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Peru - Bolívia - Chile (Atacama) - Argentina (Salta) - Meu primeiro mochilão!


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Oi, galera. ::Ksimno::

 

Finalmente estou tendo tempo para escrever sobre meu primeiro mochilão. Viajei para o Peru, a Bolívia, o Chile e a Argentina de 26/12/2011 a 24/01/2012.

Esta é uma forma de agradecer aos relatos que me ajudaram muito. ::otemo::

 

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26 de dezembro - Lima

Cheguei em Lima no dia 26/12, 2a feira, logo após o Natal. Peguei um táxi e disse apenas: "Miraflores. Preciso de um hostel." (pois não falo nada de espanhol). Para minha sorte, os peruanos entendem português e não tive muitos problemas com isso. Foi uma experiência meio que assustadora andar de táxi perto do aeroporto. O trânsito é caótico e os motoristas cortam uns aos outros gritando. O percurso não é bonito, mas pude ver o oceano Pacífico. A corrida custou quase nada apesar da distância percorrida. Por fim, estava eu em Miraflores, sem falar espanhol, sem reserva, sem companhia, sem noção da onde ir. O motorista tinha me indicado, entretanto, um hostel, o Flying Dogs - http://flyingdogperu.com/ - calle diez canseco, n. 117. Era confortável o suficiente pra mim, bem localizado, com locker no quarto, bom café da manhã incluído e paguei apenas 30 soles por uma cama num dormitório para 4 pessoas que estava vazio na primeira noite. Desacoplei a mini-mochila com documentos e fui explorar a cidade com minha inseparável moneybelt (que só saia de perto de mim quando eu ia tomar banho). Sentei numa lanchonete (não lembro mais o nome, mas há várias na plaza ao fim da rua do hostel) com a missão de tomar Inca Kola e Pisco. A Inca Kola era MUITO doce, a Pisco MUITO ardente. Aliás, no Peru, tudo tinha sabor BEM acentuado. Sai então para conhecer os arredores. Foi então que quebrei meu preconceito contra o Perú. As praças de Miraflores são lindas e algumas têm Wi-Fi. As ruas são limpíssimas. Como era um dia depois do Natal, havia presépios e decorações por toda a cidade. Miraflores, além dos peruanos e das flores, também é habitada por gatos. Felinos em todos os cantos. Nessa plaza, onde há uma igreja com a imagem de Miguel Arcanjo, há um guichê que vende um city tour. Não lembro quanto paguei, mas foi muito barato. Foi legal pois ele percorre muitos locais. Depois, pude voltar aos que me interessaram a pé. Cuidado com o andar de cima do ônibus, pois ele é alto e alguns galhos podem bater na sua cabeça. Se você estiver acompanhado, vá a Plaza dos Enamorados. É linda e bem em frente ao oceano. Eu estava sozinho então fui experimentar o ceviche mesmo, peixe crú... MUITO apimentado. Como eu estava meio detonado da viagem, fui beber umas Cusquenas (detalhe que eu não bebo, mas estava ali pra experiência novas) que por sinal era MUITO amarga. Fiquei ali bebendo e assistindo TV em espanhol até o sono chegar.

 

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27 de dezembro - Lima

Acordei cedo e fui tomar o tal do chá de coca. Aprovado! Mas não espere ter onda com ele (rs).

Peguei um táxi até as proximidades do Palácio da Justiça (não dá para chegar até lá andando). De lá fui seguindo o mapa que peguei no hostel. Conheci a Plaza San Martin, a Plaza principal deles (que não lembro mais o nome), o Palácio do Governo, entre outros. Se você gosta de bater perna como eu, vai conseguir fazer tudo isso andando. De volta ao hostel, caminhei pela avenida Arequipa e descobri que Lima é uma cidade com todas as vantagens de uma capital: farmácias, supermercados, etc. mas com preços bem mais em conta. Pela tarde, após quase morrer com o tempero apimentado do almoço, fui conhecer algumas outras plazas de Miraflores. Já de noite, me arrumei para conhecer uma atração deles chamada Fontes Mágicas. Assim que desci do táxi, o motorista não arrancou e ficou esperando eu voltar pois já sabia não havia funcionamento na 3a feira. Imbecil! ::grr:: Ele perguntou se eu queria voltar e ignorei ele completamente. Usei um pouco de lógica e atravessei a rua para pegar o trânsito em sentido contrário. Vi um aglomerado de pessoas. Um ponto de ônibus! Na verdade, eram mini-ônibus que vem com o "trocador" gritando e chamando passageiros como nas vans do Rio de Janeiro. Elas vêm com o nome dos locais onde passam escrito. Assim, decidi saber como era. Paguei apenas 2 soles para voltar ao quarteirão do hostel. Yeah! ::otemo:: Quer dizer: "Si!". Andando pela plaza, descobri uma rua muito movimentada com várias casas que são uma mistura de disco e restaurante. Para minha surpresa, ouvi em uma delas "Ai se eu te pego!". Aff. Lembrei de uma dica de uma colega de trabalho e fui conhecer a Puente de los Suspiros no Barranco, fora de Miraflores, no Barranco. Desci do táxi numa plaza toda iluminada por pisca-pisca, afinal o ano novo estava chegando, e segui até a ponte. O local é lindo, mas é mais gastronômico que pra zoação. No fim da ponte, do lado esquerdo, há um bar lounge chamado "Picas" que toca música eletrônica e era o único cheio. Não entrei na Picas antes que me zoem! ::bruuu:: (rs) Resolvi experimentar o famoso Pisco sour em um restaurante vegetariano dentro do vagão de um trem. Aprovado o de maracujá, morango, o tradicional de limão... Isso aproveitando um showzinho de música ao vivo dentro do vagão. Já de volta ao hostel, experimentei a cerveja Franca na companhia de um felino de pêlo laranja que lembrava o Garfield na versão Perú. Na hora de dormir, já havia três australianos no meu quarto que depois do Perú iriam a São Paulo e ao Rio. Ficamos pela madrugada falando em inglês e trocando dicas de viagem.

 

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28 de dezembro - Lima

 

Acordei cedo com os roncos de um dos australianos. Ninguém merece... ::mmm:

Já estava satisfeito de Lima. Comprei em Miraflores mesmo, numa plaza perto do hostel, minhas passagens rumo à Nazca pela Cruz del Sur. Peguei um táxi até a rodoviária que era limpíssima. Como viajei na cama leito, tive acesso à area vip da rodoviária com chá, água, café e internet liberados. Eles não te avisam que existe essa sala. Descobri sem querer. A viagem até Nazca tem muitas paisagens que contrastam do árido ao mar. Vale a pena ir na janela se conseguir. Oito horas depois, já de noite, cheguei em Nazca sem reserva pra variar.

Ainda dentro da rodoviária, pude ver um letreiro escrito "ALEGRIA". Lembrei, então, de um dos depoimentos que li no Mochileiros sobre o hotel dizendo que valia muito a pena. Resolvi arriscar. Para minha surpresa, consegui um quarto com cama de casal, chuveiro de água quente, ar condicionado, tv a cabo, com café da manhã e piscina incluídos por apenas R$50 (que diga-se de passagem foi a hospedagem mais cara que paguei em todo o mochilão - rs). Jantei na lanchonete bem em frente. A comida é boa, barata e dá para dois. A dica é o arroz chaufa deles, um arroz com um monte de coisas misturadas. Tomei um guaraná cor laranja de 500 ml por 1,20 sole que achei melhor que a Inca Kola. ::cool:::'>

Fui dormir pois ainda não tinha fechado pacote nenhum para o dia seguinte.

 

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29 de dezembro - Nasca

Acordei cedo e tomei meu café da manhã ao lado da piscina do hotel. Ao invés do nosso pãozinho, eles comem uma broa meio solada que é horrível. :|

Com o mapa fornecido pelo hotel, fui explorar a cidade. Não espere muito. Nazca não se parece nada com Lima. Chegue na cidade com pesos trocados. Do lado do hotel mesmo, há uma agência onde contratei o vôo sobre as linhas de Nazca para a manhã por US$100 (doláres mesmo: em custo/benefício esse foi o passeio mais caro de todo o mochilão) e o Cemitério de Chauchilla para a tarde por S$30 ou S$50 (foi em soles mesmo). Voltei para o hotel e fui curtir a piscina sozinho. Use protetor para o corpo e MUITO protetor labial porque lá é muito árido. Como eu já tinha lido que algumas pessoas passam mal no vôo, resolvi fazer um jejum. Um carro (incluído no pacote) me levou até o aeroporto. Voei pelas Alas Peruanas. No mesmo vôo que eu havia três colombianos que estavam fazendo de tudo para pegar o local da frente no avião. Quando fomos chamados para o avião, o piloto perguntou pra mim da onde eu era. Quando falei que era do Brasil, viramos amigos de infância! (rs) Ele tinha morado em São Paulo por anos. Me colocou na cabine do piloto e ele mesmo tirou fotos pra mim. Nem precisa dizer que um colombiano teve que ir pra trás para dar lugar pra mim :lol:. O vôo dura uns 30 minutos. Aos 20 minutos, eu comecei a passar mal ::hein: e já segurei o saco na frente. Só não vomitei porque o estômago estava vazio. ::essa:: Na descida, dei uma grana pra uma cerveja pro piloto e fui esperar a carona de volta no estacionamento. Há uma feirinha lá atrás que vende camisas e chaveiro com símbolos de Nazca bem baratos. O sol estava me fritando. Na volta, comprei minhas passagens para Arequipa para o mesmo dia de noite. Ao entrar no hotel, fui direto pra recepção para pedir mais uma diária. A recepcionista disse que eu não poderia permanecer no quarto que eu estava, pois ele estava reservado. Eu expliquei então para ela que eu sairia de noite e ela disse que eu não precisaria gastar dinheiro com isso e abriu uma sala com várias mochilas e disse que eu poderia deixar minha bagagem até eu partir sem pagar nada. ::otemo:: Fica a dica! De tarde, esperei o carro que ia me levar até Chauchilla. Fomos eu, o motorista e dois holandeses, Audrey e Pete. O cemitério é bem afastado da cidade num lugar plano e desértico no meio do nada. Tem uma casinha com 2 múmias para você ver e depois há uma trilha de pedras para percorrer por entre os túmulos abertos. O guia conta a estória local. Do nada, veio um vento sinistro e eu e os holandeses ficamos lembrando de cenas de filme de terror. :? De volta a cidade, achei um @botequim :lol: , longe de uma café bar, mas com internet para eu dar sinal de vida em casa. De noite, peguei meu ônibus rumo à Arequipa, mas não pude dormir, porque o cara da frente estava roncando. Odeio gente que ronca! ::mmm:

 

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30 de dezembro - Arequipa

Chegando em Arequipa, no desembarque, a gerente, ao descobrir que eu era brasileiro, me perguntou o que significava "Ai se eu te pego". ::mmm: Expliquei gestualmente e ela foi embora :lol: .

Na rodoviária, fui abordado por várias pessoas. Uma menina me falou "Pirwa" e lembrei que tinha lido isso no Mochileiros. Fui com ela até uma agência dentro da rodoviária mesmo e aproveitei para ver os pacotes. Foi aí que tive a brilhante (?) idéia de passar o Reveillon no fundo do Canyon del Colca. Como eu estava viajando sozinho, não tinha ninguém lá pra me dizer que eu estava surtando. ::ahhhh:: Eu que nunca fiz trekking em minha vida, fechei um pacote de 3 dias por US$130 (dólares mesmo, mas incluindo guia, camas para dormir na duas noites e café da manhã, almoço e jantar em todos os dias). Não achei caro em comparação ao que paguei (ou perdi) sobrevoando as linhas de Nasca. O combinado pela agência era pagar S$50 (soles) pela diária de um matrimonial no Pirwa Hostel - http://www.pirwahostelscusco.com/hostel-arequipa.html com táxi incluído até o local. O táxi estava caindo aos pedaços ::hein: , mas chegou lá. Chegando ao hostel, me disseram que custava S$60 (soles)! Falei que não era esse o combinado e ameacei ir embora. :x Então a recepcionista reclamando liberou. O quarto era suficiente pra mim com tv a cabo, mas com chuveiro de água gelada ou escaldante. Não tinha meio termo! ::bad:: Com o mapa conseguido no próprio hostel, fui explorar a cidade. O trânsito é caótico, mas todos os motoristas obedecem aos sinais. Há taxis de muitas cores, mas com S$4 (soles) dava para ir para qualquer lugar. Então comecei uma peregrinação (literalmente) e fui conhecer algumas das igrejas locais. Passei pela plaza principal que é muito linda. A arquitetura da cidade é muito bonita. Visitei a catedral por S$20 (soles), mas sem a propina da guia que é a praticamente obrigatória. A guia era simpática e entusiasmada. Esse passeio vale a pena para quem gosta de viajar ao antigo. Eu que não sou chegado gostei bastante. É possível ir até a torre da catedral. A vista é linda, mas o nevado estava coberto pelas nuvens. De lá, seguindo conselhos lidos no Mochileiros, fui até o Monastério de Santa Catalina. Deve ter custado entre S$20-30 (soles). Ele é praticamente um bairro. Não deixam tirar fotos! Mas como eu não entendo espanhol mesmo... :roll: Preferi uma visita não guiada e foi bem melhor. Pude ficar o tempo que quis e subir por onde deu na telha. Levei uns 45 minutos percorrendo ele todo. Acho que com um guia eu teria levado mais. Vale a pena conhecer. Passeie um pouco mais e fui a um supermercado. Comprei várias frutas que eu não conhecia e uns suprimentos para a viagem. Esse supermercado fica em frente a plaza e tem bons preços. Por fim, voltei cedo para o hostel, pois a van me pegaria às 3 horas da manhã para o meu primeiro trekking.

 

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31 de dezembro - Canyon del Colca

 

Três horas da manhã em ponto tocaram no hostel. Deixei minha mochila numa sala do Pirwa e ela ficou lá pelos três dias sem me cobrarem nada. Fui apenas com uma mochila alugada bem menor. Recolhemos mais algumas pessoas no caminho e fomos rumo ao Mirador del Condor. Antes de chegar lá, passamos por uma região coberta de neve. Eu, carioca, nunca tinha visto neve até então e fiquei pagando de turista tirando foto do gelo :lol: . Por fim, chegamos ao mirador que estava, no momento, acima do nível das nuvens. A vista é fantástica. Se vocês forem à Arequipa, contratem o passeio até o Mirador. Vale muito a pena. Apesar de não haver nuvens, estava muito frio. Estou acostumado com 42 graus no verão. De lá, fomos a Chivay, vilarejo onde começa o trekking. Saímos eu e um casal de australianos, Sarah e Peter. Guiados pelo John, nosso guia peruano, fomos de início descendo por uma vegetação alta que parecia um milharal. A vegetação acabou e começou uma descida de mais de 4 horas. Num momento, só conseguíamos enxergar até 10 metros a nossa frente devido a estarmos na altura das nuvens. A temperatura baixou ainda mais. Após um tempo, atravessamos as nuvens e fomos recompensados com a vista. Fantástica. Para quem já está acostumado, sugiro esse trekking. No fim, ficamos num local chamado "Oasis", habitado por uma família peruana típica. Eu fiquei com uma cabana só pra mim. De noite, jantamos juntos e, para nossa surpresa, fomos convidados para participar da festa de Reveillon com bolas, fogos, música e sangria.

 

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1 de janeiro de 2012 - Canyon del Colca

Acordamos cedo. Dia aberto. ::otemo:: Fui aproveitar a piscina do local: um gelo só. ::tchann:: A galera acordou depois e começamos nosso 2o dia do trekking. Descemos mais um pouco ::ahhhh:: e aí começou o problema: a subida. Percebi que minha mochila estava pesada. Como eu estou acostumado a viver perto do mar, percebi a diferença que é respirar por ali. Na subida, ganhei fôlego quando consegui avistar oito condores. Um veio voando na minha direção e foi ficando grande. Deu um rasante em mim ::ahhhh:: e passou voando. O John na subida pegou um pó branco numas plantas, tipo um cactus, e passou na gente. O pó virava uma pasta vermelha. Ele disse que esse ritual era antigo para nos transformar em guerreiros já que entraríamos pelas montanhas. O pó branco, na verdade, explicou ele depois, era um fungo e o vermelho o sangue do bicho. Em resumo, ele esmagou os bichos na cara da gente. ::mmm: Subimos até um altar de pedras. Lembrei de "Bruxa de Blair" :lol: . Ele costumam empilhar pedras umas sobre as outras fazendo um pedido. Fiz o meu pedido: "conseguir sair de lá bem e, preferencialmente, com vida!" :lol: . Seguimos por uma paisagem super exuberante: quedas d´água da neve derretida do topo da montanha, um rio abaixo, um paredão de pedras da cada lado e uma vegetação verdejante absurdamente linda. Chegamos então cedo no outro ponto de chegada. Ficamos conversando bastante trocando idéias sobre nossos países. Perguntei desde bumerangues até cangurus e crocodilos :lol: . Estava MUITO frio. Fiquei novamente sozinho num chalé e descobri que tinha comido alpaca na noite do Reveillon! ::mmm: Fomos deitar cedo pois teríamos que acordar às 3h30 da manhã. Nem eu acreditei quando ouvi. ::essa::

 

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2 de janeiro de 2012 - Canyon del Colca

Acordei às 3 horas da manhã para arrumar as coisas. :shock: Não havia luz no local. Somente podia contar com minha lanterna. Sou muito lento quando acordo. Às 3h30 começamos nossa trilha. Levem lanternas. Um breu total! Fomos andando pela escuridão, levando galhadas na cabeça. ::essa:: Perguntei ao John: "Aqui há cobras?". Ele perguntou: "Serpientes?" E, seguida, disse: "Siii!". Achei melhor não traduzir pros australianos. ::xiu:: Descemos ainda mais... Quando começou a amanhecer, estávamos atravessando uma ponte sobre um rio. Lindo demais. Daí em diante, começou a subida para valer. Nossa! Eu morri várias vezes no caminho. ::dãã2::ãã2::'> Chegou uma hora que eu me desesperei. Do nada, nuvens surgiram e começou a ventar. Piorou ainda mais pois começou a chover e meu casaco começou a molhar e a ficar mais pesado. Deixei o grupo passar e vi eles sumindo nas névoas. Eu só conseguia dar 10 passos e era obrigado a parar. Pânico total! ::hahaha:: Sem chances de me buscarem ali. Comecei então a ouvir alguém me chamando de muito longe e decidi andar 10 passos contando e parar para respirar e assim fui. Tirei o casaco e amarrei na cintura. Lá fui eu. O guia voltou pra me buscar. Os australianos estava, preocupados comigo. 20 minutos depois nesse ritmo lentíssimo e eu estava no topo. Faltava pouquíssimo. Por que ele não me falou? AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH! ::hahaha:: Recebi parabéns dos australianos. Para mim foi uma conquista, eu com 35 anos e eles com 21, 22 e 25. Pensa que acabou? Tivemos que andar por uma estrada MUITO longa até Chivay. De acordo com o guia, estávamos atrasados. Eu estava acabado, mas sobrevivi. ::otemo:: Chegando lá, tremendo de frio ::Cold:: e completamente molhados, tomamos café da manhã e eu tremia todo. Descobri então que não iríamos pra casa pois haveria uma ida às fontes termais. Meus pés estavam pedindo. No caminho, comprei um casaco de lhama. Esquenta bem mas pinica muito. :cry: Passamos numa cidadezinha e vi uma senhora com um falcão. Lembrei de já ter visto alguém no Mochileiros tirando uma foto com um falcão e lá fui eu. Tirei uma das melhores fotos do passeio: eu abraçado com uma lhama e com um falcão na minha cabeça. Não se esqueçam da gorjeta da senhora! A van foi enchendo com outras pessoas. Todos entrando limpinhos e eu IMUNDO, cheio de lama, acabado, vestido de lhama. :oops: Chegamos nas fontes e eu achei que estava com febre. Vi várias piscinas descobertas e não me animei. Todos entraram. Aí ouvi alguém falando em sauna. Entrei correndo e tinha uma piscina de águas quentes com uma cúpula que acabava formando uma sauna. Entrei e fiquei 30 minutos lá. TUDO DE BOM! O problema é que só tinha casais ali. Um cara ficava me encarando pra ver se eu estava olhando pra esposa dele. Nem era bonita. ::bad:: Eu ignorei. Depois, chegou um outro guia gritando "brasileno!". Só podia ser eu. O grupo já estava do lado de fora me esperando. Me arrumei rapidinho e fui pra van. Me largaram próximo ao hostel. Peguei minha mochila e decidi ficar mais um dia. Lá fui pegar mais uma diária no matrimonial. Paguei S$50 (soles) sem desayuno com a recepcionista querendo S$60! Entrei no quarto e apaguei! Assim começou o ano pra mim! :lol:

 

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3 de janeiro - Arequipa

 

Acordei bem cedo e fui correndo comprar passagens para Cusco. Eu queria ir o mais tarde que eu pudesse pois sabia que a viagem seria longa e aproveitaria para "dormir" no ônibus. Paguei um City Tour. Eles se atrasaram para me pegar, mas com um trânsito daqueles já era esperado. O motorista parou para pegar mais 2 turistas: um casal, o marido canadense e a esposa peruana. E lá fui eu segurando vela de novo ::grr:: . O City Tour contava com uma guia que estava vestida como uma aeromoça e toda cheia de pose. Passamos pelo Mundo da Lhamas, paramos num restaurante de comida típica. Nossa! A guia perdeu a pose e comeu MUITO! Pareceu que ela ganha uma refeição quando indica alguém. Quando seguimos para a Mansão del Fundador, começou a chover. A guia desceu e, com sorriso nos lábios, abriu o guarda-chuva dela e foi explicando sem que nós saíssemos do ônibus. Virou e falou: "Vamos! Vamos!". Eu saí na chuva mesmo, mas o casal ficou. Foi bom que ela virou uma personal guide. Pedi para ela tirar as fotos pra mim, mas todas ficaram foscas ::grr:: . Quando voltei, a peruana estava dormindo e o marido emputecido do lado. Seguimos para uma espécie de Moinho. Dessa vez, todos descemos. A guia com seu guarda-chuva bateu o sino de chamada e ficamos no vácuo no meio da chuva. Já estava fechado. O casal fez cara feia e ela sentiu que não ia ganhar mais gorjeta. Então começou a não ligar mais pra gente ::bruuu:: . A chuva ficou muito forte. O motorista parou então na plaza mesmo e gritou "BYE!" em um microfone. Maior falta de respeito. Ainda bem que o hostel era perto da plaza. No caminho de volta, fui fazer a tal da visita à Mumia Juanita. Você paga (não lembro quanto) e eles te põe para assistir um vídeo explicativo em espanhol ou em inglês. Depois um guia te pega e passa por três salas com pedras e artesanato. Um saco! :x No fim, te mostram uma múmia congelada. Eu não acreditei muito na estória. Mas se você viu as múmias de Chauchilla, esquece essa. ::bad:: A diferença é o gelo em volta. Por fim, peguei um táxi até a rodoviária. Chovia MUITO MESMO. As ruas estavam começando a ficar alagadas e eu desesperado. O táxi não podia entrar na rodoviária e tive que andar um pedaço na chuva. Tive que pagar uma taxa para embarcar. Não sei porque eles não cobram logo isso junto com a passagem :x . Por fim, entrei no ônibus. Como ia de leito, sabia que tinha refeição. Viajei de noite para ganhar um dia. Lá fui eu para Cusco.

 

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4 de janeiro - Cusco

 

Cheguei em Cusco, como sempre, sem reservas. Já na plaza central, tentei uns dois lugares sem sucesso. Cusco é bem alta e andar com uma mega mochila não é muito legal. Dei sorte de ter vaga no Pirwa Bed and Breaksfast Suecia bem perto da plaza principal. Paguei S$30 num dormitório para 3 pessoas com desayuno incluído e internet liberada. Dei sorte de novo e só tinha eu quando cheguei assim pude descansar um pouco. Há uma agência onde você consegue comprar pacotes no anexo dele e umas lojas que você pode comprar ou alugar material em frente. Mas há muitas outras opções pela cidade. Explore pois a cidade é linda. Para comer, opte por se afastar um ou dois quarteirões da plaza principal e os preços caem. Entretanto pela rua da lateral da igreja e seguindo bem mais a frente haverá tendinhas e padarias muito baratas. Há umas pensões que vendem um PF (prato feito) enorme por S$8 (soles), acompanhado de chicha morada, uma espécie de chá. ::cool:::'> É muito bom! A melhor cotação que achei foi num banco próximo ao hostel. Eles trocavam dólares e reais. Comprei o boleto turístico completo por S$130 (soles). Aproveitei o passeio para comprar meu abrigo (corta-vento) da The North Face lá também com excelente preço. Há muitos passeios possíveis. Comecei a caminhada por conta própria pela cidade com o mapa que o hostel me concedeu. A recepcionista marcou um tour dos pontos mais legais e também foi ela que me disse onde comer mais em conta. Os museus de Arte Popular, Histórico Regional e Arte Contemporâneo são próximos e estão no pacote do boleto. Para as atrações maiores, os Vales Sagrados, você terá que arrumar condução. A melhor maneira é comprar um pacote numa agência. Se você comprar um pacote, terá que pagar pelo boleto a parte. Consegui um city tour passando pelos vales sagrados no mesmo dia. A sorte estava do meu lado. Não lembro quanto eu paguei, pois fechei no hostel. Eles aceitaram cartão! O início do tour era andando pela igreja. Eu já estava de saco cheio disso de Arequipa e não fui. Mas quem foi gostou. Marquei com o guia na porta da igreja e ganhei 25 minutos para descansar. Cheguei na porta da igreja e fiquei esperando. Foi quando fui cercado por crianças querendo vender coisas dizendo: "Amigo do Brasil! Amigo do Brasil! Lula! Dilma! Neymar! Ronaldinho! Rio de Janeiro! São Paulo! Flamengo!" e assim foi. Quando disse que não queria comprar nada, uma menina fingiu que estava chorando. ::mmm: Enfim o guia saiu com o grupo gritando meu nome e me juntei ao grupo até uma outra igreja. Aff. Blá, blá, blá depois... fomos para o ônibus para algumas das atrações. O passeio foi bom somente porque o guia era muito bom ao explicar o que cada construção significava. No caminho de volta, paramos numa tenda para compras. Isso é típico no Peru. Chegamos na Plaza já de noite. Quando voltei ao hostel, vi as duas outras camas desarrumadas. Como tinha um passeio aos Vales Sagrados no dia seguinte, fui dormir cedo. Se você estiver numa de conter despesas, existe a possibilidade de comprar um boleto turístico somente para os Vales Sagrados e entrar numa excursão só para elas. Meus colegas de quarto chegaram depois: um peruano e um espanhol. Conversamos bastante e eles saíram pra zoar pois era o último dia deles no Perú.

 

5 de janeiro - Cusco

No dia seguinte, após o desayuno (café da manhã) em frente a plaza, fui agendar minha ida à Machu Picchu (que por sinal era o motivo maior da minha viagem). Perto do hostel, há uma agência ao lado do Mc Donald's. NÃO FECHEM NADA COM ELES. Depois explico... Eu até que dei sorte (como sempre). Consegui comprar van + trêm (ida e volta) + entradas para Machu Picchu e Wayna Picchu. Paguei US$98 (dólares) por Wayna. Acho que foi 130 soles por Machu Picchu. Não lembro os valores restantes, mas conversando depois com as pessoas do ônibus, vi que eu fui um dos que pagou mais baratos porque comprei em Cusco. A maioria tinha comprado por agências fora de Cusco. Havia MUITOS brasileiros no ônibus. Um grupo animado com um coller com cervejas. Conheci duas baianas muito legais: Manuela e ... (esqueci o nome pra variar) ::putz:: . O guia era excelente. Antes de tudo, ele parou num vilarejo para compras... De novo... Enfim... ::mmm: De todo o passeio aos vales sagrados, o que mais gostei foi Ollantaytambo, o melhor lugar pra fotos. Ele falou que, futuramente, a entrada aos vales sagrados será limitada e que poderíamos ser um dos últimos grupos a ter o privilégio. Por incrível que pareça, ouvi essa estória depois por outras pessoas. Na descida, existe a possibilidade de retornar por uma trilha usada pelos incas. É super tranquila e muito bonita. ::otemo:: Na parte debaixo, há umas fontes de água. Procure-as pois não há sinalização. Chinchero está toda destruída e somente é uma parada para mais compras... De novo... Enfim... ::mmm:

 

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6 de janeiro - Águas Calientes

 

Pela manhã, peguei a van no local marcado. Tive que trocar de van e entrar numa que estava super lotada. Tinha uma peruana atrás do meu lado com o irmão dela. Eu fui comer um biscoito e ofereci a ela. Ela aceitou toda sorridente e olhou pra mim como quem diz: "safadinho!". :oops: Enfim... São longas horas até Ollantaytambo de onde sai o trem para Águas Calientes. No trajeto, um turista europeu, toda hora abria a janela no maior frio para tirar fotos ::vapapu:: A van para num estacionamento e você deve seguir até a estação. Nossa! O trem é super limpo e tem até música peruana ambiente. ::otemo:: Os tetos de vidros e amplos janelões permitem ver a exuberante paisagem tanto das montanhas quanto do rio Urubamba. Isso se você estiver sentado do lado esquerdo do trem para quem vai para Águas Calientes. Assim prefira a cadeira da janela do lado do rio. Do trem, você conseguirá ver algumas pessoas fazendo a trilha inca. Quando cheguei, como eu tinha reservado no Pirwa de lá, já havia gente me esperando na saída da estação. Esperando a pé para te levar a pé pro hostel ::lol4:: Não se preocupe que Águas Calientes é muito pequena... Mas não a substime pois tem locais lindos. Há um mercado de roupas legais, bom e barato, perto da estação. Se você se afastar da rua principal, a que tem muitos restaurantes, achará refeições com preços mais acessíveis e ainda padarias. Perto do campo de futebol, há um supermercado com excelentes preços. Comprei minha capa de chuva lá em AC e paguei bem barato. Explore a cidade. Vale a pena! ::otemo:: Paguei S$35 (soles) no 'dorm' do Pirwa. Gostei muito. Dividi o quarto com um paulista (esqueci o nome) ::putz:: e duas Argentinas, Luisina e Augustina. Saímos de noite para tomar umas cervejas, mas voltei cedo pois o dia seguinte era o Grande Dia, o dia de conquistar Machu Picchu.

 

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Valeu, DanSan.

O ponto alto de Arequipa, sem dúvida, é o Canyon del Colca. Se não quiser encarar o trekking de 3 dias, há uns passeios que vão até o Mirador del Condor. Vale a pena!

Quanto a chuva, não há o que fazer. Na parte central da cidade, não há problemas com alagamentos. Somente perto da rodoviária.

Abraços,

Luiz Barboza

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7 de janeiro - Machu Picchu / Wayna Picchu

 

Acordei de madrugada pois tinha que pegar o primeiro ônibus para subir. Para meu azar, (não dá pra ter sorte sempre ::mmm: ), estava chovendo. Lembrei logo daquele incidente dos turistas que ficaram presos em MP :shock: . A subida até a entrada de Machu Picchu é sinistra. Há trechos muito estreitos para os ônibus. ::hahaha:: A aventura já começa aí. Quando entrei no santuário, embora estivesse com algumas névoas, quando vi aquela beleza toda comecei a chorar. O motivo? Quando eu tinha 13 anos, eu tinha visto a foto de Machu Picchu e disse que queria conhecer aquele lugar. Naquela ápoca, eu não tinha noção do que era dinheiro, distância, problemas da vida, de nada. 22 anos depois, eu estava lá realizando um sonho inocente da minha infância. :D Achar Wayna Picchu foi bem complicado no meio da névoa. Me perdi, umas duas ou três vezes. Conheci um casal de turistas que também estavam tentando achar a entrada da subida, tão perdidos quanto eu. ::lol4:: Vinte minutos depois, conseguimos achá-la. Éramos do primeiro grupo que entraria. A subida é bem cansativa por causa da altura. Respirar não é tão fácil. No caminho, lembrei da promessa que fiz no Canyon del Colca que não faria essas loucuras novamente. Promessa quebrada! ::lol3:: Em um determinado momento, tive que passar agachado por uma fenda numa rocha sem qualquer iluminação. ::hahaha:: Mas vá com fé que é curta! ::cool:::'> Quando cheguei no topo, a chuva já tinha parado, embora houvesse neblina ainda. Tive a brilhante (?) idéia de ver as horas no meu celular e descobri que tinha sinal. Tem noção que liguei pra minha família do topo de Wayna Picchu? ::otemo:: "Estou em Wayna Picchu. Vou mandar um torpedo com foto". Tirarei onda com todos pra sempre. ::lol4:: Consegui ver a cidade do topo. É linda de qualquer ângulo. Depois de um tempo, comecei a descer. Foi aí que percebi que a descida é muito pior que a subida. Estava tudo molhado. Não havia local para segurar em algumas partes e alguns degraus eram menores que metade do meu pé. Adrenalina total! ::hahaha:: Na descida, vem um grupo animado e escuto uma menina falando: "Gente! Falta muito?" (em português mesmo). Eu respondi rindo: "Você está na metade!". Aí foi aquela festa de brasileiros no meio do nada com direito a fotos e tudo! Depois que desci, pude apreciar a vista. As névoas começaram a se dissipar. A vista é muito mais bonito que em qualquer foto! Saí de MP para lanchar. O restaurante lá é caríssimo, mas há uma lanchonete mais em conta do lado. Eu tinha marcado uma visita guiada para a tarde. Para minha sorte, como sempre, o Sol saiu com força total. Me juntei ao grupo. Todos lindos e perfumados e ei imundo, cheio de lama e terra. :oops: O guia era muito bom. Aliás, os peruanos sabem receber os turistas e estão super preparados pro turismo. Durante a visita guiada, o tempo virou absurdamente. Alguns abriram o guarda-chuva, mas eu estava de capa. Muitos ficaram ensopados e com frio. Fica a dica de levar algo impermeável. Já de volta a Águas Calientes, pude ainda encontrar o paulista e as meninas para zoarmos um pouco. Fui correndo até a estação e consegui trocar minha passagem de trem que era para noite do dia seguinte para a manhã, logo no primeiro trem. Não quis visitar as fontes termais. Um dia em MP e meio dia em AC é suficiente.

 

 

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8 de janeiro - Cusco

A volta é mais demorada, pois o trem tem que subir ao invés de descer. Como o trem estava vazio, pude sentar na janela para ver o rio. Quando cheguei em Ollantaytambo, procurei o guia que iria me levar. Estava incluído no pacote. Vi as pessoas indo embora, indo embora... Quando dei por mim, eu era o último e só tinha um cara gritando: "Cusco!". Levei um calote da agência! ::grr:: . Peguei a van e desembolsei S$25 (soles). Mas sou brasileiro e não deixo barato... Quando cheguei em Cusco já estava com reserva no Pirwa, ao lado da agência do calote. Entrei e fui direto reclamar pedindo os S$25 (soles). ::toma:: O cara teve que me pagar de volta. Contratei então minha ida a Puno na agência da Pirwa mesmo. Existem duas possibilidade até Puno: uma que permite ir parando em várias vilarejos no caminho e outra ir direto pra Puno. Segui as dicas de pessoas que já foram e peguei o que vai direto. Passiei pela cidade para gastar o restante do boleto. Só faltou uma dança típica que era de noite. Como eu ainda não tinha conhecido a night peruana e a entrada do Pirwa me permitia ir num happy hour da rede do hostel, lá fui eu. O local era legal, mas é para universitários. Me senti deslocado e fiquei conversando uns 30 minutos com o barman que queria saber do Brasil. Quando saí de lá, encontrei 2 paulistas, me perguntando em portunhol qual era a boa. Eu ri e disse que iríamos descobrir juntos. Fomos em 6 locias diferentes: todos de graça com o primeiro drink grátis. Bebendo e saindo ::lol4:: . Os que mais gostei foram o Mama Africa, o Inka Team e o do lado do Inka Team, acho que é Mithology. Ouvimos "Ai se eu te pego" e até aquele funk "Eu só quero é ser feliz..." ::lol3:: . Descobrimos até um show de rock ao vivo. De madrugada, fui pro hostel e conheci uma canadense, a René, que já estava viajando há meses. Conversamos até quase amanhecer. No dia seguinte, me despedi do Perú.

 

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9 de janeiro - Puno (Peru) / Copacabana (Bolívia)

 

Nem só de alegrias vi o mochileiro. Esse dia foi perrengue do início ao fim. ::vapapu::

 

De Cusco, resolvi ir pra Puno e ver qual era. Muitos tinham falado mal de lá. Se eu não gostasse iria pra Copacabana.

Depois que se sai da cidade rumo a Puno, há um trajeto muito lindo... no início! Você pode ver alpacas, lhamas, cavalos e ovelhas aos montes. Montanhas com neve. Pude ver até uma tempestade bem longe.

Quando passamos por Juliaca, entretanto, a cidade estava completamente destruída pela água, cheia de lama. As fachadas da cidade são inacabadas e tudo parece em construção. ::bad:: Com isso, começou as sacudidelas no ônibus. :x Em Puno, não era muito diferente e a viagem estava levando mais tempo que me disseram. Na verdade, foram 3 horas a mais do previsto. ::grr:: Quando cheguei na rodoviária, as pessoas lutando para eu ficar onde elas ofereciam. Um povo comendo pollo em marmita e aquele cheiro estava em todos os cantos. ::mmm: Me senti muito desconfortável e fui comprar logo uma passagem para Copacabana. Foi quando descobri que os ônibus só saem até certa hora pois tem que dar tempo de chegar na fronteira. Entrei em pânico. ::ahhhh:: Uma senhora insistia para eu ficar no hostel dela. Então olhei pra ele e, desesperadamente, disse: "Preciso ir embora" ::hahaha:: Começou, então, um trajeto MUITO louco. A mulher me deu umas diretrizes. Primeiro, me colocou num táxi-bicicleta (1o transporte na saga até Puno) com um senhor de mais de 60 anos pedalando para me levar até a rodoviária. O senhor estava quase morrendo, pois era mais de 100 kilos somando eu, ele e a mochila. ::mmm: Achei que ele fosse enfartar. Chegando na rodoviária, ele me colocou numa van (2o transporte) que ia até Kasani, um vilarejo na fronteira do Perú com a Bolívia. Já tinha passado das 16h. A van estava lotada de gente esquisita. ::hahaha:: Eu estava com tanto pânico que não deixei o cara colocar minha mochila atrás. Ela foi no meio das minhas pernas. Pensei que seria assaltado. ::mmm: O trajeto era no meio do nada. Uma hora depois, eu pergunto quanto tempo falta para chegar à Kasani e descobri que faltava mais de uma hora. Detalhe: a fronteira fechava às 18h. ::putz:: Entrei em mais pânico ainda. ::hahaha:: Quando cheguei lá, já era 18h15. Começou a sessão, enrola turista. Me colocaram em outro táxi-bicicleta (3o transporte) que me levou até... outro táxi (4o transporte)! ::grr:: Mas a fronteira não era tão perto assim... Quando eu cheguei na fronteira já era umas 18h45. ::tchann:: Havia um fim de fila de turistas entrando no país. Entrei, sorrateiramente, sem que ninguém percebesse. Todos eram de um único ônibus, eu só eu ali de bobeira. ::hãã:: Quando chegou minha vez, o cara me pede uma xerox da identidade. Hã? Como assim? ::hein: Entrei em pânico total! Ele me disse que havia uma loja do outro lado da rua que tirava cópias, mas que estava fechando. Lá fui eu carregando a mega mochila sem ar por causa do soroche. ::essa:: Consegui a xerox. Tirei até mais de uma pra prevenir. Quando voltei até a imigração, apresentei as cópias ao mesmo homem e ele me pede a saída dada pela polícia federal. Hã? Como assim? ::putz:: Ele disse que a polícia federal era do lado. Por que ele não pede tudo de uma vez logo? ::grr:: Quando fui lá, estava fechada. ::vapapu:: Voltei pro atendente da imigração que já estava fechando o guichê e falei, falei, falei... em português e ele não estava entendendo nada. Até que enchi tanto o saco dele que ele carimbou a saída. Ele nem queria saber pois estava saindo. Está pensando que acabou o sufoco? :x Aí, eu, ingenuamente, perguntei a ele onde poderia conseguir um táxi até Copacabana. Ele riu e disse que nenhum táxi pode atravessar e que eu teria que atravessar a ponte sozinho e bem rápido pois a fronteira do outro lado também deveria estar fechando. ::hahaha:: A Bolívia é bem mais alta que o Peru e vocês não tem noção de como oxigênio faz falta numa ponte na forma de 'U' invertido. Lá fui carregando uma mochila com mais de 15 kilos. Quando cheguei lá estava tudo escuro. ::mmm: Do fim da ponte, vi a imigração fechando as portas. Fui correndo (e sem ar), gritando para o homem não fechar. Quando cheguei lá, vi que era um guarda e ele me disse que já estava fechado a mais de 1 horas. Na confusão, esqueci o fuso horário! ::putz:: Novo momento de pânico. ::hahaha:: Como ele viu que eu estava nervoso, perdido e no escuro, me orientou a pegar um táxi, dormir em Copacabana e voltar bem cedo pela manhã. Tinha um único taxista parado lá. Eu estava sem bolivianos e sem condições de negociar. Ele cobrou um valor que não lembro direito porque ia aceitar qualquer valor que ele falasse mesmo. A fronteira é MUITO longe de Copacabana. O trajeto todo estava sendo feito no escuro. Do nada, 2 caras fazem sinal pro táxi que para e põe os 2 atrás. Pensei: "Morri!". ::hahaha:: Mais a frente, uma chola (a famosa boliviana gordinha) fez sinal e entrou na mala onde estava a minha mochila. Eu pensei: "Vai roubar tudo!". ::mmm: Acho que o trajeto durou uns 30 minutos, mas pra mim cheguei lá uns 10 anos mais velho. ::tchann:: O primeiro hotel que eu vi, hotel Glória, eu pedi para parar. Eu enrolei até o cara tirar a mochila do porta-malas. :roll: O Hotel Glória simplesmente era caríssimo pros padrões da Bolívia: 400 bolivianos. Mas continuava sem condições de negociar. Tive que deixar minha identidade com eles. :cry: E, pior ainda, me colocaram no TERCEIRO andar. :shock: Caraca! Que dificuldade subir escada com a mochila naquela altura. Cadê o oxigênio? Larguei tudo lá e desci para acertar com o cara, mas eu não podia pagar com cartão porque não tinha luz! AAAaaahhh! ::hahaha:: Eu pedi para pagar em dólares, mas ele não aceitou. ::vapapu:: Mas como ele viu que eu tinha dólares, ele liberou. Saí para comer algo pois meu estômago me lembrou que eu não comia desde Cusco! Fui num dos únicos lugares com luz. Claro que o restaurante que tinha luz, era porque tinha gerador e logo era caro. ::putz:: Mas depois do que passei eu merecia. Comi ouvindo uma família de brasileiros na mesa do lado conversando livremente sobre os problemas deles em português achando que ninguém entendia. Depois, voltei ao hotel e encarei os seis lances de escada. No quarto, fiz uma ligação para o Brasil para falar da minha situação e que, no dia seguinte, eu talvez voltasse ao Brasil. Fui dormir orando a Deus (fiz mesmo!) para que a onda de azar passasse. ::essa::

 

10 de janeiro - Copacabana

Acordei cedo para poder voltar até a imigração. Fui surpreendido com uma linda manhã de sol. Da sacada do hotel, vi o Lago Titicaca. É fantástico! Fechei com um taxista de ir e me esperar para me trazer de volta. A regularização foi tranquila assim que eu disse que era brasileiro. Somos super bem vistos pelos hermanos. Voltei pra cidade e fui buscar uma hospedagem mais em conta. Descobri o hotel paraíso, bom e barato. Deus realmente me ouviu! A sorte estava de volta! ::otemo:: Na mesma rua, há uma agência de turismo. Fechei um pacote para a Isla del Sol (partes norte e sul) pro dia seguinte. Tirei o dia para curtir a cidade. Tomei banho de sol tomando umas pacenas em frente ao lago. 8) Veio um cara pedir "ajuda" dizendo que era engraxate e que um amigo dele disse que os turistas tinham dinheiro e que quando chegou ali todos usavam tênis ou sandálias e precisavam voltar pra casa. Claro que era um tremendo caô! Mas levou uns bolivianos... Andei pela cidade e subi ate o calvário. Caraca! Calvário mesmo. Devido a altura, eu tinha que parar várias vezes para recuperar o fôlego. A vista do calvário maior é incrível. Você consegue avistar a imensidão do lago. Não deixe de ir. ::cool:::'> Também subi no outro calvário, um menor, acompanhado de um cão que cismou comigo. Esqueça o calvário menor. É sujo e abandonado. ::bad:: De tarde, troquei de hostel e passiei ainda mais pela cidade. Dá pra conhecê-la toda a pé. Caminhei pela orla e sentei para ver o pôr-do-sol. É imperdível! Provei a truta de lá. É fantástica. Por fim, voltei ao hostel... e do nada BLACKOUT de novo! ::mmm: Aff. Fiquei brincando com a lanterna até pegar no sono.

 

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11 de janeiro - Isla del Sol

Acordei cedo para o tour. Tive a ideia brilhante (?) de ir em cima do barco para tirar umas fotos. Venta MUITO! ::putz:: Fora isso, o sol estava escaldante. Leve protetor. :? O percurso é lindo e você consegue ver até montanhas com neve ao fundo. Chegamos na parte norte da ilha e fomos convidados a comprar o boleto turístico. Não tem jeito. Tem que comprar. Se você for andar pela ilha, toda hora te pedirão o boleto. O museu do ouro é um fiasco. Só tem lixo. ::bruuu:: O guia falava em espanhol e quando não sabia completava com outra língua. Acho que era quechua. :roll: A ilha é fantástica. As paisagens são lindas. Dá pra ver a areia através da água do mar. ::cool:::'> Uma cena esquisita foi uma chola pulverizando inseticida na vegetação. E nós achando que a comida era natural. ::lol4:: Apesar do protetor, peguei um bronzeado maneiro. Se é que camarão é bronzeado. ::lol3:: Depois o barco nos leva até a parte sul. Os nativos vêm correndo, mas não é para saudar. É para cobrar para conhecer a outra parte da ilha. Ninguém te avisa sobre isso. A parte sul é muito feia. Falei que não ia pagar pois não iria transitar e não paguei. ::bruuu:: Na volta, um brasileiro estava reclamando que tinha dormido na ilha e queria voltar, mas estavam cobrando dele de novo. Voltei na parte debaixo do barco. Muitas pessoas estavam passando mal por causa do soroche. O passeio é muito bom! ::cool:::'> Já de volta, consegui passagem para La Paz e reencontrei o brasileiro que tinha dormido na ilha, o João, um paraibano vindo do Atacama. Fomos comer e o cara meteu a mão numa fatia de pizza que sobrou da mesa de alguém com os atendentes olhando. :oops: Ficamos conversando até o ônibus sair.No trajeto para La Paz, conheci duas professoras mineiras. Em um determinado pedaço do trajeto, todos têm que descer pois a travessia é feita de barca. Até o ônibus vai de barca! Ao chegar em La Paz, lembrei que falavam muito do Loki. Fui para lá e consegui uma vaga. Só tinha essa. Estava rolando uma festinha e fui logo me enturmar. Como só tinha dólares, o barman (esqueci o nome) me pagou uma pacena. ::otemo:: Fui jogar sinuca com um tailandês e uma australiana. E assim fui conhecendo uma galera legal...

 

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