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BOLÍVIA E PERU (SETEMBRO/OUTUBRO 2014) - Meu primeiro mochilão: histórias, gastos, fotos e vídeos.

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01 DE OUTUBRO – 14º Dia

Chivay - Canyon de Colca - Arequipa

 

 

Acordamos no horário previsto, tomamos nosso café da manhã (oferecido pelo hotel), tudo dentro do script, só faltou ensaiar com o guia, que não apareceu no horário. Era pra sairmos às 5h30 no máximo, mas ele chegou umas 6h15, e com aquele velho “Bamo, bamo, baaaamoooo!!!”. O problema é que os condores voam entre às 7h e às 10h pelo que li, mas quantos mais cedo mais chances de ver, o toca correr pro busão e sair.

Na hora de sentar, muitas pessoas trocaram de lugar, e ao invés do furacão chileno (apelido dado pelo Renan, que pra variar incluiu a distinta na minha lista de peguetes locais) colocaram um dos israelenses, e o mais estranho de todos (aquele da foto do dia anterior). Sério, eu tava com medo daquele cara. Ele fazia umas caretas que me assustavam, falava sozinho quase todo o tempo, além do que ele não roía a unha, ele devorava, dava aflição. Mas já criei consciência de que o problema sou eu! :(

Ainda paramos em dois lugares no caminho (Yanque e Maca), o que tava nos irritando, pois víamos a hora e achávamos que a gente acabaríamos perdendo o vôo dos condores por causa de parar em feirinhas de artesanato. Na segunda, em Maca, tinha um tiozinho com uma águia e o povo tirava fotos com ela, eram 4 no total (uma nas mãos, uma no braço, uma na cabeça e uma na coxa), até eu fui tirar.

 

 

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Yanque

 

 

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Maca

 

 

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Finalmente, chegamos ao mirador dos condores, tava lotado de gente, vários ônibus e vans parados. O tempo estava bom, o céu bem limpo, e tínhamos esperança de ver os condores, mas vimos apenas um. O vôo dele até que foi demorado, mas era pouco para o que esperávamos. Depois até apareceu outro, mas esse voou pouco. Ficamos um pouco frustados, mas por outro lado o visual do lugar era muito bonito, a montanha tinha neve no topo e o canyon impressionava pela profundidade. Segundo o guia, é o segundo mais profundo do mundo, só perde pra um que fica no próprio Peru, ali próximo, mas esse não tem muito acesso pra turistas. Lá embaixo passa um rio bem bravo pelo que parecia. Ficamos um tempo lá, tiramos fotos, filmamos e seguimos fazendo uma rápida caminhada pelo entorno do canyon, sempre com o guia dando algumas explicações e contou até uma história de uma trilha onde um casal se perdeu e blá blá blá.

 

 

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Mirador dos condores

 

 

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Nosso guia ( o da direita, só pra constar) ::hahaha::::lol4::

 

 

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Voltamos ao ônibus e seguimos pela bela estrada rumo a Chivay, onde almoçaríamos, mas antes ainda paramos em um mirador na estrada, onde ele nos mostrou um vulcão extinto chamado Nevado Mismi e disse que atrás dele é onde nascia o rio Amazonas, só que ele tem outro nome no Peru.

 

 

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Lá atrás, naquele pico nevado, é a nascente do rio Amazonas

 

 

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Mais ou menos no mesmo horário do outro dia, chegamos a Chivay, só que ele seguiu para um restaurante diferente do dia anterior, o que nos quebrou, pois íamos comer no restaurante que ficava quase ao lado. Toca sair pra procurar, mas como não nos encontrávamos naquele fim de mundo, paramos no primeiro lugar que encontramos, senão não daria tempo, o almoço era estilo bate e volta. Entramos em um restaurante bem simples, mas limpo, e pedimos um menuzão, tava 6 soles, molezinha! A menina que nos atendeu (pensa num ser humano lerdo, era quase um Rubinho em slow motion ::putz:: ) deu as opções e além da sopa (padrão, 1 e meia pra cada já que a Marina não gosta), pedi alpaca junto com o Renan e a Marina pediu uma trucha, e quando chegou até babei, essa sim era um trucha de verdade e não aquela manjubinha que comemos em Copacabana.

Ainda pedimos uma Coca, direto da prateleira para nossa mesa (como o lugar é meio frio, ela fica fresquinha) e nos mandamos depois.

Chegando na entrada de Arequipa é que fui reparar como a cidade, que é tão bonita no seu centro, é tão zoada na periferia, parece um favelão, tem até uma Ciudad de Dios, até fiquei olhando pela janela pra ver se via o Naranjito e o Acerola... ::otemo::

 

 

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Fim de passeio, descemos próximo à Praça de Armas e aproveitamos para passar no mercado para comprar mais água e alguns snacks para comer durante o caminho, afinal até Cusco seriam umas 10h de estrada.

Voltamos ao hostel, pegamos nossas mochilas e como ainda tínhamos algum tempo, fomos no Burger King gastar mais alguns cupons de desconto que tínhamos, mandamos um combo e eu ainda pedi um sorvete depois, e pra variar mais uma vez tive meu nome adulterado pela atendente, já tava começando a ficar com medo de ser preso por falsidade ideológica...

 

 

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Encontre o "Alexandre" nessa foto ::dãã2::ãã2::'> ::essa::::sos::

 

 

Terminamos nosso lanches e seguimos pelo calçadão até a Praça de Armas, e decidimos pegar um táxi até a rodoviária (que eles chama de Terrapuerto). Demos sinal para um, perguntamos o preço, era 8 soles pelos três (é importante perguntar pois às vezes cobram por crânio), e embarcamos nele. O motorista estava escutando um jogo de futebol, mas imaginem uma narração de rádio em espanhol. Nem o Tevez entenderia aquilo! Mas uma hora notei que ele mencionou algo como “Bahia” e achei estranho, mas pensei que fosse impressão minha. Depois ele falou o nome de um jogador chamado Maxi Biancucchi, e lembrei que é o primo do Messi e que joga no Bahia e pensei: “Ué, será!”. Segue o jogo e ele citou o nome do Gilson Kleina e eu (sim, eu jogo Cartola) sabia que era o técnico do Bahia e falei pro Renan: “Cara, tão transmitindo um jogo do Bahia? Aqui no Peru? WTF!”

Chegamos na rodoviária e fomos lá dentro ver o que achávamos de passagens, e fomos ao guichê da Transzela, a mesma que nos trouxe a Arequipa, e a passagem estava 50 soles na parte debaixo, que era a mais confortável, sem pensar duas vezes compramos, pagamos depois a taxa de embarque que era de 2 soles. Não disse que minha ideia de comprar na hora brilhou muito! Hahahaha, manjo muito dos paranauês!

Sentamos para esperar, e como minha garganta tava podre, eu tossia que nem um condenado e vi uma farmácia no mezanino e resolvi subir pra ver se tinha algo. Pra começar que o cara já me atendeu com uma boa vontade de um condenado a trabalhos forçados, e eu tentava explicar que estava com tosse e que precisava de algo, mas não sabia como era xarope em espanhol, e quando pedia pastilha, ele me dava comprimido (malditos falsos cognatos), e chegou uma hora que ele começou a ser grosseiro comigo, mandei-o a “mierda” e fui embora, mais puto do que com tosse.

Como o ônibus só sairia às 20h e ainda eram seis e pouco, fomos dar um rolê e no andar de cima achamos uma lan house, tava 1,50 soles a hora e cada um pegou uma máquina. Não sei o que era pior: a conexão ou as máquinas, a minha ainda dava pro gasto, a do Renan travou com uns 5 minutos de uso, ele foi falar com o cara e ele acusou o Renan de estar mentindo, deu mó discussão, no final ele foi embora e não pagou.

Dei uma entrada no Globo Esporte e fiz duas descobertas: aquele jogo era mesmo do Bahia, pela Copa Sulamericana, contra um time peruano, acho que de Arequipa, era na Fonte Nova; e que o Peixe estava jogando contra o Botafogo no Maracanã pela Copa do Brasil, e tinha transmissão pela Rádio Globo. Botei o fone e escutei, estava na metade do 2º tempo (lá são duas horas a menos), tava 3x2 pra nós e o Robinho tinha acabado de ser expulso (juiz ladrão fdp!)

Faltava uns minutos, me levantei e fui pagar, mas eu tinha uma nota de 20 e ele não tinha troco, e trocado eu tinha só 1.40, ele acabou aceitando (sinta-se vingado Renan! ::toma:: ).

Hora de embarcar, fomos pro ônibus, despachamos as mochilas e entramos, meu, aquilo sim era vida. Os bancos pareciam tronos, eram largos e confortáveis, foi sem dúvida o melhor ônibus que pegamos, tinha tudo pra ser a melhor viagem de todo o mochilão, mas a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, e já mencionei várias vezes que sorte eu tenho de sobra, só tenho azar quando respiro ou tô acordado.

Antes de sair, o Renan havia dito que se eu roncasse, ele ia me acordar. Falei beleza, afinal, odeio ronco dos outros e não gosto quando me falam que ronquei, me sinto incomodado. Mas eu só ronco se tiver ou gripado, ou bêbado, ou se a minha rinite atacar de noite.

Mal saímos e nos serviram um chá de camomila igual à viagem anterior, se pá é padrão da empresa. Tomei e pensei que dormiria gostoso, mas aí começou o meu inferno astral de cada dia. Primeiro era um maluco que tava no banco do outro lado, na outra janela, que roncava mais que sei lá o que. A boca do cara tava tão escancarada que parecia que eu ainda tava no canyon. Cutuquei o Renan e perguntei se a proposta valia pros outros também, ele riu.

Botei o fone no ouvido e nem Metallica, nem Van Halen, nem Iron, nem Foo Fighters davam conta do ronco do cara. Lazarento! ::grr::::vapapu::

Mas já diria a sabedoria popular que uma coisa ruim pode piorar, e não é que o cara que tava do meu lado também começou a roncar?

Duas pessoas pessoas roncando alto e eu com uma tosse de cachorro velho.

A madrugada seria longa pelo visto, seriam longas 10 horas de viagem...

 

 

Gastos do dia

 

Fotos com águia: S/ 1,00

Táxi p/ Terrapuerto: S/ 8,00

Busão Cusco: S/ 50,00

Taxa de embarque: S/ 2,00

Internet: S/ 1,50 (1,40)

Snacks: S/ 7,00

Almoço: S/ 6,00

Burguer King (combo): S/ 15,00

Burguer King (sorvete): S/ 2,90

 

 

 

Continua...

 

02 DE OUTUBRO – 15º Dia

Cusco

 

 

Antes de começar a falar sobre Cusco, um detalhe que esqueci de mencionar sobre Arequipa e Puno, não foi só na rodoviária de Potosí que o pessoal tinha o hábito de ficar gritando os destinos de uma forma torturante, em Arequipa e Puno isso acontece também (o nível não é o mesmo, mas irrita também). E melhor, lembram da mulher que gritava “Suuuuuuucreeeeeeeeeeeeeeeee”? Achamos uma pior em Puno, enquanto pegávamos os bilhetes no balcão da Transzela, uma mulher ao lado gritava:

 

Areeeeeequipãããããããããããããããããããã ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh:: (desse jeito mesmo, com o “a” meio anasalado, e voz de Oliva Palito imitando sirene de ambulância.)

 

Sério, imaginem um duelo entre as duas, seria quase um Alien VS. Predador! Jesus! :o

 

Bom, vamos lá! A viagem seguia madrugada adentro ao som de Symphony of Destruction. Mas não é a versão consagrada na voz de Dave Mustaine, e sim na do Devil Muyestranho que tava do meu lado. Pachamama viu! O cara que tava na janela do outro lado, que iniciou os trabalhos, tinha parado de roncar, mas o cidadão que tava do meu lado roncava por ele e pelo cara. Dormir que é bom, nada, porque além do ronco a minha tosse de cachorro ajudava a cagar minha madrugada. O Renan e a Marina dormiam igual criança que brincou o dia inteiro, acho que nem se tocasse uma buzina na orelha deles os acordaria.

Em dado momento pensei comigo mesmo e tive uma ideia: lembrei de uma frase que ouvi muito nas festas da faculdade que estudei, que era “Se eu não durmo, ninguém dorme!” e decidi partir pra batalha! :twisted:

IIIIIIIIIIIT’S TIIIIIIIIIIIIIIIIIIMEEEEEE!!!!!!!!!! Comecei a infernizar a vida daquele homem: era cotovelo que “sem querer” passava pro lado de lá e cutucava ele (sabe, aquela apoiadinha que você dá no braço do banco e ops, escapou?); era travesseiro que “inexplicavelmente” escapulia pro lado dele; era uma tossida que, sei lá, “do nada”, saia alta e putz, não é que acabava indo na direção dele! Poxa vida, que chato isso, não! Resultado: uma certa hora, como a parte onde estávamos (que era um pouco mais cara) estava com alguns acentos vagos, o cara se levantou e foi sentar lá na frente. Alexandre...wins...flawless victory...fatality! ::dãã2::ãã2::'> ::essa::::toma::

Mas logo começou a amanhecer, e percebi que Cusco se aproximava, o que aumentava a minha ansiedade, pois chegar à capital do Império Inca significava se aproximar de realizar um sonho de infância: conhecer Machu Picchu.

Finalmente chegamos! Mesmo procedimento: pegar as mochilas, perguntar se o endereço do hostel era longe e pegar um táxi. Ah, antes de continuar, uma dica sobre mochilas:

 

DICA DO PORTUGA: Se você estiver com aqueles mochilões que tem barrigueira, não feche a barrigueira quando for despachar, nem o peitoral, porque tenho certeza que os arrombados das companhias usam elas como alça, pois toda a vez que pegávamos elas em algum desembarque, na hora que colocar, a barrigueira e o peitoral estavam sempre alargadas, tinha que ajustar tudo de novo.

 

Pegamos o táxi, sob a trilha sonora do terror do Peru chamado Corazón Serrano, uma espécie de Calipso deles (provavelmente a mina da rodoviária de Arequipa era uma das vocalistas). E é o grande sucesso deles por lá!

 

 

Uma amostra do Corazon Serrano, quantos minutos vocês aguentam?

 

 

Chegamos ao WR e o problema de La Paz se repetiu, tínhamos reservado pela Internet ainda em Arequipa, mas teríamos que aguardar até às 14h para fazer check in, a diferença é que agora eu não estava só, os três rodaram juntos. A exemplo de La Paz, guardamos as mochilas nos lockers e fomos tomar café (já era liberado pra nós). Aliás, que bagunça foi aquela! Fomos ao bar, onde era servido o café, e nada. Estranhamos, já eram umas 8h20 e nem sinal do café. De repente, começa um corre-corre dos funcionários, acho que todo mundo perdeu a hora. Em alguns minutos, estava organizado tudo e fomos matar o que nos matava, e nesse tinha café já pronto, na garrafa térmica, quase tive um orgasmo quando tomei. Também estranhamos que havia muita bagunça próximo ao bar, a mesa de pebolim tava cheia de trangalhada em cima, uma certa sujeira e depois soubemos que a noite anterior teria sido daquelas, digna dos relatos que li sobre lá, daí o motivo de tanta gente perdendo a hora e da bagunça. Estão perdoados!

Voltamos à recepção, pegamos um mapa e fomos dar um peão pra fazer hora, e decidimos começar a rodar pelas agências de turismo com o intuito de ver qual logística faríamos para Machu Picchu (já tínhamos as entradas compradas), que seria dali a 3 dias. Entramos em uma, entramos em outra, e detalhe, sempre o velho corredor polonês de vendedores, padrão Peru isso. Em uma delas, ficamos até assistindo um pedaço de um jogo do impressionível campeonato peruando entre o Cienciano, time da cidade (o mesmo que eliminou meu time de uma Copa Sulamericana na qual foram campeões) e um outro que nem sei quem era. Achei estranho plena quinta-feira de manhã com futebol, e ao vivo pela TV. Em todas, eles tinham o trem pra vender, mas em horários péssimos e caros. Em uma, nos ofereceram o esquema kamikase da van sinistra pela estrada louca com a caminhada máster e a correria da volta. Explicando melhor: pega-se uma van em Cusco que vai por uma estrada sinistra (é tão zoada que o vendedor nos dizia para ficar tranquilos pois ninguém havia morrido com eles AINDA ::ahhhh:: , vai vendo), depois faz a tal caminhada de 8Km a partir da hidroelétrica até Águas Calientes, e na volta tem que estar na tal hidroelétrica no máximo 14h30 pra pegar a última van, ou seja, tem que sair de MP no máximo umas 11h30 ou 12h pra chegar no local. Sinceramente, até topava a aventura na ida, mas sonhei a vida inteira conhecer MP e me recusava a chegar lá, ficar um pouco (ainda subiríamos Huana Picchu) e vir embora mais cedo, tava realmente disposto a pagar caro, mas curtir o momento, afinal, economizamos em tanta coisa e MP era considerado por nós (ou por mim, pelo menos) o ponto principal do mochilão.

Seguimos andando e fomos até o local onde se compra o tal do boleto turístico, é na bilheteria do Museu de Sítio de Qoricancha (não confundir com a Qoricancha que está incluso no City Tour), fica na Av. El Sol, você paga 130 soles a inteira, que dá direito a 16 atrações, ou 70 soles em uma mais restrita (não lembro o que estava incluso), e ela tem validade de 10 dias.

 

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Boleto turístico

 

Seguimos andando e descobrimos que ao lado da Praça de Armas tinha uma loja da Peru Rail e fomos lá. Compramos as 3 passagens de ida e volta por US$ 110,00 cada, ou S/ 318,00, na ida sairíamos de Ollantaytambo às 21h (chegada prevista em AC para 22h40) e a volta pegaríamos em AC às 18h35 (chegada prevista em Ollanta às 20h15), ainda bem que eu tinha previsto essas despesas na planilha, senão estaríamos fodidos!

Próximo passo: fechar o Valle Sagrado, afinal, ele passaria a ser estratégico para a gente, pois sairíamos no sábado, e quando chegasse em Ollantaytambo, ao invés de seguirmos para Chincheros, ficaríamos por lá e pegaríamos o trem para AC (um dos vendedores nos sugeriu isso, disse que muita gente faz isso).

 

DICA DO PORTUGA: Caso resolvam ir de trem para Águas Calientes, fechem o tour do Valle Sagrado para a véspera de Machu Picchu, desçam em Ollantaytambo e fiquem por lá. Primeiro, de Ollanta para lá é mais barato que de Poroy (primeira estação, próxima a Cusco), depois já economizam na condução (para ir a Poroy tem que pegar táxi). E detalhe: o passeio em Ollanta acaba umas 16h mais ou menos, então fechem um horário de trem próximo desse, a estação é perto, nós tivemos que ficar fazendo muita hora e lá não tem nada pra fazer, é um porre!

 

Acabamos fechando em uma agência (pra variar, não lembro o nome), mas o preço era quase padrão: 25 soles, em todas tava isso, fomos na que o cara explicou melhor (o que nos ensinou o macete de descer em Ollanta).

Andamos um pouco mais pelo centro, e antes de voltar ao hostel ainda paramos pra almoçar num menuzão econômico numa quebrada que era tipo uma galeria, um beco, sei lá, e tinha dois restaurantes, escolhemos o mais barato e entramos (um era 7 soles e o outro 8 soles) e depois de tomar nossa sopa, ao saber dos pratos principais, descobri que um deles era uma espécie de “arroz, feijão e carne”, não me lembro o nome, mas era com a palavra “seco”, pedi e quando chegou quase transpirei pelo olho de emoção. ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

Saindo de lá, ainda parei numa farmácia pra comprar um xarope, pois minha tosse tava terrível. Ah, caso queiram comprar um xarope por aquelas bandas, peça “jarabe” (lê-se rarabe), Ok, assim ninguém ficará pagando mico na farmácia como fiquei (imaginem eu pedindo xarope, apontando pra garganta, tossindo e fazendo gesto de beber algo até a balconista, segurando riso, entender o que eu queira). ::putz::

Voltamos ao hostel na hora marcada e finalmente conseguimos fazer nosso check in, ficamos num quarto bem próximo das escadas, letra L, e era muito bom, nesse o banheiro era privado, e só tínhamos nós no quarto. E o sinal de WiFi era o melhor que tivemos a disposição, sinal bem forte.

Saímos e demos mais um peão pelo centro, a Praça de Armas é muito bonita, tem duas grandes igrejas em frente a ela. Uma curiosidade sobre as igrejas que aprendemos no Free Tour, que faremos no dia seguinte: uma das primeiras coisas que os espanhóis fizeram foi construir igrejas em cima de todos os templos dos incas, então onde tiver uma igreja em Cusco, é sinal que ali havia um templo inca. E mais, ainda mandaram trancar os porões para não ter acesso a eles.

Se já nos sentíamos incomodados com o corredor polonês de Arequipa e o da avenida onde passávamos pelas agências, em Cusco conheceríamos um novo tipo de vendedor: vocês lembram de um jogo de fliperama e vídeo game chamado Golden Axe? Nele, tinha umas caveiras que surgiam do chão. Pois é, os vendedores de Cusco aprenderam a técnica delas, porque você tava num lugar e de repente...PUF, eles surgiam do nada, vendendo tudo o que tu imaginar, não podia dar um passo e PUF, lá vinha mais um. E eles não compreendem a palavra não, vão andando atrás insistindo. Que inferno!

Ao lado do hostel tinha um grande supermercado e fomos lá comprar algumas coisas, como água, suco e alguma coisa pra comer.

Voltamos ao hostel e lá conhecemos dois brasileiros: um chamava acho que Vitor e o outro era Felipe, os dois eram de São Paulo eu acho. Eles também fariam MP, mas só o Felipe no mesmo dia que nós.

No período da tarde fomos conhecer primeiro o Museu do Sítio de Qoricancha, onde compramos o boleto, mas ele não está incluso, custa 10 soles, é um pequeno museu com 3 salas onde estão expostas peças de sítios arqueológicos dos períodos pré-inca, inca e colonial, e nele não é permitido tirar fotos. É interessante, recomendo! Depois fomos para o Museu Inca, ele é bem grande, tem vários espaços e conta a história do povo Inca, com peças de cerâmica, têxteis, muitas múmias, armas, ferramentas, enfim, muitas peças arqueológicas, além de várias maquetes animais de cenários, fortalezas, lugares (tem uma de Moray que muito louca!). Vale a pena passar um bom tempo lá, também 10 soles a entrada!

De volta ao hostel, pagar uma ducha, e antes de ir por bar, saímos para comer e na rua ao lado da rua do hostel, tinha uma hamburgueria com lanches mega baratos, cada sanduba (hambúrguer ou cachorro quente) custava 3 soles. Entramos lá, subimos a escadaria e fizemos os pedidos. Os lanches vem rápido e é bem gostoso, compensa muito, eu comi dois, ainda rachamos uma Inca Kola grande. Nós três estávamos satisfeitos, mas acho que o Felipe, que só fez companhia, não estava com uma cara muito contente (achei ele um pouco leite com pera pra um mochileiro), o Vitor nem quis vir (fez uma cara de “imagina se vou comer num lugar desses”). Não sabem o que perderam!

Voltamos e bora pro bar, afinal escutei muitas histórias do bar de lá, inclusive dos brazucas que conhecemos em La Paz, e eu estava ansioso.

Aquela noite o tema seria homens vestidos de mulher, igual foi em La Paz, mas dessa vez o Renan nos poupou se sua “exótica beleza”, em compensação o Felipe conseguiu da moça que trabalhava no balcão um vestido emprestado. Aliás, era só ele querer e ela daria mais que o vestido pra ele, até falei várias vezes sobre isso.

O bar era animado, bem melhor que o de Arequipa, a mesa de snooker ficava no próprio bar, lá no fundo, e nesse dia estava rolando um torneio de beer poing. Tinha um casal que tava ganhando de todo mundo, ninguém tirava eles. Tinha ainda um amigo que em algumas rodadas arremessava também, e era igualmente implacável! A disputa rolou por quase a noite inteira, eu, o Renan e o Felipe jogamos umas duas vezes e perdemos, mas na terceira ganhamos e tiramos eles. Vai Brasil!

A noite estava animada, o bar não estava tão cheio, mas quem tava lá não tava de brincadeira, muita gente subia no balcão, várias cenas engraçadas, inclusive um escocês que estava com os caras do beer poing subiu no balcão e fez uma dança doida típica daquela região. Foi muito legal essa primeira noite!

 

 

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Lugar onde compra o boleto turístico

 

 

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Um dos inúmeros becos de Cusco

 

 

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Gastos do dia

 

Almoço: S/ 7,00

Museu Qoricancha: S/ 10,00

Museu Inca: S/ 10,00

Mercado: S/ 6,00

Breja: S/ 20,00

Hamburguesa: S/ 6,00 (lanches) + S/ 5,00 (refri)

Trem: S/ 318,00

Valle Sagrado: S/ 25,00

Boleto: 130,00

Xarope: S/ 16,00

 

 

Continua...

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Muito bom o relato!!! O Passeio de Uyuni se quisesse ir para o Chile vc lembra se pagava a mais? e qto? vlw

 

 

Valeu Eduardo! Quando ela ofereceu o pacote, ela perguntou se iriamos pro Chile ou voltaríamos à Uyuni, como respondemos que voltaríamos e iríamos a La Paz, ela já ofereceu o bus, então acredito que deva ter alguma cobrança sim, até porque, pelo que li em outros relatos, tem um esquema de transfer na fronteira, que não estava incluso no pacote básico.

Qualquer outra dúvida pergunte aí!

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Estou curioso pra ver seu vídeo de selfie...o link não ta funcionando no meu cel...

 

 

Tentei fazer igual a um vídeo que é bem famoso no Youtube (inclusive postei ele também) e até que deu pro gasto, não concorrerá ao Oscar, mas pra um amador tá razoável kkkk

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Arequipa realmente é uma cidade bonita no seu interior, mais o exterior realmente é bem zuada, o contranste é bem nítido. Quando cheguei em Arequipa, fiquei me perguntando " Nossa que lugar feio, que beleza as pessoas enxergam aqui", Assim que o onibus foi adentrando para dentro da cidade, a parte feia vai ficando para traz, e as belezas sao vistas nitidamente.

 

Agora esse seu relato esta otimo, essa parte aqui foi hilaria, morri de rir aqui. " até fiquei olhando pela janela pra ver se via o Naranjito e o Acerola". Como sera Acerola em Quechua ou Espanhol? hehehehehehehe

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Arequipa realmente é uma cidade bonita no seu interior, mais o exterior realmente é bem zuada, o contranste é bem nítido. Quando cheguei em Arequipa, fiquei me perguntando " Nossa que lugar feio, que beleza as pessoas enxergam aqui", Assim que o onibus foi adentrando para dentro da cidade, a parte feia vai ficando para traz, e as belezas sao vistas nitidamente.

 

Agora esse seu relato esta otimo, essa parte aqui foi hilaria, morri de rir aqui. " até fiquei olhando pela janela pra ver se via o Naranjito e o Acerola". Como sera Acerola em Quechua ou Espanhol? hehehehehehehe

 

 

Verdade, Arequipa é que nem Sucre, bonita quando tá nela, mas os arredores são de assustar! E eu só reparei por causa do tour do canyon, porque no dia que cheguei era de madruga e eu tava dormindo.

Antes de postar, fui consultar e acerola em espanhol era acerola mesmo, agora em quéchua nem procurei, mas deve ser algo bem estranho hahahahahaha

 

Abraço!

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Oi Alexandre!

Eu li em alguns relatos que algumas pessoas tiveram dificuldade em trocar real no Peru. Você levou real né? O que vc achou?

Eu vou agora em dezembro, e to pensando em levar tudo em real... O dólar tá mto alto, vou perder mto dinheiro trocando duas vezes...=/

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