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Olá viajante!

Bora viajar?

Relato de Viagem RTW / (Volta ao mundo)

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Oi pessoal,

 

Vou tentar colocar aqui um apanhado geral da minha trip RTW de pouco mais de um mês de duração que fiz nas minhas últimas férias. O roteiro ficou mais ou menos assim, tirando as conexões :

 

Brasilia – Paris – Londres – NY – Los Angeles – Tahiti – Sydney – Filipinas – Londres – Brasília

 

Sim, eu cruzei o Atlântico três vezes mas só a grana que economizei valeu o esforço. A propósito, a idéia inicial era viajar no sentido leste mas por causa de indisponibilidade de vôos na data que eu queria no trecho Tahiti – Los Angeles, acabou que tive que fazer a trip no sentido contrário.

 

O tempo foi curto mas como parte dos lugares eu já havia visitado antes, acho que tá valendo então tudo bem. Além do mais eu não sou gringo (e nem professor rsrs) e sendo assim, como a maioria dos mortais assalariados brasucas, tenho 30 dias de férias. Não vejo nenhum problema em revisitar lugares então eu consegui mesclar lugares novos com outros que já conhecia. Viajo para colecionar experiências e não bandeirinhas de países para colocar na mochila. Se fosse assim, poderia fazer uma viagem pela Europa passando por “trocentos” países em menos de um mês no estilo : “se hoje é quarta-feira, isso aqui deve ser Amsterdam”.

 

Por motivos de força maior (uma “bucha” no trabalho pouco antes das minhas férias que atrapalhou incrivelmente os meus planos), tive que fazer algumas alterações no roteiro original - que iria sair mais barato - mas mesmo assim acho que ficou legal afinal poderia ter sido pior : eu não ter feito a viagem.

 

A idéia desse relato é dar uma geral de como é uma trip RTW e que, apesar de muitos pensarem o contrário, não é nenhum bicho de sete cabeças, mas exige bastante planejamento, pesquisa e atitude, principalmente quando não tem muito tempo. E grana.

 

Estou pensando seriamente em preparar a próxima, aí sim vou poder provar que dá pra viajar pelo mundo gastando mais ou menos que uma viagem de mochila pelo continente europeu. Enquanto isso não acontece, fica esse relato para os interessados, espero que vocês curtam pois a intenção também é incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.

 

Boa viagem !

 

PRIMEIRA PARTE – EUROPA

 

Saí de Brasília (não sou funcionário público, afinal eu trabalho. Sem ofensa) voando TAP direto pra Europa. Até gostaria de ter ido via Sampa (minha cidade natal) para visitar familiares, porém a diferença de preço no ticket era bastante significativa. Além disso pra mim quanto menos vôos, melhor. O vôo em direção à Europa foi tranqüilo, avião novo da Airbus, serviço correto e tripulação atenciosa. Nem esquentei que tinha gente no meu assento - que era na janela - então fiquei no corredor mesmo, o que até prefiro em vôos longos. O mais engraçado foi na hora do jantar onde os comissários ofereciam “vaca ou frango”, o que provocou risadas nos passageiros brasucas. O comissário não se fêz de rogado e brincou “a vaca acabou, serve boi ?”, provocando novas risadas no pessoal. Assisti a um filme e passei o resto do tempo jogando tetris e ouvindo música no aparelho de entretenimento da aeronave, pena que de boa música mesmo só tinham umas duas então fiquei ouvindo elas praticamente o vôo inteiro. Apesar de eu ter assistido apenas um, os filmes até que davam pra encarar, por incrível que pareça. Como eu não consigo dormir em avião, ônibus, trem, bicicleta, skate, etc, passei a noite acordado.

 

Chegando no velho mundo, a imigração em Lisboa foi sussu e tinha até uma fila destinada apenas praqueles de língua portuguesa. Após passada a fácil e tranquila imigração e mais toda aquela encheção de saco com segurança que se repetiu “n” vezes durante a trip, fui pegar meu vôo para Paris - primeiro destino desta RTW - que partiria logo a seguir.

 

Chegando na Cidade Luz, apanhei um pouco para me entender com o metrô/trem e após uma série de baldeações consegui chegar no albergue, que ficava em Montmartre. Paris é simplesmente fantástica, tudo que falam dela é verdade, podem ir com as expectativas lá encima que serão superadas assim que você der a primeira caminhada na cidade, não é à toa que ela é destino favorito de muitas pessoas e ganhou mais um fã : EU.

 

Costumam aparecer aqueles papos de comparação entre Paris e Londres, querendo saber qual a melhor. Prefiro não fazer comparações porque são cidades diferentes então vou ficar encima do muro : empate técnico. As duas têm sua posição de destaque entre as capitais mais importantes do mundo e isso já vem há séculos. E vai continuar por muitos outros mais.

 

Deixei minhas coisas no albergue antes mesmo de fazer o check-in (lock-out time), arrumei um mapa e fui explorar a cidade. Passei os dias seguintes andando mais do que camelo em deserto e aproveitei bastante os dias longos de primavera. Me perdi várias vezes sendo que a última foi por umas 3 horas no final do dia e lá pros lados da Catedral de Notredame (chato, né ?). A outra “culpada” foi uma loira maravilhosa que estava voltando do trabalho e quase fêz eu perder a compostura... Aproveitando o gancho, além da arquitetura, beleza e do charme da cidade com seus cafés e boulevares, ainda tem as francesas !!! Mas isso eu já sabia porque sempre arrastei uma asa (e algo a mais) pra elas, loooonga história... Você pega uma brasileira gata, tira os 70% de frescura de sua composição, troca por charme e estilo e voilá tem uma francesa.

 

Me achei um tanto underdressed com meus panos de mochileiro e vi que realmente a moda pega pesado por lá, muita gente bem vestida e perfumada. E nada daquela moda spooky-fashion (inventei este termo agora...) que você vê principalmente em japoneses no exterior (lembrando que "os nossos japoneses são melhores do que os outros" ! Volto nisso no capítulo Sydney) e de gosto bastante duvidoso, uma mistura de Falcão com Marilyn Manson.

 

Champs Elysees “chove” gente bonita. Se não bastassem as francesas, ainda têm as turistas do mundo inteiro. Acabou que fiquei inspirado e comprei um perfume numa baita loja na Champs, mas isso eu ia fazer de qualquer jeito.

 

Não andei quase nada de metrô/trem, fiz apenas aeroporto-hostel e vice-versa e não me arrependi, Paris é muito bonita pra ficar enfurnado debaixo da terra. Como adoro caminhar e meu GPS interno simplesmente não existe, achei melhor me perder nas ruas mesmo e não no metrô.

 

Visitei pontos turísticos e outros nem tanto, mas tão belos quanto, mas isso não importa quando você está numa cidade como Paris porque pra qualquer lado que eu olhava era alucinante, subi na torre Eiffel, comi crepe, andei incontáveis quilômetros por dia explorando a cidade e quando estava cansado de tanto andar, utilizava o ônibus sem teto que ficava fazendo um tour pela cidade e aproveitei bastante o bilhete dava direito a 2 dias.

 

Fui embora de Paris triste, mas com a certeza de voltar afinal ela entrou na minha lista de cidades favoritas.

 

Próximo destino, Londres. Voei de Easyjet e entrei via aeroporto de Luton, imigração também tranqüila. De lá, ônibus e metrô para o hostel. A garota do hostel me respondeu errado um email que eu havia pedido indicações para chegar lá, não era para virar a esquerda no primeiro farol e sim a direita... Perguntei para um segurança de um hotel nas imediações, que chamou seu superior e me deu as coordenadas certas. Após fazer o check in, fui dar uma olhada na minha favorita Londres, o hostel ficava ao lado do Museu Natural (entrada franca) e a primeira parada foi lá. Já havia estado no país dos Beatles antes e o impacto é sempre o mesmo: “PQP, estou em Londres !!!” Eu estava com aquele travelcard que dá direito a um dia inteiro nos transportes públicos, naquela cidade eu não perco o metrô por nada e fiquei até íntimo dele, o que para um perdido por natureza e que se perde até em estacionamento de supermercado, é um marco impressionante. Falando nisso, se tiver alguma boa alma pra explicar como funciona os tickets econômicos, por favor me dêem uma luz (podem emendar e me falar como funciona o tal Orange não sei o que lá de Paris que eu também queria saber...)

 

Sei que em Londres tem um tal de Oyster Card, acho que tem que carregá-lo mas como não ia ficar muito tempo na cidade, não comprei. Como sou perdido por natureza, fiquei apenas no metrô sendo que o de Londres (o mais antigo do mundo, por sinal) é um mundo a parte : Mind the Gap !

 

Depois de ter dado uma olhada na vizinhança do hostel, peguei o metrô e me mandei pra Piccadily Circus. Saindo da estação do metrô, olhei ao redor e não pude segurar : “PQP, estou em Piccadilly Circus” !!! Muito irado, não tem pra ninguém, aquela cidade é demais !!! Eu tenho um amigo de lá (infelizmente nessa trip não deu pra visitá-lo) que não vê a hora de ir embora !! Dia desses vou propor uma troca, ele fica aqui no Brasil e eu me mando pra terra da Rainha...

 

O mais engraçado é que ele vive dizendo como estão quebrados (a crise atingiu o Reino Unido em cheio) e eu olhava pela janela do albergue e via uma fila de Land Rovers, BMW´s série 7, Aston Martins e afins. Quebrados ? Imagino se não estivessem.

 

Apesar de possuir um passe do metrô que me permitiria cruzar a cidade pra lá e pra cá, eu preferi explorar Londres do melhor jeito : à pé. Pra quem conhece, saí da região do Piccadilly Circus e fui andando até o Big Ben, prestando atenção em tudo ao redor sem esquecer da Trafalgar Square, obviamente, e também prestando atenção no trânsito maluco, ainda bem que eles escrevem no chão pra que lado olhar porque, vou te contar, risco de vida total, só perde pra Sydney e seus 5 segundos de farol verde para pedestre (até no Vietnam eu achei menos perigoso atravessar a rua), Parlamento, Westmister Abbey e depois me mandei pra Tower Bridge, via south-bank, passando pela London Eye, Tate Museum e por aí foi. Depois fiz o caminho inverso, tudo na caminhada. E olha que o metrô de Londres, como eu falei antes, é um mundo à parte. No tube dá pra ver o quanto a cidade é multicultural, vários povos, biotipos (e bota tipo nisso...), as constantes gatas, algumas do leste europeu com suas bochechas rosadas e pinta de boneca, vários idiomas diferentes dentre os quais, se você tiver sorte, escuta até o inglês britânico. rs

 

Deu pra perceber que as obras para as Olimpíadas estão a milhão, vários guindastes despontando aqui e ali no skyline da cidade.

 

A lamentar apenas a visão deprimente de uma garota segurando sua amiga bêbada que estava cambaleando. As duas muito bem vestidas, voltando do trabalho e aproveitando os escassos dias de sol para curtir uma happy hour nos vários pubs da região. Não só os gringos, mas as gringas também são verdadeiras esponjas e não sabem quando parar, proporcionando essas cenas lamentáveis. Se tem algo deprimente é mulher bêbada. Conheço bem o tipo quando o assunto é gringa...

 

No dia seguinte continuei meu tour pela cidade e fui visitar a região de Leicester Square, Covent Garden (que fica ali perto de Piccadilly) e imediações. Eu não curto muito esses artistas de rua mas os de Londres são muito legais, uns tipos muito bem sacados, vale a pena conferir. Os meus favoritos são o "homem invisível" e um cara que pinta o rosto de cachorro, mete a cabeça dentro de uma mala de transporte de animais e fica tirando sarro da galera, fingindo ser cachorro, o pior é que parece mesmo ! Simplesmente hilário. Esses lugares são próximos entre si então você vai andando, vê algo extraordinário (o que não falta na cidade ), vai até lá, avista outro monumento de cair o queixo e vai seguindo. Como eu não conheço muito a Europa acho que isso é normal praqueles lados. Tanto é que um inglês que dividiu comigo o dormitório no albergue em Paris e que, após perceber o quanto eu estava gostando da arquitetura, prédios, praças, monumentos, etc do lugar, me recomendou ir pra Roma. Tá anotado.

 

Aproveitei que era fim de semana e me mandei pra Camdem Market dá uma olhada na fauna humana, bem Londres mesmo. Na estação aconteceu um evento que mostra o quão multicultural é a cidade : uma local veio me pedir informações sobre como chegar em tal lugar e aí me apresentei que era apenas um visitante e não saberia informar, ela se desculpou e foi perguntar pra um grupo de espanholas um pouco adiante e que sabiam menos do que eu. Acho que ela tentou de novo com mais outra pessoa que, de novo, também era de fora ! Nisso, ela acabou desistindo.

 

Não acredito que uma cidade assim possa perder sua identidade, espero que não. Fiquei sabendo que o fotógrafo mais popular é peruano e a comida mais popular (típica ?) é indiana (ninguém é perfeito, né ? ). Londres tá batendo na casa dos 2.000 anos, já passou por muita coisa e a "Jovem Senhora" (ou seria o contrário ?) continua firme e forte, uma mistura de clássico, história e modernidade que dá gosto de ver. E aplaudir de pé ! "Bass in the place, London"

 

No metrô para Camdem entraram umas gatas inglesas e uma me chamou bastante a atenção, parecia brasileira : bonita, de mini-saia, belo par de pernas, pele branca, cabelos pretos e longos e um sotaque britânico que, de novo, quase fêz com que eu perdesse a compostura de novo...

 

Após alguns poucos dias curtindo Londres e suas infinitas atrações, deu pra ver que a cidade que estava bem alegre pelos benvindos dias de sol que a mudança de estação trouxe, era hora de me mandar pra Big Apple, mas isso fica pro próximo post.

 

 

Virunga / RTW 2009

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Muito bom os relatos...

 

Você planejou tudo antes da viagem? Tipo reservou todos hotéis, voos, etc antes ou foi no decorrer da viagem?

 

Flw!

 

Tudo não mas uma boa parte. Além dos vôos (trip RTW curta e relativamente complexa não dá pra sair sem reservá-los senão corria o risco de ficar preso em um destino), eu tinha reserva de acomodação na Europa, States e Oz sendo que a da primeira parada, Paris, eu reservei horas antes de ir para o aeroporto, ainda no Brasil. Os outros lugares eu cheguei e resolvi tudo lá mesmo.

 

Vlw !

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Alguém aí atrás já perguntou mas eu vou repetir ::mmm:

Que "bota anti-indiano" é essa??

  • 2 semanas depois...
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Salve Virunga! Rapaz que relato hein?! Tô lendo faz dias! srs E agora, assim como os demais que estão acompanhando de perto sua RTW, fico no aguardo de suas aventuras! É interessante você mencionar que seu objetivo é mostrar que é muito possível uma brasuca assim como eu, acriana do pé rachado poder com muito planejamento financeiro conseguir um dia uma trip RTW! Valeu, você tá conseguindo me convencer... srs Espero que ao final desta trip, você nos mostre a tabela das contas, e como deve ter coisas a contabilizar nessa viagem!!

Abraços e Feliz 2010!

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Alguém aí atrás já perguntou mas eu vou repetir ::mmm:

Que "bota anti-indiano" é essa??

Fala amigo,

 

Ué, dei uma fuçada “aí atrás” e não vi ninguém perguntando, será que sumiu ?

 

Enfim, costumo viajar com uma bota de trekking reforçada à prova de tudo que me acompanha pra cima e pra baixo, acho que é a “última da sua espécie”, tirei a sorte grande e comprei o último par nas vésperas das minhas férias do ano passado. Como se não bastasse, ela também é “anti-indiano”. Nunca precisei usar essa “função”, digamos assim, mas se precisar vou utilizar sem pensar duas vezes.

 

Valeu pela visita.

 

Abs

 

Virunga

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Salve Virunga! Rapaz que relato hein?! Tô lendo faz dias! srs E agora, assim como os demais que estão acompanhando de perto sua RTW, fico no aguardo de suas aventuras! É interessante você mencionar que seu objetivo é mostrar que é muito possível uma brasuca assim como eu, acriana do pé rachado poder com muito planejamento financeiro conseguir um dia uma trip RTW! Valeu, você tá conseguindo me convencer... rsrs Espero que ao final desta trip, você nos mostre a tabela das contas, e como deve ter coisas a contabilizar nessa viagem!!

Abraços e Feliz 2010!

Salve Thalita, tudo bem ?

 

Nem me fale que você levou dias pra ler o relato, tô até com vergonha... Realmente meu poder de síntese beira o inexistente mas como eu disse antes é só começar a escrever que a viagem volta toda e aí acabo escrevendo ainda mais.

 

Então, o objetivo é esse mesmo, mostrar que é mais do que possível um brasuca “gente como a gente” conseguir realizar uma trip RTW. Quando você pegar o jeito (e vai, basta querer) torna-se algo tão possível e realizável que chega a ser ridículo afinal de complicada já basta a vida, né ? Trabalhoso, sim. Dificil, nem tanto. Custoso ? Humn, depende. Tirando a parte das pa$$agen$ que precisa "segurar o boi pelo chifre" os outros preços é você que faz mas sempre de olho no gasto médio das coisas, não adianta meter o pé na jaca na Europa (o que convenhamos, não precisa muito afinal pra quem não é gringo nem expatriado o euro e a libra mordem o bolso sem dó nem piedade) e ficar sem dinheiro para os outros continentes. E também não adianta viajar pra África se não tem condição de pagar por um safari. Dia desses eu explico.

 

Agora quanto a tabela de contas você me pegou. Posso ficar devendo para a próxima trip ? Se eu conseguir uns dias a mais de férias com meu chefe, acho que sai no primeiro semestre do ano que vem, ou seja, tá logo aí. Fico feliz em saber que estou conseguindo te convencer e confesso que a idéia principal é essa mesmo. Espero que mais pessoas também pensem assim mesmo sabendo que a “prova dos nove” que é a planilha de custos eu não tenho. Oops. E olha que eu adoro ver a planilha dos outros colegas de fórum, mesmo quando os valores previstos são um tanto quanto fora da realidade. (E.T.: Isso não vale para as planilhas feitas pelas garotas, as delas são muito mais precisas, parabéns meninas !).

 

Falando em contas, essa semana eu tentei recuperar as faturas do cartão de crédito mas não consegui, meu banco só mostra as do último semestre. Lá pro final do relato eu pretendo fazer uma espécie de “wrap-up” da trip, frisando o fato de ter sido uma RTW curta, o que muita gente acha desperdício. Desperdício pra mim é não viajar RTW quando se tem a chance. E se não tiver, o negócio é correr atrás e fazer acontecer.

 

Pra não ficar totalmente sem resposta (já vou avisando que tudo está sujeito a alteração), creio que se a pessoa juntar, em média, uns 500 reais por mês, segundo minhas contas, em um ano de economia ela já tem algo como 2/3 ou mais de uma RTW bastante razoável paga dependendo do estilo de viagem, duração, câmbio (eu acompanho três moedas), destinos, época, atividades extras, fre$cura$ (se a pessoa fôr muito fresca é melhor ficar em casa assistindo Faustão ou comprar uma revista de viagem, só não vale reclamar da vida depois).

 

Sim, eu sei que é uma grana mas se você reparar bem não fica muito mais caro do que um intercâmbio de um mês ou uma trip pela Europa. Lembra que eu falei dos 3 tipos de se fazer uma viagem RTW ? Pois é, meio por aí.

 

Caso ela não consiga juntar isso por mês (um sufoco danado, eu sei !), sem problemas, transforma em R$ 250,00 para dois anos e sobra tempo para pesquisar mais. Eu só não botaria muita fé nesse dólar afinal no Brasil se as coisas estão bem é porque tem algo errado, economicamente falando.

 

E não tem nenhuma fórmula mágica, puro planejamento mesmo, o "mundo das RTW´s" tem tanta coisa que se eu fôr falar tudo vai ficar umas 100 páginas. Isso só de introdução !

 

Ok, já escrevi demais (de novo !).

 

Fique de olho que apesar da trip está próxima do fim ainda tem coisa vindo por aí.

 

Grande beijo e valeu pela visita.

 

Boas festas à todos !

 

Virunga

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Virungaaaaa! Please não simplifique seu relato!! Eu levo dias pq sou lesa mesmo....hauauhau! Mas qnt mais detalhes, melhor para gente embarcar na sua trip!!

Abraços!!

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Virungaaaaa! Please não simplifique seu relato!! Eu levo dias pq sou lesa mesmo....hauauhau! Mas qnt mais detalhes, melhor para gente embarcar na sua trip!!

Abraços!!

Thalittaaaaa ! rsrs

 

Tá certo então, já que a galera está viajando junto (essa é a intenção mesmo, assim quem sabe eles tomam coragem e se jogam numa dessas. Dessas não, numa muito melhor !!), vou continuar colocando “alguns” detalhes dos lugares e da trip em si.

 

Valeu !!

 

Beijos,

 

Virunga

  • 2 semanas depois...
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Fala moçada,

 

Demorei mas voltei.

 

E aí, prontos para vasculhar o mar das Filipinas em busca do “Mr Big” ? Não ? Nem eu, mas como sou taurino e não desisto nunca vou assim mesmo então bora pra ver se o nosso amigo gigante aparece ou é só lenda.

 

Acordei bem cedo (pra mim, um sufoco danado desde a época do primário, no século passado) e já estava com minhas coisas preparadas desde a noite anterior mas antes de sair fui tomar meu café da manhã. Pois é, pra quem ficou anos a fio indo trabalhar em jejum tendo como primeira refeição (bem tarde) o almoço até que não foi problema comer logo cedo. Isso que dá viajar metade da África durante meses com um bando de gringo(a)s com estômago de avestruz logo pela manhã.

 

Enfim, após o reforçado café parti na caminhada em direção ao escritório de turismo onde iria me encontrar com o grupo e depois sair mar afora para tentar achar o bicho. Pouco antes de chegar no lugar combinado percebi que já havia um vuco-vuco logo cedo. “Nossa! Onde é que estava todo esse povo ?”, perguntei pra mim mesmo porque até então o lugar me pareceu bem sossegado afinal a estação praticamente já havia terminado.

 

Apressei o passo e tão logo cheguei no escritório encontrei a mulher com quem havia combinado no dia anterior. Nos cumprimentamos e ela perguntou se eu já tinha equipamento e mediante minha negativa ela me indicou um lugar para alugar o kit completo, que ficava logo ali na frente. Falei com o atendente, fingi que conhecia os procedimentos para alugar o equipamento, escolhi o que queria, experimentei antes algumas peças (não tem nada pior do que máscara entrando água), paguei e um abraço. Será que agora que iria cair na água ? Not yet.

 

A mulher me esperou pacientemente e depois me guiou serpenteando por um caminho em direção à uma espécie de quiosque com teto de palha que ficava bem na frente de um hotel bacana, onde estava o resto do grupo tomando café da manhã. Fomos apresentados e o papo rolou solto.

 

Quase todos os continentes estavam representados ali, havia um americano, um ozzie, um sul-americano teimoso (adivinha quem ?), um sul-africano e só depois chegou a tropa européia representada por um francês – o mesmo que estava na tarde anterior com a mulher da agência - e seus pais, um senhor e uma senhora de cabelos brancos que moravam em algum lugar da Normândia. Putz, deve ser muito bacana dividir momentos assim com os velhos. Pai e mãe só tem um então tem mais é que curtir mesmo afinal nunca sabemos até quando eles estarão por aí.

 

Representando a Ásia ficou a tiazinha dona da agência que arrumou tudo para os gringos. Só ficou faltando um cucaracha e um pingüim (ou quem sabe um urso polar), aí sim todos os continentes estariam representados mas enfim...

 

A mulher perguntou se eu já tinha comido (sempre no bom sentido, é claro) e falei que sim (idem). Ela saiu para ver se os franceses estavam prontos e fiquei conversando com o resto do grupo. Tanto o sul-africano como o americano falavam muito bem o português; o americano, de Nova Iorque, era fluente em espanhol meio aportuguesado bastante fácil de entender e o sul-africano já tinha morado um tempo no Brasil.

 

Todos eram funcionários de uma empresa de consultoria chamada Mckinley Consulting, tinham terminado um projeto e já estavam de malas prontas para voltar pra casa, pelo menos enquanto não começasse um novo projeto em alguma outra parte do mundo. Pra quem quiser mandar um currículo acho que a empresa era essa. Só não esqueçam de me avisar se conseguiram uma vaga pois quem sabe eu tente também. rs

 

Estavam terminando a temporada nas Filipinas e iam ficar ali só para o fim de semana, no dia seguinte bem cedo iriam voltar para Manila e na semana seguinte, casa. O ozzie não conversava muito e ficava mais na dele (esquisito, seria falta de cerveja ou ressaca mesmo ?) mas também era gente boa. G´day and wake up, mate !

 

Engraçado essa galera que a gente encontra em viagens assim, no ano passado conheci um grupo legal de americanos que trabalhavam para a Fundação Clinton (anota aí pra mandar currículo também. E depois me avisem o resultado) e um deles era diretor de Hospital em Addis Ababa (capital da histórica Etiópia, para quem cabulou essa aula) e já tinha trabalhado em lugares como Arábia Saudita, Índia (coitado...), etc e à noite, ao redor da fogueira para afugentar os bichos e aquecer a fria noite africana, ele sempre aparecia com cada história que até Maomé e Shiva duvidariam. As histórias da Arábia Saudita então...

 

Como às vezes o papo rolava em português (aproveitei para ver se eles entendiam mesmo o idioma de Camões e não é que entendiam mesmo ?), englishpanish (o americano), portunenglish (o sul-africano) e portunhol (preciso falar quem ?); aí que o ozzie passava de mudo para calado. Mas na maioria das vezes o papo rolava in english mesmo.

 

O sul-africano ficou todo entusiasmado quando soube que eu já tinha tido o privilégio de ter visitado o país dele mais de uma vez e que sem dúvida é um dos meus favoritos. Como todos aqueles que gostam de viajar, de uma maneira geral viagens não tem tempo ruim e fica difícil apontar um favorito, mas para mim o continente africano e as ilhas do pacífico não têm pra ninguém, e olha que está um comichão danado (no bom sentido, é claro) para NÃO tentar encaixar essas regiões numa próxima trip RTW. Falo em RTW não só pela magia da trip em si mas também pelo custo-benefício.

 

Comentei com ele que para (não) variar eu já tenho até uma desenhada passando pela África e com alguns custos estimados (o Krueger NP está pe$ando bastante, e nem vou comentar a Copa do Mundo, mas essa eu não iria porque tiro férias antes e a grana também não daria), só que daí para tirar os planos da cabeça, passar para uma planilha e segurar a bronca na hora da inevitável mordida no bolso, fazer acontecer tem muito chão.

 

E numa RTW tem que tomar bastante cuidado porque não adianta gastar tudo num lugar só e ficar chupando dedo no outro. Manjam aquela história do cobertor curto ? Então, mais ou menos isso só que nesse caso é orçamento curto mesmo e para quem não é gringo, expatriado e nem ganha como tais, arrumar uma grana para fazer uma trip assim é uma luta danada, mas vale a pena.

 

Falando em Krueger, o cara me disse que uma vez alugou um carro com uma ex-namorada brasuca e rodaram bastante no parque, que é maior do que o Estado de Israel. Conversamos também sobre Moçambique que pelo que eu sei é do balacobaco e ele disse que era sim, inclusive o que iríamos fazer em poucos instantes não era tão novidade para esse sul-africano porque Moçambique também é parada obrigatória dos tubarões-baleias. Falei com ele sobre a praia onde esses animais aparecem (acompanho esses gigantes já há um bom tempo) e ele falou que era aquela mesmo e lá ainda tinha direito a baleias e raias-mantas, mas acho que o mar deve ser mais agitado por aquelas bandas. Mergulho na África deve ser o bicho mesmo (desculpem o trocadilho) afinal aquele continente é fascinante e selvagem até debaixo d´água.

 

Aproveitando a brecha, incrível como as operadoras de mergulho ou de turismo no Brasil metem a faca nos pacotes, a maioria tem preços surreais mas se tem quem pague, quem sou eu pra falar algo ? Seria como o mercado das drogas, enquanto tiver otário para comprar vai ter gente pra vender, não importa como. No caso das drogas tem que ser muito otário mesmo agora no caso das viagens, não creio. Pode ser mais uma coisa de grana sobrando mesmo, sei lá.

 

E mais, falem o que quiser mas mergulho no Brasil acho que não é tão bom assim para cobrarem tanto, ou é ? Apesar de ter um ou outro lugar melhorzinho por aí (yes, we have mantarays), afinal temos 8.000 km de costa, mergulhar para ver pedra e uns peixinhos aqui e ali é fod@ (eu quero ver pelágicos !), mas não sou especialista no assunto. Isso quando consegue ver porque a visibilidade não me parece também lá essas coisas, mas isso não é exclusividade nossa e ali naquela praia a visibilidade estava bem baixa também.

 

E não são apenas operadoras de mergulho não, tem gente pagando sete ou oito mil doletas em pacotes para a Ásia visando fortalecer o espírito, obter auto-conhecimento, fazer uma viagem-interior, entoar um mantra, buscar o equilíbrio físico-mental-psíquico-apotéotico-patético-místico-esotérico-escambau-psicodélico-espiritual, fazer peregrinação, sei lá, minha vã ignorância patológica não me permite entender.

 

Pelo amor de Ganesh, isso que eu chamo de desapego...desapego ao dinheiro. Mas por uma coisa nobre, tudo isso em nome do “enriquecimento humano”. Enriquecimento humano entenda-se como enriquecimento de donos de agência$, guia$ e operadora$ de turismo, só se fôr, porque devem estar enriquecendo muito mesmo afinal tem até fila de espera. Imagino as dasluzetes, os patricinhos e as mauricinhas lidando com a higiene indiana, tem que ter espírito mesmo mas qualquer coisa estou alugando minha bota.

 

Mas enfim, viagens caras no estilo groselha-profética-transcendental-ayurvédica-zuzo-bem à parte, cada um com seu cada qual. Viva a diferença !

 

Por outro lado, não tem gente que gasta entre U$ 4.000,00ish e 5.000,00ish para uma volta ao mundo viajando por países tão díspares entre si em 4 continentes diferentes ? Dia desses eu explico mas acho que se espremer um pouco e sem passar tanto perrengue dá para viajar em 5, colocando o mais fascinante continente na brincadeira : a África. E não estou falando de Egito e/ou Marrocos porque segundo a minha teimosa geografia taurina tais países não são África (já disse que o médico disse para não contrariar...) então porque outro$ não podem gastar quase 10 mil doletas para encontrar a razão do ser ou, no “idioma” deles, buscar a purificação e elevação espiritual ? PQP, that´s fucking laughable !!!

 

Enquanto isso numa praia distante nas Filipinas...

 

Como o assunto passou para mergulho sem esquecer do cage-diving e sardine run (o sul-africano conhecia mas acho que nunca teve o privilégio de participar) e viagens no geral, percebi que o cara de Nova Iorque, que tinha um rosto um tanto familiar, possuía uma câmera de um modelo point and shot dentro de uma caixa estanque que eu achei legal e pedi para dar uma olhada. Eles me mostraram algumas fotos e um vídeo do mergulho feito no dia anterior e tinha uma seqüência bacana de uma cobra marinha venenosa que me lembrou de uma que eu vi em Fiji e que apareceu do nada perto de um deck de madeira a uns 100/200 metros numa praia próxima a um reefpass onde, de acordo com os locais, rolava uns tubarões grandes e sarados que garantiam seu almoço aproveitando a abundante vida marinha na correnteza causada no meio do passe. Agora se é verdade, me desculpem, mas eu não fui verificar in locco para saber.

 

E isso tudo na frente de um hostel com piscina, sandflies sanguinárias, comida ruim e muita mulher boa. Lugar esse onde eu cometi a maior gafe idiomática da minha vida. Nem adianta perguntar...

 

Perguntei se ele tinha comprado aquela caixa-estanque na loja BH em Nova Iorque e o americano com cara familiar respondeu que sim e depois explicou para os seus amigos sobre a loja, que por sinal tem de tudo mesmo e por um preço que até assalariados em volta ao mundo podem pagar. Fica a dica.

 

Perguntaram sobre a minha viagem e eu dei uma geral. Quando perceberam que eu já tinha dado uns rolês por aí, começaram a me fazer umas perguntas mais específicas de lugares, o que fazer, como chegar, o melhor, o pior, preços, tickets, roubadas, suecas (oops, escapou...) etc. Expliquei sobre a minha RTW “kinda” baixo custo, inclusive cantei a bola para eles, que eram mergulhadores, que em algum lugar não muito longe dali era um point legal para avistar raias mantas, provavelmente trazidas para ali pelo mesmo motivo que atraem os Butandings : plâncton, a base da cadeia alimentar marinha. O maior peixe do mundo se alimenta do menor microorganismo vivo do mundo (o cérebro do Lula não vale). Falem-me de mãe-natureza. Chegou uma hora que um deles falou algo como “cara, você conhece muito, depois você me passa seu email pra gente trocar idéias porque vou querer saber mais”.

 

Sei lá, nem manjo tanto assim mas dou minhas cacetadas aqui e ali. E devido aos imprevistos pré-férias que atrapalharam meu planejamento acabou que essa trip nem foi tão baixo custo assim mas estou trabalhando para que a próxima seja. Traveling and learning.

 

Mas mesmo com todos os arrasos acho que ela custou menos que um ticket RTW, o que já é uma baita economia porque pagar vários milhares de dólares apenas na parte aérea (a mordida mais alta numa rtw) sem ter a renda e/ou as facilidades de um gringo ou expatriado...na boa, nem corinthiano petista (desculpem o pleonasmo) merece.

 

Já falei pra vocês que gringo e expatriado um pouquinho mais antenado conseguem dar uma volta ao mundo com a “bagatela” (para eles) de dois salários mínimos ?

 

Tenho minhas dúvidas se vale a pena (dia desse eu explico o porquê) pois fazer uma volta ao mundo apenas por fazer não acho legal. Quanto a nós, simples mortais brasucas, com dois salários mínimos não pagamos nem as taxas aeroportuárias mas nem vou entrar no mérito afinal isso aqui é um provocativo post de viagem e não de economia.

 

O quê, alguém aí desanimou, foi um banho de água fria ? Moçada, relaxa !!! Todo mundo sabe que com exceção da morte nessa vida tem jeito pra tudo, até para brasuca assalariado fazer trips RTW. Sou a prova viva disso então podem deixar que dia desses eu explico tintim por tintim como funciona a coisa. Realmente esse assunto RTW dá bastante pano pra manga mas tem que tirar o sonho da cabeça e/ou do papel e transformar em realidade senão não adianta. Quem topa ?

 

Galera, vou cortar esse post em dois para não ficar muito longo (mais ainda) e não cansar vocês (idem), mas essa semana ainda eu volto com a outra parte e eu vou tentar colocar umas imagens para ilustrar o relato, acho que vai ficar legal.

 

Grande abraço, valeu pela visita e fiquem ligados.

 

Virunga

  • 2 semanas depois...
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E aí Virungaaa! Tô aki again! srs Acompanhando de pertinho essa trip! Esse relato tá bãooo mesmo, até indicações para novo emprego vc tá falando aí! Tô mesmo querendo ampliar meus horizontes...kk

Abraços e até mais!

Waintingggg

::otemo::

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E aí Virungaaa! Tô aki again! srs Acompanhando de pertinho essa trip! Esse relato tá bãooo mesmo, até indicações para novo emprego vc tá falando aí! Tô mesmo querendo ampliar meus horizontes...kk

Abraços e até mais!

Waintingggg

::otemo::

 

Oi Thalita, blz ?

 

Legal que vc continua acompanhando de perto, valeu mesmo. A outra parte desse relato está praticamente pronta, só que tô meio enrolado (novidade...) com as fotos.

 

Então, tem outra personagem com empregão daqueles que vai aparecer em dois ou três posts mais à frente, sendo assim já vai preparando o currículo !!! rsrs E já sabe, arrumou alguma coisa avisa pra eu mandar o meu também !!!

 

Valeu pela visita,

 

Bjs

 

Virunga

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