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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia e Peru - Em casal com dicas, fotos e gastos + Planilha de custos

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[align=justify]Meu nome é Ricardo, eu e minha esposa Eliane fizemos nosso mochilão pela Bolívia e Peru, entre os dias 29 de setembro e 22 de outubro de 2013, esta é minha pequena contribuição para outros viajantes que pretendem ir à Bolívia e Peru, todo nosso roteiro foi planejado de acordo com dicas aqui do mochileiros.com e algumas outras informações que achei em blogs.

 

Dinheiro

 

- Levamos apenas US$ 250,00 em dinheiro , somente para uso em alguma emergência ( falha de algum cartão ).

- 03 Cartões Internacionais. Usados somente para Saques ou uso no débito.

- Não fiz o VTM ou outro semelhante porque não é vantajoso para quem possui Cartões de Crédito / Débito Internacional , a cotação do Dólar em Saque Internacional através do Débito é mais próxima do Câmbio Comercial e não aquela extorsão de Cambio Turismo que é aplicada ao VTM ou mesmo quando compramos Dólares. Por exemplo no dia em que fui viajar o Dólar no Câmbio Turismo estava no valor mais baixo que encontrei a R$ 2,39 , já o valor do Cambio Comercial a R$ 2,21 , o preço médio que paguei em todos os saques que fizemos no Exterior ( Bolívia e Peru ) foi de R$ 2,24. Mesmo com as taxas é vantajoso, fora que não ficamos carregando muito dinheiro para todos os lados. OBS. Muitos cartões de conta corrente ou poupança, mesmo sem ter a opção de crédito habilitada funcionam para Saques no Exterior. Consulte seu banco antes da Viagem.

 

Coisas úteis

-Caderninho para anotações, caneta, papel higiênico, cadeado ( pra trancar as mochilas nos hostels ), Benjamim " T " , bateria reserva para câmera, Pen Drive ( para backup das fotos ), uma farmacinha básica (gelol, sorine, colírio, aspirina, neosaldina, estômago, faixa, esparadrapo, band-aid, dramin, protetor solar, repelente, hidratante).

 

Documentação necessária

- Passaporte ou RG , levamos o passaporte por ser mais seguro.

- Certificado internacional de Vacina. OBS. Não foi solicitado em nenhum momento.

 

Recomendo

- Deixar alguma quantia em dinheiro e ainda um cartão reserva muito bem guardado, pois vai que você tem o azar de ser assaltado ou perder toda sua grana, alguns recomendam o uso de Money belt, eu não levei pois não gosto, carreguei minha carteira o tempo todo no bolso da frente da calça ( como faço em qualquer cidade movimentada ).

- Aprenda pelo menos o básico de espanhol, vai fazer a diferença, te garanto.

- O Mesmo eu digo para o Inglês, vai te ajudar a fazer amigos durante todo caminho.

 

Reservas

- Só reservamos o Hostel do primeiro dia em Santa Cruz, no mais fomos de cidade em cidade, apenas com uma listinha de 3 a 5 Hostels ou Hoteis em cada cidade, separados por recomendações em sites de reservas como o hostelworld.com / booking.com e também de indicações aqui do mochileiros.

Fizemos desta forma e com certeza foi muito bom.

 

Roteiro

Santa Cruz, Sucre, Potosí, Uyuni, La Paz, Copacabana, Puno, Cusco, La Paz, Santa Cruz

 

29/09 – Santa Cruz de La Sierra

 

Chegamos a Santa Cruz atrasados as 14:05, nosso voo que foi pela Gol, estava previsto para as 11:05 da manhã, ficamos praticamente uma hora aguardando, apenas informaram que dois passageiros não puderam embarcar e tiveram que retirar suas bagagens, vai saber se é verdade...

Passamos na imigração sem nenhum problema, apenas algumas perguntinhas básicas sobre quanto de dinheiro, cidades que iríamos visitar e qual país iríamos depois. Enfim, fomos para esteira esperar nossas mochilas, mochilas nas costas, apertamos o botão de sorteio se teríamos a honra de ter nossas mochilas toda vasculhada, luz VERDE e sejam bem vindos a Bolívia ! Fomos aos caixas eletrônicos no andar de cima do aeroporto, alguns passavam propagandas e tinham várias luzes piscando, estilo alguns Jukebox hahaha, saquei Bs 1500,00 , dinheiro na mão, chegamos à porta do aeroporto, conversei com alguns taxistas e não teve jeito, Bs 60,00 pela corrida até o Jodanga Hostel, a todo o momento ouvíamos pelo rádio PX do Táxi a Central informando o valor da corrida, o taxista era muito gente fina, já havia morado por dois anos em Corumbá, sabia português, mas pedi que o mesmo falasse em espanhol, pois queria conversar em espanhol, pois desde meu outro mochilão no Chile não conversava e teria praticamente um mês para aprender mais, pois ao chegar a qualquer loja, hostel, barraquinha de rua, restaurante falando a língua local, o atendimento e tratamento é melhor, a não ser por alguma azar de pegarmos uma pessoa de mau humor ! O taxista foi falando sobre cada ponto que passávamos, achei bem legal, pois foi praticamente um tour, chegamos próximos ao Jodanga, passamos pelo Parque Urbano estava bem cheio, ele nos recomendou que fossemos até lá, pois teria várias barracas de comidas e ainda poderíamos experimentar o “Juco de Coco” que não tínhamos no Brasil, na hora pensei que fosse nossa “ Água de coco “ que bebemos em qualquer praia e em muitas outras cidades, chegamos ao Jodanga, o hostel é muito bom, mas também é o mais caro que ficamos em toda Bolívia, mas de qualquer forma valeu muito a pena, fizemos o check-in, guardamos nossas mochilas em nosso quarto e rua, fazia um calor infernal em Santa Cruz, chegamos ao parque, fomos em direção a uma barraquinha e fui logo pedindo “ Juco de Coco “ , para nosso espanto era realmente “ Suco de Coco “ hahaha, muito bom por sinal, o parque urbano estava lotado de locais, era como dia de festa, várias barracas, um parquinho montado, pessoas se divertindo, alguns dançando, achamos bem legal, foi nosso primeiro contato com a Cultura da Bolívia, logo mais à tarde, voltamos ao Jodanga, tomamos um banho e fomos para a Praça 24 de setembro, estava acontecendo uma apresentação de danças folclóricas, ficamos assistindo e tirando algumas fotos, compramos Nachos e frozen em uma lanchonete próxima a praça e sentamos em um banco na praça e logo se sentou um senhor de Cochabamba, ficamos mais de um hora conversando com ele, ele nos contou muito sobre a Bolívia, sobre as cidades que iríamos visitar, nos despedimos do senhor e voltamos para o Jodanga, o calor estava pedindo mais banho, fomos para piscina, logo chegaram outras pessoas que estavam hospedados lá, um casal de ingleses que moravam em Salvador a cerca de sete anos, e dois caras do Chile que estavam somente de passagem por Santa Cruz, pois no outro dia iriam a um tour na região do Pantanal Boliviano. Ficamos até tarde por ali, umas caipirinhas, conversando, rindo, interação muito boa. Depois fomos dormir.

 

Santa Cruz e Sucre

 

Acordamos cedo e fomos rumo ao aeroporto, pegamos um voo para Sucre pela BoA, este voo estava marcado para as 7:50 e saiu já era umas 8:15, fizemos uma escala em Cochabamba e logo em seguida estávamos em Sucre, quando desci do avião, percebi logo a diferença da altitude, ao respirar sentia que vinha menos ar para dentro do corpo, apenas esta diferença que senti em Sucre, nem eu e minha esposa tivemos ou sentimos nenhum efeito da altitude em Sucre, ao sair do aeroporto o ônibus que vai ate o Centro da cidade estava acabando de sair, perguntei a um guarda a que hora tinha outro e ele nos disse que seria em cerca de 20 minutos a meia hora, resolvemos pegar um táxi, o motorista pediu Bs 35,00 , disse logo que não era Gringo, era do Brasil e que a Dilma não era tão boa para nós Brasileiros como Evo era para os Bolivianos ( mesmo sabendo que em Sucre tem oposição forte ao Governo ), o motorista estampou um grande sorriso no rosto e disse que já estava acostumado com os Brasileiros pedindo descontos. Hahaha ! Fechou por Bs 20,00, fomos para o Hostal Wasi Masi ( a 5 minutos do mercado central ) tentar a sorte, já que a única reserva que tínhamos feito era para o primeiro dia em Santa Cruz, para as demais cidades, fiz uma pequena lista contendo cinco hostels e hotéis com boas recomendações em sites de reservas e ainda dentro de uma faixa de preço que queria pagar , chegando, perguntei se tinha quarto de casal e fomos ver o quarto, achei bem bacaninha, estava bem limpo, banheiro privado e com café da manhã, deixamos as mochilas, a moça da recepção nos deu um mapa de Sucre, fomos direto ao Mercado Central, já era hora do almoço e estava morto de fome, em minhas viagens gosto muito de ir aos mercados e lugares frequentados pela população local, pois assim vivemos a cultura do lugar, almoçamos, ficamos rodando por todo mercado, lembrei das “Hojas de Coca”, tínhamos que experimentar.

Além de tudo já sabíamos que era bom mascar e tomar o chá para evitar o soroche, melhor não arriscar rsrsr.

 

Dica: Você que chegou agora no mochileiros e pensa em ir à Bolívia ou Peru, saiba que a folha de coca não é droga, não da nenhuma onda, nem brisa, nem nada !

Outra coisa, não se assuste com os costumes locais, são bem diferentes dos nossos, as comidas são em muitas vezes diferentes das nossas, mas nem por isso o gosto é ruim, lembre-se também que alguns pratos típicos de várias regiões do Brasil são considerados bem exóticos e estranhos para muitos estrangeiros, lembre-se da “feijoada, rabada de boi, buchada de bode, chouriço, dobradinha, pé de porco, caldo de mocotó,entre muitos outros”.

Não achamos as folhas de coca por ali, resolvemos ir ao Mercado Campesino, pegamos um ônibus na avenida ao lado mercado, se não me engano era o ônibus nº 07, o motorista nos informou a hora certa de descermos, não imaginava que este mercado era tão grande, várias ruas, cheias de barracas vendendo tudo que se possa imaginar, não reparei se tinha outros viajantes por ali, acredito que por ser mais afastado do centro muitos não vão até lá, compramos folhas de coca e mais uma barrinha tipo um doce de banana que intensificava o efeito das folhas de coca, tomamos sorvete, que por sinal estava muito bom, depois tomamos o ônibus em direção ao centro de novo e paramos um pouco na praça principal para descansarmos, rodamos todo centro, vale muito à pena dar umas voltas por todo centro de Sucre, é como uma volta ao passado, casarões, praças e monumentos muito bem conservados, depois fomos a La Recoleta, subimos tudo a pé, vale muito a pena, é só ir devagar e conhecendo as ruas, paramos em um café que tinha por lá, tomamos um chá de coca e depois um suco, ficamos cerca de uma hora conversando, apreciando a paisagem e ainda o por do sol ! Belíssimo ! Voltamos ao centro, descendo por outra rua, já estava um pouco escuro, passamos mais uma vez pelo mercado central e comemos uma deliciosa salada de frutas.Mais tarde, jantamos e voltamos para o Hostal e fomos dormir.

Dica: Evite comer comidas pesadas a noite nos primeiros dias na altitude.

 

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Sucre e Potosí

 

Depois de uma excelente noite de sono, acordamos cedo, tomamos nosso desayno e fomos dar mais umas voltas ali por perto do Hostel, a inicio pensávamos em fazer o Tour para ver as pegadas de Dinossauro. Mas resolvemos ir neste mesmo dia para Potosí, voltamos para nosso Hostel e fizemos o check-out, fomos para o Terminal de Buses, compramos a passagem para Potosí pela Trans. Villa Imperial, ônibus um pouco antigo, mas em bom estado de conservação, na hora do embarque conhecemos um casal de Ingleses, Karrye e Ronan, por coincidência tinham se hospedado no mesmo Hostel, sentaram-se ao nosso lado na ultima fileira de bancos, na passagem deles o horário de saída do Ônibus era as 11:05 e na nossa era 11:15, o ônibus saiu as 11:00 em ponto, nada dos temidos atrasos relatos por aqui, a paisagem a caminho de Potosí nos surpreendia a cada curva, a cada morro que subíamos. Uma coisa que notei e que me deixou admirado, era ver aquela terra árida com apenas uns pequenos riachos que mal passavam água, com toda esta escassez de água, irrigavam a terra e plantavam. Vi diversas plantações durante todo caminho, apesar de não falarmos inglês muito bem, digamos que minha fluência é de uns 65% rsrs, conversamos com os ingleses durante toda viagem, apresentei a eles as hojas de coca, gostaram muito rsrs. :mrgreen:[/align]

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Adorei o relato, resumido, mas com ênfase em vários pontos-chaves..

 

Aguardando os custos.

 

Abraço.

 

Muito obrigado.

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[align=justify]Rumo a Puno

 

Saímos rumo a rodoviária, no caminho fizemos uma paradinha rápida para um lanche, as 10:00 partimos a Puno, dormimos bem na viagem, acordei umas 3:30 ou 4:00 da manhã, com o “ cobrador “ do ônibus gritando na porta.

“ Juliacaaaa, alguém vai descer em Juliacaaa, quem vai descer em Juliacaaa " hahaha. Acordou todos no ônibus, Juliaca é uma cidade que fica entre Cusco e Puno, queria ter parado lá para explorar um pouco, dormi novamente, logo já estávamos em Puno, inicialmente pensávamos em fazer o passeio a Ilhas Uros, as famosas ilhas flutuantes no lago Titicaca. Mas resolvemos comprar as passagens para Copacabana, compramos pela empresa Titicaca, faltava uns 40 minutos para o ônibus sair, pagamos S/. 15,00 nas passagens, ainda tivemos um tempinho para lanchar,

Dica: Na parte de cima da rodoviária há vários restaurantes e lanchonetes. Ainda na parte principal, há algumas lojinhas que vendem desayno.

 

Retorno a Bolívia

 

Chegamos à fronteira, desembarcamos do lado peruano, fizemos os procedimentos de saída do país, foi bem rápido e tranquilo, sem nenhum problema como alguns relatam por aqui. No lado Boliviano, tinha uma fila de umas 10 pessoas, passou um guarda perguntando a nacionalidade de cada um e conferindo os documentos, quando chegou nossa vez de ser atendido, nos perguntaram várias coisas:

Porque estávamos voltando para Bolívia, ( respondi que ainda tinha o que visitar e nossa passagem de volta era por Santa Cruz )

Se tínhamos dinheiro ou cartão para nos mantermos na Bolívia ( mas não pediram para ver )

Nos falaram que aquilo não era normal ( voltar a Bolívia ), pediram para ver nossas passagens de volta ao Brasil.

( no final não mostramos )

Respondi tudo com naturalidade, no mais foi tranquilo. Entramos novamente no ônibus e em poucos minutos já estávamos em Copacabana, almoçamos um prato com Truta, fomos comprar nossas passagens para La Paz, compramos em um ônibus que sairia as 1:30 da tarde, andamos mais um pouco por Copacabana, depois paramos no cais e ficamos apreciando o Lago Titicaca.

 

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Voltamos a praça e embarcamos para La Paz, a nossa viagem de volta a La Paz foi marcada por algumas coisas interessantes.

A primeira foi logo após partirmos de Copacabana, na travessia do Lago, o barco mais uma vez foi lotado, até mais do que na primeira travessia, tinham três argentinos que também estavam no ônibus, um deles brincando com os outros, dizendo que o barco iria afundar, e sinceramente parecia que iria hahaha, aproveitei para brincar com eles e disse que quando ia para o Peru, na primeira travessia um dos barcos havia afundado e tinha presenciado hahaha, os caras ficaram com maior cara de medo, ::lol4:: somente quando desembarcamos que disse que tudo era mentira, foi maior zoação, ficamos la conversando, eu rachando de rir da cara deles até o ônibus acabar a travessia.

 

Dica: No geral os Argentinos são gente boa, encontramos com vários pelo caminho, são muito curiosos em relação ao Brasil, perguntam se é caro para vir visitar, pedem algumas dicas para visitar algumas cidades por aqui.

Gente chata tem em qualquer parte e não escolhe nacionalidade. Talvez você de o azar de encontrar um chato por aí. hehehe

Largue a mania da Globo de falar mau de argentinos de lado. :mrgreen:

 

Entramos novamente no ônibus e uns 15 minutos depois uma blitz do exercito boliviano a procura de traficantes, entraram no ônibus e escolheram alguns para serem revistados, um dos argentinos e mais uns outros, uns minutos depois um dos guardas entra no ônibus com uma mochila na mão, perguntando quem era o dono, era a minha mochila, me pediram para descer e abri-la ( minha mochila estava trancada com cadeado ) , abri a mochila e deram uma olhadinha, nada demais, a maior parte era roupas sujas hahaha.

Voltamos para o ônibus e continuamos viagem , tempos depois, o ônibus em uma velocidade considerável em uma reta, uma explosão e o ônibus saindo de lado, um dos pneus estouraram,era o dia... prontamente o motorista e seu ajudante trocaram o pneu,e até que enfim chegamos em La Paz, isso depois de atravessar um grande congestionamento em El Alto.

 

La Paz - Segunda Parte

 

Chegando em La Paz, o motorista parou próximo a antiga Estação de Trem, disse que se poderíamos descer neste ponto, já que de lá seguiria ao Cemitério ( de onde partem os ônibus para Copacabana ). Mas deste ponto poderíamos ir a pé para o centro em poucos minutos, foi o que fizemos uns 15 minutos de caminhada e já estávamos na Calle Llampu.

 

Dica: O motorista me falou que os ônibus da cooperativa que ele participa, sempre param neste ponto, para ir ao centro a partir deste ponto, basta andar cerca de 50 metros a frente, tem uma rotatória, descer a esquerda em uma avenida ate chegar a Praça Equino, a segunda rua a direita nesta praça é a Calle Llampu, não se preocupe, pois é somente descida.

 

Fomos para o Hostel Muzungu, Bs 90,00 por quarto de casal com banheiro e café da manhã.

Após o check-in no Hostel, descansamos um pouco e logo saímos para fechar o Downhill na Estrada de Morte, para quem gosta de bicicleta e paisagens e uma dose de adrenalina, é o passeio ideal. Após pesquisar um pouco novamente, fechamos com a El Solario, fica na Calle Murillo 776, juntamente no mesmo local funciona um Hostel. Minha esposa como estava com um pouco de medo, resolveu somente descer na Van da agencia, Paguei Bs 300,00 para mim e mais Bs 180,00 para minha esposa, gostamos da Agencia El Solario, eles fornecem acessórios de segurança e roupas , a bicicleta que peguei foi uma intermediaria, você ganha após o passeio uma camiseta e as fotos em CD. Ainda estava incluso no passeio, lanches, almoço e o resto da tarde em um Hostel com piscina em Coroico.[/align]

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São Tantas info que da vontade de fazer tudo.

to tentando montar o meu roteiro e ver o que farei..vamso com fe

parabens...

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São Tantas info que da vontade de fazer tudo.

to tentando montar o meu roteiro e ver o que farei..vamso com fe

parabens...

 

 

Muito obrigado !

Pois faça tudo,recomendo... viagem inesquecível.

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[align=justify]Saímos da El Solario, e passamos pela Calle Llampu, resolvemos experimentar uma pizza em La Paz, paramos em uma pequena pizzaria, para falar a verdade esta excelente !

Neste dia estávamos bem cansados, depois de praticamente 18 horas de viagem, de Cusco até La Paz, merecíamos descansar, foi o que fizemos, voltamos para Hostel e fomos dormir, acho que era umas 9:00 da noite, acordamos durante a madrugada com um maior barulho na escadas, pelo que soube na manhã seguinte foi que dois franceses caíram na escada de tão bêbados que estavam hahaha, antes eles que eu, melhor assim ! rsrs

 

Nossa, já era sexta feira dia 18/10, pensei, que sacanagem a viagem esta acabando...nosso dia era livre em La Paz, não tínhamos marcado nada, resolvemos fazer um tour diferente, pegamos uma daquelas lotações e rodamos um pouco por La Paz, fomos até um bairro na parte alta da cidade. Este dia foi basicamente para rodarmos sem rumo por La Paz e compramos algumas roupas, somente umas camisas e minha esposa comprou roupas de lã nas ruas próximas ao Mercado das Bruxas. A noite, ficamos de boa no Bar do Hostel até tarde, pessoal todo louco, foi muito bom.

 

Downhill - Estrada da Morte

 

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Sábado acordamos bem cedo, fomos para El Solario como combinado, tomamos café da manhã e conhecemos as outras pessoas do grupo que iriam descer a estrada da Morte, um casal da Argentina e sua filha, dois espanhóis que estavam vindo desde o México a 5 meses na estrada ( ainda vou fazer uma viagem grande assim ) e ainda um casal de Ingleses. Experimentei as roupas e equipamentos de segurança. Todos nós do grupo assinamos um termo de responsabilidade, isentando a agencia de responsabilidade em caso de algum acidente fatal e deixando claro que todos tinham alguma experiência neste tipo de esporte com bicicletas,ainda informando que tínhamos seguro de vida/saúde que cobrisse em caso de acidentes, o guia disse apenas que eram formalidades rsrs. Ninguém do grupo possuía seguro !!! As 7:40 partimos rumo a La Cumbre, o ponto inicial da descida.

Chegamos na La Cumbre, o guia nos passou todas as dicas e informações de segurança, disse ainda que quem não quisesse ir tão rápido era só falar, que era apenas um passeio de bicicleta, não era uma competição. Um guia vai a frente do grupo e um outro no fim do grupo, este ultimo ainda tira as fotos.

 

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Tiramos uma foto de todo o grupo, pronto, era o grande momento, minha esposa entrou na Van juntamente com a esposa do senhor argentino,a primeira parte era de asfalto, o guia saiu e fui logo atrás, no inicio ele orientando como andar na estrada, depois de uns 2 minutos, soltamos os freios e começou a adrenalina, que emoção ! O downhill tinha começado de verdade, o guia começou a se distanciar de mim, resolvi olhar para trás achando que estava sendo acompanhado de perto... o pessoal estava todo lá atrás, pedalei um pouco, fiquei próximo ao guia, era um maluco hahaha, a descida e era uma curva atrás da outra. Não era preciso pedalar, bastava deixar a bicicleta pegar embalo. Nas saídas das curvas vinha um forte vento bem forte e frio..

Fizemos uma pequena parada de uns 5 minutos para conferir as bicicletas.

Continuamos nossa descida, logo chegamos num lugarejo , havia algumas lanchonetes, banheiro e um posto de fiscalização da polícia boliviana. Ali fizemos uma parada para lanche.( pão com ovo, refrigerante, chocolate e barras de cereais ) e ainda banheiro.

Compramos o ingresso que dava direito a passar pela parte antiga da Estrada da Morte, que fica dentro de um parque ecológico, nesta parte as bicicletas foram recolocadas na Van, pois nesta parte não é permitido transitar de bicicletas, é uma parte mais perigosa da estrada asfaltada.

 

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Nossa próxima parada foi no inicio da verdadeira estrada da morte, a parte sem pavimentação, logo de cara, umas cruzes, caia uma chuva fina, o guia passou outras informações de segurança, explicando que era preciso fazer toda descida do lado esquerdo, utilizando a mão inglesa, ou seja bem a beira dos precipícios, hahaha. Outro aviso que o guia deu foi que ao encontramos algum veículo pelo caminho, a preferência seria dele. Que por segurança deveríamos parar e descer da bicicleta. O Guia nos levou até um tipo de mirante, não dava para ver o fundo, pois havia muita neblina, mas ele nos disse que era mais de 200 metros de altura naquele ponto.

Começamos nossa descida, a chuva ficou mais forte, alias foi um toque a mais de emoção, boa parte da estrada estava cheio de lama e pedras.

 

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A paisagem é incrível,não conseguíamos atingir grandes velocidades mas em compensação ficava mais difícil de parar em pé, principalmente nas curvas ! Muito bommm !

Em alguns momentos cruzamos quedas d’água que caem no meio da estrada, passávamos por baixo, era até bom para tirar um pouco da lama hahaha.

Fizemos algumas paradas durante a descida para tirar fotos, em um ponto a chuva já havia parado, foi umas das melhores partes da descida, pois atingimos velocidades incríveis na descida, nosso grupo estava bem, todos tinham perdido o medo no inicio da descida.

Paramos em ponto da estrada para descansar e bebermos água, passou um grupo de outra agencia, era composto por umas 20 pessoas, vi como era bom descer em um grupo menor.

Voltamos a pedalar, passando por uma parte plana da estrada quase já no termino do passeio, depois paramos em um lugarejo onde haviam alguns bares, o guia nos pediu para termos extremo cuidado com nossos pertences, já que ali, era normal acontecer furtos. Fomos para um hotel, onde almoçamos, tomamos banho e trocamos de roupa. Depois voltamos a La Paz pela estrada asfaltada, tão perigosa quanto a descida de terra.

Paramos na agencia, o guia nos disse que quem quisesse pegar os CDs de fotos e a camiseta deveriam esperar 30 minutos, ou buscar na manhã seguinte. Despedimo-nos de todos e agradecemos pela companhia. Realmente, nosso grupo foi excelente.

 

Dica: Verifique bem antes a agencia que escolherem para fazer o passeio! Algumas não ofereciam proteção adicional como joelheiras.Verifique também as bicicletas antes de fechar o passeio, pois passei em uma agencia, as bicicletas eram comuns.[/align]

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[align=justify]Fomos para nosso Hostel, onde tomamos banho e depois saímos para jantar e apreciar nossa ultima noite em La Paz. Ao voltarmos para o Hostel o bar já estava cheio, nos despedimos de todos que conhecemos no hostel.

Acordamos umas 9:30 da manhã, tomamos nosso desayuno e fomos a agencia buscar nossos CDs e a camisa, encontramos com os argentinos que fizeram o downhill conosco, eles também iriam embora de La Paz.

Fomos até ao Terminal de Buses e compramos nossa passagens para Santa Cruz de La Sierra pela empresa Eldorado, bus cama, por Bs 120,00 cada. Saindo as 5:30 da tarde.

Aproveitamos da melhor forma que pudemos nosso ultimo dia em La Paz, com a total certeza que voltaremos um dia.

Passamos por um mercado antes da nossa viagem, afinal seriam mais de 15 horas dentro do ônibus, compramos água e lanches, as 5:30 da tarde partimos, rumo a Santa Cruz, fizemos apenas duas paradas durante a viagem, uma quase meia noite para jantarmos e outras as 6:30 da manhã para o desayuno. Chegamos a Santa Cruz quase 10:00 da manhã.

 

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Fomos para o Jodanga, era um dia de calor infernal em Santa Cruz, ficamos por lá na piscina, encontramos com dois Brasileiros que estavam começando uma viagem parecida com a nossa.Passei algumas dicas, iriam fazer basicamente o mesmo caminho nosso.

No dia seguinte, fomos para o aeroporto, pagamos a taxa de embarque no aeroporto de Santa Cruz ( U$ 25,00 por pessoa ) passamos pela imigração dando saída na Bolívia, o agente perguntou se tinha gostado da Bolívia, respondi que voltaria em breve, que seu país era fantástico... ele estampou um sorrisos e “ Gracias “ ...[/align]

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[align=justify]Considerações finais

 

Estes dias ficarão para sempre em nossas memórias, pois sorrimos, fizemos amigos, divertimos, emocionamos ( este é meu ) = esqueci literalmente da vida no trabalho e ainda fiquei com a sensação de dever cumprido e aprendizado, este sim é o que mais vale a pena !

 

Gostamos muito de Cusco e toda a região, se fosse fazer tudo de novo, certamente tiraria uns dois ou três dias para ficar no Vale Sagrado, para andar sem rumo.

A Bolívia certamente vai me deixar mais saudades, as cores, o povo, a alegria, todo encanto que este país nos proporcionou !

 

Li em alguns relatos pessoas que passaram rápido por alguma cidade como Sucre ou Potosí e falam que não tem nada de interessante, pode ter certeza, há muitas coisas boas e legais nestas duas cidades

 

Algumas das melhores lembranças que tenho deste mochilão são do povo e cultura local, vale muito a pena interagir com os locais.

 

Ficamos por 6 dias em Cusco e região, foi a melhor decisão que tomamos, se tivesse mais tempo ficaria mais uma semana. E teria aproveitado mais ainda o tempo no Vale Sagrado.

As paisagens são inesquecíveis por todos os lados...

Viver é bom demais...

 

Você certamente terá emoções incríveis, cada um tem seu modo de ver as coisas, não escrevi sobre tudo que vivemos e sentimos durante toda a viagem no relato, minha ideia ao escrever o relato, é de você ter algumas ideias, ajudar na elaboração do seu roteiro e ainda Inspirar-se !!!

Fiz toda questão de relatar pequenos problemas e imprevistos que aconteceu conosco, pois é sempre bom alertar !

 

Você certamente viverá dias inesquecíveis naquelas terras...

 

Dicas:

 

Tire um dia ou outro para descansar e ficar de boa, para andar sem rumo, não crie um roteiro apertado e cheio de regras a serem cumpridas, pois pode acontecer algum imprevisto, e se acontecer, encare numa boa, sem stress, afinal você estará de férias rsrs, fizemos tudo que pretendíamos fazer, de menos a Ilha de Uros, mas foi por opção pessoal.

 

Comemos de tudo e todas as comidas a venda, nas ruas, restaurantes, barracas, etc.

Não deixe de experimentar de tudo. rsrsrs

Sempre almoçavamos nos restaurantes mais simples. ( mercados e restaurantes pequenos ) frequentados pelos locais, além de economia, eu acho uma excelente maneira de conhecer a cultura e o modo de vida de um povo !

As vezes a noite jantávamos em algum restaurante mais "requintado" . Em La Paz vale a pena procurar um destes, há excelentes opções.

Nos restaurantes simples da Bolívia e Peru , na maior parte deles, não tem mesas separadas, você senta juntamente com outras pessoas.

Quando sentar-se cumprimente-os.

“ Buenos días, tardes, ou noche” , ainda “Buen provecho ” , ao sair “ Provecho “. Vai fazer muito a diferença, e é sinal de boa educação.

 

Não tivemos nenhum problema de saúde causado por comida ou agua, como alguns infelizmente relatam. Apesar de almoçarmos em restaurantes mais simples, não abusamos da sorte, procurávamos e escolhíamos sempre o que tinha mais movimento, o mais limpinho, e se está cheio é sinal de que a comida é boa.

Só tive alguns sintomas de Soroche no nosso primeiro dia em Potosí, mesmo assim durante poucas horas, no segundo dia em diante, foi bem tranquilo.

 

Todos os terminais de ônibus da Bolívia e Peru tem uma taxa de embarque, não é cobrada nas passagens como aqui no Brasil, você deve pagar a parte. Todo terminal de buses tem um guichê para este pagamento.

 

No aeroporto de Santa Cruz para embarques internacionais a taxa é de US$25,00

Para embarques nacionais é de Bs. 15,00

 

Equipamentos:

Salar de Uyuni

Vejo muitas pessoas preocupadas com roupas, equipamentos, etc . Para uso, especialmente no Salar de Uyuni. Recomendo a leitura deste tópico:

Manual básico de "sobrevivência" no Salar do Uyuni

 

Compras de equipamentos na Bolívia

 

Recomendo a leitura deste tópico:

Compras Na Bolívia

 

Eu não comprei nada em especial para a viagem, já tinha praticamente tudo, a única coisa que comprei e recomendo é uma

“Bolsa de transporte “ para você despachar sua mochila, comprei duas da marca POC. Paguei R$70,00 em cada.

Sobre botas, se você vai apenas viajar e não vai fazer nenhuma trilha difícil, não precisa comprar a bota mais TOP, uma Timberland, Bull Terrier ou similar de uns R$200,00 vai te atender muito bem. Até um bom tênis que deixe seus pés quentes irá te atender.

Existem coisas bem legais nas lojas da Calle Llampu. Vale a pena dar uma conferida.

 

Imigração

 

Jamais discuta com um oficial da imigração, seja na Bolívia ou Peru, quando atravessamos para o Peru, presenciei a detenção de uma pessoa da Venezuela que insistiu em discutir com o oficial. Pelo que ouvi da conversa, foi por coisa simples.[/align]

Editado por Visitante

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Ricardormaia, bom dia.

 

Fico muito grato por nos proporcionar, sedentos em culturas, um roteiro tão rico em informações.

 

Estarei viajando para o peru em maio.

 

Mas, como sou do nordeste, qualquer opção que eu faça sai muito caro, e otimizando os custos estou vendo a possibilidade de ir por Rio Branco/Ac, sendo meu ponto de partida.

 

Irei levar todos os roteiros e comentários que eu li, certamente será uma viagem inesquecível.

 

Abraços e parabéns...

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Ricardormaia, bom dia.

 

Fico muito grato por nos proporcionar, sedentos em culturas, um roteiro tão rico em informações.

 

Estarei viajando para o peru em maio.

 

Mas, como sou do nordeste, qualquer opção que eu faça sai muito caro, e otimizando os custos estou vendo a possibilidade de ir por Rio Branco/Ac, sendo meu ponto de partida.

 

Irei levar todos os roteiros e comentários que eu li, certamente será uma viagem inesquecível.

 

Abraços e parabéns...

 

Muito obrigado pelo elogio, era o mínimo que poderia fazer para retribuir a riquíssima fonte de informação e ainda inspiração para toda esta viagem que o site me ofereceu.

 

Realmente, eu simulei passagens de Fortaleza até Sta Cruz e também até Rio Branco, fica a metade do preço, um amigo fez este caminho por Rio Branco, ele me disse que foi bem tranquilo. Sem nenhum problema.

 

Não deixe a Bolívia de fora, aquele país é demais !

Abraços !

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