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Joinville a Ushuaia de carro [2014-02 Uruguai, Patagônia Argentina e Chilena]

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33 dias viajando de carro pela Patagônia argentina e chilena

Período de viagem: 01 fevereiro a 05 de março de 2014

 

Preparação

 

Roteiro

 

Há um tempo, meu namorado e eu lemos um relato do Roy Rudnick, autor do livro Mundo Por Terra em conjunto com Michelle Weiss. O relato descrevia a sua viagem de moto em 1999 a Ushuaia (http://www.mundoporterra.com.br/outras-aventuras/1999-2000-ushuaia-a-rota-do-fim-do-mundo-roy-rudnick/). A partir daí começamos a nos imaginar refazendo o percurso ao extremo sul da América.

 

Já tínhamos ouvido falar sobre as muitas belezas da Patagônia, mas elas até então pareciam bem distantes. E o que mais nos preocupava era como ir, pois não tínhamos um veículo 4x4. Em um bate-papo dos autores do livro Mundo Por Terra numa livraria em Joinville, perguntamos se era possível irmos pra Ushuaia com um carro popular e a resposta foi bem positiva. E para completar, pouco tempo depois vi uma reportagem de uma viagem muito parecida saindo de uma cidade próxima feita de Fusca (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/09/quatro-amigos-vao-ate-cidade-mais-ao-sul-do-mundo-bordo-de-um-fusca.html).

 

Depois disso, começamos a estruturar nosso próprio roteiro, pesquisar o que precisaríamos, ler muitos blogs e relatos aqui do Mochileiros.com. E conforme encontramos informações mais dúvidas também surgiam.

 

Por isso, aqui neste post, seguem informações, planejamento e relato para ajudar quem tem como destino a cidade de Ushuaia ou mesmo a Patagônia.

 

Nosso objetivo inicial era de Joinville ir para Ushuaia pela Ruta 40, oeste da Argentina, e pela Carretera Austral, no Chile, e retornar pela Ruta 3, litoral argentino. Mas, ficamos com muitas dúvidas a respeito do tempo que levaríamos, pois eu tinha apenas 32 dias de férias. Então decidimos fazer o trajeto contrário, porque pelo litoral a distância até Ushuaia era menor e, por estarmos descansados, conseguiríamos fazer uma maior quilometragem diariamente.

 

Tínhamos em mente visitar, além de Ushuaia, a Península Valdés, Parque Nacional Torres del Paine, Parque Nacional Los Glaciares em El Calafate e El Chaltén, Cueva de las Manos no Vale do rio Pinturas, Capillas de Mármol, Parque Nacional Queulat, Parque Nacional los Arrayanes e o Museu Municipal Ernesto Bachmann em Villa El Chocón.

 

Depois de muita pesquisa e análise da quilometragem fizemos um roteiro para 32 dias:

 

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Tínhamos a possibilidade de ficarmos mais dois dias viajando, mas preferimos deixar esse tempo disponível para alguma eventualidade.

 

Nossa viagem teve o seguinte trajeto:

Fonte: http://www.goprotravelling.com/trip/a4458b0764e4fb27ecf120558edcc5f1

 

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[t3]Bagagem[/t3]

 

Documentos necessários

 

Além do roteiro tínhamos muito que organizar. Por ser uma viagem internacional precisávamos prestar atenção à documentação. Levamos para a viagem:

 

  • Passaporte: O passaporte não é documento obrigatório em países do MERCOSUL. Somente o RG é suficiente para visitar Uruguai, Argentina e Chile. Mas, o levamos para facilitar os processos de entrada e saída nas aduanas. Para fazer o passaporte existe uma taxa de R$ 156,00 e ele é válido por 5 anos (Mais informações em:

http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte)
 
CNH – Carteira Nacional de Habilitação: Levamos nossa carteira de motorista nacional apesar de existir uma carteira de habilitação internacional chamada PID (Permissão Internacional para Dirigir). Se diz ser necessária para entrar no Chile, porém este documento não é cobrado. Mais informações sobre o PID em: http://www.denatran.gov.br/informativos/20070611_permissao_internacional.htm.
 
CRLV - Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo: A documentação do veículo precisa estar no nome do condutor/motorista principal. Caso não esteja é necessário uma autorização do proprietário do veículo registrada em cartório e com firma reconhecida em cada consulado dos países visitados. Pelo que pesquisamos este processo é bem trabalhoso. Não precisamos dele porque o carro estava no nome do condutor.
 
Seguro Carta Verde: seguro obrigatório para entrada no Uruguai e na Argentina. É necessário que o seguro cubra as datas em que o veículo vai ficar em território argentino e uruguaio. Para a nossa carta verde pagamos R$ 270,00 na HDI Seguros para o período de 31/01/2014 a 07/03/2014. Ela cobria também o território chileno, apesar de não ser obrigatório.

 

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Além destes documentos, levamos RG, CPF, Comprovante de residência brasileira... que não foram necessários durante a viagem. E por segurança, fizemos cópias dos documentos que tínhamos e salvamos em uma pasta online.

 

Precisamos apresentar nossos documentos somente nas aduanas (Passaporte, CNH, CRLV e Carta Verde), reserva de hotel (normalmente passaporte) e quando fomos parados pela polícia nas barreiras fitossanitárias. E não tivemos nenhum contratempo.

 

Itens obrigatórios

 

Vimos também que alguns itens, além dos que já estamos acostumados a ter, eram obrigatórios no carro:

 

  • Cambão: compramos um cambão pelo Mercado Livre por 100 reais.
    Triângulo adicional: na Argentina são obrigatórios dois triângulos. Conseguimos o segundo triângulo emprestado.
    Cadenas: são as correntes que vão nos pneus, em caso de neve. Como viajamos somente no verão não precisamos delas.

 

Não é necessário ter lençol branco, kit de primeiros socorros e outros equipamentos que se comenta ser necessário para entrar nesses países. Lemos muitos relatos de tentativas de extorsão pela polícia, principalmente argentina, usando do argumento de que o visitante não continha todos os itens obrigatórios. E através de uma sugestão daqui do Mochileiros.com estudamos bem as obrigações no trânsito.

 

Felizmente nenhum item nos foi solicitado e não tivemos nenhum problema ou indisposição com a polícia. E de modo geral fomos muito bem tratados durante toda a visita.

 

Bagagem

 

Os demais itens que levamos foram basicamente itens pessoais como roupas, materiais para acampamento e comida.

 

Nem tudo o que levamos, nós usamos. Principalmente roupas, nós conseguimos aproveitar o uso porque conseguíamos lavá-las nos hotéis e hostels que ficamos.

 

Segue abaixo a lista da nossa bagagem por categoria.

 

ELETRÔNICO

Importante: Levamos várias baterias extras (porque não sabíamos qual o periodicidade que recarregaríamos as baterias), pendrives e HDs externos (para backups das fotos).

 

  • • Notebook
    • Carregador de notebook
    • Mouse
    • Pilha AA
    • Câmera digital Sony TX20
    • Carregador e cabo da câmera
    • Bateria extra
    • Cartão de memória extra
    • Câmera digital Sony DSC W320
    • Carregador da câmera
    • Cabo USB da câmera
    • Tripé
    • Câmera GoPro
    • Carregador da câmera
    • Bateria extra
    • Adaptador cartão SD
    • Acessórios
    • Tripé grande
    • GPS Garmim
    • Cabo do GPS
    • Pilhas extras GPS normais
    • Pilhas recarregáveis GPS
    • Carregador de pilhas GPS
    • Adaptador veicular USB
    • Celular
    • Carregador de celular
    • Bateria extra do celular e cabo
    • HD externo e cabo USB
    • Pendrive
    • Inversor 12V para 110V
    • Suporte automotivo para GPS/Celular
    • Cabo de rede

VESTUÁRIO

Eu levei muitas roupas de frio, mas não usei todas. Basicamente usei uma segunda pele não tão quente, um fleece grosso e um corta-vento. É importante ter um bom corta-vento, porque o vento patagônico tem uma força surpreendente.

 

  • • Blusa manga curta/camiseta
    • Blusa manga comprida
    • Blusa segunda pele
    • Blusa de lã/fleece
    • Jaqueta impermeável/Corta-vento
    • Casaco sobretudo
    • Cachecol/lenço
    • Calção/Bermuda/Shorts
    • Calça segunda pele
    • Calça legging
    • Calça jeans
    • Calça impermeável
    • Chinelo
    • Tênis
    • Bota de caminhada
    • Bota de montaria
    • Meia grossa e fina
    • Calcinha/Cueca e Sutiã
    • Roupa de banho (biquini/sunga)
    • Pijama
    • Luva (segunda pele e lã)
    • Chapéu/Boné/Touca
    • Óculos de leitura
    • Óculos de sol
    • Relógio

HIGIENE

Como o tempo é muito seco em boa parte da Patagônia argentina usamos muito hidratante e protetor solar.

 

  • • Aparelho de barbear, lâminas e creme
    • Cotonete
    • Creme hidratante corporal e facial
    • Desodorante
    • Escova de cabelo/pente
    • Escova de dente e pasta, fio dental e flúor
    • Espelho
    • Gel fixador
    • Lenço umedecido
    • Papel higiênico
    • Protetor solar corporal, facial e labial
    • Repelente
    • Sabonete
    • Shampoo, Condicionador e Shampoo seco
    • Talco
    • Toalha de banho e rosto

LAVANDERIA

Levamos alguns itens para podermos lavar nossas roupas, o que foi muito útil.

 

  • • Balde pequeno
    • Escova
    • Sabão líquido

MATERIAL DE CAMPING

 

  • • Agulha e linha
    • Apito
    • Barraca
    • Bastão de caminhada
    • Binóculo
    • Bússola
    • Camelback e Cantil
    • Canivete multiuso
    • Capa de chuva para a mochila
    • Capa para chuva
    • Clorin
    • Cobertor térmico aluminizado
    • Cobertor
    • Combustível
    • Cordas multiuso
    • Fita adesiva (silvertape)
    • Impermeabilizante de barraca
    • Isolante térmico
    • Lanterna de cabeça
    • Lanterna de mão e pilhas
    • Lona plástica
    • Mochila cargueira e de ataque
    • Pano para limpar a barraca
    • Prendedores de roupa
    • Saco de dormir
    • Sacos plásticos
    • Termômetro
    • Tesoura

COZINHA

 

  • • Abridor de latas e garrafa
    • Caixa térmica
    • Copos ou canecas
    • Detergente e esponja para a louça
    • Faca e afiador
    • Espiriteira
    • Fogareiro e gás
    • Fósforos, isqueiro e pederneira
    • Garrafa térmica
    • Guardanapos
    • Panelas
    • Pote plástico com tampa
    • Pratos
    • Talheres

OUTROS

 

  • • Benjamim (T)
    • Caixas organizadoras (plástico e papelão)
    • Dicionário espanhol
    • Mapas

CARRO

Levamos um galão para gasolina, porque sabíamos que poderíamos sofrer com a falta de postos ou de combustível. Felizmente não tivemos nenhum aperto para usarmos a gasolina do galão.

 

  • • Cabo para chupeta
    • Cambão
    • Ferramentas
    • Galão para gasolina e Mangueira
    • Triângulo extra

MEDICAMENTOS

Levamos alguns medicamentos que consideramos importantes. Usamos bastante analgésico e tomamos vitamina C no início da viagem para manter a imunidade alta.

 

  • • Analgésico e Relaxante Muscular - Dorflex
    • Analgésico Neosaldina e Resfenol
    • Antialérgico
    • Antiespasmódico (para cólica)
    • Bala de gengibre (para enjoos em viagens de carro/cinetose)
    • Band Aid
    • Bepantol
    • Cataflan
    • Colírio
    • Comprimidos para náusea e vômitos - Dramin
    • Descongestionante nasal
    • Hidrafix (desidratação, prevenção de perdas de água e sais minerais)
    • Hipoglós
    • Mertiolate
    • Nexcare Fita Protetora para os pés
    • Sal de frutas
    • Vitamina C – Cebion

ALIMENTOS

 

É proibido passar pelas aduanas ou pelas barreiras fitossanitárias com comida fresca como frutas, verduras, carnes e laticínios. Mas é possível levar bastante comida, desde que seja industrializada e esteja lacrada.

 

Levamos comida pré-cozida (Vapza http://www.vapza.com.br/), macarrão, molhos prontos, queijo ralado tipo parmesão, sopas instantâneas, polenta, sucos de caixa, latas de milho, atum e legumes, biscoitos, torradas, farinha láctea, leite em pó, café, chá, sucrilhos, achocolatado... e até erva pro chimarrão.

 

Como estávamos de carro, conseguimos levar muita coisa, desde travesseiro a refrigerante 2 litros que ganhamos em Pelotas-RS.

 

Levando bastante comida conseguimos economizar nas refeições, que não eram baratas.

 

[t3]Orçamento[/t3]

 

Estimativa da viagem

 

Tendo em vista que andaríamos mais de 11 mil km com pedágios, visitaríamos parques, dormiríamos vários dias em hotéis e outros em campings, atravessaríamos o Mar De La Plata para Buenos Aires e o Estreito de Magalhães e faríamos algumas refeições em restaurantes, estimamos a viagem dessa forma:

 

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Já imaginávamos que a viagem custaria menos que o orçamento inicial. Porém queríamos estar prevenidos.

 

No fim, gastamos menos que 75% do orçado.

 

Gasolina estava bastante barata na Argentina, conseguimos não abastecer no Uruguai, em que a gasolina é cara, e abastecemos o mínimo possível no Chile. Além disso, conseguimos ótimos câmbios.

 

Mesmo fazendo o Big Ice em El Calafate, o valor gasto com passeios foi muito menor do orçado, porque a entrada da maioria dos parques era gratuita ou barata. Praticamente não fizemos passeios com agências, o que barateia bastante a viagem.

 

O único gasto que tivemos além do imaginado foi com a hospedagem. Gastamos mais de 50% do que havíamos previsto.

 

No fim da viagem os gastos foram os seguintes:

 

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Azul: Gastamos menos do que planejado

Amarelo: Gastamos praticamente o mesmo valor

Vermelho: Gastamos a mais do que o planejado

 

Câmbio

Tínhamos pensado inicialmente em levar a maioria do dinheiro em cartões pré-pagos (Visa Travel Money - www.visa.com.br/site/pessoas/cartoes/pre-pago/visa-travel-money), porém um mês antes da viagem o governo brasileiro aumentou a alíquota do IOF dos cartões e cheques pré-pagos de 0,38% para 6,38%, igual a do cartão de crédito.

 

Então decidimos levar cartões de débito e crédito somente para uma eventualidade, porque não queríamos pagar o IOF.

 

Como o câmbio influenciaria nos números da viagem e sabíamos que a cotação era muito melhor fora do que nas casas de câmbio do Brasil, deixamos pra trocar a maior parte do valor durante a viagem.

 

A melhor cotação que encontramos em Joinville – SC foi na MultiMoney (www.lojamultimoney.com.br), em que pagamos:

 

  • • Peso argentino 0,3187 reais
    • Peso chileno 0,0050647 reais
    • Peso uruguaio 0,1287 reais

Trocando dinheiro pela viagem, as médias das cotações conseguimos foram:

 

  • • Peso argentino 0,2563 reais
    • Peso chileno 0,005158 reais
    • Peso uruguaio 0,1190 reais

O peso argentino tinha uma cotação muito boa, principalmente em Buenos Aires.

 

A troca de peso chileno não foi tão fácil. Trocamos dinheiro em Puerto Natales e em Coyhaique. Em Puerto Natales, por ser turística, foi fácil encontrar um lugar para trocar dinheiro. Mas, em Coyhaique, mesmo sendo uma cidade grande, demoramos a achar um lugar que aceitasse reais.

 

Apesar de algumas dificuldades que tivemos pra o câmbio, valeu a pena trocarmos o dinheiro pelo caminho. No decorrer do relato, falo um pouco mais a respeito dos câmbios realizados.

 

 

A seguir, relato da viagem. Espero que gostem :wink:

Editado por Koslinsky

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  • Dia 01 - 01/02/2014 – Joinville a Chuy • Quilometragem do dia: 1.126 • Quilometragem acumulada da viagem: 1.126 • Gasto aproximado do dia em reais: R$ 946,80 Com tudo planejado e com

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Meus parabens, este é o relato mais completo que encontamos sobre este tema. Tambem estamos adorando a descrição da viagem. Não poderíamos ter encontrado o tópico em hora mais oportuna, vamos para a patagonia em dezembro (em rota muito parecida com a de voces). Estamos ansiosos pela continuação dos relatos. Abracos,

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[t1]Dia 07 - 07/02/2014 – De Caleta Olivia a Rio Gallegos, passando por Comandante Luis Piedra Buena e Parque Nacional Monte León[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 752
    • Quilometragem acumulada da viagem: 4.698
    • Gasto aproximado do dia: R$ 237,91

Neste dia, uma sexta-feira, nosso plano era fazer o trecho de Caleta Olivia a Rio Gallegos. O dia seria parecido com o anterior, mas tivemos ótimas surpresas.

 

Quando saímos de Caleta Olivia, às 8 horas, a temperatura estava um pouquinho mais baixa: 12°. Todos os dias pela manhã e no fim do dia a temperatura baixava, e como o vento era muito forte, sentíamos bastante frio. Porém, durante o dia e principalmente dentro do carro ficávamos com calor.

 

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No caminho para Rio Gallegos passamos por uma cidade que resolvemos conhecer: Comandante Luis Piedra Buena. Uma cidade bem pequena e muito bonita às margens do rio Santa Cruz. Esta cidade servia de base militar para a Guerra das Malvinas, então vimos diversos memoriais e praças homenageando os soldados que lutaram na guerra.

 

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Um fato interessante é que em vários locais víamos placas, geralmente nas entradas e nas saídas das cidades, dizendo “Las Malvinas son Argentinas”, apesar de eles terem perdido a guerra.

 

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Almoçamos no restaurante La Terminal da Estação Municipal de Ônibus e voltamos para a estrada.

 

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Uns 30 km depois, passamos por uma placa informando nossa entrada no Parque Nacional Monte León. Já tinha lido alguma coisa a respeito e sabia que neste parque havia uma colônia de pinguins de Magalhães.

 

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Ficamos indecisos se visitávamos ou não o lugar por causa do tempo, pois ainda tínhamos uma boa quilometragem pela frente. Mas, na administração do parque, que fica à beira da RN 3, os guarda-parques nos passaram as instruções da entrada e o que poderíamos visitar. Ficamos curiosos e decidimos pela visita. Além de tudo, a entrada era gratuita.

 

A área de visitação fica a 6 km da administração do parque e é composta por uma grande área de estepe e a costa marítima.

 

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Na estepe há vários animais como guanacos, choiques (um parente menor da ema) e pumas. Ainda bem que este último tem hábitos noturnos e não ficamos lá para vê-lo de perto. De qualquer forma, não é permitida a permanência nas dependências do parque a partir das 19 horas, exceto o local indicado para acampamento (que não chegamos a conhecer).

 

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Existe uma estrada, não pavimentada, que liga a RN 3 aos locais de visitação do parque. Para visitar a costa do parque onde há uma grande colônia de pinguins (a quinta mais importante da Argentina) é necessário estacionar o carro em um determinado ponto da estrada e seguir uma trilha rápida a pé.

 

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A trilha tem cerca de 2,5 km até a pinguineira. Levamos quase 40 minutos porque paramos para tirar muitas fotos. Ela é muito tranquila.

 

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8187082

 

No caminho, além de belas paisagens, vimos bastantes animais. Os guanacos deste parque são menos ariscos do que os que vimos na beira das estradas, pois o local é mais pacífico sem o movimento de carros.

 

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Próximo da pinguineira já era possível ouvir muito barulho, sentir o cheiro e ver alguns pinguins mortos, provavelmente meio comidos pelos pumas. Mais pra frente, onde a trilha era demarcada com uma cerca, já podíamos ver muitos pinguins. E quando chegamos ao mirante que dá vista para a praia nos surpreendemos com a quantidade deles.

 

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Ao final da trilha, já perto do carro, nos deparamos com uma pegada provavelmente de puma na areia.

 

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Deixamos o parque e seguimos para Rio Gallegos, cidade em que pretendíamos dormir.

 

A partir do parque a estrada começa a ficar cada vez mais florida e a paisagem desértica vai mudando um pouco.

 

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Ao chegarmos em Rio Gallegos procuramos por um camping que tínhamos visto pela internet, mas infelizmente não conseguimos encontrar. Então, através do GPS, encontramos um hostel chamado Hotel Paris e ficamos por lá.

 

Neste momento a garoa que tinha começado a cair ficou um pouquinho mais forte e a temperatura estava em 11°. Estava a cada dia um pouco mais frio.

 

Compramos algumas coisas num mercado próximo e fizemos nosso jantar no hostel.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Cidade de Comandante Luis Piedra Buena: a cidade é muito bonita para passear com muitos monumentos referente a guerra das Malvinas e o rio Santa Cruz oferece uma paisagem estonteante
    • Parque Nacional Monte Leon: Quinta maior pinguineira da Argentina, com paisagens muito bonitas e animais andando livremente

 

Hospedagem

Hotel Paris - Ruim ::bad::

Endereço: Av. Presidente N Kirchner (Ex Av. Ponte Roca ), 1040 - Río Gallegos

Página: http://www.hotelparisrg.com.ar/

Preço: 340,00 pesos a diária com café da manhã. Não gostamos do lugar porque ele estava bem acabado e não parecia muito limpo. A cama era muito velha e dura, o aquecedor deixava o quarto quente demais (não era possível regular a temperatura) e não havia rede Wi-Fi no quarto. O café da manhã, porém, foi bom (no estilo argentino).

 

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Gastos do dia

 

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Muito legais seus relatos! Estamos programando uma viagem parecida para este final de ano, vamos eu, minha esposa e nosso garotinho de 3 anos de idade. O roteiro ainda não está definido mas vai ser bem parecido com o roteiro que vocês fizeram (saímos de Jaraguá do Sul e destino final é Ushuaia). Podes passar algumas dicas de lugares imperdíveis e/ou alguma recomendação importante para a viagem?

 

Roberto

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Muito legais seus relatos! Estamos programando uma viagem parecida para este final de ano, vamos eu, minha esposa e nosso garotinho de 3 anos de idade. O roteiro ainda não está definido mas vai ser bem parecido com o roteiro que vocês fizeram (saímos de Jaraguá do Sul e destino final é Ushuaia). Podes passar algumas dicas de lugares imperdíveis e/ou alguma recomendação importante para a viagem? Roberto

 

 

Olá Roberto Mesch,

 

Como você vai com um garotinho, acredito que seja importante que você reserve a hospedagem por onde você for. Nós sofremos para achar hospedagem em Rio Grande (na Terra do Fogo), em Ushuaia e em El Calafate.

Mas como não dá pra fazer muito antecipadamente a reserva, até porque engessa a viagem, sugiro que você utilize o http://www.booking.com/. Em alguns destinos nós procuramos e reservamos a hospedagem um dia antes. Mas fique bem atento em relação ao valor do hospedagem. Nem sempre no valor da hospedagem estão inclusos os impostos ou outras taxas que podem ser bem altos.

Acredito que seja importante também fazer uma quilometragem menor por dia. Por mais que sejam só retas, é bastante cansativo.

Dá uma olhada neste blog: http://viajandodecarro.com.br/viagens-realizadas/viagem-janeiro-2012/. Eles fizeram a viagem pra Ushuaia com um menino de um ano. É muito legal o relato deles.

 

Em relação ao lugares, eu fiquei maravilhada com a Península Valdés e com o Monte León (eu amo pinguins :)). Adorei a trilha até a Laguna Esmeralda (não sei se é fácil fazer com uma criança tão pequena) e o parque Tierra del Fuego em Ushuaia (fácil acesso e ótima estrutura), o parque Torres del Paine (de carro da pra ir a muito lugares legais no parque, é muito lindo e tranquilo), as trilhas de El Chalten (são maiores que a Laguna Esmeralda), as Capillas de Marmol no Lago General Carrera (passeio de barco), a Cueva de las Manos (pinturas rupestres, uma visita bem tranquila) e El Bolson (a cidade é linda e aconchegante, estamos planejando voltar pra lá).

 

Existem outros lugares incríveis, mas os que citei são os que primeiro me veem à lembrança.

 

Espero que vocês aproveitem bastante :)

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Olá,

 

Mais uma vez gostariamos de te parabenizar pelos relatos!!

 

Ficamos com uma dúvida, se não estou enganado você disse em um tópico anterior que vocês tinham um galão de combustível reserva. Este galão foi transportado dentro ou fora do carro (no bagageiro de teto)? É permitido levar o galão dentro do carro?

 

Muito obrigado.

 

Abraços,

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Olá,

Mais uma vez gostariamos de te parabenizar pelos relatos!!

Ficamos com uma dúvida, se não estou enganado você disse em um tópico anterior que vocês tinham um galão de combustível reserva. Este galão foi transportado dentro ou fora do carro (no bagageiro de teto)? É permitido levar o galão dentro do carro?

Muito obrigado.

Abraços,

 

Olá edfine,

 

Nós levamos um galão de 20 litros, mas enchemos somente uns 10.

Não tínhamos uma estrutura para deixarmos fora, por isso, deixamos dentro do carro mesmo, junto com a bagagem. Não foi uma boa escolha por causa do cheiro.

Não sei dizer se é permitido levar dentro do carro, mas ninguém falou nada pelas aduanas e revistas que passamos. Então seguimos assim mesmo.

No fim das contas, não precisamos realmente do galão. Mas, fizemos a viagem mais aliviados sabendo que se não achássemos um posto, teríamos gasolina reserva.

 

Obrigada por acompanhar!

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[t1]Dia 08 - 08/02/2014 – De Rio Gallegos a Rio Grande na Terra do Fogo, atravessando o Estreito de Magalhães[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 373
    • Quilometragem acumulada da viagem: 5.071
    • Gasto aproximado do dia: R$ 265,56

 

Neste dia cruzaríamos o Estreito de Magalhães e chegaríamos à Terra do Fogo, por isso estávamos bem animados.

 

Para se chegar em Ushuaia por terra é necessário entrar em território chileno, atravessar de balsa o Estreito de Magalhães e entrar novamente em território argentino.

 

Saímos antes das 8 horas (11°C) de Rio Gallegos e chegamos na aduana para entrada no Chile as 9 horas. Infelizmente a fila estava bem grande e, acredito que por ser sábado, levamos duas horas para finalizar a imigração e pegarmos a estrada de novo.

 

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Nesta aduana saímos da Argentina e já demos entrada no Chile, tudo na mesma sala, só que com bastante fila. Foi feita também uma revista no carro antes de seguirmos viagem.

 

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Quase meia-hora depois chegamos ao Estreito de Magalhães (passagem onde o Oceano Atlântico encontra o Pacífico) e ficamos esperando na fila de carros para pegarmos a balsa.

 

Existem dois pontos de travessia do Estreito de Magalhães: Em Porvenir e em Punta Delgada. Nosso roteiro estava traçado para atravessarmos o estreito por Punta Delgada porque neste lugar a duração da travessia é menor e existem muito mais horários disponíveis.

 

O serviço de transporte em Punta Delgada é feito pela Transbordadora Austral Broom todos os dias das 08h30 (continente) até à 1h da madrugada seguinte (Terra do Fogo). Para pegar a balsa basta embarcar na balsa. Não precisa de reservas e o pagamento é feito na própria balsa durante a travessia.

 

Nós pagamos em fevereiro/2014 300 pesos argentinos. Hoje segundo o site da empresa, a travessia hoje custa 375 pesos argentinos.

 

Mais informações em: http://www.tabsa.cl/portal/index.php/en/

 

Quando chegou a nossa vez de atravessarmos o estreito o serviço da travessia foi suspenso por causa do vento forte. Ficamos então esperando o serviço ser finalmente reestabelecido. A espera levou 7 horas, das 11h30 às 18h30. Neste período a balsa vazia atravessou algumas vezes o estreito, mas sem boas notícias.

 

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Almoçamos na lanchonete que existe ali. Ela possui opções de pratos e lanches. Comemos um sanduíche chamado barro luco (carne, pão, queijo e maionese) por 2.375 pesos chilenos (em torno de 12 reais).

 

No começo nos perdíamos na conversão da moeda chilena. Então, tentávamos fazer um cálculo para converter a moeda. :idea: De maneira bem superficial cortávamos os últimos dois dígitos do valor chileno e dividíamos por dois. Exemplo: 2.375 / 2 = ~12 reais. Mas, como a cotação da moeda muda frequentemente talvez este cálculo não seja mais válido nos dias de hoje.

 

Passamos o dia fazendo backup das nossas fotos, admirando o estreito e tremendo de frio.

 

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Quando o serviço voltou ficamos muito felizes! Já estávamos com medo de não conseguirmos atravessar no dia.

 

Depois de entrarmos na balsa, efetuamos o pagamento da travessia em um balcão e ficamos no compartimento de espera.

 

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Quando desembarcamos da balsa e pegamos novamente a estrada, vimos que a fila de carros para a balsa do lado da Terra do Fogo passava de 3 km.

 

Felizmente os trâmites de imigração nas aduanas seguintes foram bem rápidos. Levamos 10 minutos na 1ª aduana para saída do Chile e 20 minutos na 2ª aduana para entrada na Argentina (San Sebastian). Elas não estão na mesma estrutura e ficam separadas por quase 15 km.

 

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O caminho até foi bastante cansativo, pois já estávamos cansados da espera no Estreito de Magalhaes e também porque pegamos um bom trecho de rípio.

 

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Chegamos em Rio Grande perto das 22h30 e fomos atrás do camping que tínhamos pesquisado pela internet. Assim como em Bahia Blanca, não encontramos o camping e tivemos que buscar outra hospedagem. Ficamos mais de uma hora procurando vaga em hotel porque a maior parte estava lotada.

 

Encontramos uma vaga no Hostel Antares com ótimo atendimento e um delicioso café da manhã.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Estreito de Magalhães: Considerado oceano Pacífico, separando territórios argentinos e chilenos. A travessia é uma grande atração.

 

Hospedagem

 

Hostel Antares - Muito bom ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

Endereço: Esteban Echeverria 49, Rio Grande (Terra do Fogo)

Página: https://www.facebook.com/HostalAntares

Preço: 420 pesos argentinos com café da manhã. Ótimo atendimento. Lugar muito limpo e organizado.

 

Gastos do dia

 

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[t1]Dia 09 - 09/02/2014 – De Rio Grande a Ushuaia![/t1]


  • • Quilometragem do dia: 244
    • Quilometragem acumulada da viagem: 5.315
    • Gasto aproximado do dia: R$ 349,53

 

Depois de 5.278,9 km: Ushuaia!

 

 

 

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No nono dia de viagem saímos por volta das 10 horas (9,5°C) de Rio Grande e seguimos para Ushuaia. Paramos em Tolhuin para abastecer e em outros diversos pontos do percurso para fotografar. A natureza que beira a estrada para Ushuaia é um espetáculo. As árvores mais altas começam a aparecer, mais e mais guanacos e montanhas!

 

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A estrada é boa, é larga o suficiente para duas pistas, quase toda pavimentada, e quase toda protegida com guardrails.

 

No caminho os pontos mais bonitos para mim foram a vista do Lago Fagnano, a vista do Lago Escondido com o Paso Garibaldi e a visão das montanhas.

 

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Ao chegarmos em Ushuaia, às 14 horas, procuramos um lugar para almoçar e uma agência para os passeios do dia seguinte.

 

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Percebemos que em Ushuaia os restaurantes não ficam abertos durante o dia à disposição dos atrasados, mas felizmente achamos um lugar para comer: Ice Bar.

 

A cidade de Ushuaia é muito bonita com ruas íngremes, de um lado montanhas com o topo nevado e do outro mar!

 

Nas ruas principais de Ushuaia, principalmente na San Martin, existem várias opções de agência de turismo. Pelo que vimos, os valores eram todos parecidos.

 

Os principais passeios em Ushuaia segundo as agências são:


  • Parque Nacional Tierra del Fuego: com a opção do Tren del Fin del Mundo. Como estávamos de carro decidimos conhecer o parque por nós mesmos.
    Navegación Canal Beagle: Contratamos este passeio para o dia seguinte. É imperdível!
    Travesía Lagos: Não fizemos porque já tínhamos feito boa parte do percurso entre as montanhas no caminho até Ushuaia.
    Avistaje de castores: Passeio noturno.
    Trekking Laguna Esmeralda: Fizemos por nós mesmos no terceiro dia em Ushuaia.
    Trekking Glaciar Albino: Resolvemos conhecer apenas o Glaciar Martial no terceiro dia em Ushuaia.
    Sobrevuelos: Não tínhamos cacife para este passeio.
    Cabalgatas: Apesar de amarmos cavalos, este vai ficar pra próxima visita.

 

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Fechamos então o passeio de barco pelo Beagle para o dia seguinte. Depois descobrimos que o passeio de barco pode ser acertado, talvez com valores melhores, diretamente nas pequenas cabanas que ficam perto da entrada do Porto de Ushuaia. A agência que comercializou o passeio para nós somente intermediou a venda.

 

Pagamos pelo passeio no Beagle 800 pesos argentinos para duas pessoas.

 

Depois de tudo acertado para o dia seguinte, seguimos para o Parque Nacional Tierra del Fuego. Este parque foi uma das atrações mais incríveis da nossa viagem. Nele, além de paisagens magníficas, também se encontra o fim da Ruta 3, considerado turisticamente o fim do mundo, pois é o ponto mais sul do mundo que se pode chegar de carro.

 

Chegamos no parque perto das 16h30, pagamos a entrada – 60 pesos argentinos por pessoa – e seguimos para a área de acampamento Lago Roca.

 

Segundo o guia O Viajante América do Sul, o guarda-parques funciona das 7h às 21h (das 8h até o entardecer/escurecer), e quem entra entre as 22h-7h não paga ingresso. E no inverno a entrada é gratuita todo os dia

 

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No parque existem áreas de camping selvagem e estruturado. Decidimos ficar no Lago Roca, pois ele possui estrutura de banheiros (baños) e chuveiros (duchas). O valor para ficar no camping era de 40 pesos por pessoa.

 

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Depois de montarmos o acampamento fomos caminhar pela redondeza e fizemos uma pequena parte da trilha Hito XXIV, que margeia o Lago Roca e termina na fronteira Argentina-Chile.

 

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No verão, quanto mais ao sul mais tarde o sol se põe. Caminhamos bastante, tiramos muitas fotos, fizemos nosso jantar, nos deitamos e ainda estava claro às 22 horas.

 

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[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Lago Fagnano: 100 km antes de Ushuaia. Um dos maiores lagos da América do Sul. É muito bonito e lembra a região dos Lagos mais ao norte na Argentina.
    • Lago Escondido e Paso Garibaldi: 60 km antes de Ushuaia. Lago muito bonito em meio às montanhas e ao seu lado o Paso Garibaldi, em que são feitos passeios em veículos 4x4.
    • Cidade de Ushuaia: Cidade bem turística com muitas opções de compras. Quando fomos os preços não estavam bons em relação ao Brasil.
    • Parque Nacional Terra do Fogo: Além de marcar o fim da ruta 3, possui paisagens de tirar o fôlego.

Hospedagem

 

Camping Lago Roca – Muito bom ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

Endereço: Parque Nacional Tierra del Fuego

Página: https://www.facebook.com/confiteria.lagoroca

Preço: 40 pesos argentinos por pessoa. Banheiros com aquecimento e água quente. Paisagem maravilhosa!

 

Gastos do dia

 

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Olá,

 

muito obrigado pelas informações sobre o galão de combustível reserva. Seguimos todos os dias curiosos por novos relatos e fotos =)

 

Abraços,

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Sensacional Koslinsky, muito bem detalhado. Nessa época que vocês foram, Ushuaia estava muito cheia? Estou me programando para ir ano que vem, ou no periodo do natal ou talvez nessa mesma época que vocês foram.

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