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Turistando.in (Juliana)

18 dias no Peru (com um saltinho na Bolívia)

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Este é meu primeiro relato aqui no Mochileiros, mas o sigo tem mais de 5 anos. Espero poder retribuir com o meu relato a ajuda que sempre tive aqui.

 

Fui para o Peru em julho de 2011 com meu marido. Planejamos ficar por là apenas 18 dias de viagem e nossa ideia era economizar. Conseguimos boas milhas pela TAM para o trecho SP-CUZCO; LIMA-SP. O trecho SP- Lima era mais em conta, porém ao vermos que a viagem de onibus durava 23 horas, decidimos também fazer esse trecho via LAN.

Visitamos neste período: Cuzco, Pisac, Ollantaytambo, Machu Picchu, Puno com as ilhas de Uros e Taquile; Copacabana com a Isla del Sol, Arequipa, Vale do Colca e Lima.

 

Para quem tiver paciência, coloquei cidade por cidade em um blog que criei: http://www.turistando.in/roteiros/america-do-sul/peru/.

 

Cuzco

 

Bom, a cidade de Cuzco é uma graça. Ficamos no El Tuco hostel devido às boas indicações que tivemos. O local é simples, bem modesto, mas muito limpo e barato. Tínhamos água quente 24 hs em nosso quarto (escolhemos um privado), cozinha, internet coletiva e uma sala-biblioteca de "convivência". Ele não fica no centro da agitação, o que é bom pois é tranquilo, mas não fica distante da zona turística (está próximo ao Qoricancha).

 

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Por causa da altitude, o primeiro dia tinha que ser light. Eu recomendo de verdade iniciar a jornada do Vale Sagrado com uns 3 dias mìnimos em Cuzco para aclimatar-se. Independente do teu organismo sentir-se ou nao mal, é bom nao exagerar logo de cara e perder a viagem. Cuzco, como eu jà disse, é uma graça e esses dias de aclimatacao nao serao perdidos.

Decidimos nos 2 primeiros dias ficar a parte mais plana da cidade. Fomos para o centro histórico de Cuzco onde está a famosa PLAZA DE ARMAS, uma praça bem europeia. De um lado vemos a CATEDRAL, uma igreja renascentista com esculturas barrocas nas diversas capelas (a maioria esculpida em madeira), muitos quadros e um coro maravilhoso (vale muito a pena a visita). Do outro lado, atravessando a rua, tem a igreja da Cia de Jesus.

 

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Saindo da praça de Armas, ao lado esquerdo da igreja Cia de Jesus, é possível visitar uma das poucas ruas com altos paredões feitos de pedras incas: é a Rua Loreto. Praticamente a rua inteira sobreviveu! Continuando em busca de ruas com ruínas incas, uma caminhada um pouco mais difícil (subindo uma pequena ladeira atrás da catedral e várias outras na seqüência) nos levou ao bairro artesão de San Blas; Super recomendável!

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Neste caminho, passamos pela viela com a famosa pedra dos 12 angulos e pela viela com artigos turísticos chamada INCA ROCA.O interesse que leva muitos turistas caminharem até ela é algo curioso e interessante: Dizem que as pedras formam a imagem de um Puma. Confesso que só consegui visualizar o animal após ver um postal com o tal Puma "photoshopado" - rs.

 

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Bom, prosseguindo ladeira acima chegaremos na praça da igreja de San Blas. O bairro é simpático, com vários becos, ladeirinhas, bares e restaurantes, mas è de tirar o fôlego literalmente - rs!

 

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E para fechar com chave de ouro, um local que é parada obrigatória dentro de Cuzco è o Qoricancha, ou Templo do Sol. Infelizmente o boleto turístico não vale para o seu ingresso, mas com carteirinha da escola ou faculdade é possível pagar meia. Para quem tiver tempo, aconselho o bilhete combinado com o convento de Santa Catalina).

 

Na verdade, a entrada do complexo se dá dentro do convento de São Domingos. Os espanhóis, quando chegaram a Cuzco e destruíram a cidade, não conseguiram destruir todos os muros incas por serem resistentes e bem encaixados, tanto que muitas paredes incas sobreviveram aos vários terremotos que arrasaram a cidade e os muros do Qoricancha é um exemplo sobrevivente.

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A arquitetura é típica de um convento e a parte mais interessante é o claustro, que abriga na parede de seus corredores muitas obras de artes que, no entanto, acabam passando despercebidas pela multidão apreciando as "salas" incas ou melhor, pedaços de templos de culto ao deus Sol.

Ainda dentro destas salas è possível ver pedaços de pedras polidas soltas com seus encaixes "macho e fêmea", um modo que nos faz entender como essas imensas peças de pedras se encaixavam sem a necessidade de cimento entre elas.

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Além do que mostrei acima, há outras coisas a ser visitadas em Cuzco como o Convento de Santa Catalina di Siena (a entrada pode ser comprada junto ao bilhete do Coricancha, mas aconselho verificarem horário de funcionamento), a praça Regocijo, que não é tao famosa, mas é próxima à praça de armas, a igreja e convento de São Francisco, o museu do Coricancha, que fica fora do complexo.

 

Algumas das dicas que inseri em meu blog:

 

COMO IR PARA CUZCO:

Para chegar a Cuzco direto de São Paulo, aconselho um voo à Lima com transferência para Cuzco. De ônibus são mais de 23 horas de viagem (em estradas cheias de curvas e, segundo alguns relatos, perigosa);

Fomos com a Tam e na sequência pegamos um voo da Lan Peru, uma aeronave antiga mas muito confortável!

Quem decide entrar no Peru pela Bolívia, poderá, a partir de Puno (cidade principal para quem vai para o Lago Titicaca), pegar um ônibus ou um trem que faça este trajeto. O ônibus é mais rápido e mais barato.

 

ONDE FICAR EM CUZCO:

O conselho é ficar sempre perto do centro histórico; Nós ficamos no hostel El Tuco, um pouco distante da Plaza de Armas, mas perto da rua El Sol. Reservamos um quarto privado com banheiro e água quente (fator muito importante) por U$ 30 o casal\dia (em julho\2012);

No retorno à Machu Picchu ficamos mais 2 dias na Casa Hospedaje Llaqtayay, também em quarto privativo, mas com banheiro coletivo (bem limpo); o café da manha é servido pela dona da casa; também bem simples, mas saboroso. A cozinha e a internet não é coletiva; usamos prq pedimos aos donos e pagamos U$ 16 a diária para o casal.

A vantagem de ficar distante da Plaza de Armas é a tranquilidade do sono; se o objetivo é diversão, recomendamos os albergues na própria praça.

QUANTO TEMPO FICAR EM CUZCO:

Cuzco é a principal cidade do Vale Sagrado dos Incas e também a principal para quem quer visitar Machu Picchu; E' uma cidade grande e, como mostrei acima, com muitas coisas para se fazer.

Nós ficamos 3 dias no início de nossa viagem. E' muito importante este período para a aclimatação. Nos 2 primeiros dias, circulamos pela cidade e um antes de seguir para Aguas Calientes fizemos o passeio para conhecer Pisac (narrarei na sequencia).

Depois dos dias que seguimos para Ollanta - Aguas Calientes - MP, retornamos para Cuzco e ficamos mais 2 dias. Fizemos isso para podermos descansar entre a viagem de Ollanta a Puno; neste período fizemos as ruínas próximas de Cuzco e mais alguns museus que não havíamos visto no inicio da viagem.

 

ONDE TROCAR MOEDAS EM CUZCO:

Cuzco é muito turística e por isso, está cheia de lojinhas que oferecem o cambio de Dólar para Soles; Na avenida principal EL SOL está cheia destas lojas. Meu conselho é sair perguntando para ver quem oferece mais; Em todo o Peru, a cotação de Cuzco foi a melhor que encontramos (talvez pela grande concorrência). Se o objetivo é sacar dinheiro, há muitos ATM pela região! Algumas ficam até mesmo dentro de lojas; Não aconselho o uso em débito de cartões pré pagos (tipo VTM ou MCP) pois a conversão que eles utilizam do dólar para soles é péssima para o turista.

 

ONDE E O QUE COMER EM CUZCO:

Nas proximidades da Plaza de Armas há várias pizzarias e restaurantes; Todos terão um menu turístico. No blog inseri um breve guia gastronômico.

O QUE BEBER EM CUZCO:

As cervejas peruanas são bem parecidas com as nossas. Vale a pena provar a de cada cidade. Além da Cusquena, gostamos também da Arequipena e da Pilsen!

 

Mas o que faz fama na cidade não é a cerveja, mas o Pisco; em particular o Pisco Sour, uma batidinha de Pisco com limão e clara de ovo! Bem suave, cremosa e gostosa!

 

Outra dica: Ao lado da Plaza de Armas existem várias galerias com cafezinhos super charmosos com balcão na parte superior.

E' bem clichê, mas é gostoso sentar olhando o movimento e a beleza da praça; Porém, se você gosta de café e de chocolate quente forte, não vá com sede ao pote nos diversos barzinhos de Cuzco.

O café é fraco (mesmo o expresso!) e o chocolate quente é feito de água quente e solução em pó (horrível)!

Agora, se você quiser tomar um super suco de fruta por menos de R$ 5,00, entre no YAJUU (em uma das galerias da plaza de Armas)! Foi ali que tomei o melhor suco de Morango com Laranja da minha vida!!!!!

:)

Eles fazem sucos de várias frutas e misturas! E ainda te proporcionam uma linda vista da Plaza de Armas.

 

ALTITUDE:

Cusco está à 3400 m de altitude e para quem não sabe, algumas pessoas sentem enjoo e fortes dores de cabeça quando estão em grandes altitudes (o chamado Soroche). Em alguns casos, são obrigadas à irem ao pronto socorro.

Nós não tivemos problema. Pouca dor de cabeça no primeiro dia (que pode ter sido apenas o cansaço da viagem), mas mesmo assim, tomávamos, sempre que possível, o famoso chá de mate de coca. Além disso, decidimos ficar na cidade antes de nos aventuramos pelas ruínas e assim fizemos.

 

ONDE COMPRAR EM CUZCO:

E' muito difícil caminhar pela Plaza de Armas e não ser abordada por algum peruano implorando para que você compre algo deles. São produtos artesanais bem simples que podem servir como souvenir; No entanto, no final da rua do Sol (seguindo para o lado oposto à Plaza de Armas) há um imenso galpão com inúmeros stands que vendem de tudo para o turista (de pequenos souvenirs até roupas e malhas) a preços interessantes;

Se teu interesse é em algum produto mais refinado e caro, como malhas de Alpaca ou pratas, ao lado da Plaza de Armas há várias lojas de boa qualidade.

 

BOLETO TURISTICO:

comprar ou nao comprar? (http://www.cosituc.gob.pe/" onclick="window.open(this.href);return false;)

O BT é um passe que dá direito a entrar em algumas das principais atrações do Vale Sagrado, como as ruínas próximas de Cuzco (Saqsaywaman, Kenko, Puka Pukara e Tambomachay), Pisac, Fortaleza de Ollantaytambo e alguns museus em Cuzco.

Compramos o boleto no centro turístico da rua El Sol, perto da Plaza de Armas por 130 soles (completo); Infelizmente, muitas das boas atrações não estão no pacote, mas é uma boa economia. E se você for estudante com menos de 25 anos, pagará meia.

A questão é: vale a pena?

Depende!

Se você pretende ir para Pisac e Ollanta, talvez valha! Nao me lembro se é possível comprar apenas a entrada de um dos locais, mas há bilhetes por circuito (completo; só com museus; só com o Vale Sagrado; só com as ruínas de Cuzco. Cada circuito custa 70 soles).

COMO SE LOCOMOVER EM CUZCO:

Existem poucos coletivos que circulam pelo centro turístico e eu diria que nem vale a pena pegá-lo se a distancia for pequena. Os táxis (a maioria carros velhos) sao baratos e o valor da corrida é negociado antes de entrar no carro; existe uma média de preço, mas eles dão conforme a cara do turista!

Para ir às ruínas mais distantes, vale a pena sim pegar um coletivo (kombis) em algum "parador", mas já digo: são feios, sujos e algumas vezes, fedidos! Se estiver em grupo, vale a pena pegar um taxi-coletivo; O preço sai mais caro que as Kombis, mas é mais confortável e limpo; são carros normais que aguardam a lotação e seguem para locais mais distantes como Pisac e Ollanta; Para ter uma noção, em um taxi coletivo, em um feriado, eles nos cobraram 15 soles cada para irmos até Ollanta (60 km de distancia; a última cidade antes de MP)

 

SEGURANCA EM CUZCO:

Circulamos direto pela cidade durante o dia e a noite e não vimos nenhum problema; talvez ocorram pequenos furtos; mas o ideal é nunca estar sozinho em lugar muito ermo;

 

 

Bom, por hoje é só. Em breve colocarei um relato sobre Pisac e as ruínas próximas de Cuzco.

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Valeu Edu Alves!

;)

 

continuando....

 

Pisac

 

Depois de 2 dias "aclimatados", resolvemos ir para PISAC (ou Pisaq), uma cidadezinha distante 33 km de Cuzco no Vale Sagrado dos Incas, famosa pelo mercado de artesanato na praça central e pelo grande complexo de ruínas incas distante 9 km da cidade (a mais importantes depois de Machu Picchu).

 

Aqui tivemos nossa primeira prova de resistência. Ela é menos elevada que Cuzco, com 2.972 metros de altitude, porém passa por regiões altas o suficiente para dar uma boa dor de cabeça!

 

O parque também é muito bonito e interessante. Reserve um dia inteiro para visitá-lo. Tem quem o faça em meia jornada e segue para outra cidade. E' possível, desde que você chegue na cidade bem cedo ou que não o faça completo (a maioria retorna quando a trilha começa a ficar mais difícil).

 

Para chegar na cidade, há Kombis que segue direto até Pisac (uns 30 minutos de Cuzco). Ou entao os taxis coletivos (mais caros, mas mais confortáveis). O paradeiro da Kombi que segue para Pisac se situa na rua Puputi;

 

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O ponto do ônibus é na avenida principal da cidade; de lá procuramos o mercado central. Dizem que os produtos são mais em conta que em Cuzco, mas dos produtos que perguntei, não achei diferente. No entanto, em Cuzco nós conseguimos pechinchar bem! Do meio deste mercado sai o início da trilha para as ruínas. Segundo nosso guia Peru, seriam 5 km de subida (com algumas ruínas no caminho) mais a parte de uns 2 km com as famosas ruínas de Pisac. E como dizem que para descer todo santo ajuda, resolvemos fazer o "caminho contrário". Pegamos um táxi coletivo com mais outros 2 turistas brasileiros.

 

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Bom, para entrar no parque de Pisac é necessário o boleto turístico que será pedido ainda na estrada, bem no início do complexo (para os corajosos que preferiram subir a trilha, o controle é no início da subida). O táxi nos deixa praticamente no início da trilha.

 

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A primeira parte não é difícil. O caminho é plano e há poucas subidas e descidas para as ruínas.

 

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Seguindo em frente, em direção Kalla Qasa, a trilha segue reta e no final há o único banheiro que encontramos no complexo!

Escalar algumas rochas para apreciar mais de perto algumas ruínas pode ser perigoso. Tentei subir no Kalla Qasa, mas desisti. Muito escorregadio por causa das pedrinhas e areia.

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Uma pausa aqui é bem prudente. Mas não se estranhe com o "vaso" aterrado no chão e a descarga feita através de baldes que estão fora do banheiro! Há também bicas de água para encher garrafinhas.

Deste ponto também é possível avistar o Andenes ou terraços de plantação agrícola.

 

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A partir daqui a trilha começa a ficar mais difícil por causa do tempo seco.

Na seqüência, a trilha ainda é plana com algumas escadarias e túneis. Nada assustador, apesar do barranco que víamos ao lado. A trilha pode ser feita por qualquer um, sedentário ou não, mas pede um joelho forte e resistente (o que não é bem o meu caso, mas não desisti).

 

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Além disso, subir escadas, por exemplo, exige um pouco mais de resistência física, já que o complexo está a mais de dois mil metros de altura em relação ao nível do mar.

Não é desesperador, mas sentíamos falta de ar com um frequência bem maior, além do cansaço, claro!

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Quando se chega ao Templo de la Luna a trilha começa a ficar mais difícil e muita gente desiste; é a partir deste ponto que inicia a tal trilha dos 5 km que nos levaria até a cidade de Pisac.

Não vou dizer que é fácil, cheguei lá em baixo morta e com os joelhos "gritando", mas é um pecado quem desiste o caminho.

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Até porque, é a partir deste trecho que passamos pelo Templo do Sol (Intihuatana), da Lua e algumas construções incas. O caminho também é muito bonito. Claro que é horrível estar cansada, com sede e fome e ver o povoado muito distante abaixo. Mas vale muito a pena.

E para encorajar as pessoas sedentárias ou pouco aventureira, avistamos um grupo de peruanos com crianças (uma de colo) e um casal de idoso que caminhavam lentamente e com ajuda de alguém da família, mas não foi por isso que eles retornaram (tive mais medo era da criança de colo! Tem doido para tudo!).

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Conselhos:

 

Antes de qualquer coisa, conselho é bom, útil e darei para quem pretende se aventurar nos complexos arqueológicos do Peru:

1) Leve água, balas ou folhas de coca e comida na mochila! Mesmo quando há avisos de proibição (como Machu Picchu). Não existe fiscalização na entrada e muito menos barraquinha vendendo salgadinhos no meio do parque. Obvio, não banque o idiota! Leve o lixo com você (pois é bem difícil encontrar cestos de lixo)

 

2) Leve papel higiênico. Se o local tiver banheiro e não for pago (como em Pisac) você precisará usar o teu papel. No caso de Pisac, a "descarga" é feita com balde que fica no lado externo!!!!!!

 

3) Mesmo no inverno vá com roupa de verão e protetor solar. O sol é forte demais!

 

4) Contratar guias autônomos no inicio da trilha é muito interessante! Eles cobram pouco e em soles e dão ótimas explicações!

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continuando....

AS RUÍNAS PRÓXIMAS DE CUZCO

 

Depois que fizemos todo o percurso do Valle Sagrado (Pisac, Ollanta e Machu Picchu), retornamos para Cuzco para fazermos as ruínas próximas à cidade. Alguns corajosos fazem tudo isso a pé; eu diria que não é impossível, mas é uma boa caminhada na altitude!

Saqsaywaman (em uma pronúncia jocosa: Sex Woman) é a melhor e a mais próxima; Q'enqo (ou Kenko) também é interessante, apesar de menor e está perto de Saqsaywaman. As outras estão mais distantes e não posso opinar pois acabei não indo!

 

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Para ir, meu conselho é pegar uma van que segue até Pisac e pedir para o motorista parar na estrada próximo à Puka Pukara (caso queira fazer todas) ou em Q'enqo (caso queira fazer apenas as duas mais próximas). Ou, caso tenha um bom físico e muita coragem; subam a Rua Resbalosa (= Escorregadia - em espanhol ou quéchua - rs); que inicia próximo à Plaza de Armas.

 

Q'enqo (Kenko)

Assim como os sítios de Pisac, Ollanta e MP, aconselho contratar um guia para entender o que o local significa; para entrar neste sítio basta mostrar o Boleto Turistico (isso em 2011).

 

Q'enqo está localizado a seis quilômetros a noroeste da cidade de Cusco, a 3.580 metros de altitude. É composto por dois lugares: el Grande e el Chico. O nome Q'enqo significa "labirinto" em quéchua por causa das galerias subterrâneas em forma de labirinto e pelos pequenos canais lavrados nas rochas em forma de ziguezague.

 

Este monumento foi qualificado como um anfiteatro, pois tem um construção semi circular. Na realidade, se ignora a finalidade desta construção, que pode ter sido utilizada como altar, um tribunal ou uma tumba. Presume-se que foi um dos santuários mais importantes da era inca.

 

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Saindo de Q'enko, uma rápida e leve caminhada nos leva até o portão de Saqsaywaman, a mais interessante e maior das ruínas perto de Cuzco, que dista uns 2 km da cidade e està a 3.700 metros acima do nível do mar!

 

Pegamos uma guia na entrada do parque e a seguimos através de um túnel bastante escuro para entrar na área arqueológica. Assim como Q'enko, usamos o Boleto Turistico para entrar.

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O nome, Saqsaywaman, que como disse acima, tem uma pronúncia bastante parecida com o inglês "Sex Woman", significa em quéchua "falcão satisfeito"; Parece ser uma fortaleza inca, hoje em ruínas, acredita-se que, construída com propósitos militares (para treinar guerreiros) ou religiosos;

Apesar de vasta, se pode apreciar atualmente aproximadamente 20 porcento do que foi o conjunto arqueológico; seus muros foram destruídos tanto pelos espanhóis como pelos cusquenhos para construir casas e igrejas.

 

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O que mais surpreende ao visitar Cuzco e consequentemente, Saqsaywaman é a construção peculiar de suas muralhas; As pedras foram encaixadas com uma precisão que é quase inexplicável decifrar como os incas conseguiram cortar as pedras e uní-las, como se fossem peças de Lego.

O complexo também conta com uma espécie de tobogã grande de pedras por onde o visitante pode deslizar.

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Para quem tiver a sorte de estar na cidade no dia 24 de junho, data do solstício de inverno, poderá participar do festival anual de Inti Raymi, de culto ao deus sol ou inti.

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(continuando)

Aguas Calientes

Depois de 3 dias em Cuzco, decidimos partir para o mais esperado: MACHU PICCHU!

:)

Fomos para là de trem a partir de Ollantaytambo.

1) porque sai muito mais barato

2) porque o trem é bem devagar e se voce quer chegar mais ràpido, esse è o caminho!

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Nossa ideia era primeiro ficar em Ollanta e depois partir para MP. Isso seria o ideal, mas deixei para comprar as passagens de trem após ter reservado todos os albergues e isso é um erro na alta temporada. Quem quiser entender um pouco mais o que ocorreu, leia este post: http://osamigosdemochila.blogspot.com.br/2012/11/machu-picchu-antes-de-ir.html

 

Para curtir legal a cidade, o ideal é dormir na noite anterior em Aguas Calientes e partir para a "cidade perdida" logo cedo! E foi isso o que fizemos.

Águas Calientes, a cidade dormitório para MP é diferente de tudo aquilo que já visitamos! Chegamos aqui com o último trem, no fim da noite que antecedia a nossa ida à Machu Picchu. Fomos recepcionados na saída da estacão pelo pessoal do albergue.

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A prática é muito comum: todos ficam em pé com placas, berrando o nome do hotel ou hostel para chamar atenção do visitante. Alguns ficam ali oferecendo lugar. Nòs ficamos o Pirwa. Modesto, simples, mas suficiente para o que querìamos.

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Como o nome diz, Aguas Calientes é uma cidade - terma, no vale do Urubamba, banhado pelo rio do mesmo nome. Por isso, vale a pena uma especial atenção em épocas de grandes chuvas! O rio Urubamba, que passa por là, alaga e inunda toda a cidade. Existem diversas placas de fuga!

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E não pense você que fugirá do suave e tranquilo rumor das águas. Praticamente todos os albergues estão próximos das quedas d'água, mas, no nosso caso, estávamos tão cansados, que foi gostoso dormirs com aquele barulho relaxante. Aliàs, è uma pena que este pequeno povoado acolha apenas turistas, como nós, interessados em ganhar tempo e economizar dinheiro (o único hotel de MP é muito caro e sair de Cuzco até MP significa chegar na cidade por volta das 11hs). Ela é tranquila, interessante e muito diferente! Muitos turistas, após aproveitarem um dia cansativo em MP, decidem seguir para às termas. Não fomos pois, apesar da água ser quente, fazia frio (e em alguns sites lemos que não é tão limpo assim). Quando estávamos nos programando, vimos que existe uma montanha dentro de AC que permite, depois de uma longa subida, ver parte de MP. Mas como não fizemos, não nos lembramos qual é.

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O dia na cidade inicia muito cedo. O sol nem apareceu e as pessoas estão por ali, circulando, caminhando por suas ruas, mas não à procura de um local para tomar café ou algum lugar turístico a visitar: estão todos caminhando para o ponto onde saem os micro-ônibus para Machu Picchu!

 

Aqui vale um super conselho: comprem antecipadamente os bilhetes de ida e volta para o micro-ônibus.

Esquecemos deste detalhe quando chegamos; porém, estava tarde e talvez a bilheteria não estivesse aberta. Uma questão que se faz necessária a compra antecipada é a lerdeza da única funcionária a vender essas passagens. Como se não bastasse, o valor é em dólares (US$) e a cotação é feita na hora (sempre ruim para o turista). Para a alegria, a imensa fila dos ônibus é rápida. Eles conseguem encher 2 ônibus por vez e assim que esses dois partem, eles lotam mais dois!

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O caminho de Aguas Calientes até Machu Picchu é sinuoso, em zigzag, mas não provoca enjoos ou mal estar (eu sofre com isso)! Quem tem medo de altura, è melhor não olhar pela janela!

No final de todo o zig zag, eis a entrada tao esperada.

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Vamos agora ao que interessa:

Machu Picchu

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Machu Picchu (que carinhosamente chamarei de MP) é um dos locais mais maravilhosos que já visitei! Não sou uma pessoa mística - muito pelo contrário - mas este local me encantou muito (assim como todo o Peru).

Pensar em conhecer MP é já uma aventura; são tantos os preparativos que aumenta cada vez mais a ansiedade para o tao esperado dia:

 

Primeiro você precisa saber como chegar até lá;

dai você descobre que o aeroporto está a quase 100 km de distância da cidade e que por causa da grande altitude você deverá se aclimatar por pelo menos uns 3 dias;

Depois você lê que o único meio de transporte é o trem e que ele não é econômico e que tem poucas vagas;

que partir direto de Cuzco chega tarde demais lá e por isso você deverá planejar uma noite em Aguas Calientes (para curtir mais o parque) e que você não pode simplesmente aparecer nos portões;

Tanto para entrar no parque como para subir a Montanha de Waynna Picchu (que chamarei de WP) requer também compra antecipada (no site: http://www.machupicchu.gob.pe/).

São detalhes, mas que nos faz querer demais que o dia chegue logo!

 

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Para conhecer o parque é perfeitamente possível sem guia, mas acredito que negociar um bom preço com alguém não-oficial pode facilitar o conhecimento do parque.

Tem muita coisa bacana para ver e se você subiu Wayna Picchu, o tempo para ver as coisas diminuirão (pense que você descerá super cansado e irá direto para o restaurante!).

 

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De qualquer forma, logo na entrada, há algumas placas com sugestões de "trilhas; diversas cores no qual você pode seguir conforme a dificuldade e tempo. Nós tentamos fazer todas e no fim das contas, acabamos perdendo muita coisa!

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Apesar de toda preparação antecipada, de ler guias e fóruns... não é que cometemos erros? Por isso, algumas dicas:

 

1) não se esqueçam de comprar o bilhete do ônibus que sobe até MP com antecedência; ficamos uns 40 min. na fila só para aquisição da passagem!

 

2) Se decidir subir até Waynna Picchu (falarei dela no próximo post); compre o bilhete para o 1° horário! Nós entramos no parque às 9h00 e ficamos uma hora feitos baratas tontas esperando dar 10h00! Depois percebemos que poderíamos ter entrado mais tarde; não havia a necessidade de esperar o horário! E se comprássemos o 1° horário, poderíamos entrar até às 9h50!

 

3) E' proibido entrar com alimentos, mas no dia que fomos não teve vistoria e muita gente entrou. Nos arrependemos amargamente. Dentro do parque não tem nem mesmo um bebedouro; lanchonete, restaurante e banheiros ficam do lado de fora. A lanchonete e o restaurante são caros e cobrados em dólares; como estávamos super cansados e famintos, pagamentos o buffet do restaurante (U$ 36,00) com comida, bebida (exceto alcoólicos ) e sobremesa a vontade!

 

4) Mais um conselho do que um erro: contratem um guia, mesmo que não seja oficial. Eles estão circulando pelo parque e cobram baratinho! Tem muita coisa bacana que somente eles sabem explicar bem! Se preferir não pagar, tente "gansar" a explicação dos guias que estão no parque.

 

5) Nos dormimos 2 noites em AC; Com isso, fomos os últimos a sair do parque! Uma experiencia bacana!

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Wayna Picchu

O Bilhete, como disse rapidamente acima, pode ser apenas para MP ou também para Wayna Picchu

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Para quem não sabe, WP é a montanha que enfeita a cidade e sua subida é permitida apenas para 400 pessoas ao dia (em 2011).

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Subir WP não é fácil! Além da altitude, suas trilhas são sinuosas, íngremes e pequenas! Em determinados momentos é necessário agarrar-se a troncos ou cabos de aço espalhados pela trilha (uma luvinha de musculação cai muito bem!) para conseguir prosseguir;

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A subida dura de 40 min. a 1h, dependendo do teu ritmo e do ritmo das pessoas acima;

Pode até ser difícil, mas não é nada absurdo de subir, porém, inviável para quem tem fobia à altura ou com dificuldade de locomoção.

 

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Ao chegar lá em cima, se tiver coragem, siga até seu ponto mais alto e tire uma foto!

:)

 

Depois de um merecido descanso, observando Machu Picchu pequenininha lá em baixo, começa a descida! Direi que para isso nem todos os santos ajudam! Muitas das vezes é preciso descer sentado! E sim: dá muito medo!

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Se você não conseguiu o ingresso para WP, não desanime; o parque é imenso e tem muita coisa para se fazer (diria que se perde bastante tempo subindo WP, principalmente se você acaba entrando tarde no parque, como nós);

Mas se mesmo assim o teu sonho é subir alguma montanha, há, do lado oposto à WP, uma montanha muito mais alta, a Machu Picchu. E' uma sugestão; mas neste caso, você precisará certamente de 2 dias no parque!

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Vou em outubro e ainda tenho uma dúvida: você acha que posso comprar o ingresso do MP e o trem quando chegar lá?

Chegarei numa quarta e vou a Aguas Calientes no sábado, para entrar em MP no domingo.

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Fred, eu nao sei como estao as coisas agora, mas eu nao aconselho. Quando eu fui teve protestos na frente do parque pois muita gente ficou sem ingresso. Conheci 2 casais de brasileiros em Pisac que foram para là e nao conseguiram bilhetes para MP. Além do mais, se a tua ideia for subir para Waynna Picchu, voce terà a tua subida garantida.

 

Em relação ao trem, se você quer economizar e garantir a passagem, eu aconselho a compra antecipada. Entre no site e veja que a diferença de preço é absurda! Sao poucas as vagas para o vagão econômico!

 

Se precisar de algum ajuda, é sò escrever!

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Ollantaytambo

Vou terminar o meu relato pelo Vale Sagrado dos Incas com Ollantaytambo!

 

A cidade arqueológica de Ollantaytambo, ou carinhosamente chamada pelos viajantes de Ollanta, é a cidade "grande" do Vale Sagrado mais próxima de Machu Picchu e muito agradável! Se encontra a 90 km de distância de Cuzco e a uma altura de 3792 msnm.

 

A cidade fora construída sobre duas montanhas em um local bastante estratégico que dominava todo o vale, sendo assim um complexo militar, religioso, administrativo e agrícola. Dizem a lenda que aqui ocorreu a única vitória dos incas contra os espanhóis!

 

Chegar em Ollanta não é nem difícil e nem caro. Nós preferimos pegar um taxi coletivo (o paradeiro em Cuzco é próximo ao Qoricancha) e pagamos 15 soles cada (mas era feriado! Parece que o normal naquele ano seriam 10 soles). Caso você não queira esperar a lotação, eles cobrarão o valor do carro cheio.

 

O caminho feito foi por Chinchero e é simplesmente lindo! Infelizmente fomos no fim da tarde e o sol tinha acabado se se por, mas é magnífica a visão das altas montanhas cheias de neve no caminho da estrada.

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Ollanta é uma cidadezinha escondida no Vale Sagrado dos Incas; Como toda cidade peruana, no centrinho da cidade encontramos uma praça central (de Armas, salvo engano) com todo o comércio ao lado.

 

As ruas retas, estreitas e pitorescas hoje formam quinze grupos de casas localizadas ao norte da praça principal da cidade, que constituem em si um verdadeiro legado histórico. Algumas casas da época tipo colonial estão construídas sobre belos muros incaicos polidos com esmero.

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Eu diria que é bastante interessante caminhar, passear e se perder por essas ruas labirínticas; Aliás, é um ótimo passeio! E prestem atenção nas canaletas de distribuição das águas!

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No entanto, o viajante que decide conhecer Ollanta apenas na passagem para MP, acaba conhecendo somente a Fortaleza de Ollantaytambo ou Ullantaytampu, inclusa no Boleto Turistico.

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Apesar de vermos apenas ruínas do que a fortaleza de Ollanta era no passado, ainda hoje é possível admirar a qualidade da arquitetura do local. Diz a lenda que as rochas utilizadas na construção foram retiradas bem distante da cidade, o que revela o domínio de técnicas avançadas de transporte de rochas.

E vale muito a pena conhecer a fortaleza e, assim como nos outros parques arqueológicos, aconselho contratar um guia

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Meu conselho: Saiam de Cusco no fim da tarde para pernoitar em Ollanta (é mais em conta que Cuzco); na manha seguinte conheçam a cidade e depois sigam para Machu Picchu no fim da tarde.

Esse era nosso roteiro, mas com o problema que tivemos com as reservas dos trens, chegamos em Ollanta a noite para pegar o trem para Aguas Calientes e voltamos na cidade apòs MP; Aqui cometemos um erro: Como chegamos na cidade no primeiro trem que partiu de AC (por volta das 8hs), deveríamos ter deixado nossas mochilas em algum local, ter conhecido a cidade e retornado para Cuzco no final do dia. Como dormimos em Ollanta, ficamos "presos" na cidade até o dia seguinte, que é agradável, mas com pouca coisa a oferecer.

 

Além da fortaleza, do lado oposto há uma montanha com ruínas de casas incas; é a chamada Pinkuylluna. Fomos porque tínhamos tempo, a visão da cidade e da fortaleza é muito bonita, porém, as ruínas são mais interessantes vistas da cidade ou da fortaleza!

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Excelente relato! Já me ajudou a rever alguns pontos do meu roteiro.

 

Dei uma olhada site do El Tuco e vi que eles oferecem o serviço de busca no aeroporto. No seu caso foi tranquilo? Você reservou antes?

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Muito bom relato! E o seu blog também. ::otemo::

 

Aguardando o restante!

 

[]'s,

Camila

 

 

Seu relato está muito bom. Obrigado por comprartilha-lo conosco. ::cool:::'>

 

 

 

Obrigada Camila e Flavio! Fico feliz que vocês estão gostando.

Continuarei sim o meu relato, mas tenho tudo completo no blog!

;)

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Excelente relato! Já me ajudou a rever alguns pontos do meu roteiro.

 

Dei uma olhada site do El Tuco e vi que eles oferecem o serviço de busca no aeroporto. No seu caso foi tranquilo? Você reservou antes?

 

 

Que bom que está te ajudando Fred!

Preciso acrescentar isso em meu relato! Eles nos pegam sim no aeroporto. No email da minha reserva, comuniquei o dia, horário e numero do voo. Fui recebida por um funcionário do hostel na saída (o aeroporto é minúsculo). Assim que ele nos viu, chamou um taxi a custo deles.

O Hostel é muito simples, nada de agitação (eu queria tranquilidade) e eu retornaria nele com toda certeza. Pode ser que eu tenha tido sorte, mas eu ainda assim aconselho.

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Aqui termina o meu relato sobre Cuzco, cidades do Vale Sagrado até Machu Picchu.

 

Para quem conseguiu acompanhar, chegamos em Cuzco e ficamos 2 dias conhecendo a cidade e nos aclimatando. No terceiro dia partimos para Pisac.

O quarto dia continuamos em Cuzco e no fim da tarde pegamos um taxi coletivo para Ollanta.

 

O ideal seria pernoitar em Ollanta e partir para Aguas Calientes no dia seguinte. Mas por causa do nosso vacilo com o trem, chegamos em Ollanta diretamente para o trem.

 

Pernoitamos em Aguas Calientes para que no nosso quinto dia partissemos para Macchu Pichu.

 

Dormimos novamente em AC e pegamos o trem das 5 da manha diretamente para Ollanta.

Como jà tínhamos reservado o hostel resolvemos usar o nosso 6° dia na cidade, mas o ideal seria termos deixado as malas em algum canto, dado um giro na cidade e retornado para Cuzco no fim da noite, o que fizemos no dia seguinte, em nosso 7° dia.

 

Decidimos ficar mais uma noite em Cuzco (para não ir para Puno da correria) e na noite do nosso 8° dia pegamos um ônibus direto para Puno.

Nestes últimos dias em Cuzco visitamos as ruínas próximas e curtimos mais um pouco a cidade.

 

A região do lago do Titicaca ficou um pouco curta. Íamos ficar 2 dias em Puno, mas uma amiga nossa nos aconselhou conhecer o Lago pelo lado boliviano. Por isso, tiramos um dia de Puno e colocamos na Ilha do Sol. A viagem foi difícil pois decidimos pegar um bus noturno de Cuzco para Copacabana, mas não se engane: por mais que te digam isso na rodoviária, não existe bus que faça Cuzco\Copacabana.

 

Eles chegam em Puno no amanhecer (por volta das 4h30) e o bus para Copacabana sai por volta das 7hs. A rodoviária de Puno é horrorosa, com banheiros sujos e fedidos e seus restaurantes não são là grande coisa. Aconselho levar lanchinhos.

A viagem para Copacabana tbem não é fácil. Eh longa e cansativa. Foram aproximadamente 6 hs de viagem mas eu confesso: valeu muito a pena. O lado boliviano, como disse minha amiga, é lindo demais!

 

Para que vocês possam entender, fizemos isso pois o nosso objetivo não era entrar realmente na Bolívia (por isso o saltinho no título). Teria sido menos complicado se esse fosse o nosso objetivo, mas apenas fomos para a Isla del Sol e depois retornamos a Puno.

 

Em breve continuo a sequencia da viagem.

Falarei da Ilha do Sol, das Ilhas Flutuantes de Uros, da ilha de Taquile, de Arequipa, do Vale do Colca e de Lima.

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Ilha do Sol

598da10f629da_IsladelSol03ago2011(34).jpg.37586a6c8366c6c59256c5217af2b006.jpgComo disse anteriormente, saímos de Cuzco na noite do nosso 8° dia rumo a Ilha do Sol na Bolívia.

 

De ônibus, a viagem é mais longa que o avião, mas mais rápida e barata que o trem; Existem 3 opções: avião; ônibus de viagem e ônibus turísticos;

 

Nao sei se vale a pena ir de avião. o Aeroporto mais próximo é em Juliaca, uma cidade considerada perigosíssima. Após essa cidade, teria que pegar mais um ônibus de viagem ou táxi. O turístico é mais caro, mas bastante interessante; ele sai de Cuzco na manha e vai parando por várias cidades até chegar em Puno em um passeio intitulado Ruta del Sol. O problema é que para quem tem uma limitação de tempo, a viagem não é ideal!

 

Decidimos pegar o de viagem; Saímos de Cuzco às 22h; chegamos por volta das 05h00 em Puno (no inverno é um frio do cão! Levem roupa pesada; há um hotel na rodoviária!) e um bus sentido Copacabana que saiu por volta das 07h00 (um ônibus simples! Não façam como nós! Não paguem por bus de luxo pois parece que não tem!).

 

A viagem que começou às 07h00 terminou por volta das 14h; Além do percurso ser realmente muito longo, há a demora para passar pela imigração; Tivemos ainda a "sorte" de chegarmos em dia de festa e com isso, transito completamente parado!

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Ao chegar em Copacabana, diversas pessoas te seguirão para vender a passagem de barco para a ilha; compramos a primeira que nos ofereceram; mas cuidado com os preços; mais barato não significa barganha, mas sim, barco menos confortável e devagar! Todos eles saem praticamente no mesmo horário; são apenas 2 por dia; um na manha (às 8hs) e outro à tarde (às 15hs). Tivemos apenas tempo para uma pausa-almoço antes de seguir viagem!

 

A viagem de Copacabana para a Ilha do Sol é bastante parecida com a viagem Puno-Copacabana: encantadora no inicio e tediosa na sequência. O barco que fomos era lento demais e o trajeto longe demais; Não me lembro, mas acho que a viagem levou umas 2 horas; E o nosso barquinho nao tinha banheiro!

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Bom, ao chegar na Ilha do Sol, que está em um local muito alto, a quase 4500m do nível do mar, temos apenas o porto, algumas barraquinhas e uma super escadaria. Para chegar a qualquer lugar, é necessário subir pelo menos 500m de escada.

Fácil?

Nem um pouco!

Mesmo com uma semana aclimatada em Cuzco, tivemos a sensação de sufocamento ao tentar subir essa escadaria! Para piorar nossa situação, estávamos com toda a nossa bagagem (aqui é mais que imprescindível o uso de mochila;) nas costas!

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No entanto, a ilha é muito agradável! O hostel da rede H.I que ficamos è bastante rústico, mas limpo e organizado. Nos hospedamos em um quarto com sacada e a visão de nossa janela era simplesmente de tirar o folego, desta vez não literalmente!

;)

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Um detalhe muito importante sobre a ilha: ela não tem grandes estruturas; a maior parte da iluminação é a luz do sol; a energia que passa é usada para eletricidade caseira; Se quiser curtir a ilha à noite, leve lanterna. A água (da descarga, por exemplo), normalmente fica em um barril, do lado de fora do banheiro; e essa água vem carregada por um burrico; Não tivemos coragem de descobrir como seria o banho aqui! Mas certamente não seria quente!

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Bom, depois de toda dificuldade em subir os 500 metros de escada até o HI, descansamos um pouco e decidimos ver o por do sol que estava por acontecer. Nos indicaram a trilha e lá fomos nós. O caminho é muito bonito, a cor azul que o sol deixa na água é estonteante! Como fomos no inverno, era possível admirar as montanhas com picos enevado! Lindo demais! Claro que, para apreciar tudo isso, tinha um preço: o fôlego!

Quando se chega próximo da parte mais alta da ilha, uma simples ladeirinha parecia impossível de percorrer.

Mas conseguimos!

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Outro fator ruim para o inverno: o frio! Sabe aquela história de que, quanto mais alto, mais frio? Imagine no inverno? Como o sol estava forte, não fomos com agasalho pesado. Resultado: fomos embora antes do por do sol!

 

Como eu disse no inicio do post, existem 2 horários para embarcação na ilha; não me lembro agora, mas acho que o embarque para Copacabana se dava às 16hs. Tomamos logo cedo o nosso café da manhã (o melhor que tivemos na viagem) e decidimos caminhar pela ilha; tínhamos muito tempo para isso.

 

Decidimos pegar uma trilha plana que saia da rua abaixo ao albergue (não queríamos esforço - rs) e fomos até onde dizem ter a porta do Sol. Digo isso pois não a achamos! ;)

Claro que o caminho não foi perdido! Muito pelo contrário; foi lindo demais e nos rendeu muitas fotos!

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Não sei exatamente o que os turistas fazem quando vai à esta ilha. As embarcações saem lotadas, mas vimos poucas pessoas circulando por là (talvez estivéssemos no lado oposto ao restante), mas depois de nossa caminhada, ficamos um pouco no albergue.... descansando e esperando almoço que a caseira do albergue, a Marcela iria nos fazer.

 

Bom, conto esta historia para todos; porque não também a vocês! Peru é barato, mas a Bolívia (principalmente aqui) é quase de graça! Tirando, claro, produtos de mercadinho (que são caros pois tudo vem de barco e nas costas dos moradores), o que é feito por eles, é muito barato.

Compramos de uma vendinha na garagem de um local um tipo de pão com recheio de doce de leite com coco delicioso! E barato! O mesmo com a nossa refeição! Nós éramos os únicos no albergue e decidimos de última hora comer ali; como não avisamos na hora do café da manha, tivemos que esperá-la terminar a arrumação; isso foi o de menos!

Olhamos o cardápio e pedimos truta andina com arroz e batata. Mais uma garrafa de cerveja de 600 ml. Acreditem se quiser, em 2011, pagamos por 2 pratos de truta com arroz, batata, salada de pepino e uma garrafa de cerveja, a bagatela de US 10! Naquela época era algo como R$ 17,00!!!!!! A cerveja onde moramos custa R$ 7,00 a garrafa! Nunca comeríamos bem por menos de R$ 20,00!!!!!! E estava tudo muito delicioso!

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De Copacabana voltamos para Puno no mesmo ônibus! Desta vez atravessar a fronteira foi mais complicado. Fila imensa pois estava em cima da hora para o fechamento da imigração. Por sorte deu tempo!

 

Meu conselho: a nossa viagem foi punk demais. Talvez deveríamos ter feito Puno no primeiro dia e ilha do Sol no segundo; mas de qualquer forma, façam! O lado boliviano, pelo menos na Ilha do Sol é muito mais bonito do que o lado peruano (ou demos muita sorte)!

 

EM BREVE, FOTOS

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Parabéns pele relato riquíssimo de informações, as quais serão de grande validade para a minha viagem em junho.

 

Marcos

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