Em dezembro de 2012 fui convidada por uma amiga a passar uns dias com sua família na Chapada Diamantina. Esse meu relato de viagem foge, portanto, de uma viagem tradicional, pois estávamos numa casa alugada e ficamos vários dias, com roteiros adaptados ao nosso grupo (que era grande), fugindo dos roteiros prontos criados pelas agências e sem aquele compromisso de fazer passeio todos os dias.
Por isso, ao invés de um roteiro, apresentarei as atrações que visitei.
Para chegar à cidade de Lençóis, cidade base para quem visita a Chapada Diamantina, fomos de carro, a partir de Salvador, numa viagem que dura entre 4h e 6h, a depender das condições de trânsito.
Todos os passeios foram realizados através da agência Volta ao Parque http://www.voltaaoparque.com.br/. Eles são superprofissionais e os roteiros que foram adaptados ao nosso grupo foram sempre realizados com muita competência. Recomendo muito o serviço deles!
Vamos aos atrativos:
1. Trilha pelo Rio Serrano: é o principal rio da cidade e na época visitada estava praticamente seco. Seu fundo é todo de pedra e possui grandes poços (chamados de caldeirões). É por esse rio que atravessamos para chegar ao Salão das Areias Coloridas.
Salão das Areias Coloridas: no meio das rochas encontra-se um grande salão que anteriormente era usado para extração de areias coloridas. Hoje essa extração é proibida e o local destinado apenas a visitação turística. É bem interessante o caminho para o local.
Saindo do Salão chegamos a uma cachoeirinha, pequena, para um banho rápído e em seguida subimos para a nascente da Cachoeira Primavera, com um pequeno poço para banho.
A trilha até a Cachoeira é bastante acidentada e quem tem problema nos joelhos pode sofrer um pouco.
Ao sair da Cachoeira Primavera, chegamos a um mirante, de onde vemos a cidade ao longe... O retorno dessa trilha de aproximadamente 4 horas é feito pelo Rio Serrano, no mesmo ponto que começamos.
Pode ser que uma pessoa mais experiente consiga chegar à Cachoeira Primavera ou ao Mirante por conta própria. Porém, eu sentiria dificuldades, pois como as trilhas são em grande parte nas pedras, não há “demarcação” de caminho e por esse motivo, recomendo um guia
2. Ribeirão do Meio: a presença do guia nesse passeio não se faz necessária e chega-se a ele através de uma trilha fácil a partir do Centro de Lençóis. Possui um grande poço de água escura (rica em tanino e ferro), uma cachoeira com tobogã natural e várias pequenas piscinas formadas pelas pedras ao redor do grande poço. Por tratar-se de um local de mais fácil acesso, costuma ficar mais cheio, mas isso nem de longe desmecerece a beleza do lugar.
3. Gruta da Lapa Doce: acesso somente com carro, fica no município de Iraquara. Paga-se uma taxa para visitação e a visita é guiada por uma guia local. Particularmente, eu gostei mais da área externa, com os grandes paredões de pedra alaranjada do que do interior da gruta.
O salão é grande, bem alto (é a 3° maior gruta do Brasil, mas só 850 mts estão abertos à visitação), tem algumas formações calcárias interessantes, mas achei que a visita não foi bem explorada. É aconselhável levar uma lanterna particular, pois a guia local disponibiliza poucas, que acabam dificultando a iluminação do local. A trilha de acesso é bem íngrime. No ponto de saída há uma pessoa vendendo água de coco e refrigerantes. É bom se precaver e levar sua própria garrafa de água, pois vai precisar!
4. Fazenda Pratinha: esse local fica nos arredores da Gruta da Lapa Doce, também na cidade de Iraquara. Possui um lindo rio, com fundo de formação calcária, que resulta na sua incrível cor.
O rio é supercalmo, sem correnteza, e na verdade parece uma grande piscina natural. Há uma tirolesa leve que acaba na água.
Na beira do rio existem mesas e algumas pessoas fazem seu lanche lá. Há restaurante no local, com comida caseira e simples, no estilo buffet. No mesmo local existem também duas grutas que, infelizmente, não consegui visitar por causa do tempo que ficamos na atração: Gruta Azul e Gruta Pratinha. Na Gruta Pratinha é permitido mergulho.
5. Serra das Paridas: um complexo arqueológico repleto de pinturas rupestres, descoberto por colhedores de mangaba (abundantes na região).
Nem toda área está aberta para visitação, e independente da questão histórica / arqueológica, o local é muito bonito, com seu conjunto de grandes pedras erodidas pelo vento. Vale a visita!
6. Rio Paraguaçu: aqui fica a Toca do Morcego, ponto de parada a caminho do Poço Encantado e Poço Azul. Aproveite para usar o banheiro, comprar algum doce caso deseje ou artesanato feito com cristais. A Dona da Toca, coincidentemente, foi minha colega de faculdade e reencontrá-la ali foi uma grande surpresa!
7. Poço Encantado: o acesso é demorado porque fica longe de Lençóis e a estrada não é das melhores. Porém, todo esforço é recompensado pela beleza do lugar. Depois de uma descida de cerca de 300 degraus, entramos numa gruta, com acesso difícil e de repente, vislumbramos o espetacular poço de água azul.
Os olhos demoram um pouco para se acostumar à escuridão e a enxergar o poço em toda sua beleza, mas tão logo conseguimos, ficamos encantados. Com profundidade de 60 metros, enxergamos seu fundo. Em algumas épocas do ano (no inverno se não me engano), o sol entra pela fenda da gruta e ilumina a água de uma maneira especial. Não é permitido banho no local. O local possui lanchonete, mas não sei dizer se servem almoço pois não comi lá. O acesso da visitação é controlado e talvez você tenha que esperar chegar a sua vez.
8. Poço Azul: localizado na mesma região do Poço Encantado, a visitação costuma ser feita no mesmo dia. O local possui estrutura para almoço e algumas lojinhas de artesanato. Nesse poço, que guarda semelhanças com o Poço Encantado, foi encontrado o esqueleto completo de uma preguiça gigante, animal pré-histórico. Enquanto almoça e aguarda a sua vez (as visitas também são controladas), pode assistir ao documentário que conta como foi feita a descoberta do esqueleto e o seu resgate. É bem interessante. Nesse poço são permitidos banhos desde que seja feito com coletes salva-vidas.
A sensação de flutuar naquelas águas é indescritível! Aproveite que os rapazes que trabalham no local já são especialistas em tirar fotos dos turistas e peça a sua, para registrar esse momento único!
9. Pantanal de Marimbus: um local que, dentro da minha confessa ignorância, jamais imaginei existir na Chapada Diamantina. É um imenso alagadiço no meio do sertão. O passeio começa em uma canoa que te levará ao rio Roncador. Na época que fui, o rio estava bem seco e descemos da canoa e ainda andamos por cerca de 1h por uma trilha.
Rio Roncador: um rio de águas escuras, que cai em cascatas até seguir seu rumo mais tranquilo. Quando fui, pelo período de seca, o rio não estava “roncando” e a água caía mais lentamente.
Várias piscinas são formadas nessas quedas e ali é possível ficar para banho (pelo menos na época de seca que fui).
Esse passeio dura o dia todo e você almoça num local perto do rio Roncador, onde servem comida regional e caseira, num ambiente bem gostoso. No retorno, com o entardecer, o pantanal se torna mais bonito, e formam-se diversos espelhos d´água.
Retornamos por um pequeno povoado quilombola, onde encerra-se o passeio. Fica na região de Lençóis e o trajeto de carro não é demorado.
10. Morro do Pai Inácio: é o cartão postal da Chapada Diamantina e a vista que temos lá do alto é linda! O acesso para a subida é acidentado, mas mais fácil do que aparenta ser. Recomendo a visita ao pôr do sol. As fotos falam por si mesmas
Onde comer e beber:
Fazendina e Tal: vende comidas e cachaças. Vá com paciência, pois a mesma pessoa que atende, cozinha e serve a mesa! rs Também servem pizzas e os pratos são muito bem servidos.
Casa de licores O Garimpeiro: para comprar licores regionais
Cozinha Aberta Etnia: um restaurante de slow food (nem tão slow assim), que serve deliciosos e diferentes pratos. É uma cozinha mais refinada que os outros lugares, mas seus preços não são abusivos. Vale provar o torteloni de cacau com recheio de ricota e molho à base de gorgonzola com mel e de sobremesa, o sorvete de cardamomo com brownie. O sabor é inusitado e delicioso. Tem também o sorvete de chocolate com cachaça e pimenta com calda de maracujá. Ah, eu provaria todo o cardápio! Rs
Restaurante Roda D´Água Gourmet: não recomendo. A comida até é gostosa, mas fomos muito mal atendidos e tudo demorou horrores para chegar à mesa (detalhe: o local não estava cheio!)
Esclarecendo...
Em dezembro de 2012 fui convidada por uma amiga a passar uns dias com sua família na Chapada Diamantina. Esse meu relato de viagem foge, portanto, de uma viagem tradicional, pois estávamos numa casa alugada e ficamos vários dias, com roteiros adaptados ao nosso grupo (que era grande), fugindo dos roteiros prontos criados pelas agências e sem aquele compromisso de fazer passeio todos os dias.
Por isso, ao invés de um roteiro, apresentarei as atrações que visitei.
Para chegar à cidade de Lençóis, cidade base para quem visita a Chapada Diamantina, fomos de carro, a partir de Salvador, numa viagem que dura entre 4h e 6h, a depender das condições de trânsito.
Todos os passeios foram realizados através da agência Volta ao Parque http://www.voltaaoparque.com.br/. Eles são superprofissionais e os roteiros que foram adaptados ao nosso grupo foram sempre realizados com muita competência. Recomendo muito o serviço deles!
Vamos aos atrativos:
1. Trilha pelo Rio Serrano: é o principal rio da cidade e na época visitada estava praticamente seco. Seu fundo é todo de pedra e possui grandes poços (chamados de caldeirões). É por esse rio que atravessamos para chegar ao Salão das Areias Coloridas.
Salão das Areias Coloridas: no meio das rochas encontra-se um grande salão que anteriormente era usado para extração de areias coloridas. Hoje essa extração é proibida e o local destinado apenas a visitação turística. É bem interessante o caminho para o local.
Saindo do Salão chegamos a uma cachoeirinha, pequena, para um banho rápído e em seguida subimos para a nascente da Cachoeira Primavera, com um pequeno poço para banho.
A trilha até a Cachoeira é bastante acidentada e quem tem problema nos joelhos pode sofrer um pouco.
Ao sair da Cachoeira Primavera, chegamos a um mirante, de onde vemos a cidade ao longe... O retorno dessa trilha de aproximadamente 4 horas é feito pelo Rio Serrano, no mesmo ponto que começamos.
Pode ser que uma pessoa mais experiente consiga chegar à Cachoeira Primavera ou ao Mirante por conta própria. Porém, eu sentiria dificuldades, pois como as trilhas são em grande parte nas pedras, não há “demarcação” de caminho e por esse motivo, recomendo um guia
2. Ribeirão do Meio: a presença do guia nesse passeio não se faz necessária e chega-se a ele através de uma trilha fácil a partir do Centro de Lençóis. Possui um grande poço de água escura (rica em tanino e ferro), uma cachoeira com tobogã natural e várias pequenas piscinas formadas pelas pedras ao redor do grande poço. Por tratar-se de um local de mais fácil acesso, costuma ficar mais cheio, mas isso nem de longe desmecerece a beleza do lugar.
3. Gruta da Lapa Doce: acesso somente com carro, fica no município de Iraquara. Paga-se uma taxa para visitação e a visita é guiada por uma guia local. Particularmente, eu gostei mais da área externa, com os grandes paredões de pedra alaranjada do que do interior da gruta.
O salão é grande, bem alto (é a 3° maior gruta do Brasil, mas só 850 mts estão abertos à visitação), tem algumas formações calcárias interessantes, mas achei que a visita não foi bem explorada. É aconselhável levar uma lanterna particular, pois a guia local disponibiliza poucas, que acabam dificultando a iluminação do local. A trilha de acesso é bem íngrime. No ponto de saída há uma pessoa vendendo água de coco e refrigerantes. É bom se precaver e levar sua própria garrafa de água, pois vai precisar!
4. Fazenda Pratinha: esse local fica nos arredores da Gruta da Lapa Doce, também na cidade de Iraquara. Possui um lindo rio, com fundo de formação calcária, que resulta na sua incrível cor.
O rio é supercalmo, sem correnteza, e na verdade parece uma grande piscina natural. Há uma tirolesa leve que acaba na água.
Na beira do rio existem mesas e algumas pessoas fazem seu lanche lá. Há restaurante no local, com comida caseira e simples, no estilo buffet. No mesmo local existem também duas grutas que, infelizmente, não consegui visitar por causa do tempo que ficamos na atração: Gruta Azul e Gruta Pratinha. Na Gruta Pratinha é permitido mergulho.
5. Serra das Paridas: um complexo arqueológico repleto de pinturas rupestres, descoberto por colhedores de mangaba (abundantes na região).
Nem toda área está aberta para visitação, e independente da questão histórica / arqueológica, o local é muito bonito, com seu conjunto de grandes pedras erodidas pelo vento. Vale a visita!
6. Rio Paraguaçu: aqui fica a Toca do Morcego, ponto de parada a caminho do Poço Encantado e Poço Azul. Aproveite para usar o banheiro, comprar algum doce caso deseje ou artesanato feito com cristais. A Dona da Toca, coincidentemente, foi minha colega de faculdade e reencontrá-la ali foi uma grande surpresa!
7. Poço Encantado: o acesso é demorado porque fica longe de Lençóis e a estrada não é das melhores. Porém, todo esforço é recompensado pela beleza do lugar. Depois de uma descida de cerca de 300 degraus, entramos numa gruta, com acesso difícil e de repente, vislumbramos o espetacular poço de água azul.
Os olhos demoram um pouco para se acostumar à escuridão e a enxergar o poço em toda sua beleza, mas tão logo conseguimos, ficamos encantados. Com profundidade de 60 metros, enxergamos seu fundo. Em algumas épocas do ano (no inverno se não me engano), o sol entra pela fenda da gruta e ilumina a água de uma maneira especial. Não é permitido banho no local. O local possui lanchonete, mas não sei dizer se servem almoço pois não comi lá. O acesso da visitação é controlado e talvez você tenha que esperar chegar a sua vez.
8. Poço Azul: localizado na mesma região do Poço Encantado, a visitação costuma ser feita no mesmo dia. O local possui estrutura para almoço e algumas lojinhas de artesanato. Nesse poço, que guarda semelhanças com o Poço Encantado, foi encontrado o esqueleto completo de uma preguiça gigante, animal pré-histórico. Enquanto almoça e aguarda a sua vez (as visitas também são controladas), pode assistir ao documentário que conta como foi feita a descoberta do esqueleto e o seu resgate. É bem interessante. Nesse poço são permitidos banhos desde que seja feito com coletes salva-vidas.
A sensação de flutuar naquelas águas é indescritível! Aproveite que os rapazes que trabalham no local já são especialistas em tirar fotos dos turistas e peça a sua, para registrar esse momento único!
9. Pantanal de Marimbus: um local que, dentro da minha confessa ignorância, jamais imaginei existir na Chapada Diamantina. É um imenso alagadiço no meio do sertão. O passeio começa em uma canoa que te levará ao rio Roncador. Na época que fui, o rio estava bem seco e descemos da canoa e ainda andamos por cerca de 1h por uma trilha.
Rio Roncador: um rio de águas escuras, que cai em cascatas até seguir seu rumo mais tranquilo. Quando fui, pelo período de seca, o rio não estava “roncando” e a água caía mais lentamente.
Várias piscinas são formadas nessas quedas e ali é possível ficar para banho (pelo menos na época de seca que fui).
Esse passeio dura o dia todo e você almoça num local perto do rio Roncador, onde servem comida regional e caseira, num ambiente bem gostoso. No retorno, com o entardecer, o pantanal se torna mais bonito, e formam-se diversos espelhos d´água.
Retornamos por um pequeno povoado quilombola, onde encerra-se o passeio. Fica na região de Lençóis e o trajeto de carro não é demorado.
10. Morro do Pai Inácio: é o cartão postal da Chapada Diamantina e a vista que temos lá do alto é linda! O acesso para a subida é acidentado, mas mais fácil do que aparenta ser. Recomendo a visita ao pôr do sol. As fotos falam por si mesmas
Onde comer e beber:
Fazendina e Tal: vende comidas e cachaças. Vá com paciência, pois a mesma pessoa que atende, cozinha e serve a mesa! rs Também servem pizzas e os pratos são muito bem servidos.
Casa de licores O Garimpeiro: para comprar licores regionais
Cozinha Aberta Etnia: um restaurante de slow food (nem tão slow assim), que serve deliciosos e diferentes pratos. É uma cozinha mais refinada que os outros lugares, mas seus preços não são abusivos. Vale provar o torteloni de cacau com recheio de ricota e molho à base de gorgonzola com mel e de sobremesa, o sorvete de cardamomo com brownie. O sabor é inusitado e delicioso. Tem também o sorvete de chocolate com cachaça e pimenta com calda de maracujá. Ah, eu provaria todo o cardápio! Rs
Restaurante Roda D´Água Gourmet: não recomendo. A comida até é gostosa, mas fomos muito mal atendidos e tudo demorou horrores para chegar à mesa (detalhe: o local não estava cheio!)
***Maiores informações sobre como chegar, preços e demais informações dos atrativos locais, acesse: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/ .
***Mais fotos da Chapada Diamantina aqui: