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BOLÍVIA E PERU (SETEMBRO/OUTUBRO 2014) - Meu primeiro mochilão: histórias, gastos, fotos e vídeos.

Posts Recomendados


Ai que relato incrível! =)

Acompanhando!

 

 

Que bom que está gostando, puxa uma cadeira e vai acompanhando que conforme eu for tendo tempo vou postando mais, e se precisar de algo pergunte!

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Opa também tô acompanhando! Suas informações atuais e "perrengues" estão sendo cruciais... janeiro farei parte da trip qu tu fez.. !

 

 

Opa, isso aí Henrique, vai lendo e aprendendo com minhas cagadas pra não fazer igual em janeiro hahahaha

Anote o que puder e boa trip em janeiro!

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Ótimo relato! Acompanhando de perto, estamos partindo sexta feira... 6 diiiiiias ::hahaha::

 

vamos fazer 30 dias, começar pelo trem da morte, seguir para La Paz, Isla, Cusco com Salkantay, Arequipa.. e por ai vai.. SPA depois Uyuni e voltamos de Sta Cruz..

 

Pensando em levar reais depois do seu relato...

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Ótimo relato! Acompanhando de perto, estamos partindo sexta feira... 6 diiiiiias ::hahaha::

 

vamos fazer 30 dias, começar pelo trem da morte, seguir para La Paz, Isla, Cusco com Salkantay, Arequipa.. e por ai vai.. SPA depois Uyuni e voltamos de Sta Cruz..

 

Pensando em levar reais depois do seu relato...

 

 

Beleza Eltom, pelo roteiro parece que será uma ótima viagem, vou ver se ainda essa semana consigo postar mais coisas pra ajudar, tõ terminando a parte de la Paz agora e amanhã ou no máximo segunda já posto.

Com relação ao Real, tive que levar pelo cenário que se criou com o dólar, mas até que no final achei que não foi tão prejuízo assim, tá muito caro o dolar agora, mais as taxas que paga não dá não. Mas conselho: na Bolívia, melhor câmbio é em Santa Cruz, no peru foi em Arequipa, vai numa casa de câmbio que fica ao lado da plaza de Armas, o nome do cara é Jesus, pegamos a 1,13 o neuvo sol, e na cotação oficial tava 1.19, pouca perda. Em Cusco tava mais zoado.

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O relato está muito bom! ::otemo::

Cara, tu és mesmo um colecionador de perrengues, heim? O bom é que fica mais divertido. Eu estive na Bolívia entre os dias 15/09 e 03/10 e fui pra Uyuni no dia 24/09, por pouco não nos encontramos. Acho que tu ias gostar de interagir com o nosso grupo: foi muita diversão e cachaçada nas duas noites do tour(na verdade foi porre de rum). Quase apanhamos de um cara do outro grupo que queria dormir cedo, hahaha.

Ah, fiquei com inveja do almoço em meio aos paralelepípedos de sal. O nosso guia não nos levou para um lugar tão bonito. Os lugares que visitamos estavam com o chão bastante escuro ou sujo de óleo e pichações.

Aguardo o restante da aventura. Abraço.

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O relato está muito bom! ::otemo::

Cara, tu és mesmo um colecionador de perrengues, heim? O bom é que fica mais divertido. Eu estive na Bolívia entre os dias 15/09 e 03/10 e fui pra Uyuni no dia 24/09, por pouco não nos encontramos. Acho que tu ias gostar de interagir com o nosso grupo: foi muita diversão e cachaçada nas duas noites do tour(na verdade foi porre de rum). Quase apanhamos de um cara do outro grupo que queria dormir cedo, hahaha.

Ah, fiquei com inveja do almoço em meio aos paralelepípedos de sal. O nosso guia não nos levou para um lugar tão bonito. Os lugares que visitamos estavam com o chão bastante escuro ou sujo de óleo e pichações.

Aguardo o restante da aventura. Abraço.

 

 

Que bom que está gostando Suzana!

Pois é, perrengues acontecem, apesar que vi gente passar por coisas bem piores em outros relatos, os meus são até de boa, e como você disse, hoje são engraçados até, dou risada quando lembro.

Pelo que você descreveu, íamos fazer uma bagunça legal, principalmente no sentido etílico hahahaha

E o almoço foi surreal mesmo, mas como já falaram, depende muito do motorista, demos sorte com o nosso.

E pode esperar que já tem mais uma leva no forno!

Abraço!

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24 DE SETEMBRO – 7º Dia

La Paz

 

 

 

Como disse, já tenho um pouco de dificuldade de dormir em ônibus, o leito semi cama não ajudava e pra piorar o motorista era completamente maluco, ele simplesmente buzinava por qualquer coisa, do nada eu escutava ele buzinar e quando eu olhava não tinha ninguém, aliás, é uma prática normal entre os motorista na Bolívia, buzinam pra tudo. Até brincamos com isso, que no mínimo eles dão bom dia buzinando, acordam buzinando, se cumprimentam buzinando, pedem pra passar o sal buzinando, acho que até o toque de celular deles é uma buzina. Bom, melhor que os gritos da rodoviária de Potosí...

A viagem seguia e o dia começava a amanhecer, quando passamos por uma cidadezinha e escutei alguns fogos misturado com barulho de banda, quando olhei era um grupo de crianças com uniforme escolar fazendo um desfile pela rua, e muitas pessoas em volta estavam olhando. Não lembro que horas era, mas não devia ser 6h ainda. É ruim que no Brasil alguém faria a molecada sair àquela hora da cama pra desfilar!

A chuva começava a cair e logo chegamos a El Alto, cidade vizinha a La Paz. Nessa hora, começava a perceber o caos de uma metrópole boliviana. O trânsito era uma coisa de louco: carro cortando pra tudo que é lado, era moto com carro com bike com pedestre com lhama com chola com ônibus com a mãe e a porra toda. Semáforo? hahahaha, “no ecsiste” (pelo menos para os motoristas) diria o famoso padre. Preferencial, faixa de pedestre? Nada, nada, nada, naaaadaaaaaaa, já diria a canção. E ainda presenciei uma cena cômica e surreal: uma mulher vestida da cintura pra cima de guarda de trânsito e da cintura pra baixo de chola (como chamaria aquilo: uma transichola? ::lol4:: ), estava controlando o trânsito, com apito e tudo. WTF? Como assim? :shock::shock: Esfreguei bem os olhos e vi que era aquilo mesmo, só não tirei foto porque a câmera tava guardada.

Mal passamos pelo aeroporto e logo avistamos La Paz, que tem um pedágio bem na entrada da cidade. El Alto é mais alta que La Paz, que fica numa espécie de vale, por isso você vai descendo pela estrada, meio que serpenteando em torno da cidade, e a vista dela pelo alto é bem legal. De cara avistei um teleférico, e pelo milhares de outdoors espalhados pelo caminho ( Papai Evo nem curte muito uma publicidade...) percebi que é um meio de transporte da cidade, tem linhas igual ao metrô e liga vários pontos da cidade. Sensacional! ::otemo::

O trânsito estava pior, o ônibus ficou parado um bom tempo preso no manicômio automobilístico da cidade, até que conseguimos chegar na rodoviária. Nos despedimos do Mário, que ainda tinha esperanças de encontrar o casal Herbert/Fran para fazer Chacaltaya com eles, e seguimos nosso caminho.

Estava chovendo, mas não o suficiente pra colocar as capas, então nos informamos na rodoviária sobre o endereço do Wild Rover, hostel que escolhemos pra ficar (ficando nos 3 da rede, ganha uma camisa ::cool:::'> ) e como não era longe, fomos andando. Vendo o trânsito de La Paz, me senti na Índia, ou no centro de São Vicente, que é quase igual hehehe, seguimos por uma avenida grande, acho que era a principal, perguntando de esquina em esquina onde era a rua, até encontrarmos ela, bastava subir uma passarela e seguir reto. Andamos mais umas boas quadras e chegamos ao WR, é fácil identificar ele, tem uma grande bandeira da Irlanda junto com uma da Bolívia bem na frente. Ele é bem localizado, fica há umas 2 quadras do “barraco” do Evo Morales. Eu não via a hora de tomar um banho (já estava há mais de um dia) e trocar de roupa, e comer também, estava com fome. Pelo menos estava melhor com relação a altitude, já não tinha dor de cabeça e o cansaço em relação a esforço era menor, graças a Deus, só estava cansado por ter dormido mal mesmo!

Mas só pra variar um pouco, sorte eu tenho de sobra...sqn. Chegando no hostel, entramos e fomos procurar se tinha quarto, a atendente falou que sim, tinha um quarto para 4 e a diária custava 74 bolivianos, até achamos meio caro, mas resolvemos ficar nesse mesmo, queria ver se era tudo o que falavam mesmo. Só que aí veio a surpresa: naquele momento só tinha duas vagas porque as outras duas estavam ocupadas e o casal só sairia às 13h, portanto meus amigos poderiam entrar mas eu teria que esperar até às 14h pra poder ir pro quarto, e ainda ia dar 9h. Porra, não creio, de novo me fodi! ::vapapu:: Meus amigos entraram e fiquei lá, com cara de cachorro em porta de açougue pensando no que fazer. :(

Nisso ela avisou que poderíamos tomar o café da manhã se quiséssemos, e lá fomos nós. Ele era servido no bar do hostel, tinha saches de chá, café solúvel, tinha pães, manteiga e geleia (esse café seria o padrão dos hostels que ficamos dali em diante), podia comer a vontade, e na fome de um etíope que acabou de encher uma laje que eu tava, mandei ver. ::hahaha::

Quando voltei à recepção, perguntei se não tinha um outro lugar que pudesse ficar, disseram que não, eu teria que aguardar, pois minha reserva estava feita para aquele quarto e não dava pra trocar. Imagina ficar das 9h até às 14h moscando ali. Guardei minha mochila no locker, que é uma sala ao lado da recepção e que fica trancada, e perguntei se podia pelo menos tomar um banho, a moça falou que podia, mas quando voltei ao locker e fui abrir a mochila pra separar a roupa, a funcionária de lá disse que eu teria que pegar a minha mochila e separar a roupa ali no chão da recepção. Ai foi demais, cheio de gente lá e eu separando roupa no chão é foda, ainda mais que minha mochila tava a pura várzea por dentro, imagina a bagunça que eu não faria, ia ter que jogar minhas roupas no chão pra separar. :x Agradeci, guardei novamente mochila no locker e sai pra procurar outro hostel, fiquei no veneno e pensei “Foda-se, fico em outro e combino com eles de nos encontrarmos”. Andei umas 3 quadras e avistei o Hotel Torino, e me lembro dele ter sido recomendado, inclusive no livro que comprei, pra quem se interessar fica uma antes da Plaza Murillo pra quem vai da passarela pra dentro na Calle Comércio (rua do WR). Entrei e me informei da disponibilidade de quartos e eles tinham, inclusive com um preço até bom: quarto para 1 pessoa tava 50 pesos (com banheiro privado era 90), para 2 tava 150 (75 por crânio) e para 3 tava 225 (75 também). Voltei no WR e fui procurar eles, avisei o Renan que ia pro outro hostel, porque não tava afim de esperar tanto tempo. Fui na recepção avisar que não ia ficar, pois tinha arrumado outro e TCHARAN, não é que brotou uma vaga em outro quarto! ::ahhhh:: Mais do que rápido fizeram a troca (que não podia, agora pode né! ::hein: ) por um também de 4 camas, preenchi outra ficha, trocaram minha pulseira, peguei minha mochila e fui pra lá. Ficava exatamente abaixo do quarto dos meus amigos, lá nas profundezas do hostel (letra W). Estava tudo escuro no quarto, o povo tava tudo dormindo, coloquei minha mochila no armário e fui tomar meu belo banho, aliás, o melhor que tomei na Bolívia até então.

 

 

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Wild Rover

 

 

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Bora ganhar uma camisa!

 

 

Arrumamos um mapa da cidade e logo saímos pra bater perna pela rua. A chuva havia parado e deu para andar bastante as redondezas. O palácio do governo era perto, e em frente tinha a Praça Murillo, muito bonita, bem movimentada, muitas crianças e muitos pombos se divertindo por lá. Continuamos andando e paramos num lugar pra comer na Calle Comércio, chamava Salpics, tinha uma cara de fast food, mas servia comida também. Como tinha dado show no café da manhã, tava meio sem fome, então eu pedi uma batata com queijo, era meio miadinho mas era bom, assim como a Marina que não comeu, só o Renan tava faminto, então ele pediu um rango que vinha um puta prato que dava pra dois comerem, servidaço!

 

 

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Casinha do Evo Morales

 

 

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Meia dúzia de pombinhos...

 

 

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Calle Comércio

 

 

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Aproveitamos para pesquisar sobre os passeios que queríamos fazer: Tiwanaku, Valle de la Luna e Chacaltaya. Fomos em 3 agências e numa que ficava no próprio hostel e o mais em conta que achamos custava 70 bolivianos o passeio e tinha que pagar 80 bolivianos de entrada pra Tiwanaku; e pra Chacaltaya e o Valle achamos de 80 a 100, fora 30 bolivianos que paga de entrada nos dois.

Voltamos ao hostel e decidimos deixar as roupas na lavanderia que ficava colada ao lado do hostel, que também funcionava como uma vendinha. O quilo custava 10 bolivianos e eu precisava lavar algumas coisas, principalmente minha calça que estava destruída pelo sal. No final, minhas roupas deram 3,5 Kg, valor de 35 bolivianos, e ficaria pronto no outro dia de manhã.

Saímos novamente com destino ao Mercado das Bruxas, mas antes paramos em uma farmácia, o Renan e a Marina precisavam comprar outra manteiga de cacau porque a deles acabou, e eu aproveitei pra comprar o bicarbonato de sódio pra usar com as folhas de coca. Paguei 2 bolivianos, baratinho, e até o Mercado das Bruxas, que ao contrário do que achei, que fosse um local fechado, era uma espécie de 25 de Março boliviana, com uma rua (Calle Santa Cruz) cheia de lojas de artesanatos, roupas, coisas típicas, e até uma loja que vende artigos de feitiçaria, tendo como destaque os famosos fetos de lhama. Anda pra lá, olha de cá, pergunta daqui, pechincha dali e quando fomos ver, compramos coisa pra cacete, eu comprei lembranças pra família toda e pra mim também, no final acabei gastando 158 pesos (maluco, não!), isso porque pechinchei pra caramba.

 

 

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Calle de las Brujas

 

 

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Comprei algumas dessas aí!

 

 

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Voltamos ao hostel e resolvemos só fechar Tiwanaku para o dia seguinte na própria agência deles, deixamos pra no outro dia andar mais e tentar achar mais barato para os outros. Depois eu vi no mapa que ali próximo havia um mirador de onde se via a cidade do alto, como o Renan e a Marina não estavam afim de ir, fui sozinho mesmo. A subida começava atrás do Mercado Municipal, que ficava a umas quadras dali, bem perto, e põe subida nisso. Era uma ladeirona e depois uma escadaria que não acabava nunca, mais a altitude que nessa hora pesa pra burro, fora que cruzava umas ruas meio doidas, depois mais escadas. O mirador tem uma portaria, mas não tem cobrança de entrada, é só passar, é um local bonito até, tem um parquinho dentro, tem uns banquinhos onde ficam uns casais, aliás acho que é por isso que tem a portaria, deve fechar depois à noite, senão viraria o motel das estrelas aquilo hahahaha :twisted: . A vista é incrível, você vê a cidade espalhada em meio ao grande morro, eu recomendo.

 

 

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Tá chegando, é logo ali

 

 

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Parquinho

 

 

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La Paz

 

 

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Morro do Dendê? Vidigal? Cantagalo? Sovaco da Cobra? Não, é la Paz mesmo

 

 

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De lá de cima avistei o estádio Hernando Siles, onde o Brasil e os times brasileiros sempre se fodem quando jogam lá e vi que era bem perto e resolvi ir conhecer (o cara quando é fanático por futebol não pode ver estádio que quer conhecer hahaha). Desci e segui pro outro lado de onde vim, não demorou muito e logo cheguei ao estádio. Ao contrário do que haviam me dito, que ele ficava numa área meio zoada, achei o lugar legal até, não sei se é porque fui com o dia claro ainda. Dei uma volta nele (é grande o lazarento) e quando completei a volta e ia embora, percebi que a entrada para o campo tava aberta. Cheguei perto e tinha uns caras com roupa de operário saindo, e um deles me viu e disse que se eu quisesse podia entrar lá pra tirar foto. Sem pestanejar, adentrei ao gramado e vi que estava em obras, puxei conversa com o cara que devia ser o responsável pela obra e ele disse que era troca do gramado. Curti bastante o estádio e percebi que ele é bem próximo do campo, passa a impressão que a visibilidade de quem tá na arquibancada é boa, aliás tinha umas crianças fazendo algazarra por lá.

 

 

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Hernando Siles

 

 

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Até aqui tem propaganda do Papai Evo

 

 

Já escurecendo, voltei pro hostel e chegando lá o Renan e a Marina eles vieram perguntar se eu havia me perdido porque demorei muito. Se é uma coisa que não faço é me perder, tenho uma memória pra decorar lugares e pontos de referência muito boa. Pelo menos isso, né! :wink:

Anoiteceu e saímos pra comer alguma coisa, e não muito longe achamos um lugar que vendia empanadas (como se fosse difícil achar um lugar que vendesse isso por lá) e entramos. Vi que vendia também o tal do cuñape, que eu tava louco para experimentar, e pedi um também. As empanadas não eram muito boas, eu já havia comido no Chile e a diferença era enorme, mas o cuñape era sensacional, é tipo um pão de queijo, mas a massa é um pouco diferente, sei lá, sei que é sucesso, comeria uma travessa daquilo fácil.

 

 

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Palácio do Governo à noite

 

 

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Palácio do Governo à noite

 

 

Voltamos ao hostel, eu fui até meu quarto e finalmente conheci meus companheiros de quarto: eram 3 australianos, sendo um casal, a Ellen e o Choco (não sei como escreve, mas era como eu ouvia) e um cara. Eles conversavam em inglês (ah vá!) e eu fui pegar minha mochila quando puxaram assunto comigo. Como devo ter feito cara de quem não entendeu (só relembrando, meu inglês é daquele jeito), a menina perguntou se eu falava inglês e eu respondi que muito pouco, mas poderia tentar. Bom, comecei a usar meu “ingrêis” totalmente excelente e tentava entender o que diziam, no final percebi que me entenderam e até que deu pra se comunicar. Encontrei o Renan e a Marina no quarto deles e fomos ao bar do hostel, era um pub bem simpático, tinha mesa de sinuca num ambiente ao lado, dois telões que ficava passando ou jogos de futebol europeus ou algum outro esporte qualquer, um enorme balcão. Estava bem movimentado, pedimos umas brejas e fomos nos ambientando ao lugar, lotado de gringos, mas logo conhecemos um grupo de brasileiros, que assim como formiga e mato tem em todo lugar. O legal é que esse grupo havia se conhecido ao longo do caminho, eles vinham do Peru, e foi ficando junto, mochilão é assim, por onde passa vai fazendo amizades.

O bar do Wild Rover é bem animado, os caras de lá são gente boa e a maioria tem cara de tranqueira, mas tranqueira do bem, relaxem (quando forem lá vocês entenderão), lembro que tinha um gordinho com uns olhos esbugalhados que devia ser muito lixoso, tipo aqueles de filme de comédia americana. Em determinados momentos eles gritavam em coro: “Great shots!” (acho que era isso), alguém subia no balcão e servia uma garrafa de José Cuervo de laranja com um bico na boca das pessoas, tomei muito disso nos três dias que fiquei. Eles costumam também promover sempre algo diferente pra cada noite, tipo temático, e naquele dia seria noite do videokê. Colocaram um telão e cada um foi pedindo as músicas que queria pro cara do balcão, que era brasileiro e acabamos fazendo amizade com ele, só não lembro o seu nome (aliás, eram dois brasileiros que trampavam lá, ele e uma mina que se chamava Gisele), e depois que pedia a música, ele anotava seu nome, depois eles iam abrindo no Youtube a música em versão “lyrics” em várias abas e chamavam a pessoa, só que cada um que ia era acompanhado por um coral de gringos bebados com a afinação de um vendedor de passagens da rodoviária de Potosí. O único problema é que o WiFi de lá era horrível (aliás, eu só consegui ter sinal no meu celular no outro dia) e o vídeo muitas vezes travava no meio da música, o que causava alvoroço geral. O Renan resolver pedir uma música, Tempo Perdido da Legião Urbana, e lá fomos nós dois passar verg...quer dizer, cantar lá na frente. Os brasileiros deliraram, mas os gringos ficaram com cara de ovo frito sem entender. Chupa gringaiada, aqui é Brasil!

Depois de várias músicas e várias engasgadas dos vídeos, eles recolheram o telão e continuamos no bar trocando ideia com os brazucas, que iriam fazer todos juntos o tal do downhill da estrada da morte. Confesso que esse decidi pular porque dos três só eu ando de bike (vou trampar com ela) e o trajeto é meio punk, e não sou um cara muito de adrenalina não, fora que também é meio carinho (não lembro exatamente o valor, mas era caro), enfim, deixa pra próxima.

Um deles comentou que fez um passeio que saia de uma praça (não lembro qual era) e andava pela cidade com uns guias que iam contando histórias da cidade e do país, mas de um jeito que os livros não contam, tem até a história do sacrifício dos mendigos que... ah, não farei spoilers, quem quiser saber mais, faça o passeio hahahahaha (sacaniei ::lol4:: ) Depois descobri que era um Free Walking, porque em Arequipa e em Cusco tinha também e fizemos, e é sensacional, se eu soubesse disso teria feito o de La Paz também, portanto...

 

DICA DO PORTUGA: Em La Paz, façam o tal do Free Walking (não sei se o nome em La Paz é esse, mas se informem), pois se for no esquema dos dois que fiz vale muito a pena. Os outros eu relatarei mais adiante e vocês avaliem se vale ou não.

 

Umas brejas pra lá (peçam a Cordilheira, recomendo!), conversas pra cá, e o local fervia, era gente que subia no balcão pra dançar, os gringos bebaços, estava muito bom aquilo!

O bar fecha as 2h da matina, daí sempre aparece algum promoter de algum rolê trevoso geralmente com um busão na porta do hostel que vem arrebanhar os pé-de-cana multinacionais pra continuar a farra. Como não havia dormido bem, tava cansado e além disso o Renan ia dormir (fiquei meio cabreiro de me enfiar num busão e ir pra algum rolê louco em outro país sozinho, vai que eu acorde sem um rim né hahaha), preferi ir dormir, até porque acordaríamos cedo pra ir a Tiwanaku.

 

Gastos do dia

 

Almoço: b$ 18,00

Empanadas e cuñape: b$ 11,00

Lavanderia: b$ 35,00

Bicarbonato de sódio: b$ 2,00

Lembranças: b$ 158,00

Tiwanaku: b$ 70,00

 

 

 

Continua...

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25 DE SETEMBRO – 8º Dia

La Paz

 

 

 

Levantamos cedo, fomos tomar café e aguardar na recepção o busão que viria nos buscar pro passeio em Tiwanaku, e como é padrão na Bolívia, rolou aquele atraso básico, mas até que não foi tanto, uns 20 minutos acho, não lembro bem. O cara chegou, chamou nossos nomes e partimos pro ônibus, que na verdade era um micro-ônibus, tinha mais gente já e fomos em frente. Eles ainda pararam mais uma vez pra pegar um pessoal e partimos de vez.

 

 

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Estrada de la Paz

 

 

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Saída de La Paz

 

 

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El Alto

 

 

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Caminho para Tiwanaku

 

 

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Entrada da cidade

 

 

Fizemos o caminho contrário da chegada, subindo a estrada de volta e entrando em El Alto. Seguimos por uma avenida bem longa e pegamos um acesso para a cidade de Tiwananku, não era muito longe até. No caminho, o guia se apresentou e ao longo da viagem ele se levantava para dar explicações, tanto em espanhol quanto em inglês, apesar de que muitas coisas ele explicava em espanhol e resumia em inglês ou às vezes nem traduzia, até eu que sou ruim de inglês percebi. Mais uma vez os gringos se deram mal. O busão tinha muitos gringos de várias partes, e na nossa frente tinha dois colombianos, um deles até puxou papo conosco, mas depois ficou falando só com o conterrâneo dele.

 

 

Um parte da explicação do guia

 

 

Logo chegamos e descemos em frente ao primeiro museu que visitamos, demos os 80 bolivianos na mão do guia para ele comprar as entradas. Quando estávamos chegando na entrada, um homem nos abordou vendendo artesanatos locais, mas nós já haviamos comprado alguns no Mercado das Bruxas, só que o que ele tava vendendo, que era igual, tava bem mais barato do que lá. Pra terem uma ideia, o Renan conseguiu negociar umas estatuazinhas pequenas, estilo monólito (igual ao da foto que postei), mais uma miniatura do templo do sol com os deuses deles lá por 20 bolivianos, dava uns 4 ou 5 itens, até eu comprei essa miniatura, era bem legal, e ele já tirava da bolsa embrulhada em jornal e tudo. Portanto...

 

DICA DO PORTUGA: Se foram comprar lembrancinhas, primeiro vejam os preços tanto no Mercado das Bruxas e depois comparem em Tiwanaku e usem a regra da pechincha e aí comprem onde compensar, para nós seria mais barato em Tiwanaku.

 

Nesse museu, chamado Lítico, tinha um monólito (estátua esculpida em uma única pedra) de 10m, em homenagem a Pachamama, outras menores esculpidas em vários tipos de pedras ou rochas, e o guia ia explicando, sempre dando mais ênfase no espanhol. Pena que não dá pra tirar fotos lá dentro (apear de eu conseguir algumas, até um chola, que era segurança lá, brigar comigo ::lol3:: ).

De lá fomos a outro museu, que fica ao lado, o Nacional de Arqueologia Tiwanaku (também não pode tirar fotos), ele conta a história dos povos pré-incas. Tinha desde artefatos, artesanatos, armas, utensílios produzidos, itens achados em escavações, uma verdadeira aula de história da América do Sul. Vale a pena! Havia ainda um quadro cronológico sobre o período das civilizações. Outra curiosidade foi entender que eles construíam as coisas apenas encaixando as pedras, elas eram presas apenas com uma espécie de grampo de ferro, feito por eles também.

 

 

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Museu Lítico

 

 

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Museu Arqueológico Nacional

 

 

O guia ia dando o seu show. Ele era muito bizarro, um tiozão que fazia umas caretas assustadoras. Ele imitando como era o processo de mumificação é impagável, nem vou fazer spoiler (até porque teria que gravar um vídeo pra mostrar, e não conseguiria), confiram com seus próprios olhos.

Terminada a visita ao museu, atravessamos a rua e fomos até o sítio arqueológico dos tiwanaku. O local era grande, tinha algumas ruínas, a famosa porta do sol, tinha uma pirâmide (ou o que sobrou dela), onde subimos e vimos o local lá do alto, e o guia ia sempre dando explicações de tudo. Junto conosco, tinha uma escola fazendo visita, e a molecada tava causando, dava dó da monitora que ficava com um megafone toda hora pedindo pra não subirem onde não podia, pra não pegar o que não devia, ela tava ficando louquinha (sei como ela se sente, já fui inspetor de alunos, só que eu não tinha megafone).

 

 

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Entrada do sítio

 

 

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Nosso guia doido

 

 

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Porta do sol

 

 

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Monólito

 

 

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Nosso guia doido imitando um ritual tiwanaku

 

 

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Monólito Fraile

 

 

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Pirâmide, ou que sobrou dela

 

 

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Templo

 

 

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Encontrem o E.T. na foto

 

 

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Ficamos um bom tempo por lá e fomos almoçar, era pago a parte e custava 25 bolivianos, mas nós não iríamos comer, pensamos em procurar um lugar pra comer que fosse mais em conta, fora que não estava com muita fome mesmo. Chegando lá, o pessoal entrou e nós fomos dar um peão pra achar algo, mas a cidade parecia não ter nada, até que, quase ao lado do restaurante, avistamos uma vendinha. Entramos e acabamos, depois de olhar muito, comprando uns salgadinhos mesmo, eu comprei um pacote de batatas fritas e eu ainda comprei um chocolate, tudo deu 2.50, íamos comprar uma Coca também, mas, como em todo lugar na Bolívia, era vendida quente, tirada da prateleira, aí deixamos quieto. Saímos e sentamos na calçada e começamos a conversar com um o outro colombiano que estava conosco e que também não quis ir almoçar. O guia saiu e chamou pra entrarmos, mesmo que não fosse pra comer podíamos ficar lá, e como estava muito sol nem pestanejamos. O restaurante era legal, a comida parecia muito boa, até compensa no final, mas já estávamos percebendo que a grana começava a diminuir, por isso não comemos. Resolvemos pedir um refrigerante, e escolhemos uma Fanta 2l. No final, quando fomos pagar (sim, os cabaços pediram o bagulho sem perguntar o preço antes ::putz:: ) custava acho que uns 15 bolivianos ou mais, não lembro bem agora, mas era bem mais caro do que a outra que tava quente (aliás, que em qualquer lugar). Mais uma pra aprender!

Partimos rumo a outro lugar onde também tinham ruínas de vários templos e monumentos, chamava-se Puma Punku. Parecia um enorme sítio onde víamos construções deles e tinha uma tal pedra que pesava 132 toneladas (haja Whey pra tanto músculo desses caras :) ).

 

 

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A tal pedra de 132 toneladas

 

 

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Esse danadinho aí ficou fazendo graça pra nós na hora da saída.

 

O passeio chegou ao fim e voltamos a La Paz, eles deixaram a gente na igreja de São Francisco (lá costuma ser o ponto final de todos os passeios, portanto se informem em vossos hostels sobre a distância até lá), fica próximo ao mercado das Bruxas, então dava pra ir a pé até o hostel de boa. Mal descemos e quando entramos na Calle Camacho, avistamos uma pessoa vestida de zebra num cruzamento, é uma espécie de campanha do governo pra incentivar o uso e o respeito á faixa de pedestres. Criativo! ::otemo:: Seguimos pela Calle Camacho, onde avistamos uma casa de câmbio que trocava reais por pesos a 2.72, melhor cotação que vimos em La Paz.

 

 

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Voltando a La Paz

 

 

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Igreja de São Francisco

 

 

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Ih, deu zebra ihihih

 

 

Obviamente, estávamos com fome e resolvemos procurar um lugar pra comer, e anda daqui, anda de lá, lembrei que o Mercadão era ali perto, e fomos até lá conferir a “gastronomia de alto nível” deles (copiei essa frase de outro relato). Chegando lá, vimos que ele é dividido por setores, tinha uma parte só de frutas, o setor Friboi (naquele padrão FIFA), e a parte de cima onde fica a praça de alimentação. Primeiro compramos umas frutas, pra variar bonitas e suculentas, compramos bananas e maças, não lembrou quanto custou, mas não foi caro, deve ter dado uns 10 bolivianos ou menos, muito barato.

Subimos e fomos ver o que tinha pra comer, mas os restaurantes já estavam fechados (também, querer almoçar umas 16h ou17h dá nisso né) e só restavam as lanchonetes.

Escolhemos uma e após perguntar o que tinha, eu e o Renan pedimos um pão com carne moída, a Marina eu não lembro, mas era diferente. Aí aconteceu a parte mais engraçada: o Renan chamou o velhinho e perguntou se tinha pão com queijo, o cara disse que sim e ele pediu um. O cara me traz um prato com um pão e, separado, um pedaço de queijo, provavelmente pra acompanhar o pão ::hein: . Todos rimos! Não satisfeito, ainda mandei um pão com ovo, e pedimos uma coca 1l (quente, claro). Sinceramente, que lanches deliciosos! O pão com ovo tava divino, e não foi caro, os lanches eram 2 bolivianos cada (sério) e a coca deu uns 4 bolivianos se não me engano, eu paguei míseros 6 bolivianos se me lembro bem. E diga-se de passagem, sobre o que li a respeito da higiene do lugar, não vi nada demais, me pareceu igual qualquer lanchonete que tenha por aqui, portanto, larguem de frescura e comam no Mercadão! Eu agarantiooooo! ::otemo::

Voltamos e no caminho ainda paramos numa simpática padaria, que tinha uns bolos confeitados que era um mais bonito e apetitoso que o outro, e compramos umas empanadas para comer a noite, não lembro quanto custou mas foi barato também.

Cegamos ao hostel, passamos na lavanderia pra pegar as roupas, guardamos as coisas nos quartos e decidimos sair pra fechar os passeios do dia seguinte, e também ver se conseguíamos já fechar Copacabana, Isla Del Sol e quem sabe até a ida ao Peru.

Na saída, encontramos a Gisele e o outro brasileiro do hostel, e quando dissemos que iríamos procurar agências, eles nos recomendaram ir até a região do Mercado das Bruxas que tinha várias e com preços bons. Ah malandro, simbora pra lá! E de fato, nas redondezas de lá tem mesmo várias agências, entramos na primeira que passamos em frente era a Adventure Tours. Fomos atendidos por um rapaz, que devia morar por lá, porque a família inteira tava ali, inclusive sua filhinha, que estranhou a bastante gente hahaha

A princípio só consultamos Chacaltaya e Valle de la Luna, ficava 60 do tour e 30 de entrada dos parques, o mais em conta que havíamos visto era 80, já tava bom, mas iria melhorar. Decidimos perguntar se ele também fazia tour pra Copacabana, Ilha do Sol e se tinha ônibus pro Peru, destino final em Arequipa. E si, ele tinha os ônibus. Pegou o telefone e começou a ligar pra um povo, fala daqui, anota daqui e quando desligou nos passou o que conseguiu: busão pra Copacabana às 8h, depois ás 18h30 busão de Copacabana pra Puno, e de Puno pra Arequipa às 21h30, íamos pela Titicaca Tours. Chora daqui, pechincha de lá, e ele sempre dava um sorriso e dizia que tudo bem, no final fechamos os três ônibus por 170 bolivianos. Sucesso! E fechamos o Chacaltaya e o Valle de La Luna também. Saímos satisfeitos com o bom negócio e, assim como no tour do Salar, acabamos fechando na primeira agência que vimos mas com a sensação de ter feito bom negócio.

Chegamos no hostel e soubemos que o tema da noite era os homens vestidos de mulher. Pensa na desgrama! ::putz:: O Renan tratou de arrumar um vestido da Marina, já que o tamanho deles é o mesmo, se vestiu e fomos pra lá, já eu fui de homem mesmo porque primeiro que eu não tinha roupa e as da Marina nem entrariam e em segundo que se já sou feio de homem imagina de mulher! Hahahahaha, queimaaaaaa Cheeesuuuuus! ::ahhhh:: Era um pior que outro.

Essa noite foi a que mais encheu, por que além do povo de lá, ainda colou a galera que tava no Loki, outro hostel bem conhecido e que fica na rua de trás do WR.

Encontramos a galera brasileira, e todos (e era uma renca) estavam com a camisa do downhill e contaram a experiência. Apesar de não ter feito, pelos relatos que li e pelo que eles falaram, recomendo se tiverem tempo e grana.

A noite, conhecíamos muita gente, alguns gringos com quem eu tentava puxar conversa, e no final da noite ainda fizeram uma espécie de votação pra ver quem tava melhor, ou seria mais engraçado, sei lá, “transformista” da noite, o povo subiu no balcão e ia rolando uma votação. E não é que o Renan ficou em terceiro! Hahahahahaha, parabéns Marina, você namora o terceiro melhor traveco de La Paz hahahahaha ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

Eu e o Renan, como sempre, decidimos carregar a barra de especial do povo e fomos buscar, num copo plástico pra muquiar, o que tínhamos do Velho Chico, e saímos distribuindo pro pessoal, muitos tomavam e faziam uma cara pior que a outra. Nunca vi um povo tão fresco pra goró, batem no peito que são beberrões e arregam pra nossa cachacinha.

Um dos brasileiros acabou bebendo um pouco demais (mas foi culpa do Velho Chico, nem vem!) e começou a ser o chato do role, todo mundo que ele via abraçava, falava cuspindo, comigo ele falava em inglês, tava causando com todo mundo, até que depois soube que ele tomou umas muquetadas de alguém. Não aguenta bebe leite filhão!

Encerrado o expediente no bar, lá foi o povo pra algum role trevoso por La Paz e fomos dormir pra no outro dia fazer Chacaltaya.

 

 

Gastos do dia

 

Lembrança (Tiwanaku): b$ 10,00

Entrada em Tiwanaku: b$ 80,00

“Almoço”: b$ 2,50

Lanches no Mercadão: b$ 6,00

Chacaltaya e Valle: b$ 60,00

Ônibus p/ Copa, Puno e Arequipa (Titicaca Tours): b$170,00

 

 

Continua...

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