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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolivia - Chile - Peru: 28 Dias - 10.000 Km - R$ 3.100,00 (Dez/12 e Jan/13)

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EM CONSTRUÇÃO

 

 

O desejo de conhecer Machu Pichu era antigo, e foi pesquisando sobre ele que conheci o site mochileiros.com, principal responsável pela mudança da idéia inicial para a de se fazer um roteiro mais completo, por 3 países e muito divulgado por aqui como “roteiro clássico”.

A princípio, iríamos também a Sucre e Potosi, mas devido a mudança das minhas férias e por não achar Potosi interessante o suficiente para a virada de ano, decidimos excluir essa parte do roteiro e ir direto a La Paz, antes de Uyuni.

O trajeto “quase” clássico ficou assim: Três Lagoas/MS > Corumbá/Puerto Quijarro (via Campo Grande) > Sta Cruz de La Sierra > La Paz > Uyuni (Salar) > San Pedro de Atacama > Arica > Arequipa (via Tacna) > Cuzco > Aguas Calientes (Machu Pichu) > Cuzco > Copacabana (via Puno) > La Paz, e depois de volta pra casa via Corumbá.

Eu pesquisei pra cacete antes de viajar, tirei dúvidas e mais dúvidas, aporrinhei todo mundo que vi pela frente e que poderia me dar uma dica disto ou daquilo. Teve hora que eu incomodava, mas o pessoal daqui é porreta mesmo e sempre disponível pra ajudar a tornar o sonho de mochileiro cada vez mais concreto. Na minha cabeça eu tinha tudo planejado, mas é claro que alguns perrengues não podiam faltar.

 

Preparação:

 

Eu e minha namorada Taia fomos acompanhados de mais uma casal de amigos, Luciana e Rogério, eles providenciaram passaporte, nós fomos apenas com RG e deu tudo certo. A vacina da febre amarela nós havíamos tomado em outubro, mas a carteirinha ainda era a nacional.

Uma semana antes do embarque cuidamos dos principais preparativos: roupas, mochilas, remédios, compra de dólar, seguro saúde. Como iríamos de busão, nossas passagens foram compradas com alguns poucos dias de antecedência.

 

O que levamos:

 

Leonardo (cargueira 90L)

 

07 Cuecas

06 Meias

03 Camisetas Dry fit

03 Camisetas normais

02 Calças Jeans

01 Calça Segunda pele

01 Bermuda

01 Sunga

01 Luva

01 Gorro

01 Cinto

01 Blusa Wind Stop dupla

01 Moleton

01 Lençol

01 Havaianas

01 Tenis

01 Bota

 

Taiana (cargueira 50L)

 

10 Calcinhas

06 Meias

01 Camisetas Dry fit

06 Camisetas/Blusinhas

01 Calças Jeans

02 Calça 2ª pele

02 Calças legging

01 Shorts jeans

01 Jaqueta Jeans

01 Biquini

01 Luva

01 Gorro

01 Blusa de lã

01 Havaianas

02 Tenis

 

Mochila de Ataque (20L)

 

02 Maq. Fotográficas

Remédios mais urgentes

Pilhas + carregadores

Petiscos

Lanterna tática

Guias/Roteiro

Óculos Escuros

Celular

Chaves/cadeados

Documentos

Pen Drives

Caneta

Água

 

1º Dia – Três Lagoas x Campo Grande x Corumbá

 

Passei o dia arrumando as tralhas sozinho, enquanto a Taia trampava até as 17 hrs. Tinha lista de tudo que queria levar e graças a Deus não esquecemos nada, uma das vantagens do planejamento.

Tava que não agüentava de tanta ansiedade e ficava conferindo tudo várias vezes, até que a patroa chegou e me salvou da paranóia hehehe. Ela se arrumou correndo enquanto nosso amigo Thiago que ia nos dar uma carona até a rodoviária nos esperava. Partimos pra lá e nosso busão para Campo Grande que era às 18 hrs (normalmente são 5 hrs de viagem) estava atrasado. Bateu um nervosismo porque tínhamos passagens compradas de lá até Corumbá para a meia noite e a janela entre chegada e novo embarque era de apenas 1 hora.

As 18:30 hrs eis que encosta na plataforma o busão da Viação São Luiz vindo de Araçatuba, tá ai uma empresa brasileira muito pior que busão da Bolívia, ruim com força! Logo depois que o bus saiu da rodoviária ele foi até a garagem da empresa, porque um “anjo” de criança vomitou nos bancos onde estava com os pais... e tem gente que ainda pergunta pq não tenho filhos hehehe... entrou uma tiazinha pra limpar os bancos com aquela vontade de que “o mundo acabasse em barranco pra poder morrer encostada” enquanto o busão ia de um lado para o outro dentro da garagem (parece que estavam arrumando alguma coisa no reservatório do banheiro). Essa brincadeira toda já tinha demorado mais de 1 hora e o nervosismo do atraso na rodoviária já tinha virado desespero então não segurei mais e fui falar com o motorista.

Segue diálogo> Eu: Amigo, eu tenho passagem comprada pra Corumbá pra meia noite. Motora: É mêmo?! Eu: Sim, e me garantiram que eu estaria lá sem problemas. Mot: É mêmo?! E garantiru foi?! Eu: Foi sim! Diga, não são 5 horas de viagem até Campo Grande? Mot: Óia...depende do pé vísse! Eu: Mas então...já são 7,5 da noite, num vai dar tempo! Mot: Meu rei....num se avexe não! Si garantiru pra tu que chega, então nóis chega num sabe?!?!

Ai vendo a “velocidade baiana” da fala do figura, o desespero virou loucura!!!

E não é que o cabra chegou a tempo. Não sei como, mas 5 pra meia noite estávamos desembarcando em C. Grande (ainda bem que eu dormi a viagem toda).

Nem saímos da plataforma de embarque e saimos correndo até onde estava o busão da Andorinha com destino a Corumbá. Meia noite e pé na estrada novamente, mais 6 horas.

Perto das 3 da manhã o busão faz uma parada em Miranda e aproveitamos pra comer uns salgados, ir ao banheiro e esticar um pouco as pernas. Nessa parada já deu pra sentir uma diferença braba de temperatura, apesar de Três Lagoas ser no Mato Grosso do Sul também, temos um clima muito parecido com o interior de São Paulo com dia quentes, mas noites e madrugadas amenas, muito diferente do pantanal que ferve até de madrugada.

Nossos amigos Luciana e Rogério haviam passado o natal na casa de familiares em Aquidauna/MS, a meio caminho de Corumbá e combinamos de nos encontrar lá, já que ficaria muito mais fácil e barato para eles. Quando desembarcamos em Corumbá eles já nos aguardavam na rodoviária.

Obs:

No fim de cada dia vou colocar um quadro com os gastos que tivemos, porém estes gastos vão conter apenas transporte, hospedagem, passeio e alimentação, pois são estes os que de fato interessam ao mochileiro, além de que os gastos com compras são pessoais e cada um sabe o tamanho do seu bolso. Os que eu lembrar vou colocando no corpo do relato, mas caso alguém queira saber algo específico pode perguntar. A cor do quadro será de acordo com o país, seguindo o layout do roteiro e planilha que fiz antes de viajar (link assinatura)

 

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2º Dia – Corumbá x Puerto Quijarro x Santa Cruz de La Sierra

 

Da rodoviária fomos a uma padaria tomar um café da manhã reforçado (R$ 7,00) e ligamos para um casal de amigos de Corumbá (Flaviana e Demétrio) para nos encontrarmos, já ela que havia comprado antecipadamente as passagens de busão de P. Quijarro até Santa Cruz.

Eles nos levaram até a fronteira, ainda do lado Brasileiro e ficamos na fila desde as 7 da manhã, esperando que abrisse a polícia federal para conseguir o papel de saída do Brasil. Nesse ponto vale uma observação que não sabíamos: existem duas filas, muito mal organizadas e que se confundem, uma de entrada e outra de saída do país. A de entrada fica em uma portinha bem na frente do prédio, a de saída em outra porta, na lateral direita. O problema é que vc fica na fila quase 2 horas, junto com gente de tudo quanto é país e quando abre vai seguindo a fila, como acha que deve ser... mas descobre já no guichê, que Brasileiros tem prioridade e portanto não precisam ficar na fila, ou seja, chegando lá nem se preocupe com fila, vá direto ao guichê e cumpra os processos imigratórios necessários.

Uma dica super útil é que como não temos o mesmo privilégio na Bolívia, quando chegar à fronteira corra pra marcar seu lugar na fila do lado boliviano, principalmente se estiver em grupo, assim, enquanto a fila do lado de lá vai andando (muito lentamente) vocês podem ir se revezando para que todos possam ir até o lado Brasileiro (muito perto – 200 mts) e dar saída do país, lembrando que sem o papel de saída do Brasil (ou carimbo no passaporte) vc não consegue dar entrada na Bolívia.

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Na fila da Bolívia conhecemos Raony e seu grupo de P. Prudente e descobrimos que já havíamos trocado informações antes, aqui pelo mochileiros (eita mundo pequeno). Aproveitamos pra por as dicas em dia tomando várias Pacenhas (Bol 9) trincando, ainda do lado Boliviano, infelizmente só voltamos a achar pacenhas tão geladas assim novamente em Puerto Quijarro.

Quando terminamos de dar entrada na Bolívia já eram quase 2 da tarde, quando surgia certo tumulto por conta dos rumores de que não havia mais passagens de trem até Sta Cruz, por isso aconselho quem optar por este meio de transporte que considere comprar assim que chegar a Quijarro ou pagar um pouco mais e comprar antecipadamente através de alguma agência de turismo. Já com os ônibus, eu perguntei na hora do embarque em algumas empresas e a maioria ainda tinha passagens, menos a San Martin, então não posso dizer se as outras são confiáveis.

Fomos para Corumbá novamente para almoçar em um restaurante que não peguei o nome, fica no centro em frente a Casas Bahia. A comida bem brasileira era à vontade e tinha de salada a churrasco, tudo muito bom. Após o almoço fomos à ANVISA (R. Colombo 723) mudar nossa carteirinha de nacional para internacional, lá dentro o ar condicionado parecia um Oásis no meio do calor infernal de Corumbá. As carteirinhas foram feitas de imediato, todos muito solícitos e prestativos.

Quando saímos de lá Demétrio nos levou até sua casa para que tomassemos um banho, depois partimos para conhecer um pouco das duas cidades guiados por eles. Fomos até a unidade de Corumbá da empresa que trabalhamos rever alguns amigos, demos uma passada pelo porto de Corumbá e fomos ao Shopping China em P. Quijarro, lá comprei umas batatas Lays (U$ 2) e uns Alfajores Argentinos maravilhosos (U$0,60)

Já perto da hora do embarque, fomos tomar mais algumas pacenhas em frente ao terminal e despachar a bagagem no guichê da empresa. Não jantamos porque estávamos meio bêbados desde a fila da alfândega.

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As 19 horas embarcamos no busão da empresa Expreso San Matias Ltda em bus cama de 3 filas super confortável, com destino a Sta Cruz. Este bus faz uma parada rápida em Puerto Suarez tão logo sai de P. Quijarro e só volta a parar em Sta Cruz. A estrada é muito boa, recém asfaltada e a viagem foi super tranqüila. Recomendo esta empresa, pois não tivemos problemas nem na ida nem na volta.

O direito de uso do terminal em Quijarro é de 2 bolivianos.

O cambio não estava nada atraente na cidade: R$ 1,00/Bol 3,00

 

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Aí Leo, cara qual é o endereço desse bar que eu já estou com sede!!!!!

::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

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Aí Leo, cara qual é o endereço desse bar que eu já estou com sede!!!!!

::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

 

Acho que isso responde suas perguntas:

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Compartilho a mesma dúvida do Marcel 3100 por pessoa ou casal

 

 

abraços

 

jaques

 

 

Jaques,

 

Os custos são individuais, porém em algumas situações está incluso o valor do casal, por exemplo, hospedagem matrimonial = custo casal / alimentação = custo individual.

Também se atente que estão expressos apenas os custos com transporte, hospedagem, alimentação e passeios. Os gastos com itens pessoais não estão indicados na tabela, mas expressos no corpo do relato.

Abraços

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ok léo muito obrigado pela resposta e bom que vocês foram agora e tem os valores mais atualizados ajuda pacas e to lendo seu relato todo muito bom parabéns acho que eu vou gastar muito é com pacenas e cusquenhas pq bebado dorme em qualquer lugar kkkkk .

 

 

 

abraços

 

Jaques

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12º Dia – SPA x Arica x Tacna x Arequipa

 

Eram 5:30 da manhã quando fui acordado pelo “rodomoço” pra receber o lanchinho que eles distribuem e 10 minutos depois o bus encostou no terminal de Arica.

Tomamos café instantâneo horrível de um dos barzinhos da rodoviária e guardamos nossas mochilas no guarda volumes (P$ 1700,00/cada).

O sol nem tinha nascido quando pegamos um taxi até o morro de Arica, não me recordo exatamente o valor, mas foi algo perto dos 3 mil até lá.

Quando o taxista nos deixou, os primeiros raios de sol refletiam nas nuvens do céu chileno com um amarelo vivo intenso.

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No morro de Arica existe um museu, Museo Del Morro de Arica, que é basicamente militar e conta a história da resistência chilena na luta contra os Bolivianos pelo território que antes pertencia a Bolívia e era a saída para o mar do país, mas atualmente é do Chile. A rixa entre Chilenos e Bolivianos é grande por conta deste episódio. É como Brasil x Argentina no futebol.

Este museu não abre as segundas feiras, nós nem sabíamos disto e quando fomos chegando perto um militar (eles administram o museu) nos deu a má noticia. Rapidamente os 4 fizeram cara de “Gato do Shrek”, implorando por uma olhadinha rápida pelo museu. Ninguém resiste ao gato do Shrek e sua cara de coitadinho, e não foi diferente pra nós também. O cara logo cedeu, com ressalva de que teríamos de sair até as 7:30 pois as 8 haveria a troca de guarda.

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Entramos e como não havia ninguém no museu fizemos algumas travessuras, abraçamos os manequins trajados com uniformes de mais de 100 anos da época da guerra, subimos nos canhões, pegamos as pistolas Luger e Mausser de 1895 na mão e fomos em algumas áreas “proibidas” do museu.

Depois, ainda no morro, tiramos fotos da cidade, do 1º contato com o pacífico, dos monumentos e do cristo que existe no morro. Este Cristo, aliás, tem uma capela no seu interior, ou melhor, dentro do “pedestal” que o Cristo fica em cima.

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Perdemos um bom tempo nessa brincadeira e avistamos lá de longe um M amarelo gigante (McDonald´s) que me deu água na boca só de pensar no queijo quente derretendo logo de manhã.

Uma rápida analisada e vimos que havia um caminho que desce do morro até a praça na frente da igreja matriz da cidade, do ladinho do McDonald´s. Nem pensamos duas vezes,

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No meio da descida há um pequeno santuário onde as pessoas depositam oferendas por graças alcançadas. Havia por lá 4 litros de vinho fechados, não pegamos por respeito e também por receio, vai que tem algum urubaca pra cima do vinho....alías, alguém sabe dizer se só vinho de macumba que não pode pegar??? vinho de oferenda pode? Vai que um dia eu encontro outra por ai dando sopa...rsrsrs

 

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Depois de umas fotos na frente da igreja e da pracinha, enfim chegamos ao MC. Decepção total. O queijo quente demorou 15 minutos pra sair e veio frio, agora explica: como se faz um queijo derretendo...mas frio? O café é uma verdadeira merda! Fraco, fedido e frio. E só esse queijo quente c/ café pequeno ficou P$ 4000,00.

Só eu e a Lú animamos pra entrar no MC. O Roger e a Taia resolveram comer uma salteña (P$ 500,00) na praça. Quando saímos, perguntamos se era boa.. “é magnífica” disse a Taia e era mesmo. Molhadinha, bem recheada e temperada, deixa o Mc Donald´s bem pra trás na qualidade e sabor, além de que vem quente. E olha que sou meio viciado em fast food. Não sei o nome da tiazinha, mas ela disse que fica todos os dias, de domingo a domingo no mesmo lugar, na praçinha da estação antiga de Arica-La Paz, em frente a um banco que não lembro qual é.

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Comemos algumas salteñas e saímos andando pela avenida Pedro Montt, em frente ao porto e beirando o mar, e ai andamos, andamos e nada de praia. A gente até avistava a areia, mas não achava uma entrada pra praia. Decidimos para e pegar um taxi que nos deixasse em um bom lugar. Nisso eu tava sem cigarros e a taxista, uma mulata com os cabelos dread que iam até a cintura, foi gente boa e me arrumou dois. A corrida ficou P$ 3000,00 e ela nos deixou em frente um barzinho que tava fechado, aliás, tudo estava fechado nessa hora, mas esse tal barzinho chama-se Soho e parece ser uma discoteca muito boa.

Enfim a gente tava pondo os pés nas águas do pacifico, melhor, as meninas. Eu tava na maior preguiça, sem roupas pra trocar e ficar molhado naquele frio não ia ser uma boa idéia. Tirei o tempo pra umas fotografias e dar uma caminhada pra ver se achava algum boteco que vendesse cigarros.

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Lá pelas 10 e meia da manhã a gente resolveu sair da praia de Chinchorro, voltar pro terminal terrestre pegar as mochilas e ir ao terminal internacional pra pegar um taxi pra Tacna o quanto antes.Pegamos um taxi por P$ 2.000. O objetivo era chegar em Arequipa antes da meia noite.

Esse é um dos pontos que por mais que eu lia e tirava dúvidas na época do planejamento eu não conseguia entender direito. Como assim tem um terminal de ônibus e outro de taxi? E como assim ir pra outro país de taxi? Ele espera você passar pelos processos da fronteira? E ainda assim fica mais barato?

Doideira né...mas é isso mesmo! Você atravessa a rua e tem um “terminal” do outro lado. É um grande terreno murado onde os taxistas se organizam pra fretamentos entre Arica e Tacna. Tem de pagar P$ 1500,00 pelo uso do terminal, e a viagem fica por 3 mil pesos pra cada, isso se o taxi estiver com 5 pessoas fora o motora. Nós estávamos em 4 ai o Taxista “achou” outro interessado por lá e partimos pra Tacna. E realmente é bem mais rápido do que ir de busão, na fronteira, por exemplo, você só precisa esperar os outros 4 terminarem pra seguir viagem...imagina em um busão de 40 lugares. Se bem que a fronteira ali é chique heim...detector de metais e raio-x pra malas...coisa de CSI. Então tudo é bem rápido. Outra vantagem do taxi, é que o motorista já agiliza o formulário pra você ir preenchendo e te dá as dicas de qual fila ir e tals.

Feita a entrada no Peru (não me entendam mal), demora uns 40 minutos até o terminal de taxis de Tacna e adivinhem só...do outro lado da rua fica o terminal de buses...rsrsrs.

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Trocamos nossos últimos pesos no terminal de taxis mesmo, a um câmbio horrível e não aconselho a ninguém..só em emergências. Fomos ao terminal de buses com a idéia de comprar passagens pela empresa Ortulsa,a qual já tinha verificado antes pela net os horários, os preços e as referencias, mas adivinhe só, a Ortulsa não faz esse trecho. Entre as outras opções disponíveis, a única que já tinha ouvido algum comentário era a empresa Flores, só não lembrava se eram bons ou ruins.

Compramos bus cama convencional (4 filas) por S/ 38,00 no terminal, mas o embarque é feito no terminal próprio da Flores que fica na esquina ao lado. Eram 12:30 quando o bus saiu de Tacna que diga-se de passagem, parece muito interessante e organizada para o turismo, pena que pouco difundida pra nós. Em outra oportunidade vou dedicar mais tempo lá.

O bus chegou a Arequipa as 8 da noite em ponto. Também em um terminal exclusivo da empresa Flores. Nós gostamos muito da qualidade do busão, que apesar de ser 4 filas era super confortável, não tinha aqueles barulhos de bus velho e passou segurança pra todos, então resolvemos já comprar a passagem pra Cuzco por ela mesmo e economizar sola de sapato pra procurar depois. O bus cama 3 filas saiu por S/ 70,00.

Enquanto a gente tava na fila tinha um taxista chato do caralho aporrinhando a gente pra levar pro hostel, eu dei um esporro no cara e mesmo assim ele ficou ali plantado do lado esperando a gente acabar de comprar, ai eu desconfiei desse cara, porque ele ficaria tão interessado assim em nós? Resolvi que não era uma boa dar mole pro azar e procuramos outro taxista. Fica a dica!

Ah...houve um apagão geral em nós e só voltamos a tirar fotos na noite em Arequipa, portanto não temos nenhuma até o restaurante lá.

Estávamos um tanto cansados. Depois de uma madrugada inteira viajando, uma manhã de ressaca na beira da praia e mais uma tarde inteira dentro de um ônibus, decidimos por ter mais conforto nem que precisasse gastar um pouco mais, abri o planejamento e escolhi o hostel mais perto da praça das armas. A 30 metros da praza, o hostel Los Andes Bed & Breakfast fica na Calle La Merced 123, em frente o Museu dos Santuários Andinos (da múmia Juanita) e é disparado o melhor hostel de toda viagem. Pagamos S/ 70,00 o casal em habitacion privativa c/ baño. Um puta apartamento gigante, com uma janela enorme que emoldurava a grande catedral de Arequipa a menos de 50 metros dali com o vulcão El Misti ao fundo, pensa numa paisagem de cinema!

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A ducha era forte e quente e depois de tanto tempo de estrada caiu como uma luva. Após o banho nós já separamos as roupas pra lavar e entregamos na recepção, a minha e da Taia deu 6 quilos e ficou S/12, a da Lú e do Roger tinha só 4 quilos e saiu por S/10... vai entender a matemática peruana.

A dona do Hostel (não lembro o nome) é super simpática e deu várias dicas pra nós, entre elas de um bom jantar gourmet no Mixto, um restaurante bem bacana que fica na viela atrás da catedral.

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Começamos com uma Pilsen Calão, experimentamos a Arequipeña e a Cusqueña, todas são muito boas e estavam geladíssimas, mas até então ninguém tinha lembrado do Pisco Sour e como adoramos as tradições locais (rsrs) tratamos de prestigiar a cultura peruana rapidinho. Ô trem bão que é esse tal de Pisco Sour heim?? Fraquinho mas dá um fogo!!! Depois de vários Piscos eu falei que tinha clara de ovo na receita e todo mundo ficou com nojinho, mas pergunta se pararam de beber?

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Nesse dia foi o “jantar oba-oba em restaurante bonzão”, como li certa vez em algum relato por aqui. Ceviche misto gigante que dá pra dois tranqüilo, camarão gratinado, casquinha de siri e tudo quanto é tipo de frutos do mar passou pela nossa mesa. Comemos e bebemos como reis e pagamos como tal também: S/ 256,00 (ai se arrependimento matasse!

Quando saímos do restaurante demos uma olhada com mais calma na Plaza de Armas e realmente é uma das mais bonitas que já vi na vida, depois descobri que todo o centro histórico de Arequipa é tombado pelo patrimônio histórico mundial e considerado um dos 10 mais bonitos do mundo.

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Tava rolando uma movimentação de gente armando umas barracas, a rua sendo fechada para apenas 1 pista de rolamento e muitos policiais circulando. Achamos que devia ser alguma feira que ia rolar no dia seguinte de manhã e fomos perguntar que horas, mas foi uma grande surpresa descobrir que amanhã seria a largada da quinta etapa do Rali Dakar de Arequipa – Tacna e que eu poderia ver tudinho tomando uma gelada da sacada do hostel, com uma vista privilegiada da festa...chato né?

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Voltamos para o hostel e na fomos pra cama, ai decidir ligar a TV pra ver o que rolava no mundo, tem globo internacional e tudo no apt. Quando tava vendo as notícias aparece o lance do tal Arthur que se perdeu lá pros lados de Santa Maria e que tudo tinha fechado pelas aquelas bandas por causa das buscas ao rapaz, tinha até exército Peruano envolvido na parada. Ai pensei, putz, vou ter de gastar mais pra ir pra Machu Pichu porque parece que o roteiro da hidrelétrica não ia rolar...mas tinha que ser um Brasileiro pra fuder os planos?! rsrsrs

O sono foi ótimo e o hostel passou com louvores pela primeira noite!

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Saudações TRIcolores!

 

Acompanhando seu relato aqui. Tbm fico meio confusa com esse caminho Arica-Tacna, que bom que vc explicou direitinho. rs

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Aí Leo, cara qual é o endereço desse bar que eu já estou com sede!!!!!

::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

 

Acho que isso responde suas perguntas:

[attachment=0]PLAZA BAR.JPG[/attachment]

 

Léo, tambem estou virando seu fã, uma dica dessas vale mais que ouro !!!

 

Abraço !

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Leo me diz uma coisa, não existe nenhum transporte direto do Atacama pra Arequipa?

 

O mais "direto" é SPA-Calama(Busão-Turbus) e depois Calama-Arequipa(aéreo-sky airline), e se prepare: é caro demais!!! Mas veja bem, se eu quisesse ir direto pra Arequipa, sem conhecer nada de Arica, teria chego lá no meio da tarde, ou seja, uma noite e pouco mais de uma manhã dentro do bus, e a maioria do tempo dormindo. Se não me engano voce tem de sair no meio da manhã de SPA pra pegar o voo no meio da tarde em Calama, assim acaba chegando junto em Arequipa com quem saiu na noite anterior de bus, a única diferença é que você dormiria no hostel (+ gasto ainda) e não no bus. E particularmente, acho que a diferença de preço entre aéreo e bus/taxi não justifica esse pequeno conforto e muito menos economia de tempo.

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