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Olá viajante!

Bora viajar?

Mochilas ARC'TERYX

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[info]Tópico criado para discussão de assuntos sobre mochilas da marca ARC'TERYX.

http://www.arcteryx.com/[/info]

Precisava de uma mochila de grande capacidade, 80 litros ou +, para trekking no inverno ou de duração maior (7 dias), quiça para subir o Aconcágua. Aproveitei que um amigo ia para os Estados Unidos e encomendei-lhe uma.

 

Mas qual? Pedi uma recomendação ao Ogum, no Fórum de equipamentos. Ele conhece excelentes marcas que a maioria das pessoas ignora. Sempre prestativo me passou algumas recomendações. Porém sugeriu mochilas dentro da sua linha predileta, a ligthweigth. São excelentes e leves, mas não suportam uma carga maior (acima de 20 kg). Uma mochila de expedição precisa ter uma boa barrigueira e um bom suporte estrutural para manter a carga nos ossos da bacia.Dificilmente uma mochila leve consegue isto.

 

Nos sites de equipamento me chamou a atenção a Bora 80, daArc’teryx. Numa loja de equipamentos outdoor vi trinta e sete reviews com um escore de 4,5 pontos num total de 5, na opinião de usuários. É uma nota média altíssima. Li num fórum de alpinistas que a marca é considerada 1ª linha. A TNF seria de 2ª linha comparada a ela(!?).

 

Logo que recebi a mochila a 1ª coisa que me chamou a atenção é a cavidade occipal. No topo da mochila há uma cavidade de plástico que permitiria o usuário dobrar a cabeça para trás sem ser impedido pela altura da mochila. É algo mais para alpinistas que desejam olhar para cima durante uma escalada. Mesmo assim é necessário folgar um pouco os estabilizadores pra que a cabeça se encaixe na cavidade.

 

O desenho dela, mais larga no topo e estreita nos quadris parece-me que é mais voltado para alpinistas, pois eles têm que ter a cintura mais livre para os prender os equipamentos de escalada.

 

As barras de alumínio estão posicionadas em “V” e a barrigueira faz um movimento de pivot, ou melhor, como a barrigueira fica presa na sua cintura, a mochila faz um movimento de rotação, acompanhando o balanço do seu corpo.

 

Além das barras de alumínio em “V”, ela também tem um pequeno painel plástico nas costas e duas pequenas hastes, de cada lado, que jogam também o peso para a barrigueira.

 

A barrigueira é destacável, mesmo porque tem tamanhos intercambiáveis que dependem da largura do quadril do mochileiro. É bom também porque podemos inverter a posição da barrigueira colocando ao contrário (abraçando a mochila), fundamental na hora de embarcar a mochila como bagagem em vôos.

 

A barrigueira e as alças das ombreiras são termoformadas. Assim não podemos emprestar logo de cara esta mochila. Quem primeiro usá-la é que vai moldar a forma da barrigueira e das ombreiras.

 

A barrigueira é uma delícia e sustenta maravilhosamente o peso. Fica firme na cintura, sem escorregar, e não colapsa sob carga elevada.

 

Três tiras em cada lateral ajudam a comprimir (bem) a mochila, quando ela não estiver cheia.

 

As tiras estabilizadoras que ligam as ombreiras ao topo da mochila formam um ângulo de 45º com o topo dos ombros, o que é ideal para tirar a pressão da alça da ombreira de cima dos ombros. Realmente não senti pressão nos ombros, mesmo com a mochila colada nas costas.

 

A qualidade do material e a fabricação são excelentes, observado até nos detalhes. Superam inclusive a de outra marca que respeito, a Deuter. A qualidade do material é essencial para mochilas de grande capacidade.Uma mochila de má qualidade ou de construção muito leve rapidamente esgarçaria numa expedição longa e com muito peso.

 

Peguei chuva e parece que realmente ela é impermeável. É composta de dois tecidos: um exterior, de ripstop e um interior, impermeável. Fica parecendo que tem um saco amarelo no interior dela. Não é necessário manter as roupas dentro de um saco plástico dentro da mochila. Podemos distribuí-las por toda a mochila, aproveitando os espaços vazios.

 

A bolsa canguru, na parte de trás da mochila, é excelente para roupas/barraca molhada. Coube meu agasalho/calça impermeável com sobra. Idem a barraca molhada. Um zíper a prova d’água, de cima para baixo dá acesso à bolsa canguru.

 

Um zíper lateral impermeável permite o acesso ao interior do compartimento principal. Nunca tive antes uma mochila com esta facilidade. Eu achava que isto era apenas mais um ponto de possível falha. Mas agora estou tão acostumado com esta comodidade que não quero mais uma cargueira sem este acesso lateral. É muito mais fácil sacar e colocar as coisas dentro dela. O acesso pela tampa superior é bem mais trabalhoso. Tive que retrabalhar a minha lógica de arrumação da mochila, pois só organizava minhas coisas considerando o acesso por cima.

 

A tampa superior se destaca e vira uma ótima pochete. O curioso é que tem uma cinta enrolada com a mesma fivela da barrigueira. Se quebrar a fivela da barrigueira, podemos substituir por esta.

 

O tamanho médio (para torso até 21”) tem 77 litros mas pareceu-me ter mais, se contarmos com a bolsa canguru.

 

Subi o PP com a Bora 80 (mais para teste, pois 80 litros é exagero para dois pernoites) e comprovei: quase não senti a carga, muito confortável (mas eu estava com “apenas” 19 kg (incluindo 5 litros de água e o peso da mochila).

 

Contras:

 

Peso: 3,1 KG

Custo: $$$$

Não tem um bolsinho na barrigueira.

O porta-água nas laterais (um bolso escamoteável) permite até uma garrafa de 1,5-2 litros em cada lateral, mas o sistema de cingir e prender a garrafa, de elástico, não é possível manobrar com uma só mão. As bolsas com a água ficam pendentes e são mais fáceis de enroscar (na encosta do Caratuva senti isto).

O porta-Camelback fica na pochete e não dentro da mochila, o que deixaria os 2 litros de água no topo da mochila, o que não é muito bom para a estabilidade.

A cavidade occipal é coisa mais para alpinista.

A bolsa canguru forma uma corcova atrás, o que deixa a mochila menos elegante (opinião purista e pessoal minha. Eu gosto de mochilas de linhas mais retas). Mas a praticidade da bolsa canguru supera esta “desvantagem”.

 

Espero que esta opinião possa ser útil para alguém que está escolhendo uma mochila de grande capacidade.

 

Abs, Peter

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Para quem gosta ou está interessado em uma mochila Arc’teryx.

 

Estou cada vez mais satisfeita com a Bora 50, utilizando-a para travessias. O desenho dela é ótimo para andar no mato fechado, e a resistência que percebemos ao examiná-la estou constatando na prática. Em uma travessia na semana passada, no final, descendo um paredão de rocha joguei a mochila em um platô a uns dois metros abaixo. A bicha bateu e foi para fora, caindo quicando na pedra igual uma bola de basquete até uns 15/20 metros abaixo. Ela estava cheia – barraca, fogareiro, etc -, quando cheguei nela e a examinei, estava inteiraça, zero bala. Nota 10.

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Paulo não chegou a entortar as barras de sustentação?

 

Depois eu que sou descuidado com equipamento ::lol3::::lol4::::hahaha::

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A bora 50 tem uma barra só, central, e ficou ilesa! Não foi descuido, foi um acidente de jornada, só não acontece com os trilheiros de teoria ::bruuu::::hahaha::

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A mochila do Paulo está apanhando mais que mulher de malandro!

 

Aonde foi?

 

Não quebrou e vazou nada dentro? É chato ver benzina ou molho de tomate misturado com as coisas dentro da mochila!

 

Peter

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Peter, equipo é para ralar mesmo, não é para fazer coleção... :lol:

 

Foi descendo um pico no Caraça.

 

Não quebrou nada, nem a garrafa de água que estava no bolso externo - mas nesse caso foi sorte também. Não tinham recipientes com líquido dentro da mochila, só a bolsa do camelback (só uso como reservatório), com pouca água. Eu também não costumo levar molhos prontos e similares. O que poderia ter dançado mais eram as varetas da barracas, mas estas também ficaram ilesas. Mas a mochila estava bem organizada.

 

Abs

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Beleza Paulo!

 

Fica aí mais um registro, comprovado na prática, de que a mochila é mesmo resistente! Não é qualquer uma que resiste a uma queda destas - 15 a 20 metros - sem rasgos e sem quebrar a armação. Poste um relato da trilha no Caraça!

 

Peter

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E aquele dia eu com dó de colocar sua mochila no chão quando estavamos trocando o pneu do carro! ::lol4::

 

Essa Bora 50 é sensacional! Uma pena um equipamento desse chegar no Brasil custando mil reais ou mais.

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Hum...não sei não heim...acho que não jogaria minha mochila desse jeito não :cry: ainda mais uma dessas...rs

Abraço

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Peter, fiz a trilha junto com o Jorge Soto - ele não estava junto na queda da mochila -, ele é o rei dos relatos, vai fazer um dessa também.

 

Kaabah, não foi a toa que fiquei rindo de vcs com aquele cuidado todo. Imagino que deve estar ansioso para sua chegar logo.

 

Haole, eu joguei foi para um platô a uns dois metros abaixo de onde eu estava, a mochila é que desobedeceu e fugiu paredão abaixo.

 

Abs

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Kaabah, não foi a toa que fiquei rindo de vcs com aquele cuidado todo. Imagino que deve estar ansioso para sua chegar logo.

 

Nó... nem fala! Mas só em dezembro. Até lá só indo de Acampar mesmo! hehehe...

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