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o maravilhoso roteiro: PERU/BOLIVIA/CHILE - out/2013 (19 dias, "sozinha")


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olá pessoal,

 

Antes de fazer a viagem, eu prometi a mim mesma que faria um relato aqui no site. Os relatos que li foram fundamentais para mim e gostaria de contribuir de alguma forma para aqueles que estão montando seu roteiro. Assim, espero poder ajudar alguém :)

Perdoem se acabar não me detendo tanto nos detalhes diários. É que eu falo tanto, por conseguinte, escrevo rs que tenho medo de ficar cansativo. Então, vou tentar (tentar) ir mais pela parte prática da coisa rs: transporte, valores, agências, locais, etc.

 

CUSTOS. Os meus foram estes:

passagens aéreas TAM: R$ 740.00 (ida: RJ-Cusco; volta: Santiago-Belo Horizonte).

Dinheiro: gastei 1100.00 dólares na viagem, já inclusos compras de souvenir, algumas roupas e free shop. É, foi um mochilão meio propaganda da Herbalife: quer economizar? Pergunte-me como! hahaha

no Brasil, comprei uma Bota da Snake por R$ 300 com desconto a vista. Recomendo a Snake. Foi sensacional viajar com ela e praticamente não tirei do pé. Mochila e roupas específicas pra muito frio eu já tinha. Só comprei um corta vento na Bolivia que apenas serviu pra ficar bonito na foto (não ajudou em nada. Dou mais detalhes sobre o que levei mais pra frente)

 

Seguro-Viagem: fiz com a GTA por 121 reais para os 19 dias (a alta do dólar na época não ajudou muito).

 

Vacina: eu já tinha o cartão internacional de vacina e estava tudo em dia. Então, não me preocupei em saber se pediriam ou não. Li alguns relatos aqui que diziam que sim, outros que não... então, melhor consultar a página das embaixadas mesmo de cada país para onde for.

 

dólar: Meu desespero foi com ele. Subiu à nível estratosférico e senti dor no meu bolso cada vez que consultava a cotação. Comecei a economizar pra dar conta do roteiro sem passar perrengue. Vida social? foi pro espaço por um bom tempo tsc tsc

E burra que só eu sei como ser, fiquei enrolando pra comprar naquela esperança: vai cair, vai cair...e não caiu. Comprei dólar por R$2.50 uma semana antes da viagem. Primeira dica, não esperem rs. Se já tem a grana, compra logo. Não precisa comprar tudo se não estiver seguro. Mas compra um pouco e vai acompanhando a cotação.

 

a viagem tão sonhada...

 

Inicialmente, minha viagem resumiria-se a Machu Picchu, pois é o segundo lugar no mundo que queria conhecer e achei um ótimo presente de formatura que eu estava ganhando. De mim para mim hahaha. Algumas amigas do trabalho empolgaram em ir juntas e decidimos ir em julho. Em janeiro, começamos a olhar passagens e, putz, um rim não seria suficiente (exagero a parte, tava caro pra burro viagens em julho). No meio do caminho, a galera foi desistindo e, em março, a TAM lançou uma super promoção com viagens para outubro saindo do Rio (eu moro em Belo Horizonte, esqueci de contar hehehe).

 

Rio de Janeiro - Cusco (ida e volta) estava uns 370 dilmas. Imperdível! Só que eu também sonhava em um dia conhecer o Atacama e, como já tinha lido alguns relatos que me deram segurança pra saber que era possível o roteiro, resolvi passar por lá nessa mesma viagem. A maioria dos roteiros começa pela Bolívia e grande parte faz o inverso do meu, subindo a Bolívia em direção ao Peru. Ou, então, chegam pela Bolívia, descem pro Chile (SPA) e depois sobem pro Peru. Eu iria começar no Peru e descer pela Bolívia até o meio do Chile. Vi alguns relatos de pessoas que fizeram o mesmo ou parecido e comecei a planejar como faria pra chegar em Santiago com os míseros 19 dias que tinha. "Comecei" no campo das ideias, né? Porque na prática mesmo, só fui anotar as coisas, como faria, pra onde iria etc e tal em julho, depois que colei grau.

 

Meu primo animou a ir comigo um mês antes da viagem. Começou a olhar o roteiro super empolgado e estava pesquisando as passagens. Nesse processo, o Black Sabbath anuncia show em BH, que não estava no roteiro até então. Lógico, ele desistiu da viagem. Aqui no mochileiros eu conheci a Amanda, que animou a fazer o roteiro comigo. Mas, infelizmente, já com passagem comprada, o chefe melou as férias dela e não pode ir. Eu estava só novamente rs. Não seria meu primeiro mochilão sozinha e não fiquei com medo. Um pouco de receio com a Bolívia pra viajar a noite sozinha. Mas como sei que se conhece pessoas até na fila pra comprar passagem, fiquei confiante. (e isso aconteceu mesmo :shock: . Contarei mais a frente).

 

E agora sim, começarei meu relato de viagem hahaha

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todos os dias foram em outubro:

1 - Rio-SP-Lima (conexão)

2 - Cusco

3 - Vale Sagrado

4 - Machu Picchu

5 - Cusco

6 - Copacabana/Isla del Sol

7 - Isla del Sol / Copacabana

8 - La Paz

9 - La Paz

10 - Salar de Uyuni

11 - Deserto Altiplanico

12 - Deserto Altiplanico e San Pedro do Atacama

13 - San Pedro do Atacama

14 - SPA / início da viagem para Santiago

15 - Viagem para Santiago (o ônibus estragou e foram mais horas do que o esperado)

16 - Santiago

17 - Santiago

18 - Valparaíso / Viña del Mar

19 - Stgo / BH

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dia também de arrumar a mochila. levei:

1 casaco de frio grosso e impermeável com touca;

1 anorak da quéchua que tem uma polar dentro (pode ser retirada e usar separada);

2 blusas polares também quechua. Uma que era mais velha eu só usava pra dormir;

5 blusas normais;

2 calças jeans (uma no corpo);

1 short de pijama;

1 legging; 2 meias-calças 120fios (ou mais, sei lá rs);

1 chinelo;

1 bota cano alto comum (desnecessária);

1 bota da snake no pé;

1 polaina;

1 Biquini;

1 toalha de microfibra (na Decatlhon tem);

1 boné de tecido grosso;

roupas íntimas, meias, objetos de higiene pessoal, eletrônicos e acessórios (câmera, carregadores, etc).

Cachecóis ocupam muito espaço na mala e, como ficaria no pescoço quase sempre, deixei pra comprar lá.

 

Dica pra arrumar a mochila: enrole as roupas e amarre com gominha de cabelo (ou elastico de cabelo, depende de como cada região do Brasil fala). Economizam um espaço fantástico na mochila. Além disso, você também pode colocar meias e acessórios, como carregador, por exemplo, dentro dos sapatos que levar na mala.

 

A mochila foi da Trilhas e Rumos 55litros (e não usei toda a capacidade pra que eu conseguisse carregar).

A mochila de ataque era pequena, mas suficiente pra rodar um dia todo com suprimentos rs.

 

Como boa mineira, que nunca perde um trem, planejei como chegaria no Rio a tempo do voo, que seria no dia 1/out as 13:30h. Os voos de BH pro Rio estavam muito caros quando comecei a olhar e como mochileiro não tem medo de estrada, fui de busão. ::hãã2::

 

Sai de BH no dia 30/set no último ônibus, as 23:45 e cheguei no Rio as 7h da manhã. Minha intenção era sair da rodoviária e dar uma passeada pela cidade na parte da manhã, nem que fosse molhar o pé no mar (esse povo de Minas, sabe como é... kkkk). Mas como estava me sentindo um mistura de mãe-cangurú com tartaruga ninja (uma mochila de ataque na frente e um mochilão nas costas), decidi não arriscar ficar perambulando pelo Rio e fui direto pro Aeroporto. Afinal, tinha um livro enorme pra ler, que era obrigatório num processo seletivo que estava participando, e as "dezoitocentas" horas que ficaria nos aeroportos ajudariam hahaha.

 

Péssima decisão. Era o Rio de Janeiro, um calor dos infernos e eu mofando no aeroporto horas e horas lendo um livro puta chato (era chato mesmo, gente, né exagero não. Nos outros dias da viagem, só serviu de peso na mochila). Pra compor o cenário, o voo atrasa. Mais quase duas horas de espera. :cry:

 

Cheguei em Garulhos a tempo da conexão e foi super tranquilo o voo pra Lima. Este trecho foi feito pela LAN. O voo durou cerca de 5h. Recolhi o mochilão e fui me jogar em algum canto do aeroporto pra passar o resto da noite até o voo pra cusco (que foi as 5:45). Fui também cambiar um pouco de dinheiro (suficiente pra comer algo e pro taxi em cusco. Cambio de aeroporto não dá pra ser feliz).

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Ainda em São Paulo eu tinha visto umas moças no embarque conversando super animadas com a viagem. Quando fui embarcar de Lima para Cusco, vi que elas também seguiriam no mesmo voo e resolvi conversar com uma que estava próxima a mim, que logo me apresentou pras outras e, pronto, novas amizades. ::lol3::

 

Elas são da Bahia e estavam indo visitar Cusco e Machu Picchu. Em Cusco, por volta das 7 e pouca da manhã, pegamos uma van que cabia todo mundo (agora, éramos 5) e as malas (nada pequenas rsrs). Contratamos a van dentro do aeroporto mesmo e nos cobraram 15soles (3 para cada... bão demais). Elas já tinham hostel reservado. Como o delas era beeem mais caro que o meu, resolvi ir pro Pariwana que eu já tinha reservado por 29soles. O cara da van ofereceu serviço de turismo e elas ficaram negociando com ele.

 

Desci na Praça de Armas e me despedi delas, combinando de add no Facebook e tentar fazer passeios juntas. Dali, o hostel ficava 2 quadras. Mas, jumenta que sou, resolvi comprar meu ingresso pra MP antes de deixar a mochila no hostel. Estava com o endereço da Dirección Regional de Cultura Cusco (Av. de la Cultura 238 Condominio Huáscar. Horario de Atención: L-S 7:15 hr a 18:30 hr) e fui resolver isso logo. Claro, fui a pé. Andei, andei, errei a rua, suei, tirei casaco, andei mais até que achei). Senti falta de ar pelo cansaço e peso, nada de dor de cabeça pela altitude. Mas arrisquei. Não façam isso. Deixem a mochila primeiro kkkk. Comprei apenas a entrada em MP, não quis subir a montanha porque queria gastar muito tempo nas ruinas e subir até a porta do sol. Pro hostel, fui de taxi e chorei 3soles (eram 7 ou 8 quadras). Mas na hora de pagar, confundi as moedas (não tinha reparado na diferença da 2soles pra de 5soles) e acabei pagando mais. Deixei um motorista feliz!

 

Check in feito (sorte que minha cama já estava pronta e pude ir pro quarto), guardei as coisas no locker e fui tomar café da manhã, numa fome monstra. O plano era tomar café e voltar pra rua atrás da Inca Rail ou Peru Rail e garantir a passagem de trem. Já tinha pesquisado preços e horários na internet. Preferi comprar pessoalmente pra não pagar a taxa de cartão quando se compra pelo site que, se não me engano, seriam 10 dólares (sou meio pão dura com essas coisas sim rs).

 

Eu tinha levado só 1200 dólares e cartões de crédito. Porém, não queria fazer graça ou gastar cada moeda. Vai que dá merda pra frente... a gente nunca sabe. Bom, economizei tanto (sem passar fome ou ficar em espeluncas rs), que voltei pra casa com dinheiro e nem usei cartão. Ah, eu não levei VTM ou MTM. Num outro mochilão eu passei um ódio mortal com VTM que jurei não usar nunca mais na minha vida. Levei cartão de crédito e débido normal, caso precisasse de grana extra.

 

continuando...

quando estava tomando café, resolvi fazer minha primeira foto no Peru: do chá de coca hahaha. Eu adoro fotos (alma de viajante oriental) DSCN5970.JPG.30d521acfe7658f06e122de37c3075fe.JPG

 

Ao fazer a foto, um carinha que estava sentado na minha frente começou a sorrir e perguntou em inglês se era meu primeiro chá. Bom, inglês INGLES eu não falo. Arranho uns "verb to be" pra fazer frases do tipo "the book is on the table" que dá pra manter uma conversa básica hahahaha. Começamos a conversar (bem mais ou menos no meu caso) e ele falou (eu acho que falou) que estava meio perdido, sem saber o que fazer naquele dia. O Scotty é um americano que estava viajando pelo Peru e tinha chegado em Cusco há 3 dias, planejando fazer a trilha inca. Só que não tinha olhado nada ainda... tava curtindo a cidade. Eu diria que ele tava curtindo mesmo era o hostel, pq era quase 10 da manhã e o coitado não sabia nem o que queria fazer no dia ::ahhhh:: (mãe, quando eu crescer, posso viajar assim sem data pra voltar???).

 

Como eu ia sair na rua pra comprar a passagem de trem, chamei ele pra me acompanhar e já aproveitava sobre a trilha inca na praça. Ele topou e fomos. Passei primeiro na av. sol pra fazer cambio. Não me lembro exatamente, mas acho que foi 1 dolar = 2.56 soles.

Eu não achei a Inca Rail de jeito nenhum. Então, comprei na Peru Rail os horários com os preços que já tinha visto no site. Ida: 53 dólares, dia 3 as 19:30h (de ollantaytambo); volta: 57 dólares, dia 4 as 21h (para ollantaytambo). É, está caro mesmo. O menor valor era de 48 dólares, mas os horários não eram favoráveis. Teria que dormir mais uma noite em Aguas Calientes ou então descer de Machu Picchu bem cedo pra voltar no trem das 14h. Nem uma nem outra coisa eu queria. Dormir mais uma noite em AC levaria no mínimo mais uns 10 dólares embora... pra economizar menos que isso na passagem. Não valia a pena. E descer mais cedo de Machu Picchu estava fora de questão. Afinal, era o lugar que mais queria conhecer na viagem.

 

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Atravessando a praça, conversamos com algumas pessoas que ofereciam a trilha inca. Pegamos folders e telefones pra o Scotty decidir com qual iria. Fomos até o Centro de Informações Turísticas comprar o boleto turístico130 soles. Av. Sol 103 Of. 102 Galerias Turísticas. O Scotty comprou também pra fazermos city tour naquela tarde juntos.

 

Fomos no mercado comer algo e ele ficou encantado com a comida simples local e barata que nos serviram lá: arroz, batata, salada e uma carne (eu troquei a carne por uma omelete, pois não como carne, nenhuma). Pagamos 5 soles cada num prato caprichado e a dona do local onde comemos parece que foi com a nossa cara, bateu altos papos e até nos deu um refrigerante 8)

 

Voltando pro hostel, fechamos o city tour com o Pariwana mesmo. E não me arrependo de não ter pechinchado na rua. Paguei 20 soles e o hostel nos passou pra uma agência parceira deles. A guia, Regina, era excelente. Se fecharem com o hostel, perguntem se a guia será a Regina :)

 

Como não tinha achado a Júlia no FB (uma das baianas e que me passou o contato), não consegui falar com elas sobre o city tour. Mas, como Cusco é um ovo igual BH, não é que nos encontramos em Qenqo? hahaha Foi aquele auê. Gritaria, risos, fotos pra lá, fotos pra cá e dessa vez passei o meu Facebook pra garantir kkkkk A júlia falou que deu manota e esqueceu de avisar que o Facebook dela só acha com o email, e não pelo nome :oops:

 

o City tour é aquele tradicional mesmo: Qoricancha, Sacsayhuaman ,Tambomachay , Q'enqo e Pucapucara.

 

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Voltamos pro Hostel mais de 19h, tomamos banho e saimos pra comer. Fomos numa pizzaria um pouco fora do centro turístico e foi uma das melhores pizzas que comi na vida. Juro. Além do dono da pizzaria ser super simpático, ter vindo conversar conosco e até contou suas aventuras pelo Brasil. Ele ficou feliz por termos ido lá, já que disse que os turistas ficam mais pelo centro e seus clientes são locais mesmo. E nem era longe. Umas 4 ou 5 quadras pra baixo na av. sol, entrando a direita pra quem desce. Fica em frente a um ponto de ônibus, subindo umas escadas. Ambiente rústico, aconchegante, pizza excelente e um preço muito barato pro padrão.

 

Voltamos no hostel porque conheci umas brasileiras na sala de computador que nos chamaram pra sair com elas e com os mineiros que também estavam no hostel. Estes mineiros eu já tinha conversado aqui no mochileiros e realmente ficamos de encontrar lá. Mas nos deram o bolo kkkk. Nem as paulistas nem os mineiros apareceram no lugar marcado e na hora pra irmos no tal lugar combinado. Então, resolvemos ir no Mama Africa que todo mundo indica. Me despedi do Scotty porque ele tinha decidido ir pra trilha inca no dia seguinte. Eu iria pro Vale Sagrado.

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Como gostei tanto dos serviços oferecidos pelos parceiros da Pariwana, resolvi fazer o Vale Sagrado com eles também. Perguntei no hostel se seria com a mesma guia e falaram que não. Paguei 30soles e as 9h ficaram de nos buscar no hostel. Sentei num puff pra esperar o tour e uma espanhola se aproximou pra perguntar se eu estava indo pro Vale Sagrado também. Conversa vai conversa vem, o pessoal da agência atrasou um pouco, mas nada que comprometesse os passeios. A Cristina disse que queria muito aprender português. Prato cheio pra uma tagarela como eu rs. Passamos o tour todo juntas e foi muito bom conhecê-la. Quando entramos no ônibus, era a Regina de novo hahaha. DSCN6052.JPG.b710da5e61beb7245535dc034387c841.JPG

 

O tour pelo Vale Sagrado começou por uma comunidade pra comprar coisas. Fomos à Pisac e fiquei encantada com o lugar.

 

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Em Urubamba paramos para almoçar. A agência já te leva direto pra um restaurante que eles negociam. Eu sai e fui procurar um lugar pra comer hehehe. Virei a esquina de um posto de gasolina e entrei num restaurante bem apresentável. O cozinheiro me sugeriu uma macarrão com legumes que estava fantástico por 15soles. A Cristina também saiu porque queria ver um passeio a cavalo para o dia seguinte e só se contratava lá em Urubamba. O ônibus pegou ela no caminho saindo pra Ollantaytambo.

 

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Visitamos Ollantaytambo e eu e mais algumas pessoas ficamos lá para pegar o trem, enquanto o tour seguiu para Chinchero. Me despedi da Cristina combinando de fazer um passeio de bike para Moray. Ela iria combinar tudo em cusco e quando eu voltasse de MP, nos encontrariamos no hostel. (mas deu errado e não vi as Cristina mais, nem peguei contato :( )

 

Ainda em Ollantaytambo, no meio dos quinhentosmil degraus, quem eu encontro: as baianas!!! aeewwww. Elas tinham me add no FB e deixado mensagem avisando que iriam pro Vale Sagrado. Eu não vi a tempo e pra mim foi uma surpresa encontrá-las lá. Festa garantida!!! hahaha e foi mesmo. O guia delas quase teve que arrastá-las de volta pro ônibus depois, pq não queríamos parar de andar de jeito nenhum hahahaha

 

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Como as visitas em Ollanta se encerram as 17h, fiquei perambulando pelo lugar mesmo depois que o meu tour e o das meninas foram embora. No caminho pra estação de trem, comprei um lanche pra levar na mochila e fui caminhando pela pequena cidade. Como minha passagem era só pras 19:30, eu não podia entrar na estação. Fiquei próxima a entrada sentada num banquinho onde já tinha um rapaz. Aparentemente peruano, puxei conversa com ele pensando que era morador local. Ele me contou que trabalhava pra uma agência de turismo e que despachou seu grupo no trem as 16h. Mas que o seu era às 19:30h.

Ficamos conversando por ali mesmo e ele ficou de me levar no hostel que se hospedaria por um preço muito bom. Nesse momento, vi 2 pessoas que estavam no meu tour chegando na estação. Era um casal de amigos bem jovens e peruanos também. Chamei eles pra conversa e ficamos batendo papo e lanchando até a hora do embarque. Nessa de lanchar, eu comecei a sentir um leve enjoo e já lembrei logo do macarrão cheio de legumes que estava tão gostoso, mas tinha muita gordura... daí pra frente, começou minha noite de terror.

 

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Os peruanos, Marta, Donny e o Adriano, iriam num outro vagão reservado para peruanos (eles pagam apenas 10soles). Eu, turista, paguei 53dólares....................... Eles falaram que me buscariam na porta do trem assim que chegássemos em Aguas Calientes para irmos juntos pro hostel. No vagão, meu mal estar foi do nível 1 ao 10º assim que o trem começou a andar. Veeeiii, pensei: vou morrer aos pés de MP sem nem conseguir subir???? Aguenta, Rute, aguenta haha (drama mexicano é pouco pra mim).

 

Tinha um casal de koreanos que iria sentar em poltronas separadas. Como um deles estava do meu lado, me ofereci pra trocar de lugar. E acreditem, tive a maior sorte. Sentei do lado de um cara que percebeu que eu estava "falecendo" do estômago kkkkkk. Começou a me perguntar em inglês se eu queria ajuda ou trocar de lugar, pra ficar no corredor. Ai, vi uma senhora sentada na poltrona a frente e que tinha visto em Ollanta e sabia que era brasileira. Sabia pq enquanto eu e as baianas estávamos descendo uma das infinitas escadas, ela estava lá embaixo gritando: Fernando, Fernando!!! (procurando o filho dela). E a gente, nada espevitadas, começamos a gritar também: Fernando, Fernando! (e o Fernando lá em cima rachando de rir kkkk).

 

Quando vi ela no trem pensei: mulher, sempre tem remédio na bolsa, exceto eu. (que tinha deixado tudo no mochilão em Cusco). Ai perguntei se ela tinha um antiácido e quando o cara do meu lado que falou em inglês comigo me viu falando português, começou a falar em português também com um amigo dele que tava láaa na frente, pedindo remédio pra me dar. Quando eu disse que tive a maior sorte de sentar do lado dele foi pq ele, e o amigo, eram médicos haha. Aí me deu um antiácido, uma outra coisa lá que nem sei o que era e um omeprazol, caso eu tivesse dor no estômago depois. Foi batata, é tomar o antiácido e uma revolução começar. (não se preocupem, não vou relatar esse momento trash).

 

Não sei se foi a sensação de mal estar que piorou tudo, mas aquela viagem me pareceu uma eternidade o trem parecia que ia virar, de tanto que chacoalhava. Chegamos na estação tarde da noite e os peruanos estavam me esperando na porta do vagão, como combinado. Quando viram minha cara de moribunda, já souberam que a coisa foi séria kkkk. Corremos pro hostel que o Adriano nos levou e, gente, não era legal não. Mas eu não estava em condições de dar um passo, nem fazer exigências... só queria um banheiro e uma cama... mais nada. Os peruanos não gostaram muito do lugar (e com razão). Não era espelunca. A cama era boa, mas as escadas pra chegar no quarto davam medo e o chuveiro deu problema. Mas eles decidiram não me abandonar lá sozinha passando mal (lindos!!! Não me esquecerei jamais deles). Enquanto eles sairam na rua pra comer e buscar um outro remédio pra mim, que o Donny falou ser tiro e queda, eu fiquei lá na cama quase desmaiada depois de um banho praticamente gelado.

 

A noite toda no drama e eu só pensava em conseguir ficar de pé no dia seguinte pra subir MP. Noite longa e triste....

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O Remédio que o Donny comprou ajudou bastante e acordei conseguindo ficar em pé. Ainda muito fraca, mas já conseguia andar. Não pensei duas vezes e comecei a me arrumar pra subir MP. Minha intenção era subir e descer a pé. Porém, naquele meu estado lastimável, mal conseguia chegar no ponto de ônibus rs. Parei umas 3 vezes pelo caminho.

 

Passamos no mercado perto da estação para tomar café da manhã. O Donny pediu um suco de abacaxi e fui na onda dele, pensando que um suco não me faria mal. Só que, era a primeira vez que eu tomava um suco no Peru e quase tive um treco quando vi a mulher pegar uma vasilha de água fervendo (não era temperatura ambiente, não era morna, era fervendo mesmo) e jogar no liquidificador pra fazer meu suco. Suco quente??? wtf????????? O Donny falou que é assim mesmo e é bom. Tentei tomar, não parecia ruim mesmo não rs. Mas com o estômago instável, não arrisquei mais de 3 goladas e pronto.

 

Era mais de 8 da manhã e a fila do ônibus pra subir MP estava gigante. Só que andou super rápida (tem ônibus o tempo todo). Eu queria ter subido a pé pra economizar os 18,50 dólares do ônibus (ida e volta). Mas a facada no bolso foi inevitável.

 

Assim que se chega na portaria, logo depois que conferem seu bilhete, tem uma mesinha com carimbos de MP. Passaporte carimbado rs, chamei os meninos pra subir umas escadas e ter a primeira visão da cidade do alto. Ideia de quem mal conseguia andar, chamando os outros pra subir escadas....... deu errado, claro rs. Levei um tempão pra chegar no primeiro "topo" e ter minha primeira visão da cidade.

 

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E por ali fiquei. Não conseguia mais. Todo o mal estar começou a voltar com força, suando frio... só consegui falar pra eles continuarem, pq eu não daria conta. Sentei numa pedra e fiquei lá, tentando respirar com calma e descansando o corpo. Todo mundo subindo e descendo a escada, e eu lá, sentada no meio do caminho haha. Depois de uns 20min tentei subir mais um pouco. A cada poucos degraus e parava e sentava. Quem me via de longe devia pensar: fraca, não dá conta de uma escada! kkkkkkkkkkkkk

 

Quando cheguei num ponto alto (não o mais alto), mas que me dava uma visão boa de toda a cidade, estacionei. Pensei, é aqui mesmo que vou ficar. Sentei numa pedra lá que todo mundo parecia gostar de tirar foto em cima dela, pq as pessoas paravam pra tirar foto e faziam cara feia pra mim... ::vapapu::

Passou alguns minutos e veio um casal descendo falando em português. Quando eles pararam pra tirar foto, eu pedi a moça um pouco de água (a minha já tinha acabado). Ela viu que eu não estava bem e foi chamar um segurança, enquanto o esposo dela enchia um pouco minha garrafa de água. Ela voltou com o segurança e se despediram. O segurança me deu mais água e falou que iria buscar umas folhas pra eu mastigar. Me ajudou a sair do caminho rsrsrs e me colocou num dos terraços deitada, a vista das pessoas (caso eu precisasse), mas de forma que ninguém me atrapalharia (ou o contrário, de fato kk). Nossa, aquele foi meu refúgio. Depois que ele voltou com um monte de folha pra eu mastigar (uma eu senti gosto de hortelã, mas não sei o que era), eu praticamente desmaiei no gramado. Eu escutava vozes de longe, não tinha forças nem pra abrir o olho... fiquei lá...

 

De vez em quando o segurança voltava pra ver se eu estava bem. Eu não quis descer pra recepção, meu estado era tenso, mas não grave ao ponto de procurar a enfermaria do lugar. E eu queria conseguir andar ali. Se eu descesse, podia ser que me levassem pra um hospital ou que eu não conseguisse ter forças pra subir de novo... resolvi ficar (arrisquei, mas sabia que eu iria melhorar. tinha confiança).

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Depois de um tempo, eu apaguei. Acordei umas duas horas depois um pouco melhor e comecei a descer pra visitar as ruinas. Devagar, fui parando de ponto em ponto sugerido no mapa. Teve uma hora que eu sentei numa pedra e um segurança veio me dizer que eu não poderia sentar naquela pedra pq fazia parte do altar sei lá do que.... morrendo de vergonha de sentar em local indevido, procurei uma outra pedra pra me jogar sobre ela kkkk. Esse outro segurança parece que sabia do meu caso, pq logo depois veio me perguntar se eu já estava melhor e precisava de mais água (acho que eles devem ter se comunicado por rádio: oh, tem uma brasileira capengando por aí, tomem cuidado! ou algo do tipo.. hahaha).

 

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Eu não contratei guia pq não daria conta de segui-lo no meu estado. Parece bobagem, mas mesmo com o mapinha, tem coisas que passam desapercebidas ou que vc não sabe muito bem o que são. Nem um semestre inteiro na faculdade estudando cultura inca e tendo lido um livro só sobre MP me ajudaram a compreender muitas coisas quando vi pessoalmente. Creio que seja melhor contratar um guia.

 

Com muita dificuldade, eu consegui ir nos lugares que eu tinha marcado no mapinha que queria conhecer. Exceto a porta do sol (que era o que mais queria, mas não tive condições de ir lá em cima). Comecei a sentir o corpo bem ruim de novo e parei mais um bom tempo em outro lugar. Quase um hora depois, começou a chover e sabia que era minha deixa pra ir embora. Não dava mais. Não iria conseguir ir até a porta do sol e já tinha andado pelas ruinas. Ficar ali na chuva não iria ajudar muito, então fui embora.

 

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Voltei pra Águas Calientes e não eram nem 3 horas da tarde ainda. Meu trem só sairia as 21h. Fui direto pra uma lan house na praça e fiquei lá 3 horas. Aproveitei pra descarregar fotos, falar com a família no skype e responder emails de trabalho. Depois, fui no mercado comer algo. Como a comida no Peru (e na Bolivia também) é fria, não quis arriscar comer muito. Só o suficiente pra não ficar de estômago vazio. Sentei na praçinha pra ver o movimento rs e esperar o horário do trem. Na estação, reencontrei o Adriano com seu grupo da agência e ele ficou de me arrumar uma van de Ollanta pra Cusco. O trem atrasou horrores. Quando chegamos em Ollanta, era mais de meia-noite. O Adriano tinha reservado um ônibus pros turistas do grupo dele e iria tentar me encaixar, caso não conseguisse uma van. Mas assim que saímos ele viu um motorista de van amigo dele que me encaixou e tudo certo. É tudo meio confuso na saída. Fiquem espertos se forem pegar este último horário do trem, pq os motoristas arrumam um desespero pra encher logo a van e ir embora. Se der bobeira, fica sem lugar e de repente, some todo mundo haha.

 

Na van que eu estava não tinha estrangeiros, só peruanos. Eram pessoas mais de idade e muitas mulheres. Eu encostei no vidro e apaguei de novo. A van me deixou na Praça São Francisco, praticamente do lado do hostel.

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Eu tinha combinado com a Cristina de fazer o passeio de Bike para Moray. Ela sabia dos esquemas e ficou de contratar o serviço enquanto eu estava em MP. Ficamos de encontrar no café da manhã do hostel as 7h. Eu acordei as 6 e pouco, tranquila, com o corpo fraco ainda e fui me arrumar. Subi pra tomar café e nada da Cristina. Passa uma hora, duas horas... nada. Ai resolvi olhar o relógio do computador e, puuuutz, quase 11 da manhã. Eu que me atrasei. O relógio do meu pulso estava atrasado quase duas horas (devia estar com bateria fraca, pq desse dia em diante, me deu maior dor de cabeça seus atrasos constantes rs). A Cristina deve ter achado que dei bolo nela, coitada. E pior, não a vi mais :(

 

Ok, perdi a manhã toda e não dava mais pra ir em Moray. Fazer o que? Passear de novo por Cusco. Só que estava chovendo muito nesse dia e eu nem tava 100% ainda. Fui no Museu Histórico e resolvi ir na rodoviária comprar minha passagem pra Copacabana.

 

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Já tinha lido vários relatos aqui no Mochileiros sobre a ida a noite pra Copa. Empresas e dicas de horários... mas ainda estava insegura. Li muita coisa ruim sobre esse trajeto, principalmente sobre as empresas de ônibus. Anotei o nome da Nuevo Continente e fui direto nela. Eles prometem ir direto pra Copa, mas não é verdade. Como eu já sabia disso, já falei logo pro vendedor quando ele tentou me engalobar falando que ia direto pra Copa. Ai, quando ele viu que eu sabia, afirmou que realmente tem que descer na fronteira e pegar uma van ::vapapu:: (e li vários relatos de pessoas que ficaram esperando a tal van e ela não apareceu).

 

Fui numa outra empresa que oferecia ônibus pra Copa. Parecia confiável. Foto de ônibus novos, preço bom e iria me deixar em Copa. Pararia na rodoviária de Puño pra trocar de ônibus (outra empresa). Gostei porque o vendedor foi sincero. Falou da paragem pra trocar de ônibus. Na hora que estava olhando com ele, duas portuguesas estavam fechando a passagem também. Eu conversei com elas sobre a Nuevo Continente e decidimos ir juntas pra Copa. Compramos com a San Martin mesmo passagens para leito. Não me lembro exatamente agora o valor, mas creio que foi por volta de 75soles. Eles disseram que dariam cobertor, só que mentiram :evil:

 

Dali fomos almoçar e resolvemos passear mesmo com chuva forte.

No entardecer, fomos no Arco Sant'Ana, no alto da Calle Meloc (rua do Loki Hostel). Lá é lindo a noitinha e dá uma vista muito boa da cidade. Vimos que tinha escadas para subir no arco, mas a portinha estava trancada. Um senhor de uma mercearia veio nos dizer que não podia mais subir por causa do horário. Disse que a chave ficava com ele e abriria uma exceção pra gente. O valor é 3soles. A vista de cima do arco é mais bonita ainda!!!

 

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Compramos lanche pra viagem, recolhemos os mochilões e fomos pra rodoviária. No caminho do hostel para buscar a mochila, reencontrei Marta e Donny (não os via desde que "faleci" nas escadas de MP haha).

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