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Jericoacoara e Fortaleza -10 dias


Luzazen

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Depois de alguns anos pesquisando roteiros e dicas de viagem neste fórum, finalmente resolvi começar a contribuir e partilhar minha experiência.

Sempre quis conhecer Jeri, então foi minha escolha pra este verão. Optei por ficar 7 dias em Jeri e 2 em Fortaleza, pois gosto muito de natureza e lugares mais rústicos. Planejei a viagem desde 15/12, um pouco tarde pra achar passagens, pesquisar roteiros e hospedagens, mas foi o que deu pra fazer. Vou fazer o relato por pré - viagem e depois por dias. Em itálico, minhas observações sobre lugares e serviços.

Pré - viagem.

Reserva de Hospedagem -Pesquisei na internet por roteiros e hospedagem, aqui no Mochileiros achei um relato da Mônica, e por indicação dela, contatei a Pousada Cumelen, que tem apenas 2 chalés e fica mais afastada do centrinho da vila, perfeito pra mim. A pousada só tinha disponibilidade para períodos de 4 dias, 130 a diária, e como eu pretendia ficar mais tempo, procurei outra pousada no site de Jeri e achei a AkiJeri, com o mesmo valor de diária por um quarto com vista pro mar (sem ar condicionado), então reservei na Cumelen de 11 a 15/01. O que não gostei muito é que a Dolores , proprietária, exigiu pagamento integral adiantado no ato do depósito, mas como eu gostei da pousada, topei, meio a contragosto. Já o Achille, o dono da Akijeri, pediu os 50% de praxe e assim reservei lá do dia 15 a 18/01. Em Fortaleza, reservei pelo booking.com o Hotel Vela e Mar, com diária a 160 o casal, com vista pro mar, mas no fim da praia do Meireles, perto do porto. Foi a melhor relação custo benefício que encontrei, depois de ler comentários e tal.

Pesquisa de transfer Fortaleza/Jeri. As opções para ir a Jeri pra quem não quer ir de carro de passeio de Fortaleza são : 1- ônibus de linha, da FretCar, com saídas as 8h do aeroporto e 9h da Av. Beira Mar e 16 h do aeroporto, preço 57 reais. 2- Van de empresas particulares de turismo, preço de 60 a 90 reais. Em ambos os casos, vai-se até a cidade de Jijoca e lá se troca o transporte por uma jardineira (no caso do ônibus) ou uma caminhonete D20 até Jeri. Tempo de viagem :4- 5 horas Fortaleza a Jijoca e 40-60 min até Jeri. 3- Veículo 4x4 tipo Hylux e similares, preço a partir de 600 reais, impensável para mim. Como eu queríamos ir direto pra Jeri (eu e meu marido), e chegar de dia, optei por pegar uma van ou o ônibus. Porém não havia vôo da Tam (resgatei milhas) que chegasse lá por volta de 8 h da manhã, tempo hábil pra se pegar o ônibus da Fretcar ou alguma van, então tive que reservar um vôo que chegou às 3:30 em Fortaleza e lá esperei. Como o tempo de espera seria longo, contatei uma empresa de Van que me foi indicada pela Pousada do Serrote. Preço 60 reais e a saída do aeroporto era 6:30, com passagem por volta de 7:30 na Av. beira mar (todas as vans e ônibus fazem este trajeto pra levar passageiros de Fortaleza a Jeri). O motorista da Férias Jeri chegou um pouco antes das 7 h, (quase 30 min de atraso), depois passou na agência, beira-mar, agência de novo e mercado central pra pegar passageiros, entre idas e vindas saímos de Fortaleza 9 h, ou seja, foi pior do que ficar esperando no aeroporto, pra ir confortável no ônibus, que é muito melhor e seguro que a van. Tive problemas com esta empresa, além da desorganização geral e atraso, o Sr. Edvaldo na agência praticamente me obrigou a comprar a volta pela mesma empresa, sendo que a Van sairia de Jeri as 9 e incluía uma estada na Lagoa do Paraíso, com chegada prevista a Fortaleza as 17:30. Como eu não queria levar este tempo todo e incluir este passeio no dia da volta, falei pra ele que iria pegar o ônibus ou jaridneira, ou outra van, e ele me disse que seria impossível, que todas as vans faziam essa parada na lagoa e a jardineira do ônibus saía de Jeri as 4 h da manhã, o que eu também eu não queria. Acabei comprando a volta com ele, mas chegando em Jeri soube que o ônibus da Fretcar saia de lá as 8h, o que seria perfeito, e aí foi uma canseira pra conseguir devolver a passagem da Ferias Jeri e minha grana de volta, mas finalmente consegui. Assim não recomendo a ninguém ir por esta empresa, que devia ser excluída dessa atividade por absoluta incompetência e má-fé. Recomendo ir pela Fretcar, pois essas empresinhas pequenas de transfer são muito mal fiscalizadas e pode acontecer de tudo com o turista.

1o dia. Após saída as 9 de Fortaleza, fomos rumo a Jijoca, com uma parada no caminho pra lanche. Em Jijoca, d-20 pra Jeri e chegada as 14:30 na pousada. Fomos recebidos pelo Hélio, esposo da Dolores, que foi bem simpático e nos deixou à vontade. O chalé é muito gracioso, com um mezanino com a cama e armário e o banheiro embaixo. Só era um pouco incômodo descer e subir a escadinha estreita e íngreme do quarto pro banheiro, mas nada demais. Tudo muito limpo e decorado com bom gosto, utensílios de cozinha no chalé. Descansamos até 17:30 e fomos comer e reconhecer a cidade. Perdemos o pôr do sol e jantamos no Restaurante Estrela do Mar, na Rua São Francisco, bem simples, mas gostoso e baratíssimo, refeicão (PF) 10 reais. Caminhamos um pouco pela vila e voltamos pra pousada.20120124131722.JPG

Chalé da Pousada

 

2o dia. Café da manhã delicioso servido na mesa pela Dolores, depois fomos na Praia da Malhada, a 5 min da pousada. A praia tem ondas fortes e é deserta, não tem bares nem construções. Ficamos lá embaixo de um coqueirinho até as 14:30. Almoçamos no restaurante Carcará, na R. do Forró, muito bom mas com preços mais altos, mas boa relação custo-benefício. Depois fomos ver o pôr do Sol na duna, que é o programa básico de fim de tarde. À noite percebemos que tínhamos queimado MUITO, pois não reaplicamos o protetor o suficiente, e lá venta muito, você não sente o sol pegar. Presepada da viagem.

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Praia da Malhada

 

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Pôr do sol visto da duna

 

 

3o dia. Queimadíssimos, ficamos na pousada até umas 15:30, quando o sol amainou, e fomos almoçar a esta hora. Antes, uma surpresa desagradável. Dolores perguntou se eu me incomodaria de mudar de quarto. Pega assim de surpresa, e constrangida em dizer não, concordei, mas claro que não queria ter que arrumar tudo e mudar, mas assim foi. Infelizmente o outro chalé, apesar de bem parecido, tinha uma janela a menos, o que o deixava menos ventilado e mais escuro, e menos tomadas ao lado da cama, o que fez falta para conectar laptop, celular, carregador de baterias, etc, além de a privada jogar água pra fora da bacia na hora de dar a descarga. Achei bem chato essa mudança, afinal paguei adiantado e montei meu roteiro e estadia, tendo que mudar de pousada, pra ficar na Cumelen, então este fato manchou um pouco a reputação da pousada pra mim. Fiquei meio mal humorada os dois dias restantes que fiquei lá. Já pensaria duas vezes antes de voltar lá, e aos que queiram ir, recomendo solicitar que não haja mudança de quarto durante a estadia e que isso fique claro. Tirando este fator, achei a relação custo-benefício boa. É bom lembrar que esta pousada fica a uns 10 min de caminhada até os restaurantes e centrinho caminhando pela areia, o que me dava uma certa preguiça. Continuando, visitamos o centro e compramos coisinhas, almoçamos no Sabor da Terra , na Rua do Forró, preços justos, 40 reais a refeição pra 2 com camarão ao alho e óleo ( camarões enormes hummm). Jantamos tapioca e sorvete no Casa de Pedra na Rua Principal, que gostamos tanto que voltamos todos os dias lá. O sorvete é incrível. Vimos o pôr do sol novamente e fomos embora.

 

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Rua de Jeri

4o dia. Acordamos umas 9, tomamos café e fomos tentar achar um buggy pra um passeio , pois a essa hora já era meio tarde. Conseguimos o Jânio, excelente bugueiro, gente boa e ponta firme, recomendo. Tel (88) 9968 2095. Achamos um outro casal retardatário a fim de dividir o Buggy, ficou por 200 reais pros 4, mas antes disso Jânio já tinha fechado só nos 2 por 160, o que era bem razoável, para um passeido de 5 h até a Lagoa do Paraíso, passando por dunas, e lagoa Azul e a do coração na volta. Por recomendação do Hélio da pousada, que mora há 25 anos em Jeri, fomos pra um outro restaurante na lagoa, pois tem um para o qual todos os buggys levam os turistas, e como eu odeio muvuca, achei ótimo a outra opção. Na ida passamos na Lagoa Azul, que na real é só outra parte da mesma Lagoa de Jijoca d a qual a do Paraíso faz parte. Tem que pegar um barco que te cobra 5 reais o casal pra levar e trazer. Apesar de bonito, odiei, um restaurante apertado e lotadíssimo. Acabamos indo pra um outro restaurante, por sugestão do Jânio, que é o Sítio Verde, já na Lagoa do Paraíso, que também era ótimo, com pouca gente, um lugar bonito, com muitos caramanchões e redes dentro dágua, vale a pena. Com pratos na faixa dos 70 reais, achamos melhor ficar petiscando, pois o café da manhã realmente segurava bem. Na volta, pedimos pra passar no restaurante do Paulo, que foi o recomendado pelo Hélio, pra conhecer, e realmente é bem bacana e vazio, e com preços melhores que do Sítio Verde. Aqui, uma observação importante a respeito dessa dinâmica do turismo que observei em Jeri, mas que acontece em todo lugar. Os restaurantes pagam comissão pros bugueiros e oferecem um monte de regalias pra eles, por isso determinados lugares "bombam". Daí os preços são altíssimos, e o restaurante que não se dispuser a pagar essa comissão pro bugueiro, fica à mercê das indicações boca a boca ou de quem já conhece a região. Por isso eu recomendo a todo mundo pesquisar o local, conversar com nativos ou gente que mora no local há muito tempo, pra pegar essas dicas. Nem sempre o lugar mais cheio é o melhor, e no meu caso, que odeio aglomerações humanas, é fundamental pra curtir o passeio pesquisar e fugir desse esquema pronto. .

Continuando, na volta paramos na bela Lagoa do Coração e ainda combinamos por mais 10 por pessoa de ir até a Pedra Furada. São mais uns 25 min de caminhada até lá. A pedra lotadíssima, parecia peregrinação a Jerusalém, nem deu pra tirar umas fotos legais. Perdemos o pôr do sol pois fomos na Pedra, mas estava meio nublado também. Votamos pra pousada, tomamos banho e e jantamos no Jeri em Sampa, achei meio fraca a comida, pouca quantidade (13 reais o pf). Já fechamos com o Jânio e o casal pra irmos no dia seguinte pra Tatajuba, ele deixou por 110 cada casal.

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Pedra Furada

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Lagoa do Coracao

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Lagoa do Paraiso, do Sítio Verde

5o dia. Acordamos 8h e fizemos o check out da Cumelen. Outra coisa meio estranha é que já tinha umas 2 mulheres esperando na frente do nosso chalé, com bagagens, e mal saímos elas já foram deixando as coisas na varanda do chalé. Foi meio esquisito, afinal a diária vence as 12 h. Além disso tinha uns 2 caras com bagagens dormindo na varanda da sede (que é a casa dos proprietários), enquanto tomávamos café. Ficamos falando baixinho, de repente a pousada que era pra ser exclusiva tinha um monte de gente aguardando. Por tudo isso tive uma sensação meio esquisita com a Cumelen, como se estivéssemos lá de favor, ou tendo sido encaixados de última hora, meio pra quebrar o nosso galho, primeiro mudando de quarto, depois pessoas esperando às 8 da manhã pra entrar no quarto, sendo que pagamos adiantado e 3 semanas antes. No dia anterior eu avisei que iríamos sair de manhã, mas e se eu tivesse mudado de ideia e não fosse no passeio ? Aquelas pessoas iam ficar aguardando na pousada atá as 12 h, na frente do nosso quarto ? Achei muito chato tudo isso, me senti meio jogada de lado. O Jânio passou lá pra nos pegar as 9h, passamos na 2a pousada, a AkiJeri, pra deixar nossa bagagem, já no nosso quarto que estava disponível, e fomos pra Tatajuba. Passeio imperdível. Na ida, parada no santuário do Guariú pra ver os cavalos marinhos. Tudo muito bem supervisionado por uma bióloga que orienta os barqueiros, o pessoal lá é bem consciente ecologicamente, mais do que os nativos no geral. No caminho, parada na Duna do Funil, na Velha Tatajuba (cidade que foi soterrada pelo avanço das dunas e reconstruída, separada delas por um braço de mar), tudo muito lindo, dunas vermelhas, dunas em processo de cirstalização. Pedimos ao Jânio novamente pra nos levar em um lugar menos muvuca. Ele nos levou no Carnaubar, um lugar mega exclusivo, que quando chegamos não havia ninguém. Adoramos. Caramanchão dentro da lagoa (Lagoa da Torta), redes, e ainda um chalé em cima das árvores, onde pretendo me hospedar um dia. ::cool:::'> . Novamente petiscamos em vez de almoçar, e voltamos umas 16h pra Jeri.

Trocamos os jantar pela tapioca e sorvete na casa de pedra, compramos bugigangas nos bares, fomos pra pousada. A AkiJeri fica mais perto do centro, na rua da Dunas, com vista pra duna e pro mar, é bem ventilada, tem varanda, 6 quartos. Tem apenas 6 meses de funcionamento. O dono Achille é bem simpático, explica tudo. O quarto é amplo, com um banheiro legal, mas encontramos vários " erros" na pousada, que brincávamso ser o jogo dos 7 erros . 1- Somente 3 tomadas no quarto, ocupadas pelos 2 abajures laterais e frigobar. Pra ligar o ventilador tivemos que inutilizar um abajur e pra carregar eletrônicos, o outro ::bad:: . 2- Janelas de vidro com cortinas que não cobriam a janela toda, tive que colocar cangas nas janelas pra preservar nossa privacidade. 3- Uma varanda que se comunicava com outros quartos e que vinha bem em frente a janela principal do quarto, ou seja, qualquer um poderia ir lá, tínhamos que manter a janela fechada. Sorte que no dia seguinte ficamos sós na pousada, o que minimizou um pouco este fato. 4- Sem box nem cortina no chuveiro, molhava todo o banheiro e tapete. 5- um habitante que era um pássaro que vinha no banheiro à noite, e deixava penas e dejetos por todo o banheiro. 6- o armário no quarto estava sujo em cima. 7 - Iluminação fraca no quarto e banheiro. Ainda assim, achamos a relação custo benefício boa, mas com a pousada cheia minha opinião certamente seria outra, pois a questão da privacidade e silêncio era fundamental, e só aconteceu por estarmos sós a maior parte do tempo. .

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Cavalo Marinho

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mangues no caminho para Tatajuba

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dunas em processo de cristalizacao

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Vista da Lagoa em Tatajuba

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Chale na Lagoa da torta

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Varandas da Pousada Akijeri (nosso quarto em 1o plano e a varanda do quarto ao lado )

 

 

 

6o dia. Café da manhã bom, o dia meio nublado, ficamos por Jeri o dia todo. Foi o dia que mais tive canseira pra contatar o Edvaldo da Ferias Jeri e tentar reaver meu dinheiro. Almoçamos novamente no Estrela do Mar, cavala grelhada com molho de camarão 30 reais (pgto em $ ), suco de murici (uma delícia), compramos as passagens de volta na Fretcar, á tarde fomos passear na Malhada, com o tempo bem fechado. Na volta vimos um pouco a roda de capoeira, tomamos o tradicional sorvete delícia, compramos pães e frios no mercado e voltamos pra pousada. Combinei com um motorista amigo do Jânio de ir de caminhonete no dia seguinte pra lagoa do paraíso, por 20 por cabeça (ida e volta), uma boa alternativa ao passeio de buggy, que eu acho bacana fazer pelo menos uma vez. Mas pra quem quer economizar bem a ida de caminhonete é uma boa pedida.

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7o dia. Finalmente, após muitas ligações, consegui a devolução da grana da van com a FériasJeri. O tal motorista amigo do Jânio furou com a gente, mas ainda assim arrumamos uma D-20 que nos deixou no Paulo, aquele restaurante mais vazio na Lagoa do Paraíso. Ficamos lá até umas 3 da tarde, voltamos com outra caminhonete, pois esse esquema é diferente. As D-20 fazem o transfer Jeri -Jijoca de viajantes e habitantes, então você tem que se virar pra conseguir a ida e volta, mas sempre tem um jeito. O passeio na lagoa é maravilhoso, água morna, azul, areia branca, rede na água, tudo de bom. Bem mais legal que a ventania e ondas fortes da praia Malhada e a muvuca da praia principal de Jeri. Comemos camarão alho e óleo no Paulo, voltamos e vimos o pôr do sol, última ida na duna. Jantamos tapioca e sorvete na Casa de Pedra e fomos embora.

 

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Vista da Lagoa do Paraiso pelo restaurante do Paulo

 

8o dia. Jeri- Fortaleza. Saída às 8 de Jeri na Jardineira, troca pelo ônibus em Jijoca, às 13:30 estávamos na Beira-Mar em Fortaleza. Viagem sem paradas e com um lanchinho sem vergonha. Lá, pegamos um táxi ate o Vela e Mar hotel. Apesar de ser mais longe do centro, achei a melhor opção, pois tinha vista pro Mar, era num lugar bom e tinha boas referências nessa faixa de preço. . Logo fomos pro Centro de ônibus, no Mercado Central e depois no Dragão do Mar. Demos uma passeadinha por lá, no mercado lanchamos pastel e sapeaos pelos estandes. Voltamos de ônibus, tomamos banho e fomos jantar na Churrascaria Los Pampas, ao lado do Hotel, comida boa (os donos são gaúchos, tem picanha além da culinária local) e barata, recomendo muito. Volta pro hotel, pois o dia foi longo e cansativo, com a volta de Jeri.

9o dia. Acordamos às 9:30, tomamos o café muito bom, e fomos andando do porto do Mucuripe até o centro, passando por todas a atrações turísticas do centro e praia de Iracema: Estátua, Ponte dos Ingleses, casario histórico do Centro, Passeio Público, Catedral. Nos surpreendeu o Sobrado Dr. José Lourenço, que foi o 1o médico de Fortaleza. Um casarão lindo com visita guiada bem bacana, com exposições, fotos, um afresco incrível, piso original, etc. Recomendo. Depois fomos até a Praça do Ferreira, almoçamos num SelfService lá e fomos no Museu do Ceará, com um acervo próprio bem interessante, contando histórias de Fortaleza, do Cariri, dos índios, etc, e duas mostras paralelas. Adorei o museu, que também é num casarão histórico. De lá seguimos pro Teatro José de Alencar, do qual só pudemos ver o foyer externo, pois a visita guiada da sala principal e palco já havia encerrado. De lá seguimos à pé pro Dragão Do Mar, eu já não aguentava mais caminhar foram 10 km nesse dia. Íamos ver um concerto às 19:30 no Dragão que simplesmente não aconteceu. Na programação estava um local, às 19:30 não havia nada lá e ninguém sabia informar onde seria, se tinha sido cancelado, nada. Achei um absurdo, pois nos programamos pra isso. Lá no Dragão do Mar tem uma cafeteria bem legal, a Santa Clara Café, que vende cafés orgânicos e drinks excelentes, com preços ótimos, ótima pedida. De lá fomos na feira de artesanato na Praia do Meireles, que achei bem mais legal que o Mercado Central. Comprei minhas encomendas, lembranças e petiscos locais pra levar, tudo muito barato. Jantamos refeição com camarão ao lado da feirinha, preço ótimo também, e voltamos pro hotel.

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Jardineira da Fretcar

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Centro Cultural Dragao do Mar

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Sobrado Dr. Jos Lourenco

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Orla de Fortaleza, da Praia do Meireles

 

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Museu do Ceara

 

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Centrao em Fortaleza

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Teatro Jose de Alencar

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Dragao do Mar

10o dia. Acordamos as 9:20, tomamos café. Aqui cabe uma observação quanto ao horário do café, que era até as 10 h. Exatamente as 10 h o buffet começa a ser retirado, então se você acorda 9:50 fica sem café. Acho que o Hotel deveria neste caso, tirar o buffet pelo menos 10:15 ou divulgar o horário limite às 9:45. Fizemos o check out e deixamos as mochilas lá no hotel. Tempo nublado, pegamos um ônibus e fomos conhecer a praia do Futuro. Ficamos num quiosque beira mar lá, estava meio chovendo, depois abriu o sol, mas muita gente, muvuca geral, foi só pra dizer que conhecemos a tão famosa praia. Preços salgados no quiosque, bebemos cerveja e água de coco e umas 14 h voltamos pro Hotel. Almoçamos na Los Pampas, camarão de novo (eu amo!), incrivelmente barato : 20 o quilo do camarão alho e óleo. Pedimos 1/2 quilo mais salada verde mais baião de 2 (arroz e feijão juntos) e deu 13 reais para cada um. A refeição mais barata e farta que comi com camarão em toda a minha vida. Pegamos um táxi que queria cobrar preço fechado de 35 pro Aeroporto, chorei e ele deixou por 30.

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Quiosques na Praia do Futuro

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Meio quilo de camarao por 10 reais, refeicao baratissima no Los Pampas (Av. Beira Mar, 4440)

 

Observações finais e resumo geral.

1. Jeri já está bem famosa, não tem mais nada daquele lugar ermo dos anos 80. Apesar de crescer de uma forma consciente, por estar num parque nacional, não existe muita fiscalizacão por lá. Bugues sobem e dunas, pessoas burlam a lei pra construir pavimentos mais altos, bastante sujeira na praia, etc. É lindo, mas pra mim, só voltaria foríssima de temporada. Achei os passeios pras lagoas bem mais legais que Jeri em si e a enseada, que já está bem urbanizada, com hotéis beira mar, muita gente, muito windsurf, turista tosco que deixa lixo. Mas as lagoas estão em Jijoca e Tatajuba, outras localidades, então eu acho que Tatajuba por exemplo é uma área bem mais legal pra ir que Jeri, mas sem essa infraestrutura hoteleira e comercial.

2. Achei que no geral o Ceará ainda está meio atrasado em relação ao profissionalismo no turismo. Crescimento desordenado com pouca fiscalização e desorganização foram a tônica da viagem.Outra coisa é essa máfia de passeios que me incomoda. Se você não é muito esperto e articulado, tem que fazer os passeios que te empurram e come onde eles decidem. Todo mundo faz um esquema pasteurizado pra tirar o máximo de grana do turista com o mínimo de esforço por lado do prestador. Isso me irritou muito, desde o transporte até lá, até os passeios, o táxi da volta, os produtos unificados no Mercadão, os preços na praia do Futuro. Eu não fiz nenhum p asseio pelas praias de Canoa Quebrada, Cumbuco, etc, que todo mundo quer te empurrar em Fortaleza, pois eu queria conhecer a cidade, e já estava por aqui de muvuca. Fiz um passeio cultural incrível pelo centro, sendo que o Centro Cultural Dragão do Mar, que é a única opção cultural divulgada nos roteiros, também apresentou problemas de organização. Felizmente existem exceções como o bugueiro Jãnio, o Paulo do Restaurante, o Achille da Akijeri, que apesar dos problemas, tem boa vontade, apenas tem que aprender com os erros e melhorar estes detalhes na pousada dele, o pessoal do Sobrado Dr. Lourenço e do Museu do Ceará. Acho que este problema do turismo é generalizado, em todo lugar você encontra isso, só mesmo pesquisando muito e sendo uma pessoa que não aceita qualquer coisa dá pra fugir disso. Eu sou mochileira há 20 anos, já acampei, fiz esquemas precários por falta de grana. Hoje tenho uma situação financeira que me permite ter mais estrutura pra viajar, mas isso não significa que estou disposta a ser extorquida pela máfia turística, tampouco vou abrir mão de minha paz nos lugares lindos, incríveis e desertos, ou de programas culturais de qualidade. Pra mim, conhecer um local significa conhecer a geografia, a história, o povo e os costumes, da maneira como são, e não um pacote prensado pra satisfazer os interesses de um grupo de comerciantes. Pra mim este turismo é predatório e a maioria das pessoas se submete a isso. Acho que essa realidade pode ser modificada, mas somente se todo mundo reclamar, exigir respeito e escolhas, PESQUISAR, se informar, pra ter um turismo de qualidade por um preço justo.

Editado por Visitante
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  • 8 meses depois...
  • Membros

Boa tarde Ana

 

Vou pra Fortaleza e Jeri em janeiro. Já entrei em contato com a fretcar por e-mail. As passagens podem ser reservadas com 20 dias de antecedência. Como também só posso viajar em alta temporada prefiro garantir a passagem com antecedência.

Contato aeroporto: 85 3392 1917 85 9950 3338 85 3392 1919 [email protected]

Contato Jeri: (88) 9900-2109 [email protected]

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  • 1 mês depois...
  • Membros

Muito bacana o relato. Estou indo pra Jeri/Fortal em 06 de janeiro e fico até dia 14. Depois parto pra Recife/Porto Galinhas/Maragogi e fico até dia 20, partindo de volta por Maceió.

 

Em Jeri vou ficar na Casalice, por 125,00 a diaria... nos outros locais ainda estou fechando. Por enquanto, tenho só 1 diária em Porto de Galinhas por 190,00/casal.

 

Ja estive uma vez em Jeri/Fortal, e gostei muito. Simbora denovo!

 

Abraços!

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Legal, Tiago. Poxa, estaremos passando pelos mesmos lugares então, pois vou para Natal, João Pessoa, e desço até Maceio, de 27/12 a 12/1. Não deixe de ir: Pra Tamandaré e Praia dos Carneiros, no Recife, são lindas. Eu pessoalmente não curti tanto Porto de Galinhas. Indo pra Maragogi, pare antes na Ponta do Mangue é uma praia maravilhosa, o azul-verde mais incrível que vi por lá ! E também não deixe de ir em hipótese alguma, pras praias entre Porto de Pedras e Barra do Camaragibe, que você alcança através de Balsa que sai depois de Japaratinga (depois de Maragogi indo pra Maceió) - se informe lá. Visite a Praia do Patacho, Tatuamunha,e Praia do morro. Depois, curta Maceió ! Boa viagem!

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  • 3 semanas depois...

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