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Comparando com umas lâminas de serra de madeira daqui de casa, que foram temperadas com sucesso e, se não cuidar, quebram os dentes com facilidade durante a angulação na afiação, da pra imaginar o grau de dureza que a parte trincada ficou. Tem como achar a densidade de cada uma das fases desse aço para saber o quanto uma dilata em relação a outra nesse processo produzindo a curvatura. Se não tiver é o caso de medir a densidade de um caco limpo de cada uma.

 

PS: Em tempo, segunda-feira eu perguntei ao engenheiro do setor reponsável pelas obras sobre lã de rocha e fornos como o do Rafael e ele disse que as temperaturas de 1000 a 1200 C só ocorrem, se é que ocorrem, na cavidade do forno e que no lado de fora a temperatura cai rapidamente conforme a distância da cavidade, assim, o material de isolamento de tijolos ou tubos refratários nunca chegará a temperaturas muito elevadas. Na dúvida, disse ele, basta olhar a cor do lado de fora dos fornos sem isolante para estimar a temperatura da face em contato com o ar.

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trauco, admito que não sei como descobrir a densidade das diferentes fases do aço, sou meio leigo nessa parte...

 

O que fiz depois foi dobrar o que sobrou da faca só para observar a reação, que ja era esperada, a parte do fio quebrou e o lombo dobrou, na frustração e empolgação esqueci que poderia ter feito um revenimento para descobrir como uma das minha laminas finalizadas iriam reagir nesta situação extrema, o famoso teste da dobra em 90º... Vou tentar fazer com um pedacinho que sobrou aqui!

 

Abraço

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trauco, admito que não sei como descobrir a densidade das diferentes fases do aço, sou meio leigo nessa parte...

Rafael, eu entendi que a lâmina empenou pra cima (em direção à ``espinha´´ ) quando esfriava, então não deve ter sido por diferença na dilataçao da fase dura(fio) em relação à fase mole (lado de cima). Então pensei que o lado do fio podia ser menos denso que o lado de ``cima´´ e ao resfriar terminou aumentando de tamanho. Se soubéssemos as densidades dava para conferir se foi isso, senão daria pra medir usando uns pedaços de cada lado.

 

O que fiz depois foi dobrar o que sobrou da faca só para observar a reação, que ja era esperada, a parte do fio quebrou e o lombo dobrou, na frustração e empolgação esqueci que poderia ter feito um revenimento para descobrir como uma das minha laminas finalizadas iriam reagir nesta situação extrema, o famoso teste da dobra em 90º... Vou tentar fazer com um pedacinho que sobrou aqui!

 

Abraço

Como ta o grão na fratura ?

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É, parece ótimo, mesmo nessa ampliação.

Desculpe as tentativas de tentar aprender com o acidente, o (E) tem mais talento que eu para fazer isso em fórum de internet sem parecer um zé-mané fazendo perguntas sem sentido ou um ignorante fazendo comentários que parecem não ter nada a ver.

Existe uma figura que pode ajudar nesses tratamentos térmicos servindo como ponto de partida para outras experiencias com o que sobrou da lâmina, é um diagrama de fases ferro carbono sobre o qual desenharam as regiões de temperatura limite de forja, normalização, têmpera em água, etc.

 

Estou anexando abaixo e espero que o (E) a torne legível com a didatica internética dele:

 

20120531081022.png

 

a temperatura em © esta no ``eixo Y´´ do lado direito, você estimou a temperatura do seu forno em novecentos e tantos graus e o aço como 1070, é só dar uma passeada nessa região do diagrama para ver o que pode ter acontecido.

 

PS: Editando (sem mudar de idéia ou voltar atrás ;) ), para ler a figura é preciso clicar nela e daí usar a ampliação em tamanho real. Se não der, o PDF do diagrama fica em

 

http://www.davistownmuseum.org/PDFs/Pub42_Glossary_Appendix1_Iron%20Carbon%20Diagrams.pdf

 

na página 3. Bons tratamentos térmicos a todos os cuteleiros do forun :P

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Wow! vou ler isso com calma!

 

Embora minha forja chegue perto dos mil graus eu tempero ela na temperatura não magnetica, por volta dos 850º, faço assim, aqueço bem e vou testando ela no imã e quando começar a "pegar" eu guardo a cor anterior qunado "não pegava" elevo a temperatura até aquela cor e tempero, é uma cor vermelho cereja...

 

Mas obrigado pela informação concreto, melhor que esses meus dados empíricos! hehe

 

Abraços!

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Trago noticias do fronte de batalha!

Consegui finalmente as benditas molas de kombi, aproveitei e já comprei 2!

O preço não foi dos melhores, tive de pechinchar, o indio queria me "enfiar a faca" achando que eu não entendia nada e queria me cobrar 30 reais cada mola!

E simplesmente ri da cara dele e falei, " pra te ajudar dou 30 nas duas", e assim foi!

 

A maneira como achei foi engraçada, fiz um cursinho preparatório para o concurso da Caixa Federal, e descobri sem querer que o professor de matemática fazia facas e espadas(uma historia louca), essa semana ele me indicou um lugar para conseguir molas de kombi, chegando lá eles não tinham as molas, quase desistindo decidi dar mais uma procura, já que eu estava na saída de Pelotas, parei em um ferro velho beeeem vagabundo, e lá no fundo vi uma kombi, "bingo" achei...

Foi dificil!! hahahaha

 

 

Agora tenho material suficiente para umas 6 ou mais belas faquinhas, vendendo uma delas já pago todos os custos e ainda ganho uns trocados, e com o que tem de gente me incomodando, vender 1 faca não vai ser difícil! Mas não quero tornar isso um abito, é apenas para suprir meu hobby!

 

Abraços!

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Óia, não estava recebendo as notificações de resposta deste tópico. :(~

 

...

 

Trauco, valeu pelo link, este PDF será muito útil. ::otemo::::otemo::::otemo:: Obrigado pelo elogio, amigo, mas não me vejo com esta qualidade que colocou. Tento escrever o mais claro e honesto possível, pois não tenho muita experiência com fóruns. Fico satisfeito quando sou entendido. ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

 

...

 

O que o Rafael passou é comum, mas não encontro soluções claras para este problema. Entendo que uma combinação entre a composição do aço, a espessura da peça tratada e a agitação na hora da têmpera é responsável pelo sucesso esperado no TT. Claro que tudo isto, relacionado ao meio de resfriamento escolhido para cada tipo de aço.

 

Aços com pouco carbono (entre os temperáveis) necessitam de um resfriamento (super)rápido, como obtido com a água ou a salmoura. Alguns outros aços, que não são considerados sensíveis, permitem também o uso de meios mais lentos como o óleo. Tem os demais que exigem meios e maneiras específicas.

 

A tabela abaixo mostra a velocidade de resfriamento de três meios: óleo, água e salmoura:

20120602200822.gif

 

Vejam que a agitação do material altera bastante a temperatura do resfriamento.

 

Li em outro lugar, que se alcança maiores durezas com resfriamento mais rápido, quando permitido, mas aumentando também o risco de fratura pelas tensões no aço - este também, um fator importante para nossa análise, pois as facas passam por um grande estresse em sua produção.

 

Por favor, me ajudem se eu estiver confundindo as coisas.

 

...

 

No caso do Rafael, por reutilizar um aço sem saber ao certo sua composição, complica ainda mais o entendimento do motivo do acidente. Neste caso, eu decidiria por um meio mais lento de resfriamento com óleo, primeiramente. Partindo para a água em seguida, se não obtivesse um resultado satisfatório ou por simples curiosidade de comportamento entre os diversos meios. E quem sabe, a salmoura, por fim.

 

Logo que possível, farei tratamentos em vários meios com peças similares cortadas do mesmo material. (apenas pela experiência, sem nenhuma pretensão científica nos resultados).

 

Abraços!

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