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o maravilhoso roteiro: PERU/BOLIVIA/CHILE - out/2013 (19 dias, "sozinha")


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Tour SALAR UYUNI e DESERTO ALTIPLANO (3 dias)

 

Antes de começar essa parte, preciso avisar que terá a maior quantidade de fotos de todo o relato hahaha

 

No capítulo anterior (tipo novela rs), eu contei que fiz a viagem a noite pela Panasur. Chegamos em Uyuni muito cedo, não tinha nada aberto ainda e era semana (ou dia) de feira aberta na rua principal. Isso dificultou a localização das agências, pois a maioria não tem uma identificação tão chamativa e com a muvuca do pessoal montando a feira, mal dava pra andar pelos quarteirões ou conseguir ver as casas.

 

Assim que desci do ônibus, me perdi das portuguesas. Como assim? Que lerdeza! Pois é, me perdi rs. Foi uma confusão pra retirar a mochila, todo mundo querendo pegar a sua logo pra buscar agências e quando percebi, elas não estavam lá mais. Bom, não iríamos fazer o tour do salar juntas, pois elas só iriam ver o salar e voltar pra La Paz. Assim, teriam que contratar uma agência que fosse fazer só esse passeio de 1 dia. Eu atravessaria até o Chile. Mas fiquei preocupada de não as encontrar mais e nem ter me despedido.

 

Nessa de rodar ao redor do ônibus pra procurá-las, eu vi umas israelenses que conheci na rodoviária (em La Paz) e fariam o tour de 3 dias. Elas já tinham contratado agência e o carro deles já estava esperando por elas. Disseram que tinha vaga e se eu quisesse, poderia ir com eles para conhecer e contratar o tour. Eu topei ir com eles até lá. Entrei no carro e o motorista foi voando até a agência, que era bem afastada do centro. Logo que entrei na agência, a dona já foi retirando o bloquinho de recibo, cobrando o valor e o motorista jogando minha mochila em cima do carro. Foi tudo muito rápido e fiquei até meio tonta sem saber direito o que estava acontecendo. Sou meio Mônica (Friends) que gosta de organizar tudo, ter todas as informações, etc. rsrsrs. Pra ser sincera, não me senti muito segura em contratar uma agência que nunca tinha ouvido falar e aquela agitação toda me fez lembrar que nem tinha pensando se queria ir com eles ou não. Educadamente, agradeci e disse que voltaria ao centro para procurar minhas amigas e passar numa outra agência que tinha olhado pela internet. Voltei pro centro a pé e nada das agências abrirem.

 

Resolvi então tomar café da manhã num quiosque que tem na praça (debaixo do coreto, eu acho), como me indicou a dona da mercearia onde comprei agua (galão de 5litros) e lanche pra viagem.

Ao atravessar a praça, reencontrei as portuguesas também indo tomar café. Me despedi delas (as vi mais uma vez no salar) e fui procurar a Colque Tours, que todo mundo indica e me pareceu a melhor opção. A agência ainda estava fechada e comecei a ficar preocupada com a hora. Com a feira, não dava pra ter uma visão da rua e não vi se tinha outras agências abertas. Fiquei ali na porta esperando até que uma senhora veio e abriu. Era quase 9h da manhã e não daria tempo de procurar outras agências mesmo.

 

Mas eu gostei de cara da Colque Tours. Paguei 750bol (com translado pro Chile), que dá uma média de 110dólares. Sei que encontraria agências mais baratas ou até mesmo chorar desconto na Colque. Mas não tinha tempo pra procurar, a agência era uma das mais indicadas e, pensa bem, 110 dolares por 3 dias com transporte, alimentação e hospedagem num lugar maravilhoso como o salar e os altiplanos... valia muito a pena.

 

Quando fui colocar meu nome na lista, havia apenas outros 3 nomes, em português haha. Olhei a origem, brasileiros. Passou um pouco e os brasileiros chegaram na agência. Pra minha surpresa, eram os 3 também de BH. Ai o papo já rolou solto de cara. ::lol3:: O Roberto, o Carlos e o Lucas eram colegas de trabalho que resolveram mochilar juntos nas férias. Estranhamos que só tinha nossos nomes na lista, pois geralmente as agências fecham com 6 pessoas. Ai a senhora da recepção disse que viria turista de outra agência alocados no nosso carro. Mas quando o carro chegou, era só mais uma pessoa, um koreano chamado Ho Jun (só aprendi a falar o nome dele depois do segundo dia rs). Ficamos até felizes, pois o carro só teria 5 pessoas e o motorista. Logo, teríamos mais espaço no carro ::hãã2::

 

o roteiro é o seguinte:

1º dia: Cemitério dos Trens

Salar (abrigo para almoço e bandeiras)

Salar (mais adentro)

Ilha Pescado

Abrigo de Sal (noite)

2º dia: Laguna Cañapa

Laguna Hedionda

Laguna Honda (almoço)

Deserto (parada para fotos com vista para vulcão)

Arbol de Piedra

Laguna Colorada

Abrigo (noite)

3ª dia: Geiser Sol de Mañana

Aguas Termales de Polques

Deserto Dali

Laguna Verde / Blanca

 

Disseram que assim que visitássemos o cemitério de trens, voltaríamos na cidade pra buscar algumas coisas. Como o cemitério é praticamente na saída da cidade, o retorno foi muito rápido e logo seguimos o trajeto normal.

 

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O Marcos, nosso motorista, era jovem e pareceu um cara muito sério. Conversava muito pouco no primeiro dia, praticamente só respondia o que perguntávamos (depois se soltou mais nos outros dias). Quando chegamos no Salar, ele não foi aquele tipo de guia que ajuda a fazer fotos legais, junta a galera pra tirar fotos em perspectiva... nada disso. Ficou no carro, só olhando rs. Depois desceu e foi preparar o nosso primeiro almoço no abrigo onde ficam as bandeiras. Mas o cara era um ótimo motorista e super competente no que fazia. Nos passou segurança o tempo todo.

 

Bom, o salar: ah, o salar...é aquela coisa, assim, mágica!!!!!!!! ::ahhhh:: Eu sabia que era lindo pelas fotos e videos que já tinha visto. Mas, ali, pessoalmente, não tem explicação aquilo tudo. Nem se eu usar todos os adjetivos positivos no superlativo absoluto, conseguiria descrever pra vcs (e gastei no português agora, heim? hahaha minha professora do primário morreria de orgulho ::lol4:: ).

 

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Eu comecei a ficar com dó do Ho Jun boiando em 99% das conversas. A gente até que tentava começar a conversa em inglês,mas acabava desandando tudo pro português mesmo. EU com dó e o Lucas p.da vida rs, porque o koreano era bem menor e pegou o banco mais largo ::tchann:: . O Lucas, coitado, ficou na parte de tras comigo todo apertado ::sos:: Mas no dia seguinte, eu pedi pro Ho Jun trocar de lugar e ele trocou de boa.

 

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Na Ilha do Pescado (que na verdade é outra ilha rs) você paga 30bols para subir. Só que se andar ao redor dela, vc sobe tranquilamente sem pagar nada. Não tem vigilância e a cobrança creio que seja de manutenção mesmo... Eu paguei pq subi por vias oficiais rs. Mas vi galera subindo ao redor.

 

No final do dia, saindo do salar, já dá pra ter noção do que é o altiplano, com aquela terra vermelha, gramíneas amareladas, montanhas (ou vulcões) no horizonte e o céu num azul incrível. É uma composição de cores perfeita.

Chegando num pequeno povoado pra buscar hospedagem, a primeira opção estava lotada (os carros que chegam primeiro, pegam as melhores hospedagens). Ai, fomos para um outro abrigo de sal mais afastado. E foi até bacana pq a noite não tinha quase luz nenhuma, nem casas ao redor. A mais próxima estava a uns 300 metros +/-. No abrigo, conhecemos dois paulistas, Paulo e Gabriel, que nos disseram que o guia avisou sobre uma festa na tal casa. Mas andamos até lá e não tinha ninguém uahuaha. Ficamos no abrigo jogando um jogo de dados que não lembro como era e truco.

 

Sobre o abrigo, posso dizer que era bem confortável, chuveiro quente e pude carregar minha câmera na cozinha. Mas o frio da madrugada pra dormir... putz. Um dos paulistas que me salvou, doando seu cobertor pra mim, já que ele estava com saco de dormir superhipermega quente.

 

O segundo dia começou cedo e fomos rumo as lagoas do altiplano. Eu estou aqui há quase uma hora tentando selecionar apenas um ou duas fotos de cada lugar. Só que está difícil. Eu queria poder mostrar todas pra vcs ::hãã2::

 

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Ocorreu um fato super curioso e que até hoje me espanta: depois de passarmos pela laguna Hedionda, a caminho da Honda onde seria nosso almoço, vimos uma moça pedalando uma bicicleta pelo deserto com um cachorro na cestinha, todo magrinho. Depois que almoçamos, retomamos o caminho do deserto e passamos por ela novamente, pedalando com dificuldade naquela terra fofa e alta, num sol de rachar. O Marcos parou o carro e oferecemos carona pra ela. Mas ela, falando em ingles, disse que estava bem e seguiria de bicicleta. Oferecemos agua e ela disse que tinha o suficiente. Aquela imagem me impressionou bastante. Não era nem metade do dia... tinha muuito chão de carro até a reserva (onde tem abrigo), imagina de bicicleta... Essa imagem ficará gravada na minha mente pra sempre.

 

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Durante o dia, cruzamos com o trem que vai da Bolívia para o Chile. Os motoristas geralmente param no trilho do trem para fotos. Na hora que paramos, o trem estava passando e buzinando loucamente pra uns turistas de outra agência sair da frente (eles pararam no trilho pra tirar foto do trem de frente... com poucos metros de distância do trem ::quilpish:: ).

 

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No final da tarde, a caminho da arbol del piedra, passamos por um carro estragado.

Nosso motorista parou pra ajudar e foi a salvação deles. O motorista deles parecia não entender nada de carro. O Marcos vestiu seu macacão de mecânico, enfiou debaixo do carro e ficamos lá mais de uma hora pra que ele conseguisse ajudar o pessoal. Parece que uma peça quebrou ou se soltou e sumiu no deserto. Ai, numa gambiarra sinistra, o Marcos pegou uma peça qualquer de outro lugar e conseguiu fazer funcionar (não entendo de mecânica. então, foi isso que entendi kkk).

O tempo que ficamos ali aproveitamos pra bater papo com o pessoal do outro carro, tirar fotos e até cantar acompanhando as músicas da playlist do marcos rs. Ai, os meninos do meu carro tinham dois Walkie Talkie novinhos e deixou um pro outro carro. Fomos devagar, procurando ficar perto deles e toda hora comunicando para saber se estava tudo ok. Foi engraçado pq o Marcos não quis ficar com o W.T. e nem o outro motorista kkkk Ficou eu e um ingles que falava espanhol se comunicando até o restante do passeio naquele dia. O carro não teve mais problema e conseguiu terminar o dia. No abrigo, voltaram a mexer no carro pra não ter mais problema no dia seguinte.

 

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O dia terminou com um por-do-sol na Laguna Colorada ::love::::love::::love::::love::::love::::love:: Paga-se 150bols para entrar na Reserva.

 

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Dessa vez, chegamos cedo nos abrigos e conseguimos um ótimo lugar. Bem quentinho pra noite que dizem ser a pior, dentro do parque, bem próximo a Laguna Colorada. Como chegamos cedo, logo me preocupei em carregar a bateria da câmera. Mas uns franceses em bando chegaram antes e ocuparam todas as poucas tomadas. Mesmo depois de 2h, sabendo que tinha limite de energia (eles desligariam a energia antes das 21h), os franceses nem se incomodaram de ter outras pessoas no mesmo lugar precisando de tomadas ::grr:: Deu vontade de saber falar a lingua deles só pra mandar TNC em francês, fazendo biquinho e tudo rs. Ah, não tinha água quente neste abrigo. Então, se preparem pro banho frio ou fiquem sem banho (e um dia sem banho num tempo frio não mata ninguém...). O nosso motorista conseguiu uma extensão pra gente e pudemos carregar as baterias por um pouco do tempo que restava de energia.

 

Acordamos as 4h pra visitar os geisers e depois as águas termais. Já li vários relatos aqui dizendo que os geisers da Bolívia não são legais, que os de SPA são melhores e tal... Eu achei os da Bolívia tão sensacionais qto os del Tatio. Claro, não tão numerosos e com jatos tão altos, mas as crateras formadas por eles eram gigantes, dava até medo de chegar na beirada.

Nas águas termais, os meninos do meu carro não animaram entrar. Eu, com muito frio, entrei. E não queria sair mais hahahaha

 

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Eu estava lá, mó de boa, curtindo a água quente, quando vieram me apressar pra ir embora. Como meu translado pro Chile não esperaria rs tive que me arrumar correndo pra ir pra fronteira. Mas percebi que o Marcos não iria passar na Laguna Verde e dei aquela choradinha básica. Ele disse que não tem nada de interessante. É só mais uma lagoa. Mas eu argumentei que era a que mais queria ver, pois é nos pés do Licancabour. Ai ele falou que passariamos rapidamente por ela então, pra que eu não perdesse o carro pro Chile. E assim foi. Fomos rápido. Mas foi lindo. A lagoa realmente é maravilhosa e os meninos nem sabiam que ela existia. Muitos tours fazem isso... deixam a Laguna Verde e Blanca passar batido, pra dar tempo de chegar na fronteira. Mas pode cobrar deles que façam o passeio pq faz parte do roteiro.

 

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Dali, os mineiros voltaram pelo caminho de Uyuni e eu e Ho Jun seguimos pra fronteira com o Chile. A Laguna Blanca fica do lado da Verde e passamos por ela no caminho também. Chegamos na fronteira antes de 12h e uma caminhonete da Colque Tour de SPA estava nos esperando.

 

Ao passar na polícia boliviana pra carimbar a saida, eu já sabia que eles cobravam uma taxa ilegal de 15bol. Eu estava com o dinheiro pra pagar. Porém, na minha frente na fila tinha um brasileiro e escutei ele argumentando com o policial do "por quê" da tal taxa. O policial acabou não cobrando dele. Eu, dando uma de joão-sem-braço, logo atrás, perguntei pro cara saindo do guiche: ah, ele não cobrou de vc, não? (falei alto e o policial do guiche escutou e também não me cobrou. Deve ter pensando que eu estava junto com o outro brasileiro. Se não cobrou de um, não cobra do outro também, ora bolas rsrsrs)

 

Daí pra frente, CHILE !!! ::hahaha::

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SAN PEDRO DO ATACAMA

 

se vc não estiver sentado num lugar confortável, aconselho pegar uma almofada porque prevejo que este post será longo uahuahuah. Eu disse no post sobre o salar que teria mais fotos. Só que empolguei mais nesse e lotei de imagens ::lol3::

 

primeira e a mais importante dica de SPA: faça sua própria comida. Sério, gente, é o que todo mundo fala mesmo... SPA é padrão high society rs e pra uma mochileira segurando cada dólar como eu, foi quase a falência múltipla dos meus vários bolsos espalhados pelo corpo uhauhauhauha e cozinhar no hostel te economiza uma boa grana. Gastei em 3 dias de SPA o mesmo valor que em 7 dias na Bolívia... ::ahhhh::

 

Mas voltemos ao início dessa parte do roteiro.

A caminhonete da Colque Tours partiu comigo, Ho Jun e dois suiços assim que passamos pela polícia boliviana. Realmente é uma diferença gritante entre os dois países logo que se entra no Chile. Pegamos uma estrada toda novinha, beirando o vulcão licancabur até a descida pra SPA, cerca de 1h e alguns minutos.

 

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A paisagem chilena tb já muda bastante daquela da Bolivia. Para trás, você vai deixando os altiplanos e, descendo, vai tendo a frente um horizonte mais longínquo até a Cordillera Domeyko gigante ao fundo.

 

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A imigração é na entrada da cidade e é super tranquila (comparada com a Bolívia, entrar no Chile foi tipo mostrar carteira de identidade pra entrar em boate rs). O motorista no trajeto já tinha nos dados os papéis pra preencher e na fila foi super rápido, pois chegamos antes do ônibus que estava vindo lotado de gente que tb atravessou pelo salar.

 

O motorista nos deixou na agência da colque tour que é na Caracoles (rua principal da cidade). Andamos um quarteirão e olhamos um hostel. Os suiços não gostaram muito do quarto casal e Ho Jun e eu também não gostamos do quarto compartilhado. Atravessamos a rua e achamos um com preço bom e bem central. Eu fiquei num quarto (duplo) por 9000pesos. O hostel era bom, tinha cozinha bem equipada e o quarto era quentinho pra noite fria. O lugar é super tranquilo. É na esquina da Tocopilla com Gustavo le Paige (se não me engano, a hospedagem se chama Villa Coyo).

 

Fomos almoçar e foi ai que levei a primeira facada no bolso (7000pesos uma refeição com refrigerante e sem carne, pois sou ovolactovegetariana), chegando a conclusão que deveria passar no mercado e fazer minha própria comida rs. E olha que pegamos um panfleto de um dos restaurantes mais baratos. Foi muuito mais em conta cozinhar. Comprei algumas coisas que deram pra 3 refeições por 2500pesos. maravilha!!! ::otemo::

 

Voltamos eu e Ho Jun na Colque Tours e já garantimos o passeio para aquela mesma tarde pro Valle de la Luna e de la Muerte (fico devendo o preço... mas tava o mais barato das agências que vejo o pessoal indicando aqui e procurei lá na hora). As 15:30, a van nos buscou e foi da agência Expediciones Corvatsch, que já tinhamos olhado o preço diretamente e sairia 3000pesos mais caro. Eles fazem mais tour pros grandes hotéis da cidade e é a agência mais cara em todos os passeios. Tanto, que na van tinha pessoas mais velhas e casais que vinham de um mesmo hotel. Mas a Colque Tours tem uma parceria e quando uma não enche a van, passa pra outra sem alterar o preço.

 

Começamos pelo Valle de la Luna, depois fizemos uma caminhada pelo Valle de La Muerte, fomos na gruta El Azzi e terminamos com um por-do-sol nas dunas.

 

Vou deixar as fotos contarem essa parte tsc tsc

 

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No dia seguinte, me permiti acordar mais tarde um pouco (pra descansar do trajeto punk de 3 dias na Bolivia) e, como só teria tour a tarde, chamei Ho Jun pra fazermos um passeio de bike por ali perto mesmo. Ele topou e fomos alugar as bicicletas. Alugamos na rua caracoles e nos deram um mapinha feito a mão (e xerocado) pra localizar as Pukaras de Quitor. É super simples chegar. Pagamos pra subir nas ruinas (acho que 2000pesos). Depois, voltamos pra cidade e pegamos a estrada pra Calama, pra tirar foto com a estrada linda que tem um vulcão no fundo hehehe (a mesma estrada que pega pra ir pro valle de la luna e muerte).

 

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O passeio pra Laguna Cejar foi contratado novamente pela Colque Tours e novamente fomos com a Corvatsch. Dessa vez, chorei um desconto (indiquei que desde uyuni estava fazendo tudo com eles. Me deram desconto de cerca de 5 dolares no total dos 3 que fiz em SPA. Não é muito. Mas 5 dólares é quase o valor de um tour). A lagoa que você realmente pode entrar é Cejar, que tem uma grande concentração de sal e água estupidamente gelada (impossível ficar muito tempo dentro sem começar a perder a sensibilidade dos membros rs). Depois, passamos pelos Ojos del Salar pra banhar e tirar o sal completamente do corpo (quem consegue pular lá dentro... o que não foi meu caso tsc tsc). O por-do-sol é na beira da Laguna Tebinquinche.

 

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Nesse tour, estava uma paulista chamada Sandra. Ficamos lá na beira da lagoa batendo papo e a convidei pra jantar no meu hostel (coitada, teve que comer meu tempero kkkk). Demos umas voltas a noite pela cidade pra ver se tinha movimento, mas tudo parado... num frio, voltamos pro hostel pra dormir, já que o tour pro Geisers del tatio sairia as 4h.

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as 4h, Ho Jun e eu já estávamos do lado de fora do hostel esperando a van. Nisso chegou uma mexicana (Melissa) com seu amigo americano (que esqueci o nome) também esperando o tour. Eles demoraram bastante e a gente ficou lá num frio do cão na rua... Mas, enfim, chegaram e quando entrei no micro ônibus, parecia que tinha chegado no paraíso (ahhh, bendito ar quente). Dormi o trajeto todo, já que estava escuro e não dava pra ver nadinha de nada mesmo. Quando chegamos na portaria do Geisers (onde se paga para entrar), eu estava sonolenta e congelando na fila. Aquele passeio pra mim foi uma tortura. Eu estava com uma blusa, 2 polares, a jaqueta da North Face e ainda assim não conseguia dar um passo, de tanto frio que estava sentindo. E olha que nem estava tão frio pros parametros do lugar. Daí pra começar a espirrar foi alguns minutos. Pronto, resfriei rs.

 

Aproveitei muito pouco dos geisers por conta do frio. Andei um pouco e corri pro micro-Onibus pra ficar lá dentro no quentinho. Depois só sai pra comer e ver as termas. E eu que contratei o passeio me sentido igual os caras do Pink Floyd num geiser próximo ao Vesuvio ("Echoes", live at Pompeii), que estavam super a vontade, de roupa fresca e sem camisa, andando de boa... só errei num detalhe: era o altiplanico dos Andes, frio e seco rs, não o centro-sul da itália... enfim, congelei kkkk.

 

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Na volta, a guia disse que o roteiro normal é passar num povoado pra ver artesanatos. Mas ela falou que preferia nos levar num outro lugar que ela adora. Todos concordaram em excluir o povoado e o motorista parou num lugar que parecia não ter nada. Começamos a entrar em meio as rochas, mato e de repente, um pequeno curso de água foi tomando corpo e mais a frente, uma linda cachoeira. Eu adorei essa parte do passeio. Uma cachoeira ali... muito bacana.

 

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Voltamos pro hostel a tempo de fazer o checkout e a dona ainda nos deixou fazer almoço, tomar banho e usar o wifi mesmo depois de acertar tudo. 8)

 

Fui no escritório da Turbus comprar minha passagem pra Santiago para aquela mesma tarde. Pois é, encarei a longa viagem de ônibus... mas como já mencionei antes, Dramin sempre me salva. É só tomar e dormir como criança. Eu me despedi do Ho Jun (que seguiria pra Calama) e fui numa lan house dá notícias pra família. Mas o skype não quis funcionar de jeito nenhum. Tava meio cansada, tinha acordado cedo e estava mesmo resfriando... acabei indo pra rodoviária tomar um chá de cadeira até a hora da minha viagem rs.

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Viagem para Santiago

 

A viagem começa cortando o Atacama e a paisagem é maravilhosa. Dava até vontade de pedir o motorista pra parar só pra poder ver direito certos lugares kkkkk. Como eu tinha tomado dramin antes de sair da rodoviária (e eu sou fraca com ele... tomo e durmo), fiquei me segurando pra não dormir tão cedo. Mas o sono me venceu umas 3 ou 4 horas depois, ainda era dia.

 

Eu comprei leito na tur-bus por cerca de 44mil pesos (+/- 80 dólares). A estimativa da viagem é de 25 horas.

Depois que dormi, acordei com cheiro de comida e quando abri o olho, o comissário tinha colocado meu lanche no meu colo kkkkkk. O lanche foi uns cookies, uma coca pequena e mais alguma coisa que não lembro. Comi e dormi de novo. No jantar (uma pequena refeição), foi a mesma coisa. Acordei com ele servindo o pessoal.

 

Depois disso eu apaguei de tal jeito que não senti a noite passando. Acordei com o ônibus parado. Achei que fosse uma parada e fiquei acordada esperando pra ver onde estávamos. Passaram-se vários minutos e comecei a reparar que as pessoas estavam ansiosas e algumas até nervosas. Eu, que tinha acabado de acordar das profundezas do dramin, não estava entendendo nada kkkk. Como estava na parte dos leitos, eram poucas pessoas e resolvi perguntar o que estava acontecendo. Um senhor disse que o ônibus estava parado a quase uma hora e parece que estragou alguma coisa. Era quase 5 da manhã e a empresa estava enviando outro ônibus de uma cidade próxima. Estamos a meio caminho de Santiago. Mas o tal ônibus não chegava...

 

Então, passou um ônibus da mesma empresa indo para a cidade de La Serena (caminho de Santiago). A questão é que esse ônibus já tinha alguns passageiros. Mas deu pra alocar todo mundo do nosso ônibus. Mas na parte poltrona, pois esse ônibus não tinha leito. Ou seja, quem pagou pela cama, foi na poltrona por cerca de 6 horas até La Serena (o trajeto não levaria tantas horas, pelo que me disseram mas o ônibus foi bem lento...). Bom, pra mim, ok. Pra quem dormiu a noite toda e estava descansada, não seria terrível. Porém, as poltronas eram minúsculas. Como a viagem daquele ônibus não era longo, era um carro bem simples e, sério, as poltronas eram padrão adolescente miudo, só pode.

 

Eu comecei a ter caimbras fortes nas pernas, pois sou um pouco alta e não tinha espaço pras pernas. Foram mais de 6 horas terríveis que eu pensei que seriam de boa... Quando deserbarcamos em La Serena para que a empresa nos desse um ônibus pra Santiago, minhas pernas estavam doendo tanto que mal conseguia ficar em pé na fila. Quando chegou minha vez no guichê, descobri que a empresa não enviaria um ônibus vazio pra gente. As pessoas seriam realocadas em 2 ônibus que estavam na rodoviária naquela hora, vindo de lugares diferentes, mas que iriam pra Santiago. Claro que quem comprou leito reclamou pra caramba. Afinal, pagamos 80 dólares pra uma viagem de 25 horas com leito e tivemos apenas 12 horas da viagem da forma como pagamos. (sem contabilizar os atrasos por causa do ônibus quebrado e a lentidão do outro). 6 horas para la Serena em poltrona e mais 8 até Santiago (que foram quase 9 horas de verdade). A empresa teria três opções: 1 - nos dar um ônibus vazio igual; 2 - devolver o valor respectivo das horas no caso de não oferecer o leito; ou 3 - devolver o valor da passagem de La Serena para Santiago integral para que comprássemos leito em outra companhia.

 

Um senhor optou por receber o valor e comprar em outra companhia. Não era uma boa saída, pois a outra empresa só sairia as 13h. Nós, demais, aceitamos ir na poltrona e recebermos a diferença da passagem em Santiago. Pegamos o papel pra preencher e entregar na rodoviária de Santiago. O ônibus sairia em 30min e fiquei sentada lá próximo esperando. O pessoal dispersou pra ir no banheiro, comer, tentar ver o mar, etc.

 

Daí, minha ficha caiu pra um detalhe. O ônibus que nos levaria tinha leito. Logo, poderia não estar totalmente preenchido. Mas a empresa alocou todo mundo na poltrona pq certamente não teria leito pra todo mundo.

Então, voltei no guichê e perguntei pra uma atendente: o ônibus de tal hora ainda tem leito pra vender? Ela, inocente, coitada, disse que sim.

Soltei: então, quero que me aloquem num leito, já que paguei por ele. Ela ficou sem saber o que fazer, já que pensou que eu estava indo comprar passagem hahaha. Ela chamou a gerente e disse que eu exigi leito por alegar problema na coluna. Poderia ter desmentido ou corrigido que ao invés de coluna seriam pernas, que realmente tinham sofrido. Mas eu fiquei tão puta por saber que tinha leito vazio que não desmenti e ainda completei: afinal, paguei 80 dólares pra ir de forma mais confortável possível nessa viagem longa de mais de um dia. A gerente fez um telefonema e desligou sem falar nada. Apenas entrou no sistema e me deu um outro bilhete com leito.

 

Quando entrei no ônibus, vi que ainda tinha mais 3 leitos vazios. Puta sacanagem da empresa. Mais três pessoas poderiam ter sido beneficiadas, ido de leito e a empresa não precisaria devolver a diferença... Mas ai duas pessoas viram que eu estava no leito e acharam que eu tinha entrado por vias ilegais. Então, entraram também. Só que no meio da viagem, quando o comissário veio servir um lanche, ele conferiu os bilhetes e não deixou os outros dois caras continuarem.

 

Chegamos em Santiago estava escurecendo (quase 20h) e o pessoal já formou a fila da reclamação. Uns australianos me pediram ajuda pra conversar no guichê, pois eles não falavam espanhol e a atendente não falava inglês. Eu peguei os 4 bilhetes deles pra pedir o reembolso. Ela pediu o meu e eu expliquei que de La Serena a Santiago vim no leito. Mas do ponto em que o ônibus quebrou até La Serena fui de poltrona.

 

Ela então pediu o meu bilhete também e alguns segundos depois voltou com o reembolso dos australianos (que não me lembro qto pq não contei) e 10.000 pesos pra mim (cerca de 20dólares). Um cara ainda disse que eu poderia pedir a multa pelo atrasado da viagem, pois com mais de 3 horas de atraso, o passageiro pode cobrar multa da empresa (se o atraso for por culpa da empresa. Casos de acidentes na pista e engarrafamentos não são contados). Mas eu achei desnecessário, já que tinha recebido reembolso de uma parte, viajado o restante de leito e queria mesmo era chegar logo no hostel pra tomar um belo banho e descansar.

 

Na rodoviária de Santiago tem uma estação de metro no subsolo. Os australianos estavam sem hostel e chamei pra irem comigo. Uma das meninas queria, mas o restante preferiu procurar por outros lugares que lhes foram indicados. Me despedi deles e fui rumo ao Eco Hostel.

 

Não era nos tradicionais Bellavista ou Providência, mas era bem central e dava pra visitar os pontos principais a pé. No metro, pedi informação pra uma senhora e ela disse que o hostel ficava na melhor região de Santiago-Central (mais cara). E era mesmo. Só que o preço do hostel era bom (na média).

 

aqui, mais uma dica: vejo muita gente contando que chega nas cidades e vai procurar hostel. Sinceramente, acho isso meio tenso. Nas pequenas cidades, como SPA, ok. Mas em grandes cidades como Santiago, acho bom reservar um lugar antes ou ter em mãos pelo menos 3 endereços de hostel de fácil acesso. Principalmente se vc chegar na cidade a noite e depender de transporte. Andar em uma cidade grande que você não conhece, usar transporte publico que não sabe pra onde vai nem por onde passará, pra ainda procurar hostel, é uma fria.

 

No próximo post, contarei sobre Santiago, Vinã del Mar e Valparaiso e minhas aventuras e desaventuras no hostel rsrs

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