sul, seguidos de uma caravana de motocicletas que faziam soar buzinas, enquanto os cidadãos gritavam de alegria.
Em outras partes da cidade, dezenas de homens e mulheres vestidos com trajes típicos locais comemoravam com danças tradicionais de diversas regiões do Sudão do Sul, como mostra de seu legado cultural.
Para celebrar a ansiada independência, muitas pessoas andavam pelas ruas de Juba vestidas com as cores da bandeira do novo país (preto, vermelho e verde, com um triângulo azul marcado por uma estrela), enquanto carros circulavam com o símbolo.
Em muitos pontos da cidade, há cartazes com mensagens dando as boas-vindas à nova nação, a primeira que surge na África desde a secessão da Eritréia em relação à Etiópia em 1993.
Com quase 90% dos preparativos concluídos, os operários trabalham às pressas para terminar a tempo as instalações para acomodar os convidados no ato desta sexta-feira e melhorar a aparência de alguns edifícios antigos, cujas fachadas estão sendo pintadas.
Nas imediações do mausoléu de John Garang, onde será realizada a cerimônia e serão recebidos os chefes de Estado e responsáveis da ONU, foram colocados mastros para as 193 bandeiras dos países-membros das Nações Unidas.
A grande protagonista será a nova insígnia do Sudão do Sul, que será içada durante a cerimônia diante de milhares de cidadãos.