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Caminhada ao topo dos Picos do Baepi e do São Sebastião -Ilhabela

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Aqui é um relato da subida desses dois picos, localizados em Ilhabela.

Estavam comigo a Márcia, o Jorge Soto e o Eric. Os 2 picos fizemos em 3 dias (01, 02 e 03 de Novembro).

Tivemos sorte porque pegamos dias de muita chuva, mas que só ocorriam durante a noite.

Durante o dia a caminhada era sempre com Sol castigando.

O acesso ao Pico do Baepi é por trilha bem demarcada e sem problemas de navegação.

Já o acesso ao Pico São Sebastião é bem mais difícil.

Em vários trechos a trilha se fechou, por isso não recomendo para qualquer pessoa.

 

Fotos da subida desse dois picos + imagens do Google Earth:

 

Alguns dias antes do feriado de Finados, o Jorge Soto me pediu algumas informações sobre o Pico de São Sebastião, em Ilhabela e como eu já estive lá no início de 2000, disse que não sabia como estava a trilha, mas que era fácil encontrá-la.

Nessa época eu tinha me perdido a cerca de 300 mts antes do topo, mas que tinha encontrado a trilha para subida depois de uma procura incessante.

Passei algumas infos de como chegar no início da trilha desse pico e do Baepi (esse já tinha ido 2x).

Depois disso o Jorge mandou o convite para uma lista de trekking, da qual faço parte e eu disse que até iria, mas que dispunha somente da Quinta, Sexta e Sábado (dias 01, 02 e 03), pois no Domingo eu teria de trabalhar.

 

Ficamos aguardando outras pessoas confirmarem a subida para o dia 02, mas como ninguém quis ir (só o Eric e a Márcia planejamos sair na Quinta pela manhã, subindo o Pico do Baepi no mesmo dia e no dia seguinte fazer o Pico do São Sebastião.

Era meio loucura subir um pico de pouco mais de 1000 metros em cerca de 5 horas direto e no dia seguinte fazer a outra subida do São Sebastião com altitude de + - 1350 mts em apenas 1 dia também.

E isso sem saber como estava a trilha. Eu e o Jorge aguentamos qualquer parada, então topamos na hora.

O desafio maior seria da Márcia, que no final até que se comportou bem e o Eric, que iria nos acompanhar. E lá fomos nós.

No dia 01/11 (Quinta) eu e a Márcia acordamos pouco depois das 04:00 hrs da manhã porque tínhamos passagens marcadas para o horário das 06:00 hrs, chegando em Ilhabela por volta das 09h30min e na Rodoviária do Tietê encontramos o Jorge.

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A viagem foi tranquila e com alguns assentos vazios.

Só iríamos encontrar o Eric lá na balsa, em São Sebastião.

O acesso à trilha do Pico do Baepi passa próximo a sede do PE Ilhabela e eu sabia que eles poderiam criar problemas para quem sobe sem acompanhamento guia, mas por relatos recentes de quem foi para lá, isso mudou. Atualmente o Parque está até sinalizando a trilha.

 

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Ao descermos da balsa, tomamos o ônibus que seguia para o centro de Ilhabela e assim que ele chegou na Praia de Itaguaçu, ao lado da Igreja Assembleia de Deus, descemos.

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Era pouco depois das 10h40min e aqui tomamos a rua que sai da praia e se inicia ao lado dessa Igreja e sempre subindo, a rua segue morro acima, passando próximo a sede do PE.

A rua que sobe até o início da trilha é a Morro da Cruz e tem um trecho muito íngreme logo depois de passar pela sede do PE e algumas vezes tivemos que parar para recuperar o fôlego, pois todos os 4 estavam com mochilas cargueiras.

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Passamos ao lado de 2 reservatórios da SABESP e aqui é o único ponto de água de toda a subida (pegue água aqui ou vai ter problemas).

A estrada continua subindo e logo passa a ser de terra e termina em frente a uma área de vegetação baixa.

Aqui existe uma trilha que sobe o barranco da direta (que deve levar a alguma cachoeira) e outra que segue em frente.

Para seguir para o Baepi é só ir em frente, passando ao lado de uma cerca de arame (que marca a altitude de 200 mts e a partir daqui você está entrando na área do PE).

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A trilha segue pela vegetação baixa e com uma mata do lado direito e olhando para trás já dá para ver Ilhabela e algumas praias lá embaixo (com visual muito bonito por sinal). Por volta das 12h10min passamos ao lado de um banco de madeira (estrategicamente colocado para descanso da longa subida).

 

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Aqui já dá para ver bem a frente o imponente Pico do Baepi, mas ainda restam uns 700 mts de subida íngreme.

 

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O Eric disparou com sua mochila na frente e eu, a Márcia e o Jorge ficamos para trás. Depois de uns 10 minutos a trilha entra na mata fechada e nós 3 fomos encontrar um lugar onde pudéssemos esconder as mochilas, levando para o topo somente água e alguma coisa para comer.

 

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Como o ritmo meu e o da Márcia era menor, o Jorge seguiu em frente, logo atrás do Eric.

A trilha vai ficando íngreme conforme vai subindo, tendo alguns trechos bem difíceis e na subida a Márcia deparou com uma cobra Jararaca e alguns lagartos que apareciam de vez em quando na trilha.

 

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Depois de pegar um trecho de bambuzal bem fechado, onde tivemos que nos arrastar, chegamos no topo pouco depois das 15:00 hrs.

 

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O visual daqui é de 360 graus, visualizando a maior parte das praias do centro e algumas ao sul e ao norte de Ilhabela.

 

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No Baepi existem dois topos (um logo que a trilha termina e outro mais ao norte onde se chega através de uma outra trilha).

 

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Ficamos aqui em cima por quase 1 hora e pouco antes das 16:00 hrs iniciamos a descida porque o Sol castigava muito e não tínhamos muita água.

 

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Depois de pegarmos as mochilas que estavam escondidas, voltamos para a trilha e continuamos a descida onde chegamos no reservatório da SABESP pouco depois da 17h30min.

O Sol já tinha ido embora e ao longe já podíamos ver que a chuva estava chegando e depois de passarmos em frente a sede do PE tivemos que colocar as capas das mochilas porque a chuva veio muito forte.

 

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Continuando a descida, logo chegamos ao ponto de ônibus e lá a chuva piorou. Tínhamos a pretensão de chegar naquele mesmo dia até o início da trilha do Pico São Sebastião, com a intenção de não caminharmos tanto no dia seguinte, porque a altitude do São Sebastião era bem maior (por volta de 1350 mts).

No ponto de ônibus, ficamos aguardando pouco tempo e assim que passou o circular Borrifos, embarcamos e que nos deixou na entrada da bifurcação para a Cachoeira 3 Tombos e o Chalé Recanto dos Pássaros.

Essa bifurcação fica pouco depois da Praia do Portinho e pouco antes da entrada da Praia da Feiticeira, tendo um portal de concreto bem no início da estrada.

Chegamos aqui pouco antes das 19:00 hrs e sem chuva, mas só foi iniciar a subida que a chuva voltou novamente.

 

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O caminho é sempre subindo e desprezando as bifurcações e a indicação de uma placa marcada “CACHOEIRA” à direita (essa é uma cachoeira menor e fica bem mais abaixo).

A chuva forte ia e voltava e já anoitecendo ainda estávamos na estrada asfaltada, mas decididos a acampar próximo da cachoeira, por isso seguimos em frente mesmo no escuro.

Chegamos em um ponto da estrada onde a mata tomava conta e aí não teve jeito, tivemos que usar as lanternas.

Ainda caminhamos uns 15 minutos pela estrada tomada pelo mato e chegamos ao local onde íamos acampar.

Era pouco depois das 20:00 hrs e na altitude de + - 200 mts montamos nossas barracas na estrada próximas da Cachoeira.

 

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Eu, o Jorge e o Eric ainda fomos tomar banho na cachoeira e pegamos água para o jantar e por ter sido um dia muito puxado, todos caíram no sono logo e ajudou também a chuva forte que caiu a noite toda em cima das barracas.

Por volta das 07:00 hrs de Sexta-feira todos já estavam de pé e se preparando para a grande caminhada do dia: chegar ao topo do São Sebastião antes do anoitecer mesmo sabendo que as dificuldades seriam muito maiores do que as do Baepi.

Pelo menos o tempo ajudava, pois não havia qualquer indício de chuva e o Sol já estava bem forte.

Por volta das 08:00 hrs iniciamos a subida, mas logo já tomamos um pequeno susto: uma cobra cega estava atravessada na trilha e provavelmente tinha se escondido embaixo da minha barraca.

 

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Iniciando a subida da trilha, em + - 3 minutos chegamos na base da Cachoeira 3 Tombos onde tiramos algumas fotos.

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Voltamos para trilha e seguimos para o topo da cachoeira, onde sai uma trilha à esquerda do rio e que segue rente a ele, sempre subindo e em poucos minutos a trilha entra na mata, chegando em uma árvore onde existe uma enorme raiz.

 

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Aqui tem uma indicação marcada com tinta vermelha de F4 P2 com a seta para a direita (não siga por aqui, provavelmente leva a algumas cachoeiras e poções).

 

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Volte uns 5 mts da árvore e bem do lado esquerdo existe um vestígio de trilha que sobe uma encosta e tomando o cuidado de não escorregar lá fomos nós.

A trilha possui um aclive muito forte e lá no topo é só seguir para direita e daqui para frente é só seguir por ela.

Aqui um alerta: em vários pontos a trilha possui pequenas bifurcações que podem confundir, mas tendo experiência e faro de trilha não terá problemas.

Nesse início da trilha o Eric resolveu esconder a mochila e subir sem nada (não deveria ter feito isso) e dessa forma estávamos só eu, a Márcia e o Jorge.

A subida da trilha não dá trégua e é sempre em aclive acentuado e em vários trechos, tivemos que passar se arrastando por debaixo de bambuzal, e isso sem contar os espinhos.

 

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Por volta das 11:00 hrs encontramos o Eric que estava retornando dizendo que tinha chegado em um trecho da trilha onde não encontrava a continuação dela.

Dizia que o local de vegetação baixa e para que não ficasse perdido sozinho na mata, resolveu retornar.

Era a primeira baixa do dia e eu, a Márcia e o Jorge resolvemos seguir em frente e pouco antes do meio dia chegamos na altitude de + - 800 mts onde encontramos água à esquerda da trilha, embaixo de algumas pedras e a uns 50 mts da trilha, mas em pouca quantidade.

Aqui paramos para fazer um lanche e descansar.

 

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A trilha do pico é toda em mata fechada e foram poucas as vezes em que pudemos ver o litoral mas o que compensa é a temperatura amena, apesar do forte calor, e a exuberância da mata atlântica.

Depois de um belo lanche voltamos para a trilha e só foi a gente caminhar uns 50 mts chegamos no que parece ser o ponto onde o Eric não encontrou mais a continuação da trilha.

A vegetação aqui é um pouco mais baixa, batendo na altura da cintura, o que dificulta encontrar a continuação da trilha.

Com poucas árvores pelo local, ficava difícil encontrar fitas antigas presas e por isso perdemos um certo tempo aqui.

Procura dali, procura daqui até que achamos uma fita amarela bem antiga amarrada em uma árvore, um pouco à esquerda. Era a continuação da trilha e daqui para frente ainda encontramos outras fitas, o que nos ajudou bastante.

Fomos subindo pela trilha sem maiores problemas e pouco antes das 14:00 hrs e na altitude de 1040 mts, chegamos em uma enorme pedra que pode ser usada como abrigo e aqui resolvemos montar as barracas e só eu e o Jorge resolvemos continuar até o topo do São Sebastião (a Márcia que estava exausta resolver ficar na barraca).

 

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Água aqui não tem, por isso resolvi levar algumas garrafas vazias para pegar água próximo do topo.

Quando fiz essa caminhada no início do ano de 2000, eu e um colega meu tivemos certa dificuldade nesse trecho da trilha para encontrar a continuação dela e por isso resolvemos acampar por aqui para no dia seguinte subir até o topo.

Daqui para frente é um trecho de muito bambuzal e bem íngreme, seguindo pela mata fechada.

 

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A trilha que segue para o topo sai à direita da pedra como se estivesse contornando ela e aqui existem algumas fitas amarradas nas árvores para orientar a subida.

Quando estiver vindo pela trilha, ao chegar na pedra, vá contornando ela pela direita, até chegar a um vale do outro lado.

 

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Ali é só ir seguindo na direção sudeste e em frente, procurando fitas em algumas arvores. Com aclive bem forte, fomos subindo a trilha, passando ao lado de enormes pedras e uma grande quantidade de bambus.

Além da cobra encontrada no início da trilha passamos ao lado de um mutum (ave totalmente negra e muito grande) e em vários momentos tivemos que nos arrastar por entre o bambuzal e só fomos chegar ao topo às 15h20min com Sol muito forte.

Aqui o altímetro marcou por volta de 1350 mts, mas segundo a carta topográfica do IBGE a altitude aqui é de 1375 mts.

 

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Na última vez que cheguei no topo, eram raros os lugares planos para acampar e atualmente abriram um descampado onde cabe mais de uma barraca e a água se consegue descendo na direção sudeste por uns 150 mts, como se estivesse indo em linha reta para a Praia do Bonete, vista daqui bem ao longe.

 

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Para se chegar a esse ponto onde tem água deve-se descer na direção sudeste até algumas enormes pedras, onde era possível bivacar (talvez hoje em dia não mais, já que o mato tomou conta de tudo) e dali continuar descendo até chegar ao ponto de água, que é uma nascente.

Nesse trecho a mata tomou conta e é até difícil seguir até lá, mas é a única opção de conseguir água.

 

Mas pode ir tranquilo, não tem erro;

É só ir quase que em linha reta e a nascente está em um enorme buraco no meio de algumas rochas (no álbum de fotos fiz um croqui com imagens do Google Earth para chegar nesse ponto de água).

Depois de pegar a água voltei ao topo e fui apreciar o visual que compensa qualquer esforço. Daqui se consegue ver até a Serra da Mantiqueira bem ao longe.

As 16h30min eu e o Jorge iniciamos a descida, chegando nas barracas pouco depois das 17h30min, mas só foi chegar lá e o tempo fechou completamente, com a chuva retornando assim que começou a escurecer.

 

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Esse foi o dia mais exaustivo para todos e por isso, depois do jantar de macarrão com salame fomos dormir marcando para acordar por volta das 07:00 hrs da manhã.

No dia seguinte ainda chovia um pouco e por isso ficamos esperando um certo tempo até a chuva diminuir e as 08h15min iniciamos a descida, chegando na Cachoeira 3 Tombos por volta da 11h30min.

 

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O Jorge resolveu ficar em um poção um pouco antes da cachoeira e eu e a Márcia ficamos tomando Sol um pouco mais abaixo.

 

Logo depois chegou um grupo de turistas e aí resolvemos iniciar a descida até a avenida da orla saindo da cachoeira por volta de 13:00 hrs e chegando lá embaixo pouco antes das 14:00 hrs.

 

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Ficamos aguardando o circular para a balsa que passou cerca de 20 minutos depois. Próximo da balsa existe uma agência da empresa Litorânea onde compramos a passagem das 16h30min para São Paulo e depois pegamos a balsa e em São Sebastião procuramos algum lugar onde pudéssemos comer.

Depois disso pegamos o ônibus que nos deixou no Terminal Tietê por volta das 20:00 hrs do Sábado.

 

Em Fevereiro de 2000 subi pela primeira vez o Pico do São Sebastião e consegui chegar no topo depois de ter problemas para achar a continuação da trilha junto a enorme rocha.

Se quiser dar uma olhada nas fotos dessa primeira subida ao SS:

 

 

 

Abcs

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Fala Getúlio, blz?

 

Parabéns.

Tava dificil achar alguém que estivesse feito esse pico recentemente p/ saber como tá a trilha. Se estão melhorando ou a trilha tá se fechando.

Por ter placas de sinalização e marcações isso é muito bom. Quer dizer que o Parque tá ajudando a melhorar as trilhas.

E por não te encherem o saco já que vc não estava com guia, isso é melhor ainda.

 

Espero que façam isso com a do São Sebastião também.

Não dá p/ fazer em apenas 1 dia, mas se o Parque dar uma melhorada na trilha, ela pode sim ser outra boa opção de caminhada na ilha.

E se quiser fazê-la algum dia eu tenho toda a trilha em arquivo kmz.

 

 

 

Abcs

  • 3 semanas depois...
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Grande Augusto!

 

Obrigado pelos comentários. Eu quase fui pros lados do São Sebastião, mas como estava com pouco tempo pro "meu" programa de trekking na ilha e sabia de antemão (pelo seu relato) das dificuldades de fazer em 1 dia e não queria deixar as meninas preocupadas comigo dois dias no mato, acabei indo pro Baepi mesmo.

 

Numa próxima quero fazer o S. Sebastião, daí pego as infos contigo.

 

Abraço!

  • 1 mês depois...
Postado
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Fala Augusto e Getúlio, tudo beleza?

 

Fiz a trilha do Baepi em 2008 com guia, e como volta e meia estou em Ilhabela fiquei com vontade de fazer novamente mas, desta vez, solo.

 

Uma parte da trilha que me preocupa em ir sozinho é no final, para se achar o pico verdadeiro. O início da trilha para lá está escondido ou é bem óbvio? Da vez que fui com guia lembro que não era muito óbvio, mas para falar a verdade minha memória não é lá essas coisas então posso estar falando besteira.

 

Mudando um pouco de assunto, parece que o PE está mesmo investindo na infraestrutura. Fiz a trilha do bonete a uns meses e melhoraram bem o trecho até a primeira cachoeira, inclusive instalaram uma pontezinha para se cruzar o rio lá. Sem contar que tinha uma pessoa do PE no início da trilha para orientar e responder dúvidas.

 

Abs!

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Olá Thsadocco!

 

 

Então, a trilha pro "verdadeiro" cume do Baepi está bem escondida (fechada de mato), tem que fuçar um pouco, mas dá para achar. Pelo que vi o pessoal tem ido apenas no "falso" cume. O verdadeiro fica mais ao norte do que o primeiro, à esquerda de quem chega pela trilha e dá de cara com a placa antes dos cumes. Saia pela esquerda da placa e procure, encontrará uma descida abrupta com cordas. É preciso descer para depois voltar a subir.

 

Quanto à infraestrutura do PE, na trilha do Baepi são visíveis várias intervenções positivas, como contenções de erosão, degraus e marcações na trilha, pelo menos dos primeiros 2/3 da subida. Encontrar funcionários para algum esclarecimento ou orientação creio que só no verão mesmo, época em que há maior demanda.

 

Um detalhe que não comentei no meu outro post: quando estive lá eu me embrenhei um pouco na mata, saindo do banco de madeira, à direita, logo na descida do morrote descampado em direção ao Baepi (seguindo um carreiro secundário) e escutei barulho de água no fundo do valezinho, creio que numa distância de 50-70m. Como estava com pouco tempo e a matinha começou a ficar bem fechada, não quis investigar, mas me pareceu que por ali há água e, dadas as condições locais, provavelmente seria potável. Alguém mais que anda por ali/conhece - confirma?

 

Abraço!

  • 8 meses depois...
Postado
  • Membros

 

Olá mochileiros!

 

Subi ao cume do Monte Baepi junto com minha esposa Bruna e meu sogrão Wilson no dia 15/02/2013.

Transportando apenas 1 mochila com água e barras de cereal para os 3, atingimos o cume em aproximadamente 2 horas e meia, sem muitas dificuldades , pois a trilha está muito boa. O pessoal do PE tem feito manutenção na trilha, moldando no solo escadas contra erosão e fixando até escadas do tipo que são usadas por pintores, feitas com as próprias arvores que caem na mata ( notei 2 dessas escadas com no máximo 4 ou 5 degraus) na parte mais íngreme. A área em que era necessário rastejar (por baixo do bambuzal) também foi aberta e já é possível fazer toda a subida de pé. Só achei os degraus moldados no solo um pouco altos demais em alguns pontos, forçando um pouco a musculatura das pernas. Na descida, minhas pernas tremiam tanto que tive que soltá-las. Desci correndo e finalizei o retorno em apenas 30 min (até o sapezal). Minha mulher me acompanhou e meu sogro chegou alguns minutos depois.

Encontramos pelo caminho 1 lagarto de pequeno porte (fotografado) tomando sol no fino tronco de uma pequena arvore e 2 cobras, sendo que uma delas já na trilha entre as pedras norte e sul, que prontamente saíram da trilha ao ouvir os passos, não sendo possível fotografá-las.

Resumindo, a trilha é considerada difícil somente por ser muito íngreme da metade em diante, mas está totalmente auto-guiada. Não há necessidade de guia e a senhora Marissol, muito simpática por sinal, que é moradora de uma das casas próximas ao início da trilha, faz um trabalho voluntário de controle e monitoração, solicitando o preenchimento do formulário com dados pessoais e algumas questões sobre a trilha somente quando retornamos do cume.

 

Nossa próxima aventura será alcançar o cume do monte São Sebastião, sem data definida ainda e em seguida, fazer a travessia Bonete-Castelhanos.

 

Alguém topa ?

 

Abraço à todos!

 

Nildo Gramolelli

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Boa notícia Nildo.

 

Eu já contava que o pessoal do PE colocasse impecilhos p/ quem fosse subir o Baepi sem guia. É comum exigir um guia p/ trilhas em PEs.

Que bom que essa mentalidade do Parque mudou.

 

As jararacas da Ilha são muito famosas. Nas trilhas que já fiz na Ilha, sempre encontrei com alguma. Talvez por ser um lugar muito preservado e separado do continente, essas cobras se reproduziram mais facilmente e sem predadores.

 

Qto a trilha do SS, só espero que façam o mesmo nessa trilha, já que relatos recentes de quem tentou ir lá, só encontrou trilha fechada e nenhuma marcação.

É uma pena, porque é um lugar com visual mais lindo ainda.

 

 

Abcs

  • 1 mês depois...
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O pico do São Sebastião dá para fazer em um bate e volta. Chegamos às 07:00h no final da estrada asfaltada, iniciamos a trilha e voltamos ao local de partida às 17:30h . Tenho um mapa com as bifurcações, o tempo percorrido para chegar a cada uma delas e a direção certa a tomar. Verei se acho onde coloquei (faz tempo que fizemos), digitalizo e posto aqui.

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Conseguiu chegar lá no alto do SS só com o relato?

Ano passado tive vários retornos de pessoas que tentaram subir e pegaram mata fechada em vários trechos.

Alguns chegaram até o segundo ponto de água. Outros até aquela enorme rocha.

Um dos subiram até o topo nao conseguiu encontrar água. Teve algum problema com isso também?

 

Qdo puder escreva um outro relato com o mapa p/ incentivar outros a fazerem essa caminhada, apesar de que o SS não é o topo de Ilhabela.

 

 

Abcs

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Faz uns 15 anos que fizemos esta trilha. Faltando 1 hora pra chegar no topo ela desaparecia, mas, procurando com calma achávamos a continuação. Naquela época já tinham algumas fitas pela caminho. Água somente à esquerda da pedra grande (tinha até um acampamento de caçadores abandonado) e no topo (descendo uns 100 metros). Lembro que subimos sem peso e foram 5 horas com apenas 2 paradas de 5 minutos de descanso. Estou procurando o mapa para postar. Devo ter fotos, mas, daquelas máquinas de filme...nem sei onde estão. Agora, relato vc já está pedindo demais :lol:

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Isso é muito bom.

 

Qto mais gente divulgar essa trilha, mais fácil e demarcada ela fica.

Nas 2x peguei trecho complicado também, mas é só ter faro de trilha que dá p/ achar a continuação dela um pouco mais a frente.

Nada muito complicado.

Só lamento que o PE não dá a minima atenção p/ essa trilha.

Lá no Baepi, eles recuperaram a trilha em alguns trechos e até colocaram placas.

Poderiam recuperar a trilha do SS também. Colocar placas seria exagero.

 

E outra trilha que pouca gente conhece é a do Morro do Papagaio.

A uns 15 anos consegui chegar na crista da serra, onde fica o Pico. Deu p/ ver que a trilha tava se fechando pelo bambuzal.

Consegui chegar a quase 1000 mts.

Nao tava longe do topo. O problema era o o mato mesmo.

Uma pena.

 

Mas algum dia volto lá.

 

 

Abcs

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