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Demorei, mas vim! (a volta pro trabalho e a correria do cotidiano me impediram de postar antes..)

 

O INÍCIO

 

Fiz meu primeiro mochilão em janeiro de 2012.. a ideia de viajar nesse esquema surgiu em fevereiro de 2011 e se efetivou em novembro, quando conseguimos marcar data, escolher os países e tudo mais.. a viagem foi realizada em conjunto com minha grande amiga Natacha Reis..

O relato ficou bem grandinho, mas são informações que julgamos importantes, sobre experiências, impressões e perrengues.. espero que gostem! ;P

 

DICA: como não tínhamos equipamento nenhum, compramos nossas mochilas na Arco e Flecha. É uma loja grande, com várias opções de equipamentos para viagens e afins.. vale a pena dar uma olhada/passada lá:

http://www.arcoeflecha.com.br/

 

Endereço: R. Tito, 542, 1º e 2º andares – Lapa

Seg à Sex, das 10h às 19h e de Sáb, das 10h às 14h

 

ROTEIRO

 

Nosso roteiro inicial incluía passagem por: La Paz; Copacabana; Uyuni; Puno; Arequipa; Nazca; Cusco (não necessariamente nessa ordem), para serem feitos em 20 dias.

E fomos com a mente aberta para modificar nosso roteiro como nos aprouvesse, fazendo passeio a mais ou a menos, dependendo do que encontrássemos pelo caminho..

 

Roteiro que realmente fizemos: SP – La Paz – Copacabana – Puno – Cusco –La Paz – SP (fizemos em 13 dias)

 

A VIAGEM

 

A viagem aconteceu de 06.jan.12 a 18.jan.12

 

COTAÇÃO BOLÍVIA: 1 USD = 6.9 Bs.

COTAÇÃO PERU: 1USD = 2,68 S/

Planilha de Gastos_Mochilão Bo-Pe-resumo.xls

Apostila de viagem-Bolivia_Peru-jan2012.doc

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1º dia: 06.01.12 (sexta) – São Paulo / La Paz

 

Quando chegamos ao aeroporto de Guarulhos nossa primeira decisão foi embalar nossa bagagem. Como a mochila tem várias ‘fitas’, achamos que pudesse estragar ou ficar presa ou acontecer algo. O problema é que só uma empresa faz esse serviço lá e o preço é bem salgado: R$ 30,00 cada mochila embalada pela TrueStar.

 

Fizemos escala em Santa Cruz. Tomamos um chá de cadeira no aeroporto de Viru Viru e o voo acabou saindo com umas 2h de atraso. Aproveitamos para trocar alguns dólares para caso precisássemos de alguma coisa. Mas cotação de moeda no aeroporto nunca é boa. Lá 1usd = 6,80. Muito baixo.

 

Chegamos em La Paz, o comandante avisou que estava fazendo 6 graus! Sabia que não estava muito calor, apesar de ser verão, mas não esperava isso! Levamos uma blusinha de frio, que foi muito necessária, mas não suficiente. Ai contrariando toda a precaução, saímos correndo do avião em direção à porta de acesso ao aeroporto!.. lindo nós duas esquecendo da altitude.. até que conseguimos correr bem, mas quando chegamos na rampinha, não aguentamos e fomos andando, ofegando bastante.. e depois começamos a rir do descuido.. ;P

 

Na saída do aeroporto, um taxista estava nos esperando. Fizemos reserva antecipada no Hostel Copacabana e, no formulário de solicitação, marcamos que queríamos o serviço de taxi. Valeu a pena, porque chegamos cansadas e já tarde na cidade. O hostel era bonzinho. Por ser o primeiro mochilão, não sabíamos o que esperar direito. Mas para os padrões, é bem carinho. Custou 70bol para cada uma um quarto triplo com banheiro privativo, água quente e wi-fi, um total de 140bol pela noite.

 

 

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Interior do quarto

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2º dia: 07.01.12 (sábado) – La Paz

 

Acordamos e descemos para o primeiro café da manhã. Basicamente um pão típico, duas torradas, manteiga e geléia. Para as bebidas podíamos escolher entre café, café com leite ou chá. Esses itens fazem parte do desayuno básico de todos os hostels da viagem (com uma ou outra alteração).

 

Depois do café, arrumamos nossas mochilas e as deixamos no depósito. Tínhamos decidido fazer o passeio do Valle de La Luna e seguir à noite pro Salar de Uyuni. Saímos na Illampu com um mapinha na mão e fomos desbravar a cidade. De costas para o Hostel Copacabana viramos à esquerda e meldels, o caos! As cholas ficam nas calçadas com um monte de produtos, as pessoas e os carros se misturam nas ruas, e vendem de tudo: casaco, calça, roupa de frio, artigos esportivos, luvas, cachecóis, tudo que você quiser. A gente foi se embrenhando entre as pessoas, carros e tendas e foi subiiindo e subiindo, virando à direita e à esquerda tentando encontrar as ruas mais famosas que tínhamos lido a respeito. As ruas ali do centrão não são quadradas, então é fácil se perder ou acabar no mesmo lugar e, além do mais, são todas muito parecidas. Encontramos, também, a rua que vende frutas de todos os tipos, a que vende carne e frango, a que vende vegetais, enfim, um pouco de tudo. No começo ficamos meio perdidas, porque não sabíamos que rua estávamos direito, mas depois tudo se ajeitou. O ruim é que os bolivianos também não sabem te direcionar direito ali na muvuca.. pelo menos pra quem perguntamos..

 

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Comércio no centro

 

Depois de um tempinho encontramos a Calle Sagarnaga e fomos em busca de agências para fazer o passeio que queríamos.. Depois de umas três agências, ninguém fazia o tour só do Valle de La Luna para nós duas. .tinha que ter um grupo maior..

Daí entramos na Fortaleza Tours, onde encontramos um grupo de brasileiros, que nos disseram que pagaram barato ali e foi a mais em conta que acharam. Ali decidimos fazer o passeio do Chacaltaya no dia seguinte - o que não estava previsto no nosso roteiro original. Pagamos 50 bs. pelo pacote Chacaltaya + Valle de La Luna. Valeu muito a pena. Uma das melhores coisas que fizemos.

Como decidimos ficar mais um dia em La Paz, tínhamos que arranjar um hostel para dormir e optamos por mudar do Copacabana.. uma porque o dono foi meio besta com a gente e outra porque queríamos algo um pouco mais barato. Ficamos andando ali pela Sagárnaga e logo encontramos o Hostel Maya Inn, com quarto duplo, banheiro privativo e água quente. O wi-fi só pegava no saguão.

Voltando para o Copacabana para pegar nossas coisas, vimos muitas lojas de mochileiros na Illhampu e uma coisa um pouco menos caótica, além de termos encontrado as ruas que queríamos: Sagárnaga, Santa Cruz.. todas cruzam a Illhampu.. então, dica: de costas para o Hostel Copacabana, vire à direita, vai ser mais fácil para você se localizar da primeira vez.

 

Como íamos subir o Chacaltaya e como não tínhamos muita roupa de frio, fomos comprar algumas peças. Aliás, fica outra dica: roupas, equipamentos e mochilas cargueiras são muito baratas lá. A gente tinha lido uns relatos que falavam sobre a compra de mochilas e equipamentos lá, mas ficamos na dúvida se eram realmente baratos e se eram fáceis de achar. São! A Calle Illampu tem várias lojas de esportes, trekking e de mochileiros. Você consegue encontrar TUDO por lá por preços bastante acessíveis. Só os sapatos que não vimos muita vantagem. Mas, no pior dos piores você conseguirá, no máximo, o mesmo preço que pagaria no Brasil.

Falando em preços, não é tão simples pechinchar as coisas como lemos em alguns roteiros por aí. Mesmo que a gente tenha pechinchado bem, as pessoas não aceitam tão bem assim e tão facilmente. E eles percebem que somos turistas, ainda mais que minha amiga é beeem branca.. hehehe

Tem muito vendedor que já faz cara feia assim que você começa a pechinchar. Deixamos muita compra por aí por conta do mau humor do atendente. Mas teve gente bacana também, como uma senhora (chamada Nico) que fez um preço bem bacana para a compra conjunta de gorros, luvas e polainas... ela ficou toda envergonhada também quando pedimos pra tirar foto.. uma fofa!

 

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Nós e a Nico

 

dica: Às vezes também as pessoas não entendem que você está tentando baixar o valor, mas sim que está querendo levar mais unidades. Por exemplo, você vê um gorro que gosta. Pergunta o preço e te dizem que custa 15 bol. Aí você retruca e pergunta se pode fazer por 10... e muitas vezes vão achar que você está perguntando se pode levar dez unidades, e não que está querendo pagar dez pelo produto. Acontece.. tome cuidado..

 

Andamos bastante pelo centro e aí vimos o principal choque cultural de nossa viagem. O centro de La Paz é cheio de barraquinhas, com ruas muito confusas e um cheiro bastante desagradável. As mulheres típicas estão por toda parte, vendendo todo tipo de artigo. Tudo vai depender muito do que estiver procurando. Na Calle Sagarnaga você encontra muitas agências de turismo. Na Illampu você pode fazer muitas compras (principalmente na parte mais voltada para a praça central, onde várias mulheres vendem roupas diversas na rua, principalmente de frio), incluindo lojas bastante especializadas de artigos esportivos. Na Santa Cruz você encontrará muitos artigos de marca, como tênis, roupas e afins. E a Calle Max Paredes é uma muvuca só, vendendo de tudo e mais um pouco. Na Calle de Las Brujas, você encontra diversos artigos macabros, como filhotes de lhamas dissecados (tadinhos!). A rua é pequena e é umas duas paralelas para baixo da Calle Illampu. Se você descer a Sagarnaga sentido Av. 16 de Julio cruzará com ela. Visitamos, também, o Museu da Coca.. que não foi tão interessante quanto esperávamos..

 

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Plaza Murillo

 

Depois de fazermos algumas comprinhas e de andarmos feito retardadas nas confusas ruas do centro, fomos para o outro lado da cidade, em direção à zona sul. Aí começamos a perceber que a cidade era feita de duas faces: a face pobre e a face “rica”. Afastando-se do centro percebe-se uma mudança bastante interessante. Os prédios começam a ficar mais bonitos, a cidade mais cuidada. Quanto mais para a zona sul, mais impressionante a questão fica. Vimos os prédios políticos, como a casa da moeda e afins. Todos muito bonitos e em estilo europeu. Ali na Plaza Murilo, pegamos uma baita chuva e, no retorno para nossa área, vimos uma manifestação protestante em frente a Igreja de São Francisco. Engraçado ver que haviam tantos bolivianos assistindo à pregação... em uma cultura que, se não é católica, é, geralmente, considerada pagã.

 

Aliás, visitem a Igreja de São Francisco... é absolutamente linda (principalmente por dentro). Acabamos invadindo um casamento para ver a igreja por dentro (sem querer, claro ;P). Para finalizar o dia, fomos comer no Ristorante Pizzeria Italia (veja relato aqui no meu blog de comida Vivendo a Experiência)

 

Nós não tivemos problemas com a altitude. No primeiro dia, nós sentimos um princípio de dor de cabeça, mas tomamos as soroche pills e depois ficou tranqüilo, mas não tivemos náusea, dor de cabeça forte, ânsia.

 

Mapas do Centro de La Paz:

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3º dia: 08.01.12 (domingo) – La Paz (Chacaltaya e Valle de La Luna)

 

Acordamos às 6h15 para comprarmos casacos de frio na Calle Illampu. Saímos umas 7h00 do Hostel em direção à área mais próxima da rotatória com o parque. Esses 4 ou 5 quarteirões condensam dezenas de mulheres que vendem diversos tipos de roupas (principalmente as de frio) expostas ali mesmo, nas calçadas. Como ainda era muito cedo, elas estavam montando suas “tendas” quando chegamos, o que significa que ainda não havia uma enorme variedade de peças para se comprar. Gostamos de um casaco super bom e quente, por apenas $b70 cada (ou R$ 20,00).

 

Eu não tinha dormido direito à noite, a pizza acabou não caindo muito bem, estava com aquela sensação pesada de que a comida não tinha descido direito. Liguei para minha família, pra saber se podia tomar um dos remédios que tinha levado (levei um monte, aliás hehe). Queria confirmar se o que eu pensava em tomar era o certo. Tomei o Bromoprida que, aliás, recomendo horrores todo mundo levar esse, ajuda bastante sempre. Ajuda na digestão quando você sente meio empanzinado. Depois da compra, voltamos ao hostel e fomos tomar café da manha rapidinho.

 

Depois de um tempinho meu mal estar passou, graças a Deus, senão não iria conseguir fazer o Chacaltaya nem aproveitar nada. Fechamos nossa conta no Maya Inn, porque a ideia era viajar já à noite para o Uyuni.

O ônibus passou em frente do hostel para pegar a gente umas 7h20 e fomos buscar mais umas pessoas. Encontramos o grupo de brasileiros do dia anterior, um grupo de Brasília e mais um brasileiro que viajava sozinho, chamado Agnaldo.

O ônibus era normal, nada demais. Parecia aqueles ônibus grandes de escola mais velhos.

 

Só o caminho para chegar ao Chacaltaya já é uma aventura. Uma estrada de barrancos, com um espaço super estreito para passarmos. De um lado pedras grandes e pontudas, do outro o penhasco. Foi diversão garantida ali. Hehehe. Paramos por duas vezes para tirarmos fotos. E a cada vez que a gente descia, quando a gente voltava para o ônibus a gente colocava alguma peça de roupa de frio: casaco, luva, gorro.

 

Cada vez que nos aproximávamos, fazia mais frio. Eles nos levam de ônibus até uns 4200m mais ou menos, que fica na entrada do monte e depois a gente segue caminhando. São no total 5340m de altitude no pico do Chacaltaya.

Nós e os outros brasileiros vimos neve pela primeira vez! Ahh como é bom ser criança de novo neh.. todo mundo abestado que estava vendo neve, tirando foto, pondo a mão.. ninguém acreditando que estava vendo aquilo.. foi lindo.. ;P

 

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Subindo o Chacaltaya

 

Começamos nossa caminhada e sentimos o perrengue que ia ser logo no começo. Pela altitude, você cansa muito e rápido. A gente fazia umas paradas estratégicas para descansar onde tinha lugares não cobertos pela neve para podermos sentar um pouco, regular a respiração e o coração e apreciar a vista. A caminhada é mais difícil por causa da neve, do ar rarefeito e você tem que pôr mais força na perna.

Meu coração batia muuito rápido, estava muito ofegante, respirando pela boca. Não é uma batida forte comum, parece que não vai agüentar, sabe? Parece que vai sair pela boca. Por isso, as paradas eram muito importantes.

Já a Natacha teve um pouco mais de dificuldade, pois ela sentiu muita falta de ar e fortes dores no baço, daquelas que ficava difícil até de levantar. O duro também é que o guia ficava acelerando a gente .. “vamoooos” ele dizia.. por uma lado é bom, porque te força a ir, mas por outro é ruim porque você está muito cansado. O legal de termos ido com brasileiros é que o pessoal foi se apoiando. Eles deram super apoio para nós, indo com a gente e oferecendo folha de coca pra todo mundo. Hehehe

 

Nosso guia estava levando a gente até o pico mais alto, que não fica na primeira parada. Você precisa estar minimamente preparado, porque é difícil. O guia ia e voltava diversas vezes, levando o pessoal que tava na frente, voltando pra pegar os retardatários. Pra ele deve ser tranquilo, ele faz isso todo dia. Mas só ele. Os meninos depois disseram que ficaram com uma dor de cabeça muito forte lá em cima.

Mas chegamos e foi uma ótima sensação de ter conseguido, além da vista maravilhosa lá de cima. Reunimos todos os brasileiros ali e tiramos um foto com a nossa bandeira (ainda bem que sempre tem alguém que leva neh hehe). Só foi uma pena que estava com neblina e não conseguimos ver todas as coisas que se consegue ver normalmente do pico do Chacaltaya, como um pedaço do Lago Titicaca ao fundão.

 

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Brasileiros no topo!

 

Outra coisa.. quando chegamo ao topo, abriu o sol.. imagina.. sol e neve é a receita perfeita para queimar a pele.. como estava super frio, esqueci de levar protetor.. e ficamos um pouco vermelhas na cara por conta disso hehehe.

Descer foi obviamente mais fácil, mas não menos perigoso. Tem que se ter o dobro de atenção para a descida, onde é muito mais fácil escorregar e cair. É necessário travar bem o pé e ir com calma. Na volta o guia nem acompanhou, nem chiou nem nada. Ele levou uma parte do grupo a uma outra montanha onde haviam umas antenas. Nós estávamos tão cansadas que nem encanamos de ir.

De lá, seguimos para Valle de La Luna. Eles não ficam perto um do outro. No caminho até lá, pudemos ver a diferença das “duas Bolívias”, pois passamos pelas áreas mais ricas da cidade. É uma outra realidade. Uma área bem mais urbanizada, com casas mais bonitas, alguns prédios espelhados, áreas verdes e restaurantes. O vale se chama assim, pois um dia um astronauta que tinha estado na lua, visitou o local e disse que a superfície da lua era exatamente daquele jeito. Ai o nome pegou. O lugar é muito legal, com todas as formações rochosas. É uma paisagem bem diferente da do Chacaltaya, e é muito interessante ver essas formações incríveis, localizadas na mesma cidade. Fascinante. L´tivemos que andar mais 45 minutos por lá para visitar tudo. Foi um dia beem puxado.. hehehe

 

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Valle de la Luna

 

O ônibus deixou todo mundo na Av. 16 de Julio, em frente à Igreja São Francisco. Ninguém estava mais muito a fim de andar, mas tivemos que subir a ladeira para chegar no nosso hostel. Nesse meio tempo já tínhamos decidido deixar o Uyuni para fazer na volta à La Paz mais para frente na viagem e seguir para Copacabana no dia seguinte pela manhã, como o pessoal que estava com a gente iria fazer. Fomos então para o hostel tentar convencer o atendente a nos deixar pagar $b110 pelo quarto duplo com banheiro privativo. Nada feito! Então, decidimos buscar um outros hostel mais em conta. Descemos mais um pouco a Sagarnaga e paramos no Hotel Sagarnaga. Iriam nos cobrar 120 por um quarto com TV a cabo e, pelo que vimos, cheirosinho, limpinho, arrumadinho. Aí tentamos negociar e o atendente nos disse que haviam quartos de transição que custavam $b110, cuja a única diferença era a ausência de TV a cabo. Topamos, mas a realidade não era bem assim. Sentimos um pouquinho mais de diferença. O banheiro não era tão bom quanto do outro quarto... e o vaso sanitário vazava água. A internet wifi era uma porcaria, não funcionava direito. Mas o quarto era bom, as camas arrumadas e o banho estava gostoso.

 

Passamos na Fortaleza Tours para comprarmos nosso ônibus para Copacabana, com a intenção de fazermos a Isla Del Sol e seguirmos para Puno, no Peru. Depois da maratona, passamos no Pollos Copacabana (veja relato no blog).

 

O ruim de ficar mudando de hostel todo dia, foi ter que arrumar sempre a mochila, sem poder deixar muita coisa desarrumada ou jogada. Sempre íamos dormir com ela sempre pronta e de manhã, depois de nos trocar, a gente arrumava o restante. Sem contar que muitas vezes a gente dormia semi pronta já que era para aguentar o frio da noite, já que nossos pijamas eram de calor hehehe

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4º dia: 09.01.12 (segunda) – Copacabana / Isla Del Sol

 

Acordamos cedinho nesse dia. Nos arrumamos, tomamos café da manhã de nossas bolachas (o desayuno lá começava mais tarde) Nosso ônibus partia às 7h30. Depois de pegar as pessoas em todos os lugares, saímos efetivamente umas 8h da manhã. Quando chegamos no Estreito de Taquina, todos tiveram que descer do bus para pegar um barco (daqueles pequenos, com uma pequena cabine), para nos levar até o outro lado, onde seguimos viagem para Copacabana. O ônibus vai em uma balsa em paralelo. Como todo mundo deixou a bolsa/mochila lá eu deixei a minha também, pois não estava a fim de carregar. A minha amiga ficou mais receosa e levou a mochila dela. A gente foi meio seguindo o fluxo, chegamos na ‘bilheteria’, compramos o ticket e fomos pra fila. Fizemos a travessia tranquilamente. É rápiao, mas poderia ser mais se o barquinho não fosse tão lerdo.. hehe

 

Chegamos do outro lado meio perdidas, porque não tem nenhuma indicação do que você deve fazer ou para onde você deve ir. E ai você começa a ficar com medinho das suas coisas no ônibus ou de te deixarem para trás. Maaas.. fomos seguindos umas pessoas do nosso ônibus e conseguimos entrar nele. No caminho para Copa, paramos na estrada bem acima da cidade para fazer fotos. Foi ótimo porque depois vimos que tem ônibus que não para. Chegamos na cidade por volta das 11h30. O bus usado foi da Milton Tours. Como gostamos do serviço, resolvemos fechar o passeio pela ilha com eles. O bus para bem em frente ao escritório e aproveitamos para conversar com o cara e fechar o passeio e o ônibus que nos levaria a Puno à noite. No escritório o cara foi bem receptivo, mas a mulher que trabalha lá com ele não é legal não, ela queria alterar o valor combinado.

 

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Vista da cidade de Copacabana

 

Fechamos o pacote, deixamos nossas mochilas na agência e fomos conhecer a cidade. Em 10 minutos vimos tudo.. haha. .a cidade é bem pequena e meio feinha, não tem muito o que se fazer por lá. A cidade vive para o turismo, só agências e restaurantes. E fede a xixi. Procuramos um restaurante, comemos, e saímos pra pegar nossas mochilas e ir pro passeio. Na ida ao barco, encontramos o Guina (que conhecemos no dia anterior).

A viagem foi looonga. 1h30 para ir e mais 1h30 para voltar. O barco era beeem simples e tinha muita gente, o assento não era dos mais confortáveis e o cara ainda quis que a gente sentasse de 3 pessoas, quando cabiam 2 para ficar com algum espaço possível. No barco, encontramos mais um grupo de brasileiros que estava vindo do Peru. O que foi bom porque todos fizemos muuitas perguntas.. hehe . E sim, tem muito brasileiro viajando essa época por lá.. e argentinos.. infelizmente ;P

 

No caminho descobrimos que fomos semi-enganadas.. o cara da agência disse que a gente ia fazer o lado norte e sul no passeio a tarde.. e vimos que nosso passeio era só pelo lado sul.. óbvio que não ia dar tempo de fazer os dois lados só de tarde.. mas até ai a gente foi na do cara que falou que ia ser corrido, mas que dava tempo.. anyway..

 

Chegando na ilha, temos a opção de pegarmos um guia ou ir por conta. O guia sai 25 usd por pessoa.. então não quisemos, claro.. os meninos de Brasília (conehcemos no dia anterior) estavam com um guia e aproveitamos para ir com eles..

Fizemos uma trilha que passava por uma parte do lado sul.. a gente sobe muito degraus, muito altos.. e sobe.. e sobe.. e sobe.. depois de muito subir e cansar, a gente vira à esquerda e segue um caminho plano, que é ótimo. Hahaha Eu confesso que esperava um pouco mais da ilha. Achei bem legal as paisagens e a trilha foi bacana, mas sei lá, acho que esperava ficar fascinada, não sei..

 

Voltando para a ilha, fomos pegar nossas coisas para pegar o bus pra Puno, que saia às 18h30. Mas a gente precisava ir ao banheiro, então saímos correndo. O Guina conseguiu um lugar pra ir e eu acabei indo nos fundos de uma casinha, que tem um banheiro na parte de fora da casa e cobra 1 boliviano para usar. Acabamos perdendo o bus por 2 minutos. Daí o moço da agência combinou com uma conhecido que íamos pegar uma van. Entramos no carro uns 5 minutos depois do nosso bus ter saído. Eu fui sentada no chão, já que a van estava lotada, mas dali à fronteira são uns 10min, então foi tranqüilo. Chegando lá, disseram que ao atravessar a fronteira o bus original (que perdemos) estaria nos esperando do outro lado..

Bom.. chegamos na fronteira, saímos da van, pegamos as mochilas e esperamos na fila para passarmos pela imigração boliviana. Aproveitamos pra trocar um pouco de dólares para soles para garantir e ver quanto estava a cotação.. ai que diferença da moeda boliviana! Hahahaha. 1 usd = 2.6. muito baixo. Espere chegar na cidade que vai arranjar valores melhores.

 

A fila andou bem rápido, carimbamos nossos passaportes e caminhamos para atravessar a fronteira a pé.. é muito legal vc fazer isso! Haha.. dali fomos para a casa de imigração do lado peruano. A fila ali é mais demorada. Dizem que tudo leva cerca de 1 hora para ser feito, eu não contabilizei no relógio, então não sei.. Quando terminamos já eram umas 19h e tinha apenas um ônibus esperando, que estava lotado. Estávamos em 12 pessoas do lado de fora, preocupados em como iríamos seguir viagem. O problema é que não há controle algum, eles vão vendendo ticket e quando entramos na van/bus eles pegam seu ticket, então você fica sem comprovante de nada. E ainda tinha um pessoal que ia direto pra Cusco dali, imagina?.. depois de reclamar, esperar e tudo mais, eles arranjaram uma van malemá para levar todo mundo. Esses caras da van já devem ser preparados pra ir pegar quem sobra.. isso deve acontecer sempre viu.. aiai..

 

A van era beeem desconfortável. .foram 3hrs horrendas de viagem.. o banco era meio inclinadinho pra frente.. não dava pra dormir e o assento era ruim. Chegamos em Puno e a nossa preocupação era: onde vamos ficar? Não tínhamos reservado local nenhum e tínhamos poucas indicações. A gente estava vendo o que ia fazer, quando um cara veio perguntar pra onde a gente ia (se íamos pra Cusco ou ficar ali), dissemos que íamos ficar em Puno e ele nos ofereceu seu hostel. Perguntamos o preço e topamos ir com ele, porque não tínhamos pra onde ir e nem sabíamos por onde começar. Eram umas 22h da noite (talvez um pouco mais).

 

Quando chegamos ao hostel Maison D´Lago, achamos que fizemos um bom negócio, era bonitinho, nada demais, mas confortável. Aproveitamos e fechamos com ele o passeio na manhã seguinte para a Isla de los Uros. Queríamos fazer de tarde também o passeio para Sillustani, maas como era carinho e estávamos sentindo a diferença de cotação em relação ao dólar resolvemos descansar na parte da tarde. E já fechamos o bus à noite para Cusco (de acordo com o cara não tinha de tarde).

Ficamos de pagar tudo no dia seguinte porque a gente precisava trocar dinheiro. O hostel não incluía desayuno.

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5º dia: 10.01.12 (terça) – Puno / Isla de los Uros

 

Acordamos cedo e nos encontramos umas 7h para sair em busca de café da manhã e casa de câmbio. Mas eles não abrem as coisas tão cedo lá, então tivemos um pouco de dificuldade.

Eu acordei meio mal do estômago, como da outra vez e estava andando a passos lentos. Tomei meu remedinho querido (Bromoprida) e fiquei esperando o mal estar passar. Conseguimos encontrar uma casa de câmbio aberta e um restaurante/café. Comemos, saímos para o hostel fechar a conta e pagar tudo. Quando terminamos de pagar, a van chegou. Passamos para pegar algumas pessoas e fomos até o porto, que era pertinho. Chegamos no barco e já vimos a diferença entre o Peru e a Bolívia. O barco era melhor equipado com assento tipo de ônibus, confortável, com motor melhor. Não era igual ao outro que o cara tinha que puxar cordinha, era bem melhor e chegamos rápido para a distância que tínhamos que percorrer. E nesse meio tempo o nosso guia já fez várias explicações, o que foi ótimo, ele era muito bom.

 

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Indo para a Isla de los Uros, passando por plantações de totora

 

No caminho passamos por várias plantações de totora. Lá tem cerca de 65 ilhas feitas com o material. São todas iguais. Descemos, estava muito quente, nos reunimos e ficamos ouvindo a explicação do guia. Nisso, tinha algumas pessoas locais que ficam ali para auxiliar e fazer a demonstração de como é feita a construção da ilha. Gostamos muito do nosso guia, ele explicava super bem. Eles deram pedaços de totora para o pessoal experimentar, mas eu não quis, porque fiquei com medinho de passar mal, mas o Guina e a Natacha experimentaram e disseram que não tem gosto de nada.. hehehe..

 

Nós gostamos mais desse passeio (culturalmente e de ser mais diferente) do que do da Isla del Sol. Todo mundo fala que é falso e tal. Mas, a gente não encarou desse jeito. É claro que eles estão combinados do que vão fazer e tudo mais. Mas nós vimos isso como uma demonstração de como eles vivem durante a explicação e na hora de sair o barquinho de totora, elas cantando, para entreter mesmo, quem sabe ganhar umas moedas. Não achei forçado. É uma encenação e nós achamos bem útil para entender como funcionam as coisas. E assim, a vida deles é aquilo, então é um meio deles ganharem seu sustento.

 

Voltamos para a cidade e fomos andar um pouco para conhecer os arredores. Com um mapa em mãos, fomos em todos os pontos principais. A cidade é bem pequena e os principais pontos são próximos. Então, rapidamente circulamos por ali, paramos também no mercadão e fomos comprar um tênis pra Natacha que estava com dor no pé da bota que ela tinha comprado em Sampa. Depois disso, fomos em busca de um local para comer. Olhando aqui e ali, optamos para ir a La Casona. Foi uma das melhores refeições que fizemos na viagem. Era mais carinho também, mas ai.. uma vez na vida neh gente. Muito saboroso. Com banheiro limpo (!!) – nunca fiquei tão feliz de ver um banheiro decente. Sério. Haha. Aproveitamos e ficamos lá a tarde toda, pois não tínhamos o que fazer na cidade até dar o horário da nossa saída pra Cusco. A gente queria mesmo era dormir, maaas.. ali nós usamos a internet, comemos, almo-jantamos, tomamos bastante suco. O cara de lá foi super simpático e deixou ficar lá de boa.

 

Voltamos para o hostel, pegamos nossas coisas e ficamos esperando no saguão até dar uma hora razoável para irmos ao terminal de bus. No terminal, conseguimos comprar água (lá tem várias lojinhas) e conhecemos uma família de brasileiros que estava voltando para Cusco. Ficamos conversando o tempo todo que estivemos lá, trocando histórias das nossas aventuras.

Lá pelas 21h, nos despedimos e seguimos nosso caminho.

 

Mapa do Centro de Puno:

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6º dia: 11.01.12 (quarta) – Cusco (City Tour)

 

A viagem foi ok. Dá pra dormir naquelas neh.. vc cochila, acorda, cochila, tenta mudar de posição, pega o casaco pra se cobrir e vai indo.

Chegamos em Cusco às 4h30 da madrugada. Como já tínhamos em mente o hostel que queríamos ficar (Paititi), não paramos pra ver por ali se alguém estava oferecendo hostel (como aconteceu em Puno). Então, já entramos no táxi e fomos para o endereço direto. O problema é que não tínhamos feito reserva, então estávamos na esperança de que tivesse lugar para nós três. Doce ilusão, não tinha. E ai começou nossa saga. O taxista acabou nos deixando próximo à praça principal, mas estava super ermo, já que era de madrugada. Decidimos pegar um taxi de volta ao terminal para ver se lá tinha alguém que pudesse oferecer um hostel para ficarmos. Pegamos um taxi, falamos com ele e ele acabou nos levando para uns dois hostels. Ficamos em um deles, mas o cara foi extremamente idiota, falando cada hora uma coisa, que tinha cama, que não tinha, com banheiro, sem banheiro, isso e aquilo, enfim, era louco. Saímos de lá com raiva e sem nosso taxi. Estávamos bem mais pra baixo da Plaza. Decidimos, então, voltar para a Plaza de Armas.

 

Subimos toda a Av. El Sol, com as mochilas nas costas, parando em hotels para ver se tinha vaga, todos ocupados ou custando uma bica (entre hostel e hotel). Sem muita esperança de achar um lugar pra ficar naquele momento decidimos ficar na Plaza e esperar passar das 7h pelo menos, que é o horário que o pessoal sai pra fazer tour geralmente e é quando ficam vagos os quartos.

Encontramos um casal de brasileiros. Eles se juntaram a nós na espera de aparecer um lugar para ficarmos. Passados uns 10 minutos de conversa aparece um ser oferecendo vaga em um hostel, fomos na hora com ele. Era próximo do Paititi (ahh se a gente soubesse, teríamos ido lá antes). Ele disse que ia ficar vago lá pelas 8h30, mal eram 7h ainda. O jeito foi esperar. Ficamos um tempão na área comum, o sono batendo de vez. Aproveitamos para tomar café da manhã e decidir o que fazer da vida ali no Marlon Hostel.

 

Decidimos que na parte da manhã íamos resolver tudo, fechar passeios, trocar dinheiro, comer e tudo mais necessário..

Fomos em 4 agências.. a última delas, eu tinha indicação aqui do Mochileiros, a Puma´s Trek. Conversamos com o Rolando (é o nome dele mesmo hehehe) e falamos sobre tudo que queríamos fazer e choramos, choramos e choramos e conseguimos um ótimo pacote para nós e para o Guina, que ia fazer a Trilha Salkantaya.. fechamos City Tour, Maras, Moray y Salineras, Valle Sagrado com conexão para Águas Calientes com hostel, e Machu Picchu por 162 usd. A gente ia se separar do Guina no Valle Sagrado, quando seguiríamos para Águas Calientes e ele voltaria para Cusco para fazer a Salkantaya. O pacote dele saiu por 215 usd, com aluguel do saco de dormir.

 

Seguem os contatos do Rolando:

Puma´s Trek - Rolando Auccapuri Ituriaga

[email protected]

 

O Rolando é suuper gente boa, atencioso e vale a pena ir com eles. Não tivemos do que reclamar. E ele ainda montou outros pacotes para gente, já que no caminho começamos a pensar em fazer Ica e Paracas, pelos relatos de pessoas que encontramos no caminho e que passaram por esses locais. Resolvendo isso, fomos ao caixa pra sacar dinheiro e pagar os passeios e, em seguida fomos trocar dinheiro e comprar o boleto turístico (necessário para todos os passeios). Você pode comprar logo ali na Av. El Sol.

 

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Vista da Plaza de Armas

 

Ali na Plaza de Armas tem muita agência, umas menores outras maiores. É bom ver umas 4/5 para comparar valor e serviço. O que vimos é que você compra em uma, mas várias se juntam em um bus na hora do tour. Tem uma organização maior que pega os grupos das diversas agências.. maas.. só ficar atento pra ver se tanto faz a agência ou se algumas pegam bus melhor.

Depois de tanta coisa, voltamos pro hostel para descansar. Fizemos miojo no almoço e saímos para nosso city tour, que passa pelo Convento Santo Domgino (Qorikancha) e pelos sítios arqueológicos: Saqsayhuaman (a pronúncia é algo como ‘sexy woman’ hehehe), Q´enqo, Puka Pukara e Tambomachay.

 

Gostamos bastante, o melhor é o de Saqsayhuaman, que tem umas pedras enormes e uma vista linda da cidade inteira. Poderíamos ter ficado mais tempo no Museu e em Saqsayhuaman, porque eram maiores e tinham mais coisas para ver e fazer, mas os outros são bem menores e achei que ficamos um tempo bom em cada para entender o que eram, tirar fotos e apreciar a vista.

 

À noite, fomos jantar no Mushrooms (pensando originalmente que era o Mamma Africa hehehe). Veja relato aqui.

 

Depois voltamos para o hostel e capotamos até o dia seguinte.

 

Mapa da Cidade de Cusco:

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Mapa dos entornos de Cusco (e localização dos tours):

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7º dia: 12.01.12 (quinta) – Cusco (Maras, Moray e Salineras)

 

Acordamos cedo na quinta, tomamos nosso café típico e nos arrumamos para ir até a agência para fazermos o tour. O bom daqui é que não precisamos nos preocupar em fechar a mochila e deixar no depósito. Não que a gente tenha deixado bagunçado, mas pelo menos não ficou aquela preocupação de fazer tudo caber e arrumar e tudo mais.

 

Nos encontramos com o Rolando, que nos levou até a Praça da Alegria. É de lá que sempre saíam nossos e vários outros ônibus e lá que a gente ficava esperando. Até reencontramos a família de brasileiros, mas era mais tchau/oi de longe já que tanto nós quanto eles estávamos esperando o bus para fazer algum passeio. Nesse dia foi uó. A moça organizadora não sabia direito onde estava o ônibus e mandou a gente subir uma rua, depois descer, depois subir de novo. Andamos muito atrás da moça e desnecessariamente. Pra variar, encontramos mais brasileiros nesse tour, dessa vez um paulistano e um carioca, que estavam de ressaca. Rimos até não poder mais com eles. Até cantamos ‘ai se eu te pego’ no bus. Aliás, essa música é febre lá hein. .mais que na Bolívia.. pelamorrr..

 

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Salineras

 

Aaanyway.. demoramos bastante pra chegar ao local de destino e acho engraçado que os caras falam que o tour inclui Maras também, quando na verdade é apenas um cidade muito pobre que passamos no caminho a Moray (mas rola uma explicação sobre Maras). A gente demorou muito pra sair e tivemos que parar em um casinha de artesanato no caminho.. isso estava irritando a gente já.. dessa de ficar parando pro guia ganhar comissão e a gente perder tempo no local de visita.. mas essa parada foi muito interessante, pois vimos como as roupas e artesanatos são feitos. É muito trabalho. Elas mostraram como lavam a lã e como colorem tudo com ingredientes naturais e como conseguem mais de 100 tipos de roxo só com uma planta lá. É muito legal. .a gente atá ficou com dó depois de ficar pechinchando. Muitas das coisas levam um mês para ficarem prontas. Claro que nas vendas e feiras deve ter muito coisa industrializada, maas.. tem gente que trabalha com a arte manual e é muuuito trabalhosa.

 

20120407030404.JPG

Moray

 

Nossa guia era entertainer no bus, perguntou de onde cada um era (por isso cantamos ai se eu te pego), contava o que eram as coisas à medida que íamos passando pelos locais. Era muito boa e interessada pelo que fazia e simpática. Paramos em Salineras e é muito legal lá. De lá fomos para Moray. É lindo. Desde cima você tem a visão de toda a estrutura e é demais pensar no que eles faziam e no trabalho que tiveram para adaptar a planta à altitude. Nós fomos descendo (já pensando em quanto íamos penar para subir de volta hehe), e chegando perto dos círculos, a guia deixou 10 minutos para descermos até lá embaixo. Nessa nós chegamos à conclusão que os Incas deviam ter as pernas muito compridas ou que, pelo menos, deviam ser muito grossas e fortes, pois os degraus eram grandes e distantes uns dos outros. Tivemos que agachar em alguns momentos para conseguir descer hehe. Subir já foi mais fácil, pois tínhamos mais apoio para ir e não foi tanto trabalho subir todo o caminho de volta ao ônibus como pensamos que pudesse ser. Também, a gente já tinha escalado e subido tanta coisa em tantas altitudes que estávamos condicionados já hahaha xD

 

20120407030452.JPG

Grandes degraus em Moray

 

A volta do passeio acabou atrasando pela demora em sair de manha e pela parada no artesanato. Chegamos 1h ou 2h horas depois do previsto. Ficamos passeando na cidade, tirando foto da Plaza e fomos almo-jantar no Mc. O gosto é igualzinho do daqui hehe. De noite fomos no Centro Nativo de Dança, para ver danças típicas, que começava às 19h. Não ficamos até o fim, porque ainda tinha muita coisa que queríamos fazer.

 

O clima lá é interessante. Enquanto na Bolívia estava mais gelado, no Peru, fazia calor de dia e mais friozinho à noite. Mas o calor de lá é diferente do daqui. Você fica de regata, mas não sua. Não é aquele calor insuportável. E isso foi muito bom xD

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8º dia: 13.01.12 (sexta) – Cusco (Valle Sagrado e Águas Calientes)

 

Levantamos cedo novamente, tomamos café e fomos até a Plaza de Armas nos encontrar com Rolando para que ele nos indicasse com qual das moças organizadoras deveríamos ir. Rolando nos explicou o que deveríamos fazer, já que eu e a Natacha pegaríamos a conexão de Ollantaytambo direto para Águas Calientes. Não curtimos muito nossa guia nesse dia. Ela ficava parando toda hora em locais de artesanato, só atrasando a gente. Depois de dias fazendo tour e parando pra ver artesanato, a gente cansa um pouco disso, fora que você quer aproveitar os locais que você está visitando e pagando. Essa guia demorava além da conta nos locais e não estávamos gostando nada nada.

 

Primeiro visitamos as ruínas de Pisaq. Durante o tour nós ouvíamos a explicação dela e logo saíamos para explorar e tirar fotos. Ela fazia a explicação em espanhol e em inglês. O ruim é que tinham 2 pessoas que falavam inglês apenas, então não era algo que compensava, seria melhor os organizadores terem feito um grupo só de gente que queria ouvir em inglês. No sítio de Pisaq, existe u local mais alto, onde você sobe muuuitos degraus para chegar ao topo e ter uma visão geral do vale, das montanhas ao redor e também das próprias pelas quais construções você passa.. Nossa guia não foi nos acompanhar nessa empreitada, ela apenas disse “quem tiver fôlego vai até lá e nos encontramos aqui”. Tipo, oeee.. não vai acompanhar a gente, nem falar o que era lá em cima??..

 

Mas lá fomos nós 3.. eu, a Natacha e o Guina.. nessa altura do campeonato estávamos mais craques em subidas íngremes com degraus imensos. Chegando lá em cima, encontramos um grupo que estava com seu guia. Paramos para tirar fotos e ouvir a explicação. E foi fantástico. O cara era super apaixonado por história e contou muitas coisas legais, de como os Incas iam mudando de lugar por causa da temperatura e da colheita. Ainda bem que cruzamos com ele. Pena que não era nosso guia =/

 

Depois voltamos para o ônibus e fizemos mais uma parada em um artesanato, claro. Mas dessa vez até foi bom, porque pudemos comer choclo (milho) com queijo... #deliiicia. De lá seguimos para Ollantaytambo, onde era nossa parada final, última ruína e último lugar de parceria com o Guina..

 

Chegando lá, vimos o que nos esperava: 264 degraus imensos para chegar ao topo. Pernas de aço, é o que eles tinham. A subida foi tranquila, pois não tivemos que subir tudo de uma vez, paramos em cada plataforma para ouvir a explicação da guia e, claro, tirar fotos hehe

 

20120407030706.JPG

No pé do Valle Sagrado, com o Guina

 

No topo ventava muuuito, de deixar qualquer um com cabelo de Maria Bethânia, e era um vento mais gelado. Chegando na parte baixa, a guia fez mais algumas explicações sobre as ruínas ao pé da montanha e deu instruções para mim e para a Natacha, que íamos ficar. Éramos as únicas do bus que iam fazer conexão. Nos despedimos do Guina e nos desejamos boa sorte em nossas empreitadas. Fomos andar um pouco pelo centro, compramos mais algumas bolachas e paramos para descansar. Depois de um tempo, caminhamos para a rua que dava acesso à estação de trem. Encontramos um amontoado de gente e soubemos que havíamos chegado à estação. Nem se pode chamar aquilo de estação, já que todo mundo fica sentado no chão da rua, do lado de fora do portão, esperando sua vez de passar e entrar no trem. Onde esperamos tem também várias barracas e pequenos cafés para as pessoas comerem.

 

Quando deu o horário (o trem saía às 19h), entramos e fomos nos sentar em nosso assento. Ficamos com nossas mochilas junto, pois estávamos com medinho que algo fosse acontecer, então estava meio apertado, mas nada de ó.. já tínhamos viajado em condições piores antes. :D

Sentamos com dois alemães, que estavam fazendo trabalho voluntário em Sucre, na Bolívia e agora viajavam de férias, antes de retornar para o voluntariado. Eles falavam espanhol super bem e ficamos conversando o caminho todo.

Quando chegamos em Águas Calientes, conforme combinado com o Rolando, havia uma pessoa nos esperando. Ele nos levou até o hostel da Puma´s. Fizemos check-in, recebemos nossos vouchers para entrar no ônibus no dia seguinte, recebemos informações, colocamos nossas mochilas no quarto e saímos para explorar a rua principal e comer algo antes de dormir.

 

Andamos um pouco verificando os ambientes, os valores e encontramos um restaurante com promoção para turista, achamos bonitinho e paramos lá (veja relato no blog)

 

Saímos de lá e voltamos para o hostel. Separamos nossas coisas e roupas especiais para Machu Picchu e fomos dormir suuper animadas para o dia seguinte.

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9º dia: 14.01.12 (sábado) – Machu Picchu

 

Chegou o grande diiia! Levantamos às 5h30 da manhã, pois tínhamos que nos arrumar, tomar café, e estar em frente ao local do ônibus às 7h. Quando estávamos saindo do hostel, fomos deixar nossas mochilas na recepção, mas o carinha estava no sofá do hall dormindo! Dois gringos desceram e precisavam pegar o voucher para pegar o bus. Tentamos acordar o moço, mas ele estava num sono tãao profundo que nada adiantava. Empurramos devagar, depois mais forte, tiramos um pouco o cobertor dele, toquei algumas músicas do meu celular e nada. O cara tinha apagado e não havia meio dele levantar. Os caras estavam desesperados e nós começamos a ficar aflitas com o horário tb. Depois de muito sacudir, falar alto e tudo mais, o cara abriu o olho com a cara toda amassada. Deixamos nossas coisas lá, pegamos um ticket provando que as mochilas eram nossas e saímos em caminhada rápida para chegar ao local dos ônibus. Não é longe de onde estávamos, mas como a gente não sabia onde era, estávamos preocupadas, mas conseguimos chegar direitinho. Acabamos pegando a fila errada e depois de questionar uma pessoa, fomos ao lugar certo. Em 25 minutos chegamos ao topo da montanha, onde fica a entrada para MP. Sensação já de ansiedade e incredulidade da gente estar ali, antes mesmo de entrar.

 

O guia tinha combinado de nos encontrar ali, mas não sabíamos onde ao certo era pra gente encontrá-lo, se na entrada ou se após as catracas de MP. Resolvemos entrar e esperar logo após as catracas. Sentamos numa amurada e de lá avistamos nosso guia com a bandeira colorida erguida. Ele estava conferindo os nomes da lista dele e olhando ao redor. Nós gritamos e ele viu que estávamos do lado de dentro já (eles já estão acostumados a ter gente perdida em todo canto neh hehee). Lá nos informamos que o carimbo no passaporte pode ser feito a partir das 9h, então resolvemos carimbar só depois, porque ainda era muito cedo.

 

Começamos o tour, encontramos alguns brasileiros (claro!) e fomos entrando definitivamente em MP. Subimos, primeiro, um montezinho, com muitos degraus, chegamos ao topo e estava tudo nublado. Já tinha lido que depois o céu abria, mas não tem como, você acaba ficando com medinho de na sua vez, o céu não abrir nada nada. Fora a ansiedade de chegar e já querer ver tudo neh.

 

Anyway.. paramos em um patamar e o guia foi explicando as coisas pra gente. Depois descemos e caminhamos por todos os pontos principais, com o guia explicando o que se tratava cada coisa, para que servia e tudo mais. A partir daí, o céu já começou a desanuviar, o que foi ótimo. Ver uma parte da cidade por trás da névoa dá um gostinho a mais. Você vai descobrindo a cidade aos poucos. O tour tem duração de aproximadamente 2horas. Terminado o tour, pudemos caminhar livremente pela cidade. Voltamos ao local de origem, no topo do monte, para tirar muuitas fotos e ter a vista geral do lugar.

 

É fantástico, um lugar maravilhoso. É espantoso pensar em como os Incas conseguiram a proeza de construir uma cidade no topo de uma montanha, cercada por outras montanhas. E, surpreendentemente, meu celular pegava lá!! No topo da montanha em MP!! (não pegava de jeito nenhum em Cusco, mas pegava lá) Liguei pro Brasil pra falar com minha mãe nesse momento.. “mãaae, to em MP!!!!”.. foi demais..

 

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Machu Picchu, bebê!

 

Decidimos descer de MP meio dia e pouco, porque optamos por ir andando e não voltar de ônibus. Na saída, encontramos nossos amigos alemães e fomos carimbar nosso passaporte (é antes de passar as catracas para sair definitivamente de lá hein). Bom, quem não quiser subir e/ou descer de MP a pé, o ônibus custa 9 dólares. Tendo dicas de uma amiga, preferimos apenas descer a pé, para não cansar e para podermos aproveitar bem MP. E ainda bem que não escolhemos subir a pé, porque olha, que descida! muito longa, com muitos degraus grandes. Nossos joelhos começaram a pedir arrego depois de um certo tempo. E olha, são guerreiros os que sobem por ali para chegar à MP, porque descer foi muito difícil. Foi a pior caminhada/trilha que fizemos em toda viagem, nos esgotou bastante. Mas valeu a experiência e ajudou a passar o tempo também. Levamos cerca de 2hrs para fazer o percurso. Os mais preparados fisicamente levam menos tempo, naturalmente.

Voltamos pro hostel, descansamos, fomos almo-jantar, retornamos para pegar nossas coisas e fomos para a estação de trem que nos levaria de volta a Cusco.

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120407031013.jpg 500 375 Caminho de volta]Peguei essa foto de uma das meninas que conhecemos na viagem, para mostrar o caminho de volta ali ao fundo. Todo aquele zigue-zague é o caminho que separa Águas Calientes de MP. A vista é a partir de Wayna Picchu. [/picturethis]

 

Chegamos, esperamos um pouco e já embarcamos. Nosso trem saía às 18h em direção a Ollantaytambo. No trem tivemos a companhia de uma argentina e um australiano. A argentina não estava muito interessada em conversar com a gente, mas conversamos bastante com o australiano. Chegando em Ollantaytambo, tinha uma pessoa esperando a gente. Fomos até uma van e de lá voltamos para Cusco. O retorno foi meio apertado, pois não tinha muito espaço na van e estávamos com as mochilas em nossos colos. Já viu o caos neh. Chegamos em Cusco por volta das 21h e pouco ou mais. Nos deixaram em uma das Plazas ali do centro e fomos andando para o hostel Paititi que tínhamos deixado reservado (aquele que queríamos ter ficado no primeiro dia de Cusco).

 

Para nossa surpresa, quando entramos, o Guina estava lá. Ele tinha mudado de hostel e pudemos conversar um pouco. Ele sairia naquela madrugada para fazer a trilha Salkantaya.

Não gostamos do hostel. Ele nos foi indicado como sendo muito bom por uma amiga, mas pelo que vimos, tivemos que imaginar as tranqueiras que ela deve ter ficado pra ter achado esse bom. Os quartos tinham muito aparência de mal cuidados, sujos e não tinha luz no banheiro. Fomos dormir já tarde e estava rolando música alta na área comum. Nada bom para quem quer descansar depois de um dia cansativo. E ainda de madrugada, 5h e pouco da manhã pra ser específica (sim, eu olhei no relógio) um bando de gente saiu dos quartos fazendo a maior algazarra. Não foi legal.

 

Mas dormimos felizes.. fomos a Machu Picchu!

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