Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Joinville a Ushuaia de carro [2014-02 Uruguai, Patagônia Argentina e Chilena]

Postado
  • Membros

33 dias viajando de carro pela Patagônia argentina e chilena

Período de viagem: 01 fevereiro a 05 de março de 2014

 

Preparação

 

Roteiro

 

Há um tempo, meu namorado e eu lemos um relato do Roy Rudnick, autor do livro Mundo Por Terra em conjunto com Michelle Weiss. O relato descrevia a sua viagem de moto em 1999 a Ushuaia (http://www.mundoporterra.com.br/outras-aventuras/1999-2000-ushuaia-a-rota-do-fim-do-mundo-roy-rudnick/). A partir daí começamos a nos imaginar refazendo o percurso ao extremo sul da América.

 

Já tínhamos ouvido falar sobre as muitas belezas da Patagônia, mas elas até então pareciam bem distantes. E o que mais nos preocupava era como ir, pois não tínhamos um veículo 4x4. Em um bate-papo dos autores do livro Mundo Por Terra numa livraria em Joinville, perguntamos se era possível irmos pra Ushuaia com um carro popular e a resposta foi bem positiva. E para completar, pouco tempo depois vi uma reportagem de uma viagem muito parecida saindo de uma cidade próxima feita de Fusca (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/09/quatro-amigos-vao-ate-cidade-mais-ao-sul-do-mundo-bordo-de-um-fusca.html).

 

Depois disso, começamos a estruturar nosso próprio roteiro, pesquisar o que precisaríamos, ler muitos blogs e relatos aqui do Mochileiros.com. E conforme encontramos informações mais dúvidas também surgiam.

 

Por isso, aqui neste post, seguem informações, planejamento e relato para ajudar quem tem como destino a cidade de Ushuaia ou mesmo a Patagônia.

 

Nosso objetivo inicial era de Joinville ir para Ushuaia pela Ruta 40, oeste da Argentina, e pela Carretera Austral, no Chile, e retornar pela Ruta 3, litoral argentino. Mas, ficamos com muitas dúvidas a respeito do tempo que levaríamos, pois eu tinha apenas 32 dias de férias. Então decidimos fazer o trajeto contrário, porque pelo litoral a distância até Ushuaia era menor e, por estarmos descansados, conseguiríamos fazer uma maior quilometragem diariamente.

 

Tínhamos em mente visitar, além de Ushuaia, a Península Valdés, Parque Nacional Torres del Paine, Parque Nacional Los Glaciares em El Calafate e El Chaltén, Cueva de las Manos no Vale do rio Pinturas, Capillas de Mármol, Parque Nacional Queulat, Parque Nacional los Arrayanes e o Museu Municipal Ernesto Bachmann em Villa El Chocón.

 

Depois de muita pesquisa e análise da quilometragem fizemos um roteiro para 32 dias:

 

598dbcbf2a533_Imagem001Roteiropreviamenteestabelecido.jpg.ccde5fc7e85ea55adcc18b5a4c6e640c.jpg

 

Tínhamos a possibilidade de ficarmos mais dois dias viajando, mas preferimos deixar esse tempo disponível para alguma eventualidade.

 

Nossa viagem teve o seguinte trajeto:

Fonte: http://www.goprotravelling.com/trip/a4458b0764e4fb27ecf120558edcc5f1

 

598dbcbf333b9_Imagem002Trajetorealizado.jpg.b2bb72fcbb8ee19637aa25ef2cdf4338.jpg

 

[t3]Bagagem[/t3]

 

Documentos necessários

 

Além do roteiro tínhamos muito que organizar. Por ser uma viagem internacional precisávamos prestar atenção à documentação. Levamos para a viagem:

 

  • Passaporte: O passaporte não é documento obrigatório em países do MERCOSUL. Somente o RG é suficiente para visitar Uruguai, Argentina e Chile. Mas, o levamos para facilitar os processos de entrada e saída nas aduanas. Para fazer o passaporte existe uma taxa de R$ 156,00 e ele é válido por 5 anos (Mais informações em:

http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte)
 
CNH – Carteira Nacional de Habilitação: Levamos nossa carteira de motorista nacional apesar de existir uma carteira de habilitação internacional chamada PID (Permissão Internacional para Dirigir). Se diz ser necessária para entrar no Chile, porém este documento não é cobrado. Mais informações sobre o PID em: http://www.denatran.gov.br/informativos/20070611_permissao_internacional.htm.
 
CRLV - Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo: A documentação do veículo precisa estar no nome do condutor/motorista principal. Caso não esteja é necessário uma autorização do proprietário do veículo registrada em cartório e com firma reconhecida em cada consulado dos países visitados. Pelo que pesquisamos este processo é bem trabalhoso. Não precisamos dele porque o carro estava no nome do condutor.
 
Seguro Carta Verde: seguro obrigatório para entrada no Uruguai e na Argentina. É necessário que o seguro cubra as datas em que o veículo vai ficar em território argentino e uruguaio. Para a nossa carta verde pagamos R$ 270,00 na HDI Seguros para o período de 31/01/2014 a 07/03/2014. Ela cobria também o território chileno, apesar de não ser obrigatório.

 

598dbcbf3e8cf_Imagem003Segurocartaverde.jpg.e535975fc1e50c4cb2022c4ef67feb68.jpg

 

Além destes documentos, levamos RG, CPF, Comprovante de residência brasileira... que não foram necessários durante a viagem. E por segurança, fizemos cópias dos documentos que tínhamos e salvamos em uma pasta online.

 

Precisamos apresentar nossos documentos somente nas aduanas (Passaporte, CNH, CRLV e Carta Verde), reserva de hotel (normalmente passaporte) e quando fomos parados pela polícia nas barreiras fitossanitárias. E não tivemos nenhum contratempo.

 

Itens obrigatórios

 

Vimos também que alguns itens, além dos que já estamos acostumados a ter, eram obrigatórios no carro:

 

  • Cambão: compramos um cambão pelo Mercado Livre por 100 reais.
    Triângulo adicional: na Argentina são obrigatórios dois triângulos. Conseguimos o segundo triângulo emprestado.
    Cadenas: são as correntes que vão nos pneus, em caso de neve. Como viajamos somente no verão não precisamos delas.

 

Não é necessário ter lençol branco, kit de primeiros socorros e outros equipamentos que se comenta ser necessário para entrar nesses países. Lemos muitos relatos de tentativas de extorsão pela polícia, principalmente argentina, usando do argumento de que o visitante não continha todos os itens obrigatórios. E através de uma sugestão daqui do Mochileiros.com estudamos bem as obrigações no trânsito.

 

Felizmente nenhum item nos foi solicitado e não tivemos nenhum problema ou indisposição com a polícia. E de modo geral fomos muito bem tratados durante toda a visita.

 

Bagagem

 

Os demais itens que levamos foram basicamente itens pessoais como roupas, materiais para acampamento e comida.

 

Nem tudo o que levamos, nós usamos. Principalmente roupas, nós conseguimos aproveitar o uso porque conseguíamos lavá-las nos hotéis e hostels que ficamos.

 

Segue abaixo a lista da nossa bagagem por categoria.

 

ELETRÔNICO

Importante: Levamos várias baterias extras (porque não sabíamos qual o periodicidade que recarregaríamos as baterias), pendrives e HDs externos (para backups das fotos).

 

  • • Notebook
    • Carregador de notebook
    • Mouse
    • Pilha AA
    • Câmera digital Sony TX20
    • Carregador e cabo da câmera
    • Bateria extra
    • Cartão de memória extra
    • Câmera digital Sony DSC W320
    • Carregador da câmera
    • Cabo USB da câmera
    • Tripé
    • Câmera GoPro
    • Carregador da câmera
    • Bateria extra
    • Adaptador cartão SD
    • Acessórios
    • Tripé grande
    • GPS Garmim
    • Cabo do GPS
    • Pilhas extras GPS normais
    • Pilhas recarregáveis GPS
    • Carregador de pilhas GPS
    • Adaptador veicular USB
    • Celular
    • Carregador de celular
    • Bateria extra do celular e cabo
    • HD externo e cabo USB
    • Pendrive
    • Inversor 12V para 110V
    • Suporte automotivo para GPS/Celular
    • Cabo de rede

VESTUÁRIO

Eu levei muitas roupas de frio, mas não usei todas. Basicamente usei uma segunda pele não tão quente, um fleece grosso e um corta-vento. É importante ter um bom corta-vento, porque o vento patagônico tem uma força surpreendente.

 

  • • Blusa manga curta/camiseta
    • Blusa manga comprida
    • Blusa segunda pele
    • Blusa de lã/fleece
    • Jaqueta impermeável/Corta-vento
    • Casaco sobretudo
    • Cachecol/lenço
    • Calção/Bermuda/Shorts
    • Calça segunda pele
    • Calça legging
    • Calça jeans
    • Calça impermeável
    • Chinelo
    • Tênis
    • Bota de caminhada
    • Bota de montaria
    • Meia grossa e fina
    • Calcinha/Cueca e Sutiã
    • Roupa de banho (biquini/sunga)
    • Pijama
    • Luva (segunda pele e lã)
    • Chapéu/Boné/Touca
    • Óculos de leitura
    • Óculos de sol
    • Relógio

HIGIENE

Como o tempo é muito seco em boa parte da Patagônia argentina usamos muito hidratante e protetor solar.

 

  • • Aparelho de barbear, lâminas e creme
    • Cotonete
    • Creme hidratante corporal e facial
    • Desodorante
    • Escova de cabelo/pente
    • Escova de dente e pasta, fio dental e flúor
    • Espelho
    • Gel fixador
    • Lenço umedecido
    • Papel higiênico
    • Protetor solar corporal, facial e labial
    • Repelente
    • Sabonete
    • Shampoo, Condicionador e Shampoo seco
    • Talco
    • Toalha de banho e rosto

LAVANDERIA

Levamos alguns itens para podermos lavar nossas roupas, o que foi muito útil.

 

  • • Balde pequeno
    • Escova
    • Sabão líquido

MATERIAL DE CAMPING

 

  • • Agulha e linha
    • Apito
    • Barraca
    • Bastão de caminhada
    • Binóculo
    • Bússola
    • Camelback e Cantil
    • Canivete multiuso
    • Capa de chuva para a mochila
    • Capa para chuva
    • Clorin
    • Cobertor térmico aluminizado
    • Cobertor
    • Combustível
    • Cordas multiuso
    • Fita adesiva (silvertape)
    • Impermeabilizante de barraca
    • Isolante térmico
    • Lanterna de cabeça
    • Lanterna de mão e pilhas
    • Lona plástica
    • Mochila cargueira e de ataque
    • Pano para limpar a barraca
    • Prendedores de roupa
    • Saco de dormir
    • Sacos plásticos
    • Termômetro
    • Tesoura

COZINHA

 

  • • Abridor de latas e garrafa
    • Caixa térmica
    • Copos ou canecas
    • Detergente e esponja para a louça
    • Faca e afiador
    • Espiriteira
    • Fogareiro e gás
    • Fósforos, isqueiro e pederneira
    • Garrafa térmica
    • Guardanapos
    • Panelas
    • Pote plástico com tampa
    • Pratos
    • Talheres

OUTROS

 

  • • Benjamim (T)
    • Caixas organizadoras (plástico e papelão)
    • Dicionário espanhol
    • Mapas

CARRO

Levamos um galão para gasolina, porque sabíamos que poderíamos sofrer com a falta de postos ou de combustível. Felizmente não tivemos nenhum aperto para usarmos a gasolina do galão.

 

  • • Cabo para chupeta
    • Cambão
    • Ferramentas
    • Galão para gasolina e Mangueira
    • Triângulo extra

MEDICAMENTOS

Levamos alguns medicamentos que consideramos importantes. Usamos bastante analgésico e tomamos vitamina C no início da viagem para manter a imunidade alta.

 

  • • Analgésico e Relaxante Muscular - Dorflex
    • Analgésico Neosaldina e Resfenol
    • Antialérgico
    • Antiespasmódico (para cólica)
    • Bala de gengibre (para enjoos em viagens de carro/cinetose)
    • Band Aid
    • Bepantol
    • Cataflan
    • Colírio
    • Comprimidos para náusea e vômitos - Dramin
    • Descongestionante nasal
    • Hidrafix (desidratação, prevenção de perdas de água e sais minerais)
    • Hipoglós
    • Mertiolate
    • Nexcare Fita Protetora para os pés
    • Sal de frutas
    • Vitamina C – Cebion

ALIMENTOS

 

É proibido passar pelas aduanas ou pelas barreiras fitossanitárias com comida fresca como frutas, verduras, carnes e laticínios. Mas é possível levar bastante comida, desde que seja industrializada e esteja lacrada.

 

Levamos comida pré-cozida (Vapza http://www.vapza.com.br/), macarrão, molhos prontos, queijo ralado tipo parmesão, sopas instantâneas, polenta, sucos de caixa, latas de milho, atum e legumes, biscoitos, torradas, farinha láctea, leite em pó, café, chá, sucrilhos, achocolatado... e até erva pro chimarrão.

 

Como estávamos de carro, conseguimos levar muita coisa, desde travesseiro a refrigerante 2 litros que ganhamos em Pelotas-RS.

 

Levando bastante comida conseguimos economizar nas refeições, que não eram baratas.

 

[t3]Orçamento[/t3]

 

Estimativa da viagem

 

Tendo em vista que andaríamos mais de 11 mil km com pedágios, visitaríamos parques, dormiríamos vários dias em hotéis e outros em campings, atravessaríamos o Mar De La Plata para Buenos Aires e o Estreito de Magalhães e faríamos algumas refeições em restaurantes, estimamos a viagem dessa forma:

 

598dbcbf4ab73_Imagem004Gastoestimadodaviagem.jpg.0bf37aef7f1aa3d89d157f91f59b88be.jpg

 

Já imaginávamos que a viagem custaria menos que o orçamento inicial. Porém queríamos estar prevenidos.

 

No fim, gastamos menos que 75% do orçado.

 

Gasolina estava bastante barata na Argentina, conseguimos não abastecer no Uruguai, em que a gasolina é cara, e abastecemos o mínimo possível no Chile. Além disso, conseguimos ótimos câmbios.

 

Mesmo fazendo o Big Ice em El Calafate, o valor gasto com passeios foi muito menor do orçado, porque a entrada da maioria dos parques era gratuita ou barata. Praticamente não fizemos passeios com agências, o que barateia bastante a viagem.

 

O único gasto que tivemos além do imaginado foi com a hospedagem. Gastamos mais de 50% do que havíamos previsto.

 

No fim da viagem os gastos foram os seguintes:

 

598dbcbf4fe45_Imagem005Gastosdaviagem.jpg.cc9dc00f885b868da4e9691939a7d32e.jpg

Azul: Gastamos menos do que planejado

Amarelo: Gastamos praticamente o mesmo valor

Vermelho: Gastamos a mais do que o planejado

 

Câmbio

Tínhamos pensado inicialmente em levar a maioria do dinheiro em cartões pré-pagos (Visa Travel Money - www.visa.com.br/site/pessoas/cartoes/pre-pago/visa-travel-money), porém um mês antes da viagem o governo brasileiro aumentou a alíquota do IOF dos cartões e cheques pré-pagos de 0,38% para 6,38%, igual a do cartão de crédito.

 

Então decidimos levar cartões de débito e crédito somente para uma eventualidade, porque não queríamos pagar o IOF.

 

Como o câmbio influenciaria nos números da viagem e sabíamos que a cotação era muito melhor fora do que nas casas de câmbio do Brasil, deixamos pra trocar a maior parte do valor durante a viagem.

 

A melhor cotação que encontramos em Joinville – SC foi na MultiMoney (www.lojamultimoney.com.br), em que pagamos:

 

  • • Peso argentino 0,3187 reais
    • Peso chileno 0,0050647 reais
    • Peso uruguaio 0,1287 reais

Trocando dinheiro pela viagem, as médias das cotações conseguimos foram:

 

  • • Peso argentino 0,2563 reais
    • Peso chileno 0,005158 reais
    • Peso uruguaio 0,1190 reais

O peso argentino tinha uma cotação muito boa, principalmente em Buenos Aires.

 

A troca de peso chileno não foi tão fácil. Trocamos dinheiro em Puerto Natales e em Coyhaique. Em Puerto Natales, por ser turística, foi fácil encontrar um lugar para trocar dinheiro. Mas, em Coyhaique, mesmo sendo uma cidade grande, demoramos a achar um lugar que aceitasse reais.

 

Apesar de algumas dificuldades que tivemos pra o câmbio, valeu a pena trocarmos o dinheiro pelo caminho. No decorrer do relato, falo um pouco mais a respeito dos câmbios realizados.

 

 

A seguir, relato da viagem. Espero que gostem :wink:

Editado por Koslinsky

  • Respostas 120
  • Visualizações 62.4k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • Dia 01 - 01/02/2014 – Joinville a Chuy • Quilometragem do dia: 1.126 • Quilometragem acumulada da viagem: 1.126 • Gasto aproximado do dia em reais: R$ 946,80 Com tudo planejado e com

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros
Sensacional Koslinsky, muito bem detalhado. Nessa época que vocês foram, Ushuaia estava muito cheia? Estou me programando para ir ano que vem, ou no periodo do natal ou talvez nessa mesma época que vocês foram.

 

Olá hlirajunior, Sim, Ushuaia estava bem cheia. Os restaurantes estavam cheios e tivemos um pouco de trabalho para conseguir hotel, porque deixamos para encontrar vaga por lá. Mas, nada que prejudicasse.

Preferimos fazer a viagem em fevereiro por causa dos custos. Pelo que pesquisamos, em fevereiro os valores são menores que em dezembro e janeiro e ainda é "bem quente". :)

Postado
  • Autor
  • Membros

[t1]Dia 10 - 10/02/2014 – Ushuaia: Parque Nacional Tierra del Fuego e Canal do Beagle[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 43
    • Quilometragem acumulada da viagem: 5.358
    • Gasto aproximado do dia: R$ 276,51

 

Nosso objetivo do dia era, pela manhã, conhecer melhor o Parque Nacional Tierra del Fuego e, à tarde, fazer o passeio de barco pelo Canal do Beagle.

 

598dc04244a04_Imagem210Dia10-MapadoparqueexpostodaCafeteriaLagoRoca.JPG.fa6d85adebdfd2244a3c008c059632a7.JPG

 

O PN Tierra del Fuego tem muitas atrações e diversas opções de trilhas suficientes para preencher vários dias. Nós tivemos basicamente um dia no parque: a tarde do dia anterior em que conhecemos o Lago Roca e caminhamos pela região, e a manhã deste dia, em que chegamos ao fim da Ruta 3 na Bahia Lapataia, visitamos o Mirador Lapataia, a Castoreira, Laguna Negra e sua turfa, Laguna Verde e a Enseada Zaratiegui.

 

O dia estava ensolarado e frio (a previsão era de mínima 5° e máxima 10°C). Saímos do Lago Roca e seguimos a Ruta 3 até o fim. Pouco antes de se chegar ao parque a RN 3 não está mais pavimentada, porém em ótimo estado. A RN 3 começa em Buenos Aires e termina em seus 3.079 km na Bahia Lapataia. O legal deste lugar, é que é o fim da Ruta Nacional 3 indica o fim da estrada onde se pode chegar de carro mais ao sul do mundo!

 

598dc0427a26b_Imagem211Dia10-BahiaLapataiaefimdaRutaNacional3.JPG.a7a30b40861a2dc06330ab3fbe14210a.JPG

 

O Mirador Lapataia é composto por passarelas para se admirar a paisagem de vários lugares.

 

598dc042ab55d_Imagem212Dia10-BahiaLapataia.JPG.f30c4ba9449b94f184e49bb712596427.JPG

 

598dc043ae2ff_Imagem213Dia10-PanormicadaBahiaLapataia.JPG.82d7fdae0a250b65e5122b35b50abc78.JPG

 

Saindo do Mirador Lapataia voltamos de carro um pouco do caminho até a placa que indicava a pequena trilha para a Castoreira.

 

Segundo as placas informativas do parque, em 1946 foram importados castores do Canadá com o intuito de comercializar suas peles. Como estes animais não são nativos da região, não possuem predadores e competidores naturais e assim se reproduziram rapidamente. Eles são considerados uma praga para a região, pois cortam as árvores para se alimentar, gastar seus dentes que crescem constantemente e para construir seus diques. Estes diques prejudicam o parque porque retêm os sedimentos, a matéria orgânica e a água, modificando a dinâmica natural dos rios, arroios e ciclo dos nutrientes, sendo responsáveis pelo desaparecimento de áreas florestais.

 

Não vimos nenhum castor porque ele tem hábitos noturnos. Existe opção de passeio para avisar os castores.

 

598dc0441fdee_Imagem214Dia10-InciodapequenatrilhaparaaCastorera.JPG.0f59b943f19af8b0bfbc700dab9244dc.JPG

 

598dc04457bf6_Imagem215Dia10-PequenatrilhaparaaCastorera.JPG.5cbb6b8e1ec52ead61d09c90eefd5a2c.JPG

 

598dc044d7bf6_Imagem216Dia10-Castorera.JPG.401685805a299d855ebcd8e0d04c8e1f.JPG

 

Depois de visitar a Castoreira voltamos a RN 3 mais um pouco de carro e paramos para visitar a Laguna Negra.

 

598dc0452ba9a_Imagem217Dia10-Estradadentrodoparque.JPG.dac082c449e64e501a652f53cba4d5cc.JPG

 

Para chegar ao mirante da Laguna Negra é necessário percorrer uma trilha de uns 15 minutos. Esta e as outras trilhas do parque são muito bonitas e bem organizadas.

 

A Laguna Negra é na verdade um turbal (em português, turfa) em formação. A turfa é composta de matéria orgânica parcialmente decomposta. Ao morrer, a vegetação se decompõe muito lentamente por causa das baixas temperaturas, da falta de oxigênio e acidez da água e solo, os quais impedem a ação das bactérias e organismos decompositores.

 

Por causa da lentidão na decomposição, é possível, através da turfa, colher material para estudo com informações de milhares de anos. Uma placa da Laguna Negra informava que há turfa de até 14 mil anos.

 

598dc0456365f_Imagem218Dia10-PlacaindicandoinciodatrilhaparaaLagunaNegra.JPG.8ac53628ccb7da259f3512371e57360b.JPG

 

598dc045dd123_Imagem219Dia10-TrilhamuitobonitaparaaLagunaNegra.JPG.0e954a4f7c4c0269feff899d4cab0536.JPG

 

598dc0463899a_Imagem220Dia10-LagunaNegraeoTurbal.JPG.a162a03e7c2f10c7bc080ff27f8e9690.JPG

 

598dc046715ce_Imagem221Dia10-LagunaNegraeoTurbal.JPG.d8a984fe6a6d76b4a6f7324426cddf2d.JPG

 

598dc0469efe9_Imagem222Dia10-TrilhasepassarelasmuitobemconservadasparaaLagunaNegra.JPG.f4a946862875200c0d073da71e2dbc20.JPG

 

Seguindo pela mesma trilha do Mirador da Laguna Negra fomos até a Laguna Verde. A paisagem é magnífica.

 

598dc0470dda5_Imagem223Dia10-ContinuaodatrilhaparaaLagunaVerde.JPG.1895d0247dc7e2549f766aa277576177.JPG

 

598dc04742938_Imagem224Dia10-LagunaVerde.JPG.4f0203b3b6c9be2266cc51ce8a94664b.JPG

 

598dc047d0b86_Imagem225Dia10-MaisumadaLagunaVerde.JPG.d215ab99ce2a464c50da1616903d2724.JPG

 

598dc04841763_Imagem226Dia10-Lupinospeloparque.JPG.ad71a4646689bb089d4324e54a6d9b22.JPG

 

Na volta para a cidade de Ushuaia, antes de sair do parque, visitamos a Enseada Zaratiegui. Nela vemos o Beagle, a Ilha Redonda e ao fundo o Chile (ilhas Navarino e Hoste).

 

Nesta enseada se encontra a Unidad Postal Fin del Mundo, que é a unidade postal ativa mais ao sul do mundo. Lá, além de comprar suvenir, você pode enviar cartões postais e carimbar seu passaporte como lembrança da chegada a este ponto (15 pesos por carimbo).

 

598dc0486cfde_Imagem227Dia10-EnseadaZaratieguieasuaUnidadPostalFindelMundo.JPG.cb619ae20ab2a052604ae6a36b964a49.JPG

 

598dc04892844_Imagem228Dia10-Paranoesquecerdachegadaaestepontoedorostodocarterodelfindelmundo.JPG.f999deb441ab5159eaecfdbd4f81a09a.JPG

 

598dc048bf7eb_Imagem229Dia10-PorestaEnseadapassaatrilhaCostera(8km)doparque.JPG.3a7f74f9aa6498123d524e9fe52849ae.JPG

 

Próximo das 14 horas, saímos do parque e seguimos para o Porto de Ushuaia para o nosso passeio pelo Beagle marcado para as 15 horas. No caminho almoçamos um sanduíche.

 

598dc048e5592_Imagem230Dia10-RetornandocidadedeUshuaia.JPG.d7a14a6a35963a5f1de24e0f892d44f7.JPG

 

No dia anterior tínhamos contratado o passeio com uma agência da Av. San Martin que somente intermediou a venda da agência Canoero Catamaranes, que está localizada em uma das cabaninhas ao lado da entrada do Porto de Ushuaia.

 

Por causa desta intermediação tínhamos um voucher que precisava ser trocado pelo ingresso na Canoero Catamaranes. Ao chegar lá, um senhor, acredito que seja o dono desta agência, nos ofereceu sem custo adicional a troca do nosso passeio contratado, sem a pinguineira, para o passeio com a pinguineira. A diferença era de 200 pesos por pessoa (que não pagamos) e mais duas horas de duração. Que sorte a nossa!

 

Ao entrar no Porto de Ushuaia é necessário pagar uma taxa de 10 pesos por pessoa.

 

598dc048eb551_Imagem231Dia10-TaxaparaentradaaoPuertodeUshuaia.JPG.f81179befd88b6f6ebabb6c47c39f0f5.JPG

 

598dc0491c123_Imagem232Dia10-Trapicheeasembarcaesdopasseio.JPG.4b14533cfb154636bc0fcd73f65386f6.JPG

 

O barco saiu pouco depois das 15h30. O passeio começa com a vista de Ushuaia e suas montanhas, com destaque para o Glaciar Martial ao fundo. Meia hora depois, contemplamos a Isla de los Lobos repleta de cormoranes e leões marinhos. Saindo da ilha, poucos minutos depois avistamos o Farol Les Eclaireurs, também conhecido como o Farol do Fim do Mundo, que sinaliza aos navegantes a entrada da Baía de Ushuaia. Saindo do farol, depois de 30 minutos, chegamos à Pinguinera da Isla Martillo. O barco para bem encostado à praia, então visualizamos bem de perto milhares dos típicos Pinguins de Magalhães e alguns Pinguins Gentoo (ou Papua), maiores e ainda mais estabanados que os de Magalhães.

 

598dc049589b6_Imagem233Dia10-Nosafastandodacidade.JPG.9022bf345a0b90f74d53e1f8f3637257.JPG

 

598dc04982893_Imagem234Dia10-Belssimolugarparanavegar.JPG.61cc2d1bbc70134f72f906544780597c.JPG

 

598dc049be159_Imagem235Dia10-IsladelosLobos.JPG.f770b41da07b991bf11e9686f7823afc.JPG

 

598dc04a1bb19_Imagem236Dia10-IsladelosperezososLobos.JPG.7532ce7f2172bf989a91e34066fa6458.JPG

 

598dc04a46588_Imagem237Dia10-FarolLesEclaireursofaroldoFimdoMundo.JPG.a2ad951c5517daeb0a6d64ff23476a87.JPG

 

598dc04a6cf48_Imagem238Dia10-PuertoWilliamsolocalhabitadomaisaosuldomundodisputandoottulocomUshuaia.JPG.da1e65c6068fdc1b80737b0632cbdfb9.JPG

 

598dc04a956fa_Imagem239Dia10-IslaMartilloeospinguins.JPG.5d09ae487e3dc17e3af1f1d360449ae6.JPG

 

598dc04adc601_Imagem240Dia10-Maispinguins.JPG.a0da0bf365242b12ef90c120b6f4ab66.JPG

 

598dc04b11491_Imagem241Dia10-PinguimGentoorodeadoporpinguinsdeMagalhesdespenteados.JPG.aac08f9022d37e852821e8c6f0823954.JPG

 

O retorno levou quase uma hora incluindo uma parada para uma atração surpresa da natureza: baleias francas. Vimos uma baleia com seu filhote! De novo, muita sorte, pois não é comum o aparecimento das baleias nessa época do ano.

 

598dc04b18ef6_Imagem242Dia10-Ballenas!.JPG.1369fcc8665bf7e8486df308d3982795.JPG

 

Uma dica para o passeio é levar um binóculo. Nós levamos um bem simples que compramos no Paraguai. Deu pra ver de perto os detalhes dos lugares visitados.

 

Pra finalizar, ainda vimos um fim de tarde incrível e um frio de congelar até o pensamento.

 

598dc04b3c446_Imagem243Dia10-MonteOlivia.JPG.525e31c353fc9fb0d73e78639a9b0f68.JPG

 

598dc04b53e25_Imagem244Dia10-Lindapaisagem.JPG.fc6fe39765e65b72880a69fdc957afc6.JPG

 

598dc04b9874f_Imagem245Dia10-ChegandoemUshuaia.JPG.f43fe9fa233999c48eff7653ad6f6479.JPG

 

Neste dia não sabíamos onde passar a noite. Como estávamos muito cansados não estávamos pensando em acampar (sabíamos da existência do Camping Pista del Andino que muitos indicam). Então procuramos hostels e pousadas, mas não encontramos vagas. Paramos em um restaurante para jantar e com a Wi-Fi do ambiente fizemos algumas pesquisas de hotel.

 

Muito cansados e sem muitas opções ficamos hospedados no Villa Brescia. O hotel era muito bom, mas caro para nosso gosto. Já era quase meia-noite quando chegamos no hotel.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Parque Nacional Terra do Fogo: Marco do fim da Ruta 3 e exuberante natureza na Bahia Lapataia, Castoreira, Laguna Negra, Laguna Verde e a Enseada Zaratiegui.
    • Canal Beagle: Canal em que possível visitar de barco e conhecer algumas de suas ilhas para avistar animais como leões marinhos, pinguins, cormoranes...

Hospedagem

 

Hotel Villa Brescia – Muito bom ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

Endereço: San Martín, 1299

Página: www.villabresciahotel.com

Preço: 985 pesos argentinos. A hospedagem mais cara da viagem. Wi-Fi quase não pegava no quarto. Mas, o café da manhã muito bem servido, bem diferente dos que encontramos por onde passamos.

 

Gastos do dia

 

598dc04b9ea7c_Imagem246Dia10-Tabeladegastosdodia10.jpg.571a9e371ebc8843a7821bfbd3067a71.jpg

Postado
  • Membros

essa viagem ainda é meu sonho!!

passo a acompanhar este seu ótimo relato, valeu por compartilhar conosco!!!

Postado
  • Membros

Muito legal o seu relato. ::otemo::

Pena que ainda não terminou, e estou esperando os próximos capítulos. 8)

 

Vou fazer esse roteiro em janeiro/2015, e minha duvida é justamente em relação a combustível.

Como pretendo ir ao Parque Nacional Perito Moreno e a Cueva de Las Manos, fiquei pensando se seria necessário levar o galão extra.

Pelo que vi do percurso, se conseguisse abastecer em Bajo Caracoles, ou mesmo em Gobernador Gregores, daria para fazer sem gas extra.

Onde vocês abasteceram neste trecho? E acamparam em Cueva de Las Manos?

 

 

Abs.

Postado
  • Autor
  • Membros
Muito legal o seu relato. ::otemo::

Pena que ainda não terminou, e estou esperando os próximos capítulos. 8)

Vou fazer esse roteiro em janeiro/2015, e minha duvida é justamente em relação a combustível.

Como pretendo ir ao Parque Nacional Perito Moreno e a Cueva de Las Manos, fiquei pensando se seria necessário levar o galão extra.

Pelo que vi do percurso, se conseguisse abastecer em Bajo Caracoles, ou mesmo em Gobernador Gregores, daria para fazer sem gas extra.

Onde vocês abasteceram neste trecho? E acamparam em Cueva de Las Manos?

Abs.

 

Olá deia_nit,

Obrigada!

Quando nós visitamos a Cueva de Las Manos, nós saímos de El Chaltén com o tanque cheio, onde há um posto na entrada da cidade (7,60 pesos/litro em fev/14).

Em El Calafate também há vários postos de combustível (num posto Petrobras estava 8,60 pesos/litro).

Completamos o tanque em um posto em Tres Lagos, a 120 km de El Chaltén - coordenadas:-49.602950, -71.478895 (7,60 pesos/litro).

Depois abastecemos somente em Bajo Caracoles, a 335 km do posto de Tres Lagos (10,10 pesos/litro).

Visitamos a Cueva de Las Manos e depois seguimos para a cidade de Perito Moreno, onde ficamos no Camping Municipal.

Acredito que não exista lugar para acampar próximo à Cueva. O passeio pelas inscrições rupestres é guiado e não vimos uma estrada que seguisse para o interior do cânion.

Espero que eu consiga terminar até a sua ida :)

 

 

Não achei no post, mas vc tem o custo total da sua viagem?

 

Olá Anderson,

O valor total foi de ~10.900 reais. Tem uma tabelinha no começo do relato com os gastos. Nossa média diária foi de 340 reais.

Postado
  • Autor
  • Membros

[t1]Dia 11 - 11/02/2014 – Ushuaia: Laguna Esmeralda e Glaciar Martial[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 54
    • Quilometragem acumulada da viagem: 5.412
    • Gasto aproximado do dia: R$ 160,91

 

Saímos do hotel por volta das 10 horas (8,5 C), depois um reforçado café da manhã. Nosso objetivo era fazer a trilha para a Laguna Esmeralda.

 

Do hotel, no centro de Ushuaia, até a entrada da trilha no Valle de Lobos (Ruta 3 Km 3.308 – http://www.valledelobos.com – Coordenadas -54.722154, -68.120371) são quase 20 km. Levamos cerca de meia hora para chegar.

 

O Valle de Lobos é um centro de criação de cães da raça siberian ruskies e alaskan ruskies, administrado pelo senhor Gato Curuchet (sim, o nome do cara é Gato e cuida de cachorros!). É um lugar muito interessante para visitar no inverno, pois ele oferece passeios de trenó puxados pelos cachorros, além de passeios 4x4. Ele é uma das únicas pessoas que realiza esta atividade na América do Sul.

 

598dc0a8a744f_Imagem247Dia11-TrechodeUshuaiaaoinciodatrilhaparaaLagunaEsmeralda.jpg.0fab30a550358dffcca6ffb19d7ea752.jpg

 

Existem duas formas de iniciar a trilha, a primeira delas é pelo Valle de Lobos, com o pagamento de uma taxa de 15 pesos por pessoa (o que pra gente custou em torno de 3,50 reais cada) com direito a um mapinha e uma explicação da trilha. A segunda forma é através de uma entrada em um estacionamento à esquerda da entrada do Valle de Lobos, sentido Ushuaia.

 

Como não tínhamos muitas informações a respeito da segunda entrada, resolvemos entrar através da primeira.

 

598dc0a8ddd1f_Imagem248Dia11-Opo1PlacadaentradadoValledeLobos.JPG.84f6552acbfb7eef6e4572a661980a3b.JPG

 

598dc0a91223e_Imagem249Dia11-Opo2EstacionamentoeentradaparaaTrilhaLagunaEsmeraldasempassarpeloValledeLobos.JPG.652c4e8d9049e15ea4fd320d0e512a96.JPG

 

598dc0a979eca_Imagem250Dia11-Opo2InciodatrilhapeloestacionamentosempassarpeloValledeLobos.JPG.e82132fe5e5778243e4d020c7ea4bc70.JPG

 

598dc0a9aeae7_Imagem251Dia11-MapadisponibilizadoparaatrilhadaLagunaEsmeralda.jpg.91157cf76ab788abe009016cf8b6bb3c.jpg

 

A trilha para Laguna Esmeralda tem aproximadamente 4,3 km (iniciada no Valle de Lobos) e levamos cerca de 50 minutos para percorrer na ida.

 

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8325432

 

O início da trilha é em um bosque plano. Depois se atravessa uma turfa, cerca de uns 200 metros (É muito importante ir de calçado impermeável, porque a turfa é como uma esponja ensopada. Quando você pisa, o teu pé afunda e encharca. Depois que você sai, a turfa volta pro mesmo lugar). Depois se entra em mais um bosque e a subida começa. Depois de mais ou menos 1,5 km o bosque acaba e a trilha segue por turfas e barro num lugar aberto. Mais um pouco de subida e lá está: Laguna Esmeralda!

 

A trilha não é pesada e nem muito íngreme. Mas, mesmo que fosse, a paisagem recompensaria! Todo o percurso é repleto de paisagens lindas!

 

No começo vimos bem poucas pessoas, mas quando saímos do segundo bosque vimos um grupo, provavelmente de alemães, fazendo a trilha.

 

598dc0a9ee1c4_Imagem252Dia11-Diquesdecastoresnocomeodatrilha.JPG.c46fc0e9c0ed19d42e09a38d7615cb86.JPG

 

598dc0aa59de8_Imagem253Dia11-Sadadoprimeirobosqueeinciodaturfa.JPG.2051dad3baf16200988cef48fc88f402.JPG

 

598dc0aa88107_Imagem254Dia11-Turfaebarro.JPG.24cbe4c5af7dab21288f8e955123699f.JPG

 

598dc0ab0ff6d_Imagem255Dia11-Turfadiqueemontanhas.JPG.d54d851e27517d5b361024f41676a3e9.JPG

 

598dc0ab42d94_Imagem256Dia11-Entradanosegundobosque.JPG.b0aea7bbcb41ad0d806094288678e49a.JPG

 

598dc0abaa04e_Imagem257Dia11-Bosquemuitobonito.JPG.10a01f7a4f6f5ab788c0f14f041a029a.JPG

 

598dc0abcd49d_Imagem258Dia11-Sadadobosqueeinciodatrilhaacuaberto.JPG.658e5261cca93b7fa00a2c5045bf35cc.JPG

 

598dc0ac48625_Imagem259Dia11-Pequenorioqueacompanhamospelatrilha.JPG.78d7288ca310ef22ad43a19bf09a2fa4.JPG

 

598dc0ac97ccf_Imagem260Dia11-Muitobarro.JPG.97ef8296e91dc665e5540e722fb4f3bb.JPG

 

598dc0accc32b_Imagem261Dia11-Quasechegando.JPG.50a0f3547e72077040fc9b2b022b6fd6.JPG

 

598dc0ad22250_Imagem262Dia11-LagunaEsmeralda.JPG.8a03e7d5914e2efde3271f98e302fce6.JPG

 

598dc0ad3b836_Imagem263Dia11-PanormicadaLagunaEsmeralda.JPG.174480a653ae8899097ec9a2cfa77759.JPG

 

598dc0ad813cf_Imagem264Dia11-CaiqunmachotambmconhecidocomoGansodeMagalhesouAvutarda.JPG.480d653e055a13fe3a2dca4535ef388c.JPG

 

598dc0adb6373_Imagem265Dia11-guamuitoverdenapartedetrsdaLagunaEsmeralda.JPG.5164fb5c262e7a914a7eebe1a4beb167.JPG

 

Depois de caminhar pela Laguna (na medida do possível, porque estava bem frio), retornamos para Ushuaia já perto das 15 horas.

 

Na cidade fomos em busca de algum lugar para trocar dinheiro. Sabíamos que as casas de câmbio pagam menos que o câmbio paralelo. Saímos então perguntando em mercados, padarias... onde poderíamos trocar “reales”. Foi indicado o Hotel Antártida Argentina (Rua Rivadavia 172 - http://www.antartidahotel.com.ar). Lá conseguimos a segunda melhor cotação da viagem: 4 pesos por real (a primeira foi em Buenos Aires por 4,30 por real).

 

Almoçamos em um lugar chamado Café Bar Banana, único que encontramos aberto naquele horário. Em Ushuaia, assim como quase todos os lugares na Argentina, se tem a siesta (soninho da tarde). O horário de funcionamento do comércio não é bem definido, depende de cada comerciante, então, às vezes levávamos um tempo para achar um lugar aberto.

 

Neste dia queríamos ter visitado o Museo del Fin del Mundo (Av. Maipú 173) e o Museo Marítimo y Presidio (Yaganes y Gobernador Paz - http://www.museomaritimo.com), mas infelizmente tínhamos pouco tempo e queríamos conhecer o Martial.

 

Seguimos então para o Glaciar Martial!

 

Para se chegar à geleira é necessário seguir pela Rua Luis Fernando Martial até o fim. Lá se encontra uma cafeteria e a entrada para um teleférico que economiza boa parte da trilha. Porém, quando chegamos o teleférico já estava fechado. Ele funciona das 10h às 16h45 e custa mais ou menos 30 pesos.

 

Começamos a subida ás 17h30 e caminhamos cerca de 3 km até chegar ao início do Glacial, às 19h. Mas é possível subir ainda mais pela trilha.

 

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8349581

 

Logo no início da nossa caminhada começou a chuviscar, e mais pra frente os pingos começaram a cair congelados. Estava muito frio.

 

598dc0ae065b4_Imagem266Dia11-Inciodasubida.JPG.28f80b87c20672d45613ae0cdf1c2a4d.JPG

 

598dc0ae321e1_Imagem267Dia11-CaminhoparaoMartial.JPG.98f537da38aa4b23444c736f52619a54.JPG

 

598dc0ae98e67_Imagem268Dia11-Muitofrio.JPG.f2e0673339fe8faf6e76f103ef29ee93.JPG

 

598dc0aecf49f_Imagem269Dia11-Placanomeiodocaminho.JPG.d329eaf9b47f1c19f9ebe980773fae45.JPG

 

598dc0af22314_Imagem270Dia11-Nevebemfraquinha.JPG.83dce53a4bbaa0241c353e5f7c3c9d80.JPG

 

598dc0af5ddfc_Imagem271Dia11-Solreapareceu.JPG.8007b5e331f28acc484aa30df3c78e88.JPG

 

598dc0afb1dec_Imagem272Dia11-Gelopelocaminho.JPG.cdbf0fcdc9ad386e97876ba210611608.JPG

 

598dc0b015855_Imagem273Dia11-Trilhangreme.JPG.b4e133efd4cc8037a8af908dce7c5f28.JPG

 

598dc0b04097b_Imagem274Dia11-PontadoGlaciarMartial.JPG.f4b6c82930ac9226639623ddf1593009.JPG

 

Lá de cima a vista é muito bonita. Vale todo o esforço. Dá pra ver a cidade de Ushuaia, Canal de Beagle e da Ilha Navarino, pertencente ao Chile.

 

598dc0b06a993_Imagem275Dia11-VistadeUshuaiaBeagleeIlhaNavarino.JPG.6b76da649dad75b43afb171e7329ada6.JPG

 

Depois do nosso retorno, que foi mais rápido, cerca de 50 minutos, seguimos para o nosso hotel. Tínhamos reservado no dia anterior, através do Booking.com, o Viento del Sur ByB.

 

O Viento del Sur é do estilo Bed & Breakfast que te dá direito a um quarto (com banheiro privado ou não) e café da manhã. Os donos eram muito atenciosos. Fizemos nesta noite nosso jantar na cozinha deles.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Laguna Esmeralda: Lago maravilhoso entre montanhas. A trilha até o lago também proporciona paisagens lindíssimas.
    • Glacial Martial: Geleira no Cerro Martial. Lugar e vista muito bonitos.

 

Hospedagem

 

Viento del Sur (Bed & Breakfast) – Muito bom ::cool:::'> ::cool:::'> ::cool:::'>

Endereço: Lugones, 1945

Página: http://www.vientodelsurbb.com.ar

Preço: 532 pesos argentinos para quarto privado com banheiro compartilhado, incluso café da manhã. Ótimo atendimento. Lugar limpo, organizado, com calefação.

 

Gastos do dia

 

598dc0b08b63b_Imagem276Dia11-Tabeladegastosdodia11.jpg.399bad1547c169d50dd311f91278cd2d.jpg

Postado
  • Autor
  • Membros

[t1]Dia 12 - 12/02/2014 – De Ushuaia a Puerto Natales no Chile, atravessando o Estreito de Magalhães[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 788
    • Quilometragem acumulada da viagem: 6.200
    • Gasto aproximado do dia: R$ 696,33

 

A partir deste dia, começou o caminho de volta. Felizmente o caminho que faríamos na volta era bem maior que o da ida.

 

Saímos de Ushuaia bem cedo, antes das 6 horas da manhã, já levando aquela vontade de voltar e sendo acompanhados por um nascer do sol muito bonito e por temperaturas negativas (-0,5°C :P).

 

598dc0bb7c4cc_Imagem277Dia12-NascerdosolnasadadeUshuaia.JPG.cfd0f3f45c4b4e7aeed84e4e37f5e660.JPG

 

Nosso objetivo do dia era Puerto Natales no Chile, cidade mais próxima e que serve como base para o Parque Nacional Torres del Paine.

 

Nossa expectativa era chegar em Puerto Natales, mas se tivéssemos atrasos na travessia do Estreito de Magalhães ou se ficássemos sem combustível, iríamos provavelmente para Punta Arenas.

 

Tínhamos duas opções de caminho de Ushuaia a Puerto Natales:

• A primeira refazendo o caminho de volta até Punta Delgada (~450km), atravessar o Estreito de Magalhaes pela parte mais estreita , e de lá seguir para Puerto Natales pela Ruta 255 e Ruta 9 (~315km).

• A segunda opção era atravessar o estreito por Porvenir (~430km de Ushuaia). Na segunda opção passaríamos por Punta Arenas e assim encontraríamos certamente combustível. De lá seguiríamos a Ruta 9 até Punta Arenas (~250km).

 

Apesar de a segunda opção ter uma quilometragem menor e ter combustível certo pelo caminho, decidimos pela primeira, porque teríamos um trecho maior de rodovia pavimentada e por causa da maior frequência de travessias do Estreito em Punta Delgada.

 

A viagem foi bem tranquila. Os trâmites de saída da Argentina duraram uns 10 minutos e os de entrada no Chile duraram uns 20. Quase às 12h30, chegamos no Estreito de Magalhães. Desta vez esperamos apenas 20 minutos para entrarmos na balsa. Pagamos os 300 pesos argentinos da travessia e ficamos aproveitando a vista.

 

Neste momento vimos toninhas (chamadas de toniña overa ou golfinho-de-commerson, da família dos golfinhos) nadando ao lado da balsa. Foi muito legal. Eu nem sabia que elas existiam. Elas acompanharam um bom tempo a travessia.

 

598dc0bb9ce59_Imagem278Dia12-EntradanabalsaparaatravessarocalmoEstreitodeMagalhes.Nempareceomesmoqueatravessamosnavinda.JPG.1fee0c060994fc0b98b2ee69b970d698.JPG

 

598dc0bba4722_Imagem279Dia12-ToninhanoEstreitodeMagalhesatravsdovidrosujodabalsa.jpg.5f2f6e1cd74c89a3c69aecc5d65cf475.jpg

 

Compramos uns sanduíches e seguimos nosso caminho. Descobrimos pelo GPS um posto de combustível COPEC em uma lateral da R255, localizada a mais ou menos 1/3 da estrada de Punta Delgada ao encontro com a R9. Infelizmente não tenho as coordenadas e nem mais informações do lugar. Lá pagamos 858 pesos chilenos por litro (~4,36 reais). O barato na Argentina era caro no Chile.

 

598dc0bbbb7d8_Imagem280Dia12-PassagempelaEstnciaSoGregrionaR255hojeumavilaabandonada.JPG.15620b48df38b589b3e1143fc5333478.JPG

 

598dc0bbd5d2c_Imagem281Dia12-EstnciaSoGregrionaR255.JPG.877557935c789d35e8f7c131149d9402.JPG

 

598dc0bc00ff8_Imagem282Dia12-Ruta9emdireoaPuertoNatales.JPG.ed35f9f927c4fb97389e7bac4bbcd4fe.JPG

 

598dc0bc474ae_Imagem283Dia12-rvoresenvergadaspelaaodoventoforte.JPG.0265a427ce269edb48947b969411e3dd.JPG

 

598dc0bc69d6e_Imagem284Dia12-Quasel!HojePuertoNatalesamanhTorresdelPaine.JPG.df2acfcc9969ed1b664ab799be18b992.JPG

 

598dc0bc87904_Imagem285Dia12-Lupinosbeirandoaestrada.JPG.eac080ba39f35c904cb275c22f955f91.JPG

 

Chegando em Puerto Natales, perto das 17h30, enchemos o tanque (lá o litro estava um pouquinho mais caro: 874 pesos, ~4,43 reais) e demos um volta pela cidade. Ela é bem pequena e basicamente vive em torno dos turistas que lá se hospedam para visitar o PN Torres del Paine. O clima na cidade é muito legal, pois a maior parte do pessoal é de mochileiros.

 

Na avenida Pedro Montt, próximo à estátua do Milodón (uma espécie de preguiça gigante que existia na região e desapareceu há cerca de 10.000 anos) está localizada a Oficina de Informação Turística. Lá pegamos mais informações e nos ajudaram a montar um roteiro no parque, que visitaríamos no dia seguinte.

 

598dc0bca335e_Imagem286Dia12-EsttuadoMilodn.JPG.a6b4b364e806182d8c5fd884a9042645.JPG

 

598dc0bccb359_Imagem287Dia12-LaManoemPuertoNatales.JPG.611e19b460b96eebbb2b375a1cb4c991.JPG

 

598dc0bd15fe8_Imagem288Dia12-OceanoPacficoemPuertoNatales.JPG.ce2d556ae21d1430a8ab2532fbc7b90b.JPG

 

598dc0bd3193a_Imagem289Dia12-CidadedePuertoNatales.JPG.f05b6a25c02a2af5907e62a30102b9f3.JPG

 

Neste dia ficamos hospedados no Hostal Bellavista Patagonia que reservamos através do Booking.com. Lá nos indicaram mercado, farmácia (estávamos resfriados) e um lugar para trocar dinheiro.

 

Trocamos reais em uma agência de turismo chamada MILP na Calle Blanco Encalada. A cotação não era boa, mas já era tarde e não tínhamos muitas opções naquele momento. Trocamos 1 real por 180 pesos chilenos (no Brasil na MultiMoney, 1 real valia 197,44 pesos).

 

Jantamos em um restaurante perto da agência em que trocamos dinheiro. Um restaurante chamado La Repizza (Calle Arturo Prat) que parecia ter um ótimo custo benefício.

 

Em Puerto Natales as ruas são repletas de lojas de suvenires, roupas de frio e de esporte de aventura, e pelo que vimos os valores não eram nada atrativos. Até mesmo os itens do mercado (La Anonima) era caros em relação ao Brasil.

 

Amanhã, Torres Del Paine!

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Estância São Gregório: Um lugar curioso, por ser uma vila abandonada. Na margem no Estreito de Magalhães alguns navios estão abandonados também.
    • Estátua do Milodón: Representando a preguiça gigante que viveu por ali há muito tempo. Próximo da entrada sul do PN Torres del Paine se encontra uma caverna onde foram encontrados os ossos e vestígios deste animal.
    • La Mano: réplica do Monumento al Ahogado de Punta del Este – Uruguai.

 

Hospedagem

 

Hostal Bellavista Patagonia – Mediano ::cool:::'>

Endereço: Galvarino, 335

Página: www.facebook.com/hostalbellavistapatagonia

Preço: 19.000 pesos chilenos para quarto de casal com banheiro compartilhado + lavagem de ~6kg de roupa. Atendimento muito bom. Porém a ducha do banheiro superior não tinha água quente.

 

Gastos do dia

 

598dc0bd36bee_Imagem290Dia12-Tabeladegastosdodia12.jpg.523adcec846122c0492f272a23ee4382.jpg

598dc0bd58458_Imagem291Dia12-MapadePuertoNatales.JPG.333e7aa87e597e181d89f3f3981aca36.JPG

Postado
  • Membros

Obrigada pela resposta.

Continuo acompanhando o relato. ::otemo::

 

O camping de Perito Moreno é tranquilo? Porque eu estava pensando em ir direto a Chico Chile, porque vamos atravessar ali para a Carretera.

Mas acho que vai ficar muito tarde, já que vamos dar uma parada na Cueva de Las Manos saindo de El Calafate.

Postado
  • Autor
  • Membros
Obrigada pela resposta.

Continuo acompanhando o relato. ::otemo::

 

O camping de Perito Moreno é tranquilo? Porque eu estava pensando em ir direto a Chico Chile, porque vamos atravessar ali para a Carretera.

Mas acho que vai ficar muito tarde, já que vamos dar uma parada na Cueva de Las Manos saindo de El Calafate.

 

deia_nit, eu acredito que vá ficar muito apertado ir até Chile Chico por causa da aduana. Eu não sei quais são os horários de funcionamento, mas acredito que não sejam muito amplos.

Talvez você possa procurar alguma hospedagem em Los Antiguos, cidade argentina vizinha a Chile Chico. Essa cidade é muito bonita e está a apenas 45 min do Perito Moreno.

O camping em Perito Moreno era bem simples, mas com uma estrutura boa. Pagamos 55 pesos para duas pessoas (fev2014).

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.