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Olá viajante!

Bora viajar?

Joinville a Ushuaia de carro [2014-02 Uruguai, Patagônia Argentina e Chilena]

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33 dias viajando de carro pela Patagônia argentina e chilena

Período de viagem: 01 fevereiro a 05 de março de 2014

 

Preparação

 

Roteiro

 

Há um tempo, meu namorado e eu lemos um relato do Roy Rudnick, autor do livro Mundo Por Terra em conjunto com Michelle Weiss. O relato descrevia a sua viagem de moto em 1999 a Ushuaia (http://www.mundoporterra.com.br/outras-aventuras/1999-2000-ushuaia-a-rota-do-fim-do-mundo-roy-rudnick/). A partir daí começamos a nos imaginar refazendo o percurso ao extremo sul da América.

 

Já tínhamos ouvido falar sobre as muitas belezas da Patagônia, mas elas até então pareciam bem distantes. E o que mais nos preocupava era como ir, pois não tínhamos um veículo 4x4. Em um bate-papo dos autores do livro Mundo Por Terra numa livraria em Joinville, perguntamos se era possível irmos pra Ushuaia com um carro popular e a resposta foi bem positiva. E para completar, pouco tempo depois vi uma reportagem de uma viagem muito parecida saindo de uma cidade próxima feita de Fusca (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/09/quatro-amigos-vao-ate-cidade-mais-ao-sul-do-mundo-bordo-de-um-fusca.html).

 

Depois disso, começamos a estruturar nosso próprio roteiro, pesquisar o que precisaríamos, ler muitos blogs e relatos aqui do Mochileiros.com. E conforme encontramos informações mais dúvidas também surgiam.

 

Por isso, aqui neste post, seguem informações, planejamento e relato para ajudar quem tem como destino a cidade de Ushuaia ou mesmo a Patagônia.

 

Nosso objetivo inicial era de Joinville ir para Ushuaia pela Ruta 40, oeste da Argentina, e pela Carretera Austral, no Chile, e retornar pela Ruta 3, litoral argentino. Mas, ficamos com muitas dúvidas a respeito do tempo que levaríamos, pois eu tinha apenas 32 dias de férias. Então decidimos fazer o trajeto contrário, porque pelo litoral a distância até Ushuaia era menor e, por estarmos descansados, conseguiríamos fazer uma maior quilometragem diariamente.

 

Tínhamos em mente visitar, além de Ushuaia, a Península Valdés, Parque Nacional Torres del Paine, Parque Nacional Los Glaciares em El Calafate e El Chaltén, Cueva de las Manos no Vale do rio Pinturas, Capillas de Mármol, Parque Nacional Queulat, Parque Nacional los Arrayanes e o Museu Municipal Ernesto Bachmann em Villa El Chocón.

 

Depois de muita pesquisa e análise da quilometragem fizemos um roteiro para 32 dias:

 

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Tínhamos a possibilidade de ficarmos mais dois dias viajando, mas preferimos deixar esse tempo disponível para alguma eventualidade.

 

Nossa viagem teve o seguinte trajeto:

Fonte: http://www.goprotravelling.com/trip/a4458b0764e4fb27ecf120558edcc5f1

 

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[t3]Bagagem[/t3]

 

Documentos necessários

 

Além do roteiro tínhamos muito que organizar. Por ser uma viagem internacional precisávamos prestar atenção à documentação. Levamos para a viagem:

 

  • Passaporte: O passaporte não é documento obrigatório em países do MERCOSUL. Somente o RG é suficiente para visitar Uruguai, Argentina e Chile. Mas, o levamos para facilitar os processos de entrada e saída nas aduanas. Para fazer o passaporte existe uma taxa de R$ 156,00 e ele é válido por 5 anos (Mais informações em:

http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte)
 
CNH – Carteira Nacional de Habilitação: Levamos nossa carteira de motorista nacional apesar de existir uma carteira de habilitação internacional chamada PID (Permissão Internacional para Dirigir). Se diz ser necessária para entrar no Chile, porém este documento não é cobrado. Mais informações sobre o PID em: http://www.denatran.gov.br/informativos/20070611_permissao_internacional.htm.
 
CRLV - Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo: A documentação do veículo precisa estar no nome do condutor/motorista principal. Caso não esteja é necessário uma autorização do proprietário do veículo registrada em cartório e com firma reconhecida em cada consulado dos países visitados. Pelo que pesquisamos este processo é bem trabalhoso. Não precisamos dele porque o carro estava no nome do condutor.
 
Seguro Carta Verde: seguro obrigatório para entrada no Uruguai e na Argentina. É necessário que o seguro cubra as datas em que o veículo vai ficar em território argentino e uruguaio. Para a nossa carta verde pagamos R$ 270,00 na HDI Seguros para o período de 31/01/2014 a 07/03/2014. Ela cobria também o território chileno, apesar de não ser obrigatório.

 

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Além destes documentos, levamos RG, CPF, Comprovante de residência brasileira... que não foram necessários durante a viagem. E por segurança, fizemos cópias dos documentos que tínhamos e salvamos em uma pasta online.

 

Precisamos apresentar nossos documentos somente nas aduanas (Passaporte, CNH, CRLV e Carta Verde), reserva de hotel (normalmente passaporte) e quando fomos parados pela polícia nas barreiras fitossanitárias. E não tivemos nenhum contratempo.

 

Itens obrigatórios

 

Vimos também que alguns itens, além dos que já estamos acostumados a ter, eram obrigatórios no carro:

 

  • Cambão: compramos um cambão pelo Mercado Livre por 100 reais.
    Triângulo adicional: na Argentina são obrigatórios dois triângulos. Conseguimos o segundo triângulo emprestado.
    Cadenas: são as correntes que vão nos pneus, em caso de neve. Como viajamos somente no verão não precisamos delas.

 

Não é necessário ter lençol branco, kit de primeiros socorros e outros equipamentos que se comenta ser necessário para entrar nesses países. Lemos muitos relatos de tentativas de extorsão pela polícia, principalmente argentina, usando do argumento de que o visitante não continha todos os itens obrigatórios. E através de uma sugestão daqui do Mochileiros.com estudamos bem as obrigações no trânsito.

 

Felizmente nenhum item nos foi solicitado e não tivemos nenhum problema ou indisposição com a polícia. E de modo geral fomos muito bem tratados durante toda a visita.

 

Bagagem

 

Os demais itens que levamos foram basicamente itens pessoais como roupas, materiais para acampamento e comida.

 

Nem tudo o que levamos, nós usamos. Principalmente roupas, nós conseguimos aproveitar o uso porque conseguíamos lavá-las nos hotéis e hostels que ficamos.

 

Segue abaixo a lista da nossa bagagem por categoria.

 

ELETRÔNICO

Importante: Levamos várias baterias extras (porque não sabíamos qual o periodicidade que recarregaríamos as baterias), pendrives e HDs externos (para backups das fotos).

 

  • • Notebook
    • Carregador de notebook
    • Mouse
    • Pilha AA
    • Câmera digital Sony TX20
    • Carregador e cabo da câmera
    • Bateria extra
    • Cartão de memória extra
    • Câmera digital Sony DSC W320
    • Carregador da câmera
    • Cabo USB da câmera
    • Tripé
    • Câmera GoPro
    • Carregador da câmera
    • Bateria extra
    • Adaptador cartão SD
    • Acessórios
    • Tripé grande
    • GPS Garmim
    • Cabo do GPS
    • Pilhas extras GPS normais
    • Pilhas recarregáveis GPS
    • Carregador de pilhas GPS
    • Adaptador veicular USB
    • Celular
    • Carregador de celular
    • Bateria extra do celular e cabo
    • HD externo e cabo USB
    • Pendrive
    • Inversor 12V para 110V
    • Suporte automotivo para GPS/Celular
    • Cabo de rede

VESTUÁRIO

Eu levei muitas roupas de frio, mas não usei todas. Basicamente usei uma segunda pele não tão quente, um fleece grosso e um corta-vento. É importante ter um bom corta-vento, porque o vento patagônico tem uma força surpreendente.

 

  • • Blusa manga curta/camiseta
    • Blusa manga comprida
    • Blusa segunda pele
    • Blusa de lã/fleece
    • Jaqueta impermeável/Corta-vento
    • Casaco sobretudo
    • Cachecol/lenço
    • Calção/Bermuda/Shorts
    • Calça segunda pele
    • Calça legging
    • Calça jeans
    • Calça impermeável
    • Chinelo
    • Tênis
    • Bota de caminhada
    • Bota de montaria
    • Meia grossa e fina
    • Calcinha/Cueca e Sutiã
    • Roupa de banho (biquini/sunga)
    • Pijama
    • Luva (segunda pele e lã)
    • Chapéu/Boné/Touca
    • Óculos de leitura
    • Óculos de sol
    • Relógio

HIGIENE

Como o tempo é muito seco em boa parte da Patagônia argentina usamos muito hidratante e protetor solar.

 

  • • Aparelho de barbear, lâminas e creme
    • Cotonete
    • Creme hidratante corporal e facial
    • Desodorante
    • Escova de cabelo/pente
    • Escova de dente e pasta, fio dental e flúor
    • Espelho
    • Gel fixador
    • Lenço umedecido
    • Papel higiênico
    • Protetor solar corporal, facial e labial
    • Repelente
    • Sabonete
    • Shampoo, Condicionador e Shampoo seco
    • Talco
    • Toalha de banho e rosto

LAVANDERIA

Levamos alguns itens para podermos lavar nossas roupas, o que foi muito útil.

 

  • • Balde pequeno
    • Escova
    • Sabão líquido

MATERIAL DE CAMPING

 

  • • Agulha e linha
    • Apito
    • Barraca
    • Bastão de caminhada
    • Binóculo
    • Bússola
    • Camelback e Cantil
    • Canivete multiuso
    • Capa de chuva para a mochila
    • Capa para chuva
    • Clorin
    • Cobertor térmico aluminizado
    • Cobertor
    • Combustível
    • Cordas multiuso
    • Fita adesiva (silvertape)
    • Impermeabilizante de barraca
    • Isolante térmico
    • Lanterna de cabeça
    • Lanterna de mão e pilhas
    • Lona plástica
    • Mochila cargueira e de ataque
    • Pano para limpar a barraca
    • Prendedores de roupa
    • Saco de dormir
    • Sacos plásticos
    • Termômetro
    • Tesoura

COZINHA

 

  • • Abridor de latas e garrafa
    • Caixa térmica
    • Copos ou canecas
    • Detergente e esponja para a louça
    • Faca e afiador
    • Espiriteira
    • Fogareiro e gás
    • Fósforos, isqueiro e pederneira
    • Garrafa térmica
    • Guardanapos
    • Panelas
    • Pote plástico com tampa
    • Pratos
    • Talheres

OUTROS

 

  • • Benjamim (T)
    • Caixas organizadoras (plástico e papelão)
    • Dicionário espanhol
    • Mapas

CARRO

Levamos um galão para gasolina, porque sabíamos que poderíamos sofrer com a falta de postos ou de combustível. Felizmente não tivemos nenhum aperto para usarmos a gasolina do galão.

 

  • • Cabo para chupeta
    • Cambão
    • Ferramentas
    • Galão para gasolina e Mangueira
    • Triângulo extra

MEDICAMENTOS

Levamos alguns medicamentos que consideramos importantes. Usamos bastante analgésico e tomamos vitamina C no início da viagem para manter a imunidade alta.

 

  • • Analgésico e Relaxante Muscular - Dorflex
    • Analgésico Neosaldina e Resfenol
    • Antialérgico
    • Antiespasmódico (para cólica)
    • Bala de gengibre (para enjoos em viagens de carro/cinetose)
    • Band Aid
    • Bepantol
    • Cataflan
    • Colírio
    • Comprimidos para náusea e vômitos - Dramin
    • Descongestionante nasal
    • Hidrafix (desidratação, prevenção de perdas de água e sais minerais)
    • Hipoglós
    • Mertiolate
    • Nexcare Fita Protetora para os pés
    • Sal de frutas
    • Vitamina C – Cebion

ALIMENTOS

 

É proibido passar pelas aduanas ou pelas barreiras fitossanitárias com comida fresca como frutas, verduras, carnes e laticínios. Mas é possível levar bastante comida, desde que seja industrializada e esteja lacrada.

 

Levamos comida pré-cozida (Vapza http://www.vapza.com.br/), macarrão, molhos prontos, queijo ralado tipo parmesão, sopas instantâneas, polenta, sucos de caixa, latas de milho, atum e legumes, biscoitos, torradas, farinha láctea, leite em pó, café, chá, sucrilhos, achocolatado... e até erva pro chimarrão.

 

Como estávamos de carro, conseguimos levar muita coisa, desde travesseiro a refrigerante 2 litros que ganhamos em Pelotas-RS.

 

Levando bastante comida conseguimos economizar nas refeições, que não eram baratas.

 

[t3]Orçamento[/t3]

 

Estimativa da viagem

 

Tendo em vista que andaríamos mais de 11 mil km com pedágios, visitaríamos parques, dormiríamos vários dias em hotéis e outros em campings, atravessaríamos o Mar De La Plata para Buenos Aires e o Estreito de Magalhães e faríamos algumas refeições em restaurantes, estimamos a viagem dessa forma:

 

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Já imaginávamos que a viagem custaria menos que o orçamento inicial. Porém queríamos estar prevenidos.

 

No fim, gastamos menos que 75% do orçado.

 

Gasolina estava bastante barata na Argentina, conseguimos não abastecer no Uruguai, em que a gasolina é cara, e abastecemos o mínimo possível no Chile. Além disso, conseguimos ótimos câmbios.

 

Mesmo fazendo o Big Ice em El Calafate, o valor gasto com passeios foi muito menor do orçado, porque a entrada da maioria dos parques era gratuita ou barata. Praticamente não fizemos passeios com agências, o que barateia bastante a viagem.

 

O único gasto que tivemos além do imaginado foi com a hospedagem. Gastamos mais de 50% do que havíamos previsto.

 

No fim da viagem os gastos foram os seguintes:

 

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Azul: Gastamos menos do que planejado

Amarelo: Gastamos praticamente o mesmo valor

Vermelho: Gastamos a mais do que o planejado

 

Câmbio

Tínhamos pensado inicialmente em levar a maioria do dinheiro em cartões pré-pagos (Visa Travel Money - www.visa.com.br/site/pessoas/cartoes/pre-pago/visa-travel-money), porém um mês antes da viagem o governo brasileiro aumentou a alíquota do IOF dos cartões e cheques pré-pagos de 0,38% para 6,38%, igual a do cartão de crédito.

 

Então decidimos levar cartões de débito e crédito somente para uma eventualidade, porque não queríamos pagar o IOF.

 

Como o câmbio influenciaria nos números da viagem e sabíamos que a cotação era muito melhor fora do que nas casas de câmbio do Brasil, deixamos pra trocar a maior parte do valor durante a viagem.

 

A melhor cotação que encontramos em Joinville – SC foi na MultiMoney (www.lojamultimoney.com.br), em que pagamos:

 

  • • Peso argentino 0,3187 reais
    • Peso chileno 0,0050647 reais
    • Peso uruguaio 0,1287 reais

Trocando dinheiro pela viagem, as médias das cotações conseguimos foram:

 

  • • Peso argentino 0,2563 reais
    • Peso chileno 0,005158 reais
    • Peso uruguaio 0,1190 reais

O peso argentino tinha uma cotação muito boa, principalmente em Buenos Aires.

 

A troca de peso chileno não foi tão fácil. Trocamos dinheiro em Puerto Natales e em Coyhaique. Em Puerto Natales, por ser turística, foi fácil encontrar um lugar para trocar dinheiro. Mas, em Coyhaique, mesmo sendo uma cidade grande, demoramos a achar um lugar que aceitasse reais.

 

Apesar de algumas dificuldades que tivemos pra o câmbio, valeu a pena trocarmos o dinheiro pelo caminho. No decorrer do relato, falo um pouco mais a respeito dos câmbios realizados.

 

 

A seguir, relato da viagem. Espero que gostem :wink:

Editado por Koslinsky

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[t1]Dia 32 – 04/03/2014 – De Rosário na Argentina a Santana do Livramento no Brasil, divisa com Rivera no Uruguai[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 686
    • Quilometragem acumulada da viagem: 11.615
    • Gasto aproximado do dia: R$ 681,27

 

Saímos cedo mais uma vez, queríamos estar em Rivera, cidade fronteiriça de Brasil e Uruguai, para que tivéssemos tempo para fazer algumas compras.

 

Logo na saída de Rosário vimos a paisagem mais bonita do dia: o nascer do sol sobre o rio Paraná e a região alagada cortada pela Ruta 174 Rosário - Victoria.

 

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Próximo das 10h30 estávamos na Ponte General José G Artigas. Antes de atravessarmos da Argentina (cidade de Colon) para o Uruguai (cidade de Paysandú), passamos por um pedágio de 70 pesos argentinos (~ 17,50 reais). O maior pedágio da viagem.

 

O processo aduaneiro foi rápido e simples.

 

Já no Uruguai, trocamos os últimos pesos argentinos por pesos uruguaios. Mesmo que não ficássemos no país, precisávamos de moeda local para os próximos pedágios. Foram dois: um saindo de Paysandú de 55 pesos uruguaios, e outro na RN5 de 45 pesos.

 

O caminho que fizemos de Paysandú a Rivera passou pelo interior do Uruguai. As estradas são estreitas, com um pavimento não muito bom, mas com paisagens bastante bonitas. Muito campo, propriedades rurais e bois.

 

Chegamos em Rivera às 14h30.

 

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A fronteira de Rivera com Santana do Livramento é seca, delimitada apenas por uma rua. Nesta rua, e outras próximas do lado uruguaio, existem diversas lojas de produtos eletrônicos, bebidas, perfumes e cosméticos.

 

Mas antes de irmos às compras, ou menos almoçar, fomos legalizar nossa entrada no Brasil. A Aduana fica algumas quadras antes da fronteira, do lago uruguaio. O processo também foi rápido e simples.

 

As lojas e as ruas estavam lotadas de pessoas fazendo compras e vendedores fazendo ofertas. Mas, numa intensidade menor do que a fronteira Ciudad Del Este, Paraguai com Foz do Iguaçu. Apesar de tudo lotado, os preços compensavam.

 

Amanhã, volta pra casa e fim da viagem. Felicidade e tristeza.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Ruta 174 Rosário – Victoria: que corta a região alagada do Rio Paraná. As paisagens são muito bonitas. Muitos pássaros e campos.

 

Hospedagem

 

Hotel Estrela Palace – Bom ::cool:::'> :8):

Endereço: Rua Vasco Alves - Centro, Santana do Livramento - RS

Página: http://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g775225-d2626113-Reviews-Hotel_Estrela_Palace-Santana_do_Livramento_State_of_Rio_Grande_do_Sul.html

Preço: 95 reais para diária de casal + 15 reais de estacionamento, uma quadra do hotel.

 

Gastos do dia

 

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[t1]Dia 33 – 05/03/2014 – De Rivera no Uruguai a Joinville no Brasil[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 1.100
    • Quilometragem acumulada da viagem: 12.715
    • Gasto aproximado do dia: R$ 295,10

 

Neste último dia de viagem, ainda tínhamos 1.100 km até em casa. Por isso, saímos cedo mais uma vez. Às 4h40 já estávamos na estrada.

 

Em Rosário do Sul – RS, abastecemos (R$ 3,05 o litro) e tomamos um café. Depois disso alguns pedágios e uma nova abastecida (R$ 2,89 o litro).

 

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Por ser uma quilometragem grande, já conhecermos boa parte da paisagem e estarmos chegando próximos de casa, foi um dia bastante comprido e difícil. Os últimos quilômetros foram os piores, além da chuva forte e trânsito intenso comum na região de Itajaí.

 

Chegamos em Joinville às 17 horas com 12.715 km, muitas fotos e já com planos para uma próxima viagem!

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Gastos do dia

 

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[t1]Para terminar![/t1]

 

  • • No fim da viagem, levamos um dia a mais do que o planejado: 33 dias no total. Já tínhamos pensado que poderíamos precisar de mais tempo, por isso, tínhamos disponíveis dois dias para alguma eventualidade. É importante ter uma folga e não usar todos os dias no roteiro.
     
    • O gasto diário foi de R$ 342,87. Como o deslocamento foi grande, o gasto com combustível influenciou bastante. Em várias viagens de longa duração vi há algum tempo que a média de gasto era de 80 a 150 dólares por dia (hoje a palavra dólar já não é muito bem vinda :)). Normalmente, quanto mais tempo se passa em um lugar menos se gasta na média diária. Numa viagem como essa o valor costuma ser maior porque os dias são mais intensos. Muito combustível, muitos passeios...
     
    • O câmbio não oficial pode baratear a viagem, como foi o nosso caso. Além disso não usar utilizar cartões de crédito ou pré-pagos (VTM), ajuda a não ter que pagar o IOF. Mas, sempre é preciso cuidado e atenção. É importante ter noção do risco corrido.
     
    • Foram 385 quilômetros em média por dia. E a maior quilometragem feita num dia foi de 1.189. Estes valores são altos. A sugestão é que uma viagem assim seja feita com mais calma, menos deslocamento, para que o cansaço seja menor e os lugares mais bem aproveitados. Em viagens mais longas já vi recomendações de se fazer uma média de apenas 100km por dia. Mas, se não tiver outra forma de ser, tá valendo também.
     
    • Nosso carro, uma Zafira 2008 automática, não era 4x4 (e não muito econômico), mas foi suficiente para fazer o percurso. Em algumas estradas, como partes em obra da Ruta 40 ou a Carretera Austral, carros mais baixos podem sofrer para passar, mas a Zafira foi muito bem. Além disso, o piloto automático foi útil nas inúmeras retas da Ruta 3. Já vi que carros baixos fazem todo esse percurso, mas é importante ter ciência que o carro vai voltar com vários barulhos novos.
     
    • Uma das maiores preocupações foi em relação ao combustível. A quantidade de postos nas rodovias é bem menor do que estamos acostumados. Por isso, é importante levar um galão para combustível extra e tomar como premissa que metade do tanque do carro é reserva. Sempre que tiver oportunidade, encha o tanque.
     
    • O combustível no Uruguai, Argentina e Chile é diferente do brasileiro. Ele é mais forte, com poder de octanagem muito maior (rico em chumbo). Não é próprio para carros brasileiros. Por isso, é importante estar ciente disso também.
     
    Todos os lugares em que passamos, nos sentimos muito seguros. Isto é comum em relatos de outras pessoas que visitam a região. É claro que, mesmo com o sentimento de segurança, é imprescindível ficar atento.
     
    • Dormir em hotel ou camping é uma decisão particular ($ :)). Na Argentina, principalmente, os campings são muito bons e os campistas conscientes e educados. Vale a pena experimentar.
     
    • Os documentos necessários são: RG com menos de 10 anos, CNH e documentos do carro (no nome do condutor). O único documento diferente do que estamos acostumados é o seguro Carta Verde para Argentina e Uruguai. Este seguro é facilmente contratado em seguradoras e é proporcional ao período da viagem. Se tiver passaporte (que não é obrigatório) o processo aduaneiro é mais fácil. Vale a pena. Falam da necessidade de possuir o PID – Permissão Internacional para Dirigir no Chile. Mas, para nós não foi requisitado.
     
    • Também é necessário possuir, além da documentação, triângulo extra e cambão. Não nos foi requisitado também. Mas, por garantia é melhor ter.
     
    • Algumas regras podem ser diferentes fora do Brasil. Um exemplo, é a obrigação de dirigir sempre com farol baixo ligado. É necessário pesquisar as diferenças e se atentar a elas.
     
    • Não falamos espanhol, mas não foi difícil nos comunicar. Em cidades mais turísticas como Ushuaia, El Calafate, Bariloche... muitos falam portunhol. Em outras, era só ir com calma, um pouquinho de mímica e usando sinônimos que entendíamos bem. Além disso, existe um breve
Guia de conversação espanhol no Wikitravel que pode ajudar.
 
• Não utilizamos nenhum guia de viagem (livro ou agência). Todas as informações são encontradas facilmente aqui no Mochileiros.com e em blogs de viagem.
 
• Pode parecer muito trabalho (e é!) planejar uma viagem um pouco maior do que pequenas férias e feriados. Mas, basta pensar com antecedência e ter paciência para ler bastante, que o planejamento é feito. A etapa do planejamento é muita gostosa e também é uma forma de viajar. Um passo após o outro :D.

 

 

Boas aventuras!

 

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Mais uma vez, parabéns pelo fantástico relato Koslinsky ::otemo::

 

Bem detalhado e com muitas dicas. Realmente a etapa de planejamento é tão legal quanto a viagem. Qual a média de consumo que a Zafira fez?

 

Já tem em mente para onde será a próxima viagem?

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Mais uma vez, parabéns pelo fantástico relato Koslinsky ::otemo::

Bem detalhado e com muitas dicas. Realmente a etapa de planejamento é tão legal quanto a viagem. Qual a média de consumo que a Zafira fez?

Já tem em mente para onde será a próxima viagem?

 

Olá hlirajunior,

Muito obrigada!

Acredito que tenha feito uns 11 por litro. Na cidade normalmente ele fazia 7 ou 8 km na gasolina.

 

A próxima vai ser um pouco maior. Até a Colômbia ou Venezuela. Depois fazer o Atacama e se der certo, Patagônia de novo :)

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Koslinsky Parabéns pelos seus relatos.....eu ficava aguardando e verificando toda semana seus posts, eles foram muito detalhados e será muito util para outras pessoas que possam fazer a rota que você fez.

 

Abraço!!

  • 2 semanas depois...
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Olá, farei a rota São Paulo a Ushuaia agora em dezembro, é necessário ou obrigatório a Carta Verde para o Chile? pois sei que andarei por território chileno na região do estreito de Magalhães.

Obrigado!

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Olá, farei a rota São Paulo a Ushuaia agora em dezembro, é necessário ou obrigatório a Carta Verde para o Chile? pois sei que andarei por território chileno na região do estreito de Magalhães.

Obrigado!

 

Olá arnaldo danciuc, Para o Chile não é necessário ter Carta Verde.

Nós incluímos o país na nossa na nossa Carta apenas por segurança, pois passaríamos alguns dias pelo Chile.

:D::cool:::'>

  • 3 semanas depois...
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Kolinsky

 

Muito obrigado pelas dicas... cheguei de viagem dia 13/11 depois de 11500km e 35 dias me aventurando pela patagônia de moto... mas enfim, consegui! Como vc disse... planejamento é tudo e fiquei praticamente 70% da viagem sozinho...

 

Uma aventura e tanto!!! ::otemo::::otemo::::otemo::

 

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