Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Gustavo Cunha

relato 6 dias entre Cuzco, MP e Lima com baixo custo.

Posts Recomendados

Ola Mochileiros, venho aqui deixar me relato sobre a viagem que fiz a semana passado com meu amigo Tarik.

Saímos no domingo dia 18/8 e voltamos no dia 24/8.

Irei relatar como foi essa viagem dia a dia e fizemos de tudo para economizar dinheiro fomos com 500 reais cada um para dormir, se alimentar, beber e se locomover. Sei que não é pouco mas também não é muito. Espero que vocês gostem e espero que ajude alguém que esta com duvida sobre essa viagem.

 

 

RELATO DA VIAGEM PARA O PERU 18/8 A 24/8/2013

 

Esse é um relato feito após uma viagem ao Peru. Passamos por Ollantaytambo, Águas Calientes, Macchu Picchu, Cuzco e Lima. Nessa viagem foi eu, Gustavo Cunha e meu amigo Tarik Correa. Com duração de 7 dias, partindo em um domingo dia 18/8/2013 e retornando no dia 24/8/2013.

As passagens compramos pela TAM/LAN em uma agencia de viagem. A entrada em Macchu Picchu compramos com uma agencia do Peru chamada Fabulous (http://www.fabulousperutours.com/) com o atendente Fredy. Foi muito fácil e rápido comprar e eles deram uma ótima atenção, o contato foi todo via e-mail. Compramos por essa agencia porque o site de Macchu Picchu só aceita cartão VISA by verified e como não tínhamos cartão Visa precisamos pagar um pouco mais caro para comprar pela agencia $62,00

Outro ponto é o Trem Perurail, esse compramos por conta própria, pois o site aceita Visa e Mastercard então escolhemos os horários e as estações que queríamos sair e chegar e compramos sem problemas nenhum. Para ir a Águas Calientes partimos de Ollantaytambo mas para voltar optamos por ir direto a Poroy visto que o preço não alterava muito. Para fazer essa escolha tem que fazer aquela conta básica de custo beneficio porque Poroy é muito mais perto de Cuzco que Ollantaytambo. #ficaadica

Valor de Macchu Picchu R$ 128,00

Valor do Trem Perurail R$ 275,00

Dinheiro que levamos p/p R$ 500,00

Levamos uma reserva de R$ 500,00 (Essa reserva é bom para um imprevisto e precisamos usar R$ 300 reais desse dinheiro)

OBS: Levamos tudo em dólares e no Peru trocamos por SOLES, mas íamos trocando aos poucos conforme a necessidade.

Os hostels não reservamos, procuramos tudo na hora e esses R$ 500,00 foi para pagar os hostels além da alimentação, transporte e das lembrancinhas.

O único hotel que reservamos foi o Íbis em Lima que custou 177 soles e pagamos no cartão de crédito.

O Soles é quase equivalente ao Real, é só um pouco a menos mas bem pouco mesmo.

 

PRIMEIRO DIA: 18/8 DOMINGO – RAO / GRU

JJ3397 TAM 17h55min – 18h55min

 

O voo de Ribeirão Preto para Guarulhos estava marcado para as 17h55min, mas como tinha ocorrido um acidente com o trem de pouco de um avião menor, a pista estava fechada para pouso e decolagens e consequentemente o voo atrasou uma hora e fomos sair de Ribeirão as 19h00min. Mas tudo bem porque se a pista não fosse liberada íamos ter que ir de ônibus para São Paulo que levaria umas 4 horas, então mesmo com o atraso ficamos felizes.

Chegamos a GRU por volta das 19h45min e como não tínhamos malas, estávamos somente com as mochilas, passamos pela zona de desembarque e seguimos para o aeroporto e como já tínhamos feito o check-in para lima no aeroporto de Ribeirão já podíamos entrar para sala de embarque, mas antes decidimos jantar, comer uma pizza e tomar um chopp para relaxar já que a espera até o começo do embarque seria de 8 horas.

 

Fomos à Pizza HUT e comemos uma pizza grande e tomamos três chopp cada um, a conta ficou um pouco cara mas valeu a pena porque nos divertimos demais e passamos algumas horas la na pizzaria. Saímos de la, ficamos dando algumas voltar no aeroporto até que 11h00min entramos para a sala de embarque onde ficamos escutando musica e navegando na internet até a hora do embarque.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

SEGUNDO DIA: 19/8 SEGUNDA FEIRA – GRU / LIM

VOO JJ8200 LAN 03h50min – 07h15min

 

Esse dia começou na madrugada ainda com o embarque que começou as 3h00min. Formaram-se as filas, os embarques preferenciais a direita, na fila do meio os passageiros que estavam sentados no fundo e na fila da esquerda os passageiros da frente da aeronave. Estávamos sempre atentos na hora do embarque e sempre fomos os primeiros da nossa fila, isso para pegar lugar em cima do assento para colocar as mochilas e também para não atrasar o voo. Mas como ninguém é igual esse voo atrasou uma hora por conta de atraso de outros passageiros. O voo que estava programado para sair as 3h50min saiu as 4h40min. Mas tudo bem e finalmente deixamos GRU rumo a lima. Lima tem um fuso de duas horas a menos que São Paulo então mesmo a viagem tendo uma duração de 5 horas chegamos em lima as 8h00min e nosso voo para Cuzco estava marcado para sair as 10h00min então como o nosso desembarque sempre era rápido por conta de não ter mala passamos pela imigração e fomos fazer o check-in para Cuzco, a ultima parte aérea da nossa viagem. Foi tudo tranquilo fizemos o check-in fomos para a sala de embarque e as 10h40min já estávamos dentro do avião pronto para levantar voo, mas ai que tivemos mais uma surpresa, o avião saiu da posição de embarque pegando o rumo da pista, tinha um fila de avião para levantar voo e nos éramos o segundo tendo mais uns 4 atrás da gente. Assim que o avião da nossa frente subiu era a nossa vez e ai que veio o grande imprevisto. Ao entrar na cabeceira da pista o avião não teve força na turbina para levantar voo e foi lentamente andando pela pista, literalmente demos uma volta pela pista do aeroporto J. Chávez em lima. Assim que terminou a pista e o avião não subiu, o piloto veio nos comunicar o ocorrido. O avião estava com um problema na turbina direita e dentro de alguns minutos tudo ia se resolver. Ficamos dentro do avião cerca de 30 minutos e depois o capitão voltou e disse que dentro de 15 minutos já íamos seguir viagem, passado 20 minutos ele volta a fala e dessa vez pediu para todo mundo descer voltar para a fila do check-in e remarcar o voo. Neste momento pensei: Deu merda, tenho que sair o mais rápido para chegar logo no check-in e pegar o próximo voo antes que ele encha. E nós tínhamos a vantagem de não ter mala despachada então descemos do avião e já fomos direto pro check-in mas quando chegamos la já tinha passageiros do mesmo voo na fila mas não ficamos muito para trás e conseguimos um voo, depois de muita briga, para as 13h30min. Finalmente as 13h30min o avião partiu rumo a Cuzco, depois de muito sofrimento e uma hora de voo chegamos a nosso ultimo destino via aéreo as 14h30min.

 

Assim que desembarcamos em Cuzco pegamos um taxi para uma rua chamada Pavitos onde tem varias empresas de van que vão para Ollantaytambo onde iríamos pegar o trem para Águas Calientes. O taxi para esse rua nos cobrou 35 soles (Esse valor é caro, se tivéssemos saído do aeroporto tínhamos conseguido por 20 soles no mínimo, mas como estávamos muito cru de peru ainda, aceitamos e fomos para a Calle Pavitos) Chegando la encontramos muitas empresas e para a nossa surpresa a van nos cobrou 10 soles para andar 1h30min até Ollantaytambo (pensamos que íamos pagar no mínimo 20 soles essa foi uma surpresa boa). As 15h30min a van partiu cheia, tinha alguns peruanos tinha duas argentinas e duas paraguaias também. A viagem de 01h30min tem um visual muito lindo e se feito de dia vocês irão apreciar uma vista maravilhosa cheia de paisagens e cidades escondidas entre as montanhas. Chegando a Ollantaytambo a van nos deixou em frente a estação do trem. Na estação tem algumas lanchonetes e lojinhas, fizemos um lanche ali mesmo que custou 10 soles e fomos para a sala de espera da Perurail.

 

Nosso trem para águas calientes saiu as 19h00min e nesse transporte, por incrível que pareça, foi o único que não tivemos problemas, o trem saiu no horário. No trem tivemos um serviço de bordo muito fraco, para beber tinha água, coca-cola, inka-cola e café e para comer ofereciam bolinhos de banana e salgadinho tipo chips de banana. Pelo preço da passagem merecia no mínimo um lanche melhor, pois ajudaria muito na janta para não gastar dinheiro.

Após duas horas de trem e 30 horas de viagem no total, finalmente chegamos e nosso destino final, Águas Calientes e claro que chegando la tivemos outro imprevisto né?! Chegando na estação tivemos uma grande surpresa, a cidade inteira de Águas Calientes estava sem energia, totalmente no escuro. Sem lugar para dormir a cidade sem luz, o que fazer? Para onde ir? Por um momento bateu um medo, mas como todo mochileiro prevenido eu tinha uma lanterna na mochila e foi a salvação. Antes mesmo de sair da estação já saquei a lanterna e começamos a andar atrás de um lugar para dormir. Andamos totalmente sem rumo até que achamos um peruano oferecendo um quarto privativo para duas pessoas com banheiro individual e água quente. O preço inicial era de 30 soles por pessoa, mas achamos caro, e como todo bom mochileiro sem dinheiro pechinchamos e conseguimos por 20 soles cada um. Um quarto muito legal com duas camas e televisão (mas como estava sem energia não assistimos a TV, mas o aquecedor do chuveiro era a gás então mesmo sem energia conseguimos tomar um banho quente) nesse dia ainda tivemos animo para dar uma volta na cidade no escuro, só com a lanterna para tomar um cerveja, (cusquenha custa na maioria dos bares 5 soles) depois da cerveja fomos para o quarto dormir isso era umas 22:30. O plano para o dia seguinte era acordar as 04h00min e já pegar a fila da van para subir Macchu Picchu e foi isso que fizemos.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Agora que eu vi o Link na sua assinatura e vi que voce irá em Dezembro deste ano.

Muito legal e 8 dias é de bom tamanho. Da para voce conhecer tudo e ainda fazer uma parada na capital que é muito bonita.

Em relação a grana que você pretende levar é mais que suficiente. EU não sei qual é o seu padrão e seu nível de exigência em relação aos hostels mas vou lhe falar que fiquei em uns lugares legais, bem limpos por um preço bem em conta. Irei postar aqui nos próximos dias. Como eu disse no começo eu gastei la no Peru, tirando as passagens, 300 dolares. E pode levar tudo em dolares que é muito facil trocar la, qualquer lojinha faz o cambio para voce tanto em Cuzco como em aguas calientes como e Lima.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

E ai Gustavo, blz cara? Não comprarei as passagens de trem, farei a trilha pela linha do trem da hidreletrica até Aguas Calientes. Serão 8 dias e com certeza farei todos os passeios ali locais: vale sagrado, pisac( farei este em um dia inteiro, li em relatos que tem uma trilha maneira e seria interessante fazer em um dia inteiro), moray e salineras e claro MP. Cara, minha condição é a mais economica possivel. Não sou pobre mas tb não sou rico ( me considero um cara ousado, kkkk) e ainda farei outra viagem com a esposa e filha quando retornar da mochilada. Minha idéia inicial seria levar em torno de 600 dólares (R$ 1.400,00) vc acha que esse valor eu passo perrengue? Não tenho cartão de crédito internacional e nem vou pedir um. Vou apenas habilitar a função no meu cartão de minha conta para saque no exterior alem desse dinheiro que levarei.

E em relação aos hosteis, os mais baratos possiveis. Até pq vamos em um grupo de 4, podemos arranjar preços bons com desconto, não é verdade? Resumindo, o que acha desse valor?

Um grande abraço e valeu!!!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

O valor de de 600 dólares é muito bom. Com certeza você não ira passar perrengue nenhum e vai voltar com dinheiro ainda. Como vocês vão em 4 podem ficar em quarto coletivo e pagar 10 ou 15 soles por noite cada um. Em relação aos passeios não se preocupe com o valor ou em comprar antes. Quando você chegar em plaza de armas de cuzco você ira encontrar muitas pessoas as agencia lhe oferecendo os passeios para a região toda. Esses passeios irao custar uns de 25 a 30 soles por pessoa, mas sempre peça descontos. Para comer procure sair da area central. Entre nas vielas que, saia do trecho turístico que você ira encontrar otimas comidas e com preços bem baratos. Ira almoçar bem por 15 soles por exemplo.

Vou acelerar para colocar o relato aqui para vocer ter uma base. E foi oque eu falei, eu levei 400 dolares e voltei com 80 ainda. Gastei em 7 dias 320 dolares então tenho certeza que oque você ta levando é muito tranquilo. Outra dica muito legal, nos taxis sempre pechinche, nunca aceite o primeiro preço.

Mas continue lendo que voce ira ver outras dicas bem legais.

Abs.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

TERCEIRO DIA: TERÇA-FEIRA 20/8 - SUBIDA A MACHU PICCHU E VOLTA PARA CUZCO.

 

Neste dia acordamos as 04h00min arrumamos as coisas fizemos o check-out no hostel e entramos na fila para subir a montanha. Fizemos a subida de Van, chegamos as 04h30min na fila e já tinha muitas pessoas, mas foi tranquilo pegamos a quinta van para subir e pagamos 51 soles para subir e descer.

Tinha uma galera subindo a pé, a subida é forte, mas não impossível, se nós soubéssemos que era daquele jeito dava até pra encarar mas tem que ter um preparo legal até pelo fato da falta de ar devido a altitude. Enfim, chegamos a Macchu Picchu as 6h00min da manha e fica a dica, chegar cedo em Macchu Picchu é muito bom pois da para tirar fotos sem muita gente e tem mais espaço para andar porque após as 10h00min aquilo lota de gente e fica até complicado de andar e tem muitas filas. Ficamos andando em Macchu Picchu conhecendo as ruínas tirando muitas fotos. Não contratamos guia, pois eles cobravam 20 soles por pessoa e não queríamos gastar com isso. Acho que 20 soles é um preço aceitável mas para nós ia fazer falta. Falar de Macchu Picchu é muito complicado, por mais que eu fale aqui e coloque fotos não vai chegar nem perto do que aquilo tudo representa, só quem foi sabe disso. Então ficamos na cidade dos incas até as 11h00min da manha e descemos para pegar a Van de volta a Águas Calientes.

 

Dicas: Não ande em MP com a mochila nas costas, logo que você passa pelo controle de bilhetes a esquerda tem um guarda volume, cobra 2 soles por mochila e vale muito a pena pois você irá andar muito. Outra dica, leve água e um lanche para fazer durante a visita, é muito legal parar no topo de uma montanha e ficar apreciando aquela vista. O Sol é muito forte se o céu estiver limpo passe protetor solar, eu não passei e queimei um pouco.

As 11 e pouco pegamos a Van para descer a Águas Calientes assim que chegamos fomos almoçar, porque nossa ultima refeição foi lanche no dia anterior na estação de Ollantaytambo, de café da manha e no parque tínhamos apenas comido algumas bolachas tipo clube social então estamos morrendo de fome.

Para comer em Águas calientes tem varias opções desde 50 soles por pessoa até 12 soles e claro que optamos pela refeição de 12 soles. Mas mesmo sendo a mais barata era muito boa, vinha um prato de entrada que podia escolher entre saladas e sopas, eu escolhi uma sopa de tomate e o Tarik escolheu uma salada. O prato principal era arroz, batata frita, bife de alpaca e uma salada e ainda tinha uma sobremesa que era uma salada de frutas com iorgute. Eu recomendo muito essa refeição estava excelente.

 

Essa foi a nossa primeira refeição que comemos comida mesmo, então depois do almoço bateu aquela moleza, mas ainda era 13h00min e nosso trem ia sair apenas 16h30min, então tínhamos 3 horas e meia para partir rumo a Poroy que ia nos render 4 horas de viagem.

 

Andamos um pouco pela feirinha de Águas Calientes, compramos algumas lembrancinhas e como íamos chegar tarde em Cuzco fomos comprar alguma coisa para jantar. Achamos uma vendinha do lado do campo de futebol, lugar mais barato de Águas Calientes, onde fizemos a compra de três latas de Atum, um pão de forma e uma água de 2,5 litros. O atum custou 2,90 soles cada uma o pão custou 4 soles e a água 3 soles. Esse seria nosso lanche da tarde e nossa janta em Cuzco.

Descemos para a estação de trem deitamos nas mochilas e tiramos um cochilo de mais ou menos uma hora que foi muito bom para passar o tempo, logo acordamos e já estava na hora de embarcar para Poroy. As 16: 20 embarcamos e já estávamos com fome e decidimos fazer um lanche dentro do Perurail, abrimos a lata de atum e mandamos um lanche para dentro. O pessoal do trem ficou olhando, mas não tem problema o que importa é comer e encher a barriga sem gastar muito dinheiro. Comemos, bebemos a água e demos aquela relaxada já que seriam 4 horas de viagem. Como saímos da estação de Águas Calientes de dia deu para curtir a vista do trem, mas quando foi anoitecendo tiramos um cochilo para chegar inteiro em Cuzco.

 

Depois de um belo passeio de trem, finalmente Cuzco, melhor dizendo Poroy ainda, agora tínhamos que arrumar um taxi para Cuzco e não foi difícil. Logo que saímos da estação tem uma legião de taxi oferecendo o transfer para Cuzco, como já disse não pegue o primeiro e pechinche muito, não fique com dó do taxista nesse transfer pagamos 30 soles e o taxista te deixa na Plaza de armas.

Descemos na Plaza maior ou na Plaza de Armas, como queira chamar, e tínhamos um desafio, ONDE DURMIR? Mais uma vez não tínhamos hostel, tínhamos apenas algumas dicas e um mapa na mão então 21h00min saímos andando atrás de um lugar para tomar um banho e dormir.

Foi ai que encontramos um lugar ótimo. Mas primeiro fomos a um hostel famoso chamado Pirwa na plaza São Francisco. Neste hostel eles nos cobraram 22 soles em um quarto compartilhado com 10 camas.

 

Depois fomos ao hostel LOKI, fica muito longe e tem uma subida monstra e la nos cobraram 24 soles em uma quarto com 12 pessoas mas o hostel é muito legal e muito grande, inclusive tem um bar dentro do hostel onde a galera fica jogando sinuca e bebendo. Mas por ser muito longe e ter essa subida monstra decidimos ficar no outro de 22 soles, mas foi quando no meio do caminho encontramos o lugar perfeito. Chama CUY hostel, se liga, se você quiser ficar em um quarto compartilhado com 6 pessoas você paga 10 soles \0/ hahahha mas se você quiser um pouco mais de privacidade você pode pagar 15 soles e ficar em um quarto privativo \0/ \0/ \0/ o Maximo né? Isso com WIFI liberado, só têm que dividir o banheiro, mas tranquilo e ainda você fica com a chave do seu quarto e pode tranca-lo quando sair. Foi esse que escolhemos íamos ficar duas noites então 30 soles por pessoa, estava ótimo. Chegamos ao quarto era umas 22h15min fomos direto para a internet lógico, postamos umas fotos, conversamos com a família, tomamos um banho e 23h00min fomos dar uma volta na cidade (Plaza del Arma) mas antes, lembra do Atum? Então foi a nossa janta também, mandamos um lanche e fomos andar pela cidade. A noite tem vários clubes de salsa tem o mama áfrica e alguns pubs, fomos no Mama África bebemos uma breja e logo voltamos para o hostel, porque queríamos acordar cedo no outro dia para aproveitar a cidade. OBS: Preparem-se para ser assaltados no Mama África, uma cusquenha custa 11 soles, tem noção? Não da para beber muito la é melhor beber o Pisco Sour que até a meia noite sai 2 por 20 soles. E foi assim que acabou nossa terça-feira o dia mais longo da viagem, voltamos para o hostel com um frio de cortar e desmaiamos.

 

CUY Hostel fica na Calle Meloc 422. Recomento muito, além do preço o lugar é limpo e organizado.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Valeu Gustavo, estou mais aliviado por conta da grana ::mmm: . E cara, suas dicas estão ótimas ::otemo:: , além de conter valores atuais.

 

Esperando pelo restante!!

 

Abraço!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi, Gustavo!

 

To curtindo seu relato! ::otemo:: Não para não!!!

 

Me tire umas dúvidas?

 

1- Optou pela Perurail só pelo preço? Estou analisando pelos sites e achei os valores bem parecidos.

 

2- Tem noção do tempo de viagem de Cusco a Ollanta (contando com a ida a tal rua Pavitos) e Ollanta a Cusco?

 

PeruRail:

Ida às 19h = U$ 52 / Volta às 18:45h - U$ 56

IncaRail:

Ida às 16:36h = U$ 50 / Volta às 19:00h - U$ 53

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

estou indo para Cuzco e Lima também, amanhã embarco para Lima a noite...

Muito boas as dicas, esta do Cuy hostel, excelente.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
estou indo para Cuzco e Lima também, amanhã embarco para Lima a noite...

Muito boas as dicas, esta do Cuy hostel, excelente.

 

poxa cara, legal!!

não deixa de colocar seu relato também, ainda tem um tempinho até a minha trip. vai me ajudar bastante também!!

 

vlw!! boa viagem!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Nattisal, muito obrigado por acompanhar o relato e em relação as duvidas é o seguinte.

Eu optei pelo perurail por causa que tinha os melhores horarios para o meu roteiro só por isso mesmo pq os preços são bem parecidos msm. Mas em relação isso é tranquilo qlq um que voce escolher vai ser bom.

O tempo de Cuzco para Ollan é assim. Do aeroporto a Pavitos (rua que você ira pegar a Van) são uns 20 minutos. A viagem de van até Ollan é de 1h30min mas tem que ver o horario que a van sai. A minha saiu as 15:30. Procure comprar as passagens com um intervalo de tempo grande, mesmo que você fique esperando um pouco é melhor do que você chegar em cima e perder o trem.

Chegue antes em Ollan é uma cidadezinha bem legal e no meio das montanhas é bem legal, então se você tiver que ficar duas horas esperando la não vai ter problema.

Outra dica, não volte tarde de Aguas Calientes para Cuzco pq são 4 horas de viagem ( 2h até Ollan e mais 2h de Ollan até cuzco,) então se você sair as 19h ira chegar em cuzco as 23h.

Tente sair um pouco mais cedo, principalmente se você for de manha para MP, meio periodo visitando as ruinas é o sufuciente. Se voce chegar la as 6:30 ao meio dia ja vai esta indo embora, te garanto. Tenta comprar um trem de volta para as 16H ou 17H.

 

Continue lendo que tem muitas historias legais.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Csarluz

Boa viagem, pode ter certeza que voce ira curtir muito. E deixe as energias boas do peru entrar em você, aproveite o maximo e viva tudo intensamente.

Grande Abs e obrigado por ler o relato.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

QUARTO DIA: QUARTA FEIRA 21/8 – DIA LIVRE EM CUZCO.

 

Acordamos as 9hrs e as 09h30min já estávamos na rua. Logo que saímos do hostel tinha uma senhora vendendo mexerica 2 por 1 soles compramos 4 e fomos comer de café da manha. Fomos para Plaza de armas trocar dinheiro, tudo em Cuzco acontece la, mas logo partimos rumo a mercado da cidade andamos umas 8 quadras e encontramos o mercadão. No mercado tomamos uma vitamina de 2,50 soles andamos um pouco, compramos mais algumas lembrancinhas voltamos ao hostel deixamos as sacolas e fomos andar novamente, isso já era umas 11 horas e já começamos pensar no almoço, ai foi outro ponto que acertamos muito, encontramos um lugar para comer no valor de 15 soles, mas era um prato que enchia muito, vinha arroz dois bifes grandes de alpaca e batata mais uma salada e um molho de pimenta maravilhoso e para beber pedimos uma garrafa de um litro de Inka-cola acho que custava 3 soles.

 

Esse foi nosso almoço nos dois dias, muito boa a comida. Saímos e voltamos a Plaza de armas, la tem umas agencias de turismo que oferece muitos passeios ao redor da cidade, porque em Cuzco o que você vai ver é praças, museus e igrejas, para ver as ruínas tem que sair da cidade e não é caro, um passeio de meio período pelas cidades em volta custava 25 soles e um passeio em Cuzco mesmo nos ônibus panorâmicos custava 15 soles um preço até que legal. Mas não fizemos os passeios e andamos por conta própria pelas igrejas e avenidas de Cuzco. Se você não tiver com preguiça e tiver disposto a andar ande por conta própria, compre um mapa e ande é muito bom e você conhece a cidade real, sai um pouco do trecho de turismo. Foi o que fizemos, andamos a tarde inteira por avenidas e vielas e no final dessa peregrinação encontramos o lugar onde tinha a cerveja mais barata de Cuzco, a long-neck por 3,50 soles em todos os outro lugares era 5 então compramos algumas e fomos beber na Plaza de Armas em uma tarde maravilhosa e assim que o sol se pois o frio apareceu e fomos embora para o hostel tomar um banho.

 

Ficamos no hostel até umas 21h00min e comemos la mesmo, lembra do atum? Então foi a nossa janta nesse dia também e depois fomos beber uma e dar uma volta na cidade à noite, mas estava muito frio por isso voltamos logo e assim terminou nossa quarta-feira.

 

Obs. Na feira da cidade pechinche e não mostre interesse porque o preço cai pela metade. O melhor lugar para cambiar dinheiro foi em uma lojinha perto da Plaza de Armas conseguimos em 100 dólares 280 soles. Foi um pouco melhor que no aeroporto e em outros lugares que trocamos também.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi Gustavo, muito legal o seu relato!!

Uma dúvida... Entendi que vc não despachou a mochila, foi isso mesmo? De quantos litros é a sua mochila? E o peso? Eu queria realmente fazer o mesmo, principalmente na volta de Cusco para Lima, pois tenho um outro voo de Lima para GRU com só 3 hrs de diferença, ai não precisar retirar as malas seria uma boa... Minha mochila é cargueira, de 60litros... será que rola?

 

Abraços!!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

CaLordello, muito obrigado por ler o relato e acompanhar a aventura.

Sobre quanto tempo ficar em MP. SIM com certeza meio dia voce aproveita muito, principalmente se vc for bem de manha como eu fui.

Cheguei no parque as 6 horas entao estava vazio e pude aprovetar para andar muito entre as ruinas. Só tem um problema de chegar muito de manha é que o tempo ta fechado ainda e as fotos não ficam muito boas. Então de manha aproveite para andar e conhecer cada canto e la pela 9 hrs, que o sol ja saiu, tire as fotos pq a luz vai ser perfeita. Claro que tirei muitas fotos assim que cheguei de manha MAS as melhores foram tiradas entre 9 e 10 horas.

Em 3 horas da para andar pelo parque inteiro e depois você volta onde voce mais gostou, mas meio periodo é um tempo muito bom e da para conhecer tudo.

Continue lendo ein?!! heheheh e se tiver mais alguma duvida pode me perguntar.

Abs.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

anapavao muito obrigado por ler o relato.

Sobre a mochila eu levei uma cagueira de 50litros e o peso eu não vou saber te falar mas estava BEM cheia, principalmente na volta tava no limite e mesmo assim ngm pediu para eu despachar. Quando ia fazer o chek-in eu falava que nao tinha mala para despachar e na hora de embarcar em nenhum me pediram para despachar mas te confesso que os outros passageiros não gostavam muito pq eu pegava todo luga no maleiro em cima do acento hahahahahha, mas eu nem liguei.

Tenho certeza que nao terá problema voce ficar com a sua o tempo todo, só uma dica: Fica sempre atenta para entrar o mais rapido no aviao para pegar um lugar no bagageiro fácil pq se na hora que voce embarcar nao tiver mais eles vai querer que voce despache. Eu sempre era uns dos primeiros da minha fila para evitar esse transtorno. Mas tirando isso foi muito tranquilo em nenhum momento teve esse risco de ter que despachar a mala mesmo pq nao da para trancar com o cadeado neh?!! então eu nao ia despachar de jeito nenhum.

Espero ter te ajudado e continue lendo.

Bjos.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com

×