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Perú: 15 dias sozinha - Lima, Huacachina, Paracas, Arequipa, Puno, Cusco e Machu Picchu
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É com muita satisfação que venho primeiramente agradecer, MUITO, a todos os muitos relatos que li, alguns com mais atenção, outros menos, mas que me ajudaram a montar meu roteiro e viver essa viagem, que foi mágica, inesquecível, levarei momentos incríveis no coração pra sempre!
Bom, optei por passar meus quinze dias disponíveis para a viagem somente no Perú, pois gosto de sentir a cultura do país em que estou, e pude fazer isto com muitos detalhes de guias bem competentes.
Meu roteiro:
12/7 - Guarulhos x Lima - chegada às 9h45 - horário local, permanência em Lima e pernoite.
13/7 - Lima x Ica - com a Cruz del Sur, chegada por volta de 12h local, táxi para Huacachina, pernoite
14/7 - Huacachina: Passeios - Islas Ballestas e Reserva Nacional de Pacaras - viagem noturna à Arequipa com Cruz del Sur
15/7 - Arequipa - chegada por volta de 9h, dia livre
16 e 17/7 - Cânion del Colca de dois dias, retorno à Arequipa fim da tarde, pernoite
18/7 - Saída de Arequipa a Puno em ônibus turístico - Empresa 4M Express - chegada em Puno por volta de 19h, pernoite
19/7 - Puno - passeios Isla de Uros e Isla Taquile, pernoite
20/7 - Saída de Puno a Cusco em ônibus turístico Inka Express, chegada em Cusco por volta de 17h30, pernoite
21/7 - Cusco - City Tour aos sítios arqueológicos próximos
22/7 - Cusco - Roteiro livre, explorei a pé a cidade e fiz circuitos centrais do Boleto Turístico
23/7 - Cusco - Roteiro livre, também roteiros do Boleto Turístico
24/7 - Ida ao Valle Sagrado - Pisac e Ollantaytambo - onde encerrei o passeio, para pegar trem a Águas Calientes - Peru Rail, pernoite em Águas Calientes
25/7 - Machu Picchu o dia todo, retorno de Trem Peru Rail até Ollantaytambo, onde tive pernoite
26/7 - Tour Privado saindo de Ollantaytambo a Moray e Salinas de Maras, com retorno a Cusco, pernoite
27/7 - Cusco - Despedida da cidade pela manhã, ida ao aeroporto, onde voei para Lima, e horas depois, ao Brasil
28/7 - Guarulhos - chegada no Brasil por volta de 6h, retorno à minha cidade de ônibus.
Devo abrir um parêntese para a simpatia dos peruanos, bem como havia lido de forma unânime em todos os relatos! Senti uma considerável receptividade das pessoas de modo geral, além de ter feito vários colegas peruanos desde em agência de viagem, como em passeios, onde encontrei peruanos também de férias do trabalho como eu.
Minhas hospedagens
Reservei todas antes de viajar, algumas via booking, outras pelo e-mail do próprio local. Levei também todos os comprovantes de reserva, porém não tive nenhum problema. Eles pedem seu passaporte, tiram uma cópia e te devolvem, bem simples. Mantenha a tarjeta de imigração com você, geralmente conferem.
*Lima: Hostel Pariwana - 31 soles a diária, quarto coletivo - fiquei uma noite - reserva direto no e-mail do hostel.
*Huacachina: Hosteria Suiza - 118 soles a diária - sim, é um hotel, não fiquei só em hospedagens econômicas - fiquei uma noite - reserva via booking
*Arequipa: El Albergue Español: 20 soles, quarto privativo sem banheiro e sem café da manhã - uma noite, guardei bagagem sem custo adicional para ir ao Cânion del Colca, e dormi mais uma noite - reserva via booking
*Puno: Conde Lemos Hotel: Aproximadamente 206 reais duas diárias, com calefação e banheira - sim, um luxo no frio de Puno me fez bem! foi o local mais confortável que dormi. - reserva via booking
*Cusco: Pariwana: 32 soles e depois 49 soles, o primeiro quarto coletivo de 12 pessoas sem banheiro, o segundo de 6 pessoas, com banheiro - cinco diárias ao todo, com intervalo de bagagem guardada para visitar Machu Picchu. - reserva direto com o e-mail do hostel
*Águas Calientes: Supertramp Hostel - 27,20 - uma diária - reserva direto via e-mail do hostel
*Ollantaytambo: Tikawasi Valley Hotel - uma diária, cerca de 100 soles. - reserva via booking
Quanto eu levei para despesas
Levei U$1,300 e voltei com U$255,00 - não fiz tanta pechincha e viajei com bastante conforto, quem poupar, gastará bem menos. Só saí com aéreos, passagens de trem da Peru Rail e ingresso de Machu Picchu pagos, todo o restante: hospedagens, comidas, bugigangas que comprei e passeios, foram com esse dinheiro, por quinze dias.
Ligando do Peru ao Brasil
Para quem quiser utilizar telefones públicos, tanto a cobrar como com cartões, há como ligar no 080050190, cai direto na possibilidade de ligações ao Brasil, eu usei bastante esta opção, que havia pesquisado antes de sair do país! Há também como pagar por ligações em estabelecimentos comerciais, com cabines telefônicas, isto eu usei uma vez em Lima, como vou citar no relato.
Documentação e Imigração:
Já se sabe que o Passaporte não é obrigatório, porém eu me senti particularmente mais segura de estar com ele, foi pedido em alguns contextos, como no check-in de TODAS as hospedagens. Eles tiram cópia da página que tem tua foto e verificam a Tarjeta que você recebe no voo. Eu voei com a Avianca, durante o voo os comissários passaram distribuindo a tarjeta, a dica é ter uma caneta fácil em mãos, agiliza bastante, eu havia levado. Se possível, preencha enquanto estiver no voo, pede seus dados pessoais e pergunta se está levando algum produto, como de origem animal, que não é permitido pelo Governo Peruano, só ter uma atenção para não preencher errado.
Ao chegar no aeroporto em Lima, siga o fluxo, você irá se deparar com diversos guichês da Imigração, aguarde na fila com Passaporte ou RG em mãos, junto com a Tarjeta preenchida. Confesso que na véspera da viagem mil fantasias, fruto de ansiedade, me perseguiram, imaginando a bendita imigração, afinal seria minha primeira vez e sozinha, passando por uma! Já sabia que a vacina contra febre amarela não é mais obrigatória no país, mas tive receio de me pedirem. De fato, a imigração peruana foi extremamente tranquila, as perguntas: quantos dias ficará no país? reside no Brasil? Bienvenida. Bom, passaporte carimbado, guarde esta tarjeta contigo por toda a viagem, é obrigatória a devolução. Feito este trâmite de imigração, vá buscar sua bagagem, há caminhos indicativos. Ao contrário do que li em alguns relatos, ao chegar até a esteira, em dez minutos eu já estava com minha mochila despachada nas costas e fazendo câmbio para pagar o táxi, no aeroporto. Sim, foi muito mais rápido do que esperava! Consegui um câmbio de 2,66 por dólar no aeroporto, é um câmbio que fica bem próximo das esteiras. Feito câmbio, passei pela aduana, ali mesmo, entreguei outra tarjeta, também obtida no voo, especifica para a aduana, não durou nem um minuto isto, e já estava na saída, onde estão as famosas placas com os nomes das pessoas.
Ingresso para Machu Picchu e Trem a Águas Calientes
Confesso que tive muito trabalho para conseguir adquirir previamente os ingressos de Machu Picchu e do trem. Não tinha cartão de crédito internacional e solicitei com este fim, já que sem ele fica bem mais complicado fazer a compra. Pode-se deixar pra comprar lá, mas como fui em julho - alta temporada, e gosto de sair do país já tranquila, não quis correr riscos.
Comprei o ingresso para Machu Picchu direto no site do Governo Peruano, este daqui: http://www.machupicchu.gob.pe/
Para o trem, há duas opções: Inca Rail e Peru Rail. Por questão de mais opções de horário, escolhi a Peru Rail: http://www.perurail.com/ - para buscas na Inca Rail, segue link: http://incarail.com/
Com o cartão em mãos, consegui comprar de primeira o boleto para Machu Picchu. Não comprei com montanha, por opção pessoal, adquiri o ingresso simples, porém cabe ressaltar que com ele você pode fazer trilhas no local, como Porta do Sol, que eu fiz e descrevo no relato, Ponte Inca, entre outros atrativos.
Já para adquirir ingressos do trem, mesmo com o cartão tive problemas, não foi aceito inicialmente, porém posteriormente gerou um formulário que eu recebi por e-mail, conforme já tinha lido em relatos por aqui, neste formulário, um funcionário da Peru Rail te escreve, você envia seus dados como cópia do passaporte, cópia do cartão e assina uma autorização para a compra, e pronto, em pouco tempo é emitido seu bilhete, que eles enviam para o e-mail.
Leve tudo impresso para apresentar na hora. Levei o cartão com o qual fiz a compra, mas não foi solicitado nem na entrada a Machu Picchu e nem no embarque do trem. Em caso de uso de cartão de terceiros, precisa da cópia do cartão e do documento do proprietário, caso te peçam e você não tenha, não é permitida sua entrada.
Táxis no Perú
Bom, na chegada a Lima eu realmente senti receio ao não visualizar a placa com meu nome no aeroporto, já que havia solicitado um taxista ao hostel Pariwana, justamente por conhecer a fama de bastante perigo com os táxis em Lima. Um senhor devidamente identificado como de táxi oficial, ao me ver sozinha e certamente com cara de assustada, me abordou e insistiu para que eu pegasse um táxi com ele. Mesmo ele estando com crachá e sendo táxi oficial, optei por esperar pelo taxista. Este senhor ligou, ou simulou ligar, para o hostel Pariwana, e disse que o hostel sempre fura com seus clientes sobre táxi. Achei insistência demais e fiquei com a "pulga atrás da orelha", até que chega um taxista, sem crachá, com meu nome e sobrenome escrito num papel pequeno, de bolso, e não num cartaz, dizendo ter sido enviado pelo Pariwana. Bom, no ato me despedi do taxista identificado e acompanhei o taxista que me fora enviado. O táxi dele não é oficial, um carro sem nenhuma identificação, senti receio, mas entrei no carro. Rapaz simpático, puxou vários assuntos, inclusive sobre a Copa do Mundo!
Cheguei segura no hostel. A Corrida custou 55 soles, não estava lá muito barato, porém não quis correr risco.
Eu reforço o alerta para cuidado com táxis clandestinos, embora sejam mais comuns em Lima, conheço pessoas também que receberam notas falsas de taxistas em Lima. Para evitar riscos, andei sempre com dinheiro trocado em mãos, quando tinha troco a receber, geralmente era em moedas de 5 soles por exemplo, então não tive absolutamente nenhum problema. Todos os taxistas que peguei em Lima foram tranquilos. Para sair do hostel em Lima até o terminal da Cruz del Sur, para ir a Ica, também reservei com o Pariwana, pois saí cedo e achei mais seguro, me custou 20 soles do hostel ao terminal, preferi ir com segurança.
As corridas de táxi em todo lugar do Perú precisam ser combinadas previamente, não há taxímetro, portanto antes de entrar, combine o preço. O único local já tabelado com preço foi de Ica a Huacachina, por 7 soles.
VAMOS AO DIA A DIA...
Dia 12/7 - Lima
Cheguei em Lima às 9h45 horário local e de lá direto ao hostel, como mencionado acima.
Sobre o hostel: Em Miraflores, exatamente em frente ao Parque Kennedy, achei a localização excelente, com ruas bem movimentadas e várias opções de comes, além de uma casa de câmbio muito perto.
Sobre o câmbio: Fiz o câmbio nesta casa oficial, praticamente do lado do hostel, consegui o dólar por 2,77 e encontrei esta cotação com diferença de 2,76 apenas, a viagem toda. Não troquei reais. Cotação abaixo da oficial que é 1,25. Pesquisando, achei por 1,13 como a mais alta, mas no geral, 1 real = a 1 sol: não compensa!
Sobre Lima: Assim como li no relato do DAN aqui no Mochileiros, acredito que cada pessoa deve ver o que sente vontade, com seus próprios olhos, pois o gosto de cada pessoa é singular. Muitos me perguntaram por que iria à Lima. Eu não quis tirar Lima do roteiro, embora tivesse optado por apenas um dia na cidade. Valeu a pena ter ido, e conhecido a capital deste país, acho importante para o contexto. Não tive tanto tempo, e como não sou tão vidrada em museus, vi quase tudo que tinha planejado para Lima.
Meu roteiro em Lima: como o hostel Pariwana estava literalmente transbordando de gente e eu teria pouco tempo, até poder dar o horário do check-in (a partir das 13h) e sair, optei por fechar na agência do próprio hostel um city tour. Não foi barato e hoje eu faria uma parte de táxi e outra a pé, mas, como havia pego um voo às 6h da manhã e mal tinha dormido - passei a noite no Slaviero do Aeroporto de Guarulhos, só pra confirmar que a hospedagem é cara e não muito confortável! - então, optei pelo tour, que me buscaria às 14h. Precinho salgado de U$35. Antes, saí para comer ali por perto, e ainda antes, fui ver o que tinha no Parque Kennedy. O Parque é pequeno, mas charmoso. Ali tive a felicidade de ver e conversar com um deles - um grupo de jovens de cerca de 15 anos, fazendo intervenções no Parque, com cartazes falando sobre amizade, sobre se permitir conversar e conhecer pessoas, senti uma energia boa vindo dali e me permiti observá-los e fotografar por alguns minutos. Um dos meninos, quando perguntei se poderia fotografar um dos cartazes, me perguntou de onde sou, quando disse que ficaria 15 dias em seu país, ele se mostrou surpreso e abriu um sorriso espontâneo, foi bacana!
Almocei um Pollo com arroz e papas fritas + suco de fresa, uma das comidas mais caras da viagem, cerca de 20 soles incluindo o suco. Encontrei um local para fazer chamadas internacionais e fui ver qual era, ali em frente ao Parque Kennedy, só tem que subir uma escada. Perguntei, custa 1 sol por minuto ao Brasil, liguei para casa e dei notícias aos meus pais. Logo desci e voltei ao hostel, aguardar para o city tour.
Com uns quinze minutos de atraso, fui pega no hostel, o city tour foi feito em uma van, com paradas nos pontos principais, confesso que algumas paradas bem mais rápidas do que eu gostaria! Iniciamos no Parque do Amor, em Miraflores, de lá passamos em mais alguns pontos do bairro e seguimos para o Centro Histórico, onde gostaria de ter ficado mais tempo, foi a parte de Lima de que mais gostei. No centro visitamos a Plaza San Martin, a Plaza de Armas e o Convento San Francisco, basicamente, sendo este último imperdível, tem toda uma explicação histórica, e não pode fotografar internamente.
À tardezinha, por volta de 18h30, me organizei para ir ao Parque das Águas ou, Parque de La Reserva, como chamam os Peruanos. Era um dos locais que mais queria conhecer em Lima. Peguei um táxi em frente ao hostel...como estava receosa com a segurança dos táxis, pedi uma dica na recepção, tal foi minha surpresa quando a mocinha pediu a um dos rapazes que trabalha lá, para parar um táxi seguro pra mim!
Foram 12 soles, peguei um taxista muito calado, mas de bom coração, ao descer, ele pediu que me cuidasse. Porém, infelizmente, ao chegar na entrada do Parque, o Segurança me informou que eu não poderia mais entrar! Foi chato, pois há espetáculos até às 22h, enfim, tive que voltar, o taxista da volta era bem falante e me fez bastante perguntas sobre o Brasil. Desci em frente ao hostel e fui procurar algo para comer... não sou chegada em Mc Donalds e afins, e não queria gastar muito, rodei, rodei, e acabei optando por uma Starbucks, ainda bem próxima do hostel. Tomei um Capucchino de mousse de chocolate branco e comi uma empanada de carne...não muito barato, uns 18 soles os dois, mas, me alimentou bem. Voltei ao hostel e fui direto para o quarto. Arrumei minhas coisas, pois iria para Ica pela manhã, tentei dormir...do meu quarto, ouvia a poluição sonora considerável do trânsito de Lima, com o sono isto virou pano de fundo...porém, de madrugada, uns americanos muuuito sem noção começaram a fazer barulho, rir alto, conversar muito alto, e dormi pouco. Saí antes do café da manhã, o táxi me buscou por volta de 6h, meu ônibus sairia às 7h.
Cabe ressaltar que cada companhia de ônibus tem seu terminal próprio no Peru, exceto em Puno e em Arequipa, eu viajei com a Cruz del Sur. Havia comprado passagens com o hostel, que me deu um voucher, para trocar no terminal pela passagem. É muito simples, só chegar pelo menos meia hora antes na Cruz del Sur, existe um guichê com senha, mas quando fui não precisava pegar a senha, você apenas apresenta seu voucher com um documento, passaporte de preferência, que eles emitem sua passagem bem rápido. É preciso despachar mochilas grandes, funciona como um aeroporto, tem um local indicativo, você despacha, recebe um comprovante e pode viajar tranquilo [a].
FOTOS DO DIA:
Dia 13/7 - Huacachina
Ao chegar em Ica já tomei um táxi, o preço é tabelado, custou 7 soles até Huacachina.
Huacachina iria sair do meu roteiro. Li muitos comentários negativos do lugar, mas intuitivamente retomei com a ideia, como havia tempo no meu roteiro, resolvi ver qual era a minha impressão. E foi boa, não me arrependo de ter ido, não tiraria do roteiro. É um local para se passar uma tarde e noite, como fiz, mas é diferente do que já vi, as dunas são de fato impressionantemente altas. A lagoa é poluída, mas mesmo assim, o visual valeu a pena, eu gostei. Ao chegar, perguntei ao Hotel sobre passeios e a atendente simpática Roxana prontamente ligou para uma agência, onde veio ao meu encontro a gracinha da Liliana. Com um notebok, ela abriu as fotos, explicou tudo que eu iria ver, e me ofereceu três passeios: o buggy pelas dunas de Huacachina, que eu não ia fazer, e os dois que eu planejei: Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas. Os três me saíram 120 soles, tudo para o mesmo dia. Hoje eu teria encaixado o passeio de buggy para o dia da minha chegada, pois você se banha na areia só de estar ali, e eu faria uma viagem noturna à Arequipa, mas deu tudo certo. A Agência foi "Peru in your hands", em Huacachina. Recomendo, a atenção das meninas é uma gracinha, e fiz amizade com Liliana, ela me adicionou no facebook e quis que eu mostrasse músicas do Brasil a ela.
Passeios pagos, recibo em mãos, fui caminhar ao redor da lagoa...o clima ali é gostoso, lugar pequenininho e muito seguro.
Almocei pollo saltado com suco de fresa, uns 20 soles, mas estava muito bom e veio absolutamente muita comida. Ao retornar para a volta ao redor da lagoa, um menino de 9 anos começou uma conversa ao me ver com a bandeira do Brasil e meu tripé, tirando fotos. Me fez muitas perguntas sobre o Brasil, e logo trouxe seus primos e primas, parecia que eu era o atrativo turístico da região...hahahah, foi uma tarde muito bacana.
Cabe ressaltar que estava exageradamente calor em Huacachina, considerando o frio de Lima. Andei a tarde toda com camiseta. Por volta das 17h30, com o pôr do sol, bruscamente a temperatura caiu, logo corri ao hotel, porém, esse choque de temperatura me deixou com calafrios! Fiz o máximo de esforço que pude, para sair da cama e procurar algo para comer...demorei um pouco, mas achei um creme de aspargos muito gostoso, e foi o que me levantou. Bebi bastante água. Ali também comprei duas maçãs e uma banana. Fez diferença, as frutas eu comi no dia seguinte. Alimentação leve + sono, algo necessário. Acordei melhor para passear.
FOTOS DO DIA:
Dia 14/7 - uma das Cerejas do bolo na viagem: Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas
Acordei, banho, café da manhã, e deixei minha mochila cargueira num depósito, sem custo adicional. Fui recolhida no hostel umas 7h. um senhor me levou até uma van, onde conheci uma brasileira e sua filha, de Campinas/SP, e ao desembarcar, vieram falar comigo os brasileiros Alex e Diogo, que me fizeram companhia boa parte do passeio. As brasileiras não puderam acompanhar, pois apesar de estarem na mesma van, eram de outra agência, e precisamos nos separar!
No meio do fluxo, você entra no barco rumo às Islas Ballestas. Tem que pagar uma taxa de uns 10 soles, é cobrada antes de embarcar, e te dão um comprovante, é bom já pagar o da Reserva Nacional também, os dois ficaram uns 17 soles.
Entrei no barco, estava feliz e saltitante para ver os animais, eis que me pedem para trocar de lugar, pois como estava sozinha, tinha um casal para se sentar no meu lugar, juntos. Sentei do lado de um cara francês, meio pescoçudo e tive receio de que fosse atrapalhar para fazer as minhas fotos, mas consegui registrar os momentos e curtir o passeio, que é bacana!! É incrível a grande quantidade de pássaros que vivem no local, além dos lindos Pinguins e dos charmosos Lobos Marinhos. Recomendo bastante as Islas Ballestas, o passeio é de meio período, e ao sair, me juntei aos brasileiros Diogo e Alex, até irmos de volta onde a van estava estacionada, para sairmos em direção à Reserva Nacional de Paracas.
Mas, antes uma observação: desde criança que eu tinha muita vontade de ver Pelicanos, antes de embarcar para o passeio, vi muitos. Ao retornar, Alex realizou meu sonho de criança e tirou foto minha com os Pelicanos, imperdível!!!
Ao chegar na reserva, logo percebi que seria um dos meus locais favoritos de toda a viagem. Difícil descrever a beleza única do local, um deserto e em toda sua extensão, diversos trechos com um mar límpido e impressionante! Como estes passeios de agência duram pouco, infelizmente fiquei só meio período, até depois do almoço, por volta de 14h. Almoçamos em frente a uma das praias, apesar do vento geladérrimo, o visual compensou, e mais Pelicanos, desfilando pra nós a todo momento. Lindo!!!
Ao chegar em Huacachina, eu já estava atrasada para o passeio de Buggy, o pessoal do retorno não calculou muito bem, e nisso, desci em frente à agência, que chamou um táxi para me deixar já literalmente correndo no buggy, falaram que tinha que pagar 4 soles, mas, eu havia deixado minha mochila pequena com a Liliana da agência, só levei minha câmera digital, estava sem dinheiro, não paguei. Depois, comentei com ela, e ela achou um absurdo me cobrarem isso, falou para não pagar. Tinha só que dar 3,80 para o guia, eu só tinha 3,60 trocados e ela disse que completava o restante, isso na volta.
Vamos ao passeio de buggy. Ele é diferente demais dos passeios do Brasil no Nordeste por exemplo, é um carro bem maior, e com cinto de segurança! e tem que usar, pois você literalmente pula junto com o carro o tempo todo...é muuuuita adrenalina, não estava tão animada pra este passeio, mas foi bacana!!! Retornamos após o pôr-do-sol, dura cerca de uma hora e meia ou 2h. Na volta estava já muito frio, e eu estava com areia até ao redor dos olhos! Detalhe: tem o snowboard, que eu não fiz, pensando na viagem que faria à Arequipa naquela noite. Assisti, vi o pessoal gritar descendo, é pra quem estava com mais "sangue no zóio" do que eu! hahaha.
Ao retornar, fui pegar minha cargueira, que estava guardada no hotel, pedi pra tomar banho, mas como eles não têm banheiro coletivo com ducha, não foi possível, nem pagando uma taxa, saí procurar um lugar, viajar a noite toda cheia de areia seria péssimo! Já estava "conhecida" em Huacachina, um rapaz que havia me cumprimentado, me viu com a mochila perambulando, e como se prontificou a saber se eu procurava algo, eu comentei do banho, ele pegou o táxi dele, me levou gratuitamente até um hostel, onde estava o guia do passeio do buggy, falou com eles e me deixaram tomar um banho. Foi um dos meus melhores banhos, um alívio, e não cobraram absolutamente nada. Voltei caminhando até a agência, pois estava para pegar um táxi até o terminal da Cruz Del Sur em Ica, este táxi foi ofertado gratuitamente pela agência. Enquanto esperava, conversei com a Liliana e a Kiara, outra moça que trabalha no local. Mostrei algumas fotos de viagens minhas pelo Brasil e carreguei um pouco a bateria da minha câmera digital. O táxi chegou, e além de mim, mais cinco pessoas para irem ao mesmo tempo. Bom, as meninas que fiz amizade correram me colocar no banco da frente hahaha, e os outros foram espremidos atrás, mas é perto. Cheguei na rodoviária da Cruz del Sur, e troquei meu voucher por uma passagem. Esta eu comprei na agência de Huacachina, 80 soles, com direito a um jantar.
Como cheguei um tempo antes, despachei a mochila cargueira no terminal, e fiquei de olho nos mototáxis, muito diferentes dos do Brasil, comentei com um taxista que faltou uma foto dos mototáxis, e não é que ele veio comigo até o posto de gasolina ao lado do terminal e perguntou a um dono de um destes mototáxis se eu poderia tirar uma foto de recordação do Peru, e o cara deixou! hahahahahah, depois dessa foto, voltei e aguardei o embarque no ônibus.
A viagem durou 12h. Confesso que apesar de muito seguro, o ônibus não foi tão confortável pra uma viagem longa, esperava uma "cama", mas era um banco, apenas mais inclinável...dormi um pouco torta, mas com sono você se adapta ao que tem! Veio um jantar gostoso, arroz com carne em pedaços cozida, e um docinho de sobremesa, além de bebida. Conversei antes do jantar com um peruano que viajava ao meu lado, seu nome é Miguel e tem 22 anos. Ele se admirou com o fato de eu estar viajando sozinha e perguntou quem tiraria minhas fotos...rs e aí permanecemos conversando por algum tempo, até o sono bater. E assim segui por esta noite...
FOTOS DO DIA:
Dia 15/7 - Arequipa
Cheguei em Arequipa por volta das 9h. Ao sair e pegar minha mochila no terminal, vários taxistas, escolhi um que me cobrou 10 soles, no caminho ele me recomendou que evite caminhar pela rua do hostel à noite, por questão de segurança, e deu outras dicas. Ao descer, eu percebo que só tinha 9 soles trocado, o resto era dólar que eu ainda faria câmbio. Ele aceitou os 9 soles, e tudo certo, fui até a recepção, o rapaz que esqueci o nome, mas muito simpático, me recebeu e subiu com minha mochila e eu até o quarto, foram vários lances de escada! O quarto ficava numa área externa, mas, próximo dos banheiros da parte de cima. O local é bem simples, mas privativo. Deixei minhas coisas e fui tomar um banho. Dali, saí para buscar uma casa de câmbio. O hostel fica a duas quadras da Plaza de Armas, que por sinal é muito bela.
Ao literalmente pisar na Plaza de Armas, fui abordada por um cara de uma agência, no impulso acabei aceitando saber mais sobre o tour com esses ônibus, já que para tour em Arequipa eu só teria um dia, mas avisei que precisava fazer câmbio, ele me levou até uma loja, onde foi possível fazer câmbio a 2,76. Subi com ele até a agência, na Plaza de Armas mesmo, fechei este tour por 30 soles e o Cânion del Colca de dois dias com almoço e pernoite inclusos por 105 soles - mas, é preciso pagar um boleto de 40 soles ao chegar no Colca (preço para estrangeiros da América do Sul), o guia faz o recolhimento das taxas. Para Peruanos, 20 soles, estudantes pagam meia, mas só de nacionalidade Peruana. Europeus, 70 soles cada.
O passeio de ônibus sairia meio dia e meia, eu tinha só uma hora e alguns minutos, literalmente corri até o Convento Santa Catalina, paguei 35 soles, a entrada é mesmo cara, mas o lugar é bem bonito. Não tive tempo de pagar um extra por visita guiada de 20 soles, pois não daria tempo de chegar para o bus panorâmico. Fui conhecendo aleatoriamente o lugar, às vezes disfarçava e pegava carona num grupo guiado, e assim fui dando as voltas meio às pressas.
Saí correndo do Convento Santa Catalina, vi uma moça fazendo sentada na calçada umas bonecas muito lindas, adoro artesanatos assim, comprei logo duas! Uma de presente. Passei também em uma farmácia, pois estava começando a sentir sintomas do mal de altitude, o Soroche. Comprei alguns comprimidos de Soroche Pills, por uns 12 soles , e fui até a saída do ônibus panorâmico. Por sinal ele já tinha acabado de sair, mas ia fazer o retorno, e tinha um grupo de senhoras e uma mocinha, chilenas, muito simpáticas, esperando também. A mulher da agência, quando comentei que estava com fome, me falou pra ser bem rápida e comprar algo pra viagem, corri loucamente, comprei um sanduíche de queijo e água, embarquei no ônibus. A mocinha ia conferindo os recibos do passeio e dizendo onde são as poltronas, esta parte foi legal, porque me puseram bem na frente, em uma das primeiras poltronas, uma das melhores visões!! Este passeio tem em média umas 4h de duração, e é bom porque vai a locais mais distantes, aproveita melhor quem tem pouco tempo para tour, como foi meu caso.
Ao encerrar o passeio, fui comer algo e comprar passagens para viajar a Puno ao retornar do Colca. Descubro que a Cruz del Sur não tinha mais passagens para dia 18, e a moça da agência me ofereceu o ônibus turístico de Arequipa a Puno, no começo estava pensando em recusar, pois era mais caro que ônibus comum, claro, mas, acabei topando após a moça me mostrar fotos das Lagunas que seriam visitas com paradas para fotos. Algo que eu desconhecia e achei que valeria a pena conhecer. Este ônibus saiu por 96 soles, com a empresa 4M Express. Voltei ao hostel de táxi, 4 soles, e fui descansar, pois às 8h sairia para o Colca.
FOTOS DO DIA:
Dias 16 e 17/7 - Cânion del Colca - Segunda Cereja do Bolo na viagem
Acordei comendo algumas coisinhas que tinha na bolsa, já que não tem café no hostel, o pessoal do passeio atrasou para me buscar, pedi ajuda pro rapaz simpático da recepção e ele ligou no local, chegaram às 8h40 mais ou menos. Embarcada, se apresenta a nós o simpático guia Erik, diria que foi o guia mais simpático de toda viagem, levava tudo na esportiva, e também uma dicção muito legal, entendia tudo que ele dizia, perfeitamente, e não falo espanhol fluente, embora alguns colegas peruanos tenham dito que falo bem...foi a necessidade!
No caminho, explicações sobre a Ciudad Blanca, Arequipa, o guia é Arequipeño. Bueno, paramos para comprar coisinhas para levar, eu peguei um pacote de bolacha salgada e folha de coca, os dois por 5 soles.
Para quem tem dúvidas sobre o passeio do Cânion del Colca: optei pelo de dois dias para ver tudo com calma, além do mais, o de um dia não pára nos mirantes sensacionais pelo caminho, todo o percurso é muito bonito até chegar em Chivay. Almoçamos, Buffet livre, que no meu caso já estava incluso, comida boa e farta!
Este passeio foi um dos mais especiais pra mim, pelo conjunto: excelente guia, pessoal animado e gente boa + paisagens incríveis. Surpreendente. Ao chegar, fomos acomodados no hostel já incluso, fiquei sozinha num quarto com duas camas de casal e banheiro! Em apenas uma hora já saímos, rumo às termais. Já estava entrosada com duas peruanas que viajavam sozinhas, a Vânia do norte do país e Carla, de Arequipa. Fizemos um trio bem legal. Las chicas de las fotos...jajaja, encontrei duas pessoas tão apaixonadas por fotografar tudo, como eu. Nas termais, só para olhar mesmo, sabe quando que eu ia tirar meu corta-vento, meu fleece e minha segunda pele para colocar um biquini?! Mas, as peruanas estavam animadas, então foram elas, e uma parte do grupo também. Aproveitei para andar sozinha e fazer fotos, pensar na minha vida e apreciar a paisagem!
Uma das noites mais divertidas também foi lá, não sou noturna, mas todo grupo foi jantar no mesmo restaurante, e lá rola dança típica, foi mega divertido, chegou em um determinado momento que todos, absolutamente todos, me incluindo, fomos dançar juntos, de mãos dadas meio que em círculo, desordenado, mas valeu a intenção! Ali acabou cedo, 21h estávamos de volta. Não sem antes tirarmos fotos com a Alpaca, e dar propina pra garota, pelas fotos. Há centenas de peruanas "vendendo" as fotos com animais por todos os lugares, são Llamas, Alpacas, e outros.
Dia 17, às 6h estava combinada a saída do hostel rumo ao Mirador mais famoso, para visualizar o pássaro Condor. Um rápido café da manhã com pão, manteiga e chá de coca, lá estava eu e o pessoal do grupo. Muito frio, paramos na praça principal de Chivay, onde eu e as peruanas tiramos mais fotos e demos mais propina, e visitamos uma igreja, a principal. Aproveitei para comprar por 10 soles um gorro, por pura necessidade mesmo, pois fazia um vento que doía os ouvidos.
Seguimos viagem, paramos ainda para fotos em um mirante muito belo. De lá, o famoso Mirador. O guia Erik deu a opção, para quem quisesse, de caminhar com ele por uns 30 minutos e explorar o local, eu e Carla topamos, Vânia ficou na van. Quem bom que fomos, apesar do frio cortante, os primeiros contatos com o mirante me encheram os olhos, o Cânion é sem palavras, muito profundo, muito belo. Continuamos seguindo, tirando muitas fotos, até que encontramos Vânia. Faltava subir até a parte principal, Vânia ficou com preguiça, pois já tinha ido com a van, eu e Carla fomos animadas, tirando fotos o tempo todo, até que inesperadamente, apareceram os pássaros. Condores bem grandes, exibindo sua imponência sem hesitar. Após muitos suspiros e fotos, fomos embora, com mais uma parada para fotos, e o almoço. Buffet livre, que para mim já estava incluso. Ali, uma foto de todo o grupo para lembrança, e foto minha com as peruanas e o guia, claro!
Voltamos para Arequipa, com apenas uma parada rápida para usar serviços higiênicos, e por volta das 16h estávamos em Arequipa. Me despedi de Carla, Vânia quis me acompanhar, pois viajaria a Puno naquela noite, e optou por ver qual preço o hostel cobraria para ela apenas tomar um banho e descansar algumas horas. Feito isto, saímos para comer, o detalhe é que em razão do excessivo frio no local do Colca, meu ouvido entupiu. Jantamos uma pizza eu e uma macarronada Vânia, comprei um remédio local, após dizer meus sintomas a um balconista na farmácia. E olha que no dia seguinte desentupiu meu ouvido. Vânia saiu cerca de 21h, nos despedimos, não sem antes anotarmos nossos contatos, já temos contato no facebook! Com Carla também. Como sairia no ônibus turístico somente às 12h45 para Puno, teria a manhã livre para me ajeitar sem pressa.
FOTOS DO PERÍODO:
Dia 18/7 - Partida para Puno
Acordei, juntei todas as minhas coisas com calma, comi algumas bolachas das que comprei para o Colca, desocupei o quarto e fiquei na recepção fazendo hora, me comunicando com pessoas via whatsapp. Resolvi sair para almoçar, ali próximo do hostel, comi um pollo com arroz, ensalada y papas fritas + suco, por 10,50. Fiz um câmbio e aguardei. Atrasou um pouco, mas chegou o ônibus para Puno, cerca de umas 13h e pouco. Carreguei tudo que era meu, não sem antes escutar do carinha recepcionista gente boa do hostel de Arequipa: "saudade!", dei um abraço nele, e parti.
O caminho até Puno passa inicialmente pelo mesmo caminho até o Colca, mas muda de rota, são outras paisagens. Tão lindas quanto. Há serviço de água grátis, e depois te perguntam qual bebida você quer, escolhi Inca Kola, e olha que esta bendita garrafinha me acompanhou até quase Cusco...kkkkkk. Enfim. Quando paramos nas Lagunillas eu fiquei maravilhada. O lugar é esplêndido, com diversos tons de azul. Enche os olhos. Muito frio, mas você resiste, para admirar e fazer fotos.
A chegada em Puno foi às 19h. Antes de descer, o guia nos informou que um preço justo do terminal ao centro seria 4 soles. Nos acompanhou até a entrada principal. Senti um clima estranho e não muito seguro no terminal, ao chegar, táxis querendo oferecer corrida, mas eu estava mais preocupada em reservar o passeio para Uros e Taquile no dia seguinte.
Rodei no terminal sem saber direito onde ir, tinha uma escada, eu olhei, mas não subi, dava para notar que o lugar era ermo, e havia uma mulher em cima, sozinha ou não, me chamando. Até hoje quando lembro dessa cena, e a visualizo mentalmente, sinto uma sensação ruim, intuitivamente senti uma certa maldade, tenho certeza de que seria roubada se tivesse subido. Intuitivamente ainda, vi um rapaz que trabalha no terminal carregando bagagens num carrinho e perguntei onde conseguiria uma agência, ele chamou um taxista que tinha me oferecido uma corrida quando cheguei. Ele tinha um catálogo de passeios em mãos e me levou até o escritório, na rodoviária. Estava trancado, ele abriu e entramos. Negociando, mas não tanto pelo horário, cansaço, etc, fechei Uros e Taquile com almoço por 65. E o táxi com ele também, por 4 soles. Ele me colocou em um táxi credenciado. Cheguei segura, na recepção já me ofereceram chá de coca e eu aceitei, afinal, Puno se encontra 3,810 metros acima do nível do mar. Pedi uma sopa por 10 soles no hostel mesmo. E, inaugurei a banheira maravilhosa do meu quarto! kkkkk. Acionei a calefação, e só não dormi melhor porque o Soroche me acompanhou na madrugada. Mas, acordei, me banhei e estava animadíssima para conhecer o Titicaca.
FOTOS DO DIA:
Dia 19/7 - Uros e Taquile
Neste dia, acordei com o Soroche sambando na minha cabeça!! fui para o café da manhã, bastante farto, de lá logo fui chamada para o passeio. Recolhendo pessoas em suas hospedagens, eis que sobe uma moça, que intuitivamente senti que era brasileira, mas estava acompanhada de um peruano, que depois fui saber, era seu guia privado, Kleber. Ela se sentou com o peruano ao meu lado, quando a ouvi conversar, logo falei em voz alta "é brasileira", ela me olhou e aí começamos a conversar um pouco sobre a viagem, até descermos para embarcar primeiramente para Uros.
Ao chegar em Uros, achei o local um tanto rústico, diferente, mas não foi o melhor do dia! Eu e a brasileira, que se chama Tatiane e é de MG, nos olhamos pensando se iríamos ou não dar uma volta de barco de Tutora, achei caro 10 soles, mas como isso é uma coisa que você faz uma vez na vida, resolvemos ir. Inicialmente, com bastante receio de afundar, mas depois, já descontraímos, trocamos de lugar para tirar fotos e descobrimos a afinidade de sermos duas metódicas com ângulos em fotos, etc!
Saindo de Uros, fomos finalmente para Taquile. Ao chegar, uma subida nada modesta, sem contar a altitude, parece que você vai enfartar, mas sobrevive, só parar para respirar! Infelizmente começou uma chuvinha nada interessante, fomos para o restaurante, comemos truta, estava boa. Ao caminhar ainda com um pouco de chuva, e eu sem minha capa de chuva, que estava no hotel, logo a chuva parou! E abriu um sol. E o lago ficou de um azul imensurável!
Não conseguia parar de fotografar, e infelizmente tivemos que ir. Tatiane e eu resolvemos ir na parte de cima, sozinhas, tomando brisa, conversando, e claro, tirando fotos! Permanecemos na parte de cima até o frio falar mais alto, quando descemos.
Ao retornar, combinamos de nos encontrar mais tarde para jantar. Antes, recebi meu ticket do Inka Express, havia solicitado a entrega no hotel antes da viagem. Pela facada de 65 dólares, com tudo incluso, todos ingressos de visitação e almoço, paguei meu ônibus até Cusco. Apesar de caro, o percurso vale a pena, enfim, isto comento no próximo post.
Tatiane foi me buscar no hotel, saímos e depois de alguma procura, optamos por uma pizzaria perto da Plaza de Armas, onde eu estava hospedada. Pizza individual muito boa por 15 soles, e claro, eu estava com uma fome que auxiliava no paladar!!!
Em seguida me despedi da Tatiane, e já passei meu contato de Whatsapp, pois nos encontraríamos de noite em Cusco, no dia seguinte.
FOTOS DO DIA:
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