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Olá viajante!

Bora viajar?

Joinville a Ushuaia de carro [2014-02 Uruguai, Patagônia Argentina e Chilena]

Postado
  • Membros

33 dias viajando de carro pela Patagônia argentina e chilena

Período de viagem: 01 fevereiro a 05 de março de 2014

 

Preparação

 

Roteiro

 

Há um tempo, meu namorado e eu lemos um relato do Roy Rudnick, autor do livro Mundo Por Terra em conjunto com Michelle Weiss. O relato descrevia a sua viagem de moto em 1999 a Ushuaia (http://www.mundoporterra.com.br/outras-aventuras/1999-2000-ushuaia-a-rota-do-fim-do-mundo-roy-rudnick/). A partir daí começamos a nos imaginar refazendo o percurso ao extremo sul da América.

 

Já tínhamos ouvido falar sobre as muitas belezas da Patagônia, mas elas até então pareciam bem distantes. E o que mais nos preocupava era como ir, pois não tínhamos um veículo 4x4. Em um bate-papo dos autores do livro Mundo Por Terra numa livraria em Joinville, perguntamos se era possível irmos pra Ushuaia com um carro popular e a resposta foi bem positiva. E para completar, pouco tempo depois vi uma reportagem de uma viagem muito parecida saindo de uma cidade próxima feita de Fusca (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/09/quatro-amigos-vao-ate-cidade-mais-ao-sul-do-mundo-bordo-de-um-fusca.html).

 

Depois disso, começamos a estruturar nosso próprio roteiro, pesquisar o que precisaríamos, ler muitos blogs e relatos aqui do Mochileiros.com. E conforme encontramos informações mais dúvidas também surgiam.

 

Por isso, aqui neste post, seguem informações, planejamento e relato para ajudar quem tem como destino a cidade de Ushuaia ou mesmo a Patagônia.

 

Nosso objetivo inicial era de Joinville ir para Ushuaia pela Ruta 40, oeste da Argentina, e pela Carretera Austral, no Chile, e retornar pela Ruta 3, litoral argentino. Mas, ficamos com muitas dúvidas a respeito do tempo que levaríamos, pois eu tinha apenas 32 dias de férias. Então decidimos fazer o trajeto contrário, porque pelo litoral a distância até Ushuaia era menor e, por estarmos descansados, conseguiríamos fazer uma maior quilometragem diariamente.

 

Tínhamos em mente visitar, além de Ushuaia, a Península Valdés, Parque Nacional Torres del Paine, Parque Nacional Los Glaciares em El Calafate e El Chaltén, Cueva de las Manos no Vale do rio Pinturas, Capillas de Mármol, Parque Nacional Queulat, Parque Nacional los Arrayanes e o Museu Municipal Ernesto Bachmann em Villa El Chocón.

 

Depois de muita pesquisa e análise da quilometragem fizemos um roteiro para 32 dias:

 

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Tínhamos a possibilidade de ficarmos mais dois dias viajando, mas preferimos deixar esse tempo disponível para alguma eventualidade.

 

Nossa viagem teve o seguinte trajeto:

Fonte: http://www.goprotravelling.com/trip/a4458b0764e4fb27ecf120558edcc5f1

 

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[t3]Bagagem[/t3]

 

Documentos necessários

 

Além do roteiro tínhamos muito que organizar. Por ser uma viagem internacional precisávamos prestar atenção à documentação. Levamos para a viagem:

 

  • Passaporte: O passaporte não é documento obrigatório em países do MERCOSUL. Somente o RG é suficiente para visitar Uruguai, Argentina e Chile. Mas, o levamos para facilitar os processos de entrada e saída nas aduanas. Para fazer o passaporte existe uma taxa de R$ 156,00 e ele é válido por 5 anos (Mais informações em:

http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte)
 
CNH – Carteira Nacional de Habilitação: Levamos nossa carteira de motorista nacional apesar de existir uma carteira de habilitação internacional chamada PID (Permissão Internacional para Dirigir). Se diz ser necessária para entrar no Chile, porém este documento não é cobrado. Mais informações sobre o PID em: http://www.denatran.gov.br/informativos/20070611_permissao_internacional.htm.
 
CRLV - Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo: A documentação do veículo precisa estar no nome do condutor/motorista principal. Caso não esteja é necessário uma autorização do proprietário do veículo registrada em cartório e com firma reconhecida em cada consulado dos países visitados. Pelo que pesquisamos este processo é bem trabalhoso. Não precisamos dele porque o carro estava no nome do condutor.
 
Seguro Carta Verde: seguro obrigatório para entrada no Uruguai e na Argentina. É necessário que o seguro cubra as datas em que o veículo vai ficar em território argentino e uruguaio. Para a nossa carta verde pagamos R$ 270,00 na HDI Seguros para o período de 31/01/2014 a 07/03/2014. Ela cobria também o território chileno, apesar de não ser obrigatório.

 

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Além destes documentos, levamos RG, CPF, Comprovante de residência brasileira... que não foram necessários durante a viagem. E por segurança, fizemos cópias dos documentos que tínhamos e salvamos em uma pasta online.

 

Precisamos apresentar nossos documentos somente nas aduanas (Passaporte, CNH, CRLV e Carta Verde), reserva de hotel (normalmente passaporte) e quando fomos parados pela polícia nas barreiras fitossanitárias. E não tivemos nenhum contratempo.

 

Itens obrigatórios

 

Vimos também que alguns itens, além dos que já estamos acostumados a ter, eram obrigatórios no carro:

 

  • Cambão: compramos um cambão pelo Mercado Livre por 100 reais.
    Triângulo adicional: na Argentina são obrigatórios dois triângulos. Conseguimos o segundo triângulo emprestado.
    Cadenas: são as correntes que vão nos pneus, em caso de neve. Como viajamos somente no verão não precisamos delas.

 

Não é necessário ter lençol branco, kit de primeiros socorros e outros equipamentos que se comenta ser necessário para entrar nesses países. Lemos muitos relatos de tentativas de extorsão pela polícia, principalmente argentina, usando do argumento de que o visitante não continha todos os itens obrigatórios. E através de uma sugestão daqui do Mochileiros.com estudamos bem as obrigações no trânsito.

 

Felizmente nenhum item nos foi solicitado e não tivemos nenhum problema ou indisposição com a polícia. E de modo geral fomos muito bem tratados durante toda a visita.

 

Bagagem

 

Os demais itens que levamos foram basicamente itens pessoais como roupas, materiais para acampamento e comida.

 

Nem tudo o que levamos, nós usamos. Principalmente roupas, nós conseguimos aproveitar o uso porque conseguíamos lavá-las nos hotéis e hostels que ficamos.

 

Segue abaixo a lista da nossa bagagem por categoria.

 

ELETRÔNICO

Importante: Levamos várias baterias extras (porque não sabíamos qual o periodicidade que recarregaríamos as baterias), pendrives e HDs externos (para backups das fotos).

 

  • • Notebook
    • Carregador de notebook
    • Mouse
    • Pilha AA
    • Câmera digital Sony TX20
    • Carregador e cabo da câmera
    • Bateria extra
    • Cartão de memória extra
    • Câmera digital Sony DSC W320
    • Carregador da câmera
    • Cabo USB da câmera
    • Tripé
    • Câmera GoPro
    • Carregador da câmera
    • Bateria extra
    • Adaptador cartão SD
    • Acessórios
    • Tripé grande
    • GPS Garmim
    • Cabo do GPS
    • Pilhas extras GPS normais
    • Pilhas recarregáveis GPS
    • Carregador de pilhas GPS
    • Adaptador veicular USB
    • Celular
    • Carregador de celular
    • Bateria extra do celular e cabo
    • HD externo e cabo USB
    • Pendrive
    • Inversor 12V para 110V
    • Suporte automotivo para GPS/Celular
    • Cabo de rede

VESTUÁRIO

Eu levei muitas roupas de frio, mas não usei todas. Basicamente usei uma segunda pele não tão quente, um fleece grosso e um corta-vento. É importante ter um bom corta-vento, porque o vento patagônico tem uma força surpreendente.

 

  • • Blusa manga curta/camiseta
    • Blusa manga comprida
    • Blusa segunda pele
    • Blusa de lã/fleece
    • Jaqueta impermeável/Corta-vento
    • Casaco sobretudo
    • Cachecol/lenço
    • Calção/Bermuda/Shorts
    • Calça segunda pele
    • Calça legging
    • Calça jeans
    • Calça impermeável
    • Chinelo
    • Tênis
    • Bota de caminhada
    • Bota de montaria
    • Meia grossa e fina
    • Calcinha/Cueca e Sutiã
    • Roupa de banho (biquini/sunga)
    • Pijama
    • Luva (segunda pele e lã)
    • Chapéu/Boné/Touca
    • Óculos de leitura
    • Óculos de sol
    • Relógio

HIGIENE

Como o tempo é muito seco em boa parte da Patagônia argentina usamos muito hidratante e protetor solar.

 

  • • Aparelho de barbear, lâminas e creme
    • Cotonete
    • Creme hidratante corporal e facial
    • Desodorante
    • Escova de cabelo/pente
    • Escova de dente e pasta, fio dental e flúor
    • Espelho
    • Gel fixador
    • Lenço umedecido
    • Papel higiênico
    • Protetor solar corporal, facial e labial
    • Repelente
    • Sabonete
    • Shampoo, Condicionador e Shampoo seco
    • Talco
    • Toalha de banho e rosto

LAVANDERIA

Levamos alguns itens para podermos lavar nossas roupas, o que foi muito útil.

 

  • • Balde pequeno
    • Escova
    • Sabão líquido

MATERIAL DE CAMPING

 

  • • Agulha e linha
    • Apito
    • Barraca
    • Bastão de caminhada
    • Binóculo
    • Bússola
    • Camelback e Cantil
    • Canivete multiuso
    • Capa de chuva para a mochila
    • Capa para chuva
    • Clorin
    • Cobertor térmico aluminizado
    • Cobertor
    • Combustível
    • Cordas multiuso
    • Fita adesiva (silvertape)
    • Impermeabilizante de barraca
    • Isolante térmico
    • Lanterna de cabeça
    • Lanterna de mão e pilhas
    • Lona plástica
    • Mochila cargueira e de ataque
    • Pano para limpar a barraca
    • Prendedores de roupa
    • Saco de dormir
    • Sacos plásticos
    • Termômetro
    • Tesoura

COZINHA

 

  • • Abridor de latas e garrafa
    • Caixa térmica
    • Copos ou canecas
    • Detergente e esponja para a louça
    • Faca e afiador
    • Espiriteira
    • Fogareiro e gás
    • Fósforos, isqueiro e pederneira
    • Garrafa térmica
    • Guardanapos
    • Panelas
    • Pote plástico com tampa
    • Pratos
    • Talheres

OUTROS

 

  • • Benjamim (T)
    • Caixas organizadoras (plástico e papelão)
    • Dicionário espanhol
    • Mapas

CARRO

Levamos um galão para gasolina, porque sabíamos que poderíamos sofrer com a falta de postos ou de combustível. Felizmente não tivemos nenhum aperto para usarmos a gasolina do galão.

 

  • • Cabo para chupeta
    • Cambão
    • Ferramentas
    • Galão para gasolina e Mangueira
    • Triângulo extra

MEDICAMENTOS

Levamos alguns medicamentos que consideramos importantes. Usamos bastante analgésico e tomamos vitamina C no início da viagem para manter a imunidade alta.

 

  • • Analgésico e Relaxante Muscular - Dorflex
    • Analgésico Neosaldina e Resfenol
    • Antialérgico
    • Antiespasmódico (para cólica)
    • Bala de gengibre (para enjoos em viagens de carro/cinetose)
    • Band Aid
    • Bepantol
    • Cataflan
    • Colírio
    • Comprimidos para náusea e vômitos - Dramin
    • Descongestionante nasal
    • Hidrafix (desidratação, prevenção de perdas de água e sais minerais)
    • Hipoglós
    • Mertiolate
    • Nexcare Fita Protetora para os pés
    • Sal de frutas
    • Vitamina C – Cebion

ALIMENTOS

 

É proibido passar pelas aduanas ou pelas barreiras fitossanitárias com comida fresca como frutas, verduras, carnes e laticínios. Mas é possível levar bastante comida, desde que seja industrializada e esteja lacrada.

 

Levamos comida pré-cozida (Vapza http://www.vapza.com.br/), macarrão, molhos prontos, queijo ralado tipo parmesão, sopas instantâneas, polenta, sucos de caixa, latas de milho, atum e legumes, biscoitos, torradas, farinha láctea, leite em pó, café, chá, sucrilhos, achocolatado... e até erva pro chimarrão.

 

Como estávamos de carro, conseguimos levar muita coisa, desde travesseiro a refrigerante 2 litros que ganhamos em Pelotas-RS.

 

Levando bastante comida conseguimos economizar nas refeições, que não eram baratas.

 

[t3]Orçamento[/t3]

 

Estimativa da viagem

 

Tendo em vista que andaríamos mais de 11 mil km com pedágios, visitaríamos parques, dormiríamos vários dias em hotéis e outros em campings, atravessaríamos o Mar De La Plata para Buenos Aires e o Estreito de Magalhães e faríamos algumas refeições em restaurantes, estimamos a viagem dessa forma:

 

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Já imaginávamos que a viagem custaria menos que o orçamento inicial. Porém queríamos estar prevenidos.

 

No fim, gastamos menos que 75% do orçado.

 

Gasolina estava bastante barata na Argentina, conseguimos não abastecer no Uruguai, em que a gasolina é cara, e abastecemos o mínimo possível no Chile. Além disso, conseguimos ótimos câmbios.

 

Mesmo fazendo o Big Ice em El Calafate, o valor gasto com passeios foi muito menor do orçado, porque a entrada da maioria dos parques era gratuita ou barata. Praticamente não fizemos passeios com agências, o que barateia bastante a viagem.

 

O único gasto que tivemos além do imaginado foi com a hospedagem. Gastamos mais de 50% do que havíamos previsto.

 

No fim da viagem os gastos foram os seguintes:

 

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Azul: Gastamos menos do que planejado

Amarelo: Gastamos praticamente o mesmo valor

Vermelho: Gastamos a mais do que o planejado

 

Câmbio

Tínhamos pensado inicialmente em levar a maioria do dinheiro em cartões pré-pagos (Visa Travel Money - www.visa.com.br/site/pessoas/cartoes/pre-pago/visa-travel-money), porém um mês antes da viagem o governo brasileiro aumentou a alíquota do IOF dos cartões e cheques pré-pagos de 0,38% para 6,38%, igual a do cartão de crédito.

 

Então decidimos levar cartões de débito e crédito somente para uma eventualidade, porque não queríamos pagar o IOF.

 

Como o câmbio influenciaria nos números da viagem e sabíamos que a cotação era muito melhor fora do que nas casas de câmbio do Brasil, deixamos pra trocar a maior parte do valor durante a viagem.

 

A melhor cotação que encontramos em Joinville – SC foi na MultiMoney (www.lojamultimoney.com.br), em que pagamos:

 

  • • Peso argentino 0,3187 reais
    • Peso chileno 0,0050647 reais
    • Peso uruguaio 0,1287 reais

Trocando dinheiro pela viagem, as médias das cotações conseguimos foram:

 

  • • Peso argentino 0,2563 reais
    • Peso chileno 0,005158 reais
    • Peso uruguaio 0,1190 reais

O peso argentino tinha uma cotação muito boa, principalmente em Buenos Aires.

 

A troca de peso chileno não foi tão fácil. Trocamos dinheiro em Puerto Natales e em Coyhaique. Em Puerto Natales, por ser turística, foi fácil encontrar um lugar para trocar dinheiro. Mas, em Coyhaique, mesmo sendo uma cidade grande, demoramos a achar um lugar que aceitasse reais.

 

Apesar de algumas dificuldades que tivemos pra o câmbio, valeu a pena trocarmos o dinheiro pelo caminho. No decorrer do relato, falo um pouco mais a respeito dos câmbios realizados.

 

 

A seguir, relato da viagem. Espero que gostem :wink:

Editado por Koslinsky

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  • Membros

Koslinsky, por acaso a policia rodoviária da argentina não parou o carro de vocês e pediu propina?

 

Na minha viagem para Bariloche ano passado fomos parados 2 vezes. Uma na ida e outra na volta. Passamos por uma experiência ruim lá, mas eu gostaria muito voltar de carro novamente para Bariloche.

Postado
  • Membros

Nossa...realmente a paisagem é de matar!! Coisa linda!!! Acompanhando post.

 

Parabéns pela descrição tããããão detalhada.

 

Obrigado!

Postado
  • Membros

Parabéns pelo relato!!! ::otemo::

Show as fotos!!!

Acompanhando...

 

Uma dúvida... como foi a variação climática... do tipo, no mesmo trecho uma parte muito quente e outra muito frio?

Com relação as chuvas... pegaram muita no caminho?

Pergunto isso pois pretendo fazer o mesmo roteiro... mas de moto! ::hahaha::

 

Obrigado!

  • 2 semanas depois...
Postado
  • Membros

Simplesmente magnifica sua viagem, e a qualidade dos relatos. Parabéns...são de informações assim que necessitam os que buscam auxílio por aqui.

Abraço....familha avila. veja familhaaviladesbravandocaminhos.blogspot.com

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Olá, obrigada pessoal! Espero ajudar principalmente com aquelas dúvidas que eu tinha quando comecei a pesquisar!

 

 

@GuiVianBR,

 

Por sorte não tivemos nenhum problema com a polícia. Estavam sempre atenciosos e fazendo piadinhas sobre a copa do mundo.

 

 

@rogerzurc,

 

A temperatura variou muito. Nos primeiros dias foi bastante quente e conforme decíamos cada vez mais aumentava a amplitude térmica diária. Na Peninsula Valdes, por exemplo, pela manhã eu usei um fleece bem grosso e a tarde usei shorts. Em Ushuaia estava bem frio, mesmo durante o dia. Mas, era mais por causa do vento. Lá pegamos 0 graus em uma manhã. Em El Chalten, na trilha do Fitz, uma garoa que caiu, congelou.

 

Em relação a chuva, tivemos muita sorte. A única chuva que pegamos de verdade foi no Uruguai. O resto foi uma garoa que pegamos no fim do dia em Rio Gallegos, em Ushuaia e em El Chalten (aquela que congelou). O resto foi sol forte. Mas, pelo que eu saiba é pra chover bastante no verão.

 

Espero que você tenha a mesma sorte :)

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[t1]Dia 04 - 04/02/2014 – De Bahia Blanca a Puerto Pirámides na Península Valdés[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 727
    • Quilometragem acumulada da viagem: 3.114
    • Gasto aproximado do dia: R$ 390,22

 

Acordamos cedo apesar de o dia anterior ter sido extremamente cansativo. Sabíamos que uma viagem de carro de mais de 10 mil km em aproximadamente 30 dias ia requerer muita determinação e esforço.

 

Como estávamos ainda nos primeiros dias, não tínhamos muita noção do que nos esperava. E ainda havia um certo receio de como as coisas aconteceriam.

 

Neste dia, tínhamos em nosso roteiro uns 730 km para fazer, um pouco a mais do que no dia anterior. Mas, com a diferença de termos o dia todo disponível, sem travessias de balsa e procura por câmbio como no dia anterior.

 

Tomamos café no hotel e descobrimos como seria nosso desayuno (café da manhã) no próximo mês.

 

No hostel de Colonia del Sacramento e neste, Hotel Brisas, o café da manhã foi basicamente composto por café ou chá de sachê e torradas com manteiga ou geleia. Em alguns hotéis futuros até serviram medialunas (muito parecido com um croissant doce ou salgado). Porém, não há algo muito diferente disto.

 

Saímos de Bahia Blanca por volta das 8h30 com destino a Puerto Pirámides na Península Valdés.

 

Saímos pela Ruta Nacional 3, depois fomos pela RN 22 que atravessa o Rio Colorado, marcando nossa entrada na Patagônia! Depois descemos pela RN 251 até San Antonio Oeste, onde voltamos para a RN 3 até a entrada da Península Valdés.

 

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Antes de atravessarmos o Rio Colorado, passamos pela nossa primeira barreira zoofitossanitária. Pagamos 8 pesos de pedágio e uma revista simples foi feita em nosso carro.

 

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Depois de atravessarmos o rio passamos por mais uma barreira, mas dessa vez sem cobrança de pedágio.

 

Ainda na cidade de Rio Colorado, abastecemos nosso carro e enchemos um pouco um galão de 10 litros que levamos para combustível extra.

 

Iríamos pegar trechos muito grandes com pouca disponibilidade de postos de combustível e por isso tínhamos medo de ficarmos no meio da estrada. Já tínhamos lido outros relatos de situações difíceis por causa da falta de gasolina. Por isso, compramos um galão para uma reserva.

 

Sinceramente o galão mais nos incomodou do que ajudou. Durante todo o dia com a mudança de temperatura ele inflava ou encolhia, deixando um cheiro de gasolina dentro do carro. E não é o mesmo cheiro que estamos acostumados (que eu até gosto :D ).

 

Normalmente abastecíamos com a Nafta Súper (95 Octanos). Esta gasolina é a gasolina comum na Argentina com qualidade melhor do que a Podium brasileira. Há também a gasolina argentina Premium (98 octanos) que é de um nível melhor ainda, mas que ainda assim é mais barata do que a comum brasileira.

 

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Passando pela cidade de San Antonio Oeste paramos em outra barreira e mais em frente, em Sierra Grande, paramos pra almoçar. Já passava das 15 horas.

 

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Chegamos na entrada da Península Valdés um pouquinho depois das 17 horas. Para entrar na península é necessário pagar um taxa de 130 pesos por pessoa (~30 reais) que dá direito de permanecer o tempo que desejar. Se sair e quiser entrar novamente, é necessário pagar a entrada de novo.

 

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A Península Valdés é Patrimônio Natural da Humanidade. Ela possui paisagens indescritíveis e uma grande diversidade de colônia de animais, como leões marinhos, pinguins e elefantes marinhos.

 

Ela foi colonizada com a intenção da extração do sal presente nas salinas do seu interior e, posteriormente, houve grande atividade de caça de leões-marinhos e baleias.

 

Entramos na península que é ligada ao continente por uma estreita faixa de terra, o istmo Carlos Ameghino, e passamos pela guarita onde compramos nossos ingressos de entrada, e em seguida seguimos para o Centro de Visitantes.

 

Neste centro de visitantes tem um mirante, diversos animais da região empalhados e muitas informações a respeito da península. Lá uma guia nos ajudou a escolher o roteiro do dia seguinte.

 

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Do centro de visitantes fomos para Puerto Pirámides, a única cidade da península. Ela é uma cidade muito pequena com basicamente uma rua e com um pouco mais de 400 habitantes.

 

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Lá procuramos o Camping Municipal, onde montamos o acampamento, demos uma volta a pé pela cidade e vimos um pôr-do-sol maravilhoso.

 

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Neste dia fizemos nosso jantar no camping.

 

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes

 

  • • Centro de Visitantes da Península Valdés: com muitas informações a respeito do lugar
    • Puerto Pirámides: cidade que oferece os serviços básicos aos turistas e que possui falésias que formam uma paisagem indescritível

 

Hospedagem

Camping Municipal de Puerto Pirámides – Mediano ::cool:::'>

Endereço: Costa del Mar - Puerto Pirámides

Página: http://www.solocampings.com.ar/camping/Municipal/Puerto-Piramides/Chubut/384.html

Preço: 80 pesos por pessoa (~20 reais). A diária inclui banho quente (ducha caliente), porém com horários nada flexíveis.

É possível parar o carro ao lado do local da barraca.

Um ponto que considero negativo é que todo o camping é na areia. Mas acredito que dificilmente conseguiriam ter a grama, que estamos acostumados, com o clima seco da região.

 

Gastos do dia

 

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[t1]Dia 05 - 05/02/2014 – Dia na Península Valdés e ida a Puerto Madryn[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 310
    • Quilometragem acumulada da viagem: 3.424
    • Gasto aproximado do dia: R$ 407,40

 

Neste dia, tínhamos previsto conhecer a Península Valdés de acordo com a instrução de uma guarda-parque com a qual conversamos no dia anterior no Centro de Visitantes.

 

Ela sugeriu, conforme o mapa na imagem abaixo, que pela manhã visitássemos Punta Pirámide (um mirante para avistar os leões-marinhos, a 2 km da cidade de Puerto Pirámides); por volta das 11h30 fôssemos em direção a Punta Cantor (a uns 90 km de Puerto Pirámides, para ver pinguins e elefantes marinhos às 13h30); e que estivéssemos às 15h30 em Punta Norte (a 50 km de Punta Cantor, para vermos mais leões-marinhos). Estes, segundo ela, eram os melhores horários para avistar os animais. Então, fizemos este roteiro.

 

Obs.: Os demais pontos da Península Valdés estavam fechados para visitação em fevereiro de 2014.

 

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Antes de sair da cidade paramos no posto de combustível. Em Puerto Pirámides há somente um posto e há limite de abastecimento de 150 pesos por carro. O litro estava a 7,14 pesos.

 

Paramos também na padaria da cidade (Panaderia e Confiteria Crocanthi) para comprar nosso café da manhã e almoço.

 

Saímos da por volta das 11 horas em direção a Punta Pirámide, e no caminho paramos no mirante da cidade.

 

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Em Punta Pirámide, existe um local para estacionar o carro e passarelas para avistar os leões-marinhos. Foi muito emocionante ver e ouvir os leões-marinhos em seu habitat, se comportando de forma natural e sem influência humana.

 

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Apesar de a temperatura não estar tão baixa (estava em torno dos 15° pela manhã), o vento fazia a sensação térmica despencar.

 

A rodovia de entrada na península até Puerto Pirámides é pavimentada. De Puerto Pirámides a Punta Pirámide, metade é pavimentada (mesma estrada de acesso à cidade) e metade é de rípio. Já o caminho de Punta Pirámide até Punta Cantor e até Punta Norte é todo de rípio, com exceção de um trecho bem pequeno no início. A única coisa que cansa nestas estradas são as costelas de vaca, porque a estrada toda é ampla e quase sem buracos.

 

É muito importante dirigir devagar e com muita atenção nessas estradas, porque a cada pouco há animais atravessando, principalmente martinetas (espécie endêmica da Argentina, parecida com uma codorna do tamanho de uma galinha d’angola :)). Desde a entrada na península é possível ver inúmeras delas esmagadas na estrada e outras correndo atrapalhadas. Os motoristas argentinos parecem não se importar muito com as pequenas aves.

 

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Às 13h30 chegamos ao mirante de observação dos Pinguins de Magalhães. Havia adultos e filhotes e vários deles ficavam bem próximos dos turistas. O primeiro contato com os pinguins também é muito emocionante, pois eles parecem nem se importar com a presença humana enquanto tomam sol e se deliciam tomando um banho de mar.

 

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Depois descemos um pouco mais pela Ruta Provincial 47 até Punta Cantor, de onde é possível avistar os elefantes marinhos, percorrer algumas trilhas pequenas e avistar a Caleta Valdés (que é uma entrada do mar paralela à costa, formando uma faixa de terra ao lado da península).

 

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Este e outros lugares também são recantos de baleias e orcas. Porém, elas só aparecem de maio a dezembro.

 

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Chegamos em Punta Norte perto das 16 horas e ficamos admirados com a quantidade de leões-marinhos.

 

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O plano era voltar para Puerto Pirámides e seguir para Puerto Madryn apenas no dia seguinte, mas como o sol ainda estava alto resolvemos fazer este percurso neste dia mesmo.

 

Chegamos mais ou menos às 20 horas em Puerto Madryn com o sol ainda bem alto, procuramos um hotel e fizemos nosso jantar lá mesmo.

 

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[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Mirante de Puerto Pirámides: vista da cidade e das falésias
    • Punta Pirámide: observação de leões-marinhos
    • Punta Cantor e Caleta Valdés: observação de pinguins e elefantes marinhos
    • Punta Norte: observação de leões marinhos

 

Hospedagem

 

Hostel Kaló – Bom ::cool:::'> ::cool:::'>

Endereço: Av. Hipolito Yrigoyen 370, Puerto Madryn

Página: http://kalohostel.com.ar/

Preço: 500 pesos. Quarto com cozinha. Café da manhã não incluso.

 

Gastos do dia

 

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[t1]Dia 06 - 06/02/2014 – De Puerto Madryn a Caleta Olivia[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 522
    • Quilometragem acumulada da viagem: 3.946
    • Gasto aproximado do dia: R$ 267,91

Puerto Madryn é uma cidade portuária grande e bem estruturada para receber turistas, por isso, muitos que querem visitar a Península Valdés se instalam nesta cidade e daqui partem em excursões para a península.

 

Antes de seguirmos o trajeto do dia, demos uma volta pela orla de Puerto Madryn e tomamos café em uma cafeteria.

 

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O objetivo do dia era chegar em Caleta Olivia, cidade ao sul de Comodoro Rivadavia.

 

Saímos de Puerto Madryn próximo das 11 horas e chegamos em Caleta Olivia às 17 horas. A viagem foi bem tranquila porque a RN 3 é toda pavimentada e quase não há curvas.

 

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Em Caleta Olivia aproveitamos para dar caminhada pela cidade enquanto não anoitecia.

 

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Neste dia ficamos no hotel Robert, que foi indicação de outros relatos que lemos. Lemos também que apesar de Comodoro Rivadavia ser a maior cidade da região e ter diversos hotéis, os seus valores são altos e normalmente os hotéis lotam fácil por causa da atividade petrolífera da cidade. Por isso resolvemos ficar em Caleta Olivia.

 

Jantamos na cafeteria de um posto próximo ao hotel e dormimos cedo, como quase todos os dias.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Orla de Puerto Madryn: a cidade possui uma boa estrutura para turistas

Hospedagem

Hotel Robert – Bom ::cool:::'> ::cool:::'>

Endereço: Av. San Martín, 2151 Caleta Olivia

Página: http://www.hotelrobert.com.ar/

Preço: 445,00 pesos a diária sem café da manhã. Café da manhã 40 pesos por pessoa.

 

Gastos do dia

 

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