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Olá viajante!

Bora viajar?

Santiago -> Mendoza -> Bariloche -> San Martin -> Pucon -> Santiago / 23 dias com fotos e videos

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Fala galera!

 

O Noiscasa retornou!!!! Sim retornou de mais uma trip! São e salvo... bem talvez não são... mas salvo pelo menos!

E novamente estou aqui pra deixar um relato pra vcs, com dicas e muita historia pra contar, espero q gostem.

 

Ao fim da minha ultima viagem eu me perguntei:

“qual sera a minha proxima aventura, qndo ela ocorrera, com qm estarei e qm encontrarei?“

 

Bem agora eu posso responder essas perguntas...

 

Tudo começou muito antes da viagem em si, quando voltei de Machu picchu em 2009, ja voltei com a ideia de viajar dnovo – o virus mochileiro me pegou – e ja comecei a trabalhar em rotas e roteiros, no fim o roteiro escolhido foi ir para Santiago, Mendoza, Bariloche, San Martin de Los andes, Pucón e Santiago. A escolha visava descanço e contemplação da natureza.

 

Mas o mundo da voltas... é o que eu sempre digo... e como da voltas... faltando duas semanas pra sair, o meu grande amigo Fausto se juntou a mim para essa viagem. Naquele instante, eu percebi q a viagem seria especial...

 

E bem... junten-se a mim, nesta viagem incrivel... (nossa eu to parecendo um escritor de verdade! Hahahahah)

 

Nossa Rota:

 

Campinas -> Santiago -> Mendoza -> Bariloche -> San Martin de Los andes -> Pucón -> Santiago -> Campinas.

 

Tempo de Duração: 23 dias.

 

Notas:

 

1 – As passagens aeras de ida e volta para ambos foram adquiridas com certa antecipação na pluna, foi a unica coisa que comprei antecipado/reservado;

 

2 – Levei comigo do Brasil um cartão de crédito internacional (pra emergências), dolares e Reais, em quantias parecidas;

 

3 – A idéia da viagem era fazer ao melhor estilo mochileiro, ou seja, gastando muito pouco, conhecendo o maior numero de lugares diferentes, fazer coisas por conta, e tentar descobrir coisas novas alem das indicadas pela galera aqui do forum, e sem esquentar a cabeça com o tempo, fariamos uma viagem ficando o tempo que desse vontade em cada city;

 

4 – Vou dividir o relato da seguinte forma, conto como foram os dias nas citys e no fim da parte destinada a cada cidade eu comento melhor sobre as impressões sobre a city, hostais, passeios, e deixo as dicas ok!?;

 

5 – Vou incluir fotos e videos, porém a minha camera não tava com muita disposição para cooperar entao não tenho tantas fotos maneiras pra mostrar.

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Thaila Baptista,

 

vc vai adorar Mendoza, vai ate querer ser minha vizinha qndo resolver mudar pra lá!

espero que curta a viagem e que as dicas ajudem bastante!

 

renata magalhães,

 

Realmente estar ali foi o ponto alto da viagem, uma experiência que nada paga ou apaga da lembraça.... eu adoro a natureza e estar ali envolto em toda aqela beleza e imensidão foi algo surreal, a sensação é tao incrivel que só dpois que por ali passei é q entendi pq uma senhora de 96 anos de idade mora ali ha decadas....

 

e acredite agente tambem quase morreu lá, de rir, de vergonha, de raiva, de frio, e das frias em que agente se meteu, e nem o fato do exterminador do futuro estar ali ajudou... ops Fausto!

 

Esses dias eu fui falar com ele e não é que eu chamei ele de exterminador!? agente caiu na risada! ::lol3::

 

e obrigado por acompanhar esse relato e principalmente por ter gostado! ::kiss::

 

FIVETECH BRASIL ,

 

É verdade eu virei Urso polar argentino...

 

mas tambem só pq eu andava de roupas de verao no inverno debaixo da neve o povo começa a exagerar... só pq a temperatura chegava no negativo e eu andando de bermuda e chinelo? mais exagero... ::lol4::

 

ja add vc, mas se nao aparecer o pedido vc manda um add pra mim blz? msn: wellington_betarelli@hotmail.com

 

ajudo no que precisar!

 

Taciano Bahia,

 

fala mestre jedi!

 

realmente eu fiz confusao na hora de contar, o hostal em mendoza foi um em q vc ficou e nao achou nada de mais, ele mudou de nome pelo q vi no folder do hostal pq ainda tinha uns com o nome antigo, mas apenas comentei pq eu tambem nao vi nada de mais nele, so o desaforo final é q matou um 10 pro hostal, mas viremos a pagina,

 

sim eu sou um mala mesmo... mas pensando bem pelo meu tamanho hj eu posso ser comparado a uma cargueira de 70 litros! ::mmm:

 

e peço desculpas a todos pela hibernação... sabem como é... Urso polar dorme dmais... ::hahaha::

 

ainda nao terminei este relato pq vida de pobre é soda, trabalho dmais e chego so as 2 da manha, ai como eu sou detalista dmais (vcs ja perceberam ne?) eu fico lendo o diario da viagem e relembrando as coisas, vendo a melhor forma de contar, tentando nao errar muito no portugues ::tchann:: upar as fotos e os videos, isso consome muito tempo o que faz com que eu deixe pra fazer isso na folga, que estao cada vez mais raras no meu trabalho... pq eu fui fazer isso ontem e mesmo morando ao lado do trabalho eu quase cheguei atrazado... anyway, acho q no fds eu completo a parte da argentina e parto pra reta final que é o chile.

 

abraços e obrigado a todos!

Noiscasa

 

obs: eu editei o ultimo dia de relato e coloquei mais videos e fotos...

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Só pra nível de informação, eu vou viajar junto com a Thaila aí de cima para Mendoza. na verdade, é uma das cidades pelas quais vamos passar. Suas informações estão nos ajudando muito. me adiciona aí no msn: gevurah00@hotmail.com

 

valeu!!

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17/8/11 -> Bariloche

 

Pra variar só um pouco nós acordamos tarde, era nosso ultimo dia pra farear em Bariloche, e inventamos de fazer um passeio q ninguem havia comentado comigo e q vi no mapa que peguei no guiche de informações turisticas: Serro Leones, para explorar cavernas.

 

Explico: existe uma montanha q foi habitada por nativos a muito tempo, possui pinturas (meio apagadas) da época e umas cavernas para exploração.

 

Eu nunca havia feito nada parecido com isso, mas ja vi muita coisa na TV, obvio q despertou a curiosidade e Fausto e eu resolvemos experimentar...

 

As informações sobre o lugar foram colhidas no guiche desse lugar na Calle Mitre uns 2 dias antes (fica perto da municipalidade) e o cara disse q custava 70 pesos/cabeça e q podiamos economizar o transfer indo direto de bus circular, o bus numero 71, pagamos 6 pesos cabeça e seguimos, esse bus vai pro outro lado da city (o caminho dos bus q vem de mendoza ou BsAs) dura uns 30 a 40 minutos a viagem, chegando lá o motorista indicou o caminho q fariamos andando (segundo ele e a placa uns 200 metros - mas eram novamente os metros patagonicos) adentramos o local, não tinha quase ninguem lá, o lugar é muito tranquilo, percebemos q o passeio não é muito conhecido dos turistas, pagamos e esperamos, qndo o guia reuniu todos, haviam 6 pessoas no grupo, pequeno passeio de van e o resto andando... uma subida puxada, mas nada q te mate, e ainda rende belas fotos da região, o legal é q desde o inicio o guia vai enchendo vc de informações sobre o lugar e a sua história, dpois de subir vc chega a primeira caverna, grande, parece uma concha, estava frio e começou a nevar... rendeu muitas fotos e muita informação do guia sobre quem vivia ali, sobre sua cultura, modo de viver e etc... o mais legal é q vc pode notar bem claramente como eles viviam, e o mesmo acontece com a segunda caverna, mas na terceira é onde a coisa muda, ali a entrada é pequena se comparada as outras, mas logo o guia nos da a surpresa, existem outras mais a dentro q estão interligadas e que vamos visita-las... cascos na cabeça (capacete), blusas e mochilas deixadas ali mesmo (não tem perigo) e ele indica como serão as coisas, ele ilumina o caminho e o primeiro vai com os outros seguindo ele, jamais sair da trilha pra não se machucar... a segunda caverna é bem maior e quentinha por dentro, fotos, informações e ai seguimos pra terceira onde tem um lago interno, mas tem uma passagem muito pequena de uns 70 cm, ali tinha q me arrastar... pensei que ia entalar (o vida de gordinho...) mas o guia disse q eu passava tranquilamente... podem ter certesa que daqui pra frente toda vez q alguem me disser isso eu vou lembrar desse guia.... la na escuridão e no meio da água (sim tinha agua no chão e na passagem em si... tudo pra ajudar a não entalar!) foi dificil, mas eu consegui... e putz q lugar.... quente, com água transparente, e absolutamente sem ruidos... muitas fotos e informações, nessa hora o guia disse q tem mais uma caverna interligada a aquela, porem não a visitariamos pq teriamos q ir por dentro do lago, e nao temos equipamento pra isso, mas ele disse q é lindo o lugarm e que os habitantes do passado sabiam da sua existência, tanto que a usavam de refugio contra "exercitos de inimigos". Hora de voltarmos, todo o sufoco q passei dnovo, mas valeu dmais, minha primeira experiência em cavernas bem sucedida, acabei o dia todo molhado e sujo de lama, mas valew... muitas fotos, informalções e risadas ali... e pagamos quase nada por isso.

 

Mas se vc pensa q acabou... pensou errado... após sairmos subimos a montanha e batemos fotos da região, continuava nevando e derepente alguem anuncia q presença de animais selvagens... o guia nos disse q os pumas são vistos por ali com bastante frequencia, pensei: “putz se for um e tiver com fome eu (o gordinho) to ferrado, mas por sorte era um coelho da montanha escondido (bem camuflado) nas paredes da montanha, nesse tempo conversando com o guia este me perguntou como soubemos do passeio visto q raramente turistas brasileiros vão ali, e eu disse q eu só fiquei sabendo pelo mapa e tal, mas q pretendia recomendar a galera mochileira fazer o passeio pq era muito legal.

 

dali regressamos e tentei me limpar ao mesmo tempo que brincava com a Lessie (outro dog muito doido, adoro cachorros), ali na base existe um pequeno museu com varias peças que foram encontradas nas cavernas e eram usadas na época pelos habitantes delas, nessa hora a minha maldita camera deu pau equase zerou o cartao sd, por sorte agente sabe lidar com porcarias eletronica e recuperamos tudo... nos despedimos de todos e descemos dvolta ao ponto do bus (no mesmo lugar em q desembarcamos na ida). Neste ponto eu achei que finalmente iria ver algum argentino desonesto, quando pegamos o busao de volta (6 por cabeça) ele andou um pouco e parou, o motorista desceu e largou o bus ali e sumiu, sumiu mesmo... quem estava fora entrou, os que usavam cartão passaram no validador do busao e sentavam, mas muitos nao o fizeram... mas pra minha grata surpresa vi que assim q o motorista voltou todos os que não tinham pago a passagem (sem excessão) levantaram, formaram uma fila e pagaram a passagem... fiquei rindo atoa pensando em como as coisas são, eu sou motorista de coletivo, e se faço algo igual aqui... bem vcs sabem... mas me fascina o fato da honestidade das pessoas ali, é algo tão comum que eles nem notam, gostaria de viver num lugar assim.... bem busao a caminho novamente e apos algum tempo percebemos que fizemos uma nova bobagem... (pra variar né?) sentamos no meio do bus, longe das portas.... em 10 minutos o bus estava lotado e agente ia descer no meio do caminho pra ir na rodoviária e comprar os tickets pra San Martin.... adivinhem? Obviamente perdemos o ponto do bus... eu só consegui chegar na porta do bus após muita luta, desci uns 3 pontos dpois e o fausto um a menos... como ele é raquitico era facil passar entre as pessoas ne?! O engraçado nisso é q ele foi pra uma ponta do bus e eu pra outra... quando o procurei... pensei vixi, perdi o fausto... mas como ja tava combinado de ir na rodoviaria sabia q ele ia me esperar la... egui sob frio e chuva, ate reencontra-lo e dali para a rodoviaria.

 

Chegando la perguntamos como estava o Paso Cardenal Samoré, bem continuava fechado, pela richa de deixar ou nao caminhoes passarem... entao nossa tatica de ir direto a pucon e recuperar os dias q ficamos a mais em bariloche fracassou.... teriamos q manter a rota por San Martin de Los Andes, e gastar mais com isso... essa seria a primeira vez q teriamos prejuizo financeiro na viagem... pq de bari pra pucon custa 100 pesos, e de bari pra san martin custa 60, mais 100 de san martn a pucon... fora a estadia em san martin pq os horarios nao batiam... (tudo isso eu ja sabia), bem compramos pela via bariloche pra manha seguinte (60 pesos cabeça), no caminho de volta ao hostal comprei um chocolate milka, muito bom... achei melhor q os das lojas de bari.... pagamos 8 pesos... no hostel, o Tika estava nos esperando com a minha ultima sacola de roupas lavadas, paguei a ele junto com a diaria, jantamos e conversamos muito... acreditem em mim... eu tava me sentindo em casa... e estava sendo dificil ir embora... algo me dizia pra ficar mais tempo em Bariloche, mas infelizmente havia outros lugares q eu gostaria de conheçer e as ferias estavam proximas do fim, com pouco tempo eu tinha que partir... infelizmente.

 

Dormimos tarde pra kct, e no dia seguinte seguiriamos finalmente pra san martin e pucon... viagem se encaminhando pro fim...

 

Fotos:

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Aqui a prova da existência dos metros patagonicos! Da placa ate a entrada lá ao fundo tem 200 metros!?

 

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Entrada

 

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Serro Leones

 

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Nossa única foto juntos na 1ª caverna!

 

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Essas duas ficam no mesmo local e são as primeiras que visitamos.

 

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Pintura quase apagada

 

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2ª Caverna

 

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Entrada da 3ª Caverna

 

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Passagem de apenas 70 cm entre as cavernas internas!

 

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Explorando a 3ª caverna!

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Help! Gordinho entalado na Bat-caverna!

 

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O magrinho passa com tranquilidade!

 

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Lagoa interna da 3ª caverna, água cristalina e silêncio absoluto!

 

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Sujo e após a foto molhado devido a um escorregão e pé junto com canela dentro d’água!

 

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Coelinho!!!! ::lol3::

 

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Museu!

 

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Lessie!

 

Notas:

 

 

1 – Sobre a cidade: Eu quero morar lá! Putz não dá! Eu ja vou morar em Mendoza... mas nada impede de passar temporadas lá ne?

Serio, Bariloche é uma cidade expetacular, muito limpa (mesmo com as cinzas do vulcão caindo todos os dias), calma (apesar do intenso movimento de turistas), o povo muito solicito e educado como em toda a Argentina, fora o fato de serem honestos e confiarem na nossa honestidade ate que se prove o contrario (muito diferente de onde eu vivo atualmente), o transporte coletivo lá te leva pra qualquer lugar, rapidamente, por um ótimo preço, alem de ser limpo e os motoristas não te sacanearem mandando descer em locais errados!

 

A natureza merece destaque aqui, Bariloche esta dentro do parque Nahuel Huapi e esse é um dos motivos pela diversidade da vida que encontrei la (além obvio do zelo que todos na cidade tem pelo lugar), os lagos, as matas, as montanhas, a neve, as geleira, tudo é explendido, não é atoa que Bariloche tem uma das vistas mais belas do mundo. Com tanta natureza é impossivel não se sentir parte deste mundo, é impossivel não admirar a natureza em toda a sua beleza e majestade... é impossivel não se emocionar ali! E por isso mesmo é impossivel não querer voltar pra lá....

 

2 – Sobre o hostal SAN ANTONIO

Jamais pensei que durante uma viagem eu me sentiria em casa dentro de um Hostal, e foi exatamente assim que eu me senti no San Antonio do nosso querido TIKA. O cara por si só é uma figura, fala muito bem portunhol, te dá otimas dicas da city, e jamais te trata como hospede, ele te trata como um amigo! Cozinha muito bem (é so convence-lo a ir a cozinha), é um doido varrido como nós (eu pelo menos), conta altas historias e te ajuda no que for preciso. Acreditem em mim, o cara é o tipo de pessoa que marca agente, daqle tipo que agente lembra a vida toda.

 

A infra-estrutura é muito boa, o hostal por fora parece uma casa comum mas por dentro mostra os seus talentos, tudo novo e muito bem cuidado, o proprio Tika reformou a casa, os banheiros são separados por sexo e tem varias duchas generosas, vc não precisa esperar outros terminarem para tomar o seu banho, as camas são confortaveis, micro bom e rapido na sala, wi-fi grátis, aquecedor no quarto, a cozinha é equipada, tem lavagem de roupa por um preço muito bom (20 pesos a maquina) que é entregue seca e dobrada.

 

Ainda preciso recomendar o lugar????????????????????????

 

 

3 – Passeios: A natureza lá é a pedida, passeios de todos os tipos e preços, é uma questão de procurar e ver ate onde o seu bolso aguenta, vc pode passar um més lá e dificilmente conseguira repetir um passeio, se serve de dica, procure as agencias em locais menos movimentados que a Calle Mitre que são mais baratas, mas obvio muita coisa vc pode fazer por conta.

 

Como faze-los?

Os bus coletivos são o meio de transporte que vc deve usar pra isso, são rapidos e baratos, vão pra todos os lugares e os motoristas dão a vc indicação de onde descer.

Praticamente todos os grandes pontos turisticos da cidade tem um guiche de informações proprio, quase sempre no proprio local, muitas vezes na Calle Mitre e evidentemente na rodoviaria, onde vc consegue saber se vc paga algo pra entrar, se da par ir de onibus, e horario de funcionamento, muitas vezes eles dizem pra vc não ir atraz de agencia pq da pra ir por conta.

 

4 – Comida: bares e restaurantes no centro tem aos montes, os preços variam muito pq depende dq vc vai comer e beber, mas a dica fica com o Restaurante Fonda del Tio que foi indicação do Leocaetano, preço bom, comida excelente, e sempre ta cheio da galera local.

 

5 – Mercados: há varios mini-markets, e um Carrefours pertinho do centro e do San Antonio, existe um outro maior que o carrefour mas agora nao lembro o nome, preços muito parecidos, mas na epoca em que estive por lá a variedade (principalmente de frutas e verduras) era pequena.

 

Galera visitem Bariloche! Ela é tudo aquilo que dizem e mais um pouco!!!!!!

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Rapaz, pela última vez ( ::lol3:: ) eu não indiquei o albergue em Mendoza. O que eu fiquei era longe da rodoviária. Indiquei, sim, o hostal San Antônio em Bariloche ::otemo:: . Confirmo o que você disse, Tika é muito gente boa ::cool:::'> . Infelizmente, não pude conversar com ele (e Marcela) o quanto queria, porque na época que passei por lá, tava bem movimentado.

 

Se um dia voltar à Bariloche, vou seguir seu conselho e visitar essas cavernas. Nem sabia que existiam, e o pior é que gosto desse tipo de passeio "fora de rota". Também fiquei com a mesma sensação... de que se passasse um mês ou mais, todo dia teria alguma coisa diferente pra fazer.

 

Eu entendo a demora, eu mesmo demorei meses para concluir o meu ::putz:: . No meu caso, ainda contei com um longo período de exclusão digital ::carai:: ... que ainda continuo me recuperando ::dãã2::ãã2::'> .

 

 

abraço

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18/8/11 -> Bariloche -> San Martin de Los Andes

 

Ultimas horas em Bariloche, e dessa vez acordamos cedo, as 7, nosso bus ia sair as 9 mas tinhamos q comer algo e seguir em frente.

 

Nos despedimos do Tika q nos contou q tinha arrumado um emprego de jardineiro em um predio pra ajudar nas contas, visto q não esta tendo movimento de turistas por la e ele precisa paga-las... ele disse que estava bem, mas isso me chateou... parecia a mim q as coisas não o estavam... e o Tika é o tipo de pessoa q não merece se ver numa situação dessa... ::Ksimno::

 

anyway ele nos deu um caloroso adeus e disse q qndo voltarmos a bariloche pra procura-lo! e obvio q sera o q faremos! ::otemo::

 

mochilas nas costas, caminhada rápida ate a rodo, ao chegarmos o fausto quase teve um treco... estava frio pra kct ::Cold:: e eu lá suando dnovo... e soltando fumaça pra tudo q é lado... parecia q eu ia pegar fogo.... ele caiu na gargalhada.... bem eu sou estranho mesmo... fazer oq!? não é atoa q me chamam de urso polar... ::lol3::

 

as 9 o bus chegou... seguimos viagem... tinha uns 8 passageiros, a viagem foi tranquila, umas 4 horas dpois chegamos em San martin, muita neve nas ruas.. o Fausto ja bem enjoado de neve não queria nem ver... muito bonita a cidade, que parece um pequeno vilarejo suiço no sopé das montanhas (como seu eu conhecesse algum...), na mesma hora que chegamos na rodo ja compramos passagens pra pucon (100 pesos cabeça) mas q so sairia no dia seguinte as 6 da manhã... aqui surge uma nova missão: achar um hostal, seguimos pela Calle Rivadavia (engraçado como essa rua sempre nos leva a algum hostel... ) nela vimos um hostal q não tinha ninguem e custava uns 60 pesos por pessoa, porem as camas não me agradaram e seguimos pra um chamado Puma q foi indicação do Tika (fica a umas 8 quadras da rodoviária, na calle Rivadavia com uma forsback ou algo do genero), ao chegar la, fomos muito mal atendidos por uma moça, então nem q o preço fosse excelente ficariamos ali... o que não era! Continuamos na Rivadavia e seguindo o resultado de uma busca no google que o Fausto fez sobre hostais em San martin, seguimos mais duas quadras pra frente (as quadras la são pequenas) e chegamos no Hostal Punta NOrte, casa grande e o atendimento excelente... os donos foram muito legais com a gente, pra se ter uma ideia, sabiamos q seria ridiculo pedir desayunio qndo estivessemos saindo no dia seguinte as 5 da manha mas mesmo assim eles fizeram questao de dizer q a essa hora o cafe seria servido pra gente e assim o foi... pagamos mais caro e ficamos ali... 70 pesos cabeça, a essa altura ja era tarde, ja tinha passado o horario do almoço e agente com fome... perguntamos aos donos do hostal onde tinha um mercado, indicação feita e seguimos ate ele, gastamos uns 70 pesos +/- la e compramos pao, doce de leite, e uma pizza, pra passar o dia serviria, voltamos pro hostal, comemos e conversamos bastante, pesarosos sobre o fato de estarmos apenas de passagem e não podermos aproveitar a cidade, mas quase sem grana argentina e com pouco tempo sobrando não nos restava muita coisa a fazer... e como tinhamos gasto muito tempo do dia pra chegar em San Martin, achar um hostal e mercado o dia passou voando... junte o cansaço, resolvemos passar o resto do dia de boa... so comendo e conversando... dormimos bem cedo esse dia, as camas e os banhos do hostal são excelentes, o hostal é limpo e muito bem organizado, não é uma zona como muitos por ai... o desayunio e o atendimento nota 10 ::otemo:: fica ai a recomendação.

 

19/8/11 -> San Martin de Los Andes -> Pucon/Chile

 

bem saimos cedo de San martin (as 5 pra rodo e as 6 da rodo), bus veio, mas bom, confortavel e motorista pé de chumbo!

 

rolou um coffe basico, seguimos a toda pro paso e logo la estavamos, aduana tranquila, com muita neve e gelo, o fausto congelou!

 

apos a aduana seguimos por uma bela estrada rumo a pucon, e aos poucos a paisagem ia mudando... do brando neve, para o verde das florestas, as 10 (horario local - diferenca de 1 em relação a argentina) o vulcao villarica ja mostra sua cara ao longe...dmais

 

a paisagem ai ja é de um verde vivo incrivel, e o sol bem intenso.

 

ao chegar na city saindo do bus uma senhora muito simpatica veio nos abordar perguntando se tinhamos hostal... nao tinhamos, olhamos o folder e resolvemos ver o lugar...

 

parte boa: eramos nós e uns franceses q iam embora no mesmo dia... hostal ia ficar pragente... boas camas, e completinho na cozinha... ::cool:::'>

 

parte ruim: calefacao por lareira, q apagava toda hora e a agua quente q vivia gelada pq o fogo apagava.... ::bad::

 

mas ate nisso a Nora (dona do hostal) se mostrava boa, ela sempre estava pronta pra resolver qualquer problema ... muito solicita, no fim ficamos lá mais por causa dela. ::cool:::'>

 

largamos as mochilas e ela ja nos levou ate o claudio (indicação do mochileiros) pra ver os passeios, dpois de marcar os passeios (city tour e escalada villarica pro fausto e um city tour e rafting pra mim) seguimos ate o mercado... compramos alguns trecos (macarrao prinicpalmente) e seguimos pro city tour... q foi no mesmo dia, vimos muitos pontos turisticos, rios, lagos, cachoeiras e ate carona agente deu... no fim as termas.... de potoson ou algo do genero, foi muito bom, tudo por 15000 chilenos.... as termas são um show aparte, varias piscinas com temperaturas diferentes ao ar livre, ao lado do rio, e no sopé de um paredão rochoso. Pode parecer estranho a vcs, mas o que eu mais gostei desse passeio foi de andar de van na estrada que nos levava ate as termas... estradinha alucinante! O motorista pilotando muito e eu ali doido pra assumir o volante e fazer umas curvas de lado no meio de toda aqela natureza , pena que isso não se oferece como turismo de aventura por la.... adoraria ter um carro nas mãos ali... doideira pura... ::hahaha:: no fim da noite voltando por ela, o guia parou bem num trecho escuro pra mostrar o vulcao soltando umas labaredas no cume... muito show.... ::ahhhh::

 

devolta fizemos (Ofelia! Ops o Fausto) um rango e caimos na cama igual a duas pedras... estavamos mortos... no dia seguinte o fausto ia pro Villarica e eu ficaria dormindo... o dia todo... entao o relato do dia seguinte fica por conta dele...

 

Fotos:

 

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Rio Trancura, onde a galera faz o rafting!

 

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Tudo isso fica em volta de Pucon

 

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Vulcão Villarica

 

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Pequeno aviso nas Termas

 

Videos:

 

 

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20/8/11 -> Pucon by Exterminador do Futuro... (vulgo Fausto)

 

Sai de madrugada pra ir até o backpackers Pucon chega a ser bizarra de tão deserta que fica a rua antes do sol nascer. (não que mude muito depois, mas pra quem tá acostumado com Campinas e Sampa é estranho!) ::mmm:

 

Fiquei zuando com os vira-latas de pucon (q são enormes!) até que chegou o Alestair, um australiano que também ia subir o Villa Rica. Cara gente boa (e mentirosooooo, me disse que eu falava inglês bem pra uma conversação!), já estava a dois meses na estrada conhecendo bastante coisa (inclusive passou pelo brasil). Ficamos esperando o guia aparecer e nos fornecer o resto do equipamento pra jornada!

 

Saimos por volta das 07h na van rumo a base do Villa Rica. Comigo além do Alestair e o guia havia um casal em lua de mel ( ::toma:: ) e outro guia de outra empresa de turismo da cidade.

tivemos uma rápida explicação sobre o equipamento e a montanha como por exemplo sobre o fato do Villa Rica ter 2800 metros, ativo e também ser usado como pista de esqui/snowboard.

 

tudo maravilhoso então vambora! ::quilpish::

 

a subida no inicio é light (até mesmo entediante), como estava bem frio não via o pq eles tinham recomendado levar no minimo 1,5l de água. Subimos juntos do teleférico que encontrava-se desativado por uma boa área, logo de cara o guia da outra empresa e o casal em lua de mel já começaram a ficar pra tras, o guia vendo que eu e o Alestair estavamos empolgados acelerou o passo rumo ao topo. Ao chegarmos no topo das primeiras pistas o casal e o outro guia nos abandonaram! só nos demos conta disso quando fizemos a nossa primeira parada para descansar a uns 800m. a essa altura, a montanha já começava a mostrar que estava de péssimo humor. O vento estava forte, coisa que não era prevista já que a previsão do tempo mostrava que no maximo teria uma brisa, mas que na real seriamos castigados pelo sol! ahhhhh os pequenos enganos da ciência moderna... tsc tsc ::putz::

 

Mas metemos a cara e tinhamos como objetivo o cume da montanha. (eu mal sabia oque me esperava!)

 

É incrivel como dependendo das circunstâncias alguns metros podem parecer quilometros de tão dificeis de serem vencidos.

 

já estavamos caminhando a pelo menos duas horas quando paramos pra descansar novamente. Dai por diante a cada 10-20 metros tinhamos que parar pra respirar. A neve depositada na encosta dificultava nossa movimentação e sugava nossas forças, o vento nos jogava de um lado para o outro, fora os blocos de neve com quase 1 kg que ele arremessava em nossa direção e os cortes que a combinação frio+gelo+vento fazia em nossos rostos. ::tchann::

 

Sugestão pra quem for fazer algo do tipo. LEVE UMA BALACLAVA conhecida como "toca ninja" (eu era o único equipado com uma, foi minha sorte, tanto o guia quanto o Alestair estavam com o rosto sangrando no final da viagem!) e oculos escuros (Esse item é praticamente obrigatório e eles perguntam se você tem e se você falar que não eles te emprestam!). ::cool:::'>

 

Bem, resumo da história, com muito esforço e força de vontade chegamos... a 1800 metros! Altura que o teleférico da pista mais alta chega e cuja a casa de maquinas serviu de abrigo para nós e dois franceses que estavam com equipamento de esqui!

Nos acomodamos onde dava pra se acomodar, comemos nossas provisões afim de recuperarmos um pouco das forças (eu cai na besteira de beber água sem segurar ela na boca um pouco. Resultado fiquei resfriado na hora! ::Cold:: Pois a garrafa tinha praticamente congelado dentro da mochila!), era assustador ver o ambiente externo... alias, ver é modo de dizer pq mal se podia enxergar o último poste do teleférico que ficava a menos de 5 metros da porta da casa de maquinas dada a força dos ventos e a quantidade absurda de neve que caia lá fora! ::sos::

 

Quando a coisa melhorou um pouco tomei coragem e fiz uma filmagem da parada.

 

Após uns quinze minutos descansando o guia perguntou se queríamos tentar subir mais um pouco ou se a gente voltaria...

Mal##$@#piiiiiiiiii ::carai:: - SEJA O MEU CEREBRO!!! Após alguns segundos de dúvida (eu queria subir, mas não sabia se conseguiria subir muito mais com as condições que estávamos lidando!) deixei a decisão na mão do Alestair (que estava visivelmente mais cansado que eu!) resultado: decidimos por retornar. ::essa::

 

Saímos da casa de maquinas sob uma verdadeira tempestade de neve (o que me leva a crer que no fim, abortar foi de fato a melhor decisão).

 

Enquanto descíamos ocorreu dois incidentes comigo que realmente me fizeram entender com o que estávamos lidando. O primeiro, ao atravessarmos um declive congelado o vento me fez desequilibrar e sair da “trilha” do guia, e escorreguei uns 5 metros montanha abaixo antes de conseguir esboçar alguma reação (reação= girar o corpo e meter a picareta no gelo na tentativa de tentar freiar a queda) quando consegui tive o desprazer de descobrir que a luva que eu estava usando não tinha “grip” e minha mão escorregou. Só fui conseguir parar uns 10 metros pra baixo depois de cravar os pés no gelo de forma desesperada. Pra ter uma idéia, o atrito do meu joelho com o gelo em pouco mais de 15m resultou em 4 calças rasgadas (a polar, uma jeans que estava por baixo, uma de veludo e uma de moleton! ::hein: ) ou seja, se eu continuasse caindo no mínimo eu ia parar no hospital cheio de cortes e queimaduras de gelo!

 

O guia caiu na risada com a cena ::lol4:: , a partir de então eu desviava de gelo como o diabo desvia da cruz! Preferia foder meu joelho descendo na neve. Afinal afundar a perna na neve ladeira abaixo me parecia mais seguro que outro escorregão!

O segundo incidente, foi logo que passamos no ponto em que paramos pela primeira vez. Subitamente, o vento começou a soprar tão forte que simplesmente não se via mais nada! Tudo ao redor ficou branco. Para se ter uma noção. Eu estiquei o braço e mal consegui ver minha mão! ::ahhhh:: Quanto mais o guia que estava a alguns metros a minha frente ou o Alestair que estava me seguindo. A situação durou poucos minutos, mas foi extremamente assustadora.

 

Após isso descemos o resto da montanha sem maiores complicações, somente com o amargo, mas justificado gosto da derrota. O que me leva a querer voltar a Pucon assim que possível. Devido ao cansaço, até esquecemos que tínhamos direito de fazer esquibunda pra descer.

 

Ao final, algumas fotos da montanha e conversas sobre toda a situação.

 

Embora, tenha ficado decepcionado com a situação, é um passeio que pretendo fazer novamente e recomendo a todos. Com o porém de desejar melhor sorte para quem for se aventurar.

 

Fotos:

 

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Imponência do Vulcão

 

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Abrigado dentro da casa de máquinas do Teleferico.

 

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Ventinho....

 

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O sobrevivente!

 

 

 

Videos:

 

 

 

Vulcao Villarica Fausto ascenção

 

 

By Noiscasa

A minha parte se resume a ficar no hostal sozinho, comendo, bebendo, dormindo, e relaxando ate tarde....

 

Amanhã rafting no rio Trancura!

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nossa, não é que o exterminador do futuro (ops, o Fausto), participou do relato, relatando ele mesmo! muito legal.

  • 4 semanas depois...
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me diz uma coisa...

aquela previsão de gastar 3500? ficou nisso mesmo?

  • 3 semanas depois...
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nossa, não é que o exterminador do futuro (ops, o Fausto), participou do relato, relatando ele mesmo! muito legal.

 

Achei que seria injusto relatar a aventura dele, por isso pedi que ele mesmo o fizesse.

 

Eu gostei! ::otemo::

 

 

me diz uma coisa...

aquela previsão de gastar 3500? ficou nisso mesmo?

 

 

Ficou bem abaixo do que eu previa, como tive muita sorte meus gastos ficaram abaixo dos R$2500.

 

galera desculpe a demora em terminar o relato e ate a ausência no forum, é que fim de ano na empresa ta complicado, e eu ja estou trabalhando a quase 15 dias sem folga e ainda vou ficar mais uma semana sem...

 

por isso paciência!!!

 

abraços!

Noiscasa!

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E finalmente eu vou terminar a parte de Pucon... ufa... acho q demorei mais para escrever sobre Pucon dq passando tempo lá! ::mmm:

 

mas como o ano esta terminando, eu resolvi terminar com Pucon... epa! ::lol3::

 

então... vamos em frente que...

 

21/8/11 -> Pucon

 

Acordamos muitoooo tarde (já que o rafting só ia rolar a tarde), eu enrolei de proposito na cama o dia todo, foi bom, gosto de um tempo pra pensar e na cama tudo flui muito bem... e esses dias em Pucon tem sido proveitosos pra pensar sobre a vida e especificamente sobre a minha vida... algo um tanto filosofico... mas necessario, e mesmo q com isso eu sacrifique muito das coisas boas q a city oferece... ta certo q eu precisava de mais gente pra poder aproveitar e a ela estava um pouco deserta... anyway no fim levantei e comi o q tinha pela frente na cozinha...

 

Depois da enrolação resolvemos ir no mercado e comprar algumas coisas pra fazer o rango... mas antes passamos na "praia", bonita, feita de terra vulcanica... estava quase deserta, havia algumas pessoas correndo e alguns dogs que ficavam perambulando por lá... o lugar é bonito pra se contemplar.... e como ventava muitoooo rolou aquele clima de nostalgia e de tempo parado... podia ter ficado lá o dia todo.... mas como não podia, voltamos e passamos no Claudio, porem ele não estava, voltamos pro hostal e enrolei assistindo tv, ate a hora do rafting...

 

quando finalmente o Claudio apareçeu, veio com más noticias... o rafting não ia rolar hj ::essa:: , pq não havia gente suficiente pra lotar o bote.... (havia somente eu e o fausto) e perguntou se queriamos cancelar ou esperar pra ver o dia seguinte, meditei um pouco a respeito e decidimos esperar, mas tendo quase certeza de que no dia seguinte teriamos o mesmo problema (seria uma segunda-feira) e mesmo tendo vontade de ir ate as termas geometricas (vi num folder e aparenta ser um lugar de outra dimensão... se realmente for igual as fotos) mas sabiamos q sairia muito mais caro e dificilmente rolaria exatamente pelo mesmo motivo.... isso me frustrou bastante, visto que eu sou doido pra fazer rafting e adoro termas.

 

Ai sem ter oq fazer, e vendo q teriamos mais grana sobrando (pq as termas foram riscadas dos passeios), voltamos pro mercado, comemos muito mal no inicio da trip e agora iamos tirar a barriga da miseria! ::otemo::

 

Após nos entupirmos de comida variada (só tinha o q a minha mãe chama de porcaria) ficamos a rememorar nossas aventuras, ao som do creptar da lenha no forno e do vento uivante la de fora, so faltou eu trocar o exterminador do futuro por uma morena e adicionar um bom vinho (a parte do vinho era facil, a morena... nem tanto... ::tchann:: ), rolou muita risada e muita filosofia sobre tudo que nos aconteceu.... pareciamos dois velhos relembrando a juventude que se foi....

 

La no fim da noite babando de sono ainda tomei um susto, a meia-noite tocou um alerta na cidade toda... ::sos:: e eu achei q era o do vulcão... ::ahhhh:: diabos não fazia ideia da hora e achei q ovulção estava explodindo! E pensando “putz! Eu estou numa casa de madeira... fu@$#@#@!!!!”

 

Nem percebi que aquilo é o “sino da igreja badalando a meia-noite” hahahah... não dou uma dentro mesmo!!!! ::prestessao::

 

Pior q eu demorei a perceber isso... fiquei buscando na sacada da casa o vulcão e tentando ver a lava descendo a montanha, e me perguntando: “ué!? Cade o povo correndo desesperado de pijamas rumo ao rio!?” (sim eu disse pijamas... alias eu pensei...) ::mmm:

 

De qualquer forma após algum tempo eu me toquei da mancada (mentira eu estava com o pensamento lerdo devido ao sono) e com ou sem fogo eu fui dormir... ::dãã2::ãã2::'>

 

 

22/8/11 -> Pucon

 

acordei tarde e inteiro... felizmente o alerta não era mesmo um alerta e pra minha sorte não desceu lava nenhuma, pq se tivesse descido eu tinha morrido torrado/cozido/frito e nem ia perceber tamanha era o sono.... ::lol3:: enrolamos e eu fiquei no "dedo nervoso" com a tv so trocando de canal, almoçamos carne, leite com chocolate, flã, e o resto de macarão do dia anterior, de barriga cheia e sem muito o q fazer enrolamos ate a hora do pretenso rafting.

 

Antes de sairmos convermos com a Nora q foi muito legal conosco, apesar do check out ser as 11 hs, ela disse q podiamos ficar ate ahora de seguir pra Santiago as 20hs e não nos cobraria (apesar de ser tentador achamos errado, usamos e pagamos o dia mesmo não ficando ate as 11 do dia seguinte... ::cool:::'> ) deixamos as mochilas e saimos ate a agencia... mas ja desconfiados dq não sairiamos naqele dia tambem, não vimos muitos turistas e mochileiros por la, creio q devido ao passo com Bariloche estar fechado e ser inverno não tenha muito movimento... dito e feito, o Claudio pediu muitas desculpas e disse q não sairiamos pq ele não conseguiu completar o barco nem usando outras agencias... nos devolveu a grana, e isso gerou novos problemas: não tinhamos mais tempo e disposição pra procurar algo pra fazer e por mais incrivel e impossivel q possa parecer... tinhamos um monte de dinheiro pra gastar e não havia onde faze-lo!!!!!!!! ::lol3:: Dureza ne? ::mmm:

 

Com mais grana no bolso dq esperavamos (estavamos esperando faltar grana e agora tinhamos muitos pesos chilenos) e sem ter outra opção, seguimos para o nosso “point” na cidade... sim estamos falando dele novamente!!!! O supermercado!!!!!! ::lol4:: Compramos mais porcarias (bolachas, iorgute e chocolates!) e após faze-lo, voltamos pro hostal, enrolamos ate as 20hs e saimos rumo ao terminal da Pullman, la o fausto matou avontade de usar a internet (desde a nossa chegada ele estava na vontade... coitado...) e as 21 o bus saiu com umas 10 pessoas (pra vcs verem como a city estava vazia...), o bus é bom, e confortavel, gostei bastante, mas sem janta... assim terminou minha curta estadia na cidade da adrenalina que não me propiciou muita adrenalina...

 

 

Notas:

 

1 – sobre a city: Pucon é bem pequena, a primeira vista parece um villarejo, mas a medida que andamos pela área percebemos que ela é maior dq parece, é cercada por montanhas, rios, e por muita natureza... esse é o ponto marcante da cidade... ela sempre esta presente, seja na flora, seja na fauna, vimos muitos falcões (ou aguias ou alguem da famila ::dãã2::ãã2::'> ) por todos os lados, e muito verde das florestas e branco da neve.. na epoca em que estivemos por la, nos propiciou um grande periodo de descanço e tranquilidade, a cidade é calma, o nivel de ruido é baixo, e apesar de ser conhecida como uma cidade de adrenalina tambem pode servir de recanto do sossego a quem quiser... o povo é muito educado, prestativo, e sorridente (algo que não vi em muitos chilenos que conheci na estrada, que eram normalmente muito serios). Pucon é um lugar que pretendo visitar novamente, pela beleza natural que possui, e quem sabe na proxima vez eu tenha mais sorte!

 

2 - O transporte: o interno da city é feito pelo que chamamos aqui no Brasil de Perueiros ou lotação, preços baixos e rotas pré-determinadas, existem os taxis tambem, no mesmo sistema, combina primeiro o valor e segue... o externo, é feito por 3 empresas distintas, a Tourbus, a Pullman e uma outra que eu não lembro o nome agora, cada uma delas tem seu proprio terminal no centro de Pucon, vale pesquisa nos preços, encontramos muita diferença entre elas.

 

3 – Passeios: infelizmente eu fico devendo aqui, já que só fiz o city tour, e o exterminador o VillaRica. Mas se um dia conseguir retornar, farei sem duvida o rafting no rio Trancura, e sem duvida alguma irei ate as Termas Geometricas...

 

4 – Comida: restaurantes não faltam em Pucon, mas a comida é cara, se vale de dica, vá ate os mercados, e use a cozinha dos hostais, compensa, e como já é bem conhecido, peixes e massas são baratos, mas a carne....

 

5 – Hostal: O Hostal Nora apesar de não tem as melhores instalações que vi na vida, ele se mostra aconchegante, limpo, e bem organizado, banheiros grandes, camas confortaveis, muitas cobertas e uma cozinha equipada, tem seus problemas como ja disse: a agua quente q fica fria toda hora e a lareira que ta sempre apagando, e a falta de pc e internet. Mas se pensar bem, isso faz dele um lugar ideal pra relaxar e ter paz, nada de muvuca, de baladeiros e zona, para mim que gosto de sussego, era o lugar ideal, mas pra qm gosta de agito, não é o melhor lugar. A Nora, que é a proprietária, é muito gentil, atenciosa e solicita, precisou dela, ela te atende, esta sempre pronta a ajudar. E não se mostrou uma capitalista degenerada... o que conta muito acreditem. Por isso eu recomendo a ficar sob os cuidados dela.

 

6 – Impressões sobre o periodo em Pucon: aqui vc deve estar pensando q eu fiquei “Pu@#@#” da vida e pensando que perdi meu tempo indo para Pucon, e de certa forma eu fiquei e não fiquei... explico, fiquei pq antes de sair de viagem tudo q li a respeito de Pucon, me indicava que a ali eu iria conhecer muita gente do mundo todo, me esbaldar em esportes radicais, e que eu ia ter tanta adrenalina no meu sangue q ele ia ate mudar de cor... :o mas o q eu tive lá foi o maior chá de cadeira da minha vida e tudo isso isolado do resto do planeta... minha bunda ate ficou quadrada! ::lol3:: na viagem inteira eu não passei tanto tempo no mesmo local (geograficamente falando) sem ter o que fazer... ali eu simplesmente não fiz nada do que queria... no primeiro dia ainda rolou algo, mas foi um city tour, e apenas o Fausto teve uma amostra de emoção, mas foi pouco pra tanta espectativa... Pucon era a única city onde eu tinha “certeza” que faria esportes radicais e ficaria doido de vez... e foi justamente o contrario... e essa foi a parte do não fiquei... pq eu tive tanto tempo livre sem ter o q fazer, que eu coloquei as ideias em ordem , descançei como nunca fiz na minha vida, vi muita tv e usei isso pra aperfeiçoar meu castelhano/espanhol (sei lá, so sei q eu passei a entender e falar melhor com os locais dpois disso), Pucon acabou sendo assim uma cidade “templo budista” para mim... muita meditação e relaxamento (alem dos pés pro alto), algo bem diferente da ideia que eu comprei, mas as vezes é bom ter algo fora dos padrões, no fim fiquei feliz por poder ver que a cidade oferece muito mais dq esportes radicais e vulcões. ::otemo::

 

Se pretendo voltar? Sim, ainda quero conhecer as termas geometricas e fazer o rafting naquele rio... deve ser dmais!

 

Fotos:

 

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um pouqinho de Pucon (ruas, praia e prefeitura)

 

 

 

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Hostal NORA

 

 

 

1908111819.jpg

 

essa aq faltou das termas que visitei.. só pra ter uma ideia do local mesmo...

 

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