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Olá viajante!

Bora viajar?

Construindo uma Faca

Postado
  • Membros

Olá a todos!

 

Iniciei uma vontade que tinha há algum tempo, de fazer uma faca. Na verdade, como consegui duas barras de aço, de larguras diferentes, comecei logo dois projetos simultâneos. Serão as duas por desbaste*, contudo, qualquer hora (possível) quero muito forjar* alguma. Tentarei ser explicativo, entre imagem e texto - para não tornar o tópico cansativo - à medida que posto o desenvolvimento delas. Quem tiver dúvidas pergunte sem cerimônia, o que eu puder responder farei com prazer, e o que eu não souber, será ótimo pesquisar e melhorar o conhecimento sobre o assunto. ::cool:::'> ::cool:::'> :wink:

 

Quem sabe, aparecem outros daqui do fórum que se aventuram na criação de suas próprias lâminas, ::otemo::::otemo::::otemo:: e outros que resolvam iniciar nesta descoberta juntos. ::otemo::::otemo::::otemo::

 

*Para quem não está familiarizado com os processos, por desbaste, a faca é feita removendo o aço já em barra, cortando e lixando os excessos. No processo da forja, se modela o aço numa temperatura elevada, martelando-o, até se alcançar o formato desejado. Claro que não existe nenhum preconceito em se misturar os dois processos, o importante é o resultado pretendido para a lâmina. O que pode variar bastante.

 

Estas mesmas postagens estão duplicadas no tópico 'Facas... Qual comprar?' aqui do fórum, pois lá, temos uma conversa mais ampla (sobre aços, perfis de facas, materiais para cabos, usos, compras, etc.), onde todos estão convidados a participar se quiserem. ::cool:::'> ::cool:::'> :wink::wink::wink:

 

Grande abraço!

( E )

 

 

...

 

 

Em três lugares diferentes, consegui três tipos de feixes de molas: uma de fusca e um pedaço de uma de caminhonete que me foram dadas e uma de kombi, a que queria em primeiro lugar, pela largura, paguei 10 reais. Achei que valia a pena pela experiência. :wink::wink:

 

A mola de fusca (à esquerda) tem 955mm de comprimento por 21mm de largura e 3mm de espessura; a mola de kombi (à direita), tem 975mm de comprimento, 31mm de largura e 3mm de espessura. Posso dizer que são 5160, mas sem certeza absoluta. É uma velha discussão, alguns fabricantes usarem outros aços, mas até onde sei, muitos são feitos com o 5160 mesmo.

 

20120123200635.jpg

 

O pedaço de mola de caminhonete tem 340mm de comprimento, 60mm de largura e 6mm de espessura. Uma jumenta! ::ahhhh::::ahhhh::::lol3:: Esta vai ser para um outro momento, a peça é bem maior e levemente encurvada, o que necessitará de umas boas marteladas e decidir entre o desbaste de 6mm de espessura e forjá-la. ::otemo:::wink:

 

Vista inferior:

20120123192542.jpg

Vista lateral (ou quase :P ):

20120123192705.jpg

 

Primeiro passo: recozer as molas de fusca e de kombi. Resolvi trabalhar em duas facas ao mesmo tempo. Até porque será bom eu já reduzir os feixes, são grandes para levá-los comigo se for necessário. Este processo foi um improviso total, mas já estou com novas soluções para as futuras etapas. Para quem não conhece o processo de recozimento, serve para deixar o aço mais mole para poder desbastá-lo com mais facilidade: se aquece o aço até a temperatura crítica (não magnética) e o deixe resfriar o mais lentamente possível.

 

Com o aço 'mole', cortei o máximo do tamanho que consegui aproveitar do recozimento e redimensionei os desenhos escolhidos, entre vários esboços, montei novos bonecos ('mock-up'), para ver se os tamanhos estavam bons, tanto da lâmina como da empunhadura, copiei numa folha sulfite, recortei e colei nas barras. As envolvi com fita adesiva transparente para servir de guia no desbaste.

 

Bonecos escolhidos (penso num cabo de madeira para a segunda :wink: ):

20120123194327.jpg

Desenhos coladas no aço já cortado:

20120123194353.jpg

Com alguns desenhos e bonecos:

20120123194456.jpg

As ecolhidas com alguns dos esboços de fundo:

20120123194529.jpg

 

As ferramentas que estou usando são bem simples mesmo. Seria bem útil uma morsa, mas até a mudança, não posso pensar neste tipo de peso.

 

Uma serra de arco, uma lima retangular, uma lima triangular e uma lima redonda. E muitos cortes nos dedos! ::lol4::::lol4::

20120123194630.jpg

 

Serrar e limar, basicamente é isso até se chegar ao formato. Passei uma parte bem mais chatinha do cabo de uma das facas, agora falta pouco para terminar o perfil dela. Com calma, depois dou um melhor acabamento, por agora, a intenção é alcançar a forma.

 

20120123195325.jpg

20120123195617.jpg

 

É isto aí até o momento! Para falar a verdade, a mão está um pouco cansada, mas minha cabeça quer muito terminá-la logo. :lol::lol::lol: Assim que fizer mais alguma parte postarei aqui; hoje, amanhã,..., sem pressa; só ansiedade! ::lol4::

 

Abraço!

Editado por Visitante

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  • Membros

Comparando com umas lâminas de serra de madeira daqui de casa, que foram temperadas com sucesso e, se não cuidar, quebram os dentes com facilidade durante a angulação na afiação, da pra imaginar o grau de dureza que a parte trincada ficou. Tem como achar a densidade de cada uma das fases desse aço para saber o quanto uma dilata em relação a outra nesse processo produzindo a curvatura. Se não tiver é o caso de medir a densidade de um caco limpo de cada uma.

 

PS: Em tempo, segunda-feira eu perguntei ao engenheiro do setor reponsável pelas obras sobre lã de rocha e fornos como o do Rafael e ele disse que as temperaturas de 1000 a 1200 C só ocorrem, se é que ocorrem, na cavidade do forno e que no lado de fora a temperatura cai rapidamente conforme a distância da cavidade, assim, o material de isolamento de tijolos ou tubos refratários nunca chegará a temperaturas muito elevadas. Na dúvida, disse ele, basta olhar a cor do lado de fora dos fornos sem isolante para estimar a temperatura da face em contato com o ar.

Postado
  • Membros

trauco, admito que não sei como descobrir a densidade das diferentes fases do aço, sou meio leigo nessa parte...

 

O que fiz depois foi dobrar o que sobrou da faca só para observar a reação, que ja era esperada, a parte do fio quebrou e o lombo dobrou, na frustração e empolgação esqueci que poderia ter feito um revenimento para descobrir como uma das minha laminas finalizadas iriam reagir nesta situação extrema, o famoso teste da dobra em 90º... Vou tentar fazer com um pedacinho que sobrou aqui!

 

Abraço

Postado
  • Membros
trauco, admito que não sei como descobrir a densidade das diferentes fases do aço, sou meio leigo nessa parte...

Rafael, eu entendi que a lâmina empenou pra cima (em direção à ``espinha´´ ) quando esfriava, então não deve ter sido por diferença na dilataçao da fase dura(fio) em relação à fase mole (lado de cima). Então pensei que o lado do fio podia ser menos denso que o lado de ``cima´´ e ao resfriar terminou aumentando de tamanho. Se soubéssemos as densidades dava para conferir se foi isso, senão daria pra medir usando uns pedaços de cada lado.

 

O que fiz depois foi dobrar o que sobrou da faca só para observar a reação, que ja era esperada, a parte do fio quebrou e o lombo dobrou, na frustração e empolgação esqueci que poderia ter feito um revenimento para descobrir como uma das minha laminas finalizadas iriam reagir nesta situação extrema, o famoso teste da dobra em 90º... Vou tentar fazer com um pedacinho que sobrou aqui!

 

Abraço

Como ta o grão na fratura ?

Postado
  • Membros

É, parece ótimo, mesmo nessa ampliação.

Desculpe as tentativas de tentar aprender com o acidente, o (E) tem mais talento que eu para fazer isso em fórum de internet sem parecer um zé-mané fazendo perguntas sem sentido ou um ignorante fazendo comentários que parecem não ter nada a ver.

Existe uma figura que pode ajudar nesses tratamentos térmicos servindo como ponto de partida para outras experiencias com o que sobrou da lâmina, é um diagrama de fases ferro carbono sobre o qual desenharam as regiões de temperatura limite de forja, normalização, têmpera em água, etc.

 

Estou anexando abaixo e espero que o (E) a torne legível com a didatica internética dele:

 

20120531081022.png

 

a temperatura em © esta no ``eixo Y´´ do lado direito, você estimou a temperatura do seu forno em novecentos e tantos graus e o aço como 1070, é só dar uma passeada nessa região do diagrama para ver o que pode ter acontecido.

 

PS: Editando (sem mudar de idéia ou voltar atrás ;) ), para ler a figura é preciso clicar nela e daí usar a ampliação em tamanho real. Se não der, o PDF do diagrama fica em

 

http://www.davistownmuseum.org/PDFs/Pub42_Glossary_Appendix1_Iron%20Carbon%20Diagrams.pdf

 

na página 3. Bons tratamentos térmicos a todos os cuteleiros do forun :P

Postado
  • Membros

Wow! vou ler isso com calma!

 

Embora minha forja chegue perto dos mil graus eu tempero ela na temperatura não magnetica, por volta dos 850º, faço assim, aqueço bem e vou testando ela no imã e quando começar a "pegar" eu guardo a cor anterior qunado "não pegava" elevo a temperatura até aquela cor e tempero, é uma cor vermelho cereja...

 

Mas obrigado pela informação concreto, melhor que esses meus dados empíricos! hehe

 

Abraços!

Postado
  • Membros

Trago noticias do fronte de batalha!

Consegui finalmente as benditas molas de kombi, aproveitei e já comprei 2!

O preço não foi dos melhores, tive de pechinchar, o indio queria me "enfiar a faca" achando que eu não entendia nada e queria me cobrar 30 reais cada mola!

E simplesmente ri da cara dele e falei, " pra te ajudar dou 30 nas duas", e assim foi!

 

A maneira como achei foi engraçada, fiz um cursinho preparatório para o concurso da Caixa Federal, e descobri sem querer que o professor de matemática fazia facas e espadas(uma historia louca), essa semana ele me indicou um lugar para conseguir molas de kombi, chegando lá eles não tinham as molas, quase desistindo decidi dar mais uma procura, já que eu estava na saída de Pelotas, parei em um ferro velho beeeem vagabundo, e lá no fundo vi uma kombi, "bingo" achei...

Foi dificil!! hahahaha

 

 

Agora tenho material suficiente para umas 6 ou mais belas faquinhas, vendendo uma delas já pago todos os custos e ainda ganho uns trocados, e com o que tem de gente me incomodando, vender 1 faca não vai ser difícil! Mas não quero tornar isso um abito, é apenas para suprir meu hobby!

 

Abraços!

Postado
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Óia, não estava recebendo as notificações de resposta deste tópico. :(~

 

...

 

Trauco, valeu pelo link, este PDF será muito útil. ::otemo::::otemo::::otemo:: Obrigado pelo elogio, amigo, mas não me vejo com esta qualidade que colocou. Tento escrever o mais claro e honesto possível, pois não tenho muita experiência com fóruns. Fico satisfeito quando sou entendido. ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

...

 

O que o Rafael passou é comum, mas não encontro soluções claras para este problema. Entendo que uma combinação entre a composição do aço, a espessura da peça tratada e a agitação na hora da têmpera é responsável pelo sucesso esperado no TT. Claro que tudo isto, relacionado ao meio de resfriamento escolhido para cada tipo de aço.

 

Aços com pouco carbono (entre os temperáveis) necessitam de um resfriamento (super)rápido, como obtido com a água ou a salmoura. Alguns outros aços, que não são considerados sensíveis, permitem também o uso de meios mais lentos como o óleo. Tem os demais que exigem meios e maneiras específicas.

 

A tabela abaixo mostra a velocidade de resfriamento de três meios: óleo, água e salmoura:

20120602200822.gif

 

Vejam que a agitação do material altera bastante a temperatura do resfriamento.

 

Li em outro lugar, que se alcança maiores durezas com resfriamento mais rápido, quando permitido, mas aumentando também o risco de fratura pelas tensões no aço - este também, um fator importante para nossa análise, pois as facas passam por um grande estresse em sua produção.

 

Por favor, me ajudem se eu estiver confundindo as coisas.

 

...

 

No caso do Rafael, por reutilizar um aço sem saber ao certo sua composição, complica ainda mais o entendimento do motivo do acidente. Neste caso, eu decidiria por um meio mais lento de resfriamento com óleo, primeiramente. Partindo para a água em seguida, se não obtivesse um resultado satisfatório ou por simples curiosidade de comportamento entre os diversos meios. E quem sabe, a salmoura, por fim.

 

Logo que possível, farei tratamentos em vários meios com peças similares cortadas do mesmo material. (apenas pela experiência, sem nenhuma pretensão científica nos resultados).

 

Abraços!

Editado por Visitante

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Ah!, esqueci de uma coisa, Rafael, nos textos e gráficos em inglês, 'tempering' significa revenimento. De qualquer forma, é bom avisar, né? ;):);)

 

Bom saber que conseguiu as molas. ::otemo::::otemo::::otemo:: Sairão muitas facas, logo, logo, então.

 

Abração!

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