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Copenhagen, Ilhas Faröe, Estocolmo, Tallinn, Riga e Vilnius - 16 de julho a 3 de agosto


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Normalmente, não costumo escrever relatos de viagem, pq não sou bom nisso, mas esta viagem em especial merece um. No período descrito acima, estive nesses seis lugares (Estocolmo foi improvisada no lugar da Groenlândia, detalhes mais à frente).

 

16 de Julho - Saída do Brasil

 

Saí da minha cidade natal (Piraju-SP) de madrugada (5:45h) para poder chegar a tempo de fazer o check-in em Guarulhos (o voo sairia às 16:40h, e da minha cidade até SP demora pelo menos 5 horas de ônibus, e são poucos horários). Assim que cheguei, já fiz o check-in e faltando cerca de uma hora para o voo sair, entrei na fila de controle de passaportes. Quase perco o voo, pois demorei 55 minutos para chegar ao portão de embarque, a fila se arrastava, e poucos funcionários trabalhando no controle de passaportes (para variar). Viajei pela Lufthansa (com conexão em Munique) e foi uma viagem tranquila. A empresa é pontual e os aviões são novos, porém o atendimento de bordo deixa bem a desejar (se for comparar com a KLM, então, é covardia). Passei o resto do dia viajando.

 

17 de Julho - Chegada ao aeroporto em Munique e depois em Copenhagen

 

O avião pousou em Munique no horário previsto, 09:45h. Na fila da imigração correu tudo bem, o funcionário apenas perguntou quantos dias eu iria ficar na Europa e carimbou o passaporte sem mais perguntas. O voo para Copenhagen sairia por volta das 15h, então fiquei esperando por um bom tempo no aeroporto, o qual me pareceu organizado e limpo, porém não muito grande. Peguei o avião para Copenhagen no horário previsto, sem atrasos, e cheguei em Copenhagen pouco depois das 17 horas. O aeroporto de Copenhagen (Kastrupp) é bastante moderno e bonito (chegou a ser eleito o mais bonito da Europa em certa ocasião), e tem conexão tanto de ônibus quanto de metrô e trem para a cidade. Comprei um cartão cOPENhagen, válido por 72 horas, por 479 coroas dinamarquesas; não é barato, mas em compensação vc tem muito mais liberdade para se movimentar no sistema público de transporte da cidade (transporte ilimitado durante o tempo estipulado), além de poder entrar de graça em diversos museus e atrações da cidade, e de obter descontos em outras, de modo que a relação custo-benefício compensa muito. Já havia reservado o Copenhagen B&B, que fica no bairro Amagerbro, próximo à estação de metrô Christianshavn (a linha de metrô do aeroporto até esta estação é direta). O anfitrião, Carsten Nielsen, é um dinamarquês extremamente prestativo e simpático, adora o Brasil (já veio para cá mais de 10 vezes), é casado com uma mexicana (apesar de eu não ter conhecido a esposa dele), e fala português razoavelmente (e adora praticar). Deixei minhas coisas no B&B e dei uma volta no bairro. Christianshavn e Amagerbro não são bairros dos mais nobres (fica perto da comunidade alternativa Christiania), e para quem imagina que toda cidade da Escandinávia é impecavelmente limpa, ficaria surpreso com Copenhagen; a cidade é bonita (tem prédios e palácios lindos, como descreverei a seguir), mas no geral é um pouco caótica, em alguns lugares lembrando São Paulo. Deixei para explorar a parte mais turística da cidade para o dia seguinte. Com relação ao clima, neste dia o tempo estava nublado (mas não chovendo), e a temperatura estava agradável, na faixa dos 16 graus.

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marcos,blz?

estou ancioso por seu relato,estarei visitando copenhaguem e estocomo em marco,e gostaria de aproveitar suas dicas,abs

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18 de Julho: Primeiro dia realmente 'inteiro' em Copenhagen, fui em primeiro lugar para um dos símbolos de Copenhagen: a Torre Redonda (Rundentårn), próxima à estação de metrô Nørreport. Dentro dela há uma capela, área de exposições itinerantes e uma fantástica vista panorâmica da cidade no mirante. A entrada na torre é paga, mas grátis para quem adquiriu o cOPENhagen card. Na primeira foto, a torre vista do chão; na segunda foto, uma visão das rampas para se chegar ao mirante e, na terceira foto, uma visão panorâmica de Copenhagen a partir do mirante.

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Uma coisa que me impressionou bastante em Copenhagen foi a quantidade de crianças: nunca vi tantas crianças na minha vida, desde os recém-nascidos até os pré-adolescentes. Se a taxa de natalidade anda baixa na Escandinávia, a culpa não é de Copenhagen, com certeza. Saindo da torre redonda, fui em direção ao castelo real, onde dei sorte de pegar a troca de guarda, e depois rumei para a praça Amalienborg, não sem antes passar pela linda Igreja de Mármore (Marmorikirken). Tanto a igreja quanto a praça são deslumbrantes, como se pode ver nas fotos abaixo:

 

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Saindo da praça, fui para outro símbolo da cidade: a estátua da Pequena Sereia. Quem espera algo monumental, poderá se decepcionar, a estátua é realmente pequena, mas a quantidade de turistas ali beira o absurdo. Bem próximo à Pequena Sereia fica a cidadela (Kastellet), um antigo forte que protegia a cidade (para quem quiser chegar lá de transporte público, a dica é ir até a estação de trem suburbano Østerport (pode-se fazer a conexão em Nørreport, que é estação tanto de metrô quanto de trem suburbano). Abaixo segue uma foto da Pequena Sereia:

 

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Em seguida, resolvi fazer um passeio de barco pelos canais de Copenhagen, saindo da badalada área de Nyhavn. O passeio dura cerca de uma hora e passa próximo a lugares interessantes, como o prédio da Bolsa de Valores (Børsen), da Ópera Nacional, da biblioteca Diamante Negro e da Igreja São Salvador. Fotos do local de saída do passeio (Nyhavn) e da Igreja São Salvador a seguir:

 

 

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Encerrei o dia conhecendo um dos parques de diversões mais antigos do mundo, o Tivoli (em frente à Estação Ferroviária Central), em atividade desde 1843. Além dos brinquedos para a criançada, tem também áreas de lazer bem agradáveis, e um palco para shows. Só não vale a pena comprar nada para comer lá dentro, é muito caro. Não me lembro quanto custa o ingresso, pois não paguei para entrar graças ao cOPENhagen card. Abaixo, fotos do cartão-postal do parque (um tipo de chapéu mexicano, não sei o nome exato do brinquedo), e da área verde com o palco.

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Neste dia, tempo ainda nublado, mas um pouco mais quente, na faixa dos 21 graus.

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marcos,qtos dias vc passou em Copenhagen?qto custou o Copenhagen card que vc comprou?vale msm a pena?

obrigado,btw lindas fotos...

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Oi Sergio, o cartão para 72 horas custa 475 coroas dinamarquesas (e o de 24 horas custa 250 coroas; 1 coroa dinamarquesa vale mais ou menos R$0,35), não é tão barato, mas eu comprei pela praticidade. E se vc quiser conhecer pontos turísticos importantes como a Torre Redonda, o Tivoli, o Museu Nacional, a Ny Carlsberg Glyptotek (esta última com coleções impressionantes sobre arte romana e egípcia), eu recomendo, sem contar que vc pode se locomover livremente por metrô, ônibus ou trem suburbano durante o período. Cheguei em Copenhagen dia 17 de julho, fiquei por lá durante todo o tempo nos dias 18 e 19 de julho, depois voltei dia 24, saí de lá novamente dia 25, voltei dia 27, saí mais uma vez dia 28 (por causa do planejamento anterior que eu tinha feito, que incluía a Groenlândia; infelizmente, não pude ir para lá) e, por marcação minha (não sabia que a Lufthansa tinha opções múltiplos destinos), passei por lá dia 3 de agosto para pegar o avião de volta ao Brasil. Obrigado pela mensagem.

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Oi Sergio,

 

Em Copenhagen eu não fiz, acabei fazendo em Estocolmo, por ter passado menos tempo lá.

 

Continuando:

 

19 de Julho: Neste dia visitei o Palácio Rosenborg, o Museu Geológico (sou geólogo, por isso o interesse nesse museu), as praças Gammeltorv e Nytorv (praça antiga e praça nova, respectivamente), e passei pelo prédio da Prefeitura, pelo Palácio Christianborg e pelo prédio da Bolsa (apesar de não ter entrado em nenhum deles). No Palácio Rosenborg estão expostas peças de luxo impressionantes, como estatuetas, bustos e relógios de ouro e prata, quadros, cristais, entre outros. Algumas fotos seguem abaixo:

 

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O Museu Geológico de Copenhagen é bastante interessante, contendo inclusive amostras de minerais brasileiros (como a ametista, proveniente do Rio Grande do Sul), e uma ótima coleção de meteoritos. Estava tendo também uma exposição itinerante sobre animais considerados exóticos no século 17, reunidos por um estudioso dinamarquês daquela época. Abaixo, fotos do crânio de um narval (uma baleia com chifre; na verdade, o tal chifre é um dente que cresce exageradamente) e de exemplares de meteoritos.

 

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As praças Gammeltorv (Praça Velha) e Nytorv (Praça Nova) já foram separadas, mas após dois incêndios, foram fundidas em uma grande esplanada, com uma fonte no meio. Tal praça é um dos pontos de encontro dos moradores no verão. Abaixo, a foto da fonte:

 

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O prédio da Prefeitura (Rådhus) foi construído no início do século XX e contém um relógio astronômico. O Palácio Christianborg já foi residência da família real, mas hoje é a sede do Parlamento dinamarquês. Porém, o edifício que eu mais gostei de Copenhagen foi o da Bolsa de Valores (Børsen), construído no século XVII e cuja torre é formada pela cauda entrelaçada de quatro dragões. Abaixo, as fotos da Prefeitura, do Parlamento e da Bolsa (duas fotos), nesta ordem:

 

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20 de Julho: Já fui logo de manhã para o aeroporto, com destino às Ilhas Faröe, um conjunto de ilhas pertencente à Dinamarca, porém com alto grau de autonomia (com um parlamento próprio, inclusive) e mais próximas da Noruega e da Escócia do que da Dinamarca. O voo estava marcado para as 12h45, pela Atlantic Airways (companhia aérea feroesa) e saiu no horário. Tudo estava indo bem até chegarmos próximo às ilhas: o aeroporto de Vagar estava fechado por causa do nevoeiro (algo muito comum nas Ilhas Faröe, que têm um clima extremamente instável, devido à Corrente do Golfo). Após sobrevoarmos as ilhas por mais de uma hora, o piloto decidiu voltar, mas não para a Dinamarca: acabamos indo parar em uma cidade da Noruega que até então nem sabia que existia: Stavangar. No fim, todos os passageiros tiveram que passar a noite lá, e o voo foi remarcado para o próximo dia de manhã. O hotel onde ficamos hospedados era do lado do aeroporto, de modo que nem posso dizer que conheci algo de Stavangar ou da Noruega, só conheci o hotel e o aeroporto mesmo.

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Oi Marcos, obrigado pela força. Prosseguindo:

 

21 de Julho: Saímos às 8 da manhã de Stavangar e depois de 1 hora e meia, pousávamos enfim nas Ilhas Faröe. As ilhas estão frequentemente tomadas por nevoeiro, com ventos fortes e muito de vez em quando sai um solzinho. Os feroeses não têm uma boa reputação no resto da Europa, são tachados de assassinos de baleias, mas eu gostei muito do povo de lá, são educados, gentis e muito interessados pelo Brasil (que é um lugar tão exótico para eles quanto as Ilhas Faröe para nós). Ao todo são 18 ilhas, ligadas entre si por barcos e, em alguns casos, por túneis que passam por baixo do mar; este é o caso da ligação entre a ilha Vagar (onde fica o aeroporto) e a ilha Stremoy (onde fica a capital, Tórshavn, que significa Porto de Thor). Para quem quiser saber mais sobre o sistema de transporte das ilhas, acessem o site www.ssl.fo (há uma versão em inglês). Do aeroporto até a capital são aproximadamente 50 minutos de ônibus, e quando cheguei no terminal de Tórshavn estava chovendo e ventando forte; então, resolvi fazer algo que procuro sempre evitar: chamar um táxi. O hotel onde eu fiquei era próximo do terminal de ônibus, uns 10 minutos de caminhada, mas com chuva e vento gelado achei melhor não arriscar. Fiquei hospedado no hotel Tórshavn, muito bom e com funcionários atenciosos; o problema em geral dos hotéis e B&Bs da Escandinávia é que a cama de solteiro é ridiculamente estreita, e eu já não sou nem um pouco fino, rs. Tórshavn tem 19 mil habitantes (as ilhas no total possuem 49 mil), e é muito arrumada e agradável; porém, quem fica deprimido com tempo chuvoso e neblina não deve visitar as Ilhas Faröe, porque isso é uma constante por lá. Como as ilhas são de origem vulcânica, quase todas as rochas são basálticas (originárias diretamente do resfriamento da lava em superfície), e tais rochas sempre são de coloração escura; e a chuva constante proporciona um verdadeiro tapete verde em todas as ilhas, então as cores mais visíveis são sempre o preto das rochas e o verde da vegetação rasteira (um detalhe: quase não há árvores lá, apenas as que são plantadas nas cidades). Assim que a chuva passou, dei uma volta por Tórshavn e à tarde peguei um barco para uma ilha menor, Nólsoy, que tem apenas uma vila com apenas algumas centenas de habitantes. Fotos a seguir:

 

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