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60 dias por Paraguay, Bolívia, Chile e Peru - jan/mar-2008


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Olá pessoal!

 

Estou transcrevendo aqui o relato que fiz no meu blog de viagem da supertrip de 60 dias por Paraguay, Bolívia, Chile e Peru. Criei os textos "on line" durante a viagem. O estilo esta bem divertido. Aos poucos vou colocando as fotos, algumas hilárias. Confira!

 

Enquanto isso, da uma olhadinha no video da viagem:

 

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Baks de Mochila

 

Olá pessoal!

 

Sejam bem-vindos!

 

A partir da próxima sexta vou fazer uma viagem de 60 dias passando por Brasil, Argentina, Paraguay, Bolívia, Chile e Peru. Espero que você venha junto acompanhando neste blog as aventuras e peripécias de Rodrigo Baks na Trilha dos Incas. Vou postar fotos, informações, falar um pouco da cultura e história dos lugares que vou passar, especialmente da civilização incaica, de uma forma bem divertida, eu acho.

 

Sobre os incas o blog vai se desenrolar em duas partes. A primeira chamada As Invasões Bárbaras, vai abordar o período pré-colombiano e falar sobre a cultura, sociedade e de como os incas se tornaram a maior civilização da América do Sul. A segunda parte, O Declínio do Império Sul-Americano, começa com as chegada os espanhóis e vai contar como 120 europeus (e um pouquinho de germes) derrotaram um império de milhares de pessoas.

 

Era isso. Dá uma olhadinha no roteiro aí embaixo. Vou atualizar diariamente sempre que possível. Dê uma acessadinha todo dia. E divulgue!

 

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1. Porto Alegre

2. Foz do Iguaçu

3. Assunção

4. Filadélfia

5. Pedro Juan Caballero

6. Campo Grande

7. Corumbá

8. Santa Cruz de La Sierra

9. Cochabamba

10. Oruro

11. La Paz

12. Copacabana

13. Sucre

14. Potosí

15. Uyuni

16. San Pedro de Atacama

17. Arica

18. Tacna

19. Arequipa

20. Puno

21. Cuzco

22. Machu-Pichu

23. Nazca

24. Pisco

25. Lima

 

Começa sexta. Neste mesmo canal

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Foz

 

Começou.

 

Saí do trabalho às 18h e dei uma passada no Subway do Praia de Belas pra forrar o estômago antes da viagem. O ônibus saiu as 19h30min de POA. Fiquei pensando, putz, quem será que vai do meu lado, porque, pô, numa viagem de 14h aguentar certas pessoas não é facil. Legal que na poltrona 35 tava uma menina magrinha. Beleza. Bom, papo vem, cousa e tal, ela me disse: "Acho essas viagens longas bem cansativas". Eu pensei, isso não é tão ruim. O pior é ter que aguentar o aumento considerável da concentração de certos gases que com certeza não é oxigênio. Mas tudo bem. Lá pelas 22h paramos em Fontoura Xavier para jantar, num daqueles mega-restaurantes de beira de estrada. Por apenas R$ 4,00 você pode comer a pior torrada de sua vida. Continuamos viagem rumo à Foz. Li um pouco e lá pela 1h da manhã fui dormir. Não conseguia. Estava começando a sentir os efeitos estomacais daquela torrada. A guerra começou. Tentei refrear o ânimo da tropa, mas não deu. Capitulei. Tinha que achar uma solução e achei. Ela estava no fundo do corredor do ônibus. Mas tinha uma missão. Pular a poltrona da menina sem acordá-la. Bom, utilizando os poucos conhecimentos que adquiri de engenharia nos dez anos em que cursei, consegui passar para o corredor. Problema resolvido. Na volta, nova acrobacia e ah, agora aliviado, adormeci. Isso era umas 4h já.

 

Lá pelas 6h acordei. Culpa do Elói. A mãe dele falava "Para quieto Elói" eu do outro lado pensava "Pára quieto Elói". Mas o Elói não parou. Também não dormi mais. Chegamos em Foz às 10h. Adeus, Elói. Uma chuva fina caia.

 

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Segundo eu li no folheto, as Cataratas do Iguaçu foram descobertas em 1543 por um espanhol chamado Cabeza de Vaca.(!). Iguaçu quer dizer " a pedra que canta" em guarani.

 

Fui direto ver o quiosque do albergue que tem na Rodoviária. Ali no guichê encontrei um casal de gaúchos que tava fazendo uma trip parecida e um monte de gringo. Falei com o carinha do guichê ele me indicou o Paudimar Hostel do Centro. Diária a R$ 18,00 pra quem tem carteira de alberguista. Beleza. Cheguei no albergue e conheci meus companheiros de quarto que tavam chegando na mesma hora. Dois belgas. Um deles já ta desde agosto no Brasil e fala um português muito bom, além de inglês e o idioma mais comum deles, o holandês. O outro havia chegado essa semana e falava o inglês, o holandês e o outro idioma deles, o francês. Então quando eles falavam entre eles, falavam o holandês. Eu falava com um em português e com o outro em francês. O engraçado é que sempre um dos três ficava alheio na conversa!

 

Bom, fomos almoçar e os caras foram dormir. Combinamos de ir amanhã à Argentina. Eu fui dar uma volta. Fiquei na parada de ônibus e peguei o Grande Circular, cujo objetivo foi, obviamente dar uma grande circulada. Depois de quase duas horas rodando por Foz o ônibus chegou a Usina de Itaipu. Fui fazer o passeio. Não é lá grandes cousas. Dura uma hora e meia. Começa com um vídeo sobre Itaipu. Coisa de primeiro mundo. Me surpreendi. Deve ter custado alguns milhões de dólares esse filme. Depois, uma visita panorâmica no complexo. Havia centenas de pessoas.

 

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Na saída já era umas 16h30min. Corri para chegar no centro e ir nas Cataratas do Iguaçu, que fica do outro lado da cidade. Peguei o busão e depois de algum tempo virei pra trás pra perguntar se estava perto e ouvi um "Sorry". Caracas! O que tem de gringo aqui é doidera. Gringo e verde. A cidade tem muita, mas muita área verde.

 

Então, perguntei num inglês tosco ela respondeu alguma coisa que eu não entendi. Perguntei então para o cobrador. Voltei e disse pra ela "is in the end". Ela falou "Is in the end, so". Esse "so" me deixou intrigado. Daí vi que ela tinha me dado as coordenadas certas. Como já era tarde, já não tinha ninguém indo pra lá. Só eu e um tiozinho no busão. Quando o tiozinho desceu, fui atrás. Era um prédio grande. Pensei que era a entrada do parque. Putz, desci no aeroporto!!! Uma parada antes. Dae até pegar outro ônibus não ia dar mais tempo. E pior que vou amanhã passar o dia todo nas Cataratas do lado argentino. Fui à Foz e não vi as cataratas! Ah, grande cousa, passei um mês no Rio e não subi no Cristo!

 

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Voltei para o albergue e dei uma passada no McDonalds pra jantar. E não é que vi quatro muçulmanas saindo do McDonalds? Que sacrilégio! Alá não devia estar olhando. Pô, se fosse no Habib's ainda vá. Mas no Mc Donalds! Pra onde esse mundo vai.

 

Agora vou dormir um pouco. Falei pro carinha lá, "a la fête, ce soir?". Então tá. Vamo arrumar o que fazer.

 

Quando ao tempo. Parou de chover. Mas não abriu sol. Li que o El Nino, aquele fenômeno do aquecimento das águas do Oceano Pacífico que causa chuvas torrenciais no Peru, Bolívia e sul do Brasil acontece num ciclo de mais ou menos sete anos. O último foi em 2001. Era só o que me faltava.

 

Então, tá. Até amanhã!

 

Voltaremos! (ok, ok, roubei no Anonymos Gourmet)

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Iguaçu com Z

 

Hola que tal!

 

Bem pessoal, recapitulando desde ontem após escrever este blog, disse que para vocês que ia dormir. Mudei de idéia. Pensei, putz, sábado para domingo é O dia, não é? Nada de descanso. Vou descansar durante a semana. Lá pelas 23h convidei os amigos belgas pra sair, mas eles preferiram dormir. Engraçado esses mochileiros. Aqui no albergue o pessoal fica vendo TV de noite. Bah, me voy solo entonces. Perguntei o que tinha de night por aqui pro pessoal do staff do hostel e eles me indicaram o Capitão Bar. Me toquei pra lá. Cheguei no bar - que é bem interessante, tipo os da Goethe - e não tinha mesa livre. Fique um tempo parado, observando e vi uma mesa onde estavam a Dani e a Ângela. Bom, quem hesita não tem êxito. Fui lá e conheci as gurias, supercamaradas. Me passaram informações valiosissímas sobre a noite na fronteira. De tanto falarmos, elas me levaram para conferir in loco. Fomos para Puerto Iguazu, Argentina.

 

Puerto Iguazu tem muito menos habitanres que Foz, mas a noite mata a pau, além de ser mais barata. Tem vários barzinhos legais e umas boates pequenas. Optamos pelo Jack Brown, bem no meio do fervo. O resultado é que acabei chegando às 4h30min no hostel. Se você vai sair à noite em Foz, nem pense. Atravesse a ponte e vá para a Argentina.

 

4h de sono depois, lá pelas 8h30min de hoje, acordei, tomei café e voltei para Puerto Iguazu, desta vez para conferir o dia. Eu, o Koen e o Sam (os belgas) e o Luís, paulista fomos ver as cataratas no lado argentino. Mas antes demos uma passadinha no Marco das 3 Fronteiras, também no lado dos hermanos.

 

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Com acabei não indo no Parque do lado brasileiro não tenho como fazer comparação, mas pelo que vi nos mapas e folhetos turísticos, o lado argentino é mais interessante. Chegamos às 10h45min no Parque. Até comprar entrada - R$ 13,00 -, ver os passeios, etc, acabamos por perder o trem das onze. Diferentemente de Jaçanã, aqui tem outro às 11h30mim. Minha mãe pode dormir sossegada.

 

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O trenzinho interno - que é gratuito - nos leva até um ponto no meio do parque, onde fazemos baldeação até o primeriiro ponto de observação das cataratas: a Garganta do Diabo. Você caminha 1200 m em plataformas até o salto. É muita da água. Lembrei daquele desenho do Pica-Pau em que ele queria descer as cataratas do Niágara num barril. Tinha um guardinha que tentava impedi-lo e sempre acabava descendo no lugar dele.

 

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Saímos da Garganta do Diabo - até ele não consegue me engulir!. Fizemos o Circuito Superior, caminhando sobre plataformas que levam a diversos pontos de observação das quedas, pela parte superior, lógico. Mas não completamos. Cansados, optamos por voltar ao Centro do Parque para almoçar, isso já pelas 14h30min em um dos restaurantes de lá, o Fortin. Churrasco argentino és fueda. Pedi Coca (500 ml!). O gosto é idêntico ao nosso. Mais tarde, bebi uma Pepsi. Aí sim, tem diferença. Consegue ser pior que a brasileira.

 

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Energias repostas, fomos para o Circuito Inferior. É um pouco mais "puxado". No trajeto dá pra ver os coatis que nem se incomodam com as pessoas, além de vários tipos de pássaros e lagartos. A vista das cataratas é impressionante. Ainda tem mais uma trilha, que se faz atravessando a o rio de bote - gratuito - e chegando a Ilha San Martin. Infelizmente quando chegamos o último bote para a ilha já havia partido. Aqui vai uma dica para quem vai ver as cataratas no lado argentino: faça em dois dias (inclusive eles dão desconto de 50% no ingresso do próximo dia). Assim, você não fica cansado e pode percorrer calmamente todos os circuitos e, ao final do dia, você pode fazer um dos passeios de bote pelo Rio Iguaçu. Ou venha bem cedo. Para percorrer todas as trilhas são necessárias no mínimo 6h. Daí você conta o tempo de almoço, traslado de trenzinho e já era. Alguma cousa fica de fora. Outra coisa: não visite nos sábados ou domingos. A quantidade de gente é enorme.

 

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Optamos então por fazer o passeio de 20min bote pelo rio - R$ 30,00. Existe outro, mais longo, por R$ 70,00. Descemos uma longa escadaria até o leito do rio. O bote nos leva até embaixo das cataratas. Dá quase para encostar a mão nas paredes de pedra. Você fica completamente encharcado. A quantidade de água que cai é tão grande e tão forte que em certos momentos, não tem como você ficar de olhos abertos.

 

Voltamos. O brabo agora é encarar a subida de volta. Findo o passeio, voltamos para Foz. Hoje à noite é dia de descanso. Comemos uma pizza no Capitão Bar (finalmente os belgas saíram) e voltamos para o hostel. Amanhã entro no Paraguay. Fui.

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Assunción

 

Alô você! (by Fernando "Africa do Sul é logo ali" Vanucci)

 

Ontem desisti. Cansado demais. Apaguei. De manha. hauhuahauha, teclado espanhol! Nao achei o tio. Tem isso aqui no lugar: ¿¿¿¿¿¿¿. Vamo assim mesmo. De manha, acordei as 11h, despedi do pessoal parceria e fui pra Puerto Igauazu, no duty-free, antes do posto de controle da fronteira. Lá, me disseram, é melhor pra comprar cousas como óculos, perfume, etc, porque nao é falso, com certeza. Paraguay é a meca dos baratilhos falsos e dos eletrônicos. Voltei pro albergue, peguei minhas cousas e fui pra Ciudad del Este.

 

Gostei do albergue, tinha eu mais uns 4 brasileiros só. No ùltimo dia tinha no quarto (para seis), dois israelenses, um neozeolandes, um americano e os dois belgas, além di eu. Só que esses europeus sao esquisitos demais. Em pleno domingo de noite tava todo mundo vendo TV, ao invés de dar uma volta pela cidade. Pô, ficar no carpe diem nao da. Carpe noctem é essencial.

 

Cheguei em Ciudad del Est direto pra rodoviária. Uma hora a menos em relaçao ao Brasil. O busao pra Assuncion partia as 16h. Tinha duas horas pra dar uma sacolada. Fui direto pra Monalisa, por indicaçao do Dè. Baita loja, chique demais.... por dentro. Por fora quase nao da pra ver o letreiro, as calçadas sao tomadas por vendedores ambulantes. Eles ficam na frente das lojas e fazem uma "cabaninha" na calçada. Comprei uma super Sony HD-SR62 com 30 Gb de hard-drive por um quarto do preco no Brasil. Antes, era so um cara com uma idéia na mao. Agora sou um cara com uma ideia na mao e uma câmera na cabeça!

 

Voltei pra Rodo e fui pra Assuncion. Ônibus muy bueno. Melhor que no Brasil. Pra se ter uma idéia a umas duas semanas atrás fui a Santa Maria, quarenta e poucos pilas de passagem, 4h30 de viagem e ônibus comum. Ciudad del Este-Assuncion da 5h, por R$ 27,00 e ônibus de dois andares, com 3 poltronas. A estrada esta em perfeito estado de conservaçao. A paisagem parece o o do interior do RS, só que ao contrário de nós, que alternamos campo e agricultura, lá só tem campo e mata nativa. Nao sei o que eles comem.

 

Cheguei em Assuncio, comprei a proxima passagem e fui procurar um hotel. Azar meu que ontem teve eleiçoes aqui e tava quase tudo lotado. Na sexta tentativa consegui um. Beleza. Dai só saí pra jantar: mini-pizza muito boa por o equivalente a R$ 3,00. Aliás, aqui o custo de alimentaçao é metade do Brasil. Hoje fui no shopping, no Burguer King do Iguatemi o combao mais caro é R$ 17.00. Aqui G$ 27.000,00, o que da menos de R$ 10.00. Comi por G$ 12.000,00 (R$ 5.00) um prato que valia no mìnimo uns R$ 8.00 no Brasil. O onibus interno aqui custa o equivalente a R$ 0.90 em POA.

 

O Paraguay é um dos países que tem mais milhionários no mundo. Quase me tornei um hoje. Troquei 50 dolares por 250.000 guaranis. Imagine, com 200 dolares vocë tem 1 milhao de guaranis. Se o Silvio Santos soubesse ia fazer um "Show do Milhao" por hora na TV daqui. Eles tem cortar uns zeros urgente. Tambem to me confundindo um monte com esse cambios na hora de calcular. Ontem abri a carteira e tinha 4 moedas diferentes. To meio enrolado. E o todo mundo fala que no Paragua tem malandro demais e tu fica ressabiado.

 

Muito bem. Vamos ao dia de hoje. Primeira cousa fui trocar travels por dolares porque tava sem. Aproveitei e caminhei pelo centro da cidade. Assuncao tem uns 600 mil habitantes. Tem o riozao Paraguay que parece o Guaiba, as margens da cidade. Nao vi a sujeira que todo mundo fala. Achei menos pobreza que aqui. No centro nao tem aquele monte de gente oferecendo emprestimo nem vi muito mendigo dormindo na praca. A pior coisa que vi foram os ônibus e taxi. Os taxis sao carros muito velhos e os onibus, uma piada, pré-históricos, o refugo do que sobrou.

 

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Tirei o dia pra bola hoje. Peguei uma dessas carcaças (detalhe: piso de madeira!) e fui para Luque, uma cidade a uns 40 minutos daqui onde fica a sede da Conmebol, a Confederacion Sudamericana de Fútbol.

 

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Depois, na volta, parei no Shopping del Sol, para almoçar e fui conhecer o Estádio Defensores del Chaco, onde tem a sede da Federacao Paraguaia de Futbol. Putz, tava caminando na rua e vi um colorado! Pela cara, meio de índio, so podia ser paraguaio. Falei com ele, "tu es hincha de Inter?". Respondeu, "ah, y soy parino de Gavilan". Putz, achei um parente do Gavilan, e, pior a camisa dele era meio antiga, de uns 3 ou 4 anos atrás.

 

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Voltei pro Centro e fiz um city-tour. O Panteon de los Heroes (onde tem urnas funerárias com os restos mortais dos heróis da Patria), A Plaza Uruguaya, o Palacio Lopes (onde mora o presidente) e o Porto. Ainda tem cousa pra amanha. Amanha a tarde, pego o busao na rodo e me voy a.... essa eu nem acredito. Hoje começo uma serie com dicas esquisitas sobre livros, musicas e filmes. Esepero que aproveitem. Asta la vista!

 

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Chaco Forever

 

Ola pessoal,

 

ontem nao deu pra postar. Cheguei no saiber e ao inves de ficar no PC acabei ficando tomando tererê com o pessoal. Sabe que o troço é bom?. Pro verao é muito bom. Bueno, ontem dei uma última volta por Assunçao. Comi uma empanada chilena por G$ 3000.00, o equivalente a R$1.20. Pela qualidade do ambiente e do pastel, vale uns R$ 3.00 no Brasil. Fui no porto dar uma olhada no Rio Paraguay, que se parece muito com o Guaìba. Passei pelo Palácio do presidente da República e pelo Cabildo, o centro cultural deles. Peguei as coisas no alojamiento e fui pra Rodô. Asta, Assunçao. Gostei da cidade. Se o povo falasse português dava pra confundir com uma típica cidade do Rio Grande do Sul. Tirando os onibus, taxi e o dinheiro deles. Os onibus alias é um entra e sai de vendedor ambulante. Se voce mora em um lado da cidade e trabalha no outro, da pra chegar em casa e nem precisa ir no Super. Encontra tudo no onibus. Comida, bebida e ate aspirina. Nas pracas, pode se ver pessoas normais tomando tererê. Fiquei com vergonha de POA. A Praca da Alfandega e uma vergonha perto da Plaza de Armas deles aqui. Nenhuma crianca me abordou pra pedir dinheiro.

 

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Peguei o onibus para... Filadelfia. Nao. Nao é a ponte-aerea EUA Paraguai. Trata-se de Filadelfia, Paraguay.

 

Filadelfia foi fundada por colonos menonitas alemaes. Os menonitas vivem como no seculo passado, andam de carroças, vestem roupas antigas. Muito estranho e surreal. Fui la ver isso. Sao os amishs americanos, eles foram para os EUA e decidiram espalhar a cultura menonita pelo mundo. Escolheram o Paraguay. Num lugar onde ninguem queria ir. O Chaco. Para sempre.

 

O Chaco paraguayo é um lugar inóspito. Nao tem nada la, a nao ser os alemaes. Foi palco da maior guerra entre paises sulamericanos so seculo passado: A Guerra do Chaco, em 1932 entre o Paraguay e a Bolivia. Tudo começou quando a Bolivia, que havia perdido a costa na Guerra de 1890 e poucos com o Chile, quis conquistar terras ao sul e tomar um porto no Rio Paraguay. Reinvindicou politicamente, o Paraguay disse nao. Eles invadiram. No inicio deram um pau nos paraguayos porque além de ter o exercito mais numeros era o melhor treinado. Só que o Paraguay tinha o Chaco. Pantanos. Vegetacao espessa. Mosquitos. O Chaco é totalmente inospito. O Paraguay foi experto. Nao foi guerrear e construiu uma longa estrada atravessando o Chaco para transporte de tropas e suprimentos. Enquanto isso os bolivianos, contentes pela vitoria inicial facil foram vindo, vindo, ate que, mortos de cansaço e sem provisoes foram presas faceis para o exercito do Paraguay. O resultado foi que a Bolivia se rendeu. Acabou perdendo outra parte do territorio. 400 mil pessoas morrreram (10 por cento da Bolivia na época) e a economia dos dois paises ficou destroçada.

 

Cheguei na Filadelfia. Encontrei um frances meio maluco que estava viajando pela America do Sul. Acabamos divindo um quarto no Hotel Golondrina, U$ 9.00. O cara me contou que fica 6 meses trabalhando na Europa, junta dinheiro e vem passar um ano aqui. Estava indo para a Bolivia, só que pelo meio do Chaco. Nao sei se chega. Agora é época de chuvas. A estrada é um barril só.

 

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Acordei hoje e fui no terminal de onibus ajudar o frances e ver se tinha onibus pra ele seguir para o norte. Só a noite. Ele decidiu ir a pe entao ate a cidade mais proxima. É louco. Tambem decidi desistir de ir visitar as colonias menonitas. Tinha muito barro. Me irritei com a cidade. Fui embora. Ate porque o onibus so tinha as 11h da manha. Mas a cidade é atraente. Sao casas bonitas, bem cuidadas, bem estilo alemao. Exite um belo museu no cruzamento da Av. Hindenburg (!) com a Friedhofstrasse (!): o museu Jakob Unger, que conta a historia dos alemaes no Chaco. O problema é que nao existe calcamento nas ruas. Quando chove, e foi o caso, o barro e imenso. O povo todo anda de Nissan, Toyota, Mitsubichi. É o unico jeito. Andei so de pe no chao. Adeus Chaco, forever.

 

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Peguei o onibus para Concepcion, onde estou agora. A paisagem na estrada é a mesma de sempre. Só vegetaçao nativa. Nada de pastagens ou agricultura. Aqui em Concepcion todo mundo tem sua moto. Sao 10 motos para cada carro. Tive que ficar aqui porque o proximo onibus sai so amanha de manha com destino a Pedro Juan Caballero, fronteira com o Brasil.

 

Fui.

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Ilhado no Brasil

 

Ôpa!

 

Fui parar no hospital ontem. Levei duas injeções na bunda. Descobri que sou alérgico a alguma coisa. Deve ser o lomito que comi em Filadélfia. Amanheci para sexta com a boca inchada. Depois começou uma coçeira por todo o corpo. Peguei o ônibus às 11h para Concepcion. Ônibus caindo as pedaços da empresa NASA (!), que de NASA só o barulho mesmo. Pernoitei lá e peguei às 4h da matina o primeiro para Pedro Juan Caballero. Atravessei para o Brasil em Ponta Porã. Daí não aguentei e fui no hospital. Mas agora ta tudo bem.

 

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De Ponta Porã peguei o ônibus até Campo Grande, que sai às 13h e chegou as 20h. Aproveitei para jantar lá, na Churrascaria Galpão Gaúcho, espeto-corrido a módicos R$ 10,00.

 

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De lá peguei o das 23h até Corumbá, onde estou agora. Cheguei - desde Filadélfia 32h em ônibus! - e fui direto dormir no Corumbá Hostel, lugar muito agradável, diária a R$ 28,00. Hoje fui até a Estação de trem em Puerto Quijarro comprar passagem até Santa Cruz de La Sierra, onde de fato começa a trip. O objetivo máximo sempre foi Bolívia e Peru. Pra se ter uma idéia, demorei uma semana pra cumprir metade do trajeto da viagem toda, que termina só em março. Você pega um ônibus até a fronteira - R$ 1,75 - carimba o passaporte e pega um moto-taxi até a estação, mais R$ 2,00.

 

Só que não contava com as intempéries. Está chovendo muito na Bolívia e o serviço está paralisado por tempo indeterminado. Até cheguei em Corumbá antes do tempo previsto mas vou conseguir sair daqui só na segunda ou terça. Tô verificanco os preços de avião para Santa Cruz ou Cochabamba. Vamo ver. Até sair segunda não é tão ruim porque pego o trem melhorzinho até Santa Cruz. Enquanto isso vamo curtir Corumbá!

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Al Otro Lado del Río

 

É.

 

Impossível atravessar. Muitas chuvas. Ainda estou preso em Corumbá. Já encheu o saco. E pior que os vôos também estão lotados. Amanhã vou resolver isso. Tive que refazer o planejamento da viagem. Cortei fora Santa Cruz. Uma pena porque pelo menos três coisas legais não vão acontecer. Uma era viajar no famoso Tren de La Muerte, outra conhecer as ruínas de Samaipata, a fronteira leste do Império Inca e também não vou poder ir em Vallegrande, nos arredores de Santa Cruz, onde morreu o legendário Che Guevara. Vou acabar indo voando direto pra Cochabamba.

 

Enquanto isso, fico dando volta por Corumbá. A cidade tem 230 anos e foi palco de batalhas durante a Guerra do Paraguay. Tem dois fortes da Marinha aqui. Não estou conseguindo postar fotos. Amanhã eu coloco. Muito interessante o casario colonial nas imediações do porto.

 

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Também fui realizar os trâmites burocráticos para entrar na Bolívia. Carimbei o passaporte e fui no sábado e domingo até a Estação de Trem em Puerto Quijarro para ver se tinha passagem. Confesso que a primeira impressão do país foi terrível. Puerto Quijarro é um nada de cidade. Lá, o que dá mais vontade de fazer é sair o mais rápido possível. Ainda mais que a rua principal está em obras agora e há um monte de desvios. E as coisas na fronteira são no mínimo estranhas. O melhor mesmo é comprar a passagem de trem ou avião no hostel em Corumbá, que apesar de ser cobrado o "serviço" é melhor do que se aventurar até a Estação. Pra chegar na Estação de trem, você deve pegar o ônibus Fronteira por R$ 1,75, que te deixa na fronteira, óbvio. Aí a coisa complica. Você deve pegar um táxi boliviano até a Estação por aproximadamente R$ 8,00. Táxi é eufemismo. Sempre parece que vão te enrolar. Então no fim das contas é melhor comprar no hostel. Só volto a Puerto Quijarro agora para embarcar, seja no trem ou no avião.

 

Então tá. Hasta la vista.

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Na Morales: Entrando na Terra de Evo

 

Boa Taaaaarde! (do Paulo Brito no início do Esporte Espetacular)

 

Escrevo-lhes de Cochabamba. 2.500 m de altitude. No meio do morro. Ta chuvendo aqui e faz muito frio. Brrrrrr. Tive que botar calca e casaco.

 

Como já havia considerado antes, fui de avi (nao acho o til!) aviao desde Puerto Quijarro a Santa Cruz. No hay trenes. Muita chuva. Esperei até quarta em Corumbá. Desisti. Fui voando. Mas mesmo sem querer acabei passando por Santa Cruz.

 

Saí do hostel Corumbá, minha casa por quatro dias, (R$ 28,00) e peguei um taxi brasileiro até a fronteira (R$ 15,00). De lá peguei um taxi boliviano caindo aos peda (cade o cedilha?) pedacos por R$ 20,00 até o Aeroporto de Puerto Quijarro, distante uns 20 km da fronteira. Aproveitei pra trocar meus reais por bolivianos, 200 reais por 720 bolivianos.

 

Tá bom. Tá bom. Pare de fazer conta. O cambio foi de B$ 3,60 por real.

 

Confesso que fiquei receoso. Afinal, se os avioes bolivianos fossem que nem os táxis... Mas que nada. Aviaozinho legal. Da Aerolíneas Sudamericanas. Servico de bordo "rellenas de queso con jugo de manzana". Melhor que as barrinhas de cereais da Gol. Cheguei em Santa Cruz de la Sierra era umas 17h. Conheci uma boliviana e uns brasileiros no voo. Vai todo mundo pro Carnaval de Oruro.

 

Do aeroporto pegamos uma van - B$ 5,00 até o Centro e depois um táxi - B$ 10,00 até a Rodoviária. Se eu achei o Paraguay barato, isto aqui é de graca. O táxi acabou custando R$ 2,70. Po, com 2,70 voce nao anda um metro em Porto Alegre. Com 600 reais por mes dá pra ter uma vida de rico na Bolívia. Agora mesmo acabei passando por um restaurante legal aqui em Cocha: almuerzo a 10 bolivianos, mais ou menos, 2,50 reais.

 

Acabei excluindo Santa Cruz da viagem pelos imprevistos pluviais. Pelo que vi Santa Cruz é uma cidade próspera, com 1.8 milhoes de habitantes, é lá que estao as famosas reservas de gás natural da Bolívia. Peguei o onibus da Flota Bolivar por B$ 50,00 (R$ 14,00) até Cochabamba. Podia ter pegado o melhorzinho, da Flota Copacabana (3 lugares, bom mesmo) por 90 bolivianos, mas já que estou acá vamos viver como bolivianos. Fui no comum. O onibus saiu as 20h e chegamos hoje em Cochabamba as 7 da matina. A viagem acabou sendo desconfortavel. Tinha um cara que foi dormindo no corredor e nao tinha como espichar os pés. Mas tudo bem. Cheguei em Cochabamba e tomei um cafezao e fui procurar hospedagem. Encontrei o muito legal Residencial Concórdia por míseros B$ 45,00 - 12.50 reais, com TV a cabo ainda por cima.

 

Além da barateza das coisas notei muito jovem do Exército pelas ruas. Faz parte da política do Evo Morales para dar emprego a populacao jovem atraves do servico militar. Outra coisa é o transito. Quer dizer, transitar é o mais dificil. E os carro, vixe, ou tem carros bem velhos ou carros bem novos. E os novos nao sao 1.0. Sao Nissan, Toyota, de 50 paus pra cima. Sei lá, acho que houve um embargo a venda de carros na Bolivia entre 1995 e 2005.

 

Quando fiz a pesquisa para a viagem li alguns relatos de viagens em foruns pela internet. É impressionante como o pessoal da pau na Bolívia. Coitada. Vou pegar leve. O pessoal ao invés de dizer "isso é legal" acabava escrevendo "isso nao é tao ruim". Coitada da Bolívia. Também, foi se amasiar com o Peru. Deu no que deu, né.

 

Quanto a altitude, por enquanto tá legal. Eu que quando desco de Gramado ja me entope os ouvido pensei que ia ser pior. O onibus vai subindo, subindo, comeca a dar uns estralinhos nos timpanos. Mas nada de mais. Vou ficar dois dias em Cochabamba pra me aclimatar antes de ir pro topo do morro, em Oruro, no sábado. Mas nada que um cházinho de folha de coca nao resolva...

 

Bueno, vou explorar Cochabamba. Amanha trago detalhes!

 

Os Incas

 

Parte 1: As Invasoes Bárbaras

 

Capítulo 1: Antes dos Incas

 

Nao sabia bem por onde comcecar a saga da civilizacao incaica e entao decidi comecar... pelo comeco. Nao o comeco que a gente aprende na "iscola", em 1492, quando o navegador genoves Cristóvao Colombo, com a intencao de chegas a Índia, desembarcou numa praia do Caribe. O comeco comeca em 20.000 AC quando os primeiros cacadores coletores cruzaram o Estreito de Bering e chegaram a América. Com o passar do tempo, os grupos nomades fixaram-se em aldeias dando inicio ao que chamamos de civilizacao. Civilizacao nada mais é do que um grupo de pessoas geralmente com mesmo perfil étnico, que desenvolve a forca ou nao uma mesma cultura, localizados num tempo e espaco comum. A primeira civilizacao que deixou suas marcas no nosso continente foi a Chavin, que se assentou por volta de 1000 AC no norte do Peru. Outra cultura, a dos Paracas, surgiu no litoral peruano por volta de 700 AC. Ambas porém eram incipiente e logo deram origem a civilizacoes posteriores.

 

Uma das mais importantes civilizacoes pre-incaicas foi a dos Mochicas, que viveram entre 100 e 700 DC. Os mochicas trabalhavam metais e tinham uma agricultura sofisticada. Eles viveram na costa norte do Peru, sendo descendentes diretos dos Chavin. Mais ao sul uma pequena civilizacao despontava também neste mesmo período: a cultura Nazca, responsavel pelos gigantescas e intrigantes desenhos esculpidos na terra. Nós vamos visitar as Linhas de Nazca no Peru!

 

Porém, a mais importante civilizacao antecessora dos Incas foi a Tiwanaku. Os Tiwanakus eram um povo pacífico que viveu 700 e 1100 DC, nas margens do Lago Titicaca, na fronteira do atual Peru e Bolívia. A cultura Tihuanacu cresceu gracas a construcao de estradas e o intensa troca de produtos entre as suas cidades. Sua capital chegou a ter 60 mil habitantes. Por volta do ano 1100 uma grande seca fez com que a economia tihuanaco entrasse em colapso fazendo com seu povo se dispersasse.

 

A última grande civilizacao foi a dos chimus, que se desenvolveu entre 1300 a 1460 DC no litoral norte do Peru e Equador, na área anteriormente ocupada pelos mochicas.

 

Entao, por volta do ano de 1.200 uma pequena tribo de guerreiros das montanhas do Peru comecava a despontar entre as diversas tribos existentes no continente americano...

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Chicha Cochabambina

 

Hola!

 

Configurei o teclado para o português. Voltaremos com o ç e o ~. Apesar de ser estranho porque tenho que apertar para o cedilha o n com til encima. Mas vamos lá.

 

Cochabamba foi fundada em 1574. Isto oficialmente, pois já havia gente morando aqui a muito tempo atrás. O clima é muito agradável. Hoje fez 25 graus aqui, porque ela está em um vale cercada de montanhas por todos os lados.

 

Bueno. Ontem, larguei mi equipaje no alojamiento e fui ao centro de informações turísticas de Cocha. Peguei um super mapa da cidade muito legal, com opções de rotas para todos os gostos, o Cirucuito Religioso, o Cultural, o Noturno. Optei pelo completo, com um pouco de tudo. Depois fui almoçar, 13 bolivianos o a la minuta. Mais 3 da Coca 500ml, menos de 1 real. Detalhe: no restaurante. Total do almoço, B$ 16,00, o equivalente a mais ou menos 5 reais. Hehehe.

 

Terminado o almoço peguei um táxi e fui direto a Plaza Colón, no Camino El Padro, na parte chique de Cochabamba. Pior que é chique mesmo. A praça é uma beleza e nos dois lados de El Padro, existem vários restaurantes e lojas legais. Aproveitei e fui no Burguer King comparar o Padrão BK. Como disse antes, no Brasil, custa R$ 17,00 o combão. No Paraguay o equivalente a R$ 10,50. Aqui na Bolívia, custa 39 bolivianos, mais ou menos R$ 11,00. Mais caro que no Paraguay. Até pensei que sairia por menos.

 

Apesar do táxi sair uma ninharia, 5 bolivianos por viagem, o equivalente a 1,30 reais, resolvi caminar por El Prado. Fui então até ao Templo de Cala Cala. Tenho que dizer que é muito perigoso andar pelas ruas de Cochabamba. Só nesse trajeto sofri tres tentativas de ataques. O Carnaval começa sábado, mas a gurizada não respeita. Guri é guri em qualquer lugar. O costume do carnaval aqui é atirar bixiguinha de água nos outros. Tem uns guris que andam com uma metralhadoras de água. Tem que fugir. Tentaram me acertar pelo alto, de um prédio e o pior foi quando tocaram uma bixiguinha numa mulher que estava a 1 metro de mim, na minha frente. A gurizada se esconde dentro dos pátios, nas casas. Que demoninhos.

 

Cocha é como uma cidade brasileira. Há riqueza e pobreza. Nas ruas que andei, próximo a El Prado, vi muitas casas lindas, verdadeiras mansões. No Brasil, a população negra é marginalizada. Aqui na Bolívia, são os índios. As chollas. Sempre de saia, com duas tranças nos cabelo, um chapéuzinho tipo cartola, redondo e um xale nas costas que às vezes leva suas coisas, às vezes uma criança. Hay muitas chollas acá. Em quase todas as ruas do centro estão elas, vendendo de tudo um pouco. Agora, elas estão nas esquinas vendendo sacos com 6 ou 7 bixiguinhas de água para o carnaval. Ficam paradas com baldes de água, enchendo as bexigas, enquanto outras vendem para os motoristas.

 

Fui visitar o Palácio Portales. Em Cocha nasceu um dos 5 homens mais ricos do mundo no início do século passado. Trata-se de Simon Patino. O Palácio Portales era a casa dele aqui, hoje um centro cultural. Patino começou do zero e foi trabalhar numa mina de estanho em Oruro, há uns 400 km daqui. Lá, juntou dinheiro e comprou uma parte de uma mina de estanho. Logo, floresceu e já era dono de um terço do estanho produzido no mundo. Comprou mineradoras na Europa e EUA. O palácio Portales é algo inacreditável. Pena que no se puede sacar fotos da parte interna. É realmente incrível. Pra se ter uma idéia, Patino visitou o Vaticano, gostou da decoração da Sala de Jantar do Papa e mandou fazer uma igual!

 

Saindo da casa do Patino, fui ao Boulevard, uma gracioso caminho onde existem muitos restaurantes. Ponto da night cochabambina. Dali fui para o Centrão, na Plaza 14 de Setiembre, onde tudo existe e tudo acontece em Cochabamba. Como todas as cidades espanholas da América, hay muchas iglesias em Cochabamba. Na Plaza, tem a Catedral e o legal é que no entorno existe 4 construções com passeios abertos. Cousa bem antiga. Daí voltei para o hotel. Era umas 18h e estava cansado pois não consigo dormir em ônibus e tinha virado a noite. Botei o relógio pra despertar às 22h, porque queria curtir a noite de Cocha. Despertou, mas não aguentei. Cai no sono de novo e só acordei hoje, lá pelas 11h.

 

Assisti o Globo Esporte na TV e sai pra almoçar. Peguei um táxi e fui ao El Padro comer alguma cousa típica de Cocha. Pedi Pollo ao picante. Ou seja, galinha com molho bem forte, com papas, ops, batatas e uma outra cousa que não identifiquei, mas é bom. Mais uma Coca, custou o preço exorbitante de 25 bolivianos! Sabia que no El Prado, mais para turistas, as cousas seriam mais caras. Mas tudo bem, paguei os equivalente a R$ 7,50 e peguei um táxi até o centro de novo, para visitar o Museu de Arqueologia. Muitissimo interessante. Ele é feito de forma cronológica. Começa mostrando fósseis de animais do período Jurássico até os tempos mais modernos com múmias incas. Não era permitido tirar fotos, mas fiz uma pequena contravenção.

 

De lá, fui ao Monumento das Virgens de La Coronilla, onde se pode ter uma boa visão da cidade. Mas o ponto máximo de Cochabamba é o Cristo de La Concórdia, um Cristo Redentor boliviano. Só que com traços indígenas. Nada mais apropriado. Fui lá ver. Para subir, pega-se um teleférico. Lá de cima, dá pra ver toda Cochabamba.

 

Voltei para o hotel e fui às compras. Paguei 115 dólares em um tênis Adidas da hora, mais uma camisa Puma, um casaco Adidas e um boné Adidas. Acho que tudo isso me custaria uns 600 reais no mínimo, no Brasil. Aproveitei que estava a cerca do terminal de buses e já comprei minha passagem para Oruro amanhã. 25 bolivianos, 7 reais, para um trajeto de 400 km.

 

Resolvi então tomar a chamada chicha cochabambina, a bebida típica da Bolívia. Feita de um fermentado de milho, era a bebida usada pelos incas. É boa a chicha, parece licor de milho!

 

Tava fazendo as contas de quanto sairia uma viagem pela Bolívia por um mês. Mira. Contando pra cima, hospedagem 50 bolivianos, um quarto como o que estou, com banheiro privado e TV a cabo e café da manhã. Para andar internamente pelas cidades, os taxis, como disse, a 1,30 reais e pelo menos um terço dos carros são taxi, o máximo que esperei por um foi 15 segundo. Tem cousa mais barata ainda, que peguei aqui também, as truffs, uma espécie de taxi compartilhado. Só que dai as rotas são pré-determinadas. Exite em Belo Horizonte um servilo parecido. O custo, hahaauhaa, 1,50 bolivianos, ou seja, por 0,30 centavos de real você pode ir a qualquer lugar de Cocha. Vamos contar 50 bolivianos para o transporte interno e comida. Dá e sobra. Então, por 100 bolivianos diários você tem hospedagem, alimentação e transporte. 30 dias, da mais ou menos 750 reais. Vamos considerar que você vai ter que andar de ônibus entre as cidades, contando trem dá no máximo uns 150 reais. Mas você quer fazer uns passeios tipo para o Salar de Uyuni, de 3 dias em 4X4 com tudo incluido e o down-hill de bike até Coroico e outros como para Copacabana, mais uns 300 reais. Mas você também quer esbanjar, fazer uma festas e comprar alguns souvenirs. Mais 150 reais. Resultado, com R$ 1,350,00 você passa na boa um mês na Bolívia. E se for mais gente, barateia mais ainda a hospedagem e dá pra barganhar os passeios.

 

Bueno. Vou volverme al hotel e sair para o Boulevard. Amanhã, direto ao Carnaval de Oruro. Aliás, sobre o carnaval de Oruro tenho uma história bem legal. Uma vez, a uns 10 anos atrás eu tava indo pro carnaval em Guarapari, no Espírito Santo. Era domingo pela manhã e eu estava no Aerporto de Guarulhos esperando a conexão pra Vitória. Daí surgiu um carinha funcionário da Vasp, - hauhua, a Vasp ainda – e logo formou-se uma fila de gente perguntando em quais portões estavam as conexões. Fui junto. Um monte de gente começou a falar “Salvador, Recife” e eu esperando a minha de dizer “Vitória”. Daí, 3 caras na minha frente falaram “Cochabamba”. Pensei na hora, que caras loucos, o que que eles vão fazer na Bolívia em pleno Carnaval. Pois é, agora o louco sou eu.

 

Gostei de Cocha. Cidade agradável. Clima muito bom. Pessoas legais. Pois é, posso dizer com muita certeza que, Cochabamba, meus amigos, tem as pernas bem firmes!

 

Nos vemos a Oruro, a próxima parada.

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