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Bariloche - Agosto 2012


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Bom, o que eu posso dizer? O título fala por si só... Tenho uma nova paixão: A Patagônia e a neve.

 

Para imagens,https://picasaweb.google.com/106525395560131303728/BarilochePatagoniaApaixonante08A12082012.

 

Depois da viagem pra Buenos Aires decidimos que a próxima viagem seria para Bariloche. E aí começou as pesquisas. Como sempre, eu fiz um roteiro reunindo todas as coisas que se tem para fazer na cidade e na região (quem quiser, é só me pedir), escolhi uma data e fui atrás de passagem aérea e hotel.

 

A primeira dica é: Compre passagem e reserve o hotel com antecedência. Bariloche é uma cidade muito turística na temporada de neve (julho e agosto), portanto, os preços sobem depressa.

 

Reservamos o hotel no site hoteis.com: 4 noites por R$ 538,44 no Hotel Dazzler. Existem vários hotéis. Alguns deles ficam em lugares com vista privilegiada das montanhas, afastados do centro da cidade. O Hotel Dazzler ficar bem no centro (Rua San Martin 441), próximo a rua Mitre (a rua principal, onde estão concentradas as lojas e os restaurantes), fica ao lado de um Pub Irlandês, ao lado do Cassino e em frente de uma fábrica de chocolate Del Turista, perto de varias lojas que alugam roupa de neve, além de ficar a 5 minutos de caminhada do centro cívico. Ou seja, é barato, bem localizado, quarto pequeno, porém confortável, café da manhã gostoso. Uma coisa esquisita é que a parede do banheiro é de vidro jateado. Ou seja, quando acende a luz do banheiro o quarto fica claro (mas isso não foi um problema no meu ponto de vista).

 

A passagem mais barata que encontramos foi pela Aerolineas Argentina saindo de Guarulhos com escala no Aeroparque de Buenos Aires. A companhia aérea tem aviões velhos, trocou nosso horário do vôo uma vez e o número do vôo milhares de vezes, ou seja, parece bem desorganizado. O Atendimento é todo em Espanhol e Inglês e o lanche é normal. Valeu a pena pelo preço: R$ 1.888,50 por dupla.

 

Tendo a parte principal comprada, trocamos o dinheiro (pesos argentinos para compras dentro do país e dólar para o duty free). Compramos 3 mil pesos argentinos em espécie e 1500 dólares no visa travel money. Consegui a cotação de 2,13 no dólar e 0,51 no peso (+0,38 de iof) na CCV Trade e busquei na casa de cambio Cotação.

 

Compramos algumas roupas especiais para enfrentar o frio (muita gente diz que os preços das roupas na Mitre são baratas, mas sinceramente, achei os preços melhores aqui no Brasil. Quem sabe uma boa pedida é comprar lá roupa usada). O problema de comprar essas roupas é encontrar uma loja especializada e preferencialmente barata. Além disso, é necessário saber o que comprar. As principais peças para enfrentar frio, neve, chuva e vento são: calça e camisa térmica (compramos da NORD na centauro), casaco polar (também da NORD na centauro), jaqueta impermeável (comprei a minha na Decathlon e meu noivo na centauro), botas de caminhada impermeável (a nossa é semi impermeável que compramos na centauro da timberland), calça para cortar o vento (compramos uma calça de tecido que seca rápido e alugamos lá a calça que corta o vento e é semi impermeável), luvas impermeáveis (compramos luvas normais na centauro e lá alugamos luvas para esquiar), toca, óculos de sol (a neve e o sol juntos podem cegar), meias térmicas e/ou impermeáveis (compramos na decathlon). Por falar nas lojas, nem todas as centauros tem artigos para neve e os produtos são meio caros. Já a decathlon tem tudo o que você precisa por um preço excelente (só que não tem em qualquer lugar). Se não quiser comprar as roupas, você pode alugar lá mesmo. Porém, recomendo que leve pelo menos a roupa térmica, toca, luva simples, meia térmica, óculos simples de sol, cachecol (e balaclava se acha que o vento gelado no rosto não vai agradar). Outra dica muito importante é: o frio abaixo de zero, o ar seco, a calefação e etc ressecam demais a pele, portanto, leve um bom hidratante pro rosto e para as mãos porque a pele racha bastante e também leve manteiga de cacau pros lábios.

 

Alugamos um carro para 6 pessoas na Amici Rent a Car, 3 dias por $1200 pesos (o que vale muito a pena, ALUGUE) e reservamos um taxi (NGT Transportes) para nos buscar em casa e levar ao aeroporto de Guarulhos por 80 reais por taxi.

 

O roteiro mudou várias vezes porque o que você vai fazer em Bariloche depende do clima. Por exemplo, se não tiver neve não da pra esquiar, se o tempo estiver feio não da pra subir o cerro... E por aí vai.

Antes de ir, pense no que quer fazer e ver. Na época que fomos não tinha mais tanta neve, porém o suficiente para esquiar. Vimos um pouco de tudo. No dia nublado pudemos esquiar no pé do cerro (com tempo ruim não da pra subir), em dia de sol aproveitamos para subir e ver a beleza das paisagens, aproveitamos dias com neve e etc.

Se quiser muita neve, vá em julho na alta temporada (que é mais caro), se não quiser frio, vá no verão. Nós fomos em agosto, pegamos um pouco de neve, frio e sol. Depois de escolher a época para ir, monte o roteiro de acordo com seu gosto.

 

Então lá vai, como foi a viagem dia-a-dia:

 

Dia 1 - Todos os integrantes estavam no apartamento em SP e o taxi veio nos buscar no horário marcado (o vôo era as 5:50AM e o taxi foi agendado para as 2:30AM). Chegamos ao aeroporto, fizemos checkin e despachamos as bagagens, passamos pela polícia federal (se for sair do país com uma pessoa menor de idade e sem os pais dela, é necessário uma documentação). Passando da polícia federal e o raio x está o Duty Free. Aproveitem, os preços do duty free de saída do Brasil no aeroporto de Guarulhos tem os preços ótimos (diferente do aeroporto de Curitiba), tomamos café ali no aeroporto mesmo. Pegamos o avião e fomos até o Aeroparque de Buenos Aires num vôo de 3 horas de duração, passamos pela imigração e pelo duty free (aqui o duty free tem o preço ruim). Nesse aeroporto a gente pegou a bagagem e tivemos que fazer um novo checkin e um novo despacho de bagagem. Depois de ter feito isso, como o nosso vôo para Bariloche era apenas as 19:35 da noite, pegamos um taxi até o centro de Buenos Aires (até o obelisco, deu 50 pesos). Ali tiramos várias fotos e fomos caminhando até a casa rosada. No caminho paramos numa loja 25 horas, onde o preço está exorbitante (3 milka,lays e mais umas guloseimas: 100 pesos). Aí já estava na hora do almoço. Depois de fotos na casa rosada, fomos caminhando até puerto madero onde almoçamos no restaurante LaParolaccia Casa Tua (cuidado, tem 2 restaurantes La parolaccia em puerto madero: 1 de massa e 1 de frutos do mar... nós fomos no de massa). O atendimento é excelente e a comida é deliciosa. Alias, não espere por pessoas educadas em Buenos Aires.

 

Ahhhh, uma coisa importante: das 6 pessoas que viajaram, 2 tinham celular da vivo, 2 claro e 2 tim... Apenas o celular vivo (com uma empresa equivalente: Movistar) funciona lá, tanto em Buenos Aires, quanto em Bariloche. E o 3G não funcionou em nenhum dos celulares (ou seja, não vá dependendo de internet no celular, porque vai ficar na mão). Ou seja, peça sempre a senha do wifi onde tiver.

 

Depois do almoço delicioso, fomos ao porto, tiramos fotos na Puente de la Mujer, brincamos com um cachorro muito simpático (todos os cachorros de Buenos aires e de Bariloche parecem treinados, são lindos e muito carinhosos), pegamos um taxi e voltamos para o aeroporto (mais 50 pesos). Depois do raio-x não tem duty free porque é um vôo nacional.

 

O vôo atrasou cerca de meia-hora por conta de um atraso em outro vôo que vinha do Paraná e tinha pessoas que iam pegar o mesmo vôo que a gente. Pegamos o avião e fomos até Bariloche num vôo com duração de 2 horas (Bariloche é no meio do nada, como era noite não podia se ver NADA). Chegando no aeroporto de Bariloche (que também não tem duty free nem na saída nem na entrada porque é vôo nacional) pegamos nossa bagagem e fomos procurar um taxi. Lá tem dois serviços: o taxi e o remise. O remise tem valor fechado e é mais barato que o taxi, porém o carro não tem identificação como o taxi. Mas nós utilizamos o serviço sem problemas. Valor fechado de 70 pesos até qualquer hotel no centro da cidade.

 

Chegando no hotel, fizemos checkin, nos instalamos e fomos passear pelo centro cívico e pela mitre (e procurar um lugar para jantar). O centro cívico é lindo, visite de dia e a noite para fotos. Passeamos pela Mitre (algumas das lojas ficam abertas até 21 ou 22h todos os dias), localizamos as lojas que queríamos visitar, mas não entramos em nenhuma, apenas procuramos um lugar legal para jantar. Acabamos entrando no La Marmita. É um lugar legal com comida variada, porém o preço é bem alto. Como estávamos num grupo de 6 pessoas, pedimos 2 fondues de queijo (queijo suíço muito amargo) e 1 fondue de chocolate (chocolate lá é sempre delicioso, mas não tinha morango) foi 200 pesos por dupla (enquanto jantávamos as pessoas festejavam na rua, eu acho que por causa de futebol). Jantamos e voltamos para o hotel para descansar, acordaríamos cedo no outro dia.

 

Dia 2 - Acordamos cedinho para esquiar (tomamos café as 7:30, lá o dia amanhece mesmo só as 8:30 ou mais). Recebemos dicas de quem já tinha ido para lá e disseram o seguinte: "Esquiem no primeiro dia, porque é viciante e vocês terão tempo de ir de novo se quiserem". E foi o que fizemos e é realmente viciante. Escolhemos o cerro catedral por sem perto e com maior quantidade de neve para a época (mas tem vários outros centros de esqui: refugio neumeyer, piedras brancas, cerro bayo, etc). Pegamos o carro que alugamos antes de sair do Brasil (ahhh uma dica, não saia do hotel de chinelo de dedo... os dedos congelam hahaha aprendi isso da pior maneira possível), não é preciso carteira de motorista internacional, a brasileira é o suficiente (eles levam e buscam o carro no hotel, muito tranquilo). Única coisa que precisa lembrar ao dirigir por lá é: manter o farol aceso sempre. É uma lei, existem muitos policiais pela rua, fomos parados e levamos alguns avisos para acender o farol durante toda a viagem hehehe. Saímos do hotel, e em frente dele alugamos roupas para neve (no meu caso luva e calça 80 pesos o total para mim e pro Ronan). Para chegar no cerro catedral é muito fácil, pegue a avenida que circunda o Lago (avenida bustillo) e siga pra direita até aproximadamente o km 8.5, vai ver placas indicando o caminho, vire a esquerda e siga a estrada. Chegando lá, há um estacionamento bem grande que custa 30 pesos. Ao sair do carro já fomos abordados por um homem oferecendo 2 horas de aula de esqui Alpino e equipamentos por 200 pesos por pessoa, aceitamos e fomos nos trocar. Uma dica: FAÇA a aula. Não é fácil sem a aula, porém com uns 4 ou 5 truques que o instrutor ensina já se torna bem mais simples e um esporte muito divertido. Esquiamos por cerca de 3 horas, um fotógrafo tirou várias fotos para nos vender (de uma loja que fica dentro do shopping que tem no próprio cerro), fomos ao shopping almoçar e ver as fotos. O almoço custou em torno de 80 pesos por pessoa (caro!!!) e as fotos saíram em torno de 75 pesos cada (caro!!! também, mas pegamos algumas. Se pagar no dinheiro tem desconto). Uma garrafa de água lá no cerro sai em torno de 15 pesos e a maioria delas tem gosto de soro. Como o tempo estava ruim e a subida do cerro estava fechada, deixamos para subir no dia seguinte e aproveitamos a tarde para ir a Vila La Angostura (que é uma vila estilo Suíça) que fica a 60km de Bariloche, fora da província de Rio Negro (ao tentar ligar o carro..... tcharam! bateria arreada... Sorte que 3 Argentinos gente boa nos ajudaram a empurrar e fazer o carro pegar novamente... acontece! hehehe). Paramos para pedir informação no posto de combustível, ou estacion de petroleo hehehe (ahhh, a gasolina é a SUPER e o valor estava 6 pesos o litro... Enchemos o tanque com 250 pesos... Com isso andamos em torno de 500km num citröem picasso), o frentista do posto nos disse que para chegar na Vila deveríamos seguir reto à direita na avenida que circunda o Lago, passando uma pequena Vila chamada Dina Huapi, a entrada é a 10km a frente. Porém, a paisagem era tão hipnotizante que passamos a entrada, e andamos uns 60km no sentido errado. Literalmente “Perdidos na Patagonia” (isso renderia um bom filme de terror na neve). O vento era muito forte e chacoalhava o carro, pegamos até tempestade de areia. Mas valeu pela paisagem, uma mistura de deserto, com lago azul escuro e verde, arvores verdes e laranja, e montanhas com picos nevados. Quando notamos que estávamos muito longe de onde deveríamos estar, já estava perto de anoitecer. Fizemos a volta e voltamos para o hotel. Depois de tomar banho e nos trocar, saímos do hotel, devolvemos a roupa na loja de aluguel (a luva não é impermeável... molha e muito a mão). Depois disso fomos para a Mitre comprar chocolate, lembrancinhas e jantar. Antes de ir na Mitre, entramos na loja Del Turista (de chocolate) que ficava em frente ao hotel para pesquisar preços (e de todas as lojas é a que tem o melhor preço, uma caixa com 20 bombons sai em torno de 30 pesos e ainda ganha um chocolate quente na faixa, sem contar os 10% de desconto ou até 20%. Sempre fica alguém na porta de entrada entregando papel de desconto). Lá na Mitre nós entramos na loja Fenoglio (que vende havannas, nada de novo) e Mamuscka (loja maravilhosa). Em toda a mitre tem várias lojas de recuerdos (lembranças) e roupas pra neve (para comprar ou alugar). Gastamos em torno de 100 pesos em lembranças e mais uns 100 pesos em uma camisa e uma toca pra mim e pro Ronan de Bariloche. No caminho fomos convidados a jantar num restaurante de frente para o lago (mas nao se engane, a noite não da pra ver nada... apenas escuridão). O nome do restaurante é Kostelo e todos ganhamos margaritas frozen na faixa. Comida e preços super em conta, 70 pesos por dupla por 2 pizzas deliciosas e bebida. Saímos dali e estava frio demais. Corremos pro hotel pegamos o carro, fomos até a catedral tirar umas fotos e voltamos para o hotel novamente. Mais um dia se foi.

 

Dia 3 - A previsão do tempo era de sol (no site do cerro catedral sempre tem a previsão do tempo, a condição do tempo e da neve), o dia das fotografias com céu super azul e luz ótima. Dia também de subir o cerro, todos os teleféricos estavam funcionando. Tomamos café, alugamos roupa (dessa vez só a calça. Dica: é possível alugar roupa para vários dias e ganhar algum desconto, pra gente não valia a pena porque só alugamos nesses dois dias). Fomos novamente ao cerro catedral e, para nossa surpresa, havia nevado e o chão estava todo branquinho... Foi alegria geral... Todos brincando e rolando na neve. Mas como o tempo era curto, voltamos à realidade e fomos em direção à subida. Pedimos informação para subir na parte mais alta, o Cable Carril. Para apenas subir para conhecer e descer (sem esquiar) custa 120 pesos por pessoa. Sobe até uma parte num bondinho com capacidade para 25 pessoas (estilo metrô super lotado) e lá em cima pega um teleférico de cadeirinha até o topo. Na saída do teleférico tem um fotógrafo tirando fotos a 50 pesos, compramos uma e buscamos numa loja na Mitre à noite. A vista é de tirar o fôlego e só as fotos podem falar por mim, então vejam as fotos e entendam porque estou sem palavras. Lá a neve era fofa e dava para afundar nela. Deitei, fiz anjinho, guerra de neve, escorreguei e tudo que pude... Não queria mais voltar... Tudo lindo demais. Mas hey, leve óculos de sol. Ficamos bastante tempo la, tirando fotos e aproveitando (e a Arine resolveu me dar uma pedrada de gelo no pé... Doeu demais, mas estou bem hahahaha E eu bati as costas num bloco de gelo, doeu mais que a pedrada hahahaha). Depois descemos de teleférico e tomamos um chocolate quente Milka no pé do cerro a 13 pesos. As meninas da Milka vivem entregando amostra de chocolate, é uma delícia.

Pegamos o carro e fomos fazer o circuito chico prolongado (indo até Llao Llao). Uma vista mais perfeita que a outra. Achamos algumas trilhas no meio na mata que escondiam uma vista mais linda que a outra. Passamos pelo hotel Llao Llao e continuamos o circuito chico. Ha uns 30km de Bariloche tem uma ponte com uma vista maravilhosa, pare o carro e tira umas fotos lá. Além disso, no canto é possível encontrar uma trilha até a beira do Lago, desça e aproveite a vista. No final da ponte fica uma guarda de estrada, era 16h da tarde e ainda não havíamos almoçado, pedimos informação para ela de onde achar um restaurante. Ela nos disse para ir na vila suíça, porém estava tudo fechado. Então começamos o caminho de volta, mortos de fome. Uns 2km depois do cerro campanário achamos uma cafeteria deliciosa onde paramos para comer, chamada Abuela Goye. Antes de sair o vendedor disse que TINHAMOS que subir no cerro Campanário ainda naquele dia porque o tempo estava ótimo, porém faltava apenas 1 hora para fechar. Saímos e voltamos até o local para subir. Subimos a 50 pesos por pessoa. A National Geografic classificou o cerro campanário como a 7ª melhor vista do mundo. E vale a pena mesmo. Estava sem neve, mas é uma vista 360° das montanhas, do lago... É lindo. A subida é por teleférico de cadeirinha. Descemos e voltamos ao hotel. O jantar desse dia foi no Família Weiss. Restaurante austríaco de comida variada e com show de tango. Saiu em torno de 230 por dupla com bebida e sobremesa. Voltamos pro hotel e la se foi mais um dia.

Todos os restaurantes, hotéis, lojas tem vários lustres de chifres de animais e animais empalhados. Além disso, muita gente usa casaco e cachecol de pele de animal, deprimente.

 

Dia 4 - Esse dia decidimos não subir no cerro otto (pois estava sem neve) e fomos tentar achar a Vila La Angostura. E dessa vez achamos. Fomos certinho como o frentista nos falou. Passamos a Vila Dina Huapi e em menos de 10km achamos a entrada, dali andamos uns 60km até a cidade. Lá pegamos nosso primeiro dia com um pouco de neve caindo (la é sempre mais frio do que em Bariloche). Lá tem uma vista linda do lago e das montanhas (tem um passeio de barco). Além de ser super próxima da divisa com o Chile. Passeamos pela cidade, fizemos várias fotos e almoçamos num Pub Irlandes (Finnegan). Saímos da cidade, passamos no cerro bayo mas ninguém quis subir (120 pesos por pessoa) e a neve caía. Voltamos pra cidade extremamente cansados e aproveitamos a tarde para dormir um pouco. Íamos patinar no gelo, mas desistimos. À noite jantamos num Pub Irlandes do lado do nosso hotel e depois fomos ao cassino tentar a sorte. Eu apostei 50 pesos e ganhei 30... Foi um bom jogo hehehehe

 

Dia 5 - Acordamos, abrimos a janela e SURPRESA !!! Estava nevando muito!!!! Troquei de roupa e desci para pular, brincar, cantar, dançar na neve hehehehe Fiquei muito feliz. Tomamos café e fomos passear no centro cívico e na Mitre para comprar mais uns recuerdos e tirar fotos com neve. Voltamos para o hotel e fizemos as malas. Hora de dar tchau. O Ronan queria ir cedo para o aeroporto na esperança de um dutyfree. Mas como eu disse, por ser um vôo nacional não havia dutyfree nenhum. Pegamos o vôo para Buenos Aires e eu fiquei chatiadíssima porque mudaram minha poltrona, fiquei no corredor separada do Ronan. Chegamos em Buenos Aires, passamos pela Policia Federal e tcharaammm!!! Duty Free gigante para noooosssaaa Alegria com preços ótimos!!!! Tínhamos menos de 10 minutos para fazer as compras, depois nosso vôo atrasou 25 minutos o que deu mais tempo para comprar. Mesmo assim sobrou alguns dólares para o duty free de Guarulhos que também é gigante e tem preços ótimos. Fizemos as compras e fomos pegar o taxi, valor fechado de 103 por taxi (guarucoop). Chegamos em casa e a viagem terminou.

 

A melhor, a mais distante (uns 4 mil km de distância), a mais bonita. Amei... Não queria mais voltar... Não tenho nem palavras para expressar. Só digo que todo mundo deveria conhecer um pedacinho da Patagônia pelo menos. É maravilhosa.

 

Espero ter ajudado de alguma forma.

 

Enjoy!

 

Enquanto o vídeo está sendo editado, segue abaixo umas prévias:

 

Post completo: http://tralhadarede.blogspot.com.br/2012/08/viagem-bariloche-patagonia-apaixonante.html

 

PS: já estamos preparando a próxima, dessa vez o destino será: Chile. Quero esquiar muitooo!!!

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  • 2 semanas depois...
  • Colaboradores

Olá, Aleide!

 

Muito bacana seu relato. Bem detalhado e com boas dicas. ::Cold::

 

Vi as fotos no seu blog, realmente lindas! Faz falta algumas fotos aqui tb. ;)

 

Tenho visto muitas pessoas falando que os preços lá não estão compensando muito ultimamente, o que é uma pena. Mas o lugar vale!

 

Parabéns pela viagem e pelo relato! ::otemo::

 

[]'s,

Camila

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  • Membros

Relato muito bom e rico e detalhado com informações de grande valor! Valeu pelas dicas ! As fotos ficaram demais.

 

Acha que vale a pena ir em Agosto mesmo ocorrendo riscos de não pegar neve?

 

Estou em uma dúvida cruel ir em Agosto ou pagar mais caro em Junho ou Julho.

 

Desde já agradeço...

 

 

Abs ! ::otemo::

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  • 4 meses depois...
  • Membros

Oi rlemes, tudo bem?

 

Então... Se você quiser MUITA neve, vá em julho... Os preços são mais altos mas você com certeza vai ver muita neve. Na época que eu fui (começo de agosto) já tinha muito lugar descongelado e só vi nevando mesmo 1 dia.

 

Beijos e obrigada :)

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  • Colaboradores

Então... Se você quiser MUITA neve, vá em julho... Os preços são mais altos mas você com certeza vai ver muita neve. Na época que eu fui (começo de agosto) já tinha muito lugar descongelado e só vi nevando mesmo 1 dia.

 

Acho que isso depende muito.... tenho acompanhado alguns relatos e a melhor época varia de ano para ano.

Tem ano que junho já está com bastante neve e tem ano que não.

Um amigo foi em setembro e pegou muita neve, algumas estradas fechadas. Eu fui em setembro de 2012 e a neve já estava de saída. Mas, vi nevar no Cerro Otto. Clima de montanha é muito incerto.

 

Se eu fosse arriscar uma época sem levar em consideração valores e número de pessoas no local, eu arriscaria fim de julho/início de agosto.

 

[]'s,

Camila

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  • 3 meses depois...
  • 2 semanas depois...
  • Membros

Oi Aleide!

 

Eu vou agora, no começo de Julho, primeira semana...eu não achei os preços tão altos assim, a passagem está por R$1.500,00 ida e volta, pela Aerolineas...pela Lan Chile sai mais em conta ainda, mas desisti já que a conexão é em aeroporto diferente rsrs.

Estou muito interessada no roteiro que você fez, será que você poderia me passar? O e-mail é [email protected] e outra coisa, vou sozinha, acha que consigo sobreviver na cidade assim rsrs?

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  • 1 mês depois...

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